domingo, 25 de novembro de 2018

Valência: Venga la décima!

A espectacular meta sobre a água

E estou a uma semana de Valência a escrever o último artigo antes do grande dia que há tanto anseio!

Preparado? Nah... Nunca julgo estar devidamente preparado para uma extensão daquelas.
Há sempre receios e muitas dúvidas. Neste caso ampliados pelo tempo de espera. Mal corto a meta numa Maratona, começo logo a pensar na seguinte e neste caso a espera foi bastante maior pois vem desde Novembro do ano passado. Na próxima, será mais fácil pois serão apenas 2 meses e meio até Sevilha. O que não vai obstar a que nas vésperas esteja daquela forma que os cientistas definem na sua linguagem muito técnica de "cagadinho". 

Para somar aos habituais receios, há nesta a preocupação do tornozelo e do tempo limite. O tornozelo tem dado um sinalzinho mas não parece ser nada de preocupante. A dúvida é como se comportará numa extensão tão longa. Em relação ao tempo limite, a dúvida prende-se caso tenha que gerir por algum problema (são 5.30 em vez das habituais 6 horas). 

Os últimos treinos têm decorrido dentro da normalidade habitual em véspera de Maratona. A achar que já não estou em boa forma, a achar que perdi a resistência, a achar que perdi a força muscular. Mas se acho isso tudo, também tenho a certeza que em todas as anteriores tive esses "achos" e afinal não passavam de "macaquinhos no sótão" e cortei a meta. Desta vez não será diferente. 

Cada Maratona é única e especial e esta tem um aliciante bónus, se cortar a meta. Será a minha décima!
(abro aqui um parênteses sobre dizer se cortar. Sei que não gostam que diga isso mas sabemos sempre como começa mas nunca sabemos como acaba e o que poderá suceder e eu nunca gostei de contar com o que não está ainda feito, o chamado preto no branco. E se isso se encaixa em qualquer corrida, numa Maratona muito mais. Além de que sendo a Maratona a rainha das corridas, uma rainha deve ser o mais respeitada possível!)

Ora ser a décima é tão mais surpreendente se recordar o meu percurso. Quando comecei em 2006, tinha a certeza que nunca faria uma Meia pois não via como conseguiria passar os 10 que já eram uma dificuldade extrema na altura. Em 2007 estreei-me em Meia e ao ler um livro do Dean Karnazes, comecei a sonhar um dia fazer uma Maratona. Um dia... E apenas uma.
Sucedeu em 2012 e tinha a certeza que seria a única. Não imaginava que quando cortamos a meta na primeira Maratona, há um bichinho invisível que nos pica e contagia para todo o sempre!
Em 2014 recordo que escrevi aqui um artigo a dizer que iria cortar a meta no Porto a fazer o 3 com os dedos, como cortei, pois para mim era já um número incrível. 
O que poderei agora dizer se conseguir a décima?

E não me fico por aqui... Em 2019 já estou inscrito na de Sevilha e estou a aguardar a abertura das inscrições para inscrever no Porto.
2019 fica assim completo em termos de Maratonas? Talvez não... 
Sempre disse que não passaria de duas por ano mas também sabemos que não há regra sem excepção. 2019 poderá ter 3 (acaba por compensar 2018 com apenas uma).
É que na 6ª feira fui surpreendido com uma notícia que a Global Sport publicou no seu "livro da cara" (vulgo Facebook) sobre uma Maratona que vai organizar em Abril.
Para os mais distraídos, a Global Sport é a organizadora do circuito de Meia-Maratonas de patrimónios mundiais (Douro Vinhateiro, Évora, Coimbra, Guimarães e Dão). 

Segundo publicou, será a Maratona da Europa e na 5ª feira às 17 horas anunciaram onde. 
Resta saber, mais do que o local, o percurso. Se for do meu agrado, gostaria muito de estar na primeira edição.
Mas... há (ou havia) um problema. Diziam Abril mas se fosse no início, era demasiado perto de Sevilha, portanto não daria. Logo pensei que se se realizasse a 28 de Abril, a distância temporal era a mesma que entre Valência e Sevilha e aí já seria possível.
Ora ontem colocaram a data e é a... 28 de Abril!
Vou aguardar pelo percurso para tomar a decisão.

É assim, ainda não sei como cortarei a meta em Valência e já estou inscrito para Sevilha, em vias de inscrever para o Porto e a equacionar essa em Abril...
O bichinho mordeu forte ou não?!?

E pronto, resta-me agradecer o vosso apoio, que é muito importante. Levo-vos todos no coração.

Não se admirem mas o artigo de Valência só irá aparecer a 10 ou 11. Mas no dia publicarei no Facebook o que sucedeu (para meu Facebook clicar aqui). 

Até à próxima, fiquem bem! (ai ca nervos... bons!)

sábado, 17 de novembro de 2018

Último longo (após semana de susto)

Faltando duas semanas para o que, espero, seja o grande dia, hoje fiz o último longo, agora já em versão mais curta, 20 quilómetros.

E o que me deu este treino? Um enorme alívio após uma semana de susto!

2ª feira foi dia de folga, após a excelente Meia da Nazaré, e na 3ª feira fui para o meu treino de recuperação que acabou por ficar reduzido a apenas 3 quilómetros. Apareceu uma dor na zona do tornozelo do pé esquerdo (o mesmo que torci em Junho) que não sendo impeditiva de continuar, obrigou-me a parar por uma questão de salvaguarda pois nesta altura estou de tolerância 0 com o risco.

Não sei se teve alguma influência mas recordo que nas primeiras passadas na Meia da Nazaré senti os pés, em especial o esquerdo, gelados pela forte e fria chuvada que se abateu um quarto de hora antes da partida e que apenas acalmou menos de 5 minutos antes, impedindo um reaquecimento.
Naturalmente que o pé foi deixando de estar gelado e durante a corrida nada senti. No entanto ignoro se acabou por ter alguma influência para o que sucedeu.

O que é certo é que na 3ª ainda associei a talvez alguma fadiga pela prova e só quando me aconteceu o mesmo no treino de 4ª, onde parei com apenas 1 quilómetro, é que comecei a panicar a sério, com receio de estar tudo estragado a tão pouco tempo da prova.

Intensifiquei as massagens e pomadas e na 5ª não treinei, apesar de já não sentir dor ali.
Como tinha planeado 20 para hoje, ontem decidi fazer um teste de 2 quilómetros para avaliar a possibilidade de manter o treino e o que é certo é que fiz sem problemas esse par de quilómetros, decidindo assim ir tentar os 20, com a condição de se sentisse a mínima dorzinha, parar de imediato.

Para ajudar à festa, na 5ª notei que o regulamento de Valência coloca como tempo limite 5 horas e meia e não as 6 que estou habituado. É certo que nunca fiz mais que 5.25, mas pensando na hipótese de ir com problemas no pé e ter que fazer uma prova condicionada, gerindo a coisa para chegar ao fim, esse limite passava a ser um stress. 

Estava muito tenso antes do treino de hoje, receando que a dor reaparecesse, estando tão em cima da hora da Maratona. Felizmente que neste ia ter companhia. A Tânia ia treinar 25 e combinámos que esperava por ela no Inatel onde passaria com 5, fazendo assim com ela os seus últimos 20. E o quanto lhe agradeço a companhia pois, em especial no início, hoje seria complicado sozinho. 

No primeiro par de quilómetros ia demasiado tenso, a Tânia até pensava que estava com dores por ir calado, mas como nada sentia no pé, fui relaxando, aproveitando o prazer de corrida e comecei a falar para não mais me calar, sinal que ia bem.

Iríamos até Algés e regressávamos mas como estava muito vento contra no Passeio Caxias-Cruz Quebrada, optámos por dirigir para o Jamor, o que se revelou uma boa opção pois ali estava calmo, em claro contraste junto ao mar, para depois retornarmos. 

Terminei aliviado, apesar de só amanhã ter a garantia de tudo estar bem se continuar assim, e espero que tenha sido apenas o habitual susto que aparece nas vésperas dum grande evento. E este assustou mesmo!

Espero que para a semana esteja aqui a fazer o último artigo antes da que desejo seja a minha décima Maratona concluída. Mal posso esperar! :)

Resta-me renovar o meu agradecimento à Tânia, além de lhe dar os parabéns pelo seu treino, que só revela estar no muito bom caminho para a sua estreia em Sevilha!

Uma boa semana a todos!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Na Nazaré, a minha 60ª Meia foi a 2ª melhor

Paulo, Raúl, Tânia, eu, Vitor e Isa. "6 alegres sevilhanos" (sim, vamos todos estar presentes na Maratona de Sevilha a 17 de Fevereiro)

Fui pela 8ª vez à Nazaré para participar na Mãe das Meias e das Corridas Abertas a Todos em Portugal, após dois anos de ausência que se deveu a ter efectuado a Maratona do Porto na semana anterior, tanto em 2016 como 2017.

A tradição já não é o que era e o verão de São Martinho foi invernoso. Choveu toda a prova, mais forte na 1ª metade, mais fraco na 2ª, com especial realce a uma carga brutal um quarto de hora antes da partida, obrigando o pessoal a inventar abrigos (o meu, Isa e Vitor foi debaixo duma varanda) e passámos de aquecidos para gelados. Apenas abrandou para chuva normal a menos de 5 minutos do tiro de partida, não tendo dado para reaquecer. 

Hoje era o dia de dar tudo para, a partir deste momento, entrar em modo acalmia pois faltam escassas 3 semanas para a Maratona de Valência.

Para quem quando começou a correr achava que nunca iria fazer uma Meia-Maratona (na altura 10 km eram por mim vistos como o máximo dos máximos), hoje cumpri a minha Meia-Maratona número 60.

Para comemorar a dupla efeméride (último dia para puxar e 60 Meias), tinha colocado um objectivo ambicioso na cabeça. Tentar alcançar a 3ª melhor marca da minha carreira.

Para tal, teria que fazer menos de 1.56.17, de preferência entrando no minuto 55. As duas melhores marcas estavam completamente fora de questão por serem de 1.51.26 e 1.52.38, o que neste momento julgava não ser possível. Minuto 55 já era fantástico, até atendendo ao facto dessas duas marcas terem sido realizadas nos Descobrimentos com um percurso o mais favorável possível, enquanto este tem algumas poucas dificuldades.

Apesar de frio e os músculos pro-gelados, arranquei com um ritmo bastante bom mas conseguindo manter a respiração controlada. Tudo bem!

Não se percebe bem na foto mas chovia muito nesta altura (4º Km) - Foto ADAL
Durante o 2º quilómetro temos a primeira subida que aguentei não alterando significativamente a respiração, o que eram óptimos indícios.
Após a volta inicial de 5 quilómetros à vila, saída na direcção de Famalicão com a pronunciada subida para o viaduto (algo que não existia nas duas primeiras edições que participei) e tudo a continuar sobre rodas. 

Mais ou menos a meio, continuando a sentir-me bem e constatando que a 3ª marca estaria perfeitamente ao alcance, passei a visar o minuto 54.

Foto A Natureza Ensina
No local do retorno estava muito frio, e molhado como estava, senti-me gelado durante umas duas centenas de metros para depois tudo voltar à temperatura normal de esforço.

A média continuava ligeiramente a melhorar e comecei a sonhar com o minuto 53, o que seria brutal (adoro estas corridas em que o objectivo vai melhorando de x em x tempo!).

A única dificuldade na 2ª metade é a subida para o viaduto, menos pronunciada deste lado mas já com 17 quilómetros nas pernas, mas também decorreu da melhor forma. Por outras palavras, a respiração continuava muito bem controlada e as pernas respondiam muito bem.

Aos 18 comecei a fazer contas e a constatar que poderia não ficar longe do minuto 52... E isso parecia-me já estar a sonhar acordado. Continuei focado mas aos 19 tive a certeza. Se conseguir puxar agora mais um bocadinho, entro no 52.

E o que aconteceu quando pensei no minuto 52? Passar a visar baixar do 1.52.38 e assim marcar a 2ª melhor marca, algo completamente fora do radar antes e no início da prova.

Dei tudo o que tinha na que considero a parte mais difícil da prova, por questões psicológicas, que é percorrer a longa recta da marginal (é sabido que não me dou muito bem com longas rectas). Mas a cenoura da 2ª marca estava aí e foi com grande alegria e orgulho que cortei a meta em... 1.52.11!!!

Segunda melhor marca em 60 Meias e apenas a 45 segundos do record, num dia complicado em termos de piso, temperatura corporal e percurso, colocando aqui o percurso como comparação com os Descobrimentos.

Confesso que ainda há dias pensei na 1.51.26 e considerei que seria uma marca que já não chegaria lá mais. Neste momento penso que se estivesse como hoje, num percurso como os Descobrimentos e sem estar assim encharcado, se calhar...

Tudo isto prova uma vez mais que o treino faz muito bem. Em Outubro dei muita carga (relembro que nunca corri tantos dias e tantos quilómetros como nesse mês), e agora estou a colher os dividendos. 

E agora? Agora acabou! Acabou a forte carga e acabou puxar muito. A partir deste momento vou entrar em acalmia. 
No sábado ainda farei 20 quilómetros mas mais calmos e durante a semana, treinos de manutenção.

O grande dia, o grande objectivo de cortar a meta em Valência, aproxima-se a olhos vistos...

Resta-me agradecer à Isa e Vitor a companhia e boleia na viagem, e à Tânia, Raúl e Paulo a generosidade de nos terem facilitado o duche bem quentinho onde estavam hospedados e a companhia enquanto estivemos na bela vila da Nazaré.

Uma boa semana a todos!

Nota - Clicar aqui para ver a relação das minhas 60 Meias.



quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O dorsal de Valência!



É bonito, não é? Ainda não é físico mas a organização enviou a imagem dos dorsais por mail.

Normalmente, quando inicio o período de acalmia 3 semanas antes, começo a estar daquela maneira que costumo estar quando não sei como estou, o que nesta daria a seguir à Meia da Nazaré no próximo domingo. Mas com o ambiente que vivi no Porto, já estou a ficar assim nesse estado normal de quem está para fazer a mítica distância.
Faltam 25 dias... que tanto vão voar como demorar a passar!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Na Family Race e na conferência da Maratona do Porto


Com o Orlando, preparado para a sua 20ª Maratona!

Foi um fim-de-semana especial. Este ano, e ao contrário do que tem sucedido, não participei na Maratona do Porto pois passadas 4 semanas tenho Valência. No entanto, há uns meses atrás recebi um convite da organização para participar numa conferência na véspera da Maratona. Como iria então ao Porto, optei por participar na Family Race de 15 quilómetros.

O local da conferência com respectivo programa
Andar por aquela feira no sábado foi uma experiência diferente das anteriores pela ausência do típico nervosismo de quem no dia seguinte tem uma Maratona, o que não me sucedia este ano. No entanto, o ambiente e a expectativa que fervilha numa altura destas, tocaram-me, muito em especial na altura da partida como adiante relatarei.

A conferência em que participei, deu-se às 15.30 e a minha apresentação foi sobre "A evolução da Maratona em Portugal", tendo ao meu lado um reputado maratonista brasileiro, Adriano Bastos e o treinador Mário Sérgio que falaram como vai o mundo da Maratona no Brasil.

A fazer a minha apresentação que era mostrada nos ecrãs em cada lado
Sinto que a apresentação correu bem, e o feedback que me deram vai no mesmo sentido. Torna-se fácil falar sobre um tema que dominamos e que nos é tão caro e especial. Não disse foi tudo o que tinha planeado pois quando realizei o primeiro ensaio em casa deu 37 minutos e tinha 20 para falar. Naturalmente tive que cortar alguns episódios/histórias mas o essencial foi focado.

Primeira página da apresentação

Inicialmente enquadrei como nasceu a Maratona e onde foi buscar a sua génese. Passei para Portugal ao longo dos anos, desde o muito longo período que era mal vista pelo fatalismo do episódio Francisco Lázaro, até entrar no coração dos portugueses pelas brilhantes conquistas, até ao momento actual onde o atleta de pelotão perdeu, e muito bem, o medo à distância.

Mário Sérgio, Tiago Teixeira, eu e Adriano Bastos
No final fiquei muito sensibilizado com o Tiago Teixeira, responsável pela Maratona, que me disse que o convite foi uma forma de reconhecimento pelo trabalho que voluntariamente tenho efectuado com o histórico de resultados.
Foi um momento que me tocou.


Domingo amanheceu cumprindo as previsões que vinham há vários dias. Ia ser uma manhã de chuva. Primeiro uns 40 minutos antes da partida, em forma de aquecimento ao contrário, e depois desde a partida até final. No caso da Family Race tivemos a sorte de não apanhar vento, o que já não sucedeu na Maratona a partir de cerca das duas horas.

Mas antes, tempo para o pequeno almoço no hotel oficial da Maratona e apreciar o que os quenianos comiam. E a maior parte pegava em 4 fatias de pão, besuntava com geleia de forma muito cuidada para preencher cada bocado, sem ficar um milímetro sem geleia. Depois de bem preenchida com geleia, viravam e faziam o mesmo do outro lado. Primordialmente, do que vi, foi muito pão com muita geleia e fruta. 

Ambiente típico de Maratona no Queimódromo e, apesar de não ir correr os 42 km, também mexeu comigo. E mexeu pelas recordações das que já fiz e que perduram e perdurarão sempre como algo de muito intenso e inesquecível, e também por saber que tantos estavam a passar pelo mesmo, uns quantos meus conhecidos, em especial quem se ia estrear. Conhecia uma estreante,a Lígia, que tive a sorte de encontrar uma meia-hora antes. Estava receosa, como todos estão sempre, seja a primeira ou a décima.

Fui para a partida e a contagem dos minutos que faltavam anunciada pelo locutor, também estava a mexer muito comigo. Impossível ficar indiferente ao ambiente que nos rodeia. Só pensava nos amigos que estavam lá à frente e encontravam-se a escassos minutos de realizarem a mítica distância. Pensava neles com muita força, como se fosse possível libertar essa energia positiva que os fosse ajudar.

Deu-se a partida, a chuva também arrancou para não mais parar, e fui para uma prova de ataque. Nunca ultrapassei tantos atletas numa corrida como nos primeiros 12 km desta prova (a separação 42/15 dava-se aos 12). E a explicação é simples. Parte a Maratona, e a Family Race atrás. Ora vamos para apenas 15, enquanto quem temos à frente têm 42 para gerir.

Cerca dos 11
Em todas as inúmeras ultrapassagens tinha apenas uma preocupação em mente. Apenas passar com espaço e de modo a não atrapalhar ninguém que fosse para 42. Daí até aos 12 ter havido muita variação de ritmo entre o dar tudo e o retrair.
Fui entretido a apanhar balões (marcadores de ritmos). Primeiro foi dos 4.45, depois ultrapassei o dos 4.30, 4.15 e já não tive tempo para os 4.00 pois quando estava quase a apanhar, foi a separação. 

E assim fui todo o tempo até cortar a meta em 1.23.31 e uma classificação claramente na primeira metade (1.073 entre 2.769). Foi a melhor marca do ano na distância, a 6.51 do record absoluto.

A 100 metros da meta com a Anémona em fundo
Acabei foi enregelado e, apesar de ter dorsal vip, nem deu para ir à tenda respectiva pois quis dirigir-me logo ao hotel para tomar um banho quentinho. E nestas alturas, um duche quente o bem que sabe!
A partir daí, foi afligir-me ao ver as condições meteorológicas a agravarem, sempre a pensar em quem estava a esforçar-se tanto e desta vez sem a ajuda do S.Pedro.

A aplicação da Maratona do Porto é excelente e consegui acompanhar metro a metro a evolução de todos os meus amigos que, diga-se de passagem, terminaram todos e muito bem!

O representante dos 4 ao Km, o Orlando, conquistou a sua 20ª meta em Maratona. Tal como a sua 1ª, sempre debaixo de chuva.

Muitos parabéns a todos os que concluíram a Maratona! E um abraço muito especial a quem fui falando nos últimos dias. Sabem bem quem são e compreenderão que destaque apenas um nome por ter sido a primeira. Muitos parabéns Lígia! Foste brilhante! 
Foram todos brilhantes, do 1º ao 4.655º. Cada um com a sua história, cada um com a sua superação.

Seja do lado de dentro ou de fora, uma Maratona mexe muito connosco! 

Para o ano, aqui voltarei a esta Maratona, a minha 4ª do Porto (e se tudo correr bem em Valência e Sevilha, a minha 12ª no total). Esta Maratona é um marco no nosso panorama, com uma organização de alto nível, aliando tudo o que os atletas gostam.

E faltam 27 dias para Valência...

Para a semana, última prova antes do dia M. A Meia-Maratona da Nazaré, o meu regresso à mãe das corridas abertas a todos e das Meias em Portugal.
Será o último dia para lhe dar forte. Depois, começar a acalmar. Acalmar em termos de carga, sentido inverso no resto :)


O largo pelotão