domingo, 12 de julho de 2020

Mas que caminhada no percurso da Corrida do 1º de Maio!

Não querendo trazer novamente a discussão das pequenas ou grandes vitórias, tudo dependendo do termo de comparação, posso dizer que a caminhada de hoje deixou-me orgulhoso e feliz, sentindo-a como uma fantástica vitória!

Tal como tinha dito no artigo anterior, hoje ia dar início a caminhadas de 15 quilómetros que pretendo manter aos fins-de-semana, e ia ser no percurso da Corrida do 1º de Maio.

E se assim o disse, melhor o fiz. Correu tão bem que até custa-me a acreditar que tenha sido tão bom!
Comecei às 6.20 para fugir do calor e apanhar as ruas quase desertas. Senti-me bem e fui impondo um bom ritmo de passada. Quilómetro a quilómetro ia olhando para o relógio e surpreendendo-me com o que via. E quando se está bem, as boas indicações que o relógio dá servem como incentivo extra. 

Indo directo aos números, há 2 semanas fiz 10 km a uma média de 10.30/Km e na semana passada 12,5 km a uma média de 10.23/Km.
Hoje a média começou a cair, cair, baixou dos 10.00 e comecei a acreditar que conseguiria manter esse valor. Afinal ainda desci mais e cumpri os 15 km em 2.26.26, média de 9.46/Km, o que era algo de absolutamente impensável para hoje, até atendendo a este percurso que quem conhece a prova sabe bem não ser fácil.

Pelo caminho, ficaram mais records. A melhor marca aos 10 era de 1.44.03 e hoje passei aos 10 em 1.39.24 (quase 5 minutos menos) e o melhor km era de 9.27 e hoje baixei para 9.23. Mais à frente no km mais improvável (vindo da Almirante Reis, passando pela Alameda e subindo para o Areeiro) quase que o batia (9.24 nesse km, no que é uma "jóia da coroa") e no 14º arrasei com tudo ao registar 8.48!!! 

Enfim, não sei o que dizer mais, apenas saborear este momento que compensa um pouco o que passei nestes últimos meses.

Uma boa semana a todos!

domingo, 5 de julho de 2020

Caminhadas e regras


As minhas caminhadas continuam bem, obrigado! 
Depois da consulta que tive na passada 2ª feira, e que já relatarei, decidi fixar-me em 4 por semana. 5 km às 3ª, 4ª e 6ª e no domingo uma maior de 15 km.

Naturalmente não poderia dar o salto para 15 sem intermédios. Fiz em 2 domingos 10 km e hoje 12.5, com a condição de cumprindo o objectivo em cada, passar aos 15. Caso não cumprisse, repetiria até chegar lá. Felizmente foi tudo à primeira.

No dia 21 eram 10 km abaixo das 2 horas (média inferior a 12/Km), tendo cumprido em 1.57.50 (11.47 de média). No dia 28 baixaria da hora e 50 (média abaixo de 11/Km), o que seria mais ambicioso mas não só baixei da 1.50 como quase ia sendo abaixo da 1.45, faltou pouco (1.45.05, média de 10.30).

Hoje, foram 12.5 para baixar das 2.17.30 (tal como nos 10, a mesma média inferior a 11). Comecei cedo, às 6.45 pelo calor previsto e confirmado na parte final, e excedi o que esperava de mim pois foram quase 8 minutos menos do que o limite, 2.09.40, sendo que a média nestes 12.5 foi de 10.23, melhor que os 10.30 nos 10 km da semana passada.

Assim, luz verde para a partir de domingo fazer uma caminhada maior aos domingos, 15 km com um tempo abaixo das 2.45, preferencialmente menos de 2.40
Para primeiro, apetece-me ir a Lisboa cumprir o percurso dos 15 km da Corrida do 1º de Maio, agora em versão caminheiro.

Tal como acima referi, na 2ª feira tive consulta de controlo com o ortopedista que me operou.
A última tinha sido no dia da infiltração. Relatei-lhe que não registei a mínima melhoria, ao que me respondeu que eram más notícias e sinal que a condropatia estava demasiado avançada. E que mais cedo ou menos tarde, terei que colocar a prótese.
Quanto às caminhadas, em ritmo activo, disse-me que não havia problema desde que respeitasse 3 regras:
- Ténis (ou sapatilhas para os amigos do Norte) com bom amortecimento
- Só andar em pisos direitos e regulares (não se refere à altimetria mas sim à qualidade do piso)
- Usar uma joelheira com talas laterais para o joelho não oscilar

Ora em relação aos sapatos, os que sempre usei são esses, com muito bom amortecimento.
Os pisos são também os que tenho usado. Ainda pensava no futuro caminhar igualmente em natureza mas assim está fora de questão.
A joelheira é a novidade. Fui de imediato adquirir uma, que pode ser vista na foto no início do artigo. Devo confessar que no primeiro quilómetro que efectuei com ela, foi tudo estranho mas rapidamente passou e agora já me esqueço que a uso.

Completamente fora de qualquer hipótese, mesmo com a joelheira, dar alguma passada de corrida, em virtude do impacto.

E é este o ponto de situação.

Antes de terminar, quero realçar que tenho visto mais gente a correr e caminhar do que anteriormente. Será que o tempo de confinamento despertou a vontade de se mexerem ao ar livre? Será pelo tempo que dispuseram nesse período em contraponto com o tempo sem tempo que viviam anteriormente? Seja pela razão que for, é sempre muito bom aperceber que as pessoas estão preocupadas com a saúde através do exercício libertador no aspecto físico e mental.
Claro que nesta altura as condições climáticas ajudam. Os verdadeiros, e que irão continuar, vêm-se sempre quando o tempo está mau e mantém-se activos.

Seja a correr, caminhar ou qualquer outra actividade, mexam-se pela vossa saúde!

E para quem vai de férias, bom e divertido descanso! Aproveitem bem (sempre dentro das actuais regras e necessários cuidados). 

terça-feira, 23 de junho de 2020

Numa comparação, o factor mais importante é o termo de grandeza

Numa caminhada, tive a sempre excelente companhia da Tânia e Raúl

Lisboa é ao pé do Porto? Diremos que não, pensando sempre em termos do tamanho de Portugal. Mas se o termo de grandeza for a distância de Portugal a uma das mais longínquas pontas da Europa, digamos Moscovo, a resposta muda para Lisboa e Porto ficarem perto entre si.
Ou se pensarmos numa multa de, por exemplo, mil euros. Para nós seria um valor brutal. Mas para um multi-milionário? Já seriam trocos pois, como sempre, é o termo de grandeza que relativiza a comparação.

Se pensarmos em corridas pedestres, baixar dos 50 minutos aos 10 é algo de espectacular? Para cerca de metade do pelotão, é banal. Então para a elite, é lento demais. Mas para alguns atletas, é um grande marco, pois vai ao limite das suas capacidades. Fala quem andou 10 anos a lutar por esse objectivo, até finalmente o ter obtido, e quem me conhece sabe que não foi por falta de treino ou de empenho, algo de que me posso orgulhar de sempre ter tido, mas cada um tem os seus limites e capacidades.

Como se viu, para a elite e quem fica mais para a frente, é uma marca fraca e para o pelotão será média. Mas se pensarmos na totalidade da população, qual a percentagem que consegue esse registo? Seguramente que 99,99% de toda a população não o consegue. Visto por este prisma, já é algo de muito especial. Mais uma vez, o termo de grandeza a pontuar.

A que propósito vem toda esta divagação? Pelas minhas caminhadas.
Será legítimo perguntar como pode uma pessoa orgulhar-se de caminhar um km em 9.27 quando já fez um a correr em 3.54? 5 km em 49.05 quando já correu em menos tempo 10 km? Onde se irá buscar motivação a caminhar quando se corria com tanto prazer?

Pois é, mais uma vez vamos parar ao termo de grandeza. Estas são as capacidades actuais e possíveis e só essas é que podem ser comparadas.
Após a facada na alma que sofri por constatar que as corridas acabaram para mim, só me restavam duas opções. Ou ficar num canto a lamentar tudo o que perdi, ou agarrar com as duas mãos o que posso fazer. E o que posso fazer é caminhar, é a única solução para me manter activo, logo há que dedicar-me de alma e coração.

Quando falo em caminhadas, não me refiro a passeios calmos mas sim passada activa e energética.

Nas primeiras, como já escrevi no artigo anterior, os músculos e tendões tiveram que se readaptar após tão longa paragem, em especial os dois meses após a paragem, onde pouco me mexi.

Sabia que a coisa ia evoluir mas não esperei que fosse em tão pouco espaço de tempo. Situação possível por não estar a iniciar-me mas sim vindo dum passado de 15 anos nas corridas.

As dores que tenho no joelho são constantes e sempre presentes. O maior problema é quando me levanto após estar sentado. A boa notícia é que, nas caminhadas, não aumentam com o avolumar de distância ou incremento no ritmo. Aliás, se a passada for bem activa, nas horas seguintes até se nota uma ligeira diminuição das dores. O que não deixa de ser curioso.

Nada a ver com as caminhadas, mas já por duas vezes que acordei com o joelho estranho (nesses dias não caminho), situação que fica assim até meio da tarde e depois passa, como se houvesse ali qualquer coisa que saísse do sítio e depois tornasse a encaixar. Algo a ser falado com o médico na consulta para a semana. Mas que me deixa assustado e com receio que vá prejudicar a continuação das mesmas. Receio legítimo após o que já passei.

Tenho caminhado 5 km por dia com uma maior ao domingo (neste foram 10 km) e descanso semanal à segunda. Quando estiver bem rodado nestas distâncias, aumentarei os quilómetros

E é este o ponto de situação. Focado nas caminhadas e ciente que não é mesmo possível correr. Inimaginável o impacto de bater com a perna no chão com uma passada de corrida.  Focado no que é possível e com alguns objectivos (temos sempre que nos motivar com algo). Um deles muito especial mas, pedindo desculpa por ficar no domínio dos Deuses (dos Deuses e de meia-dúzia de "eleitos").

Sempre pensando na idiossincrasia do termo de grandeza, é importante termos a arte de transformar as nossas pequenas vitórias em grandes feitos, porque sabemos o que nos custaram e porque são elas que nos oferecem o sal da vida. 
Por isso, aqui fica o registo da evolução do meu quilómetro mais rápido em caminhada.
2020-05-31
18.00
2020-06-01
16.11
2020-06-03
15.30
2020-06-03
15.14
2020-06-03
15.05
2020-06-04
14.50
2020-06-04
14.10
2020-06-06
12.53
2020-06-06
12.32
2020-06-07
12.25
2020-06-07
12.06
2020-06-10
12.00
2020-06-11
11.58
2020-06-11
11.40
2020-06-11
11.33
2020-06-11
11.28
2020-06-12
11.22
2020-06-13
11.05
2020-06-14
10.39
2020-06-16
10.19
2020-06-16
  9.55
2020-06-18
  9.42
2020-06-18
  9.27

sábado, 6 de junho de 2020

Se não é possível correr, caminha-se...

Depois do artigo anterior, ainda consultei um outro especialista, muito por dentro da problemática do joelho, apenas por descarga de consciência, tendo confirmado o que já se sabia, não tenho hipótese para tornar a correr e o que ando a fazer para reforçar à volta do joelho, exercícios e caminhadas para tentar atenuar as dores, é o correcto.

Por outras palavras, a medicina não tem neste momento uma solução para estes casos. No entanto, se pensarmos o quanto a medicina tem evoluído, na questão premente do joelho basta recordar como eram invasivas as operações ao contrário das praticadas actualmente, quem sabe se no futuro não aparece uma solução eficaz e ainda em tempo útil para o meu caso?

Após tão longa paragem de 5 meses de actividade física, com especial incidência nos dois meses após a cirurgia onde apenas podia realizar os exercícios indicados, regressei à actividade física em forma de caminhada. Tal como diz a famosa frase, se não podes correr, caminha...

Passei a fazer uma caminhada diária, tendo hoje sido o 8º dia. Nos 3 primeiros dias cerca de 2,5 Km, a partir daí 4 km.

No primeiro dia muito enferrujado, andei a 18 ao km, que pouco mais é do que estar parado. E acabei cansado, imaginem!

Com o desenrolar, a evolução física tem sido positiva, já não termino cansado e a média por km foi baixando para 16, depois 15, 14 e hoje já consegui fazer os 4 km entre 12.31 e 13.02 por Km.

Sim, sim, sei perfeitamente que ainda é muito devagar (até fui ultrapassado por vários que passeavam descontraidamente) mas para mim já é uma grande vitória. 

Para quem não está por dentro de tempos de caminhada, tudo que seja de 12 ao Km para cima é devagar e 10 é o bom. O objectivo é conseguir chegar aos 10.00 ao km e caminhar todos os dias. Quando já estiver mais rodado, uma vez por semana fazer uma caminhada longa

Se o joelho dói a andar? Sim, mas também dói se estiver parado... O problema é que em várias alturas começa a prender e aí tenho que abrandar ou parar um pouco. Isto ainda está muito por arames mas os exercícios de reforço à volta do joelho e o caminhar têm ajudado. O problema que impede que possa correr, agora ou no futuro, são os famigerados impactos.

E agora a pergunta sacramental: Como é que alguém que sempre amou correr, tirando um enorme prazer da corrida, consegue motivar-se para apenas caminhar?
Bom... tenho que fazer qualquer coisa pela forma física, até porque estou com 60 anos e o que faça ou não faça agora irá repercutir-se positiva ou negativamente no futuro. 

Mas a grande motivação, e que impede que falte qualquer dia na caminhada, é a esperança que num futuro a medicina invente uma solução para estes casos e possa regressar à corrida, sendo muito mais fácil fazê-lo se mantiver sempre as caminhadas. 
Sim, sei que sou um sonhador mas sonhar não custa e alimenta-nos a alma.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Abandono forçado

Este é o artigo que até poucos meses atrás nunca me passou pela cabeça ser obrigado vir a escrever.

Sempre me imaginei a envelhecer a correr. Por todo o prazer que a corrida proporcionou desde a minha primeira passada há 15 anos atrás, nunca tendo um só minuto de desmotivação, dúvida ou menos falta de vontade. Quem me conhece sabe bem a verdade que esta frase encerra.

Infelizmente, o pior cenário, aquele que não se queria sequer pensar, sucedeu. A condropatia está demasiada avançada, tentou-se uma última hipótese com a infiltração, segui tudo à risca, mas quando as cartilagens acabam de vez numa extensão tão longa, nada se pode fazer. Fica a certeza que tudo se tentou.

As dores são constantes (24 horas por dia) e mesmo que quisesse morder os lábios e aguentar dando umas passadas, não há mobilidade para tal. 

Para andar e fazer a vida mais ou menos normal, dá (com as tais sempre presentes dores) mas a única solução para deixar de as sentir é uma prótese e com prótese no joelho, não se pode correr.
Vou tentar protelar enquanto der, na ilusão de ainda inventarem uma revolucionária e inovadora técnica que resolvesse este problema. Deixem-me sonhar...

Dizia por piada que ainda iria fazer uma Maratona aos 100 (querendo demonstrar o quanto acreditava que a minha vida iria passar a correr) mas afinal nem cheguei a estrear-me no escalão a que acedi no mês passado (M60).

Quando cortei a meta na São Silvestre da Amadora, após uma muito prazerosa prova e com o bónus de ter feito os últimos quilómetros com o grande Orlando Duarte, nada poderia indicar que fosse a derradeira. Por isso, o conselho que dou é aproveitarem ao máximo cada passada. Nunca se sabe quando é a última...

Aproveito para tirar uma dúvida que me têm colocado. Este problema no joelho nada teve a ver com eventuais abusos em termos de quilometragem ou corridas efectuadas, mas sim por alguma pancada feita há já algum tempo (provavelmente uma pancada forte no bico duma mesa ou similar), tendo a rotura ficado ali silenciosamente a funcionar estilo lixa nas cartilagens, desgastando-as quase totalmente. E como as mesmas não têm terminais nervosos, durante esse tempo não senti fosse o que fosse até ter chegado a este estado. Mal apareceu a dor, bem de repente, parei. Não houve nada que pudesse ter evitado.

Foram 15 anos de puro prazer e recordações inesquecíveis que me enchem o coração. E é nisso que tenho que me focar e não ficar a lamentar tudo o que deixei de fazer e tinha planeado e sonhado. Mas acreditem que este processo é muito doloroso e nada fácil. 

Não vou desaparecer, gosto demasiado das corridas e do pelotão, por isso vou continuar a ir a algumas provas, agora como espectador e apoiante. O blogue também não vai parar, apesar de natural e inevitavelmente o ritmo dos artigos abrandar.
E claro, o histórico e calendário continuará a ser mantido, como tem sido desde há 11 anos, esperando que num futuro próximo suceda a tal tão necessária remodelação, melhoramento que estou certo irá agradar a todos e tornará a pesquisa e visualização incomparavelmente melhores.

Aproveito para agradecer a todos por estes fantásticos 15 anos que vivi dentro das corridas! 

Um grande abraço e fiquem bem! 

domingo, 10 de maio de 2020

Não, nunca é mais uma!


Existem frases feitas que servem apenas para muleta ou desbloqueador de conversa. Desde o famoso "cá estamos" ao "tudo bem" automático, seja ou não real.

Como em tudo na vida, também há dessas muletas nas nossas corridas. Uma é quando se quer iniciar uma troca de palavras com algum outro corredor, dizer "mais uma, não é?". 

Confesso que das imensas vezes que ouvi essa frase, fico sempre sem jeito, não sabendo o que responder, limitando-me a um "pois", apenas para dizer algo. Mas a verdade é que para mim, nenhuma foi mais uma. 

Fosse qual fosse o seu grau de exigência, tratei cada uma, não como "mais uma", mas como "esta corrida" pois era a que ia vivenciar. Sempre vivi com paixão este desporto e em cada uma entreguei-me de alma e coração.

Vem isto a propósito do que tenho recordado esta frase feita neste momento actual. Certamente que nenhum dos atletas que alinhou nas dezenas de provas que se disputaram a 8 de Março imaginava que estavam a participar num evento de corrida pela última vez num largo tempo indeterminado. Se fosse possível prevê-lo, certamente que a maneira que se tinham agarrado a essa corrida, ou pelo menos o seu apego sentimental, seria diferente.

A menos que seja planeado, nunca sabemos quando fazemos algo pela última vez. Por isso, a paixão com que nos devemos dedicar a cada acto. Por mais insignificante que possa parecer, a sua importância aumenta de forma exponencial aquando da sua falta.

No meu caso pessoal, participei no último dia do ano na São Silvestre da Amadora, sem imaginar nem passar remotamente como hipótese, que seria a última durante largos meses, quiçá de sempre, apesar de todas que já estavam programadas, algumas naquela classe muito especial da mítica distância.

Ao contrário do habitual, escrever pelo menos uma vez por semana, nos últimos meses este blogue tem sido maioritariamente preenchido com silêncio.
Muitas vezes penso em redigir algo mas, sinceramente, não sei o que dizer quando tenho um ponto de interrogação tão grande na perspectiva de continuar a fazer o que amo e tanto prazer me dá.

Continuam em cima da mesa as 3 hipóteses: Correr como fazia (o que nesta altura pouco mais é do que uma hipótese meramente académica), poder correr mas apenas distâncias mais curtas e mais devagar ou nem sequer poder correr mais. 

Dia 18, se tudo correr como se espera, irei fazer a tal infiltração ao joelho, à espera dum milagre. Tudo o que posso fazer, tenho feito, seguir à risca todas as indicações.

A foto que coloquei neste artigo foi tirada a escassos metros da meta na Maratona de Valência 2018. Se a Maratona de Sevilha 2014 foi a corrida da minha vida, o último quilómetro desta Maratona em Valência foi o quilómetro que mais me marcou e mais exultei em virtude do incrível ambiente. A minha cara revela toda a felicidade ao correr e é assim que recordo as corridas, com felicidade. 

Se for obrigado a ficar por aqui, duma coisa não me posso queixar, o ter tido o enorme privilégio de ter participado em 466 corridas. 466 hipóteses de sentir o prazer de correr e competir comigo mesmo. E não, nenhuma foi mais uma.

Mas, já sabem, se houver a mínima hipótese de continuar, mesmo limitado, agarrarei essa oportunidade com ambas as mãos (ou melhor dizer, pernas). Só desisto mesmo quando não resta qualquer outra solução. Já me conhecem.

Fiquem todos bem para, num futuro, todos podermos estar unidos de forma real e não apenas virtual. 
Recebam um abraço de amizade.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Vamos colaborar neste inquérito


Bastas vezes, temos uma percepção da realidade pelo chamado "olhómetro". Calculamos que uma determinada situação esteja a afectar x pessoas que reagem de y maneiras. No entanto, nada como inquéritos bem estruturados para transmitir uma imagem focada. 

E para que essa imagem seja o mais focada possível, é necessário um número significativo de respostas. 

A Lap2Go, conhecida e reconhecida organização de corridas que nos saciam a vontade de correr, associou-se à CICS.NOVA/NOVA FCSH (Portugal) e à INEFC/UdL (Espanha) para um inquérito com o intuito de caracterizar os desportistas em Portugal e Espanha e o seu estado anímico perante o COVID-19.

Numa primeira fase, fez a divulgação através da sua base de dados, o que permitiu contar com cerca de 2.000 respostas, mas pretende-se alargar o leque para uma melhor compreensão de como estão os praticantes a lidar com toda esta situação e o que esperam dos próximos tempos.

O desafio é dirigido a quem ainda não respondeu que o possa fazer até este domingo (10 de Maio). Para tal, cliquem aqui

Desde já agradecido em nome dos promotores, passo a transcrever o mail original com os propósitos:

Perante a situação que se vive em Portugal e Espanha devido à Pandemia de COVID-19, o Grupo de Investigação Sistemas de Modelação e Planeamento do CICS.NOVA/NOVA FCSH e o Grupo de Investigación Social y Educativa de la Actividad Física y del Deporte (GISEAFE) do INEFC/UdL estão a promover um estudo de âmbito ibérico sobre os impactos ao nível da prática dos principais desportos de ar livre que resultam das medidas extraordinárias impostas aos cidadãos.

A Lap2Go associou-se a este estudo por considerar a iniciativa de enorme relevo para a compreensão dos impactos do COVID-19 nas atividades de todos aqueles que têm vindo a participar nos eventos e que têm estado connosco desde há vários anos. A caracterização dos impactos pretende ser um contributo para a discussão da reabertura das atividades que todos apreciamos enquanto participantes de desportos de ar livre.

A participação neste inquérito é anónima e voluntária, estando garantida a total confidencialidade das respostas.

Pode aceder ao inquérito no seguinte link: https://arcg.is/1TG9ea

Puede contestar a la encuesta en el siguiente enlace: https://arcg.is/0uPO0K