segunda-feira, 28 de maio de 2018

APAV / Belém - Uma óptima dose dupla!


Como se sabe, este momento não está a ser o melhor devido a um problema gástrico de monta, mas esta semana e devido à medicação correcta, a coisa melhorou o que se notou de imediato nos treinos e de forma evidente na dose dupla.

Já estava há muito inscrito para a Corrida de Belém (domingo de manhã), quando apareceu a Corrida da APAV (sábado à noite), evento que devido ao seu fundo nobre não podia perder e não hesitei em inscrever-me e ficar assim com uma dose dupla.

Na altura da inscrição, este problema ainda não tinha entrado em crise e agora, apesar das melhorias, via com apreensão em como me iria sair desta. 

Neste momento, sinto-me muito feliz depois de ter completado a dose e de forma que não julgava possível. Vamos então por capítulos.

15ª Corrida de Solidariedade APAV (Sábado 21 horas)


A equipa 4 ao Km presente. Sandra, eu e Sofia (infelizmente não foi possível participar por estar a recuperar de lesão)

Com o casal Nuno/Sandra

E com o casal Isaac/Adelaide

Minha 8ª presença mas desta feita de forma diferente. Após 14 anos com a organização directa do ISCPSI (Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna), com partida nas suas instalações e chegada nos Jerónimos, este ano a prova não se iria realizar por qualquer impedimento do ISCPSI mas em boa hora a Xistarca recuperou-a, colocando o seu centro na Reitoria da Universidade de Lisboa.

Com o calendário tão preenchido e um anúncio tardio, devido a essa inesperada mudança, foi inevitável que a participação tivesse sido bastante abaixo do que era normal mas esperemos que para o ano tudo se normalize e tenha um pelotão muito extenso, como a APAV bem merece.

O percurso foi compacto (o policiamento está muito caro e a dificuldade em encerrar vias é cada vez maior) mas gostei. Claro que como em tudo há opiniões diversas mas fiquei agradado com o trajecto que era um falso fácil. No papel parecia acessível mas no terreno provou-se que enganava.

Combinei comigo próprio que iria dar o máximo (para o momento actual, sublinhe-se), esquecendo-me propositadamente que passadas 12 horas após a chegada teria nova partida, seguindo aquele provérbio oriental que diz "Se o problema é para amanhã, preocupa-te amanhã".

A intenção era fazer melhor que Alverca uma semana antes (58.25), comprovando a melhoria física que sentia.

E para tal as condições meteorológicas não podiam estar melhores com ausência de vento e temperatura adequada para a prática da modalidade.

No aquecimento senti que as pernas estavam boas. As pernas foram o que mais ficou afectado com o referido problema. Neste período crítico, sentia a respiração bem mas era aflitivo não sentir força nas pernas. Ora já em Alverca esse problema estava a evoluir positivamente e mais durante a semana. 

Com essa indicação recebida no aquecimento, pude partir com um determinado ritmo que considerei adequado. E foi bem escolhido pois senti sempre que estava no máximo mas a conseguir manter. 


A chegar ao 2º quilómetro
Entre os 2 e os 6 tive a agradável companhia da Beatriz. Não sabia era a que ritmo seguia. Imaginava entre os 5.30 e os 5.40. E digo que não sabia pois agora não uso óculos porque após as operações às cataratas fiquei a ver ao longe na perfeição mas naturalmente, continuo a precisar de óculos para ler. Para ver os números do relógio, tudo bem porque são grandes. Mas à noite, a luz interna que o relógio possui, não é suficiente para distinguir os números sem ajuda de lentes. Bem tentava olhar mas não distinguia os dígitos. Claro que não faz sentido ir à noite correr com óculos para ler, ficando a ver mal ao longe, portanto tive que me socorrer das minhas sensações.

E estavam certas, julguei que a velocidade que levava desse à volta do minuto 56 e cortei a meta em 56.06, menos 2.19 do que tinha efectuado em Alverca (num percurso mais acessível), comprovando a boa evolução.

Fiquei muito feliz e ciente que tinha dado tudo. Altura para pensar no dia seguinte e... "opps... como me irei safar amanhã num percurso tão duro?"

Altura para passar ao próximo capítulo, não sem antes elogiar a Xistarca pela organização, pela rica prova e por não ter deixado morrer este evento marcante de solidariedade com a APAV.




6ª Corrida de Belém (Domingo 10 horas)


A equipa 4 ao Km presente (eu e Aurélio)

Com a Ana Pereira em pleno Estádio do Restelo

Foi a minha 3ª presença (consecutiva) nesta prova. Se a da APAV referi que o percurso enganava pois parecia fácil, nesta não há engano possível. Parece dura e é! Mas muito boa, para mais com o apoio técnico da HMS, marca de excelência.

Saída na pista do Estádio do Restelo e primeiros 2,4 km sempre a subir. Cumpre-se de seguida a máxima que diz "tudo o que sobe, desce" e desce bem mais do que se subiu, indo parar à Marginal onde se toma a direcção para Lisboa, retornando antes da FIL e quando se chega ao lado do Planetário... (Recordam-se de ter dito que desceu mais do que subiu? Pois agora vem a compensação) aparece uma subida ao nono quilómetro que dói mesmo! Mas depois de vencida, regressa-se à pista onde a meta é transposta.

Devido ao momento actual, a ter dado tudo por tudo na APAV 12 horas antes e à dureza deste percurso, sempre imaginei fazer uma hora e tal. Menos duma hora não estava nos meus pensamentos mais optimistas.

No aquecimento senti o empeno da véspera mas a rodar a coisa foi melhorando, o que me levou a decidir ir dando o que tinha e logo se via. 


A sairmos do estádio após a partida
Venci a subida inicial (2.4) bem melhor do que supunha e com a respiração mais controlada do que imaginava. Não abusei na descida e ao chegar ao plano da Marginal, coloquei um ritmo bom e certo. Mas sempre com o "Adamastor" da subida final em mente.

E comecei a ver que se não morresse na subida, iria baixar da hora o que era impensável antes do tiro de partida. Ora isso foi um "boost" adicional e geri o melhor que pude na subida para depois dar tudo o que restava no final. Ao entrar no estádio verifiquei que iria até baixar do minuto 59 e acabei por cortar a meta em 58.23, o que nunca imaginei. Menos 2 segundos que em Alverca, que tem um percurso muito mais acessível, e a apenas 2.17 da véspera "neste" percurso!

E assim dei por encerrada a dose dupla, muito feliz comigo próprio.

Agora, recuperar pois no sábado à noite tenho uma prova que no ano passado me deixou a melhor das recordações. Foi quando bati o meu record aos 10 com 48.19, numa noite em que estava "possuído" da melhor forma.
Para este ano, a intenção é bem clara. Tentar melhor que na APAV, comprovando a evolução.

Uma boa semana a todos!



domingo, 20 de maio de 2018

Corrida Cidade de Alverca, 4 em 4

Eu e Aurélio, a equipa presente, metade dos que estavam inscritos mas uma onda de lesões anda a abater-se sobre os 4 ao Km

Disputou-se hoje a 4ª edição da Corrida Cidade de Alverca onde registei a minha 4ª participação, sendo assim totalista. E porquê?

Se em 2015 fui pela curiosidade de primeira edição e passagem pela pista pioneira de aviação em Portugal, a partir daí esta corrida conquistou-me pela sua excelente organização.

Na revista da prova, existe uma página com as opiniões sobre a edição de 2017. Entre elas está a que eu enviei num mail. Escrevi então "... e posso garantir que recomendo esta prova a todos os meus amigos pois ela bem o merece! Participei nas 3 edições do vosso evento e noto uma grande vontade em fazer bem, um enorme cuidado com todos os pormenores e atenção dada aos atletas, com um cuidado redobrado na informação e feedback, que fazem da vossa corrida uma corrida diferente, com tudo de melhor que esta afirmação encerra."

Pois... disse isto em 2017 mas poderia dizer rigorosamente o mesmo este ano, pois toda a qualidade mantém-se e, nalguns pontos, ainda foi aumentada.

Um dos segredos desta organização é ter um vasto conjunto de voluntários, denominados embaixadores da corrida (pela revista conto 32), tudo atletas que sabem bem do que é o melhor para cada um. 

Na procura de melhores soluções, este ano o percurso teve novamente alterações e, na minha opinião, para melhor. O final, em vez de apanharmos a dureza da subida para o local de partida, foi dentro das instalações da OGMA (Oficinas Gerais de Material de Aeronáutica) e a parte de terra que no ano passado era irregular, foi substituída por outro troço em que o piso de terra é direitinho. 
Também tivemos a sorte de não apanhar vento na pista (como o forte na 2ª edição) e a temperatura, apesar de para o quentinho, era perfeitamente suportável, ao contrário do calor forte das primeira e terceira edições, que transformaram a passagem na pista num verdadeiro forno. Mas para evitar essa possibilidade, estava um tanque dos Bombeiros a regar o pessoal em plena pista o que foi uma excelente e refrescante ideia.

A promessa que o percurso iria ser mais rápido foi cumprida na totalidade, batendo-se o record de prova tanto no sector masculino como feminino. Nos homens, vinha de 2015 quando Hermano Ferreira marcou 32.20, tendo agora Pedro Arsénio registado 31.36 (menos 44 segundos). Nas mulheres, em 2017 Alexandra Sousa foi a primeira atleta a baixar dos 40 minutos, com 39.58, tendo agora Joana Ramalho cortado a meta aos 38.28 (menos 1.30).

À chegada, direito a receber uma bonita medalha com um avião dos antigos. Vejam a imagem e digam lá se a medalha não é bonita?

A bonita e original medalha

Registo ainda para os padrinhos da prova, dois atletas que já foram recordistas mundiais, Fernando Mamede (nos 10.000 em 1984) e Inês Henriques (nos 50 km Marcha em 2017).

Com tudo isto, só faltava a cereja no topo do bolo que era continuar o aumento de participação que se regista desde o início. Em 2015 classificaram-se 443 atletas, 577 em 2016 e 612 em 2017. E em 2018, aumentou ou não? A resposta é sim, com 644.

Venha a 5ª edição que esta organização e todo o seu staff são um espectáculo!!!

Uma vasta equipa para proporcionar o melhor a todos. Muito obrigado!
E em relação à minha prestação? 
Pois, se em Abril me dissessem que ia fazer este tempo em Alverca, interrogava-me de imediato porque seria tão fraquinho. Mas muita coisa mudou e hoje acho-o bom.

Como se devem recordar, a coisa começou a não correr bem no 1º de Maio e em Setúbal foi mesmo um desastre completo. Tudo por um problema gástrico que se vinha a agudizar e teve o seu maior episódio de crise no fim-de-semana em Setúbal.  

Já tenho os resultados dos exames que fiz e forneceram o "menu" do que tenho. Já estou a ser medicado e vamos ver a sua (des)evolução. 
Já estou bem melhor mas as pernas é que ainda estão afectadas. Falta-me força nas pernas e isso reflecte-se, inevitavelmente, na corrida. 

Cheguei a Alverca com 3 desejos: Cortar a meta no final (não era dado adquirido), fazer tudo a correr sem nunca andar (sim, sei que eram apenas 10 km mas neste momento isso também não era dado adquirido) e se possível cortar a meta antes da hora.

Tive que gerir muito bem a prova (conhecer o percurso também foi uma rica ajuda) e consegui os 3 objectivos. Tempo final 58.25, o que me deixou feliz. Para o momento actual, dei o melhor, o máximo que podia.

A respiração e resistência estavam boas mas as pernas não. Como disse em cima, estão sem força. Mas a coisa está a melhorar.

Tenho consciência que vai ser um longo processo de recuperação, o chegar ao nível dos dois anos anteriores não é agora possível, há que gerir tudo muito bem que daqui a n tempo serei recompensado. 

Mas estar longe do que já fiz não é qualquer problema, eu gosto é de correr, isso é que me faz feliz, e o meu grande objectivo do ano sempre foi o mesmo, 2 de Dezembro Maratona de Valência. É aí que tenho que olhar.

Entretanto, a próxima semana é a tal da sessão dupla, APAV sábado à noite e Belém domingo de manhã. Logo verei se conseguirei as duas.

Até lá, uma excelente semana a todos!




domingo, 6 de maio de 2018

Na Meia de Setúbal a gerir o possível

A equipa 4 ao Km presente: Eu, Vitor, Isa e Aurélio (que apenas fez a caminhada por estar a recuperar de lesão). Obrigado pela foto Jorge Robalo (ler curiosa história no final do artigo) 
E aqui com o amigo Pedro Burguette

Nem sei bem como começar o relato da corrida de hoje. Foi a minha corrida número 425 e a 57ª Meia-Maratona e posso dizer que, exceptuando as Maratonas que são um mundo à parte, foi a prova mais sofrida que alguma vez disputei.

Pegando no que se passou no 1º de Maio, como se devem recordar disse que mentalmente não estava bem em virtude duma preocupação. A razão da minha preocupação devia-se a um exame gástrico que ia fazer no dia seguinte (4ª) e que poderia dar resultados maus. 

Felizmente não se confirmou o cenário pior mas há aqui um problema a ter que ser resolvido. No fundo está relacionado com a hérnia do hiato (a tal culpada da Rock'n'Roll 2013) e com a libertação de ácidos que quando ocorre como que suga a energia, além de dar muito mau estar.

O menu para hoje era composto por uma barriga muito inchada, a vir demasiadas vezes a comida à boca (péssimo para correr!) e sem energia, muito menos para uma prova com a distância de 21.097 metros, para mais sendo num percurso tão duro como este.

Podia ser pior? Claro que podia! Por exemplo, estar muito calor. Pois... 30 graus chegam?

Fiz assim 21 quilómetros sempre com o espectro da desistência a bailar sobre a minha cabeça. O único trunfo que tinha era uma tremenda vontade em terminar.

Ao 2º Km (Obrigado pela foto Carlos Lopes)
Para tal, tive que batalhar muito comigo. E pensar sempre no próximo quilómetro. Estilo, passar aos 3 e pensar que o meu grande objectivo era chegar aos 4. Chegar aos 4 e redireccionar o grande objectivo para os 5, e por aí fora.

A coisa não estava fácil e o medo de como iria reagir na tremenda subida para a Arrábida, aumentava. Estava nos 7,5 km e, subitamente, deu-me uma enorme tontura. Tive que parar e chegar para o meio da estrada (para evitar bater com a cabeça no lancil do passeio, caso caísse). Nesse momento, assumi que a corrida tinha terminado. Por mais que me custasse, desistia! 

Andei 300 metros ainda no percurso da prova, porque o caminho ia passar junto onde estava o carro, perto da chegada, e notei que já não estava tonto. Experimentei dar uns passinhos de corrida e não senti mais tonturas. Decidi então continuar e logo ver como reagiria, mas com o tal espectro da desistência cada vez mais vivo. Tal como, em contraponto, a vontade de terminar.  

Vejam só o meu ar quando ia apenas com 10 km (Obrigado pela foto Fernanda Silva)
E deu-se o momento chave. Aos 10 quilómetros passa-se junto da chegada. Chegada onde tinha o carro ao pé. Ou ficava ali ou aventurava-me para a serra (que começava perto dos 11). Assumir que não estava em condições ou vencer a adversidade? Parar ou aventurar-me na serra?

Quem me conhece, sabe que não sou pessoa de desistir sem esgotar tudo. Então já deve ter percebido que continuei e meti-me na serra.

Muito difícil! Percurso tremendo, como já sabia de anteriores participações, sol tórrido de chapa, e a necessidade de gerir a coisa o melhor possível.

Sobrevivi à serra e saí da dita aos 17. Faltavam-me então 4 longos e penosos quilómetros. Em especial quando se passa aos 18 juntinho à meta e ainda temos que dar uma voltinha de 3 quilómetros.

Engraçado como 3 quilómetros tanto parecem um tirinho ou uma distância brutal, depende de como nos sentimos. 

Arrastar, gerir mas sempre seguir em frente. Até que cheguei à meta!

2.26.57 é dos piores tempos que já fiz (53º em 57) mas quem quer saber?!? Consegui cortar a meta e deu direito a beijar a medalha (coisa que reservo para Maratonas ou provas com records). Mas hoje foi muito difícil conseguir conquistá-la e foi um beijo bem merecido!

Pela primeira vez, deitei-me ao comprido no chão poucos metros após uma meta. Precisei mesmo disso.

Agora a próxima que estou inscrito é daqui a 2 semanas Alverca (onde sou totalista). Mas neste momento não faço planos. É ir vendo como isto vai evoluindo.

Não quero terminar sem  relatar um episódio curioso. Em 2016 tinha o carro no Parque 4 e quisemos tirar uma foto à equipa. Viemos até à saída do parque e como vimos que estavam ali uns atletas, pedimos a um se nos podia tirar a foto. Na altura ainda não o conhecia e recebi um comentário na crónica dessa prova onde ele informava que tinha sido quem tinha tirado a foto. Fui ver a classificação e espantei-me ao verificar que tinha sido Jorge Robalo, 3º classificado nesse dia e antigo campeão júnior de cross (e posterior vencedor desta Meia em 2017).

Ora hoje, o Vitor deixou o seu carro no Parque 4 (o meu ficou junto à meta) e como queríamos tirar uma foto de equipa, viemos até à porta de entrada do parque e quando nos preparávamos para tirar uma selfie, ouvimos alguém dizer "Essa foto tiro eu! Isto é um dejá vu!". Pois estava no mesmo local o mesmo Jorge Robalo, sendo dele a foto que encima este artigo. Ele há coincidências bem giras.

Uma boa semana a todos!


    

terça-feira, 1 de maio de 2018

Na Corrida do 1º de Maio

Os quatro 4 ao Km presentes: Vítor, Orlando, eu e Isa

Realizou-se hoje, com partida e chegada na pista do Inatel, a 37ª Corrida Internacional do 1º de Maio, evento que se realiza ininterruptamente desde 1982 e sempre com a mesma distância de 15 quilómetros.

Este ano contou com uma ligeira alteração. A partida foi mais à frente na pista, para impedir que os primeiros ao terminarem os 3/4 de volta e no momento que saem do estádio, encontrassem os últimos a partir. Com o avanço do pórtico de partida tal não foi problema. Para compensar essa distância, quando regressámos ao complexo, e antes de darmos entrada, demos uma ligeira voltinha ali na Rio de Janeiro.

Este será o percurso para, pelos menos, os próximos 5 anos, já que foi certificado e a organização publicou esse comprovativo, numa medida muito positiva pois é sempre ideal os atletas saberem que a distância está absolutamente correcta.

O comprovativo da certificação
Para mim, foi a 8ª presença (7ª consecutiva) neste percurso sempre aliciante e que requer boa estratégia por ter os primeiros 9 quilómetros algo para o favorável, seguindo-se 3 difíceis pela subida da Almirante Reis, culminado com o apertar da subida para o Areeiro. Os últimos 3 são para se fazerem bem, se ainda restarem forças.

No ano passado realizei aqui uma prova que na altura me deixou sem palavras e sem acreditar bem como consegui aquela prestação neste percurso. Algo que hoje me recordei bastantes vezes. Comparando com a forma de hoje...

Não somos máquinas em que se carrega num botão e fica-se 100% operacional (mesmo as máquinas têm quiproquós...) e somos sensíveis a determinadas preocupações. Ora desde o início da semana passada, por razões que agora não interessa, que não tenho andado famoso animicamente. Como se sabe, não estando a parte anímica boa, fisicamente também não o estamos.

Curiosamente foi nesta, digamos, crise, que fiz uma coisa que ainda não tinha realizado. Treino muitas e muitas vezes 5 dias seguidos, e também algumas 6 dias. Nunca tinha sucedido treinar 7 dias consecutivos. Quis o calendário, sem provas no fim-de-semana de 21/22 e 28/29 e com a Corrida do 25 de Abril em ritmo de treino, sem necessidade de repousar no dia seguinte, treinei de 2ª a domingo, perfazendo os tais 7 dias.

Descansei ontem e hoje era a tal prova que, até há uns dias atrás, contava dar-lhe forte. Não estava confiante antes da partida mas mesmo assim decidi arriscar. 

O objectivo seria um tempo na casa do minuto 23 como máximo. E porquê máximo 23? Para sentir evolução. Como é por demais evidente, aqueles records loucos de 2017 estão nesta altura mais que afastados mas a ideia é ir dando passinhos para aproximar. Nos 20 km Cascais-Lisboa fiquei a 9 minutos do meu melhor. Hoje tendo 15 km e fazendo a devida proporção, seria ficar a 7 minutos. Como o record aos 15 é de 1.16.40 (no ano passado fiz aqui o tal tempo louco de 1.16.41, tendo retirado 1 segundo nas Fogueiras), o objectivo seria até ao 23.

Por volta dos 4 soube que não iria ser possível, passei a gerir para ser o melhor que conseguisse, sendo o 24 baixo perfeitamente alcançável. E fui bem até aos 9. Depois... depois deu-se a chegada ao Martim Moniz para atacar os tais 3 km de subida e a cabeça traiu-me pois derrotei-me. 

O meu ponto forte é o mental mas não estando bem animicamente, perco esse trunfo. E a subida foi penosa, em especial a parte final para o Areeiro.

Comparando como fiz a subida do ano passado e hoje, das duas uma. Ou estava mais em forma em 2017 ou inclinaram mais a Almirante Reis!

Quando endireitou, lá dei o resto e a intenção passou a ser apenas fazer melhor do que há 5 semanas nos Sinos (a única de 15 que fiz após a paragem) e que foi 1.26.45, facto que considerei obrigatório. 

Últimos metros
Na recta da meta, já na pista do estádio, sprintei para ainda ficar no minuto 25 mas não deu. O relógio acelerou mais do que eu e chegou primeiro ao minuto 26, terminado em 1.26.04

Não fiquei decepcionado com o tempo, fiquei sim com as sensações que tive. Tenho que colocar a cabeça no seu estado normal pois domingo tenho uma Meia em Setúbal e é bem dura. E para isso, tenho que contar com aquilo que está em cima do tronco.

Ainda menos metros
Uma bom resto de semana a todos!



E tivemos um atleta da equipa no pódio, mesmo sem estar presente! Esta foto é da carrinha do pódio onde constavam estas 3 fotografias, estando numa o Aurélio retratado com a amarelinha!