sábado, 18 de agosto de 2018

26 bem melhores que os 24 + A pulseira de identificação iDee

Como quem tem a paciência de seguir este cantinho bem sabe, os 24 do sábado passado não deram boas sensações, pelo contrário. Valeu pela força de vontade de os cumprir.

Durante a semana tive duas excelentes companhias. Do Tiago Marques na 3ª (Tiago que também vai a Valência) e da Sandra na 5ª. Na 2ª foi treino de recuperação e na 4ª o ansiado regresso às séries.

Faço séries semanalmente mas estava sem as realizar desde 8 de Junho. A seguir sofri a tal entorse do tornozelo e enquanto não senti que isto estava a 100%, como agora, não quis arriscar com séries.
Milagres não há e o cronómetro não mente em relação àquela paragem de 10 dias e à ausência de séries. Não comparando com as duas únicas vezes que baixei dos 4 num km (3.54 e 3.57), que isso foi numa altura de forma louca, a comparação prendia-se com a última série de quilómetro realizada na primeira semana de Junho e onde marquei 4.15. Pois na 4ª registei apenas 4.36...
Mas na próxima 4ª será melhor e espero regressar àquela marca dentro de poucas semanas.

Após os treinos da semana, chegou o de hoje onde a intenção passava por chegar aos 26. Decidi não alterar o plano, mantendo-o apesar do mau treino de 24. 

Estava com pouca confiança mas muito decidido a ser bem sucedido. A tomar o pequeno-almoço inspirei-me com um video que me levanta a alma. São as melhores imagens da Maratona do Porto 2016, com uma música empolgante e imagens que tocam quem faz e sonha com Maratonas, em especial as mais para o final, com as chegadas dos atletas do "meu campeonato". Clicar aqui para ver o filme de 3 minutos e pouco que vejo e revejo e dá-me muita inspiração e emociona-me sempre.

Eram 6 e meia da manhã quando dei início às hostilidades. Receoso mas muito focado em fazer um bom treino que me levantasse a moral. 
Enquanto na semana passada notei logo nos primeiros quilómetros que aquele não ia ser um dia bom, hoje as sensações estavam normais até cerca dos 12. A partir daí ganhei a convicção que nada me iria afectar, que estava num dia bom, e foi uma maravilha até final.

Comparando com o treino da semana passada, fiz hoje em 26 quilómetros menos 1.29 do que registei na semana passada em 24, e isso diz tudo (em especial do que foi há uma semana).
Claro que não dá para comparar com Agosto do ano passado onde com apenas mais 3.20 fiz 30 quilómetros mas, como já disse em cima, isso foi num tempo de louca forma.

No fundo o treino de hoje foi normal, só passando a muito bom pelo momento actual. E a confiança aumentou! Estava a precisar dum treino assim com 26 quilómetros certinhos e sem qualquer quebra.
Se fazia mais 16? Não! Mas a intenção é realizar os 42 no início de Dezembro e não hoje. E é para essa construção de forma que vou colocando pedra sobre pedra.

Até final do mês, tenho planeado um outro objectivo, dependendo de como decorra a semana, se será para a semana ou para a seguinte. E qual é esse objectivo? É o meu regresso aos amados treinos de 30 que não realizo desde a preparação para a Maratona do Porto de Novembro passado. E que saudades já tenho desses treinos de 30!

Entretanto este treino teve uma novidade. E a novidade foi esta:


Sempre que ando na rua, levo os meus documentos, logo estou identificável em caso de qualquer acidente. Mas se vou treinar, não levo nada que me identifique.

Nas corridas, é fácil, temos um dorsal que permite saber quem somos, mas num treino, e sabendo que 90% dos meus treinos são como o de hoje, sozinho, o que sucede se sofro algum acidente? Como poderão identificar-me?

Há uns 2 anos vi esta pulseira da iDee e pensei que seria uma excelente ideia. Mas sabemos como funciona o tenho que. Ou fazemos logo ou o tempo vai passando e nós sempre a pensar "tenho que". 

O infeliz caso do triatleta desaparecido fez reacender essa necessidade. E finalmente encomendei.

Vindo na caixa que se vê na fotografia, além do certificado de garantia, é uma pulseira modelo Sport que conta com algumas cores diferentes. Naturalmente, só podia!, escolhi o amarelo. 

A vantagem da pulseira é ter uma placa identificativa, que obviamente pintei de preto na foto por ter os meus dados, e onde se colocam informações úteis. No caso é o nosso nome e ano de nascimento, dois contactos telefónicos para ligar em caso de urgência, o grupo sanguíneo e ainda espaço para alguma informação relevante (por exemplo algum tipo de doença ou alergia).

Claro que podemos sempre pensar em levar algum papel com esses dados. Mas resultará? Com o suor poderá ficar ilegível e, além disso, onde o guardar? No bolso que está dentro dos calções? E seria que alguém iria aí procurar? Pois esta pulseira salta de imediato à vista.

Como levo o relógio no pulso esquerdo, coloquei-a no direito. Como nunca tinha posto fosse o que fosse nesse pulso, pensei que iria estranhar mas nada. É tão leve que nem se sente.

Assim, sinto-me mais protegido e isso era algo que me preocupava, em especial quando faço estes treinos maiores e começando ainda de noite. Seja que treino for, irei usar sempre. Nunca se sabe o que poderá suceder.

Caso alguém esteja interessado, clique aqui para o site da iDee ou aqui para o seu Facebook.

Uma óptima semana a todos!

sábado, 11 de agosto de 2018

24, sapatos e Sevilha

Esta semana correu bem a nível de treinos pois a moinha no tornozelo desapareceu. Terá sido de vez? Esperemos que sim!

Hoje foi dia de longo e após os 20 da semana passada o mínimo obrigatório eram 22 mas a intenção passava por chegar aos 24. 

Para fugir ao calor, apontei o seu início para as 6 da manhã. No entanto, e apesar de me ter levantado a horas para poder sair à hora desejada, só o fiz meia-hora depois por causa de 3 dês (por causa disto, daquilo e daqueloutro que aparecem amiúde e nos atrasam).

Há dias e dias, há dias assim e hoje não foi bom dia para longos. Senti-o logo nos primeiros metros. Restou-me cerrar os dentes e aguentar, o que confesso não foi fácil. 

Muito cedo constatei que dificilmente chegaria onde pretendia. Esqueci a intenção dos 24 e foquei-me nos 22 pois esses eram obrigatórios, custasse o que custasse. E quando assim é, desistir não é opção.

Do Inatel de Oeiras a Carcavelos, de Carcavelos à Cruz Quebrada, da Cruz Quebrada ao Inatel de Oeiras, os quilómetros foram longos pois o ritmo era simplesmente o possível para as forças (in)existentes. 

Mas, sou tramado comigo próprio e quando faltava menos de quilómetro e meio, e já com a parte física e mental há muito ansiando pelos 22 para poder parar, decidi que ia até aos 24. Não ficava bem comigo próprio se não o fizesse.

E em boa hora o decidi pois ao chegar aos 23 cruzei-me com a Tânia e uma amiga, Inês, e assim tive companhia nos mil metros finais, o que foi uma preciosa ajuda.

Em resumo, treino muito fraco sem sensações boas mas com a parte positiva da força de vontade e espírito de sacrifício para cumprir os 24, o que acaba por ser um rico treino para a parte que mais conta numa Maratona, a cabeça.

Este treino serviu também para testar os meus novos sapatos de corrida em distância mais longa. Sei que no Norte chamam de sapatilhas, no Sul de ténis mas como nasci no Centro do país fico-me pelos sapatos de corrida que a todos agrada.

Os novos pneumáticos

Como sempre, e com excepção deste treino teste, ficarão para provas com os actuais de provas, que ainda estão muito bons, a passarem para treinos, substituindo os que chegaram ao seu limite.

É o meu par número 16 desde que corro e têm pela frente a exigência de completarem as Maratonas de Valência e Sevilha.

E a esta hora estarão a questionar: Sevilha? Pois é verdade, anuncio aqui pela primeira vez que irei também a Sevilha.

Para quem me conhece minimamente, sabe que para mim a Maratona de Sevilha é uma enorme paixão, após as inesquecíveis participações de 2014 e 2017. Esperava regressar em 2020 mas a paixão falou mais alto e vou para o tri-Sevilha já em 2019.


Não tinha pensado em 2019 em virtude de ser apenas 2 meses e meio após Valência mas pensei melhor e concluí o seguinte: 
- A 2 de Dezembro faço a Maratona de Valência
- O resto de Dezembro é para recuperar da Maratona
- Janeiro para treinar para Sevilha pois basicamente é manter pois o treino está lá todo em virtude da preparação de Valência
- A 17 de Fevereiro faço a Maratona de Sevilha.
Parece bem no papel, não parece?

E é assim. 
Entretanto, amanhã de manhã temos na televisão as Maratonas feminina (8.05) e masculina (9.00) para o Europeu de Atletismo, oportunidade para aprender com os campeões. E aprender o quê? A velocidade que nunca deverei fazer caso contrário rebentaria em meia-dúzia de passadas!

Uma boa semana a todos e espero que para a próxima semana possa estar aqui a relatar outro longo, maior e desta vez com boas sensações.

sábado, 4 de agosto de 2018

Vinte, Perneta e tornozelo

Com a Dora e o Carlos em Carcavelos

Depois da evolução registada na Prova do Bodo, domingo acordei com uma preocupante notícia. A tal entorse do tornozelo, que parecia definitivamente arrumada nos arquivos do passado, tornou a dar sinais. Não da forte forma como a meio de Junho mas uma moinha que me levou a recear por um reacender que obrigasse a nova paragem.

Tentei um treino curto na 2ª feira para avaliar e notei que não piorou. Adoptei assim o mesmo esquema de treinos de 2ª a 5ª como na quinzena anterior, privilegiando a relva sintética dando voltas aos campos de futebol anexos no Jamor e em todos os dias a cena repetiu-se. Uma moinha antes, nada durante, e a mesma moinha após, sem qualquer piora.

Como a coisa pareceu controlada, segui o plano que indicava hoje 20 quilómetros, com a condição que se sentisse algo, parava.

Este treino, no Passeio Marítimo de Oeiras e no paredão de Carcavelos, tinha um enorme aliciante e um receio. O enorme aliciante era a sempre excelente companhia do Carlos Cardoso, o auto-intitulado Perneta (se corresse uma só fracção do que este "perneta" corre...) que estava em digressão pelo sul do país e assim pudemos, finalmente!, correr juntos. 
O receio era o calor digno do Deserto do Sahara que nos tem fustigado.  

A recuperar do problema num gémeo desde os 144 km da Ultra-Maratona Caminhos do Tejo (valente herói!), não lhe fez diferença ir a um ritmo bem mais baixo do que é o seu para poder acompanhar-me.

Infelizmente a Dora teve que se ficar apenas por uma caminhada e aí fomos os dois em muito agradável palheta, tornando o treino muito suave pela rapidez que os quilómetros passavam. Não pela nossa velocidade mas pela distracção da conversa.

O Carlos pode correr muito, que corre!, mas hoje não o larguei. E não valem virem dizer "ah e tal ele foi mais devagar" que a prova provada é a imagem comigo a acompanhá-lo!
O momento do jogo deu-se à saída do pontão da Marina. De certo que os comentadores vão fazer correr rios de tinta mas o sucedido foi que na dita saída, e como tem árvores mais baixas, o Carlos fugiu um pouco para o meu lado para evitar um ramo e eu fiz o mesmo para o seu lado. Conclusão, inadvertidamente preguei-lhe uma rasteira em que, muito felizmente, ele com mestria conseguiu evitar a queda, provando não sofrer de Neymarite caso contrário a esta hora ainda estava ali a rebolar e gritar.
Ainda houve tentativa de VAR mas lá me safei a um cartão. Uffa!
O que é certo é que em 13 anos de corridas nunca tinha sucedido rasteirar alguém mas também nunca tinha treinado com o Carlos. Logo, estatisticamente podemos considerar que em 100% dos nossos treinos conjuntos eu rasteiro-o.

No pontão da Maraina de Oeiras, antes do momento do jogo. Estão a ver como não me fugiu?!?
O seu plano era realizar 12 e depois eu seguir. Com algumas voltas adicionais acabaram por ser 13, tendo parado e eu seguido para os 20 que, ontem, cheguei a pensar não ser possível devido ao calor.

No entanto, como começámos cedo, fugimos à maior incidência, além de que junto ao mar havia uma acalmia. 
Saí de casa às 6 e tal e estavam 29 graus, temperatura que se manteve até chegar ali e descer para 24. No final marcava 32, ainda longe dos quarentas que as restantes horas abrasaram.

Claro que os últimos 7 quilómetros foram mais difíceis pois já não tinha companhia e o termómetro começou a inflacionar, mas lá me aguentei bem, com apenas uma quebra momentânea aos 18, logo debelada.

Vamos ver se o tornozelo atina de vez e se posso continuar a treinar com a regularidade que tenho feito neste conjunto das últimas 3 semanas (5 vezes por semana). Além de mais um longo no próximo fim-de-semana, de preferência a aumentar a quilometragem.

Depois dou novidades. A quem ainda está aí, uma óptima semana, a quem se encontra fora, aproveitem bem as férias que voam num instante!
  

domingo, 29 de julho de 2018

No sempre fantástico ambiente da Prova do Bodo no Pombal

Os dois 4 ao Km presentes (eu e Sandra), acompanhados pelo Nuno

Integrada nas festas do Bodo em Pombal, ontem foi dia da 36ª edição da Prova do Bodo, evento que até 2009 tinha a distância de Meia-Maratona e desde 2010 a sua extensão passou a 10 quilómetros, em sistema de 3 voltas num percurso com cerca de 3.300 metros (mais os metros que se fazem desde a partida).

Foi a 4ª vez (2011, 2012, 2016 e 2018) que participei nesta prova que me agrada muito e que me leva a fazer perto de 400 quilómetros no mesmo dia (ida e volta) pois bem o merece.

E merece pelo ambiente de festa onde a corrida se insere, pelas suas gentes, pela organização que sabe o que os atletas gostam e pelo percurso que simpatizo imenso.

Sei que há quem não aprecie o sistema de voltas mas estas são de ida e volta, com espaço visual aberto o que nos permite ter a percepção de como decorre a prova em toda a extensão do pelotão e não apenas no espaço que estamos inseridos, devido aos diferentes ritmos (além do "banho de humildade" ao constatarmos a velocidade que os primeiros levam quando nos dobram...).

Não é um percurso propriamente fácil mas é daqueles que me adapto bem, com uma primeira metade de cada volta em ligeira subida e uma segunda metade em ligeira descida.

Longe, muito longe da forma com que me apresentei aqui da última vez, em que marquei 50.20 o que na altura foi a minha 2ª melhor marca de sempre, antes dos meus cinco sub50, a intenção era um medir de como me situava depois de duas semanas em que pude regressar aos 5 treinos semanais após a entorse no tornozelo e os problemas gástricos que ainda se manifestam.

O ponto de comparação era a Corrida da Lagoa de Santo André, exactamente antes do recomeço dos tais 5 treinos semanais, e onde tinha registado 58.52, apesar da quantidade de treinos não ser sinal de qualidade pois têm andado fracos, ou o possível para o momento actual.

O plano dizia que a primeira volta tinha que ser a gerir, para não colocar em causa o seu todo, e a ganhar balanço para aumentar na 2ª e dar tudo o que restasse na 3ª e última.

A terminar a primeira volta
Assim estava planeado e assim foi. Finda essa necessária gestão na primeira volta, senti que a coisa estava controlada e comecei a apertar, ganhando confiança com as sensações. Cedo apercebi que a marca da Lagoa (com percurso mais fácil) seria batida e entraria no minuto 57, não descurando o 56.

Na última volta aguentei o máximo na subida, já a calcular para o 56 e dei tudo no último quilómetro e meio (o último km foi o mais rápido dos 10 com 5.11), conseguindo cortar a meta em 56.40, o que me deixou muito feliz. Senti que dei tudo e a prova provada foi a ligeira tontura que senti quando parei após a meta, sinal que não havia mais nada para espremer.

As comparações só são válidas para o que é comparável e portanto não adianta estar em comparações com tempos que ainda recentemente fazia e onde um 56.40 seria considerado fraco.
A comparação tem que ser realizada no momento actual e diz que retirei 2.12 à marca de duas semanas antes, sinal evidente da evidência que é os resultados melhorarem ao poder treinar livremente sem os condicionalismos que me afectaram.

A iniciar a 3ª e última volta
Agora, a próxima prova é apenas daqui a quase 2 meses (23 de Setembro Corrida do Tejo) e até lá muitos e muitos treinos estão planeados com um aumentar gradual e consistente de quilómetros rumo ao objectivo da época, Maratona de Valência a 2 de Dezembro.
Que as lesões e outros problemas se mantenham afastados que o resto faço eu.

Uma boa semana a todos e umas óptimas férias para quem as está a gozar!






sábado, 21 de julho de 2018

Cada coisa a seu tempo

Esta semana já pude treinar 5 vezes. Depois de 2 meses atribulados, em Maio com o problema gástrico que sofri e em Junho com a entorse do tornozelo, os treinos foram irregulares (ou mesmo inexistentes durante 10 dias após a entorse) e inevitavelmente a forma eclipsou-se.

Com tudo resolvido, pude regressar aos treinos diários mas de forma ponderada para reconstruir a forma com bases sólidas. Assim, decidi que nesta semana alternaria 5 com 10 quilómetros, para não ser um regresso a forçar o que seria contraproducente. 

Como no sábado tinha feito a Corrida da Lagoa de Santo André, na 2ª treinei 5, na 3ª 10, na 4ª 5 e na 5ª 10. Mas não foi fácil pois de dia para dia ia sentindo mais cansaço, acumulando tudo no de 5ª que foi muito complicado de gerir. Valeu-me a companhia da Sandra para me obrigar a concluir o objectivo.

Após um dia de descanso (ontem), hoje já estava mais recuperado e fui para o Passeio Marítimo de Oeiras treinar com a Tânia e Raul que iam fazer 12. A intenção era treinar com eles e quando parassem aos 12 seguir, tentando os 15.

E foi o que sucedeu. Claro que com companhia a coisa é mais fácil e ao chegar aos 12 senti-me com energia para ir à tripla-légua. 

Custou-me foi o último quilómetro, não pela parte respiratória que ia bem mas pelas pernas que já estavam desgastadas.

Concluí assim os 15, terminando uma semana de regresso ao início para readquirir a normalidade. Claro está que a forma está fraca, o desgaste por estas distâncias que seriam fáceis há uns tempos é grande, e o ritmo muito, muito lento. Mas... cada coisa a seu tempo. Podendo treinar com consistência, a coisa melhorará. Até lá, há que sofrer para ter a recompensa.

De hoje a uma semana irei participar na Prova do Bodo em Pombal, no que será a última corrida até 23 de Setembro (Corrida do Tejo). Nestes 2 meses de permeio, muito quilómetro a percorrer.

Um bom fim-de-semana a todos!

domingo, 15 de julho de 2018

Na (festa da) Corrida da Lagoa de Santo André

A bela colecção das minhas 12 medalhinhas pintadas à mão com motivos relacionados com a Lagoa de Santo André

Após a ausência forçada e custosa da Corrida das Fogueiras, regressei ontem a uma corrida, com a minha 12ª participação na Corrida da Lagoa de Santo André, o que a torna a prova onde mais vezes cortei a meta.

Seria suposto neste último mês ter aumentado significativamente a carga mas tal não foi possível pelo entorse no tornozelo esquerdo que me obrigou a parar vários dias.

Sou alguém cujas paragens são muito penalizadoras e apenas obtenho resultados que estejam no limite das minhas capacidades quando consigo treinar bastante tempo seguido sem contrariedades como se provou em 2016 e 2017, dois anos livres desse flagelo de lesões.

Em 2017 e até ao mesmo dia da data de hoje, já tinha nas pernas 1.309 quilómetros enquanto este ano, apenas contabilizo 779, o que faz que a meio de Julho apenas tenha corrido 59% da distância que tinha palmilhado no ano passado em idêntico período.

Tudo devido inicialmente à paragem pela operação às cataratas, depois um abrandar por aquele problema gástrico e mais recentemente esta entorse no tornozelo.

Felizmente já me sinto recuperado do tornozelo, agora há que trabalhar muito para recuperar a forma perdida, como se constatou ontem.

Com a sempre excelente companhia do casal Isa e Vitor, os 3 elementos dos 4 ao Km presentes
É sempre um prazer a deslocação à Lagoa de Santo André e por alguma razão haverá para ser, como referi, a prova onde já participei mais vezes, estando ainda a cerca de centena e meia de quilómetros de distância de casa.

Mais do que uma corrida, este evento é uma festa, consubstanciada no convívio final, com febras, pão, batatas, maçãs, bebidas e música ao vivo, tudo incluído no baixo preço de inscrição e com direito a um acompanhante por cada inscrição, transformando-se numa verdadeira festa de final de época.

A partida é às 19 horas mas em várias edições o calor ainda era muito forte, o que não sucedeu nesta. Sim, estava quente mas nada que não fosse suportável. 

As minhas ambições eram simples. Terminar a prova e, mais improvavelmente, fazê-lo abaixo da hora. Não valia a pena comparar com os 51.02 do ano transacto, que foi o meu record de percurso, pois as condições eram muito opostas.

Partimos atrás no pelotão e, como o quilómetro inicial é a subir, fiz gestão de esforço, consciente que esta corrida tinha que ser muito bem gerida. Ao fim da primeira centena de metros, fui mesmo momentaneamente o último do pelotão. 

Passada essa dita subida, altura para começar a marcar um ritmo que fosse o melhor para o momento actual, sem comprometer o chegar à meta nem obrigar a arrastar-me.

Consegui esse equilíbrio e fui fazendo uma prova de trás para um bocadinho menos atrás (dos 534 classificados fui o 426ª. Ora como cheguei a estar um último, ainda ultrapassei uns quantos companheiros de corrida).

O meu maior receio era no quilómetro e meio no pinhal, ainda por cima este ano com mais areia, mas consegui manter o ritmo e assim foi com agrado que cortei a meta em 58.52, abaixo da hora que considerava improvável.

A iniciar o último quilómetro
Sim, fiz quase 8 minutos mais que no ano passado mas provavelmente este ano cansei-me e custou mais.

Agora, altura para recuperar o melhor possível a forma. Para começar, já estarei em condições de recomeçar os treinos diariamente.

Nos próximos 2 meses (até à Corrida do Tejo a 23 de Setembro) apenas irei à Prova do Bodo em Pombal, dia 28 do corrente mês. De resto, muito e muito treino que faltam 140 dias para o grande objectivo da época, a Maratona de Valência. 
Mal posso esperar!



sábado, 7 de julho de 2018

As nuvens a dissiparem-se sem bastonadas

O treino de hoje com a excelente companhia da Tânia e Raul

Nesta semana que passou, a evolução da lesão tem sido muito positiva. Continuo a correr dia sim dia não e a uma velocidade em que por vezes sou ultrapassado por caracóis, mas estou a correr e isso é que interessa.

No piso de terra lisa junto à canoagem no Jamor, fiz 8 km no domingo e na 3ª. Treino este de 3ª que fica na memória pelo episódio de aflição que vivi antes e que pode ser lido no final deste artigo. Na 5ª já cheguei aos 10, com 2,4 de alcatrão e hoje, com a muita simpática companhia do casal Tânia e Raul, os 10 foram integralmente em alcatrão e até ao momento o tornozelo continua bem.

Ainda há aqui qualquer coisinha, noto se virar a perna toda para fora ou dentro, no sítio onde se terá dado a entorse, mas que está incomparavelmente melhor, nem se coloca em questão.

Posso assim crer que o mau tempo está a afastar-se, com as nuvens a dissiparem-se como o título diz. Sobre as bastonadas (ou sua ausência!) vem então agora a história do episódio de 3ª.

Fui treinar ao complexo do Jamor e saí na A5, sentido Cascais-Lisboa, saída essa que vai dar a uma recta até perto da Praça da Maratona, tendo 2 faixas no mesmo sentido, com separador central constituído por arbustos até mais ou menos em frente ao portão que dá acesso às cabines.

Vi que ambas as faixas tinham fila de 3 carros parados, com um polícia à frente e muita muita gente na estrada, tendo deduzido que se teria dado um acidente. Parei atrás desses carros e é então que reparo que todos que estavam na estrada encontravam-se vestidos de negro, com bandeiras e faixas negras, ao estilo de claque de futebol e, nesse mesmo momento que notei nesses pormenores, vejo-os a investirem sobre o portão a querer forçar a entrada! 

"Qué isto?!?" interrogo-me assustado. Nestes momentos, pensamos muita coisa em fracções de segundo e, como tinha lido que o Sporting regressava aos treinos nesse dia e havia reforço de segurança na Academia, só pensei que esse reforço ainda não estava efectuado, tinham ido treinar ali e a claque queria fazer outra vez estragos! Foi o que me veio à cabeça.

No mesmo momento que investiram contra o portão, vejo aparecer vindo da Praça da Maratona, um enorme contingente de polícia de choque, completamente equipados, à frente com cães e atrás a cavalo!

"Isto vai dar molho que vai ferver!", penso assustado enquanto constatava que estava encurralado. Não podia ir para a frente, não podia inverter a marcha ou recuar, pois já tinha outros carros atrás de mim, e nada me restava senão ficar bem fechado dentro do carro, esperando que a trolha não fosse para aquele lado.

O que vale é que estes momentos de aflição duraram poucos segundos pois passa um polícia na berma junto aos carros a dizer" Mantenham a calma, isto é apenas um exercício, um simulacro!"

Ufa... podem imaginar o alívio por afinal não estar no meio dum assado daqueles. E assim, já sossegado, saí do carro e fiquei a apreciar as movimentações. 

Em pouco tempo os alegados "hooligans" estavam controlados e o "campo de batalha" limpo. Limpo, quer dizer... se ignorarmos a muita caca que os cavalos deixaram na estrada!

E foi assim que tudo se passou. Agora acho piada contar a história mas tive ali uns segundos aflitinho...  

Antes de me despedir por hoje, a convicção que tudo leva a crer que irei de hoje a uma semana à Lagoa de Santo André buscar a minha 12ª medalha com uma ave diferente e, agora sim, desejo a todos uma excelente semana, após este ainda melhor fim-de-semana!