sábado, 17 de junho de 2017

Um muito agradável mini longo

Com o Tiago Marques, excelente companhia no treino de hoje

Desde meio de Março, depois de recuperado da Maratona de Sevilha, que em todos os fins-de-semana, com excepção do 2º em Abril, tenho dado forte e feio seja em corridas ou treinos.

Após os inesperados 48.19 no Santo António há 2 semanas e o record dos 30 na semana passada, este era o fim-de-semana perfeito para ter um treino calmo, até porque durante a semana notei que estava mesmo a precisar de "dar uma acalmada no pneu" (como dizia o grande Ayrton Senna) pois a recuperação foi mais demorada e custosa.

Assim, hoje foram calmos 20 km em cerca de duas horas e com a grande benesse de companhia. Efectivamente, o Tiago Marques combinou treinar comigo (já era para ter sido na semana passada mas um imprevisto obrigou a adiar uma semana). 

Ora para quem está habituado a fazer estes treinos maiores sozinho, o de hoje, além de ser menor, passou-se num instante com a agradável converseta.

Para fugir ao calor, decorreu entre as 6.10 e 8.10, quando o sol ainda não está alto e castigador.

E prometendo a prevista canícula, logo às 6 da manhã já marcava 22 graus. Mas o grande problema é quando o sol é directo o que não sucedeu.

Foi um óptimo carregar de baterias (muito obrigado Tiago!) para mais uma semana de treinos, culminando no sábado com a clássica e mítica Corrida das Fogueiras em Peniche, onde o público é espectacular (S.Silvestre da Amadora e Fogueiras, das que conheço, estão no topo das excepções ao cinzentismo nacional)

Uma boa semana a todos, protejam-se do calor e hidratem-se!

domingo, 11 de junho de 2017

Mais um batido. Agora foi a vez dos 30 :)

Eu corro pelo prazer que a corrida me dá. Não corro atrás de records.  

Agora, claro, se sinto que posso chegar lá, é evidente e natural que dou o que tenho. Em 12 épocas de Atletismo aprendi diversas coisas e uma é que temos vários ciclos. E se um é negativo, demora a sair, mas quando é positivo, basta um pequeno nada para terminar. Por isso, enquanto está a dar, é aproveitar a maré.

Maré que resulta de ter transformado uma situação negativa em algo de positivo pois, ao ter agora toda a disponibilidade em termos de tempo, pude passar a treinar de outra forma e com uma carga incomparavelmente maior.

Hoje era dia de treino de 30 e o plano marcava um ritmo que seria record na distância. Mas neste caso a intenção não era o record mas sim seguir um plano de ataque para o Porto. Quero chegar à Invicta o melhor possível. E esse melhor possível é com a intenção de "morrer" apenas aos 42.196 e não antes como tem sucedido.

Para tal, há que intensificar o ritmo nos 30 km. Treinos de 30 onde não tenho companhia do resto do pelotão, não vou na estrada, não tenho geis nem reforço de massa nos dias anteriores. Assim, ao treinar sem essas benesses e a um ritmo mais vivo, poderei chegar lá e, com tudo a que tenha direito, a coisa tornar-se mais fácil quando na realidade começar a Maratona (a partir dos 30).

A minha melhor marca aos 30, e até Agosto passado, vinha da passagem na primeira Maratona (2012) com 3.14.47. Apenas em Agosto passado, em treino, baixei e logo para 3.09.11. Seguiu-se a passagem no Porto em 3.08.16 e em Sevilha com 3.06.03 que era o record que durava até hoje. Em treino, o mês passado fixei-o em 3.07.30

Ora o meu plano para o Porto, além de 10 treinos de 30 (este foi o 3º), aponta para 4 especiais. Em Maio um a média de 6.15 (o que dá 3.07.30), Junho em 6.10 (3.05.00), Julho a 6.05 (3.02.30) e Agosto 5.59 (2.59.30). Algo de demasiado ambicioso à partida.

O que é certo é que o de Maio foi cumprido ao segundo certo (os tais 3.07.30) e hoje se lograsse a média estipulada, até seria record, mas sendo secundário esse ponto pois o principal é cumprir o plano para o Porto.

Acontece que demorei a recuperar do esforço brutal de sábado passado com o novo record aos 10 e onde deixei lá tudo, tudo sem sobrar uma gramita de esforço. Os treinos na semana tiveram que ser sempre de recuperação. 

Ando a treinar todos os dias menos na véspera de corrida ou de treino longo (sempre com a máxima de a seguir a um puxado, um leve). 
Esta semana decidi que, além do Sábado, descansaria também na Sexta pois a recuperação estava difícil.

Acordei às 5 para começar por volta das 6. E estava receoso pois não sabia se já estaria a 100%.
Cheguei às 6 ao Inatel de Oeiras mas iniciei o treino apenas às 6.16 pois antes estive numa longa conversa comigo mesmo para ganhar confiança (nem a propósito, Sofia, as conversas interiores!).

Lá comecei e, apesar de ir bem, até aos 3 estava com muitas dúvidas e receios. Depois, isso desapareceu tudo e foi questão de ir a desfrutar até ao quilómetro 27, sempre com ritmo certinho, e até melhor em relação ao planeado.

Aos 27, comecei a acusar o cansaço e, especialmente, o calor. Parecia que estava a quebrar o ritmo mas o relógio dizia que estava igual. 

Estes 3 finais fizeram que terminasse desgastado mas feliz por mais um treino de 30 realizado e com o objectivo não só alcançado mas bem ultrapassado. 

Se a média de 6.10 parecia ambiciosa para 30 quilómetros, acabei por fazer 6.07,3 o que deu um tempo final de 3.03.39 e um novo máximo batendo o anterior por 2.24

Para já esse plano está a ser cumprido, vamos ver o que dará o de Julho (e em especial o tão esticado de Agosto. Aí é melhor começar às 5 para evitar o calor na parte final).

Durante a semana, treinos de recuperação e sábado terei um de 20 mais sossegado. 

A próxima corrida é a 24, a mítica clássica Corrida das Fogueiras em Peniche.

Uma boa semana a todos! (com 1 ou 2 feriados no meio, consoante a zona do país onde trabalhem)


domingo, 4 de junho de 2017

Dose dupla: Stº António (a minha 400 e com novo e épico record aos 10) e Oriente (em jeito de recuperação)

Sábado, 7ª Corrida de Santo António
Antes do grande feito

Queria comemorar a minha corrida 400 com novo sub50. Como sabem, andei 10 anos a lutar para conseguir um, o que sucedeu finalmente no Grande Prémio do Natal, em Dezembro, com nunca imaginados 48.42 e depois na APAV em Março os 49.58. Fazendo outro significaria o 3º em 6 meses, o que seria uma boa recompensa aos 10 anos de espera e luta.

49.59 estava excelente, chegava. Bater o record nem por sombras pois era uma marca esticada demais e alcançada num percurso muito favorável.
Bom, quanto ao nem por sombras, não nos podemos esquecer que a corrida era ao início da noite, onde sombras há muitas e não imaginava o quão épico iria ser a prova!

Como habitualmente em vésperas de grandes feitos, há sustos. Este deu na véspera por uma dor estranha no pé esquerdo, entre a palma do pé e os dedos, naquela parte estilo almofadinha. Penso que terá sido por ter pisado alguma pedra.
Fui tomando os cuidados habituais mas o que era certo é que sentia uma dorzinha sempre que apoiava o pé, o que me lançava a dúvida de como iria reagir durante a corrida, em especial sabendo que queria dar forte e feio.

Ora com o sapato de corrida calçado e amparado, não senti qualquer dor. Siga!


Em excelente companhia antes da partida
Fiz um bom aquecimento o que permitiu iniciar a prova logo ao ataque sem comprometer o resto da corrida, o que tem sido algo que tenho vindo a melhorar e muito. O ter partido no bloco sub50 também facilitou em matéria de trânsito inicial e dei por mim com o primeiro quilómetro a ser realizado logo no minuto 4 o que é inédito.

As sensações que recebia era que dava para aguentar esse ritmo de faca nos dentes e lá continuei, sempre a sonhar com o sub50, até ao quilómetro 5.

E foi aí, a meio da prova, que tomei consciência do que se passava. Passei em 24.12, média para bater o record! Com surpresa, pois nunca tinha imaginado ser possível, lá continuei ainda com mais ganas.

E os quilómetros foram passando e nada de mínima quebra. O problema seria que no final tínhamos que dar uma volta ao Rossio, sendo que essa parte é em calçada. Mas quem quer saber disso quando cheira a um momento épico? Quem quer saber do vento que estava? Apesar da ventania ter acalmado um pouco à hora da corrida.
Há dias que nos sentimos imparáveis. Tudo fruto da parte mental, com grande ajuda dos resultados que tenho obtido e que nestas alturas fazem acreditar que é possível manter e aguentar.


A alegria

E corto a meta em 48.19!!! Média de 4.49,9 com o quilómetro mais lento em 4.53! (durante a esmagadora maioria da minha carreira, um quilómetro assim era raro, agora foi o mais lento).

Ao parar senti-me um pouco tonto mas oiço falarem comigo, era o Hugo Miguel Sousa, o responsável da HMS que mais uma vez esteve brilhante na organização dum evento desta natureza. A seguir chega o Nuno Moreira, tendo trocado um abraço como se pode ver na foto que se segue.


Ainda meio tonto 😄
Mais uma vez, como tem sucedido nestas últimas, terminei em lugares não habituais. Na geral terminei nos 27,5% primeiros (684 entre 2.483) e nos 29,7% no escalão (33 em 111). Completamente novidade para mim!

Os 10 km foram feitos assim: 4.52 / 4.49 / 4.51 / 4.53 / 4.47 / 4.49 / 4.49 / 4.50 / 4.52 / 4.47.
1ª légua em 24.12 e 2ª em 24.07. Apenas 6 segundos de diferença entre o mais rápido e o mais lento, ao estilo relógio suiço!

A prova provada!
Enfim. Que posso dizer mais? Correr é uma felicidade. Aliar isso a resultados nunca dantes sonhados, mais é! E estou a ser recompensado por todo o muito esforço que tenho efectuado desde final de 2015 com esta fase de bater records que dura há 13 meses! Há que aproveitar. Aproveitar mas dando tudo como nesta prova onde senti que não ficou uma só grama de esforço para dar. Deixei tudo ali no alcatrão.

Corri como se não houvesse amanhã. E no amanhã havia mesmo uma corrida. Mas, como planeado, para ir em jeito de treino de recuperação.

Esta foi a melhor maneira de comemorar as 400 corridas. No final deste artigo, uma resenha estatística de como se articularam estes números.


Com o manjerico que nos oferecem no final


Historial da Prova


Domingo, 16ª Corrida do Oriente


A equipa presente (eu, Aurélio e Orlando) com a Margarida Dionísio

Pouco mais de 12 horas depois, rumei ao Oriente para a minha 11ª participação nesta prova, que neste momento é aquela onde mais vezes fui, sendo que em Julho a Lagoa de Santo André a irá igualar.

Quando acordei, as pernas pareciam estar benzinho, a parte respiratória é que ainda fatigada. Curiosamente durante a corrida inverteu-se a situação.

Foi uma corrida muito agradável pela companhia, Sandra, Nuno e Mónica, o que fez esquecer o percurso muito pobre desta edição. 

Deixou-se de ir à estrada, para dar 2 voltas a um percurso de perto de 5 km nos passeios do Parque das Nações, com todas as rasteiras inerentes de tábuas mais levantadas no passadiço ou o passeio com ressaltos pelas raízes das árvores. Contingências...

A meio da corrida com a Mónica e Sandra. Curiosamente os 3 dorsais começam por 1 e acabam em 6

O ritmo foi o ideal depois do que fiz no Santo António e, devido à companhia, a 1.04.06 que demorei passou num instante. E até deu para parar a meio para o prazer de falar à Rute e Artur que ali encontrei.

A Corrida do Oriente já foi muito grande e um marco no calendário, espero que a deixem regressar, se não for possível aos seus tempos áureos, pelo menos a um melhor percurso.

O resto esteve bem, inclusive mantendo a oferta da caneca (a minha 10ª pois em 2006 ainda não davam).

A caneca
De salientar que esta corrida é especial para mim pois foi aqui que em 2006 baixei pela primeira vez da hora na dupla légua e em 2009 marcou o meu regresso após uma ausência de 6 meses pelo pé partido.

E também de registar que uma das minhas companhias de hoje, o Nuno, é totalista nesta prova (16 em 16!).

A próxima corrida será daqui a 3 semanas, Corrida das Fogueiras em Peniche. Os dois próximos fins-de-semana serão dedicados a longos, em especial o próximo domingo com um ambicioso treino de 30.



400 Corridas em números

26 de Março de 2006 a 3 de Junho de 2017

(Esta estatística não engloba a Corrida do Oriente de hoje, por ser a 401 e os dados são das primeiras 400)

Inscrevi-me em 411 provas, participei em 400 e concluí 395.
Das 11 que estive inscrito mas fui obrigado a faltar, a razão foi sempre por lesão ou doença (só da vez que parti o pé, já estava inscrito para mais 5).
Das 5 que parti e não cortei a meta, as desistências foram 4 por lesão ou indisposição impeditiva de continuar, e uma por opção.

Participei em 128 provas diferentes, havendo um quarteto em que participei por 10 vezes: Corrida da Liberdade, Corrida do Oriente (a), Corrida da Lagoa de Santo André (b) e São Silvestre da Amadora.
(a) Com a participação de hoje passou a estar isolada com 11 participações
(b) Daqui a pouco mais dum mês também passará a contar com 11

Corri 201 vezes pelos 4 ao Km, 196 como individual e 3 pelos Leões de Porto Salvo.

394 corridas a solo e 6 de estafetas.

Nas 400 que participei, a distância que percorri foi de 5.018,856 km, tendo demorado 492 horas (20 dias e 12 horas) 35 minutos e 21 segundos.

Provas com chip foram 327, sem chip 73.

Tipos de piso: Só alcatrão 345; Alcatrão e terra 44; Tartan 6; Só terra 4; Cross 1.

O número de dorsal mais utilizado foi o 409 por 8 vezes e o 1057 por 7. Porém, estes eram números fixos dos Troféus das Localidades de Oeiras, Sintra e Cascais. 
De forma aleatória, foram o 506 e o 515 por 4 vezes.
O dorsal mais baixo que utilizei foi o 1 no Grande Prémio de Mem Martins 2013 e o mais alto o 59295 na Maratona de Paris 2015.

Recebi 165 medalhas de participação. Por lugar, uma taça pelo 2º lugar da equipa no respectivo escalão na Estafeta Cascais-Lisboa 2013.

Quanto às distâncias:

Distância
Partida
Meta
-5.000
5
5
5.000
10
10
+5.000 -10.000
62
61
10.000
177
175
+10.000 -15.000
17
17
15.000
45
45
+15.000 -20.000
12
12
20.000
13
12
21.097
50
50
42.195
9
8
Total
400
395

E é assim, de forma muito resumida que se encaixam 400 corridas em números. Números que são exactos e frios, não transmitindo toda a emoção, prazer, esforço e sofrimento que cada uma proporcionou. 
E nenhuma foi apenas mais uma. Cada uma foi e é especial.

Venham muitos mais anos sempre a poder correr! (o meu sonho/utopia é fazer uma Maratona aos 100 😃)

domingo, 28 de maio de 2017

Na Corrida de Belém (com duas efemérides)

Com o João Branco, Joana, Hélio e seu neto Rodrigo que participou na corrida das crianças 

Participei hoje na 5ª Corrida de Belém, no que foi a minha 2ª vez nesta prova muito agradável e com percurso para o durinho.

Com um número já razoável de provas, frequentemente há efemérides a comemorar. Hoje foi a dobrar. 

Por um lado, ultrapassei os 5 mil quilómetros em corrida, passando a perfazer 5.008,856 km apenas em provas (a que se junta mais do triplo em treinos).
Por outro, foi a minha corrida número 200 a representar a equipa de amigos 4 ao Km (antes tinha 196 como individual e 3 pelos Leões de Porto Salvo).

Mas sábado há mais. Se somarem as 200 corridas pelos 4 ao Km, 196 individuais e 3 Leões de Porto Salvo, perfaz 399. O que significa que no próximo sábado sairá o número redondinho de 400 provas.

A corrida em si correu bem, apesar de estar apenas moderadamente satisfeito com a minha prestação, como explico mais à frente. 
Marquei 52.32 o que, curiosamente, não igualei o tempo de Alverca da semana passada por 1 segundo (52.31) no que é um registo bastante bom para a dureza da prova. 
Tal como em Alverca, fiquei claramente na primeira metade da classificação mas desta vez ainda mais (254 entre 691) e muito significativamente no escalão (18 em 45).Como se sabe, o lugar não é importante para mim, a marca é que sim, mas esta constatação demonstra que estou a evoluir no pelotão.



A razão de ter ficado apenas moderadamente satisfeito, deve-se ao facto de sentir que estive muito bem nas subidas e descidas (nas descidas para o que é possível para alguém que desce mal) mas notei que nas rectas faltou-me ligeiramente velocidade de ponta. Fi-las entre 5.01 e 5.04, o que seria fantástico antes desta subida de forma, mas desta vez não consegui ir ao minuto 4.

Justo será referir que não dei o tudo por tudo pois o meu objectivo é tentar um tempo jeitoso no sábado.

Em resumo, mais uma rica manhã passada a fazer coisas boas, correr e conviver com amigos!

Quanto à organização, e como é hábito na HMS, em grande, sem a mínima repreensão, transformando a manhã numa festa, sendo recompensados com novo record de participação. Após os 668 do ano passado, este ano cruzaram a linha de chegada 691.

No próximo fim-de-semana terei sessão dupla. No sábado, Corrida de Santo António (para puxar), no domingo Corrida do Oriente (em jeito de treino de recuperação)

Até lá, divirtam-se e tenham uma rica semana!


terça-feira, 23 de maio de 2017

Go Grip Dorsal


Tal como referi no artigo de domingo sobre a Corrida de Alverca, experimentei uma forma diferente de prender o dorsal.

Tal deveu-se à gentileza da CovasBrinde que enviou-me uma amostra grátis do Go Grip Dorsal para poder testar e dar a minha opinião. Amostra essa que pode ser vista na foto em cima e que consta dum saquinho com os 4 Go Grip Dorsal e um folheto de instruções.

Foi assim que após 397 corridas a usar sempre os alfinetes de dama, experimentei uma nova forma de fixar o dorsal.


Em Barcelona tinha recebido algo semelhante mas magnético, o que ao tentar colocar em casa, concluí que não era boa solução pois com um movimento mais brusco podiam deslocar-se. O ideal era algo que fixasse e encontrei isso mesmo neste produto de que fiquei adepto, com os alfinetes a passarem a fazer parte do passado.

Tem um pequeno pino que atravessa o dorsal, encosta ao tecido da camisola e, no lado de dentro, tem um encaixe que o prende. Muito fácil de usar e em poucos segundos está colocado. A única questão é que se o dorsal não tiver os furinhos no canto, têm que ser feitos, o que se faz com toda a facilidade e rapidez com uma caneta ou similar.

Vantagens:
- Não fura nem deixa marca na camisola
- Fica bem fixo. Ao contrário dos alfinetes que com um gesto mais brusco podem abrir e sair (o que me sucedeu algumas vezes em corrida), inclusive picando (o que também faz parte do meu historial), este coloca-se e só se move quanto o tiramos
- Não cria fricção
- Re-utilizável as vezes que se quiser
- Muito leve (cerca duma grama) e tamanho qb (25 mm x 20 mm)
- Fabricado na Europa a partir de material reciclado
- Podem ser personalizados a nosso gosto, com impressão até 4 cores.

Para se aperceberem da facilidade e segurança da sua colocação, vejam um video explicativo, aqui.

Em resumo, e como facilmente entenderam, o teste foi muito proveitoso e não quererei agora outra coisa.
Sobre a personalização dos meus, daqui a umas semanas falamos :)

domingo, 21 de maio de 2017

Na (muito bem organizada) Corrida de Alverca

A bela da equipa representada por 7 atletas: (eu, Aurélio, Orlando, Luís, Marta, Isa e Vitor)

A Corrida Cidade de Alverca é uma corrida com um cunho pessoal que faz a diferença e um exemplo de excelente organização, preocupada com todos os aspectos relativos à prova em si e, especialmente, aos atletas, com um grande foco na informação prestada, tendo vindo a melhorar ainda mais de ano para ano.

Estou à vontade para as afirmações que em cima fiz, dado que estive presente nas 3 edições já disputadas.

Partindo dos pressupostos em cima enumerados, não é difícil constatar que continua a sua progressão no número de classificados na corrida, apesar de hoje ser um dia particularmente complicado para se aumentar participação, dado que houve uma grande concomitância de provas ao redor. Só na região da Grande Lisboa, além da corrida de Alverca, tivemos a Eco Marathon e a Corrida da Mulher em Lisboa, as de Linda-a-Pastora, Queluz e Bucelas para os troféus locais, e ainda, perto, em Samora Correia, a Meia de Setúbal e um trail na Ericeira.

Dos 443 classificados em 2015 e 577 em 2016, progrediu-se hoje para 612. 
Atletas que tiveram direito a uma série de "mimos" pois, para além da habitual t-shirt, também se receberam dois saquinhos de bolos regionais, canetas, uma revista da prova e uma bela medalha com um avião, como pode ser visto em baixo.

O percurso, algo duro, foi muito semelhante ao de 2016, variando o sentido no ponto alto da prova, a passagem na primeira pista de aviação existente em Portugal, sendo Norte-Sul ao contrário dos dois primeiros anos. E esta foi mais uma boa medida dado que em caso de vento (como o forte do ano passado), ele iria sentir-se mais no sentido anterior.

O calor, abafado, quis juntar-se à festa e se no início ainda se mascarou por o sol estar algo enublado, na altura que entrei na pista abriu e nessa parte ficou mais semelhante a semi forno.

No entanto, e apesar de não me dar muito bem com o calor, realizei uma boa prova, cujo objectivo era fazer melhor que os 53.10 do ano passado, o que consegui ao marcar 52.31, o que para este percurso, e para as minhas capacidades, é bastante bom. Aliás, fiquei surpreendido com a posição final pois não costumo ficar tão à frente na relação lugar/número de atletas, tendo sido 255º da geral entre 612 e 16º entre 33 no escalão.

Estreei, e gostei, uma forma diferente de prender o dorsal mas isso será motivo para artigo a sair durante a semana.

Em resumo, uma bela manhã, rodeado de amigos e forte participação da equipa e espero para o ano poder continuar a ser totalista neste evento.

Próxima prova - Corrida de Belém no próximo domingo.



A bela medalha de participação

sábado, 13 de maio de 2017

Mais 30

Tal como tinha dito no passado domingo, hoje foi dia de novo treino de 30. 

Depois de ter puxado bem no da semana passada, este foi planeado para ser cerca de 30 segundos por quilómetro mais lento. Mas desta vez não tive a precisão do anterior e acabaram por ser 40 segundos ao km, dado que não correu tão bem como queria, em especial a partir dos 22. Nem sempre estamos no nosso melhor e há dias assim. Mas consegui concluir o pretendido e fiquei com bons dados para analisar e planear da melhor maneira o mês de Agosto, aquele que vai ser o mês charneira para a Maratona do Porto.

Já no ano passado Agosto foi o mês mais importante, quando dei uma carga sem precedentes (de longe o meu mês com mais carga de sempre), seguido por Setembro e Outubro a manterem o esforço.

Ora quando se dá uma carga assim, os resultados podem notar-se na altura mas vão atingir o seu apogeu passados 2 a 3 meses. E se recordarmos o que me aconteceu, deduz-se que fiz o trabalho bem feito pois tive um mês de sonho. Recordo que cheguei ao Porto e bati o meu record por 15 minutos, baixando finalmente das 5 horas, depois na Meia dos Descobrimentos, tirei 4 minutos a um record que já estava com um tempo bem esticado, e na semana seguinte consegui aquilo pelo qual lutava há 10 anos, baixar dos 50 minutos aos 10 km e logo indo para o minuto 48.

Ainda referente ao treino de hoje, deu-se o acaso de encontrar por volta dos 10 o João Branco, tendo assim preciosa e sempre muito agradável companhia até aos 15. Também me cruzei duas vezes com o Rui Soeiro que ia a voar baixinho.

Enquanto os treinos que correm bem dão sinal do bom caminho e oferecem um aumento de confiança, estes que correm menos bem são muito proveitosos pelo que ensinam. Sei o que falhou e o que devo fazer para corrigir.

Domingo 21, será a 3ª Corrida Cidade de Alverca, com a minha 3ª participação.

Uma boa semana a todos! 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Actualização do top-10 de maratonistas portugueses (Salomé Rocha entra directo para 8ª na sua estreia)

(Foto retirada do Facebook de Salomé Rocha)

O último mês tem sido fantástico para as maratonistas portuguesas! Atente-se:
- 9 de Abril, Vera Nunes venceu a Maratona de Zurique com 2.34.17
- 23 de Abril, Jéssica Augusto venceu a Maratona de Hamburgo com 2.25.30
- 30 de Abril, Doroteia Peixoto venceu a Maratona de Dusseldorf com 2.32.00
- 7 de Maio, Salomé Rocha estreou-se em Maratona em Praga, sendo 6ª com a marca de 2.27.08

Um mês espantoso para as nossas atletas, provando uma vez mais o quão forte é o nosso sector feminino!

O tempo da Salomé Rocha provocou também mexida no top-10 nacional, algo que não sucedia há 2 anos. Resultado da fantástica marca de Salomé Rocha que a faz saltar, logo na sua estreia, para a 8ª melhor portuguesa de sempre, relegando para fora do top-10 Aurora Cunha.

A tabela fica assim ordenada:

1.
Rosa Mota
2.23.29
Chicago
1985-10-20
2.
Jéssica Augusto
2.24.25
Londres
2014-04-13
3.
Sara Moreira
2.24.49
Praga
2015-05-03
4.
Marisa Barros
2.25.04
Yokohama
2011-02-20
5.
Manuela Machado
2.25.09
Londres
1999-04-18
6.
Dulce Félix
2.25.15
Londres
2015-04-26
7.
Albertina Dias
2.26.49
Berlim
1993-09-26
8.
Salomé Rocha
2.27.08
Praga
2017-05-07
9.
Filomena Costa
2.28.00
Sevilha
2015-02-22
10.
Helena Sampaio
2.28.06
Amesterdão
2003-10-19

Em relação à tabela masculina, que se mantêm inalterada há 11 anos, e sem reais possibilidades de o vir a ser brevemente, está assim escalonada:

1.
António Pinto
2.06.36
Londres
2000-04-16
2.
Carlos Lopes
2.07.12
Roterdão
1985-04-20
3.
Domingos Castro
2.07.51
Roterdão
1997-04-20
4.
Manuel Matias
2.08.33
Gyeongju
1994-03-20
5.
Luís Jesus
2.08.55
Paris
2006-04-09
6.
Joaquim Pinheiro
2.09.11
Otsu
1997-03-02
7.
Alberto Chaiça
2.09.25
Paris
2003-08-30
8.
Luís Novo
2.09.41
Berlim
2004-09-26
9.
Hélder Ornelas
2.10.00
Milão
2005-12-04
10.
Joaquim Silva
2.10.42
Viena
1994-04-10