sexta-feira, 30 de agosto de 2019

O que eu estava a precisar dum treino assim!

Tal como nas séries televisivas, e para quem tem estado fora, resumidas cenas dos episódios anteriores:
Estava em boa forma, a dar início ao plano para a Maratona do Porto quando a 6 de Julho num treino de 25 km tive uma violenta queda ao km 21, queda essa que deixou mazelas. Mazelas visíveis e não visíveis. E foram essas não visíveis que deram cabo de toda a forma pois o organismo demorou a recuperar dum problema decorrente e andei sem força nas pernas, perdendo imensa velocidade.

Ora nesta altura do ano era para já ter uns quantos treinos de 30, e com velocidade jeitosa, mas cheguei ao dia de hoje sem ainda um único realizado.

Nesta fase de crise que foi este mês, o tal mês que deveria ter alavancado a preparação, esforcei-me muito, treinei como nunca em quantidade mas a qualidade, leia-se velocidade, foi sempre uma lástima.

Por exemplo, nos treinos de 10 km, e há muito tempo, raros eram os treinos que não fazia 5 e qualquer coisa de média. Neste Agosto, nem um abaixo de 6! 
Porém, comecei o mês quase nos 7 (!!!), fui melhorando lentamente e acabei quase a baixar dos 6. Há quanto tempo não tinha um mês sem nunca ter chegado aos 5? Há tanto que nem a memória alcança. Julgo que, provavelmente, o D.Nuno Álvares Pereira ainda não tinha pelejado em Aljubarrota...

Para ir melhorando, lenta mas progressivamente, e como já referido, tive que treinar como nunca. O meu record de km num mês era de 271,248 feitos em Outubro passado e neste Agosto passou a ser de 276,159. Um record em distância em mês de crise mas só esforçando muito é que pude começar a sair do buraco. 
E se foi custoso em muitas ocasiões... Houve dias que só eu sei o que passei mas a miragem da meta no Porto vale tudo.

Em questão de longos, um por semana, a ordem foi de 20, 22 (um muito deprimente treino a partir dos 16), 24 e 26 no sábado passado.

Ora tendo feito 26, o ideal era fazer mais, o que não seria fácil tendo em conta os últimos. Mas para mim era muito importante conseguir 30 e de forma satisfatória para incutir confiança.

Na preparação fiz tudo da melhor forma, inclusive levantar-me hoje às 4.30 para começar o mais cedo possível para na fase final, a mais difícil, não estar já muito quente.
E foi a melhor coisa que poderia ter feito tendo em conta o calor que se pôs. 

Iniciei o treino às 5.53, tendo a primeira hora sido realizada de noite e a segunda, com o Sol a iluminar o caminho, com a temperatura ainda agradável.

Coloquei um ritmo muito certo, apesar de bem mais rápido que nos anteriores. Mas como era assim que me sentia confortável, aí fui eu. 

Os quilómetros foram passando e sempre a gerir bem o esforço. 

Foi por volta do 22 que comecei a acreditar que era possível chegar aos 30 e da forma correcta, sempre a correr. 

Abro aqui um parêntesis pois foi por volta deste km, seguia eu no Passeio Marítimo de Algés, já a regressar ao Inatel de Oeiras, que um carro passou do outro lado da linha, na Marginal, apitando e dizendo adeus. Como não ia ninguém nem à minha frente nem atrás, só podia ser para mim. No entanto, o sol estava a bater nos vidros do carro e não distingui quem seria. Deu-me a sensação que seria uma mulher. Se estiver a ler, peço que se identifique pois não pude reconhecer pelo sol, nem reconheci o carro, apesar de ainda ter dito também adeus. Não sei foi para quem :)

O relógio continuava a mostrar tempos muito certinhos e surpreendentemente mais rápidos que nos últimos longos. 
Passei então a usar o "doping" relógio, que é quando a marca está a ser melhor do que esperava, olhar várias vezes para o relógio de maneira a ir buscar energia para manter essa média.

E cheguei, muito cansado mas extremamente feliz, aos 30! Tanta dúvida se conseguiria e afinal com uma marca bem melhor em relação aos anteriores. Foram 3.24.21, exactamente a 32 minutos do meu record de 30 (1.04 por km) mas, e isso é que conta nesta fase, 31 segundos por km mais rápido que a média dos 26 de sábado passado. Mais de meio minuto melhor, foi uma inesperada (mas justa, tenho que o dizer) recompensa para tanto que me esforcei neste mês. O que eu estava a precisar dum treino assim!!!

É certo que não conseguiria, nem por sombras, mais 12 km (dificilmente nem mais 1) mas a coisa está a evoluir e espero daqui a 9 semanas e 2 dias já ser capaz de transpor a meta no Porto. 

Depois de 5 semanas com um longo semanal, para a semana não há, apenas treinos normais. Há que respeitar o ciclo que obriga a uma semana de acalmia para consolidar o trabalho efectuado.

Antes de terminar, apenas uma nota que me ocorreu durante o treino, tal como noutras ocasiões (não é a primeira vez que toco no assunto). Estou a falar da falta de provas com distância intermédia entre Meia-Maratona e Maratona. 
Temos muitas (e boas!) Meias-Maratonas e algumas Maratonas mas nada entre elas. Estou a referir-me a provas de estrada, naturalmente. 
Existir alguma prova de 30 Km seria muito útil para quem está a treinar para uma Maratona poder realizar uma prova a ritmo competitivo e, principalmente, para quem já tem Meias no currículo mas receia o longo salto, poder aquilatar da possibilidade de se atirar para a mítica distância.
Segundo os meus registos, existiu em tempos o Regional de Fundo com 30 Km e que durou até 1999 e, depois disso, apenas uma única prova com uma simples edição, os 30 Km Olivenza - Elvas, disputada em 2004, já lá vão 15 anos. 
Com mais dos 21,097 da Meia, realizaram-se algumas provas de 25 Km mas a última disputada em 2002...
Sei que os tempos são outros e os custos de realização de provas estão altíssimos, e quanto maior a distância naturalmente mais custo, mas creio que com boa divulgação, a participação seria boa. 
Eu, sem dúvida, que estaria lá.
Alguma organização?

Um bom fim-de-semana para todos!

sábado, 24 de agosto de 2019

Fazer pela vida

Hoje foi dia de novo longo após uma semana de treinos que registou melhorias. Ainda muito longe do ritmo em que andava antes da queda mas a coisa tem vindo a evoluir. Evolução lenta mas evolução.

Após os longos nas 3 últimas semanas de 20, o deprimente de 22 em que tive que alternar corrida com caminhada a partir dos 16 e o 24 da semana passada que deixou melhores sensações, o ideal era hoje chegar aos 26.

Início às 6.30, deveria ter sido mais cedo pois no final já havia muito calor. A essa hora estava agradável e no próximo a ver se começo uma hora mais cedo para aproveitar melhor o fresquinho.

Sim, consegui os 26 mas com muito esforço. Custou-me imenso mas fiz, correndo sempre. Percurso desde o Inatel de Oeiras a Belém e volta. 

Apesar de correr sempre, o tempo final foi demasiado lento para quem quer correr nova Maratona a 3 de Novembro mas se pensar em como estava há duas semanas naquele deprimente treino, o ter feito hoje 26 seguidos quase que pareceria um pequeno milagre se não fosse os milagres virem do céu e o que consegui veio de muito trabalho e esforço.

Apesar deste ser um mês de gerir a crise dos cacos que a queda deixou, em 24 dias de Agosto corri em 19 e levo 219 km nas pernas. Apesar da crise.
Tem-me custado imenso mas sei que a única forma de sair deste momento menos bom, é treinar muito e muito. E a evolução tem-no provado. Tem exigido um esforço e persistência brutais... Mas a visão de cortar a 13ª meta em Maratona compensa tudo!

Na próxima sexta-feira será o último longo do mês, para depois passar uma semana de treinos mais calmos com o intuito de consolidar, tendo em conta a onda que os treinos devem ter.
Vamos ver se conseguirei chegar pelo menos aos 27. Seria muito bom, a nível de confiança, de ter um de 30 neste mês mas não creio ser possível.

Uma boa semana a todos!

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Conversa de grilos sobre o longo de hoje

Grilo Falante Negativo (doravante chamado de N-): Tchi! Este a quem temos que fazer de consciência, tinha que se levantar às 5 para começar a correr às 6.30... Pode treinar a qualquer hora, e escolhe logo tão cedo!
Grilo Falante Positivo (doravante chamado de P+): E faz ele muito bem! Já viste como está fresquinho a esta hora e ainda sem sol? Olha que hoje bem precisa de um bom treino para lhe levantar o moral. Quer 24 sempre a correr. Vamos dar-lhe toda a nossa força! 
N-: Pff! Não te recordas daquela tragédia grega da semana passada? Esperas que seja melhor? Lembra-te do que penou para conseguir aqueles treinos de 10 durante a semana e a passo de caracol...
P+: Ele está muito decidido para hoje! Sabe bem o que está em jogo. Vamos lá soprar-lhe ânimo ao ouvido!

P+: Aproveitou bem o fresquinho e já está nos 10. Viste? Pode ir devagar, isso agora não interessa, mas vai certinho.
N-: Sim, sim... A semana passada também ia assim aos 10 e depois foi o que se viu!
P+: Não posso concordar. Na semana passada o ritmo ia mais aos repelões e com 10 já tinha passado por duas crises. Hoje nada disso. 
N-: Ai, ui que ele é tão optimistazinho... Abre os olhos! Não te esqueças de como tem sido. Quando fizer o retorno, a ter que repetir tudo, agora em sentido contrário, é que vão ser elas. Como na semana passada...
P+: Nada disso! Vamos dar-lhe força que está a esforçar-se bem!

P+: Metade já está! Agora começa a descer.
N:- A descer?!? Onde desce se o percurso é o mesmo e não veio a subir?
P+: Eh pá, não te armes em parvo! Sabes bem que se diz isso por os km feitos começarem a ser maiores que os que faltam!
N: - Sim, sim... E aquela rampa a seguir à estação da Cruz Quebrada? Pode ser pequena mas é bem inclinada. Também é a descer? E depois da Baía dos Golfinhos, uma subida empedrada, também é a descer?!? 
P+: Gaita que és mesmo nhurro!

N-: Olha, estamos a chegar aos 16. Altura do berro no sábado. Vai ser bonito, vai...
P+: Nada disso! Vai continuar neste ritmo quase sempre igual. E psicologicamente vai ficar mais forte.
N-: Para ajudar à festa, vem com a gastrite aos saltos desde o início. Dia de crise...
P+: Sim mas isso dá mais valor ao que está a fazer. Ele continua certinho mas dentro em pouco vai precisar que lhe segredemos umas.
N-: Segredar o quê? Que não vai dar mais? Deves ter a mania que és um grilo muito bom...
P+: E sou! Não foi por ti que ele já completou 12 Maratonas mas sim por mim! 
N-: Oh! Aquilo é tão longo que eu até adormeço e depois não me lembro de nada...
P+: (A falar para os seus botões: Ah não te lembras não, que eu ponho sempre um soporífero no teu chá pois numa Maratona só pode mesmo ter ouvidos para mim...)

P+: Viste? 20 já cá cantam! Agora vai mesmo precisar dumas palavrinhas certas para se aguentar.
N-: Que palavras? Que já chega?
Pumba!!!!
P+: Pronto! Já levaste uma marretada para ficares a dormir nesta fase tão importante! Só eu é que posso incentivar o nosso homem. Então aqui vai:
Tu consegues! Já sentes o cansaço mas continuas certinho. Força!
Olha, 21 km. Meia já está.
Ei, nada de olhar para o relógio! Não interessa o tempo à Meia. Não estás a competir numa Meia, estás a tentar chegar aos 24 e vais conseguir!
Pronto, 21.5, já regressaste ao Passeio Marítimo. Agora o piso é melhor. Gostas mais assim e isso vai dar-te outro estímulo.
22, lembra-te do que te gritou aquela espanhola em Sevilha: "Podes julgar que estás esgotado mas ainda tens isto de energia", fazendo aquele gesto de bocadinho com os dedos. 
23! Falta só 1. Agora, nem que a vaca tussa e a cobra ladre, já não vais andar. Vais conseguir os 24 seguidinhos como tão bem querias! Mais do que querias, precisavas!
E pronto, está feito. Conseguimos!

N-: (Acorda ainda meio tonto) Eh lá! O que é que me aconteceu?
P+: Hum, tropeçaste e bateste com a cabeça...
N-: Não me lembro! Olha... estou a ver que afinal o nosso homem conseguiu... Mas não tinha força para mais... Como é que conseguirá depois mais 18? Não vai dar... E tchi! Olha o tempo!!! 24 km em apenas menos 8 minutos do que já fez 30. Tão  lento! 
P+: Eh pá, lembra-te do que foi a semana passada e do que conseguiu hoje. É uma evolução. E é nisso que ele tem que se focar. Ir evoluindo até ao Porto.  
N-: Pois... mas tinha um plano tão bem delineado, com a componente velocidade a ser bem trabalhada e depois da queda é isto que se vê... Se não tivesse caído e se estivesse a cumprir aquele plano, onde é que já ia?
P+: Se, se, se... Se a minha avó tivesse 3 rodas, não era a minha avó, era um triciclo. As coisas têm que ser feitas pelo que há e não pelo que poderia haver. E é nisso que ele está a trabalhar.
N-: Pois, mas só que...
P+: OH PÁ, CALA-TE!!!

sábado, 10 de agosto de 2019

Um muito fraco longuito

Hoje foi dia de tentar uma distânciazita maior, após os 20 da semana passada. O mínimo eram 22, o ideal 24. A diferença estava na companhia. Na semana passada o privilégio de ter a ultra-dupla Isa & Vitor, hoje apenas o som das minhas passadas.

Como sempre, muito motivado e focado para conseguir um treino satisfatório, até porque durante a semana houve evolução em relação aos das semanas anteriores.

Uma coisa é querer e outra poder e há limites para o querer ser poder. Desde o início notei que as pernas estavam sem energia, o que tem sucedido amiúde desde a queda. Valeu a cabeça para ir seguindo. 

A primeira crise deu-se com escassos 4 quilómetros e, como ao longo do treino, tive que me valer da força mental para prosseguir. Curiosamente, estava a passar na Baía dos Golfinhos e na esplanada tocava o velhinho So Long dos Fischer-Z. Não sei a razão mas deu-me alguma energia.

A segunda grande crise foi ao oitavo quando estive quase a parar. Soltei um palavrão de frustração por ir parar e, com isso, recebi mentalmente um pontapé no dito cujo e continuei sem ter chegado a parar.

Aos 10 cruzei-me com o Isaac, que já não tinha o prazer de o ver há um certo tempo. Trocámos umas palavras e repus mais alguma energia.

O percurso foi do Inatel de Oeiras até à Torre de Belém e volta, sendo que à saída do passeio de Algés segui pela nova ciclovia que está muito boa. Pelo menos vai até à Torre de Belém. Como virei aí, não sei se continua. Muito boa obra!

Fiz então o retorno e fui batalhando comigo para nunca andar, o que seria mau e nada habitual numa distância assim. Cruzei-me com o António Almeida, segui e cada vez estava mais difícil. Isto da cabeça estar sempre a lutar contra o físico, desgasta. E aos 16, junto à estação da Cruz Quebrada, deu-se o inevitável, tive que andar um pouco. 

Logo apareceu o João Ricardo que gentilmente acompanhou-me um bocado e mais à frente em Paço de Arcos, esperou para saber como eu estava. Aí, deve ter visto como ia bem abatido e sem energia. Obrigado pela solidariedade, João!

Acabei aos 22, depois de ter misturado corrida e caminhada nos últimos 6. Assim, nada adiantava ir até aos 24. 
O ritmo médio dos primeiros 16, os únicos sempre a correr, foi de 57 segundos mais lento por quilómetro em relação a como estava antes da queda. Quase 1 minuto, dá para acreditar?!?

O tempo é importante pois fazendo um longo com distância menor ao que se vai encontrar na Maratona, o ritmo deverá ser melhor para no dia da prova, ao ser uma distância maior e seguirmos uns segundos mais do que o habitual, conseguimos aguentar mais tempo.
Ora a esta espécie de velocidade, como posso fazer mais uns segundos por km? O limite da prova são 6 horas, não 6 dias...

Enfim, dá para aperceber que hoje estou desiludido, o foco regressa amanhã.
Para a semana será (tem que ser!) melhor!
     

domingo, 4 de agosto de 2019

A "longar" um bocadinho

A habitual boa disposição nesta foto tirada momentos antes da entrada ao serviço

Nada é garantido, nada é seguro. Há 4 semanas ia em 21 dos 25 km planeados, em óptimo ritmo e cheio de força, a cumprir um plano que dizia que hoje seria treino de 30 a bom ritmo. 

Hoje, foi uma grande alegria ter conseguido completar 20 km, mesmo acabando a procurar com uma lupa réstias de energia, demorando mais 23 minutos do que quando passei na mesma distância 4 semanas atrás. 

Tudo se transformou através duma fracção de segundo que me fez dar uma valente queda  há 4 semanas, deixando mossas das quais estou a tentar libertar-me.

Como não serve ir aos perdidos e achados da Polícia procurar a forma perdida, há que trabalhar para ela regressar. 
E não tem sido nada fácil. De 2ª a 6ª fiz 5 treinos de 10 km muito difíceis em que tive que andar um pouco em 4 deles, imagine-se! Mas desistir não era opção.

Aproveitando o facto da Isa e Vitor irem realizar um treino de 30 km na minha "pista" habitual, combinei ir com eles nos primeiros 20, ou o que aguentasse. 
Naturalmente as dúvidas eram mais que muitas após tão má semana de treinos mas o descanso de ontem e a grande mais valia de ir acompanhado (e muito bem acompanhado!), operou maravilhas e consegui cumprir os 20 desejados.
O tempo acima referido e o ter acabado sem mais energia, são meros pormenores nesta fase. 

Há que continuar a trabalhar para daqui a 13 semanas chegar ao Porto numa forma aceitável. Não através do bonito plano que tinha, mas com as condições que tenho agora. 

Um enorme e reconhecido muito obrigado à Isa e Vitor pois sem a sua preciosa ajuda, duvido que chegasse a bom porto.

No próximo sábado, quando vou "longar" novamente, esperemos por mais evoluções.

Uma boa semana a todos!

domingo, 28 de julho de 2019

No Pombal a fazer os possíveis

Hum... terão colocado esta placa para apoiar a nossa equipa?

No último artigo, redigido há duas semanas atrás sobre a Corrida da Lagoa de Santo André, escrevi que na sexta seguinte, dia 19, iria tentar o tal treino de 25 que tinha ficado interrompido pela queda. Pois... mal imaginava que se aproximava uma paragem de 10 dias, período no qual deveria ter feito 8 treinos e corrido 92 quilómetros mas que ao invés fiquei a zero.

Eu bem dizia que tinha sido uma sorte ter-me magoado apenas no pulso para a muito forte e aparatosa queda... 
Dois dias após a Lagoa andava estranho e no dia seguinte saltou tudo! Muito resumidamente, houve coisas que saíram do sítio, acabando por resultar em costas presas e orgãos magoados. Não deixa de ser curioso como isto só se notou pouco mais duma semana após o incidente. Esteve como que a marinar.

Passei uns dias complicados, inclusive com idas à osteopata e ao hospital, mas na passada 5ª feira pude regressar à corrida e ontem participar na Prova do Bodo no Pombal.

Como sempre sucede, isto faz-nos recordar que pode ser efémero o estarmos bem pois um pequeno instante tudo muda. Felizmente agora está resolvido e a paragem não foi tão prolongada como poderia ter sido. Sorte de ter uma osteopata fantástica chamada Paula Almeida!

Também faz relembrar que o nosso esqueleto não é assim tão forte que aguente tudo. E nesse particular tenho algumas lacunas, pois a minha parte do tronco não é tão consolidada como deveria ser, talvez por ter registado um crescimento não linear. Aos 13 anos media 1,51 e aos 15 já 1,77. 26 centímetros em apenas 2 anos não permitiu a necessária consolidação. Mas é com esta forma que tenho que viver e extrair o melhor que posso sem grandes estragos, como um trambolhão daqueles possa causar.

O que notei desde o regresso aos treinos na 5ª feira foi que, enquanto a caixa estava boa, as pernas apresentaram-se muito cansadas e sem força, não pela paragem mas resultado do que tive.
Mas dava para correr, apesar de muito devagar, o que permitiu deslocar-me pela 5ª vez a uma corrida que aprecio bastante, a Prova do Bodo no Pombal.


Como sempre, bem dispostos!

Foi a 37ª edição deste evento sempre disputado no último fim-de-semana de Julho, integrado nas Festas do Bodo, e cuja distância nas primeiras 27 edições era Meia-Maratona.
Desde 2010 passou a corrida de 10 km, mais em consentâneo com a altura do ano, num percurso de 3 voltas.

Quando se está em forma, o percurso é bom para marcas, como se comprova os 50.20 que aqui marquei em 2016 e que foi na altura a 2ª melhor marca de sempre, a 12 segundos do record. 4 meses e meio depois chegaria a tão batalhada descida dos 50 minutos.

Desta vez, tinha quase a garantia que iria fazer algo que há muito muito tempo não fazia, 10 km acima da hora. Isto pelas indicações que os treinos de 5ª e 6ª ofereceram.

Corrida em clima de festa, cada uma das 3 voltas tem uma ligeira subida ao longo da 1ª metade a que se segue o retorno e a natural ligeira descida.

A acabar a 2ª volta...


... e a iniciar a 3ª
Como estava com as pernas, a intenção era aguentar na subida e tentar soltar um pouco na descida. 
Na 1ª volta até mal dei pela subida, na 2ª já notei qualquer coisa e na 3ª estou convencido que a inclinaram muito mais. Não sei se haverá ali qualquer sistema hidráulico mas em cada passagem a subida pareceu inclinar mais.
Fui sempre com uma margenzinha sobre a hora. Só na parte final da subida na última volta a coisa parecia ir dar o estoiro mas lá me aguentei e foi com muita satisfação que cortei a meta em 58.29, o tempo mais fraco aqui registado nas minhas 5 participações mas que soube-me como um feito pois não estava com pernas para tal. Salvou-me a caixa e a cabeça que foram fundamentais para transmitir o que as pernas não davam.


Com o Arlindo. Conhecemo-nos em plena Maratona de Aveiro 
E foi assim a minha participação nesta corrida que irá iniciar um interregno de mês e meio de provas (só tornarei a participar numa a 14 de Setembro na Corrida Auchan no Autódromo do Estoril) mas não se pense que irei ficar parado, muito pelo contrário! Agora é altura de muito treino em distância para criar uma boa base para o Porto.

O plano que tinha estipulado para o Porto teve que ser rasgado em virtude do sucedido mas já está elaborado um necessariamente mais suave nesta parte inicial.

Estou convencido que em pouco tempo esta afectação das pernas irá passar e poderei regressar a ritmos mais habituais.

Vou dizendo coisas. Fiquem bem desse lado!





   

domingo, 14 de julho de 2019

Na corrida/festa/convívio da Lagoa de Santo André

Com os amigos Tânia e Raúl

Correndo o risco de me repetir ano após ano, a Corrida da Lagoa de Santo André é mais do que uma corrida. É também uma festa em forma de convívio, como que a encerrar, para muitos, a época desportiva antes das férias.

Daí, não é para admirar que privilegie esta prova, tendo sido a minha 13ª presença em 14 épocas de Atletismo.

Aliás, é a corrida onde tenho mais participações, as citadas 13, seguindo-se 7 outras provas com 11 participações, sendo que duas irão este ano chegar às 12, se tudo correr bem (Corrida do Tejo e S.Silvestre da Amadora).

Sendo a mais de 150 quilómetros de minha casa e sendo aquela onde participei mais vezes, algo de especial tem que ter.
E tem! Um local muito agradável e aprazível, um percurso com o seu quê de selectivo e que aprecio, e o tal convívio/jantar que simpaticamente é oferecido a todos.

Cheguei a recear não poder participar nesta prova em virtude da enorme queda que sofri no sábado anterior e que relatei no último artigo. Felizmente a recuperação foi muito boa e não houve mais complicações, além das dores naturais pela queda. 
Tive que parar até 4ª e depois recomecei os treinos, com cuidado redobrado a olhar para o chão pois outra queda com isto do pulso tão fresco, não seria nada bom.

E é tendo em conta esta semana mais complicada que passei que o resultado final de ontem considerei-o muito bom e bastante melhor do que esperava.

Nos primeiros metros
Fiz uma prova tanto de controlada como a dar o possível para a ocasião, cortando a meta em 55.56, o que muito me agradou. 

A maior dificuldade foi o calor que se fez sentir mas que também consegui gerir da melhor forma.


Ambas as fotos a entrar para o último km

E no mesmo local mas agora visto de trás
A próxima prova é daqui a duas semanas, a Prova do Bodo no Pombal, e além dos habituais 5 treinos semanais, na próxima sexta é dia de repetir o tal treino de 25 (tentando baixar das 2.30) pois esse na semana passada ficou-se pelos 21 em virtude da queda.

Se vou conseguir ou não, sexta direi.

Até lá, sejam felizes!