domingo, 3 de abril de 2022

Nos Sininhos

Com os amigos Isa e Vitor que correram nos 15 km dos Sinos

824 dias depois, tornei a estar na partida duma prova, no caso concreto na 18ª Prova dos Sininhos, englobada na 38ª Corrida dos Sinos em Mafra, e naturalmente para a fazer em caminhada.

Efectivamente, a 31 de dezembro de 2019 disputei a São Silvestre da Amadora, que sem o saber foi a minha última a correr, e no dia seguinte inscrevi-me para a tradicional Corrida dos Sinos 2020. 

Entretanto o joelho deu de si e o mundo fechou com a pandemia, o que levou a sucessivos adiamentos da prova até hoje. 

Com a data finalmente assegurada, contactei a organização para transferirem a minha inscrição dos Sinos para os Sininhos e regressei assim a um pelotão. 

Confesso que foi meio estranho, após tanto tempo fora, estar presente, equipado e ir a meio duma estrada mas sem correr. E é natural que assim o seja pois realizei 466 corridas e agora vi-me noutra situação. Mas é o que posso fazer e, como já disse várias vezes, entre o lamentar o que perdi ou aproveitar com toda a alegria o que posso fazer, nem hesito em escolher.

Foi bom rever tantos amigos e conhecidos e tornar a respirar o ambiente saudável de pelotão.

Na parte que pude constatar, a organização esteve como de costume em alto nível, justificando o epíteto de clássico desta prova incontornável. E foi bonito os carrilhões estarem a tocar à nossa passagem pelo convento!

Os Sininhos tiveram uma distância aproximada de 7 km (marquei 6,760) e fi-los em 54.42, média de 8.12 com o melhor km em 7.58

Falta cerca de 2 semanas para tentar cumprir, pela 3ª vez, uma caminhada na distância de Maratona. Como aqui tenho dito, e após os 6.04.06 da 2ª em Novembro, coloquei o objectivo em baixar das 6 horas.

Até agora, tenho alcançado os objectivos a que me propus mas em relação a este, acho que é muito improvável. São "apenas" menos 4.07 em relação à última mas é ultrapassar um limite desde já muito puxado. É praticamente ir em caminhada a sprintar durante 6 horas... 

Mas ao menos tentarei, com a certeza que será tentativa única, consiga ou não. Depois continuarei a fazer as minhas maratonas a caminhar forte como as duas primeiras, mas tentar novamente o sub6 não. É já entrar no capítulo de loucura. Como o ambicionei, tentarei daqui a duas semanas, mas... e até pode ser que surja um daqueles dias perfeitos...

Uma boa semana a todos! 

A minha colecção. Aos 11 sinos, somou-se agora um sininho

Cá está o sininho. E sim, o ano está 2020 pois seria o da edição que foi adiada pela pandemia

domingo, 27 de março de 2022

Melhores marcas a caminhar nos 25 e 30

Isa e Vítor, a minha companhia no 8º e 9º km

Hoje foi dia da última caminhada de 30 km antes da 3ª Maratona a Caminhar, a realizar a meio de Abril.

Como o objectivo (louco) é de baixar das 6 horas nesses 42,195 km (o que obrigará a uma média máxima de 8.31,8), o objectivo para hoje era realizar os 30 numa média máxima de 8.29,9

Tal implicaria naturalmente bater os records de 25 e 30 km pois ambos estavam na média de 8.33

Basicamente, foi tentar um ritmo muito semelhante a executar dentro de 3 semanas. 

Nos primeiros km já sabia que iria perder alguns segundos para a média necessária, mas tal demorou um pouco mais do que esperava e passei aos 6 com um atraso de 36 segundos.

Como no 7º o ritmo já estava dentro do exigido, decidi atacar forte no 8º e 9º, para ganhar margem e depois entrar em "moto-contínuo".

Tive a sorte de ter a companhia da Isa e do Vítor durante 2 km e exactamente nesses 2 onde ia atacar. Iam a correr devagarinho a acompanhar-me e esses foram os 2 km mais rápidos do dia (8.08 e 7.55), passando aos 9 já com um avanço de 25 segundos, margem que foi alargando até aos 42 no 11º.

O tal "moto-contínuo" não se concretizou pois o que passei a ter foi um semi carrossel, ora ganhando uns segunditos, ora perdendo, sendo que aos 22 km ainda tinha um avanço de 27 segundos que baixou um bocado no seguinte, reduziu para 15, valor que se manteve até ao 25, momento que registei novo record nessa distância. Estava em 3.33.44, baixei exactamente minuto e meio, para 3.32.14

Já ia desgastado e tinha só uma margem de 15 segundos para gerir em 5 km. Margem que nos 3 km seguintes foi minguando para 11, 8 e 5 segundos. Estava quase a perder o objectivo por escassos segundos mas no 29º ganhei um balão de oxigénio aumentando para 10.

O objectivo era os 30 até 4.14.59, terminei à justa com 4.14.54, batendo o anterior record por 1.49 (estava em 4.16.43)

E pronto, estas foram as boas notícias.

A má é que concluí que, ou estarei num daqueles dias especiais, ou não conseguirei baixar das 6 horas. Com este ritmo acabei completamente nas lonas e nem pensar em conseguir mais 12 km. Aliás, aos 28 estive para parar pois não estava a aguentar mais mas o estar tão perto de atingir o objectivo que me propus, fez-me buscar forças não sei onde para mais uma dupla de km.

Também é certo que no dia terei reabastecimentos, o que não sucedeu hoje, e isso é uma grande ajuda, mas fazer uma Maratona a 8.37 ou 30 km a 8.30, foi mais difícil estes 30. Podem ser só 7 segundos por km mas é ir para lá dum limite. 8.30 tanto tempo é demais. Racionalmente não irei conseguir mas também já sabem que nestes assuntos não ligo muito ao racional... 

É aguardar que nesse dia esteja num daqueles dias especiais...

Tempo agora para uma estranheza que não sei explicar. Tanto na Maratona de Novembro como nestas últimas duas caminhadas de 30 km, sucedeu algo bizarro. Passadas umas quantas horas, comecei a ter uma cãibra. Evidentemente que já me estão a dizer que isso é natural. Pois seria se fosse nas pernas. Não, a cãibra que tenho, tem sido no dedo mindinho da mãe esquerda! Prende o dedo e só acalma mergulhando a mão em água quente. Está assim um par de horas e depois passa... Estranho! 

Uma boa semana a todos!

Relação actualizada de records a caminhar

Habitual relação km a km (a diferença não é para record mas para o objectivo de baixar das 8.30 de média):

Km

Tempo

Total

Diferença

1

8:44,34

0:08:44,34

0:14,34

2

8:32,10

0:17:16,44

0:16,44

3

8:26,63

0:25:43,07

0:13,07

4

8:33,39

0:34:16,46

0:16,46

5

8:37,47

0:42:53,93

0:23,93

6

8:42,42

0:51:36,35

0:36,35

7

8:24,67

1:00:01,02

0:31,02

8

8:08,04

1:08:09,06

0:09,06

9

7:55,48

1:16:04,54

0:25,46

10

8:25,10

1:24:29,64

0:30,36

11

8:18,11

1:32:47,75

0:42,25

12

8:35,77

1:41:23,52

0:36,48

13

8:33,80

1:49:57,32

0:32,68

14

8:31,03

1:58:28,35

0:31,65

15

8:38,14

2:07:06,49

0:23,51

16

8:31,03

2:15:37,52

0:22,48

17

8:21,46

2:23:58,98

0:31,02

18

8:27,09

2:32:26,07

0:33,93

19

8:37,38

2:41:03,45

0:26,55

20

8:26,93

2:49:30,38

0:29,62

21

8:39,90

2:58:10,28

0:19,72

22

8:22,42

3:06:32,70

0:27,30

23

8:42,11

3:15:14,81

0:15,19

24

8:30,82

3:23:45,63

0:14,37

25

8:28,48

3:32:14,11

0:15,89

26

8:34,71

3:40:48,82

0:11,18

27

8:32,54

3:49:21,36

0:08,64

28

8:33,05

3:57:54,41

0:05,59

29

8:25,50

4:06:19,91

0:10,09

30

8:34,58

4:14:54,49

0:05,51


segunda-feira, 7 de março de 2022

Quando se acredita até ao fim... a recompensa pode chegar

Como forma de preparar a 3ª Maratona a Caminhar que se avizinha, hoje era dia de 15 km a dar tudo por tudo, para a máquina ir ficando preparada para a “loucura” de tentar baixar das 6 horas numa Maratona a caminhar.

Parti com o objectivo de tentar bater o record dos 15 (2.02.48, média de 8.11,2 por km) e, que se lixe a modéstia, alcancei um grande feito, em especial pela forma como foi. É preciso coragem para partir para 15 a pensar numa média até 8.11/km e sabia que nos primeiros 2 a 3 km iria perder uns segundos até a máquina entrar em “moto-contínuo”. Assim se deu mas o problema foi que os quilómetros iam-se seguindo mas continuava a perder tempo, tendo chegado aos 7 com média de 8.26 e já com 1 minuto e 44 segundos de atraso, o que indiciaria que esse objectivo não seria atingido, até porque, contas feitas rapidamente, precisava de nos últimos 8 km fazer uma média de 7.58… 

Ora fazer 7.58 equivale a um sprint a caminhar, ou seja teria que fazer um longo sprint de 8 km, pouco mais duma hora. Racionalmente não dava mas, já me conhecem, em mim a parte sonhadora (obstinada?) domina a parte racional, e acreditei.

O que é certo é que o tempo por km começa a baixar consideravelmente, de tal maneira que aos 11 já tinha reduzido o atraso de 1.44 para 38 segundos (inclusive com um km em 7.44!). 

Estava no caminho certo, já a sentir cansaço mas não havia volta a dar, era manter esse ataque. O que é certo é que, para quem aos 7 tinha 1.44 de atraso, aos 13 já passei com 2 segundos de avanço. A reviravolta estava feita. Feita mas não garantida, havia que manter o ritmo diabólico, numa altura que as pernas já suplicavam.

E aos 15... cronometro parado em 2.02.11 (record batido por 37 segundos), média de 8.08,7 😊 mérito de nunca ter deixado de acreditar!

Dia 17 farei os últimos 30 antes do tal dia que irei tentar o que me parece meio louco, baixar das 6 horas a caminhar 42,195. Racionalmente parece-me muito improvável, mas quem quer saber disso? Há que dar o tudo por tudo. Se rebentar e acabar a rastejar, ao menos tentei 😀

Mantenham-se todos bem nestes tempos de mais uma barbárie humana!

O habitual quadro km a km

Km

Tempo

Total

Diferença

1

8:35,49

00:08:35,49

0:24,29

2

8:30,10

00:17:05,59

0:43,19

3

8:30,42

00:25:36,01

1:02,41

4

8:21,97

00:33:57,98

1:13,18

5

8:27,00

00:42:24,98

1:28,98

6

8:17,73

00:50:42,71

1:35,51

7

8:20,61

00:59:03,32

1:44,92

8

8:00,27

01:07:03,59

1:33,99

9

8:00,46

01:15:04,05

1:23,25

10

7:52,38

01:22:56,43

1:04,43

11

7:44,55

01:30:40,98

0:37,78

12

7:51,51

01:38:32,49

0:18,09

13

7:50,74

01:46:23,23

0:02,37

14

7:49,01

01:54:12,24

0:24,56

15

7:58,88

02:02:11,12

0:36,88



E a tabela de records a caminhar actualizada