sábado, 27 de agosto de 2016

Mais 30 para terminar este 1º ciclo

Hoje foi dia de novo longo, 30 quilómetros, com que terminei este primeiro ciclo de 4 semanas a dar-lhe no duro.

Agora, segue-se uma semana calma, treinos com máximo de uma hora e sem longo no próximo fim-de-semana, para absorver e consolidar todo este trabalho.

No fim-de-semana seguinte, o longo é em forma de Meia-Maratona, a atractiva e selectiva S.João das Lampas na edição número 40, sendo a segunda mais antiga de Portugal, logo a seguir à "mãe" Nazaré.

Uma boa semana a todos e no dia 31 publicarei aqui os dados deste mês, aquele com mais quilometragem das minhas onze épocas de Atletismo.  
  

domingo, 21 de agosto de 2016

Mais um longo (26) pró Porto

Após os 30 km em tempo record de passado domingo, o longo desta semana tinha que ser, e foi, a ritmo calmo. No plano eram 25 mas acabei por realizar 26. Correu sempre bem, o único problema é que de manhã deu-me a preguiça e em vez de começar às 6, iniciei-o às 7 e assim apanhei já muito calor na última hora.
Arranquei do Inatel de Oeiras, indo pelo Passeio Marítimo de Oeiras e Carcavelos, saí e fui até ao Bairro do Junqueiro, daí até à estação de Carcavelos, passando para o outro lado, direcção Parede com passagem pelo Bairro da Escola Técnica, Bairro Azul, centro da Parede, S.Pedro e S.João do Estoril, com regresso pela Marginal até ao ponto de partida, indo primeiro à praia de Oeiras e regressando para marcar os 26.

A juntar a este treino, os realizados durante a semana, variados e que cumpriram a sua função, desde recuperação a alguns com ritmos mais elevados. Destaque para o de sexta, com 12 km, que fiz no Guincho e onde durante 8 km tive a companhia dum francês que está cá a passar férias e juntou-se-me, proporcionando boa companhia que assim o tempo passa sempre mais rápido. 
Já fez por 3 vezes a Maratona "dans la plus belle ville du monde", Paris, e serviu para desenferrujar o francês pois fomos sempre "a bavarder".

Não quero terminar sem manifestar o meu orgulho por TODOS os atletas que representaram Portugal nos Jogos Olímpicos (e ainda faltam dois daqui a pouco na Maratona masculina), alcançando lugares de muito relevo. Aliás, na classificação por pontos (dada aos 8 chamados lugares de finalista, 8 pontos para o 1º, 7 para o 2º até a 1 ponto para o 8º), somadas todas as modalidades, estes foram os nossos melhores Jogos de sempre, pois foi onde alcançámos a pontuação mais alta. Infelizmente, a maioria das pessoas apenas vê o medalheiro e esquece-se que estão em compita os melhores dos melhores dos cerca de 200 países. Daí o lamentável de muitas notícias e comentários, em especial quando se esquece de repente tudo o que alguns já fizeram, até num passado muito recente. Mas o português prefere a crítica fácil que até potencia o seu lado de comiseração herdeira duma mente cinzenta por décadas de tacanhez.
Para quem sabe admirar o que o esforço e dedicação exigem, a nossa vénia a TODOS sem excepção.

domingo, 14 de agosto de 2016

Títulos possíveis: a) Que bicho me mordeu? b) Que ano de records! c) Os meus 30 mais rápidos de sempre (e por mais de 5 minutos e meio!)

5.57 foi a hora que dei início ao treino. Este treino estava estipulado como mínimo de 27 mas sempre o pensei como de 30 quilómetros. Assim, iria gastar mais de 3 horas e acabar às 9 e pouco. Se começasse às 7 iria já terminar às 10 e pouco e com o calor que tem estado iria custar.

Felizmente, hoje esteve menos temperatura. Na semana passada em horário mais ou menos semelhante, estiveram 26 graus à partida e 32 à chegada. Hoje foram 19 na partida e 23 no final. E isso fez toda a diferença para quem tem treinado tanto e com tanto calor e agora apanhei menos uns quantos graus.

E o dia nem prometia. Ao contrário do habitual, hoje custou-me imenso levantar e parecia um zombie a arranjar-me.

No entanto, tudo mudou quando comecei a correr. De tal maneira que ainda com escassos quilómetros pensei "eh lá, hoje parece que estou possuído!". Cedo constatei que iria fazer 30 e bem.

Mas foi aos 12 que tudo mudou. Olhei para o tempo de passagem e pensei no meu record dos 30. Tive então esta conversa comigo mesmo:
Disse para mim "Ouve lá, isto hoje está muito bom..."
Ao que respondi "Está, não está?"
Ao que perguntei para mim "E então se..."
Respondendo de imediato "Bora!"
E intensifiquei o ritmo.

Sucedeu-me então algo estranho como no fantástico record nas Fogueiras, em cada quilómetro sentia-me melhor!

Tinha feito 30 quilómetros por 15 vezes. 9 em treino (melhor em 3.20.48) e 6 vezes passagem em Maratona (melhor 3.14.47 na minha primeira, Dezembro de 2012, Maratona de Lisboa).

E foi com os olhos nesses 3.14.47 que continuei a dar-lhe bem. De tal maneira que bati esse record por 5 minutos e 36 segundos, perfazendo 3.09.11

E os melhores dados são estes: Primeira metade em 1.37.32 e a segunda em 1.31.39 (segunda metade quase 6 minutos mais rápida!).
E qual o quilómetro mais rápido? O 30º e último!

Nos últimos 3 meses é o 4º record que bato. Por ordem: 3.000, 15.000, 1.000 e 30.000 (e o dos 10.000 ficou por 12 segundos)

Justificações para este momento de forma? Intensificação de treinos, fazendo o equilíbrio entre quantidade e qualidade (daí o tanto ter records em distâncias maiores como 15 e 30 km, como em curtas de 1 e 3 km).. 

Aqui, só costumo relatar estes longos de fim-de-semana mas treino 5 vezes por semana. Durante a semana, entre treinos de recuperação e normais, intercalo com treinos a puxar, progressivos e séries.

Séries já todos sabem como é. Os que chamo a puxar é colocar uma média puxada e fazer 10 a 15 km nessa média. Quanto aos treinos progressivos (esta designação é minha pois não os costumo encontrar relatados em mais sítios), são treinos de 10 a 12 km onde o primeiro quilómetro é de aquecimento e a partir daí cada quilómetro tem que ser mais rápido que o anterior. De início é fácil mas para o final começa a custar pois, além do cansaço, fazer melhor que o anterior começa a ser complicado por já estar muito puxado. Mas quase sempre consigo.

Todo este esforço e intensificação de treinos está a dar os resultados que se vêem. Um só pormenor muito importante. Comparando os quilómetros que fiz de 1 de Janeiro a 14 de Agosto de 2015 e 2016 (e 2015 foi o ano que mais quilómetros fiz até então), este ano tenho mais 409 quilómetros nas pernas que em 2015 (mesmo com aquela paragem de 3 semanas em Fevereiro por lesão no gémeo direito e que me custou uns 130 quilómetros).

Há que continuar o bom trabalho. Tem-me saído e bem do pêlo mas os resultados estão aí...

Uma boa semana a todos e uma excelente continuação de grandes emoções nos Jogos Olímpicos!

domingo, 7 de agosto de 2016

25 pró Porto

Apesar do aumento significativo de quilómetros já ser com pensamento no que aí vem (Porto a 6 de Novembro e Sevilha a 19 de Fevereiro), com alguns longos pelo caminho, a preparação para o Porto começou oficialmente no dia 1 e hoje foi o primeiro longo. 

O mínimo estipulado eram 24, fiz 25 mas não foi fácil. E não estou a falar pelo calor que dificultou (quando comecei às 6.15 já estavam 27 graus e acabei com 32) mas porque há dias assim e hoje calhou-me na rifa um daqueles com pouca energia.

O ritmo foi fraquinho mas a boa notícia é que fiz os 25 com pouca energia e com uma última hora a sofrer com o sol directo, o que é encorajante (encorajante... agora já com o banhinho tomado e litros de água repostos, porque na altura não foi fácil).

Depois de mais uma semana a dar-lhe bem, é altura de no próximo domingo fazer outro longo, esse já com um mínimo de 27. Haja forças!

Uma boa semana a todos!

domingo, 31 de julho de 2016

Na excelente Prova do Bodo (Pombal) com a 2ª melhor marca de sempre nos 10 Km

Com a grande vencedora, Daniela Cunha, que está num momento de grande forma e que tem um brilhante futuro à sua frente, como aqui vaticinei há 6 anos atrás quando a Daniela ainda era muito jovem.

Confesso que foi com um misto de emoções que cortei a meta. Por um lado, a marca realizada passa a constituir record do meu actual escalão (M55), foi o melhor tempo dos últimos 5 anos e o 2º melhor de sempre. Por outro, aquele velho sonho de conseguir um dia baixar dos 50 esteve tão perto... (50.20)
No entanto, esse tal misto de emoções cedo passou. Se alturas há que podemos questionar "se não me tivesse salvaguardado tanto no início" ou "se tivesse arrancado o sprint final mais cedo" ou outras questões, no caso de ontem nada se verificou. Sinto que fui a dar o máximo em todo e qualquer metro dos 10.000, mais não podia fazer. E quando é assim, tudo está bem.

Com os companheiros de viagem, Margarida Dionísio e Manuel Sequeira, sempre excelentes companhias
Sempre gostei muito desta prova, é daqueles percursos que apelido "à minha maneira", apesar de apenas ter vindo duas vezes (2011 e 2012). Nos últimos anos, por circunstâncias várias não deu mas este não podia deixar de vir a uma prova que me enche sempre as medidas por tudo.

Já há meses que tinha confidenciado a poucas pessoas que ia apostar tudo nesta prova. No entanto, desde a Lagoa de Santo André, com aquele calor, e com as temperaturas altas que se têm vindo a registar, tirei isso da cabeça e a intenção era fazer a melhor prova possível.

Porém, tudo mudou logo de manhã. Acordo e, ainda sem abrir o estore e ver o tempo que estava, envio um sms para a Isa e Vítor a desejar um bom Trail das Caldas e que não estivesse calor de mais. No minuto a seguir recebo a resposta da Isa dizendo que não lhe parecia ir ter problemas com calor pois a máxima prevista era de 21 e até parecia que ia pingar. 
Levantei-me, abri a janela e constatei que aqui em Porto Salvo estava semelhante. De imediato fui ao telemóvel consultar a previsão para o Pombal. Às 19 horas 21 graus.
Um sorriso desenhou-se-me nos lábios. Os deuses das temperaturas estavam a querer ajudar. E não mais parei de idealizar tácticas e ritmos de corrida.


Eu e a Mafalda tivemos a sempre muito agradável companhia da Margarida Dionísio e Manuel Sequeira na viagem, e lá fomos direitos ao Pombal, com paragem a meio do caminho para um saboroso piquenique.

Chegados ao Pombal, e antes duns passeios pela bela cidade, levantámos os dorsais, dados pela grande atleta Sara Carvalho, ao que comentei "Um dorsal de campeão (nº6), dado por uma campeã, tenho mesmo que fazer uma boa prova". Ao que fui "ameaçado" pela Sara Carvalho "Ai que não faça!" :)

Depois dum bom e adequado aquecimento, lá fui, com o Sequeira, para a partida. Ao contrário dos anos que estive presente, dada na ponte do Rio Arunca.

Partida e logo coloco um ritmo máximo. Este percurso é composto por 3 voltas onde em cada a primeira metade é ligeiramente a subir e a segunda metade ligeiramente a descer. Quando chego pela primeira vez ao final da subida, e apesar de estarem decorridos apenas 1.800 metros, já tenho a certeza que vai dar para manter o ritmo. Ao aproximar-me das 4 centenas de corridas já tenho experiência para saber. pelas sensações que vou sentindo, que dá para aguentar sem quebrar ou se estou em perigo de dar o estoiro mais à frente.

Os dois pés no ar
Continuei sempre a dar o máximo, e as voltas a passarem. Fui dobrado pelos primeiros masculinos, mas desta vez não pela primeira feminina, e na última volta sabia onde deveria iniciar o sprint final e aí vou eu.

Sabia que o tempo não dava para o velho sonho, apesar de ir ficar perto. Dei o que tinha e o que já não tinha e corto a meta em 50.20

Foi apenas a minha 6ª vez no minuto 50. As 2 primeiras vezes foram em Fevereiro de 2007, depois só tornei a terminar nesse minuto em 2011 por 3 vezes e agora em 2016.
Entre os 47 e os 56 anos. E fico feliz por notar que continuo a adiar a natural e inevitável quebra pela idade.

Como já estão "marrecos" de saber, o sonho (quase diria obsessão) de baixar dos 50 minutos, vem de longe, há 9 anos. Já me sucedeu de tudo, desde provas onde ia a ritmo para o minuto 49 mas não chegavam a ter os 10 km, a torcer um pé quando ia conseguir, inclusive a partir um pé, a um antibiótico dar cabo de mim, enfim, tudo sucedeu. Mas sou persistente (e olhem que é necessária muita persistência para estar 9 anos a perseguir um mesmo objectivo).
Não sei se lá chegarei (após 9 anos com tanta contrariedade, é obrigatória esta frase) mas sei que não me vou render e lutar sempre. Um dia será o dia.

Para já, um grande orgulho pela prova de ontem pois sei que dei o meu melhor.


Prova que também foi especial pela estreia da nova camisola dos 4 ao Km, após 160 corridas com a anterior (entre as quais as minhas 6 Maratonas). Essa nossa era antiga, de outra tecnologia, era pesada e não libertava o suor como as novas tecnologias o permitem.
Decidimos assim apostar numa camisola de topo, fazendo-as na FullWear, e aproveitando para uma melhoria no seu design.
Estas novas camisolas são extremamente leves, com um tecido de alta tecnologia desenvolvido à base de microfibras para melhorar o conforto e proporcionando um tacto suave, dispersando o suor e as concentrações de calor corporal, evitando aglomerações e permitindo também uma secagem mais rápida.
Em conclusão, um excelente investimento!

A próxima prova é a 10 de Setembro a 40ª edição da Meia-Maratona das Lampas. Até lá, um mês de Agosto com uma grande carga de quilómetros, iniciando assim a preparação para a Maratona do Porto. Se não houver lesões, Agosto será o meu mês com mais quilómetros de sempre.






domingo, 24 de julho de 2016

Uma jeitosa Meia em treino

O plano de hoje apontava para 20 quilómetros mas acabei por decidir em estender até aos 21.097 duma Meia-Maratona. 

Comecei às 6.45 na parte do Inatel no Passeio Marítimo, altura que os termómetros já marcavam a essa hora 26 graus. No entanto, e ao contrário da semana passada, vinha uma muito ligeira brisa do mar o que atenuou um pouco.

Inicialmente fui até ao final de Carcavelos, com passagem no pontão da Marina, dei a volta e dirigi-me até ao final do Passeio, saindo para a Marginal até ao Alto da Boa Viagem, onde fiz o retorno, regressando até pouco depois do local da partida. 

O ritmo foi muito jeitoso pois apesar de ser ritmo de treino e do calor, marquei nesta distância de Meia-Maratona 2.14.37, o que é melhor do que 16 das minhas 45 Meias efectuadas em corrida, e como sabemos o ritmo em corrida é sempre diferente.

Não deixei de me recordar o que representava uma Meia para mim antes de iniciar-me em Maratona. Andava a semana toda com o máximo dos cuidados pois ia ter uma Meia nessa semana e isso era sempre motivo de apreensão. Mesmo em treinos, raramente aproximava-me dessa distância, sendo a única excepção um treino de 22 em dia de "loucura". 

Agora, treinar 21 é apenas um longuito, só a partir dos 25 é que tem direito ao termo longo. Uma Maratona muda-nos! :)

No próximo sábado é dia de rumar até ao Pombal para a sempre muito agradável Prova do Bodo.

Uma boa semana para todos!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Na 1ª gala do Clube Atletismo de Vale de Figueira


Na passada 2ª feira estive presente na 1ª gala do Clube Atletismo de Vale de Figueira, a honroso convite do seu presidente Miguel Balasteiro.

Coincidiu com o 29º aniversário desta instituição que viu a luz a 18 de Julho de 1987 e da qual já nasceu um campeão nacional de cross juvenil, feito conseguido em 1996 por Jorge Robalo que nesta época, agora já como M35, regressou ao clube.

Em 2010 o clube sofreu uma crise que o deixou perto de fechar as portas mas renasceu pela mão do actual presidente que o fez passar de 13 atletas na altura para um total de 105 que o representaram este ano no Troféu de Loures, conquistando-o pela 3ª vez e 24 anos após a última.

Motivos mais que suficientes para terem deitado mãos à obra e organizado esta 1ª gala no Mercado Municipal para entrega de prémios e reconhecimentos,   

O Miguel Balasteiro tem colaborado activamente com o histórico de resultados de provas portuguesas que publico e ficou muito agradado por eu ter conseguido descobrir resultados das longínquas primeiras edições das suas provas, daí o convite e a surpresa de ter sido chamado ao palco para receber uma medalha comemorativa e ter ficado a colaborar na entrega de prémios, conjuntamente com as entidades oficiais da Câmara de Loures e da Junta de Freguesia local.

A receber a medalha comemorativa
Foi uma noite muito bem passada numa agremiação onde se respira a essência do que é e deve ser o Desporto em geral e o Atletismo em particular, colocando a correr desde os muito novos aos mais avançados na idade. 

Mais informações do clube na sua Página e no Facebook

A entregar um prémio, no caso o de M45