domingo, 19 de maio de 2019

Corrida de Alverca: 5 em 5

A bonita medalha com o avião, simbolizando a nossa passagem pela primeira pista de aviação nacional, autêntico ex-libris desta prova
Após a Maratona da Europa em Aveiro 3 semanas atrás, regressei hoje a uma prova, a Corrida Cidade de Alverca.

5ª edição e minha 5ª participação, o que diz bem o que gosto desta prova. Tal como tenho dito em anos anteriores, esta não é uma corrida que se limitam a organizar mas sim algo que pretendem tornar num evento especial, marcando a diferença.
E mais uma vez os objectivos de toda a forte equipa organizativa foram atingidos na sua plenitude.

Eu e Aurélio. O Eberhard também esteve presente, completando o trio 4 ao Km
Este mês dediquei-o à recuperação activa. Disputei 3 Maratonas em 5 meses, o que aliado aos meses de preparação para a primeira da série, Valência, significa que passei os últimos 9 a 10 meses com treinos e preparações para Maratonas. Estava assim na hora de dar "uma acalmada no pneu" (como gostava de dizer o meu grande ídolo Ayrton Senna). 

Assim, continuo com o número habitual de treinos semanais, cinco, mas sem passar a dezena de quilómetros em cada e a um ritmo suave. Em Junho continuarei com o mesmo tipo de treinos mas aí já a colocar alguma velocidade. Em Julho vou fazendo um misto deste treino com alguns para preparação da Maratona do Porto e a partir de Agosto é em pleno para os 42,195 da Invicta.

Como se depreende pelo acima exposto, fiz hoje uma corrida a um ritmo mais moderado. A intenção era limitar-me a baixar da hora.

A terminarmos a subida final que nos leva à meta (obrigado Marta pela foto!)
Aliado ao facto das condições atmosféricas estarem propícias, sem calor nem vento, e de ter tido a excelente companhia da Sandra e Tiago desde os 3,5 km, o que com a agradável conversa fez que o tempo voasse, acabei por marcar 57.27, melhor do que esperava mas sem forçar, o que era o objectivo desta prova, tal como será para a semana na Corrida da APAV.

E logo após a meta, foto com os meus companheiro desta corrida, Sandra e Tiago, a quem agradeço a excelente companhia
Foi mais uma muito agradável manhã de Atletismo e convívio. E isso vale tudo! :) 

Uma muito boa semana a todos!

terça-feira, 14 de maio de 2019

10 Anos de Histórico de Resultados e Calendário



É uma frase feita mas real, o tempo voa!

Foi a 14 de Maio de 2009 que criei a minha página de Atletismo, com diversas variantes, entre as quais o Histórico de Resultados das Provas Portuguesas e o Calendário de Provas
O site antecedeu em 9 meses o blogue, criado a 20 de Fevereiro de 2010.

Porquê o Histórico de Resultados? Notei que muitas páginas de provas publicavam a classificação da última edição, sobrepondo depois a da seguinte, perdendo-se assim a anterior. Outras acabavam por ter ligações partidas, e com isso perdiam-se as classificações, verdadeiro património das nossas corridas.

No sentido de preservar as mesmas, lembrei-me de criar uma página que permitisse manter as classificações disponíveis ao sabor dum clique, 24 horas por dia, 365 dias por ano. 

Em simultâneo, um calendário anual que albergasse a maioria das provas possíveis, para orientação de todos.

Para os resultados, realizei uma aturada pesquisa em sites, revistas antigas, contactando diversas organizações e atletas, orgulhando-me do número que essa, digamos, colecção de resultados já contempla. 

Assim, estão listadas 2.517 provas diferentes (a), algumas bastante antigas, e que totalizam 11.579 edições, das quais 11.029 têm os respectivos vencedores (95,3%) e 8.746 (75,5%) a classificação completa (b). Estes números são neste exacto momento, pois estão em constante actualização.

(a) Há vários eventos que têm mais do que uma prova. Por exemplo, uma Maratona que tenha também uma corrida competitiva de 10 km, terão que ser contabilizadas como duas provas, dado serem bastante diferentes.

(b) De notar que nunca será possível ter os 100% de classificações dado vários eventos serem não competitivos.

Quase 9 mil classificações guardadas e ao alcance de todos é obra, valores que nunca imaginei quando comecei com cerca de 2 centenas de provas. 

Por curiosidade, a classificação mais antiga ainda é do tempo da monarquia, dado ser da 1ª Maratona realizada em Portugal. Trata-se da Maratona dos Jogos Olímpicos Nacionais e foi disputada a 2 de Maio de 1910. 

Várias das clássicas da nossa estrada ou montanha têm a sua história classificativa completa ou perto.

Não nego que é um trabalho complexo, nomeadamente andar à procura de datas das próximas provas, e que tem aumentado enormemente nos últimos 3/4 anos com um crescimento brutal do número de eventos.

Como sempre quando falo deste tema, o lamento é o aspecto visual que não é o melhor, longe disso, utilizando técnicas ultrapassadas mas o dia a dia da sua manutenção não tem permitido o seu tão necessário melhoramento. 
Digamos que nesse campo precisaria de ajuda, de alguém que programasse a nova página com um esquema bem diferente. Claro que firmas ou individuais capazes há imensos mas logicamente a pagar, e não é pouco, e o que faço nesta página é um trabalho absolutamente voluntário sem receber o que quer que seja. 
Digamos que é a minha forma de retribuir tudo o que o Atletismo me tem dado.

E pronto, quis deixar aqui umas pequenas palavras pelo décimo aniversário desta tarefa que tentarei continuar até ser possível. 

Um muito obrigado a quem, regularmente, dá uma preciosa ajuda com o envio de datas ou de classificações! 

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Actualização do top-10 nacional de Maratona


No passado domingo, assistiu-se a uma alteração no top-10 nacional de Maratona no sector feminino.
A última mexida tinha sido registada em Setembro passado, quando Salomé Rocha subiu de 8ª a 7ª melhor de sempre, e agora foi novamente a mesma atleta a subir mais uns furos, e de que forma!

Na Maratona de Londres, Salomé Rocha realizou a impressionante marca de 2.24.47 que a torna na 3ª melhor atleta de sempre, e uma das 4 a ter quebrado a barreira das 2.25
Salomé ficou a 22 segundos da marca de Jéssica Augusto e a 1.18 do mítico record da considerada melhor maratonista mundial do século 20, Rosa Mota!

Foi uma prestação absolutamente notável por parte da Salomé Rocha!

A relação fica assim escalonada:

1.
Rosa Mota
2.23.29
Chicago
1985-10-20
2.
Jéssica Augusto
2.24.25
Londres
2014-04-13
3.
Salomé Rocha
2.24.47
Londres
2019-04-28
4.
Sara Moreira
2.24.49
Praga
2015-05-03
5.
Marisa Barros
2.25.04
Yokohama
2011-02-20
6.
Manuela Machado
2.25.09
Londres
1999-04-18
7.
Dulce Félix
2.25.15
Londres
2015-04-26
8.
Albertina Dias
2.26.49
Berlim
1993-09-26
9.
Filomena Costa
2.28.00
Sevilha
2015-02-22
10.
Helena Sampaio
2.28.06
Amesterdão
2003-10-19

6 das 10 marcas foram alcançadas nesta década, o que é notável!


Em sentido inverso está o top10 masculino cuja última actualização data de 2006. 

1.
António Pinto
2.06.36
Londres
2000-04-16
2.
Carlos Lopes
2.07.12
Roterdão
1985-04-20
3.
Domingos Castro
2.07.51
Roterdão
1997-04-20
4.
Manuel Matias
2.08.33
Gyeongju
1994-03-20
5.
Luís Jesus
2.08.55
Paris
2006-04-09
6.
Joaquim Pinheiro
2.09.11
Otsu
1997-03-02
7.
Alberto Chaiça
2.09.25
Paris
2003-08-30
8.
Luís Novo
2.09.41
Berlim
2004-09-26
9.
Hélder Ornelas
2.10.00
Milão
2005-12-04
10.
Joaquim Silva
2.10.42
Viena
1994-04-10

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Aveiro: A dúzia de Maratonas num excelente evento em estreia

Antes da partida, com o Vitor e Isa que foram à Meia

Portugal tem uma nova Maratona. E quão promissora é, pelo revelado nesta edição de estreia!

Com uma muito esforçada organização que em poucos meses montou um evento desta dimensão com 4 provas (Maratona, Meia-Maratona, Mini e Caminhada), servida por uma bela cidade como Aveiro (bela e com uma doçaria de chorar por mais...), público participativo, tudo há para elevar esta Maratona para um patamar superior.

O percurso é desafiante, onde se realçam as passagens pelo centro da cidade, Gafanha da Nazaré e Praia da Barra, com as ruas a terem um nível de público muito superior ao habitual no nosso país. O desafio prende-se com as partes desertas entre as localidades e a subida, dum lado e outro, para a Ponte da Barra. 
Só não apreciei totalmente os últimos 3 ou 4 km. É bonito passar-se pela Universidade mas estamos a falar dum espaço vazio ao domingo. Julgo ser preferível esses quilómetros irem pelo centro da cidade para termos novamente apoio, que tão bem sabe nessa parte crítica da distância.

2 dias antes, com o dorsal na mão

A verde ao centro, uma frase de apoio à equipa!
Que há um ou outro pormenor a alterar, claro que há, mas isso sucede em todas as Maratonas, mesmo aquelas com dezenas de edições. Ora mais facilmente acontece numa de primeira edição e que não teve um ano para se preparar.

Em resumo, nota muito positiva e uma Maratona a regressar. Só não será em 2020 pois nesse 26 de Abril já tenho tudo combinado para completar o quarteto das 4 maiores Maratonas espanholas com a de Madrid. Mas em 2021 voltarei de certeza.

Falta só falar do que a organização não consegue controlar, condições meteorológicas. Quando chegámos na 5ª feira, Aveiro estava fustigada por uma forte ventania. Ora se ali estava muito vento, nem imagino o que estaria na Barra. Mas o característico vento desta região acalmou e esteve quase inexistente no domingo. Faltava só o previsto calor. E também aí tivemos sorte pois o dia amanheceu com nevoeiro e fresquinho, tendo só ficado calor para o final da prova. Portanto, até isso foi óptimo! 

Já aqui tinha confessado os meus receios para esta Maratona. E esses receios mantiveram-se até à hora de partida. Estava nervoso sim (mas em Maratona estou sempre...). 

Além dos receios sempre presentes para uma distância desta natura, não sabia as partidas que a parte gástrica (que 4 dias antes esteve em crise) iria provocar, além da dúvida sempre presente do que teria sucedido no último treino de 30 km, realizado 3 semanas antes, com os gémeos a ficarem duma estranha forma como nunca se tinha dado.   

Pode-se ser estreante, fazer a 5ª, 12ª ou 40ª Maratona, mas os receios estão sempre no nível mais alto pois não se trata duma corrida, é uma Maratona, com tudo o que implica de esforço, dedicação, vontade, esgotamento, obrigando a irmos buscar o que temos, o que não sabíamos ter e o que não temos.

Como sempre, a noite foi muito pouco dormida. Às 4 já estava bem acordado, o que tem a vantagem de poder fazer os necessários preparativos com toda a calma (calma?!? que calma?!?).

Antes da corrida, com a mítica placa a 195 metros da meta. Passadas umas horas, nunca poderia estar assim tão fresco quando ali passasse, mas o sorriso haveria de manter-se. Ou melhor, este era de esperança, passadas umas horas seria da certeza de concretização
A irmos do hotel para a zona de partida/chegada, achámos piada passarmos pela rua Senhor dos Aflitos. Nada mais propício!

Encontramo-nos com a Isa e Vitor, sendo que os 4 ao Km iam estar representados em 3 provas. Eu na Maratona, Isa e Vitor na Meia-Maratona e Mafalda na Caminhada, só faltando ter alguém nos 10 Km. 

Muita gente conhecida e o reencontro também com a Inês com quem tinha combinado irmos juntos no início, a ajudarmo-nos mutuamente até algum ir para a frente ou ficar mais atrás.

Antes da partida, com os bombos atrás
A pulsação a aumentar nos momentos finais de espera e, finalmente, é dada a partida! Altura de despir os nervos, deixando-os ali no alcatrão, e focar no controlo e gestão da corrida.

Nos primeiros metros

Bem disposto e feliz por estar noutra Maratona
Volta inicial por Aveiro e tudo bem com os gémeos mas a barriga inchada pelo que tem sido costume ultimamente. 

A descer a Lourenço Peixinho em Aveiro, feliz por rever a Mafalda

Um apoio e força muito especial!

E lá seguíamos os dois, eu e Inês


Sempre bem disposto
Depois saída no sentido da Gafanha da Nazaré, tudo controlado, ritmo constante e sempre na conversa com a Inês que por volta dos 15 começou a indicar algum cansaço, para aos 16 dizer que tinha de abrandar um pouco e para eu seguir. 

Custou-me deixá-la ali mas era o que estava combinado. Para trás ficaram 16 muito agradáveis quilómetros, que mal dei por eles. Agora sozinho a coisa ia começar a custar.

Últimos metros, nesta fase, com a Inês 
Fui passando por alguns atletas, metendo conversa, incentivando. Um deles era um espanhol que ia a participar na sua 392ª Maratona!!! E eu todo feliz por fazer "apenas" uma dúzia...

Passagem pela Gafanha da Nazaré na longa avenida de 2,5 km, com muita gente a aplaudir. No final da recta, cortar à esquerda em direcção a uma das duas maiores dificuldades da prova, a subida para a Ponte da Barra (a outra dificuldade foi a subida para a mesma ponte no regresso, sendo que desse lado era mais inclinado). O meio da ponte estava com nevoeiro mais forte, tal como a Praia da Barra. Devido ao nevoeiro, não se via a parte de cima do farol mais alto da Europa (62 metros).

Foi aqui, na Barra, que tudo começou a complicar. Ia nos 25 e o peso do inchaço na barriga ia massacrando e chegou a um ponto onde tive que andar um pouco, aproveitando a zona de reabastecimento.

É sabido que tendo que andar um pouco, tudo se complica pois o ritmo certo e mecânico foi interrompido e nada mais será igual para a frente. Altura de começar a gerir. 

Aos 30 o sol abriu e começou o calor mas não tão forte como se receava. Também foi por volta desta distância que o inchaço sossegou e pouco mais dificultou. Lá segui para a frente sempre focado na meta.

Aos 37. "Morto" mas feliz 
Aos 38, já em Aveiro e no caminho que ia dar à Universidade, estava a Fabiana a aplaudir e incentivar entusiasticamente, tendo corrido uns 100 metros ao meu lado o que foi uma força extra. A aproximar-me dela, perguntou-me como estava ao que respondi "morto" mas a rir pois é sempre uma felicidade sentir mais uma meta de Maratona a chegar. Ao pé da Fabiana estava um polícia que, contagiado pela boa disposição da Fabiana, comentou "nunca vi um morto a rir!"

Antes, passei por uma atleta inglesa a quem lhe disse que a maior verdade que descobrimos numa Maratona, é que a matemática não é, como se diz, uma ciência exacta pois nem todos os quilómetros têm mil metros. 
Façam uma Maratona e descubram o longo que são os últimos!

Passei a placa dos 39, ao lado da Universidade e logo de seguida vi uma placa com o número 40 mas... do outro lado da estrada e com outra cor pois indicava o edifício 40... Ainda tinha que fazer mais "uns quilómetros" para ir do 39 aos 40.

Desde que tinha deixado a Inês, estava preocupado em como iria ela. Por várias vezes olhava para trás para ver se a via mas nada. E eis que ao passar os 40, oiço qualquer coisa que pareceu um chamamento, olhei e ali vinha ela! Foi adicional de felicidade constatar que estava tudo bem com a Inês que se preparava para terminar a sua 2ª Maratona.

E para quem já tinha 40 km nas pernas, vinha bem. Disse-lhe mais do que uma vez para seguir, pois senti que a estava a prender, mas sempre se recusou dizendo que agora era assim até ao final, rebocando-me até à meta. Muito mas mesmo muito obrigado, Inês!

Aos 41, perto da Catedral, aí está a Fabiana novamente que vai a correr connosco até à curva da meta, sempre cheia de força a incentivar. Não correspondi devidamente pois ia mesmo acabado mas sei que a Fabiana terá compreendido, ela que estava num momento agridoce (nada a ver com a Inês...) pois inscreveu-se para esta Maratona e foi obrigada a adiar o seu sonho de maratonista por lesão. Mas esse dia vai chegar! Muito e muito obrigado Fabiana!

A 400 metros da meta, lá vamos os dois com a Fabiana quando reencontramos a Mafalda

E agora também a Isa e Vitor
Entrada para um pequeno troço de terra batida com vários pórticos e a placa dos 42, onde estavam a Mafalda, Isa e Vitor, que já tinham acabado a Meia "há anos". Muito e muito obrigado, amigos!

Aí está a tal placa já em cima retratada 

Quase na curva para que vai dar à meta, com a Inês a rebocar-me

Mais força extra, curva à direita e o sonho de todo o maratonista à nossa frente, a meta! Uma tri-campeã mundial vem ao nosso encontro, a enorme Aurora Cunha, e acompanha-nos até cruzarmos a linha mágica.

Com a grande Aurora Cunha
Meta!!!!
Feita!!! 12ª em 5.12.43. Terminei muito cansado mas imensamente feliz! Altura para os festejos. 

O duo de 16 + 2 km (comigo a mastigar a bela da bifana que nos ofereceram no final)
A habitual foto pós-Maratona, a fazer com os dedos o número que já tenho, 12
Sou apaixonado pelos ovos moles e na 6ª feira queria comprar uma barrica de ovos mas decidi "se concluir a Maratona, venho aqui comprar uma". E assim foi, à tarde, os quatro 4 ao Km presentes foram a um café e aproveitei para a minha auto-prenda!

Com a barrica (nham nham)
Provavelmente pelo que andei, muito calmamente, no resto do dia e depois um belo descanso, a recuperação muscular está a ser, talvez, a melhor de todas as Maratonas. Até ontem, 3ª feira sentia era cansaço geral, o que é absolutamente natural. 

Não deixa de ser curioso que os gémeos estiveram sempre impecáveis e após a Maratona sentia-os soltos. Não consigo mesmo entender o que se terá passado há 3 semanas...

Como sempre, após uma Maratona dou uns dias de descanso à corrida, fazendo apenas caminhadas. Na 6ª recomeçarei os treinos e a próxima corrida é daqui a 2 semanas e meia em Alverca, onde sou totalista (é a 5ª edição).

Muito obrigado a todos pelo sempre presente apoio.

Bom resto de boa semana!