quarta-feira, 4 de março de 2015

Revista Atletismo de Março (a 400)


Já foi distribuída a Revista Atletismo de Março, com a particularidade de ser o número 400, o que para uma publicação mensal é obra!

Ia referir que este é um número especial, pelo tal número 400, mas cada número é sempre especial pois retrata o que se passou nos 30 dias anteriores no nosso desporto de eleição.

E neste número, o indíce é:

Competições Internacionais
Corta-Mato
14 Crosse das Amendoeiras em Flor
16 Taça dos Clubes Campeões Europeus de Crosse

Competições Nacionais
Estrada
14 Campeonato de Portugal de Maratona / Maratona do Funchal
22 Corrida dos Namorados
24 Grande Prémio de Mem Martins
26 Corrida do Atlântico
27 20 Km de Cascais
28 Grande Prémio de Grândola

Pista Coberta
06 Campeonatos de Portugal
10 Campeonato Nacional de Clubes - Final - I Divisão
12 Campeonato Nacional de Clubes - Final - II Divisão
13 Campeonato Nacional de Juniores

Entrevistas
Atleta de Pelotão
Vítor Cordeiro

Espaço Técnico
38 Em busca de melhorias
42 Papel da nutrição na inibição da fadiga muscular

Reportagens
Clube de Pelotão
36 Casa do Povo de Mangualde

Evocação
30 400 números da Revista Atletismo

Natureza
Trilhos
44 Trilhos dos Abutres
45 Trail de Santa Luzia

Orientação
46 Norte Alentejano O'Meeting 2015

Secções Fixas
15 Veteranos - Campeonato Nacional - 2ª jornada
19 Portugueses no estrangeiro
20 Marcha atlética
37 Noticiário
43 Noticiário de saúde
47 Lazer
48 Agenda da corrida
50 Calendário federado

Iniciativas
51 Revelação do mês - João Pinto

Recorde-se que esta publicação imprescindível para o nosso desporto é distribuída por assinatura. Para toda e qualquer informação, clicar aqui

40 anos do disco da minha vida



Faz este mês 40 anos que foi lançado o álbum Rubycon dos Tangerine Dream, aquele que elejo como o disco da minha vida.

É certo que nunca apreciei propriamente os termos livro/disco/filme da minha vida, quando ainda não vivemos tudo o que temos para viver e nunca sabemos o que iremos encontrar no futuro mas, como compreenderão pela minha descrição, este é o disco da minha vida, pelo que me influenciou.

Estávamos em 1975 e tinha 15 anos. A nível musical até ouvia mais da pesada. Certo dia, um amigo meu comprou um disco dum grupo e dum estilo pouco conhecido em Portugal. Eram alemães com um nome em inglês, Tangerine Dream, e o disco chamava-se Rubycon.

Esse meu amigo tinha adquirido o disco pela curiosidade dum estilo novo mas não o apreciou. Emprestou-mo. A sua audição foi uma verdadeira revelação, mudando por completo a minha percepção de música, abrindo novas fronteiras que só a sensação do som provoca. Comprei-lhe o disco e nunca mais fui o mesmo a nível musical. 

Por felicidade, os Tangerine Dream, cuja fundação remonta a 1967, continuaram a deliciar os seus fieis admiradores ao longo destas décadas, nunca deixando de criar e inovar música, estando editados mais de 200 álbuns (que tenho todos), entre originais e actuações ao vivo, como a de Lisboa em 25 de Março de 2010, data que cumpri o sonho de os ver actuar. Para mais, e após a introdução cénica, a primeira música a ser tocada foi um excerto de Rubycon!

Infelizmente, tudo terminou em Janeiro deste ano com o súbito falecimento de Edgar Froese, numa altura em que a sua veia criativa continuava imparável e com novos projectos musicais. E os Tangerine Dream eram Edgar Froese.

Verdadeiro génio musical (e inclusive de pintura), criou um som que os críticos musicais tentaram encaixar como "rock cósmico", "rock alemão", "música espacial", "música planar", "som estratosférico", etc. Passados uns anos deixaram de tentar catalogar para simplesmente chamar da única forma possível, "o som Tangerine Dream".  

Não quis deixar passar esta efeméride sem aqui a assinalar. Não sei quantas vezes nestes 40 anos já ouvi este disco. Um número incontável, sem dúvida. Mas ouvi-lo, é uma sensação única e um prazer sempre renovado, seja aos 15, 35 ou 55 anos. E isso é impagável!

Para quem esteja interessado em conhecer este disco, clique aqui (o disco é composto por um tema único de cerca 35 minutos, dividido em duas partes). Reconheço que será, talvez, o seu álbum mais complexo e difícil de ouvir para quem não aprecia o estilo. Para mim, estes sons são a perfeita integração do que sou.    

A formação em 1975: Edgar Froese, Chris Franke e Peter Baumann 

terça-feira, 3 de março de 2015

Nelson Évora candidato a Atleta Europeu de Fevereiro


Mercê do seu excelente salto de 17,19, Nelson Évora é um dos 12 candidatos a Atleta Europeu de Fevereiro.

O campeão mundial de 2007 e olímpico de 2008 no Triplo-Salto, passou os últimos anos com graves lesões mas é um exemplo de dedicação e empenho, nunca desistindo de lutar e estando agora, com 30 anos, novamente a aproximar-se do seu melhor.

Para poderem votar, clicar aqui (tem que se estar registado no Facebook)

domingo, 1 de março de 2015

Orgulho de amigos + Outro treino de 30 + "Teiquirizi!"

Com o João Cravo antes do treino
Em primeiro lugar quero endereçar aqui os meus mais entusiastas parabéns à Isa e Vítor pela sua fantástica prestação no VI Trail de Conímbriga - Terras de Sicó, onde não só tornaram a concluir outra Ultra-Maratona como bateram por significativa margem a maior distância já efectuada ao percorrerem os 65 quilómetros da prova! (que foram 67 pois enganaram-se um pouco no caminho)
Foi um dia de grande emoção e expectativa a acompanhar à distância esta aventura. São um espectáculo e um enorme orgulho!

Mas não foram os únicos elementos dos 4 ao Km a baterem o seu record de distância pois o João Cravo, na sua preparação para a estreia em Maratona em Paris, também aumentou a sua maior distância de 28 para 30 quilómetros, tendo realizado o seu treino muito bem e provando que está no caminho certo para uma óptima estreia.

Após o treino de 30 da semana passada, o de hoje seria, teoricamente de 28, que é a distância entre a estação de Cascais e a do Cais do Sodré, onde apanhámos o comboio às 8.20 para termos chegado a Cascais às 9 e dando início ao treino.

Fomos surpreendidos por uma temperatura mais amena em relação aos últimos tempos e, como tinha uma camisola de manga comprida e outra de manga curta, logo tirei a comprida e fiz o percurso com a de manga curta. Já há uns tempos que não corria assim.

Na conversa, a distância foi sendo vencida e o estado geral era bom. Comecei a pensar que daria para o que tinha pensado. Se chegasse bem aos 28, arredondava a coisa para os 30.

O problema deste percurso, e que não nos lembrámos, é que a partir dos 24, quando as pernas já não vão tão frescas, começamos a apanhar empedrado, o que massacra um pouco.

Mas aos 28 a coisa ia boa e lá continuámos os dois para os 30. O "Jorge Branco" é que me custou (para quem não percebe porque chamo de Jorge Branco ao último quilómetro, veja o nome do excelente blogue do Jorge, que logo percebe), mas também foi vencido e completei assim o 4º treino de 30 Km nesta preparação para Paris (e 2º consecutivo).

Para a semana, é altura de descansar, fazendo um calmo treino de 20 quilómetros. 

Como se pode perceber, não só hoje como ao longo destes quase 3 meses, esta preparação está a ser bem melhor do que a mais optimista perspectiva. E estes treinos de 30 vêm ajudar imenso, não só no plano físico como no mental, onde a confiança está em alta.

O plano que estabeleci não está a ser cumprido pois estou a fazer sempre mais do que o previsto, mas temos que nos adaptar às circunstâncias e não imaginava chegar aqui assim, e onde o factor peso joga uma importante cartada pois desde Setembro até agora já perdi 7,4 kg, mercê dum bem elaborado plano nutricional, essencialmente virado para mais energia mas também com o natural componente peso, que a Filipa Vicente idealizou.

Se nas duas primeiras preparações para Maratona tinha realizado apenas um treino de 30 em cada, e tendo andado um pouco em ambas, nas duas seguintes não fiz nenhum. Para esta idealizava dois e já vão quatro e nunca andando um metro que seja em qualquer um deles. 

Como se depreende, a coisa está muito boa mas quero pedir a todas que "teiquirizi!" (este palavrão é a adaptação aportuguesada que fiz do take it easy!)
Quero dizer com isto que muita gente tem idealizado que chego a Paris e vou correr este mundo e aquele, e que esta preparação é a fitar um tempo. Posso garantir que não! Tudo o que tenho feito, é para sentir que fiz a melhor preparação possível (coisa que por várias razões não pude efectuar em anteriores) e chegar lá e sentir-me sempre bem. Não penso em tempos (e se fitasse tempos a melhor táctica era mesmo não pensar em tempos).

O que apenas pretendo é correr o melhor possível e sentir que fiz tudo bem feito (e até agora é fácil constatar que me tenho dedicado a 100% ou mais e tenho feito tudo certinho). Se eventualmente e sublinho bem o "se", bater o meu tempo record (5.02.13), baixando das 5 horas, ficarei muito feliz. Mas se não bater e a Maratona correr como quero, ficarei igualmente muito feliz.

Mas se o bater, o que não será propriamente fácil, será marginalmente e não tempos impossíveis para mim como já me disseram! Se fizer, digamos 4.57, baixo das 5 horas e bato o record por 5 minutos o que é excelente, mas sendo excelente, acredito que quem está a pensar em tempos loucos, ficará desanimado.

Por isso, caros amigos, teiqueirizi por favor! :)

E no final do treino, cansados mas felizes!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Actualização do Top-10 de maratonistas portugueses


Com a fantástica vitória em Sevilha em 2.28.00, Filomena Costa saltou de 20ª para 8ª melhor maratonista nacional de sempre, entrando assim para o top-10 nacional donde saiu Ana Dias.

A relação passa a ser a seguinte:

1.
Rosa Mota
2.23.29
Chicago
1985-10-20
2.
Jéssica Augusto
2.24.25
Londres
2014-04-13
3.
Marisa Barros
2.25.04
Yokohama
2011-02-20
4.
Manuela Machado
2.25.09
Londres
1999-04-18
5.
Dulce Félix
2.25.40
Nova Iorque
2011-11-06
6.
Sara Moreira
2.26.00
Nova Iorque
2014-11-02
7.
Albertina Dias
2.26.49
Berlim
1993-09-26
8.
Filomena Costa
2.28.00
Sevilha
2015-02-22
9.
Helena Sampaio
2.28.06
Amesterdão
2003-10-19
10.
Aurora Cunha
2.28.11
Londres
1989-04-23

Curiosamente, há uma grande diferença entre o sector feminino, onde metade das atletas têm marcas desta meia década, enquanto no sector masculino a tabela está inalterada faz em Abril 9 anos:

1.
António Pinto
2.06.36
Londres
2000-04-16
2.
Carlos Lopes
2.07.12
Roterdão
1985-04-20
3.
Domingos Castro
2.07.51
Roterdão
1997-04-20
4.
Manuel Matias
2.08.33
Gyeongju
1994-03-20
5.
Luís Jesus
2.08.55
Paris
2006-04-09
6.
Joaquim Pinheiro
2.09.11
Otsu
1997-03-02
7.
Alberto Chaiça
2.09.25
Paris
2003-08-30
8.
Luís Novo
2.09.41
Berlim
2004-09-26
9.
Hélder Ornelas
2.09.59
Milão
2005-12-04
10.
Joaquim Silva
2.10.42
Viena
1994-04-10

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Um desafio de 30 e os parabéns ao Sequeira pela milésima prova!!!

Muitos parabéns, Sequeira! (foto da 25ª Maratona, Berlim 2014)

Hoje, no Grande Prémio do Atlântico, o conhecido Manuel Sequeira chegou ao número mágico de mil provas! Não, não há engano, escrevi mesmo MIL!

Tendo realizado a sua primeira corrida a 15 de Setembro de 1980, o Sequeira não mais parou. E entre 25 Maratonas, 5 Ultra-Maratonas, 149 Meia-Maratonas e muitas outras centenas de provas, totalizou hoje o número bem redondo com 3 zeros. 

Muito haveria por dizer e saber deste fantástico percurso que vai dos tempos pioneiros ao nossos dias mas, para ficarem a saber mais deste grande exemplo para todos nós, aconselho que leiam uma entrevista que irá ser publicada de amanhã a 3 semanas, 16 de Março, início da semana que nos levará até à Meia da Ponte onde o Sequeira irá participar pela 25ª vez em outras tantas edições.

Não percam pois essa entrevista. Para já, vai um grande abraço de parabéns ao Sequeira!

Quanto ao meu longo, 11º de 16 da operação Paris, está feito. Mas nunca se pode dar, seja o que for, como adquirido, tudo pode mudar dum dia para o outro. 

E foi isso o que senti na pele. Se tenho andado imparável, na 5ª feira quebrei animicamente, devido a um problema não relacionado com a corrida e que vamos ver no que vai dar.

No treino de 6ª feira fui uma sombra de mim próprio, nem me apetecia correr, o que é grave para mim. Ontem também andei sem energia mas hoje falei muito comigo e esforcei-me para tentar fazer o que queria, um treino de 30, o que se afigurava muito difícil.

Fui buscar forças ao facto de querer oferecer este treino de 30 a grandes amigos que me têm apoiado imenso e que acreditam sempre que consigo.

Sabia que o início era importante até entrar em modo automático. Decidi então fazer um treino sem direcção planeada, indo ao sabor do momento. Já faço a descrição do caminho mas posso dizer que consegui realizar os 30 quilómetros e sempre a correr, sem andar um metro que fosse.

Ao contrário dos dois anteriores, este acabei no limite, sendo que nos últimos 4 só a vontade de chegar ao número mágico de 30 fez que lá chegasse.

Foi duro, muito duro, mas fiz! 

Para a 1ª Maratona realizei apenas um treino de 30, e andei um bocadinho. Para a que seria a 2ª, também fiz apenas uma e também andei uns bocados. Para Sevilha e Porto não pude, pelas razões que se sabem, fazer nenhum de 3 dezenas mas para Paris já é o 3º e sempre a correr, sem andar um único metro. 

E este com a agravante adicional de, o que sucedeu pela primeira vez, ter sido completamente sozinho, sempre sem companhia. 
Ou melhor, foi com a companhia de todos os que me apoiam. e isso teve toda a importância.

O percurso, ao sabor do momento, foi: Parti do Inatel de Oeiras, indo pelo lado de dentro até ao jardim de Oeiras. Passei então, junto ao McDonalds, para o passeio marítimo, tomando a direcção de Carcavelos, indo até ao final da praia, saindo para o Praia-Mar e tomar a estrada para a estação de Carcavelos, passando para o outro lado e indo junto à linha, direcção Parede.

Na Parede, dei uma volta pelo Bairro da Escola Técnica, passando pela casa onde vivi entre Outubro de 1973 e Janeiro de 1982. Segui para o centro da Parede, continuando para S.Pedro e chegar a S.João do Estoril, dando uma volta pelo liceu onde andei 5 anos e onde em 17 de Outubro de 1977 conheci a Mafalda.

Fui apanhar a marginal e regressei à Parede, tomando a estrada junto à linha mas agora do lado mar. Ao passar no Junqueiro fui dar uma volta pelo bairro, passando ao lado da primeira casa onde vivemos quando casámos, entre Janeiro de 1982 e Novembro de 1985. 

Fui ter ao Praia-Mar e depois entrei no bairro construído no antigo pinhal de Carcavelos onde na minha adolescência fiz umas quantas loucuras de bicicleta e somei uns belos tralhos.

Segui até à estação de Carcavelos, centro de Carcavelos, Palmeiras, Sassoeiros e Oeiras onde aos 24 pus-me a subir a Cândido dos Reis. Aproveitei, já agora, para passar no Moinho das Antas pela casa onde vivemos entre Novembro de 1985 a Novembro de 1995, completando assim a volta, não programada, das habitações.

Daí até à estação de Paço d'Arcos, jardim e regresso ao passeio marítimo onde andei o suficiente até perfazer os 30 km em 3.27

Vamos ver o que os próximos dias me reservam mas, haja o que houver, o sonho de Paris ninguém me tirará.

Ah! E quanto aos 30, ainda quero somar um quarto.

Nota final - Também fui buscar inspiração a um filme que vi ontem, Invencível (Unbroken de nome original), realizado pela Angelina Jolie e que relata a história verdadeira de Louis Zamperini, atleta olímpico em Berlim 1936, com apenas 19 anos e como preparação para o que seriam os seus jogos a sério em Tóquio 1940, evento cancelado pela 2ª guerra mundial, e que acabou por estar no Japão, prisioneiro de guerra, sofrendo uma série de horrores, resistindo sempre, indo buscar forças sabe-se lá onde. Se puderem, não percam.   
   

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

5 anos de blogue - Obrigado!


A 20 de Fevereiro de 2010, faz hoje 5 anos, dei início a este blogue.

Tendo criado o site joaolima.net a 14 de Maio de 2009, fui tentado por amigos a colocar em escrita as corridas que iam vivendo. Juntando isso ao gosto de escrever, atrevi-me a criar o blogue.

5 anos, 1.394 artigos, 368 mil visitas e 7.329 comentários depois, o resultado superou em tudo as minhas expectativas.

E superou porque, independentemente dos números, permitiu-me conhecer uma série de pessoas fantásticas, o que não seria fácil sem o blogue. E isso é o melhor que tenho levado dele pois as verdadeiras e sinceras amizades são um tesouro incalculável!

Obrigado a todos pelas vossas visitas e sempre constante apoio e contribuição (como curiosidade, se somar as 368 mil visitas ao blogue com as 607 mil do site, temos 975 mil. Por outras palavras, em Março chego ao milhão de visitas!)