domingo, 14 de julho de 2019

Na corrida/festa/convívio da Lagoa de Santo André

Com os amigos Tânia e Raúl

Correndo o risco de me repetir ano após ano, a Corrida da Lagoa de Santo André é mais do que uma corrida. É também uma festa em forma de convívio, como que a encerrar, para muitos, a época desportiva antes das férias.

Daí, não é para admirar que privilegie esta prova, tendo sido a minha 13ª presença em 14 épocas de Atletismo.

Aliás, é a corrida onde tenho mais participações, as citadas 13, seguindo-se 7 outras provas com 11 participações, sendo que duas irão este ano chegar às 12, se tudo correr bem (Corrida do Tejo e S.Silvestre da Amadora).

Sendo a mais de 150 quilómetros de minha casa e sendo aquela onde participei mais vezes, algo de especial tem que ter.
E tem! Um local muito agradável e aprazível, um percurso com o seu quê de selectivo e que aprecio, e o tal convívio/jantar que simpaticamente é oferecido a todos.

Cheguei a recear não poder participar nesta prova em virtude da enorme queda que sofri no sábado anterior e que relatei no último artigo. Felizmente a recuperação foi muito boa e não houve mais complicações, além das dores naturais pela queda. 
Tive que parar até 4ª e depois recomecei os treinos, com cuidado redobrado a olhar para o chão pois outra queda com isto do pulso tão fresco, não seria nada bom.

E é tendo em conta esta semana mais complicada que passei que o resultado final de ontem considerei-o muito bom e bastante melhor do que esperava.

Nos primeiros metros
Fiz uma prova tanto de controlada como a dar o possível para a ocasião, cortando a meta em 55.57, o que muito me agradou. 

A maior dificuldade foi o calor que se fez sentir mas que também consegui gerir da melhor forma.


Ambas as fotos a entrar para o último km

E no mesmo local mas agora visto de trás
A próxima prova é daqui a duas semanas, a Prova do Bodo no Pombal, e além dos habituais 5 treinos semanais, na próxima sexta é dia de repetir o tal treino de 25 (tentando baixar das 2.30) pois esse na semana passada ficou-se pelos 21 em virtude da queda.

Se vou conseguir ou não, sexta direi.

Até lá, sejam felizes!



sábado, 6 de julho de 2019

E aos vinte e um... catrapum!

Há duas semanas fiz um longo de 20 km onde a intenção era marcar menos de duas horas. Mais fácil em corrida, rodeado por outros atletas e a estrada cortada, em treino é menos acessível mas consegui, o que para início de preparação para o Porto foi muito positivo.

Hoje o plano marcava 25 km mas menos de 2.30. Indo a ritmo de salvaguarda, conseguiria chegar aos 25 sem muitos problemas, mas a ter que ser nesse ritmo e sempre sozinho, logo se via. Ao menos ia tentar.

Arranque às 7.30, pouco calor e céu encoberto, foram uma boa ajuda.

Até aos 15 a média estava muito "rés vés Campo de Ourique" mas após uns km mais vivos, cerca dos 21 já apontava para umas 2.28

Já sentia algum natural cansaço mas com a sensação que iria manter o ritmo e atingir o objectivo, a menos que algo sucedesse. E sucedeu...

Mais ao menos na parte de passeio em frente à estação de Caxias, pouco depois de ter saído do passeio marítimo Cruz Quebrada-Caxias, tropecei em algo e dei um mo-nu-men-tal tralho!

Foi daquelas quedas que nem deu tempo para aperceber, foi estar em pé e de imediato no chão. Caí com o lado direito e com o embalo, fiz uma espécie de cambalhota, meio para frente, meio para o lado. Ainda fiquei um par de segundos no chão a tentar perceber o que tinha acabado de acontecer e veio em meu auxílio uma rapariga que estava a correr na minha direcção. 

Julgo que estava mais assustada do que eu ao ver aquele aparato, deve ter pensado que me tinha partido todo. Fiz um rápido check-up e disse que parecia estar bem. Ela aconselhou-me, e bem, a não correr mais pois podia ter magoado qualquer coisa e não sentir por estar quente e ir agravar. Agradeci-lhe, apesar de ainda estar meio abananado com a queda. Se por alguma razão estiver a ler isto, um enorme agradecimento pela pronta e simpática assistência!

Estava a 4 km do carro e fui a andar muito calmamente. E a aperceber-me dos danos, todos do lado direito. Tinha esfoladela no joelho, anca, mão, cotovelo (que rapidamente ficou com um alto) e ombro. 

Pouco depois vi que ao relógio GPS saltou-lhe o botão de ligar/desligar, terei que usar agora um palito ou similar, além duma cobertura de borracha que também desapareceu.

Regressei a casa a conduzir, passado um bocado saí e conduzi. Regressei a conduzir e tudo bem. Refiro o conduzir por utilizar as duas mãos. Só quando estava a almoçar, cerca de 4 horas após o esbardalhanço, é que comecei a sentir uma dor no polegar esquerdo. Quase de seguida deixei de conseguir pegar em objectos com essa mão e uma dor forte no pulso que foi aumentando.

Decidi então ir a uma urgência. Assustei-me pois os sintomas sugeriram ao médico que podia ter fracturado o escafoide, algo que felizmente o raio x desmentiu.

Fiquei sim com o tendão e escafoide magoados, o que obrigou a colocar uma ligadura de imobilização. E ainda bem pois não estava a ter posição para aguentar a dor e com a imobilização a coisa aguenta-se.

Terei que parar uns dias, por causa dos impactos, mas se tudo evoluir como se espera, de hoje a uma semana estarei na Lagoa pela 13ª vez.

Claro que tenho diversas dores pelos sítios onde bati e sei que nas próximas horas aumentarão para depois passarem. 

A queda foi tão rápida e aparatosa que não percebo como danifiquei o pulso esquerdo quando caí todo para o lado direito. Necessitava do VAR para analisar a coisa mas segundo parece, não estava ali presente...

Não me posso queixar muito pois foi apenas a minha 4ª queda em 14 anos de corridas, uma em prova e 3 em treino. 
Mas sem cair já parti um pé e torci outro...

Uma pequena nota que estou a constatar: No dia a dia nem nos apercebemos da série de coisas em que utilizamos as duas mãos...  

Uma boa semana a todos, de preferência sem qualquer contratempo!   

domingo, 30 de junho de 2019

Na 40ª Corrida das Fogueiras, com organização e público exemplares!

Palavras para quê? A melhor companhia! :)

Com o Catita, Tânia, Paulo e Nuno

A 28 de Junho de 1980, disputou-se em Peniche uma corrida de 10 km em estreia e com um conceito inovador, iluminada por fogueiras! 

Foram 78 os atletas que cortaram a meta nessa 1ª edição, número que quase duplicou no ano seguinte, 152, para na 3ª edição ultrapassar o meio milhar, 537, e na 5ª quebrar a barreira do milhar, 1.132.
Em 2011 chegou-se aos 2 milhares, 2.065, para os 3 mil serem batidos no ano passado, 3.077.

Como nestes últimos anos a partida deixou de ser dada no pontão, o que dificultava aumentar o pelotão pois o pessoal já chegava ao mar, a participação continua a aumentar e neste ano de festa da 40ª edição, novo e grande record com 3.347 felizes atletas a passarem o risco final.
No total das 40 edições, cortaram a meta 57.603 atletas.

De registar que se na edição inaugural a distância foi, como acima referido, de 10 km, em 1981 e 1982 baixou para 8 km, entre 1983 e 1987 aumentou para 12 km e desde 1988 fixou-se na tripla légua, 15 km.

40 edições de grande e cada vez maior sucesso, alicerçados por uma organização exemplar e por um público raro em Portugal.
Das provas nacionais que conheço, as que fogem à apatia geral do público, ou do seu deserto, são a São Silvestre da Amadora e esta Corrida das Fogueiras.

Mas se já estava habituado a este maravilhoso público, ontem foi a 11ª vez que participei neste mítico evento, desta feita surpreenderam ainda mais tudo e todos. O público ontem esteve ainda mais frenético!
Uma festa dentro e fora. Fantástico! Obrigado povo de Peniche!!!

Ainda antes de falar da minha prova, e como foi uma edição marcante por ser a 40ª, espaço para uma pequena estatística de vencedores onde pontifica Madalena Carriço com 6 vitórias, entre 2000 e 2012, Madalena Carriço que ainda ontem esteve novamente presente.
A nível feminino, há 29 atletas diferentes a triunfarem. Além das 6 vitórias de Madalena Carriço, Umbelina Nunes e Alexandra Almeida ganharam por 3 vezes.
No sector masculino, a lista é composta por 30 atletas, com Artur Santiago a vencer por 4 vezes e consecutivas (2001 a 2004), seguido por Joaquim Murraças e Vitor Vasco com 3 triunfos cada.

A discutir com o Nuno tácticas! :)
Como disse, foi a minha 11ª participação nesta prova com uma história especial para mim. Apesar de o percurso não ser propriamente fácil, das melhores 7 marcas que tenho em 15 km, 3 foram em Peniche, onde está mesmo o actual (e definitivo?) record. E essas 3 marcas registei-as em 3 anos consecutivos.

Em 2015 fiquei a 10 segundos do meu record da altura, ao fazer 1.20.30. Em 2016 bati largamente esse record que durava há 9 anos, baixando de 1.20.20 para 1.18.59. No louco ano de 2017, no dia dos meus anos baixei para 1.18.03 em Mafra, depois 1.16.41 no 1º de Maio e aqui em Peniche consegui bater pela margem mínima de 1 segundo, fixando-o em 1.16.40

Mas mais do que os records, a melhor recordação de qualquer uma das 11 provas é sempre o prazer de estar nesta corrida tão especial e de personalidade tão marcante.

Ontem receava poder ter que ficar pelo caminho. Não por uma questão de forma, que está jeitosa, mas porque na 4ª tive uma cirurgia a uma gengiva para um implante. Sabia que não podia correr na 5ª e 6ª e tinha luz verde para sábado mas com a condição de se sentisse algum latejar ou sabor a sangue, tinha que encostar de imediato.

Até estava confiante mas nas primeiras passadas durante o aquecimento senti ali algo que me incomodou. Passou de imediato mas alertou-me. 

Combinei com a Mafalda para ela estar num determinado sítio quando passasse pelos Bombeiros aos 4 km, para o caso de ter que ficar pelo caminho. 

Por falar em Bombeiros, diga-se de passagem que este ano houve uma alteração ao percurso. Aos 2 e tal, quando retornamos à rotunda, em vez de seguirmos em frente, dando a volta por trás, cortámos à esquerda para a Marginal donde partimos e antes dos Bombeiros cortámos à direita para os circundar. Uma alteração que considero bem positiva pois passa onde está mais público, local mais bonito e iluminado.

Parti com receio e consciente que a táctica era de salvaguarda, uns bons furos abaixo do limite.

Confesso que nos primeiros quilómetros ia apreensivo, a sentir a espada da desistência por cima de mim. Essa sensação foi atenuando pelo facto de estar a sentir tudo perfeito no local da cirurgia. 

A passagem pelo centro, com o público "louco", distraiu-me um pouco mas foi apenas por volta dos 8 quilómetros que libertei-me da amarra desse receio pois se não tinha sentido nada até aí, já não deveria aparecer. Aí soltei um bocado a passada e ainda bem pois dá-me muito prazer aquela subida. 

Acabei a prova bem, sem sentir grande cansaço, fruto de ter ficado a degraus do limite. A marca final de 1.25.08 encheu-me de satisfação pois, para as condições que fiz a prova, foi bem melhor do que imaginava ( pensava que seria à volta de 1.30).

E em que se pensa quando se corta a meta nas Fogueiras? Exacto! O pensamento é "quando chega a próxima edição?". Algo que acredito ser a 27 de Junho pois todas as 40 edições foram disputadas no último sábado de Junho.

Muitos parabéns à organização, e a todos os atletas que a usufruem, pelas 40 edições e um enorme agradecimento às gentes de Peniche por nos oferecerem uma noite sempre inesquecível.

Venha 2020!


A bonita medalha em forma de fogueira. Também a camisola foi muito bem idealizada, escura como a noite com uma fogueira a aparecer por baixo

sábado, 22 de junho de 2019

Receber o verão com o 1º mini longo pré Porto

Depois de 3 Maratonas em 5 meses, decidi manter os 5 treinos semanais mas durante mês e meio não passar dos 10 para a máquina recuperar. 

Passado este mês e meio, a semana passada fiz 12,300 na Fonte da Pipa e hoje realizei o 1º mini longo, já em pré-Porto.

A intenção era correr 20 km, de preferência em menos de 2 horas, o que não se afigurava fácil. Isto porque não fazia uma distância dessas desde Aveiro e porque uma coisa são 20 km em ambiente de corrida, no meio do pelotão, outra 20 sempre sozinho. Mas que ia tentar, isso ia.

Comecei por volta das 7.40 junto ao Inatel de Santo Amaro de Oeiras, para fazer as 2 dezenas no Passeio Marítimo. 

Um início mais calmo, a aquecer convenientemente, o ritmo a iniciar mais alto mas depois a descer até ao ideal. 

E foi nessa altura, cerca dos 6, que tive a sorte de deixar de estar sozinho pois apareceu o João Ricardo que me acompanhou até aos 19. 

Assim, foi muito mais fácil manter o ritmo ao sabor da conversa. Muito obrigado pela companhia, João e força para o grande tri-desafio maratonista!

Só comecei a sentir algum cansaço por volta dos 18 mas aí funcionou o "doping" do relógio, que é olhar para ele, ver que a média está boa e assim ter força para aguentar.

No final, 1.59.25 para os 20 km em treino o que me deixou feliz!
Nada mau para começar a pré-preparação para a Maratona do Porto.

De hoje a uma semana, as míticas Fogueiras em Peniche.

Bom resto de bom fim-de-semana!

domingo, 16 de junho de 2019

No lindo percurso da Corrida Rota Fonte da Pipa em Torres Vedras

A armada 4 ao Km presente (eu, Aurélio e Eberhard)

7ª edição da Corrida Rota Fonte da Pipa, prova que começa e acaba junto ao lindo Parque Verde da Várzea em Torres Vedras, local de eleição dos locais para óptimos e variados treinos pela sua extensão e variedade.



Imagens do Parque Verde da Várzea (fotos recolhidas na internet sem autor identificado)

A corrida sai então da cidade para um percurso muito bonito e selectivo. A estrada serpenteia por entre vinhas, passando por algumas aldeias e sempre com paisagens de encher a vista. Isto enquanto se vai subindo e descendo, em especial na 1ª metade dos 12,300 km onde é raro um momento plano. O maior desafio é o 2º quilómetro todo ele a subir e a subir bem.

Já aqui tinha estado em 2014, aquando a sua 2ª edição, e tinha ficado conquistado. No entanto, em virtude do calendário das Maratonas, só hoje foi possível regressar, dado que alteraram o evento para Junho, sendo que nos anteriores anos a realização deu-se entre Janeiro e Fevereiro.

Se a mudança de data resultou óptima para mim, foi maléfica para a maioria do pelotão, dado que se registou a menor participação, fruto igualmente duma cada vez maior oferta em termos de calendário, em especial neste mês tão preenchido.

Com uma camisola que diz tudo sobre as nossas corridas, com o lema "Eu corro por paixão" (ver foto no final deste artigo), tudo teria sido merecedor de nota muito positiva se não tivesse existido uma falha. E se falhar faz parte de quem produz, há erros em prova que não podem existir. Estou a referir-me ao abastecimento que não pode falhar, para mais sabendo-se de antemão o número de inscritos. 
Estavam definidos dois reabastecimentos, aos 4 e 8. E se havia muita água à disposição no 8º quilómetro, no 4º não chegou para os últimos 2 quintos do pelotão. 
Foi pena pois de resto tudo esteve muito bem, ampliado pela beleza do percurso.

Fiquei muito satisfeito com a minha prestação pois sinto que dei o que tinha para a ocasião. Marquei um tempo só com uns, 1.11.11 para os 12.300, o que atendendo à dificuldade do percurso foi muito bom para mim.

Um primeiro quilómetro a aquecer convenientemente em ritmo de corrida, o segundo sempre a subir e em bom ritmo (subo benzinho, desço mal), depois parte de carrossel a manter um ritmo constante e bom até aos 7 e pouco, altura que endireita e percorrem-se 2 quilómetros em terra batida. Normalmente perco ritmo em terra mas como esta é muito lisa, deu para manter. E depois ir até à meta, cortando-a feliz, contente e revigorado com tão belo percurso.

Como se sabe, fiz 3 Maratonas em 5 meses, daí ter tirado um tempinho para recuperar. Não cortando no número de treinos semanais (5) mas sim não passar dos 10 quilómetros.

Assim, esta foi a maior distância que realizei desde Aveiro. E a partir de agora, como esse período terminou, vou começar a aumentar distância para em Julho iniciar a preparação do Porto. No próximo fim-de-semana irei cumprir um treino de 20 quilómetros.

Quanto a corridas, esta foi a última de manhã durante 2 meses pois as próximas são à noite ou final da tarde (29/06 Fogueiras, 13/07 Lagoa de Santo André, 27/07 Bodo Pombal, 14/09 Auchan no Autódromo do Estoril). Só regressarei a provas de manhã a 22/09 no Tejo.

Uma boa semana a todos!



A camisola da corrida. Grande verdade!

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Por dentro da Autoeuropa, em forma de melhor marca do ano aos 10

Os 4 ao Km presentes (Eberhard, eu, Isa e Vitor)

Disputou-se a 8ª edição da Corrida Volkswagen, evento que fez história em Portugal em 2012 por ter sido o primeiro a atravessar o interior duma linha de montagem automóvel, momento alto do seu percurso. E hoje fez história ao ser a primeira corrida em Portugal a utilizar o Ooho, uma forma original de bebermos água sem utilizar plástico (ver imagem mais em baixo). 

Estive presente em ambas estas corridas e ainda em 2014. Por razões de calendarização, nos últimos anos não me foi possível participar mas espero estar nos próximos pois esta é uma prova diferente e, como sempre, superiormente organizada pela HMS!

Apesar de ser um fim-de-semana com muita gente fora pelos feriados, o número de classificados ultrapassou o milhar (1.030) e viu pela 7ª vez consecutiva Nélson Cruz triunfar. Um verdadeiro monopolista de vitórias! Só não venceu na 1ª edição... em que não esteve presente.
A vencedora feminina foi Sara Carvalho que bisou a sua vitória de 2013.

O Ooho
Antes de falar da minha prova, dou a minha opinião do Ooho. Tem que se arranjar soluções alternativas ao plástico e o Ooho é uma tentativa. Se será a melhor solução? Não mas tem que se ir experimentando e fazendo concessões em nome do futuro do planeta. 
O que achei? A quantidade de água é pouca e o seu sabor neutro. Não desgostei do sabor, ao contrário de várias opiniões contrárias. A maneira como se trinca é fácil, espalhando-se o líquido pela boca mas o invólucro, apesar de ser comestível, achei-o meio estranho e deitei-o fora. Pode ser apenas uma questão de hábito.
Qual a maior diferença em relação ás garrafas? É que nestas podemos beber e deitar o resto pelo corpo para o arrefecer em dias de calor. 
Há que ir tentando para se melhorar sempre em busca da melhor solução e a organização esteve de parabéns por esta inovação pois não fica à espera que suceda, faz acontecer!

Quanto à minha corrida, a melhor notícia (grande alívio) é que a parte gástrica estava bem, aliás esta foi uma semana melhor, e isso notou-se logo na facilidade de andamento.
Apenas uma impressão nos joelhos que dura há cerca duma semana e que incomoda sem prejudicar.

Fiz um bom aquecimento e logo de início impus o ritmo que julgava ser o ideal o que, felizmente, confirmou-se, pois dava para manter e sentir que estava no limite actual.

A intenção era bater a melhor marca do ano aos 10 (54.21 na APAV) entrando no minuto 53.

Até perto dos 5 tudo ia controlado para esse objectivo, a partir daí continuei no mesmo ritmo mas meio perdido em relação a médias pois entrámos na linha de montagem e o relógio perdeu o satélite. À saída, não só o apanhou novamente como recuperou a distância mas calculando a linha recta desde a entrada e saída, quando andámos nalgumas voltas, passando a ter um deficit de algumas poucas centenas de metros.

Sem dúvida que esse momento é especial ao passarmos debaixo de carros que seguem na linha a uns 3 metros de altura, ainda apenas em chassis, depois ao lado de montados parcialmente até aos completos. Muito interessante e tudo muito limpo! 

Após sairmos da linha de montagem continuámos a circundar os mais diversos armazéns e depois percorremos uma recta a ser feita em ida e volta. Foi aí que fui apanhado pela Isa e Vítor que seguiram muito bem, desaparecendo em poucas centenas de metros. Foi um regalo vê-los assim a correr tão bem, indiciando muito boa forma!

Mantive sempre o mesmo andamento e pelas placas ia percebendo que o minuto 53 era uma certeza e não seria alto. 

Perto do quilómetro 9 entrámos numa zona de robots e quando saímos foi dar o resto que ainda tinha pois cheirava a meta. Percebi pelo tempo que seria 53 muito baixo, o que era uma machadada na melhor marca do ano por mais dum minuto.

Quase na meta
Dei tudo em cima da meta e fui surpreendido quando a cortei ao ver 52.58! Afinal ainda entrei no minuto 52 e o corte do anterior melhor do ano foi de 1.23, perto de minuto e meio.

Meta
Se dúvidas houver se me esforcei bem, a cara é como o algodão, não mente!
Fiquei muito satisfeito com a minha prestação, aliando a alegria e prazer de estar num evento destes e com bons amigos ao lado. Não há melhor! 

Próxima prova, Corrida Rota Fonte da Pipa em Torres Vedras. Um percurso de 12,3 km muito bonito!

Uma boa semana a todos!




domingo, 2 de junho de 2019

Na Corrida de Santo António, embalado pelas memórias - 2

Com a Tânia e Raúl

9ª edição da Corrida de Santo António, como sempre exemplarmente organizada pela HMS e onde 2.584 atletas cortaram a meta, vencendo a alta temperatura que se fazia sentir.

No ano passado coloquei o mesmo título que este ano, daí o de hoje ter o 2 à frente.

E a verdade é essa, é que não consigo fazer esta prova sem recordar-me, passo a passo, o que fiz em 2017 e que foi a mais extraordinária corrida de 10 quilómetros que já efectuei, das 202 que participei nesta distância.

Recordando um pouco, foi a 3 de Junho de 2017, ano onde tive a melhor forma de sempre. Depois de 10 anos a lutar para baixar dos 50 minutos aos 10 km, tinha conseguido esse objectivo 6 meses antes com 48.42 no Grande Prémio de Natal.

Nesse dia, na 7ª edição da Corrida de Santo António, realizei 48.19 que é o meu actual record, e muito mais que provavelmente o definitivo. Na 1ª metade marquei 24.12 e na 2ª 24.07 com os quilómetros a serem feitos em: 4.52 / 4.49 / 4.51 / 4.53 / 4.47 / 4.49 / 4.49 / 4.50 / 4.52 / 4.47. Uma diferença de apenas 6 segundos entre o mais rápido (4.47) e o mais lento (4.53), até parece de pro!

É a recordação mais fantástica que tenho da dupla légua e este ano, tal como o passado, revivi mentalmente o que ia fazendo nesse dia, pois tenho as memórias bem frescas.

Antes da partida
Este ano o calor marcou a prova. Apesar da partida às 20.30, esteve sempre muito calor. Em cada um dos dois reabastecimentos bebi a garrafa toda mas passado pouco tempo já sentia a garganta seca devido ao ar muito quente que entrava.

Mas a dificuldade de ontem não foi o calor mas sim mais um problema gástrico, que infelizmente está a ser demasiado repetitivo. 

Barriga muito inchada e a pesar ferro, inclusive algumas tonturas de manhã, o que me levou a considerar encostar de imediato se sucedesse durante a prova.

Apesar destes contratempos, a corrida até decorreu bem melhor do que receava, tendo a consciência que dei o máximo dos máximos para a situação actual. Cortei a meta em 54.48. É o tempo mais fraco das minhas 4 participações nesta prova (os anteriores foram 52.47, 48.19 e 52.50) mas tem todo o valor pois, como referi, dei tudo o que tinha para a ocasião.

Fiquei feliz ao constatar que fiquei novamente na 1ª metade do pelotão (1.173 em 2.584) e no escalão (68 em 137), tendo ganho 96 lugares na 2ª metade (passei aos 5 em 1.269 para finalizar em 1.173).

A próxima prova é a Corrida Volkswagen na 2ª feira feriado dia 10. Espero estar num dia calmo em relação a este problema...



Com o habitual manjerico oferecido no final