domingo, 13 de abril de 2014

Estafeta Cascais-Lisboa (ou voar na Marginal)

A super equipa de amigos pela ordem que entrámos, da direita para a esquerda, Carlos, Orlando, eu e Vítor

Prevariquei! É verdade, prevariquei e não foi pouco! Sabemos que a Estrada Marginal é uma estrada perigosa com elevada sinistralidade, sabemos que o cumprimento dos limites de velocidade são importantes, mas hoje excedi esses limites durante 5 kms. É que para mim, qualquer coisa abaixo de 5 ao km é excesso de velocidade e realizei a minha légua englobada na Estafeta Cascais-Lisboa a uma média de 4.59, o que para mim é equivalente a voar!

Pela 76ª vez realizou-se a Estafeta Cascais-Lisboa, hoje com a sua edição nº 75. Confusos? Há uma razão. A primeira vez que se disputou esta que é a mais antiga prova portuguesa em actividade, estávamos a 24 de Abril de 1932, foi designada como edição 0, daí a 75ª ter sido a 76ª.

Uma grande clássica que foi deixada morrer pelas entidades competentes em 2007 mas que em muito boa hora a Xistarca recuperou em 2011, passando a ter um cunho marcadamente popular com as várias equipas de pelotão a lutarem pelas melhores prestações, associando-se ainda uma prova em linha de 20 kms.


E aqui reforçados com a nossa bi-Maratonista Isa
137 equipas estiveram hoje em acção, terminando 132, mais 7 que em 2013 e a 23 do máximo das 155 registadas em 2012.
O Reboleira dominou por completo alcançando a sua 3ª vitória nas 4 edições desta nova fase (na vez que não venceram foram 2º). Triunfaram em 1.02.47 e um avanço de 1.09 sobre a Odimarq e 3.28 sobre o Praças Armada.
No capítulo feminino, vitória em estreia do NucleOeiras que, com uma muito jovem e promissora equipa, cortaram a meta em 1.17.16 e um avanço de 4.31 sobre a Garmin e 7.38 do Linda-a-Pastora.

Nos 20 kms em linha, classificaram-se 736 atletas, a 2ª melhor participação apenas batida pelos 839 do ano passado e as vitórias foram para o individual Filipe Januário em 1.10.16 e a norte-americana Amber Sayer cujos 1.16.23 deram-lhe um avanço de mais de 9 minutos de avanço e dizimou o record do percurso que estava em 1.29.42 (diferença de 13.19!)


No final, também com a Sandra Campaniço num regresso que se saúda 
Pelo 3º ano consecutivo os 4 ao Km estiveram presentes. Em 2012 com Carlos, Sandra, eu e Gil, em 2013 o Orlando entrou para o lugar da Sandra (o ano do célebre pódio em Veteranos B) e este ano o Vítor substituiu o Gil. 
Como sempre, cada um deu o que tinha e o que não tinha e realizámos a marca de 1.34.07, o que nos permitiu ocupar o 67º lugar entre 131 equipas.

No meu caso, e como já perceberam na entrada deste artigo, marquei 24.55 o que foi a 4ª vez que baixei dos 25 minutos aos 5 kms, sendo que 3 dessas vezes foram nas 3 que estive presente nesta estafeta. Em 2011 marquei 24.25 na óptima iniciativa Da Estrada à Pista, na pista Moniz Pereira, depois 24.22 na estafeta de 2012, o meu record, em 2013 fiz 24.51 e hoje 24.55

Marquei 4 segundos mais que no ano passado mas nessa edição tive uma lebre de luxo, o Nuno, enquanto hoje segui sempre sozinho. 

O meu percurso começa na subida da Praia de Oeiras para Paço d'Arcos e termina no início da descida do Alto da Boa Viagem para o Jamor, depois de passar aquela subida nada meiga de Caxias para a Boa Viagem.


Sequência da passagem de testemunho do Orlando a mim. Digam lá se não arranquei logo em força?
Arranquei no máximo e marquei 4.47 no quilómetro inicial. De seguida 4.59 no 2º e no 3º, para nos dois últimos registar 5.05 (a subida a fazer os seus estragos). 
Passei o testemunho ao Vítor e a Isa pode constatar como eu estava. Cheguei mesmo no limite e consciente que não poderia ter retirado um só segundo à minha marca. Dei tudo! E quando assim é, só podemos ficar muito felizes por isso.

O Vítor estreou-se numa distância destas e em estafeta e apenas posso dizer que esteve fantástico, como ele decerto explicará no seu blogue.   


E aqui, nas últimas, a passar o testemunho ao Vítor que saiu também a voar!!! (Foto Isa)
Depois de ter ido tanto ao limite, o que convém? Um bom retorno à calma! E foi o que fiz, correndo a quase 7 os 5 kms que distavam da meta, acompanhado pela Isa, a que se juntou entretanto o Orlando.

É sempre um prazer entrar numa prova destas pois o espírito é diverso e cria-se uma união de esforços muito forte, que nem nos permite "levantar o pé" um só segundo que seja pois a nossa preocupação é sempre o colega que nos espera e os que ficaram para trás e que aguardam de nós o mesmo esforço. 

Em suma, uma manhã ricamente passada com aquela alegria que a corrida e seu convívio nos sabem tão bem dar.  





sábado, 12 de abril de 2014

Os heróis da Maratona das Areias

Paulo Reis e Carlos Sá festejam no final da 5ª etapa, a última classificativa
 

917 atletas classificaram-se na 29ª edição da Marathon des Sables, dos 1.029 que partiram para a primeira de 6 etapas que contabilizaram um total de cerca de 250 quilómetros pelo deserto do Sahara em Marrocos.

Todos são verdadeiros heróis mas destaco os 6 portugueses que estiveram à partida e à chegada.
Foram eles, com a respectiva classificação:

Lugar
Dorsal
Nome
Tempo
1117
Carlos Sá
21:24.58
47º
1115
João Colaço
30:05.03
54º
1114
Pedro Gonçalves
30:52.26
180º
281
Carlos Soares
36:08.19
281º
1113
Paulo Reis
40:02.26
289º
1165
Carlos Coelho
40:20.10

Todos no primeiro terço da classificação.

Uma palavra muito especial ao Paulo Reis, pois conheço-o pessoalmente e segui à distância toda a sua preparação e prova. Foi a sua primeira experiência do género e foi gigante! Mais do que terminar, o que já por si seria uma vitória tremenda, toda a sua evolução ao longo da prova foi fenomenal, superando tudo o que de mais optimista se esperaria. Um campeão entre campeões e um grande orgulho para todos nós!

O vencedor foi o marroquino Rachid Elmorabity em 20 horas 27 minutos e 37 segundos

Parabéns a todos!


terça-feira, 8 de abril de 2014

Jéssica Augusto candidata a Atleta Europeia de Março


Até 12 de Abril podemos votar na Atleta Europeia de Março, sendo 12 as candidatas entre as quais a nossa Jéssica Augusto pela sua vitória no Troféu Ibérico com a excelente marca de 31:57.02

Para ver a página de votação, clicar aqui e para votar, aqui

Recorde-se que Jéssica já venceu por duas vezes consecutivas esta distinção, em Novembro e Dezembro de 2010. Boa sorte para este mês!

domingo, 6 de abril de 2014

Corrida dos Sinos - Uma clássica imperdível

Com a Marta que fez uma prova extraordinária. Mas para saberem pormenores, terão que ler o seu blogue! :)

Há provas que nunca queremos perder por serem especiais, é o caso da que participei hoje pela 7ª vez, a Corrida dos Sinos, o equivalente a dizer que conquistei hoje o meu 7º sino. E, começando já pelo fim, o susto que apanhei, pensando que ficava sem este sino!

Ia para o carro, após a prova, e estava a descer um passeio de certa forma íngreme, com um saco na mão, onde estava o meu sempre apetecido sino. Apesar de haver estrada, um ciclista decidiu descer pelo passeio, que nem é muito largo, e ganhou balanço pela inclinação. Ao passar por mim, bate com o guiador no meu braço (por acaso não me magoou), o que foi o suficiente para atirar o saco ao chão. O ciclista desapareceu ao fazer a curva um metro a seguir, e nem uma palavra deu, eu pego no saco e... vi o meu rico sino feito em cacos! Eu que tenho um carinho tão grande por esta minha colecção de sinos mafrenses! 

De imediato voltei atrás para ir falar com alguém da organização, a ver se havia hipótese dum novo. Onde o carro ficou ainda era a uma certa distância e quando cheguei, estavam já a arrumar tudo. Mal contei o sucedido, de imediato deram-me um inteirinho, o que só abona, se mais fosse necessário, à simpatia de todos os que ano após ano mantêm de pé esta verdadeira clássica das nossas estradas.

E assim, tenho agora 7 sinos, o que perfaz uma verdadeira escala musical. (ver a última fotografia deste artigo e digam lá se não é uma colecção bem bonita? E de que me orgulho!)

Antes, tinha recebido uma prenda de anos muito especial, da parte da Sandra e Nuno. Um saco. Só que não é um saco qualquer. Vejam pelos vossos próprios olhos :)
  
Recordação dum momento muito especial vivido em Sevilha!


Foi a 32ª edição desta corrida de 15 quilómetros que viu a sua edição de estreia ocorrer em 1983 e que depois de andar por Fevereiro e Janeiro, posicionou-se, desde 2002, em Abril.

Hoje classificaram-se 1.516 atletas, mais 180 que no ano transacto e a melhor participação desde que a prova ocorre em Abril. O record continua a pertencer a 1990 quando cortaram a meta 2.027 atletas.
Dos 1.516, tivemos 195 atletas femininas (12,9%). A estes totais, juntam-se um número não divulgado de atletas e caminheiros que participaram na 13ª Corrida dos Sininhos, uma prova de carácter não competitivo com 6 quilómetros.

Carlos Silva, a representar o Reboleira, foi o vencedor em 48.36, ele que já tinha ganho aqui em 2006 e 2007, então com a camisola do Sporting. João Vieira a 3 segundos e Miguel Quaresma a 7, ocuparam os restantes lugares do pódio.
Pódio que no caso feminino foi ocupado por Ana Mafalda Ferreira, que venceu aqui pela primeira vez (54.27), sendo seguida pelas duas primeiras do ano passado, Elisabete Lopes (56.12) e Margarida Dionísio (58.04)

Rumo à meta

Quanto a mim, e apesar deste percurso não ser propriamente fácil, os meus 2º e 3º melhores tempos em 15 kms foram aqui alcançados. 1.20.22 em 2011 (a 2 segundos do meu record!) e 1.20.51 em 2007. Ora após ter feito há duas semanas 52.33 nos 10 kms da APAV, coloquei como objectivo realizar aqui 1.22, o que seria uma óptima marca. No entanto, faz hoje uma semana, constipei-me o que, atendendo ao recente problema bronco-pulmonar, deitou-me bastante abaixo e apenas treinei 5 kms durante a semana.

Assim, e ainda um pouco debilitado, o objectivo passou a ser tentar baixar de 1.30 o que consegui, 1.28.26 de tempo real. Fui certinho e apenas custou-me a subida do viaduto. Após a meta, tive uns 2 ou 3 minutos com certas dores na caixa mas que passaram.

Idealizava uma prova de ataque daqui a duas semanas em Constância, a tentar "aquele tempo", mas esta constipação veio colocar de lado essa ambição. Irei dar o meu melhor mas ainda não será desta "aquele tempo". 
E convém despachar-me pois os anos estão a passar e não sei como será com este "presente" que recebi em Janeiro.

Mas desde que possa ir correndo e seja feliz, está tudo bem! :)





Olha que bonita colecção!

sábado, 5 de abril de 2014

Revista Atletismo de Abril


A Ponte 25 de Abril repleta de atletas é o tema da capa da Revista Atletismo deste mês de Abril, cujo índice é o seguinte:

Competições Internacionais
Pista Coberta
7 Campeonato do Mundo de Pista Coberta

Pista
10 Taça da Europa de Lançamentos 

Competições Nacionais
Pista
11 Nacional de Lançamentos Longos

Pista Coberta
18 Nacional Universitário de Pista Coberta

Corta-Mato
12 Campeonato Nacional de Corta-Mato Longo
16 Campeonato Nacional de Corta-Mato Curto

Estrada
20 20 Km de Cascais
22 Corrida das Lezírias
23 Grande Prémio de Montemor-o-Novo
24 Corrida do Dia do Pai
24 Corrida da Solidariedade ISCPSI/APAV
26 Meia Maratona de Lisboa
31 12 Km de Salvaterra de Magos

Reportagens
Clube de Pelotão
38 Associação de Moradores de Atibá
Entrevistas 
40 Ana Luísa Vaz

Espaço Técnico
Nutrição
32 Suplementos: uma verdade (In)conveniente

Conselhos
34 Gelo e calor, bons amigos do corredor

Natureza e Montanha 
Orientação
46 Portugal O’Meeting 2014
47 Campeonato Mediterrânico de Orientação

Secções Fixas
6 Noticiário
17 Marcha Atlética
18 Portugueses no Estrangeiro
30 Noticiário de Saúde
42 Veteranos
44 Deficientes
48 Agenda da Corrida
49 Calendário federado
50 Lazer (aniversários, questionário e tv)

Iniciativas
Revelações do mês
51 Fevereiro – Bruno Costa (Benfica)

Recorde-se que esta excelente publicação é distribuída por assinatura. Para toda e qualquer informação, clicar aqui

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Chamem-me esquisito, embirrante, antiquado. Chamem-me o que quiserem, mas...

Já aqui aflorei o tema a propósito do corredor/runner. Sobre os nomes das provas, tenho andado a evitar mas ao saber o nome de mais uma nova, não resisto. 

A juntar à grande invasão de runners, training, running crews e outros, agora há a moda (?) de colocar nomes de provas nacionais em inglês. Com que fim, não sei, pois nem sequer são provas internacionais, mas mesmo que o fossem, não vemos essa subserviência noutros países.

Atenção que nada tenho contra estas provas em si, mas apenas pela designação que adoptaram. 
Alguns exemplos: (tudo provas recentes...)
- Running to the Sunset
- Cork Trail Running
- Beach Run Matosinhos
- Leiria Xmas Night Trail
- BES Run Challenge
- Night Run
- Run Sintra Trail by Night
- Scalabis Night Race
Haverá necessidade destes nomes? Um Running to the Sunset será mais "cool" do que uma Corrida ao Pôr do Sol? Seria foleiro uns Trilhos da Cortiça mas Cork Trail Running já tem pinta? Corrida Nocturna não vale nada, ao contrário de uma Night Run (oh yeah!)?
Sinceramente não entendo esta fobia de inglesar tudo.

Já me disseram que é uma guerra perdida e nem vale a pena perder tempo com isto. Tanto quanto sei, ainda tenho direito à minha opinião. Se for a contraciclo, paciência. Mas também não pensem que sou um purista. Não vamos ser radicais e também emprego algumas palavras estrangeiras quando se justifica. Além de haver algumas que são tão técnicas que se compreende a sua utilização. É o caso de trail, apesar de haver a palavra trilhos, trail já tem outra abrangência. Como fartlek é um nome técnico, ou na Formula 1 existe a pole-position, etc. São casos específicos. Agora chamar de night a uma nocturna, runner ao corredor, running crew a uma equipa, não terá lógica.

Ou então sou eu que sou esquisito, embirrante, antiquado e sei lá mais o quê. E provavelmente deveria terminar este article dizendo que no Sunday vou à Running Bells, junto ao beautiful Convento of Mafra, uma race com 15 kilometers e que finishes dentro do stadium. Parvoíce por parvoíce...  

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Corrida dos Faróis. 4 dorsais para oferecer


Tal como prometido, aqui está uma surpresa. A organização da Corrida dos Faróis oferece dorsais aos 4 primeiros leitores deste blogue que enviem um comentário dizendo  "Eu quero um dorsal para ir à Corrida dos Faróis".

Recordo que a prova disputa-se no dia 4 de Maio entre o Forte de S.Julião da Barra e o Casino Estoril, com uma distância de 10 kms. 

E não percam mais tempo. Sprintem para um dos 4 dorsais disponíveis. Boa sorte!