sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Amadora e a melodia do público

A brilhante vencedora, Sara Moreira (foto AMMA)

A dupla de vencedores, Sara Moreira e Nicolas Korir

Grandes atletas e amigos (Carlos, Sandra, João Gonçalves e eu)

Quando a prova da Amadora termina, algo há que perdura nos ouvidos, o entusiasmo e incitamento desta população que vem para a rua vibrar com os atletas, do primeiro ao último. Todos nós nos sentimos campeões debaixo daqueles aplausos gritos e cornetas.
É isto que faz esta prova tão querida de quem aqui se desloca, no verdadeiro dia de São Silvestre.
Foi a 36ª edição da São Silvestre da Amadora, a minha 4ª participação, e mais uma uma vez só tenho a dizer bem de toda a organização, sem haver qualquer ponto a melhorar. Que se mantenha por muitos e bons anos, é o desejo de todos nós.

Hoje foi finalmente, após três pódios consecutivos, o dia de Sara Moreira, atleta com que tive o prazer de falar antes da prova. Apesar de ainda afectada por uma gripe que a debilitou, Sara partiu com todo o empenho rumo à vitória que a alcançou ao fim de 33.56, 1 minuto e 17 à frente das russas Eugenia Danilova e Maria Kovaleva que, tal como ontem nos Olivais ocuparam os segundo e terceiro lugares do pódio, hoje por ordem inversa.
1 segundo foi o suficiente para o queniano Nicolas Korir (29.09) bater Manuel Damião na luta pela vitória masculina, com o eritreu Goitom Kifle em 3º
778 atletas classificaram-se nesta edição, o que representa um aumento de 82 em relação à prova de 2009 e a apenas 46 do record de 824 estabelecido em 1984.
O aumento deste ano foi significativo no sector feminino, de 67 para 93.


Quanto a mim, 52.08 foi a minha 2ª melhor marca do ano nesta distância, batendo por 3.19 o meu melhor tempo aqui, realizado no "mítico" ano de 2007. Curiosamente, até domingo passado a melhor marca do ano eram os 52.15 da Corrida do Tejo. Nestes 6 dias essa marca desceu para 3º pois as 2 melhores foram alcançadas neste final de ano, 51.27 em Lisboa, 52.08 na Amadora. Não esquecendo que a melhor média de sempre foi atingida uma semana antes no Grande Prémio do Natal com 4.46 em 8.840 metros, o que me daria um mais que sonhado record abaixo dos 50 minutos se a prova tivesse a dupla légua, o que faz com que este final de ano tenha sido muito promissor. Venha o 2011 e se as lesões não me apoquentarem como o fizeram entre 2007 e 2009, o sonho tornar-se-à realidade. (para dizer a verdade, desde 3ª que ando um pouco preocupado com um problema no tornozelo direito, mas nem quero falar nisso a ver se passa...).

Mas a grande ideia que fica desta prova, é que ano após ano levo este público no coração.

Um grande e excelente ano para todos que têm paciência para ler estes meus escritos!

Jéssica imparável vence São Silvestre de Madrid

Em 6 dias, Jéssica Augusto participou em 3 provas tendo-as ganho todas e destacada!
Após a São Silvestre de Lisboa a 26, Volta ao Funchal 28, hoje foi a vez da San Silvestre Vallecana, a famosa prova madrilena. Isto depois de no dia 12 se ter sagrado campeã europeia de corta-mato.
O seu tempo final foi de 31.59, 55 segundos à frente de Núria Fernandez.
Zerzenay Tadese, recordista mundial da Meia-Maratona, venceu o sector masculino com a marca de 28.27
Impressionante o número de participantes, 34.000!
Recorde-se que Jéssica tem a 8 de Janeiro o Cross de Edimburgo, encetando logo de seguida a sua preparação para a estreia na mítica distância da Maratona, 17 de Abril em Londres

São Silvestre dos Olivais - Uma prova com grande ambiente

Eu, Sandra e Carlos, três estreantes nesta prova

Muita chuva, e inclusive trovoada, nas horas que antecederam a prova, o que não fazia prever que a mesma se desenrolasse sem uma única gota caída do céu.
Foi a 22ª edição da São Silvestre dos Olivais, e a minha 1ª experiência nesta prova. Logo a salientar o ambiente de fim de ano que se respira, com um convívio e ambiente diferente. No final, apenas se ouviam duas frases. Ou "até para o ano" ou "até amanhã na Amadora".
Sobre a organização, só descortinei pontos positivos, o que abona tudo a favor.
Gostei da prova, gostei do percurso (não partilho a opinião de alguns atletas que referem que é mais duro que na Amadora), e gostei do ambiente. Uma prova para voltar sempre.

O grande vencedor dá pelo nome de Ricardo Dias, do Maratona, que "despachou" o percurso em menos de meia-hora, 29.51, batendo por 13 segundos o russo Yuri Abramov, com Sérgio Silva na 3ª posição. Classificaram-se até ao 10º posto os seguintes atletas, Valery Zholnerovich, Roman Prodius, José Maduro, António Travassos, Pavel Adyskin, Carlos Silva e Adelino Monteiro. O queniano presente, Peter Kiplagat, classificou-se de imediato na 11ª posição.
E se foi uma estreia o vencedor masculino, o mesmo se passou com a feminina, a sportinguista Clarisse Cruz, 34,11, batendo por 7 segundos a recente vencedora da Maratona de Lisboa, a russa Maria Kovaleva, seguida da sua compatriota Eugenia Danilova. Apesar da presença estrangeira, ambas as vitórias sorriram a portugueses.
Terminaram ainda dentro do top-10, a queniana Rodah Cherop, Madalena Carriço, a marchadora Ana Cabecinha, Ana Mafalda Ferreira, Helena Sampaio, Tânia Cabral e Liliana Alexandre, uma promissora atleta que alcançou este 10º posto atrás de tão ilustre concorrência, num dia especial, o aniversário dos seus 20 anos.
Colectivamente, vitória para o Benaventense seguido por Boavista São Mateus e Leões de Porto Salvo.

Os atletas classificados foram 1.087, para 1.200 inscrições que esgotaram, sendo o mau tempo a provável justificação para algumas ausências. Mas afinal esteve sempre bom tempo durante a prova!


Quanto a mim, nesta minha prova nº 150, fiz o que tinha delineado, uma corrida calma, pois tem que haver a inteligência para saber dosear a carga, e hoje era dia de rolar. Foram 57.05, numa prova com muito agradável companhia, Sandra Martins, João Gonçalves e durante uns quilómetros também o Mário Santos. Ter feito a prova toda com a Sandra e o João, ainda por cima na zona da Expo, fez-me recordar a famosa Corrida do Oriente 2009 onde foram muito pacientes em me acompanhar ao ritmo que ia, dando-me sempre força para chegar ao fim. Tinha estado parado 6 meses em virtude da fractura no pé, estava sem treinos, com a resistência a zeros, ainda com os tendões todos presos, com medo de colocar o pé e participei nessa prova convencido que iria parar cedo. Nunca parei, com grande ajuda da Sandra e do João, e cortei a meta naquele que foi, e é, o meu pior tempo de sempre, 1 hora e 7, mas com uma alegria indescritível. Estava de regresso! Pois hoje, com tão agradável companhia, recordei-me dessa grande memória.
E para terminar, vou embaraçar o meu grande amigo João Branco que, sempre na paródia com o seu grande espírito de atleta de pelotão, disse à partida que eu nem iria escrever sobre esta prova por ir ficar atrás dele. Pois o João chegou quase 4 minutos antes de mim, num excelente ritmo, e eu estou a escrever. Pronto! Já te fiz corar! Ah ah ah!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Volta ao Funchal - Mais uma para Jéssica, a 1ª de Mbengani

A 52ª edição da clássica Volta ao Funchal, disputada ontem, viu-se ameaçada pelo mau tempo antes da prova, o que mesmo assim não desmobilizou os muitos espectadores presentes.

Dois dias após o seu triunfo em Lisboa, Jéssica Augusto alcançou a 3ª vitória nesta prova, após as de 2006 e 2008 (ano em que também tinha ganho em Lisboa, nesse caso na véspera) num domínio absoluto, cortando a meta com 23 segundos de avanço sobre a etíope Almenesh Belete, com a belga Veerle Dejaeghere em 3º. Pluri-vencedora aqui, Fernanda Ribeira terminou no 4º posto.

Se a história da corrida feminina se resumiu à supremacia de Jéssica, no capítulo masculino houve emoção até ao final e com um vencedor surpreso de si próprio. Eduardo Mbengani seguia a cerca de 40 metros do grande favorito o queniano David Bett, no entanto este viria a quebrar no final permitindo uma muito festejada vitória ao atleta da Conforlimpa que cortou a meta com 16.48 e um avanço de 10 segundos sobre Bett. Rui Pedro Silva completou o pódio à frente do homem da casa, Alberto Paulo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Coincidência de datas

Há atletas que correm "a sério" e fazem uma escolha criteriosa das suas provas, contemplando uns períodos mais activos e outros de recuperação. Outros atletas, onde me incluo, correm a um ritmo que é muito bom para nós mas que não passa dum ritmozinho de lá de trás do pelotão e em que, apesar de cada um com os seus objectivos pessoais, o maior prazer é estar nas provas, tentando sempre ter uma por semana.
É assim que este ano já levo 45 feitas e ainda chegarei a 47. Especialmente depois da torturante paragem de 6 meses devido à fractura dum pé, não quero perder nenhuma das que posso ir. Não há alguma que seja apenas mais uma, cada qual tem a sua história e o seu encanto.
Há é decisões que são difíceis de tomar quando coincidem no mesmo dia duas ou mais. Mas tem que se reconhecer que é bem preferível ter por onde escolher do que não ter nenhuma.
Se pelo calendário normalmente já se conhecem as provas que costumam ser concomitantes, este artigo vem a propósito duma situação que irá acontecer no final do próximo ano.
É conhecido o desejo da organização da São Silvestre de Lisboa em transformar o seu evento numa das grandes provas de final do ano a nível internacional, como as bem conhecidas São Silvestre de São Paulo e a São Silvestre Vallecana em Madrid. Para tal, tem que a posicionar no dia de São Silvestre, 31 de Dezembro.
Até aqui, tudo bem, no entanto a São Silvestre mais famosa e mítica no nosso país é a da Amadora, que se disputa ininterruptamente desde 1975, cuja data é o 31 de Dezembro e que dista escassos quilómetros da de Lisboa.
Desde os últimos anos que a sua partida é às 18 para o sector feminino e 18.10 para o masculino, desconhecendo qual será a hora da de Lisboa na nova data. Se forem a horas diferentes, provavelmente ainda haverá uns quantos "malucos", onde se calhar me incluirei, que farão as duas (é como uma Meia com pausa a meio), mas é certo que ambas sairão prejudicadas. E não esquecendo que a dos Olivais tem a sua data a 30 de Dezembro, a região da grande Lisboa irá ter 3 provas num espaço de 24 horas.
Alguma coisa mudará até lá?
Se não der para ir às duas de 31, será com muita pena que prescindirei duma, mas neste momento penso que sei qual escolherei. Quem já fez a Amadora não pode esquecer o entusiasmo da população, aplaudindo do primeiro ao último, havendo determinadas zonas que nos sentimos mesmo com uns campeões! E sente-se o mito...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

São Silvestre do Porto - Mais um êxito!

Os 2 vencedores, Fernanda Ribeiro e Rui Pedro Silva (foto retirada do site da RunPorto)

E o record de participantes continua a cair na São Silvestre do Porto! Atente-se à evolução desde 2004: 1.199, 1.269, 1.385, 1.455, 1.680, 1.869, para ontem ter derrubado largamente a barreira dos dois milhares, 2.281 participantes!
Como curiosidade, se somarmos os atletas de 2009 nas São Silvestre de Lisboa e Porto, obtemos um total de 4.934 classificados. Em 2010 essa soma é de 5.848, mais 914. Muito significativo!
Ontem, mais uma vez, a RunPorto colocou de pé um grande evento que, na sua 17ª edição, viu Rui Pedro Silva repetir a vitória de 2009. Curiosamente, nas últimas 4 edições as vitórias foram de Rui Silva e Rui Pedro Silva.
E venceu com um excelente tempo de 29.17, menos 36 segundos que a sua vitória do ano passado, distanciando por 48 segundos o jovem Tiago Costa que tem estado a evoluir bastante bem e é cada vez mais do que apenas uma promessa. Vencedor em 2007 e 2008, Rui Silva regressou ao pódio desta prova, agora em 3º
Quem continua a ignorar a idade é Fernanda Ribeiro, uma grande referência nacional e mundial, que venceu esta corrida pela 4ª vez fazendo 34.58, à frente de 3 bracarenses, Cláudia Pereira a 24 segundos, Ercília Machado e Joana Costa. As anteriores vitórias de Fernanda Ribeiro foram em 1998, 2000 e 2001.

domingo, 26 de dezembro de 2010

São Silvestre de Lisboa - Uma grande noite!

Com o João Branco e o Luís Parro, de nova mascote ao peito!

A 3ª edição da São Silvestre de Lisboa tornou a bater o record de classificados, 3.567 contra 3.065 do ano passado, e viu novamente as mulheres imporem-se aos homens na interessante "guerra dos sexos".
"Guerra" essa que teve como maiores "guerreiros" Jéssica Augusto e Hermano Ferreira. Será justo afirmar que só uma Jéssica em grande forma conseguiria bater este Hermano, tal como só um Hermano em grande forma conseguiria aproximar-se desta Jéssica.
Sendo 2.42 o avanço com que as mulheres partiram, a chegada foi quase ao sprint com Jéssica a bater Hermano por 5 segundos. Ambos fugiram e muito do seu pelotão. Jéssica terminou com a excelente marca de 31.52 (a escassos 17 segundos do record nacional de estrada fixado por Rosa Mota em 1987), sendo a sua 2ª vitória nesta prova em outras tantas participações. Em 2º terminou Dulce Félix, 33.07, sendo que Dulce nas 3 edições ficou sempre nas 2 primeiras posições (1 vitória e 2 segundos). 3º lugar para Anália Rosa, 33.48, 4º Salomé Rocha 34.05, 5ª Lucinda Moreiras, 35.36 e na 6ª posição Daniela Cunha 35.55.
No sector masculino, Hermano Ferreira parou o relógio aos 29.15, com José Ramos em 2º, 29.50, numa inversão das posições do ano transacto. Ricardo Mateus continua a dar muito boa conta de si e foi o 3º com 30.09. Seguiram-se 4º Ricardo Ribas 30.41, 5º Hélio Fumo 30.45, 6º Nuno Santos 30.49 e 7º Luís Feiteira 30.56, tendo sido estes os 7 os atletas que ficaram até à casa do minuto 30.

Os resultados completos podem ser consultados aqui.

A organização, continuando na sua luta de transformar esta prova numa grande evento internacional, tudo fez para agradar, tendo detectado apenas um ponto negativo. Na zona da separação entre a corrida dos 3 e dos 10 kms, estava bastante escuro, foi aliás a única parte escura do percurso, podendo acontecer eventuais acidentes. Mas de realçar que essa zona tinha um candeeiro que poderá ter tido algum problema no momento.
O que falhou, mas isso sem importância para a corrida, foram os sms com os tempos e classificação pois estavam completamente aleatórios, mas que foram rectificados rapidamente.
Todo o resto bem, como já nos habituaram!
E digo todo o resto relativamente apenas à organização pois de atletas faltou muito civismo. De que adianta colocar partidas por tempos se depois são os próprios atletas que aldrabam tudo? Como eu ia para 50 baixo, posicionei-me imediatamente atrás dos sub-50. Resultado, fui mais de um quilómetro a ultrapassar atletas que iam para mais duma hora e outros a caminhar, causando problemas de "tráfego". Claro que não há problema algum fazer mais duma hora, eu também já fiz algumas vezes, mas nessas alturas sabia que a minha colocação na partida era lá atrás e não à frente. Depois, e por causa desses atletas que não quiseram colocar-se no seu devido lugar de partida, outros mudavam de direcção como quem corria sozinho. Resultado, que eu tivesse visto, duas quedas em virtude desses atropelos.

Em relação à minha prova, fiz o tempo real de 51.27, o que é o meu 4º melhor tempo de sempre (ex-aequo) nos 10 kms, o melhor registo do ano nesta distância, batendo os 52.15 da Corrida do Tejo, e o melhor tempo desde Setembro de 2008, portanto desde antes da fractura do pé.
Claro que sem o cerca dum minuto perdido na confusão do primeiro quilómetro, o meu record de 50.37 em Grândola 2007 estaria ao alcance, tal como já esteve antes na Luzia Dias e G.P. Natal tivessem os 10 quilómetros, mas o sonho dos 49 está bem vivo e sinto que algures em 2011 será o dia. Queiram as lesões não me (re)visitarem.
A partir do momento que fiquei solto da confusão, tenho a consciência que dei sempre o máximo a qualquer momento, sempre muito concentrado e focado. Quando assim é, só posso estar muito orgulhoso da minha prova.
E para mim, em termos competitivos, terminou o ano. Faltam-me fazer as São Silvestres dos Olivais e da Amadora, mas essas irão ser apenas para rolar pelo prazer de correr.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Apresentadas São Silvestre de Lisboa e Amadora

Realizou-se hoje a conferência de imprensa para apresentação da São Silvestre de Lisboa, prova que, apesar de contar apenas 2 edições, ultrapassou os 3 milhares de classificados na época anterior.
Presentes as 2 medalhadas a nível individual no Europeu de Cross, Jéssica Augusto e Dulce Félix, curiosamente as vencedoras das 2 primeiras edições, José Ramos (vencedor em 2009) e Ricardo Ribas.
Participarão igualmente, Ana Dias, Anália Rosa (presentes portanto 4 das nossas meninas de ouro), Daniela Cunha, Carla Salomé Rocha, Hermano Ferreira, Luís Feiteira, Bruno Pais e João Silva.
Segundo o organizador, as inscrições estão perto de atingirem o limite de 5.000, o que prova a validade deste projecto que se transformou numa das corridas mais participadas em Portugal.
Tal como no ano transacto, irá ser disputada a "guerra dos sexos", cuja vitória pendeu para o lado feminino mas este ano a margem é menor. Se em 2009 as atletas partiram com 3.34 de avanço, no domingo essa diferença será apenas de 2.41

Ontem, foi a vez da apresentação da mítica São Silvestre da Amadora, que irá ter a sua 36ª edição. E, diga-se de passagem, também com um rico naipe de atletas. Dulce Félix irá tentar alcançar a sua 3ª vitória consecutiva. Sara Moreira tudo fará para alcançar finalmente a vitória depois de 3 pódios nas últimas 3 edições (3ª em 2007, 2ª em 2008 e 2009). Mas também Marisa Barros espreita a sua sorte. De destacar que só com estas 3 atletas temos metade da nossa selecção feminina do Europeu. Sandra Teixeira também marcará presença e será outro nome a considerar na luta pelos primeiros lugares, onde se incluem a recente vencedora da Maratona de Lisboa, Maria Kovaleva e a sua compatriota Eugenia Danilova.
No sector masculino, irão integrar a luta pelos lugares cimeiros, José Ramos (vencedor em 1997 e 1998), Luís Feiteira, Manuel Damião, Alberto Chaiça, Licínio Pimentel, Ricardo Ribas, Pedro Ribeiro, Luís Pinto, além do atleta do Zimbabué, Cutbart Nyasango, ele que vem creditado com o tempo de 1.00.26 à Meia-Maratona, Goitom Kifle da Eritreia e o ucraniano Shafar Vitaly
Com a presença de Carlos Lopes (vencedor em 1975, 1983 e 1986) e Rita Borralho (vencedora em 1980 e 1981), a organização aproveitou para homenagear dois atletas. Um foi Carlos Cabral, vencedor da edição de 1976. A outra homenageada era Jéssica Augusto mas que não lhe foi possível estar presente devido aos enormes atrasos dos voos aéreos pela Europa fora. Recorde-se que Jéssica vinha de Bruxelas onde competiu domingo.
Nesta prova, o record de vitórias pertence a Fernanda Ribeiro com nada menos que 6 triunfos, seguida pela letã Jelena Prokopcuka (5 vitórias) e Aurora Cunha (4 vezes). No sector masculinos, 3 vitórias para Carlos Lopes e Domingos Castro (este consecutivas).

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Jéssica Augusto eleita atleta europeia de Novembro!

Mais um galardão para Jéssica Augusto, a Federação Europeia elegeu-a Atleta Europeia de Novembro!
Na notícia publicada no seu site, pode ler-se a justificação:
"A portuguesa Jéssica Augusto esteve numa forma sublime em Novembro e dominou a corrida feminina da 29ª edição do famoso Cross de Torres Vedras, ao pé de Lisboa, desde o início da corrida, tendo ganho confortavelmente.
Augusto tem sido o elemento mais forte da equipa portuguesa desde há muitos anos e o último da sua longa lista de sucessos foi o título europeu feminino no SPAR Campeonato Europeu de Cross 2010 em frente ao seu público em Albufeira já neste mês.
Apesar de ter apenas 29 anos, já competiu em 11 edições do SPAR Campeonato Europeu de Cross, tendo igualmente ganho o título júnior em 2000 e sendo 2ª há 2 anos em Bruxelas."

Seguiram-se-lhe na classificação a britânica Louise Damen e a holandesa Adrienne Herzog.

Em masculinos, Licínio Pimentel foi o 2º atrás do italiano Ruggero Pertile, com o britânico Andy Vernon em 3º.

Mais um grande orgulho para todos nós!

Portugueses em acção no estrangeiro

Neste fim-de-semana, um grande número de atletas portugueses deslocaram-se a provas fora do nosso país. Um pequeno resumo dos seus resultados:

Em Bruxelas, com muito frio, lama e neve (atente-se na foto), disputou-se o Lotto Cross Cup, com a presença das duas medalhadas individuais portuguesas no recente Europeu de Cross. Jéssica Augusto tentou a sua sorte ao isolar-se a quilómetro e meio da meta, pois seria-lhe difícil bater as africanas ao sprint, mas as duríssimas condições de piso, aliadas ao esforço da semana passada, levaram-na a quebrar um pouco e cair para o 6º lugar a 22 segundos da vencedora, a queniana Caroline Chepkwony que chegou à frente da irlandesa Fionualla Britton (4ª no europeu), da queniana Prisca Jepleting, da etíope Almensch Belete e da queniana Purity Cherotich. A um minuto exacto da vencedora, cortou a meta Dulce Félix em 16º. De realçar as prestações de Dulce, com o bronze no europeu, ela que teve a sua preparação orientada para a Maratona de Nova Iorque que, no entanto e pelos vistos, não a prejudicou para esta época de Cross.
De assinalar que na corrida masculina os 2º a 6º foram 4 quenianos e 1 etíope, atrás do vencedor, o 9 vezes campeão europeu Sergiy Lebid que teve um final à... Lebid!

Em Espanha, excelente prestação de Sara Moreira a alcançar o pódio com o seu 3º lugar no Cross de Venta de Baños em Palência. Sem a sua lesão de há 2 meses atrás, até onde poderia ter chegado Sara nesta fase? Uma pergunta que fica sem resposta.
Nesta corrida, a chegada foi ao sprint com duas espanholas a fazerem a dobradinha. Ganhou Alessandra Aguillar (23.19) com Nuria Fernandez (23.20) em 2º. Sara realizou 23.21. Ana Dias terminou em 6º com 24.02 e a bracarense Filomena Costa em 9º (24.51).
No sector masculino, numa prova dominada por quenianos, José Rocha foi o 12º

Mas Sara não foi a única portuguesa no pódio ontem. No Cross Fiestas de la Virgen em Murcia, Youssef el Kalai, brilhante medalha de bronze no europeu, fez valer os seus créditos e terminou em 2º a 21 segundos do eritreu Mesel Amanuel.

Atletas portugueses, como habitualmente, no seu melhor!

domingo, 19 de dezembro de 2010

G.P.Natal - Resultados

Já se encontram publicados os resultados do 53ª Grande Prémio de Natal. Podem ser consultados aqui.
De registar a quebra de 348 atletas. De 1.159 no ano passado para 811 hoje, fruto dos problemas ocorridos na parte organizativa da pretérita edição.

G.P.Natal - A minha média record

(até a passada está mais larga...!)

A 53ª edição do Grande Prémio de Natal de Lisboa proporcionou-me a minha melhor média de corrida de sempre. Era de 4.54,7 por quilómetro na Corrida da APAV no longínquo Março de 2007, numa prova com a extensão de 9.400, e hoje corri a uma média de 4.46,0 nos 8.840 metros de comprimento.
Tal como no ano passado, aproveitei o percurso rápido e a liberdade de poder correr que esta prova me faz recordar (foi neste dia há 2 anos que parti o pé que me obrigou a 6 meses de inactividade e um grande recuo nas minhas prestações) para dar o meu máximo.
Se até há pouco tempo era raro fazer um quilómetro na casa dos 4 minutos, fazer menos de 5.20/5.15 já era bom, hoje só por uma vez fiz acima dessa marca. Os meus quilómetros foram. 4.17 - 4.54 - 4.54 - 4.57 - 4.48 - 5.06 - 4.55 - 4.29 - 4.26 (este último de média pois não chegou a 1 km).
Tal demonstra uma grande evolução pelo resultado de todos os muitos treinos. O velho sonho, de quase 4 anos, em baixar dos 50 minutos aos 10.000 metros, poderia ter sido hoje alcançado se esta prova tivesse essa distância. Pela média que fiz até dava 47.40 o que não é tempo para mim!
Claro que o percurso assim o ajuda, algo que não terei nas restantes provas. Também não sei a influência que teria se eu soubesse que a extensão fosse de 10 kms. Ajudaria ou prejudicaria? O que é certo é que logo no início impus um ritmo que em condições normais me iria fazer quebrar mais à frente, mas como não era uma distância certa não me preocupei, apenas quis fazer um teste. Se fosse para 10, teria sido mais cauteloso? O que é certo é que não quebrei e acabei bastante bem.
Um dia, esse dia há-de chegar!

Em termos de classificação, que ainda não foi publicada, Euclides Varela venceu com 24.51 e um avanço de 10 segundos sobre o letão Valerij Szonerovics, com Ricardo Mateus, excelente 5º no Europeu de Cross Sub-23, na 3ª posição.
Nos femininos, Marisa Barros alcançou a sua 4ª vitória consecutiva neste Grande Prémio, tempo de 26.56, com Madalena Carriço e Ana Mafalda Ferreira a completarem o pódio.

Em termos organizativos houve certas falhas. A começar pelo percurso que está anunciado no site oficial com o final de Restauradores-Rossio-Restauradores, e qual não é a nossa surpresa quando nos Restauradores vemos que é para cortar logo ali para a meta. Outra falha é estar anunciado no site que os dorsais e chips são levantados na A.A.L. e que nenhum dos mesmos se entregam no dia da prova, quando na A.A.L. só entregavam os dorsais pois os chips eram no dia da prova. Além desta discrepância, para quê obrigar os atletas a deslocarem-se à A.A.L. levantar dorsais quando, se já tinham que ir a uma banca antes da prova levantar os chips, poderiam fazer tudo ao mesmo tempo? Segundo parece, a justificação prende-se por serem duas entidades diferentes. Então e o conceito sinergia de esforços?
Os atletas não ficarem parados antes da meta já foi uma evolução, mas o funil "estilo Expo" que arranjaram, não foi prático, especialmente quando há tanto espaço ali nos Restauradores.
De registar a utilização dum formato de chip que vi pela primeira vez.
Em resumo, tudo bem com a Jesus Events. Com a A.A.L. ...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Treino São Silvestre de Lisboa

Os atletas que estiveram presentes no treino. Faça (muito) frio ou calor, queremos é correr!
A sempre simpática equipa da HMS com os muitos atletas da Garmin que compareceram
Os "temíveis" treinadores a prepararem-se para "arrasar" com os atletas
(fotografias retiradas do Facebook da organização)

Por variadas razões, ainda não tinha tido hipótese de participar nos treinos que a organização da São Silvestre de Lisboa organiza.
E sendo a mesma equipa que promove os da Corrida do Tejo, já sabia que ia encontrar um óptimo ambiente, treino e convívio. E não falhei!
No verdejante parque do Monsanto, com ponto de partida e chegada no anfiteatro Keil do Amaral, a manhã proporcionou um óptimo arranque de fim-de-semana.
Alongamentos inicias e finais, e no meio 6 quilómetros de corrida com umas rampas à mistura. Tive a sempre agradável companhia da atleta da Garmin Susana Almeida que me deu algumas boas dicas para treinos, descanso e preparação de Maratona.
Amanhã, Grande Prémio do Natal em Lisboa.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Irá Portugal candidatar-se ao Mundial de Cross 2013?

Depois do grande sucesso desportivo e organizativo que constituiu o Europeu de Cross, começa a tomar forma a hipótese de Portugal se candidatar ao Mundial da especialidade em 2013.
Sendo que o próximo se disputa a 20 de Março em Punta Umbria, Huelva, a escassos 50 quilómetros da fronteira de Vila Real de Santo António naquele que é o último Mundial em anos seguidos, passando a ser disputado de 2 em 2 anos, tal poderá ser um entrave por Albufeira ser praticamente ao lado do de 2011, mas também é certo que tem que se aproveitar as facilidades que o clima sul ibérico proporciona.
As candidaturas estão ainda em aberto e Fernando Mota, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, refere que "Podemos estar interessados desde que a Federação Internacional apoie efectivamente a organização colaborando nas despesas. De outra maneira será difícil avançar com alguma candidatura".
E claro, há sempre a expectativa do que o governo poderá ajudar ou não. A organização dum evento como este proporciona um óptimo retorno e os custos são baixos e nada comparáveis a outros eventos que são de imediato apoiados por meterem uma bola de futebol.
Um aliado é o presidente da Federação Espanhola de Atletismo, José Maria Odriozola, que sugere que Portugal avance com a candidatura em virtude do sucesso que foi este Europeu. Esta opinião é tanto mais importante dado que é feita por alguém que também pertence ao Conselho da Federação Internacional.
Vamos aguardar pelos próximos tempos.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Jéssica a 4 meses da estreia na Maratona

Alcançado que está o seu grande objectivo de campeã europeia de cross, e alcançado de forma brilhante que a todos emocionou, Jéssica Augusto não descansa sob os louros alcançados e tem já nova meta, a Maratona.
A prova escolhida para estreia foi Londres que irá desenrolar-se a 17 de Abril.
Até lá, Jéssica irá participar no Cross de Bruxelas já neste domingo 19, São Silvestre de Lisboa a 26, Volta ao Funchal dia 28, São Silvestre de Madrid a 31 e o Cross de Edimburgo a 8 de Janeiro. De seguida, será a fase de preparação para a sonhada estreia na Maratona.
Envio daqui os votos de maior sucesso à Jéssica, não duvidando que o vá alcançar pois é uma atleta que sempre nos habituou à sua garra e versatilidade, seja que distância for.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Poema de Fernando Andrade às nossas meninas de ouro

Fernando Andrade, conhecido atleta de pelotão, director da Meia-Maratona que considero ter o percurso mais aliciante das que conheço, S.João das Lampas, e conhecido poeta, escreveu no seu blogue, Cidadão de Corrida, um poema dedicado às nossas meninas de ouro a que tenho a honra de aqui transcrever. Um poema saído da sua veia poética e que vangloria esta geração de atletas que tanto nos tem dado e que o país pouco reconhece em virtude da ditadura futebolística que os órgãos de comunicação social nos impõem. Com excepção de quem segue de corpo e alma o Atletismo, poucos sabem que foram 7 medalhas que este país de poucas condições, comparadas com outras potências europeias, conquistou no domingo. Poucos sabem que neste ano ganhámos 20 medalhas, de longe record de sempre. Fosse um décimo que alguém do futebol conseguisse e nem se imagina o que seria. E não me venham com essa de que o futebol é que dá dinheiro. Sim, dá para muitos, mas se é assim, como é que os clubes, onde se incluem os tais 3 grandes, acumulam dívidas sobre dívidas?
Mas já me estou a desviar do assunto e este artigo é para publicar o magnífico poema de Fernando Andrade sobre as nossas meninas de ouro.
Elas e todos os que estiveram nas Açoteias são o nosso orgulho!

"Estavas, linda Inês", apoquentada
Com a maldita lesão que te atormenta
Quando era, no Algarve, disputada
A prova que, na Europa, mais contenta.
Mas estiveste tão bem representada
Nesse grupo veloz que tudo enfrenta
Que à chegada, tivemos cinco em dez
E a Europa ali, aos nossos pés.

A Jéssica, imbatível, ganha o ouro,
E a Dulce é de bronze medalhada,
Marisa, Sara e Ana, são tesouro
E a nossa bandeira é hasteada.
Sobrou a Anália? P’ra quê "dar o estouro”
Se a vitória já estava assegurada?
Eis que um País em crise e entristecido
Vê, com emoção, o orgulho renascido.

Avé, Augusta Jéssica, guerreira
Que sais determinada lá na frente
Levando atrás de ti a turma inteira
Ante aplausos de toda aquela gente.
Contigo, ia um País, dizem que, à beira
Da descrença voraz, tão deprimente !!!
Com gente como tu, com tal grandeza,
Porquê esta “apagada e vil tristeza” ?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Relação das medalhas do Atletismo português actualizada

Após o brilhante dia de ontem, a relação de medalhas do Atletismo português que tenho no meu site, já está actualizada.
Com as 7 ontem conquistadas, passámos a ter um total de 240. De salientar que este passa a ser o ano com maior número de medalhas de sempre. Esse máximo estava em 15 em 1998 e em 2010 chegámos às 20!

A entrada é feita aqui, podendo depois consultar a lista detalhada, relação por atleta, relação por clube, ano-a-ano e estatísticas.

Uma relação que é um orgulho para todos nós. Grandes atletas, treinadores e dirigentes!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Os nossos atletas, ORGULHO de Portugal!

Desloquei-me hoje a Albufeira para assistir ao 17º Europeu de Cross. Fiz mais de 500 quilómetros (ida e volta), dói-me a garganta (dor boa) de tanto ter gritado pelos nossos atletas (3 vezes por volta, a correr dum sítio para o outro) e estou imensamente feliz e orgulhoso por todos os nossos atletas que tanto merecem tudo de bom. Todos estão de parabéns, tal como a organização que montou um evento espectacular.
Foi um dia em cheio e inesquecível por mais tempo que dure. Nada se compara a estar ali ao vivo a sofrer e vibrar com tudo o que se passou. É um mundo completamente diferente.
Devo confessar que ainda estou emocionado com tudo o que aconteceu e nada melhor que deixar, depois das ligações para os resultados, algumas imagens que irão perdurar. Foram tiradas pela Mafalda, com excepção das que têm outra indicação.

As nossas meninas de ouro alcançaram o tri! Marisa Barros, Anália Rosa, Dulce Félix, Jéssica Augusto, Ana Dias e Sara Moreira (foto F.P.A.)
Uma emocionada Jéssica beija a sua medalha de ouro individual (foto Record)
Jéssica ouro e Dulce bronze, 2 medalhas individuais portuguesas (Foto European Athletics)
Sara Moreira de medalha de ouro ao peito. Nunca estive tão perto duma medalha de ouro! :)
Jéssica Augusto medalha de ouro individual e colectiva
Dulce Félix medalha de bronze individual e de ouro colectiva
Marisa Barros medalha de ouro colectiva
Sara Moreira medalha de ouro colectiva
Ana Dias medalha de ouro colectiva
Anália Rosa medalha de ouro colectiva
As nossas meninas de ouro no pódio
O hino nacional a ecoar nas Açoteias
Medalha de prata colectiva para os juniores masculinos. José Costa, Rui Pinto, Emanuel Rolim, Diogo Lourenço, Fábio Rebelo e Nuno Santos. O nosso futuro. (foto Atleta Digital)
Medalha de bronze individual em juniores para Rui Pinto (foto Atleta Digital)
Nuno Santos, Emanuel Rolim e Rui Pinto em acção.
No meio dos nossos juniores medalhados de prata colectiva. Nuno Santos, Rui Pinto, Emanuel Rolim, Fábio Rebelo e Diogo Lourenço. Faltou apenas o José Costa na fotografia
Youssef el Kalai medalha de bronze individual e de prata colectiva a ir para o pódio
Rui Pedro Silva medalha de prata colectiva (encoberto Youssef el Kalai)
Licínio Pimentel medalha de prata colectiva
Ricardo Mateus 5º nos Sub-23 masculinos
Tiago Costa 7º nos Sub-23 masculinos
Daniela Cunha e Carla Saloné Rocha nos Sub-23 femininos

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Notícias várias sobre o Europeu de Corta-Mato

As sonhadas medalhas

Faltam 3 escassos dias para o Europeu de Corta-Mato em Albufeira. Algumas notícias e curiosidades:

Estão inscritos 515 atletas em representação de 33 países.

A grande estrela da selecção espanhola, Rosa Morató, lesionou-se há 2 dias e não irá estar presente, no que é uma baixa de vulto.

O ucraniano Sergey Lebed irá estar presente pela 17ª vez no Europeu... que vai na 17ª edição! É, assim, o único totalista. Das 16 vezes que já participou, venceu metade (8) e esteve em 11 pódios.

Colectivamente, nas 16 edições já decorridas a selecção masculina portuguesa esteve presente 11 vezes no pódio, vencendo 3 (1994, 1996 e 1997) e a feminina por 12 vencendo 7 (1998, 2000, 2001, 2004, 2006, 2008 e 2009). Nos nos últimos 12 anos a nossa equipa feminina apenas falhou o pódio em 2005.
A nível feminino nunca nenhum país venceu por 3 vezes seguidas, e Portugal pode ser o primeiro a lograr tal feito, pois vem de 2 títulos.

O número de vitórias colectivas está assim ordenado:
Femininos - Portugal 7, França e Rússia 3, Espanha, Grã-Bretanha e Roménia 1
Masculinos - Espanha 6, França 5, Portugal 3, Itália e Grã-Bretanha 1

A nível individual, Portugal tem 6 medalhas de ouro. Paulo Guerra alcançou nada menos que 4 nos séniores (1994, 1995, 1999 e 2000) enquanto as restantes foram nos júniores femininos com Inês Monteiro em 1999 e Jéssica Augusto em 2000

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Volta a Paranhos

Organizada pelo popular Salgueiros, a Volta em Paranhos teve ontem a sua 53ª edição, como sempre disputada neste feriado.

Bruno Jesus do Maia, com 30.16, foi o vencedor, à frente do seu colega Daniel Pinheiro, 30.27 e do queniano Anthony Maritim, 30.45.
A veterana, e senhora dum palmarés invejável a nível mundial, Fernanda Ribeiro, triunfou com 34.11, à frente de Doroteia Peixoto do Joane, 34.39 e Mónica Silva do Maratona, 34.54

Pelo 3º ano consecutivo esta prova superou o milhar de classificados com 1.229 atletas, mais 101 que em 2009 e 190 em relação a 2008.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Grande Prémio de Carnaxide

Regressou, finalmente, o Troféu das Localidades de Oeiras, 29ª época, com a realização do 24º Grande Prémio de Carnaxide, organizado pelo Clube de Carnaxide Cultura e Desportos.

E que satisfeito que estou com a minha prova!
Desde os Trilhos do Monsanto que andava contente com todas as provas que efectuei. A excepção ocorreu no passado domingo na Meia-Maratona de Lisboa, onde após uns bons 16 quilómetros, os 5 últimos foram maus. Ora, cada um de nós tem o seu feitio e eu, mais uma vez, fiz que a prova seguinte a uma que não correu bem, "pagasse as favas".
Como tinha ficado muito desgastado fisica e animicamente, decidi não correr durante 2 dias. Assim, só regressei hoje e no aquecimento ainda não sabia bem para que lado a coisa ia pender. No primeiro quilómetro não dei tudo o que tinha, para avaliar como estava. Mesmo assim 5.38 já foi bom. Como me sentia bem e tinha "umas contas a ajustar", comecei a atacar, reduzindo logo para 5.04 no 2º km. O 3º foi em 4.55, 4º em 4.57, para o último ficar-se nos 4.34, tempos que para mim não são habituais e é uma velocidade que me leva mais à frente no pelotão.
No final, após os poucos mais de 5.000 metros, a média por quilómetro foi de 5.02, o que daria 50.20 aos 10 (o meu record de 2007 são 50.37). Porém, esta média está prejudicada pelo primeiro quilómetro. Se contar apenas com os 2º a 5º, a média passa para 4.53, o que daria 48.50 aos 10. Consegui correr a 48.50 em 4 quilómetros, agora basta juntar mais 6... e hoje daria para juntar mais alguns pois acabei bem.
O tal sonho dum dia fazer 10 quilómetros abaixo dos 50 minutos, há-de chegar!

O que gostei:
De tudo em geral, em especial do ambiente destas provas populares.
O que não gostei:
Fila para se cortar a meta (embirro sempre com isto!) e o relógio oficial do tempo era desligado quando ainda havia atletas em prova.

A vencedora sénior foi Margarida Dionísio do Linda-a-Pastora, começando o campeonato a ganhar e dando indicações que é a grande favorita para juntar mais um título à sua colecção.
O mesmo aconteceu com o vencedor sénior masculino, o também campeão em título, Mário Pedro do Linda-a-Pastora.
Colectivamente, os igualmente campeões em título, NúcleOeiras, venceram com 451 pontos, mais 100 que o Linda-a-Pastora e 182 que os Leões de Porto Salvo.

Imaginem...

No dia que passam 30 anos sobre o assassinato do grande Homem que foi John Lennon, nada como recordar as palavras de "Imagine"
Para ler e meditar bem no que Lennon, que apenas pedia que se desse uma oportunidade à paz, escreveu.

Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Portugueses no estrangeiro - Brilhante vitória de Mónica Rosa em Espanha!

Alguns atletas portugueses correram no estrangeiro este fim-de-semana.
E o grande destaque vai para Mónica Rosa que venceu de forma brilhante o Cross de Alcobendas. Mónica bateu ao sprint a marroquina Bouchra Chaabi, tendo sido creditada com a marca de 20.15, um segundo menos que a 2ª classificada e 15 que a 3ª, Soud Kambouchia, também de Marrocos.
De registar que, fosse em sector feminino ou masculino, nenhum europeu ganhava aqui há 14 anos, tendo sido a última vencedora europeia Albertina Dias em 1996.
Em masculinos, Joseph Ebuya bateu por 19 segundos Teklemarian Medin, com Kidane Tadesse a fechar o pódio.

No Japão, Luís Feiteira correu a Maratona de Fukuoka mas veio a desistir a meio da prova quando constatou que já não conseguia nenhum dos seus objectivos (record pessoal e mínimos para o Mundial) pois também estava a sofrer com dores musculares.
Esta prova foi ganha pelo famoso marroquino Jaoud Gharib em 2.08.24 e esteve em risco pela ameaça de tornado que, felizmente, não se concretizou.

A Maratona de Macau contou com a presença de Lino Barruncho que desistiu, desconhece-se para já as causas, nesta corrida ganha pelo etíope Tekeste Nekatibebe, 2.16.15, e pela chinesa Wang Xue Qin, 2.37.37

domingo, 5 de dezembro de 2010

Maratona e Meia-Maratona de Lisboa - Resultados

Já há resultados!
Apesar de muitos atletas estrangeiros terem sido obrigados a cancelar a vinda pelo caos nas ligações aéreas, os números de classificados foram bastante bons. 1.100 na Maratona, 1.242 na Meia-Maratona e 73 na Estafeta. O que somado dá um total de 2.634 atletas (cada equipa na estafeta tinha 4).



Maratona e Meia-Maratona de Lisboa

5 meio-maratonistas: Eu, Sandra, Orlando, Catita e Carlos
O vencedor e campeão nacional, Vasco Azevedo

25ª edição da Maratona, Meia-Maratona e Estafeta de Lisboa. Depois de ter sido a primeira Maratona em Portugal a quebrar a barreira dos 1.000 participantes, 1.005 em 2008, e de no ano passado ter aumentado para 1.153, a organização queria recuperar o título da Maratona mais participada depois de no mês passado a do Porto ter batido o record com 1.180. E tudo indiciava esse novo feito, com record de inscrições. Porém, a inesperada greve dos controladores aéreos espanhóis lançou o caos nas ligações aéreas e foram muitas centenas os atletas estrangeiros que foram obrigados a cancelar a sua vinda.

Não choveu, contrariamente ao que estava previsto, inclusive com possibilidades de trovoada, mas a elevada humidade e o vento forte estragaram os tempos de muitos atletas.
O russo Yuri Vinogradov passou em primeiro a meio da prova, com Vasco Azevedo na sua peugada. Porém, viria a quebrar caindo para o 6º lugar, abrindo caminho a Vasco Azevedo, agora a representar o Lamego, para alcançar a sua terceira vitória nesta prova, após 2007 e 2009, e igualando o queniano William Musyoki como os únicos a vencerem por 3 vezes. Como esta prova era campeonato nacional, Vasco Azevedo torna-se no novo campeão nacional de Maratona. Em 2º concluiu o ucraniano Oleksey Rybalchenko com Carlos Santos do Benfica a fechar o pódio e ser vice-campeão nacional.
Depois de ter ganho com 2.19.57 e 2.20.42, o tempo de 2.23.09 de Vasco Azevedo comprova as dificuldades atmosféricas, mesmo num percurso mais fácil do que no ano transacto.
Em femininos, Marina Kovaleva, da Rússia, venceu com 2.42.40, batendo a sua compatriota Ekaterina Shlahova e em 3º a espanhola Laura Garcia. Ana Vieira, da Zona Alta de Lisboa, tornou-se campeã nacional de Maratona, com o tempo de 3.32.01

Quanto a mim, a Meia dividiu-se em 3 partes, uma muito boa (até aos 14), uma média (14 a 16) e uma má (16 até ao final). Depois do brilharete há 3 semanas na Nazaré, imprimi um ritmo semelhante, desta vez com a grande vantagem de ir acompanhado pelo amigo Catita. Tudo correu muito bem até ao quilómetro 14. Curiosamente, esse foi o quilómetro que na Nazaré tive a noção que já nada me pararia até ao final. Hoje foi aquele onde comecei a sentir que a coisa não estava a ficar bem. Fui assim até aos 16 onde comecei a ter uma série de problemas ocasionados por um enorme cansaço. Até ao final, foi arrastar-me como podia, um bocadinho ainda ao lado da Sandra, que fez uma óptima prova, apesar dela não concordar, mas quem tem estado afastada e a treinar menos, a sua prova foi muito boa. Bem melhor que a minha que tenho treinado imenso. Depois tive a companhia da Amélia e Luísa Ralha dos Run 4 Fun, ambas também em dificuldades, então houve troca de ajuda.
Muitas vezes não ligamos às condições atmosféricas mas são fundamentais. A edição de 2007 teve umas condições impares e muita gente bateu records pessoais, hoje a humidade do ar e o forte e inconstante vento fez com que quase todos estivéssemos a lamentar-nos dos fracos tempos. Não só os atletas de pelotão como os de elite.
Acabei por fazer 2.07.30 de tempo real, quando até aos 16 ia com tempo para poder sonhar em baixar novamente das 2 horas, como o fiz há 3 semanas. E se na "Mãe das Meias" acabei muito bem, hoje, passadas estas horas ainda sinto um enorme cansaço. Mas é sempre uma felicidade poder entrar nestes eventos e poder conviver com uma série de boas pessoas. Começando logo no caminho pelo João Branco, sempre com o melhor espírito, à Sandra, Carlos Mendes, Orlando, Catita, João Gonçalves, Virgílio, Isabel Rodrigues, Rui e as manas Amélia e Isabel, Lavado, Martins Barata, Bueno, Carlos Lopes, Cecília e outras tantas pessoas a que falei e que se agora me esqueço de referir não é por mal mas pelo cansaço, além de outros companheiros a que falo mas não sei o nome!

Ainda não estão disponíveis os resultados, mal apareçam colocarei aqui.