sexta-feira, 30 de agosto de 2019

O que eu estava a precisar dum treino assim!

Tal como nas séries televisivas, e para quem tem estado fora, resumidas cenas dos episódios anteriores:
Estava em boa forma, a dar início ao plano para a Maratona do Porto quando a 6 de Julho num treino de 25 km tive uma violenta queda ao km 21, queda essa que deixou mazelas. Mazelas visíveis e não visíveis. E foram essas não visíveis que deram cabo de toda a forma pois o organismo demorou a recuperar dum problema decorrente e andei sem força nas pernas, perdendo imensa velocidade.

Ora nesta altura do ano era para já ter uns quantos treinos de 30, e com velocidade jeitosa, mas cheguei ao dia de hoje sem ainda um único realizado.

Nesta fase de crise que foi este mês, o tal mês que deveria ter alavancado a preparação, esforcei-me muito, treinei como nunca em quantidade mas a qualidade, leia-se velocidade, foi sempre uma lástima.

Por exemplo, nos treinos de 10 km, e há muito tempo, raros eram os treinos que não fazia 5 e qualquer coisa de média. Neste Agosto, nem um abaixo de 6! 
Porém, comecei o mês quase nos 7 (!!!), fui melhorando lentamente e acabei quase a baixar dos 6. Há quanto tempo não tinha um mês sem nunca ter chegado aos 5? Há tanto que nem a memória alcança. Julgo que, provavelmente, o D.Nuno Álvares Pereira ainda não tinha pelejado em Aljubarrota...

Para ir melhorando, lenta mas progressivamente, e como já referido, tive que treinar como nunca. O meu record de km num mês era de 271,248 feitos em Outubro passado e neste Agosto passou a ser de 276,159. Um record em distância em mês de crise mas só esforçando muito é que pude começar a sair do buraco. 
E se foi custoso em muitas ocasiões... Houve dias que só eu sei o que passei mas a miragem da meta no Porto vale tudo.

Em questão de longos, um por semana, a ordem foi de 20, 22 (um muito deprimente treino a partir dos 16), 24 e 26 no sábado passado.

Ora tendo feito 26, o ideal era fazer mais, o que não seria fácil tendo em conta os últimos. Mas para mim era muito importante conseguir 30 e de forma satisfatória para incutir confiança.

Na preparação fiz tudo da melhor forma, inclusive levantar-me hoje às 4.30 para começar o mais cedo possível para na fase final, a mais difícil, não estar já muito quente.
E foi a melhor coisa que poderia ter feito tendo em conta o calor que se pôs. 

Iniciei o treino às 5.53, tendo a primeira hora sido realizada de noite e a segunda, com o Sol a iluminar o caminho, com a temperatura ainda agradável.

Coloquei um ritmo muito certo, apesar de bem mais rápido que nos anteriores. Mas como era assim que me sentia confortável, aí fui eu. 

Os quilómetros foram passando e sempre a gerir bem o esforço. 

Foi por volta do 22 que comecei a acreditar que era possível chegar aos 30 e da forma correcta, sempre a correr. 

Abro aqui um parêntesis pois foi por volta deste km, seguia eu no Passeio Marítimo de Algés, já a regressar ao Inatel de Oeiras, que um carro passou do outro lado da linha, na Marginal, apitando e dizendo adeus. Como não ia ninguém nem à minha frente nem atrás, só podia ser para mim. No entanto, o sol estava a bater nos vidros do carro e não distingui quem seria. Deu-me a sensação que seria uma mulher. Se estiver a ler, peço que se identifique pois não pude reconhecer pelo sol, nem reconheci o carro, apesar de ainda ter dito também adeus. Não sei foi para quem :)

O relógio continuava a mostrar tempos muito certinhos e surpreendentemente mais rápidos que nos últimos longos. 
Passei então a usar o "doping" relógio, que é quando a marca está a ser melhor do que esperava, olhar várias vezes para o relógio de maneira a ir buscar energia para manter essa média.

E cheguei, muito cansado mas extremamente feliz, aos 30! Tanta dúvida se conseguiria e afinal com uma marca bem melhor em relação aos anteriores. Foram 3.24.21, exactamente a 32 minutos do meu record de 30 (1.04 por km) mas, e isso é que conta nesta fase, 31 segundos por km mais rápido que a média dos 26 de sábado passado. Mais de meio minuto melhor, foi uma inesperada (mas justa, tenho que o dizer) recompensa para tanto que me esforcei neste mês. O que eu estava a precisar dum treino assim!!!

É certo que não conseguiria, nem por sombras, mais 12 km (dificilmente nem mais 1) mas a coisa está a evoluir e espero daqui a 9 semanas e 2 dias já ser capaz de transpor a meta no Porto. 

Depois de 5 semanas com um longo semanal, para a semana não há, apenas treinos normais. Há que respeitar o ciclo que obriga a uma semana de acalmia para consolidar o trabalho efectuado.

Antes de terminar, apenas uma nota que me ocorreu durante o treino, tal como noutras ocasiões (não é a primeira vez que toco no assunto). Estou a falar da falta de provas com distância intermédia entre Meia-Maratona e Maratona. 
Temos muitas (e boas!) Meias-Maratonas e algumas Maratonas mas nada entre elas. Estou a referir-me a provas de estrada, naturalmente. 
Existir alguma prova de 30 Km seria muito útil para quem está a treinar para uma Maratona poder realizar uma prova a ritmo competitivo e, principalmente, para quem já tem Meias no currículo mas receia o longo salto, poder aquilatar da possibilidade de se atirar para a mítica distância.
Segundo os meus registos, existiu em tempos o Regional de Fundo com 30 Km e que durou até 1999 e, depois disso, apenas uma única prova com uma simples edição, os 30 Km Olivenza - Elvas, disputada em 2004, já lá vão 15 anos. 
Com mais dos 21,097 da Meia, realizaram-se algumas provas de 25 Km mas a última disputada em 2002...
Sei que os tempos são outros e os custos de realização de provas estão altíssimos, e quanto maior a distância naturalmente mais custo, mas creio que com boa divulgação, a participação seria boa. 
Eu, sem dúvida, que estaria lá.
Alguma organização?

Um bom fim-de-semana para todos!

sábado, 24 de agosto de 2019

Fazer pela vida

Hoje foi dia de novo longo após uma semana de treinos que registou melhorias. Ainda muito longe do ritmo em que andava antes da queda mas a coisa tem vindo a evoluir. Evolução lenta mas evolução.

Após os longos nas 3 últimas semanas de 20, o deprimente de 22 em que tive que alternar corrida com caminhada a partir dos 16 e o 24 da semana passada que deixou melhores sensações, o ideal era hoje chegar aos 26.

Início às 6.30, deveria ter sido mais cedo pois no final já havia muito calor. A essa hora estava agradável e no próximo a ver se começo uma hora mais cedo para aproveitar melhor o fresquinho.

Sim, consegui os 26 mas com muito esforço. Custou-me imenso mas fiz, correndo sempre. Percurso desde o Inatel de Oeiras a Belém e volta. 

Apesar de correr sempre, o tempo final foi demasiado lento para quem quer correr nova Maratona a 3 de Novembro mas se pensar em como estava há duas semanas naquele deprimente treino, o ter feito hoje 26 seguidos quase que pareceria um pequeno milagre se não fosse os milagres virem do céu e o que consegui veio de muito trabalho e esforço.

Apesar deste ser um mês de gerir a crise dos cacos que a queda deixou, em 24 dias de Agosto corri em 19 e levo 219 km nas pernas. Apesar da crise.
Tem-me custado imenso mas sei que a única forma de sair deste momento menos bom, é treinar muito e muito. E a evolução tem-no provado. Tem exigido um esforço e persistência brutais... Mas a visão de cortar a 13ª meta em Maratona compensa tudo!

Na próxima sexta-feira será o último longo do mês, para depois passar uma semana de treinos mais calmos com o intuito de consolidar, tendo em conta a onda que os treinos devem ter.
Vamos ver se conseguirei chegar pelo menos aos 27. Seria muito bom, a nível de confiança, de ter um de 30 neste mês mas não creio ser possível.

Uma boa semana a todos!

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Conversa de grilos sobre o longo de hoje

Grilo Falante Negativo (doravante chamado de N-): Tchi! Este a quem temos que fazer de consciência, tinha que se levantar às 5 para começar a correr às 6.30... Pode treinar a qualquer hora, e escolhe logo tão cedo!
Grilo Falante Positivo (doravante chamado de P+): E faz ele muito bem! Já viste como está fresquinho a esta hora e ainda sem sol? Olha que hoje bem precisa de um bom treino para lhe levantar o moral. Quer 24 sempre a correr. Vamos dar-lhe toda a nossa força! 
N-: Pff! Não te recordas daquela tragédia grega da semana passada? Esperas que seja melhor? Lembra-te do que penou para conseguir aqueles treinos de 10 durante a semana e a passo de caracol...
P+: Ele está muito decidido para hoje! Sabe bem o que está em jogo. Vamos lá soprar-lhe ânimo ao ouvido!

P+: Aproveitou bem o fresquinho e já está nos 10. Viste? Pode ir devagar, isso agora não interessa, mas vai certinho.
N-: Sim, sim... A semana passada também ia assim aos 10 e depois foi o que se viu!
P+: Não posso concordar. Na semana passada o ritmo ia mais aos repelões e com 10 já tinha passado por duas crises. Hoje nada disso. 
N-: Ai, ui que ele é tão optimistazinho... Abre os olhos! Não te esqueças de como tem sido. Quando fizer o retorno, a ter que repetir tudo, agora em sentido contrário, é que vão ser elas. Como na semana passada...
P+: Nada disso! Vamos dar-lhe força que está a esforçar-se bem!

P+: Metade já está! Agora começa a descer.
N:- A descer?!? Onde desce se o percurso é o mesmo e não veio a subir?
P+: Eh pá, não te armes em parvo! Sabes bem que se diz isso por os km feitos começarem a ser maiores que os que faltam!
N: - Sim, sim... E aquela rampa a seguir à estação da Cruz Quebrada? Pode ser pequena mas é bem inclinada. Também é a descer? E depois da Baía dos Golfinhos, uma subida empedrada, também é a descer?!? 
P+: Gaita que és mesmo nhurro!

N-: Olha, estamos a chegar aos 16. Altura do berro no sábado. Vai ser bonito, vai...
P+: Nada disso! Vai continuar neste ritmo quase sempre igual. E psicologicamente vai ficar mais forte.
N-: Para ajudar à festa, vem com a gastrite aos saltos desde o início. Dia de crise...
P+: Sim mas isso dá mais valor ao que está a fazer. Ele continua certinho mas dentro em pouco vai precisar que lhe segredemos umas.
N-: Segredar o quê? Que não vai dar mais? Deves ter a mania que és um grilo muito bom...
P+: E sou! Não foi por ti que ele já completou 12 Maratonas mas sim por mim! 
N-: Oh! Aquilo é tão longo que eu até adormeço e depois não me lembro de nada...
P+: (A falar para os seus botões: Ah não te lembras não, que eu ponho sempre um soporífero no teu chá pois numa Maratona só pode mesmo ter ouvidos para mim...)

P+: Viste? 20 já cá cantam! Agora vai mesmo precisar dumas palavrinhas certas para se aguentar.
N-: Que palavras? Que já chega?
Pumba!!!!
P+: Pronto! Já levaste uma marretada para ficares a dormir nesta fase tão importante! Só eu é que posso incentivar o nosso homem. Então aqui vai:
Tu consegues! Já sentes o cansaço mas continuas certinho. Força!
Olha, 21 km. Meia já está.
Ei, nada de olhar para o relógio! Não interessa o tempo à Meia. Não estás a competir numa Meia, estás a tentar chegar aos 24 e vais conseguir!
Pronto, 21.5, já regressaste ao Passeio Marítimo. Agora o piso é melhor. Gostas mais assim e isso vai dar-te outro estímulo.
22, lembra-te do que te gritou aquela espanhola em Sevilha: "Podes julgar que estás esgotado mas ainda tens isto de energia", fazendo aquele gesto de bocadinho com os dedos. 
23! Falta só 1. Agora, nem que a vaca tussa e a cobra ladre, já não vais andar. Vais conseguir os 24 seguidinhos como tão bem querias! Mais do que querias, precisavas!
E pronto, está feito. Conseguimos!

N-: (Acorda ainda meio tonto) Eh lá! O que é que me aconteceu?
P+: Hum, tropeçaste e bateste com a cabeça...
N-: Não me lembro! Olha... estou a ver que afinal o nosso homem conseguiu... Mas não tinha força para mais... Como é que conseguirá depois mais 18? Não vai dar... E tchi! Olha o tempo!!! 24 km em apenas menos 8 minutos do que já fez 30. Tão  lento! 
P+: Eh pá, lembra-te do que foi a semana passada e do que conseguiu hoje. É uma evolução. E é nisso que ele tem que se focar. Ir evoluindo até ao Porto.  
N-: Pois... mas tinha um plano tão bem delineado, com a componente velocidade a ser bem trabalhada e depois da queda é isto que se vê... Se não tivesse caído e se estivesse a cumprir aquele plano, onde é que já ia?
P+: Se, se, se... Se a minha avó tivesse 3 rodas, não era a minha avó, era um triciclo. As coisas têm que ser feitas pelo que há e não pelo que poderia haver. E é nisso que ele está a trabalhar.
N-: Pois, mas só que...
P+: OH PÁ, CALA-TE!!!

sábado, 10 de agosto de 2019

Um muito fraco longuito

Hoje foi dia de tentar uma distânciazita maior, após os 20 da semana passada. O mínimo eram 22, o ideal 24. A diferença estava na companhia. Na semana passada o privilégio de ter a ultra-dupla Isa & Vitor, hoje apenas o som das minhas passadas.

Como sempre, muito motivado e focado para conseguir um treino satisfatório, até porque durante a semana houve evolução em relação aos das semanas anteriores.

Uma coisa é querer e outra poder e há limites para o querer ser poder. Desde o início notei que as pernas estavam sem energia, o que tem sucedido amiúde desde a queda. Valeu a cabeça para ir seguindo. 

A primeira crise deu-se com escassos 4 quilómetros e, como ao longo do treino, tive que me valer da força mental para prosseguir. Curiosamente, estava a passar na Baía dos Golfinhos e na esplanada tocava o velhinho So Long dos Fischer-Z. Não sei a razão mas deu-me alguma energia.

A segunda grande crise foi ao oitavo quando estive quase a parar. Soltei um palavrão de frustração por ir parar e, com isso, recebi mentalmente um pontapé no dito cujo e continuei sem ter chegado a parar.

Aos 10 cruzei-me com o Isaac, que já não tinha o prazer de o ver há um certo tempo. Trocámos umas palavras e repus mais alguma energia.

O percurso foi do Inatel de Oeiras até à Torre de Belém e volta, sendo que à saída do passeio de Algés segui pela nova ciclovia que está muito boa. Pelo menos vai até à Torre de Belém. Como virei aí, não sei se continua. Muito boa obra!

Fiz então o retorno e fui batalhando comigo para nunca andar, o que seria mau e nada habitual numa distância assim. Cruzei-me com o António Almeida, segui e cada vez estava mais difícil. Isto da cabeça estar sempre a lutar contra o físico, desgasta. E aos 16, junto à estação da Cruz Quebrada, deu-se o inevitável, tive que andar um pouco. 

Logo apareceu o João Ricardo que gentilmente acompanhou-me um bocado e mais à frente em Paço de Arcos, esperou para saber como eu estava. Aí, deve ter visto como ia bem abatido e sem energia. Obrigado pela solidariedade, João!

Acabei aos 22, depois de ter misturado corrida e caminhada nos últimos 6. Assim, nada adiantava ir até aos 24. 
O ritmo médio dos primeiros 16, os únicos sempre a correr, foi de 57 segundos mais lento por quilómetro em relação a como estava antes da queda. Quase 1 minuto, dá para acreditar?!?

O tempo é importante pois fazendo um longo com distância menor ao que se vai encontrar na Maratona, o ritmo deverá ser melhor para no dia da prova, ao ser uma distância maior e seguirmos uns segundos mais do que o habitual, conseguimos aguentar mais tempo.
Ora a esta espécie de velocidade, como posso fazer mais uns segundos por km? O limite da prova são 6 horas, não 6 dias...

Enfim, dá para aperceber que hoje estou desiludido, o foco regressa amanhã.
Para a semana será (tem que ser!) melhor!
     

domingo, 4 de agosto de 2019

A "longar" um bocadinho

A habitual boa disposição nesta foto tirada momentos antes da entrada ao serviço

Nada é garantido, nada é seguro. Há 4 semanas ia em 21 dos 25 km planeados, em óptimo ritmo e cheio de força, a cumprir um plano que dizia que hoje seria treino de 30 a bom ritmo. 

Hoje, foi uma grande alegria ter conseguido completar 20 km, mesmo acabando a procurar com uma lupa réstias de energia, demorando mais 23 minutos do que quando passei na mesma distância 4 semanas atrás. 

Tudo se transformou através duma fracção de segundo que me fez dar uma valente queda  há 4 semanas, deixando mossas das quais estou a tentar libertar-me.

Como não serve ir aos perdidos e achados da Polícia procurar a forma perdida, há que trabalhar para ela regressar. 
E não tem sido nada fácil. De 2ª a 6ª fiz 5 treinos de 10 km muito difíceis em que tive que andar um pouco em 4 deles, imagine-se! Mas desistir não era opção.

Aproveitando o facto da Isa e Vitor irem realizar um treino de 30 km na minha "pista" habitual, combinei ir com eles nos primeiros 20, ou o que aguentasse. 
Naturalmente as dúvidas eram mais que muitas após tão má semana de treinos mas o descanso de ontem e a grande mais valia de ir acompanhado (e muito bem acompanhado!), operou maravilhas e consegui cumprir os 20 desejados.
O tempo acima referido e o ter acabado sem mais energia, são meros pormenores nesta fase. 

Há que continuar a trabalhar para daqui a 13 semanas chegar ao Porto numa forma aceitável. Não através do bonito plano que tinha, mas com as condições que tenho agora. 

Um enorme e reconhecido muito obrigado à Isa e Vitor pois sem a sua preciosa ajuda, duvido que chegasse a bom porto.

No próximo sábado, quando vou "longar" novamente, esperemos por mais evoluções.

Uma boa semana a todos!

domingo, 28 de julho de 2019

No Pombal a fazer os possíveis

Hum... terão colocado esta placa para apoiar a nossa equipa?

No último artigo, redigido há duas semanas atrás sobre a Corrida da Lagoa de Santo André, escrevi que na sexta seguinte, dia 19, iria tentar o tal treino de 25 que tinha ficado interrompido pela queda. Pois... mal imaginava que se aproximava uma paragem de 10 dias, período no qual deveria ter feito 8 treinos e corrido 92 quilómetros mas que ao invés fiquei a zero.

Eu bem dizia que tinha sido uma sorte ter-me magoado apenas no pulso para a muito forte e aparatosa queda... 
Dois dias após a Lagoa andava estranho e no dia seguinte saltou tudo! Muito resumidamente, houve coisas que saíram do sítio, acabando por resultar em costas presas e orgãos magoados. Não deixa de ser curioso como isto só se notou pouco mais duma semana após o incidente. Esteve como que a marinar.

Passei uns dias complicados, inclusive com idas à osteopata e ao hospital, mas na passada 5ª feira pude regressar à corrida e ontem participar na Prova do Bodo no Pombal.

Como sempre sucede, isto faz-nos recordar que pode ser efémero o estarmos bem pois um pequeno instante tudo muda. Felizmente agora está resolvido e a paragem não foi tão prolongada como poderia ter sido. Sorte de ter uma osteopata fantástica chamada Paula Almeida!

Também faz relembrar que o nosso esqueleto não é assim tão forte que aguente tudo. E nesse particular tenho algumas lacunas, pois a minha parte do tronco não é tão consolidada como deveria ser, talvez por ter registado um crescimento não linear. Aos 13 anos media 1,51 e aos 15 já 1,77. 26 centímetros em apenas 2 anos não permitiu a necessária consolidação. Mas é com esta forma que tenho que viver e extrair o melhor que posso sem grandes estragos, como um trambolhão daqueles possa causar.

O que notei desde o regresso aos treinos na 5ª feira foi que, enquanto a caixa estava boa, as pernas apresentaram-se muito cansadas e sem força, não pela paragem mas resultado do que tive.
Mas dava para correr, apesar de muito devagar, o que permitiu deslocar-me pela 5ª vez a uma corrida que aprecio bastante, a Prova do Bodo no Pombal.


Como sempre, bem dispostos!

Foi a 37ª edição deste evento sempre disputado no último fim-de-semana de Julho, integrado nas Festas do Bodo, e cuja distância nas primeiras 27 edições era Meia-Maratona.
Desde 2010 passou a corrida de 10 km, mais em consentâneo com a altura do ano, num percurso de 3 voltas.

Quando se está em forma, o percurso é bom para marcas, como se comprova os 50.20 que aqui marquei em 2016 e que foi na altura a 2ª melhor marca de sempre, a 12 segundos do record. 4 meses e meio depois chegaria a tão batalhada descida dos 50 minutos.

Desta vez, tinha quase a garantia que iria fazer algo que há muito muito tempo não fazia, 10 km acima da hora. Isto pelas indicações que os treinos de 5ª e 6ª ofereceram.

Corrida em clima de festa, cada uma das 3 voltas tem uma ligeira subida ao longo da 1ª metade a que se segue o retorno e a natural ligeira descida.

A acabar a 2ª volta...


... e a iniciar a 3ª
Como estava com as pernas, a intenção era aguentar na subida e tentar soltar um pouco na descida. 
Na 1ª volta até mal dei pela subida, na 2ª já notei qualquer coisa e na 3ª estou convencido que a inclinaram muito mais. Não sei se haverá ali qualquer sistema hidráulico mas em cada passagem a subida pareceu inclinar mais.
Fui sempre com uma margenzinha sobre a hora. Só na parte final da subida na última volta a coisa parecia ir dar o estoiro mas lá me aguentei e foi com muita satisfação que cortei a meta em 58.29, o tempo mais fraco aqui registado nas minhas 5 participações mas que soube-me como um feito pois não estava com pernas para tal. Salvou-me a caixa e a cabeça que foram fundamentais para transmitir o que as pernas não davam.


Com o Arlindo. Conhecemo-nos em plena Maratona de Aveiro 
E foi assim a minha participação nesta corrida que irá iniciar um interregno de mês e meio de provas (só tornarei a participar numa a 14 de Setembro na Corrida Auchan no Autódromo do Estoril) mas não se pense que irei ficar parado, muito pelo contrário! Agora é altura de muito treino em distância para criar uma boa base para o Porto.

O plano que tinha estipulado para o Porto teve que ser rasgado em virtude do sucedido mas já está elaborado um necessariamente mais suave nesta parte inicial.

Estou convencido que em pouco tempo esta afectação das pernas irá passar e poderei regressar a ritmos mais habituais.

Vou dizendo coisas. Fiquem bem desse lado!





   

domingo, 14 de julho de 2019

Na corrida/festa/convívio da Lagoa de Santo André

Com os amigos Tânia e Raúl

Correndo o risco de me repetir ano após ano, a Corrida da Lagoa de Santo André é mais do que uma corrida. É também uma festa em forma de convívio, como que a encerrar, para muitos, a época desportiva antes das férias.

Daí, não é para admirar que privilegie esta prova, tendo sido a minha 13ª presença em 14 épocas de Atletismo.

Aliás, é a corrida onde tenho mais participações, as citadas 13, seguindo-se 7 outras provas com 11 participações, sendo que duas irão este ano chegar às 12, se tudo correr bem (Corrida do Tejo e S.Silvestre da Amadora).

Sendo a mais de 150 quilómetros de minha casa e sendo aquela onde participei mais vezes, algo de especial tem que ter.
E tem! Um local muito agradável e aprazível, um percurso com o seu quê de selectivo e que aprecio, e o tal convívio/jantar que simpaticamente é oferecido a todos.

Cheguei a recear não poder participar nesta prova em virtude da enorme queda que sofri no sábado anterior e que relatei no último artigo. Felizmente a recuperação foi muito boa e não houve mais complicações, além das dores naturais pela queda. 
Tive que parar até 4ª e depois recomecei os treinos, com cuidado redobrado a olhar para o chão pois outra queda com isto do pulso tão fresco, não seria nada bom.

E é tendo em conta esta semana mais complicada que passei que o resultado final de ontem considerei-o muito bom e bastante melhor do que esperava.

Nos primeiros metros
Fiz uma prova tanto de controlada como a dar o possível para a ocasião, cortando a meta em 55.56, o que muito me agradou. 

A maior dificuldade foi o calor que se fez sentir mas que também consegui gerir da melhor forma.


Ambas as fotos a entrar para o último km

E no mesmo local mas agora visto de trás
A próxima prova é daqui a duas semanas, a Prova do Bodo no Pombal, e além dos habituais 5 treinos semanais, na próxima sexta é dia de repetir o tal treino de 25 (tentando baixar das 2.30) pois esse na semana passada ficou-se pelos 21 em virtude da queda.

Se vou conseguir ou não, sexta direi.

Até lá, sejam felizes!



sábado, 6 de julho de 2019

E aos vinte e um... catrapum!

Há duas semanas fiz um longo de 20 km onde a intenção era marcar menos de duas horas. Mais fácil em corrida, rodeado por outros atletas e a estrada cortada, em treino é menos acessível mas consegui, o que para início de preparação para o Porto foi muito positivo.

Hoje o plano marcava 25 km mas menos de 2.30. Indo a ritmo de salvaguarda, conseguiria chegar aos 25 sem muitos problemas, mas a ter que ser nesse ritmo e sempre sozinho, logo se via. Ao menos ia tentar.

Arranque às 7.30, pouco calor e céu encoberto, foram uma boa ajuda.

Até aos 15 a média estava muito "rés vés Campo de Ourique" mas após uns km mais vivos, cerca dos 21 já apontava para umas 2.28

Já sentia algum natural cansaço mas com a sensação que iria manter o ritmo e atingir o objectivo, a menos que algo sucedesse. E sucedeu...

Mais ao menos na parte de passeio em frente à estação de Caxias, pouco depois de ter saído do passeio marítimo Cruz Quebrada-Caxias, tropecei em algo e dei um mo-nu-men-tal tralho!

Foi daquelas quedas que nem deu tempo para aperceber, foi estar em pé e de imediato no chão. Caí com o lado direito e com o embalo, fiz uma espécie de cambalhota, meio para frente, meio para o lado. Ainda fiquei um par de segundos no chão a tentar perceber o que tinha acabado de acontecer e veio em meu auxílio uma rapariga que estava a correr na minha direcção. 

Julgo que estava mais assustada do que eu ao ver aquele aparato, deve ter pensado que me tinha partido todo. Fiz um rápido check-up e disse que parecia estar bem. Ela aconselhou-me, e bem, a não correr mais pois podia ter magoado qualquer coisa e não sentir por estar quente e ir agravar. Agradeci-lhe, apesar de ainda estar meio abananado com a queda. Se por alguma razão estiver a ler isto, um enorme agradecimento pela pronta e simpática assistência!

Estava a 4 km do carro e fui a andar muito calmamente. E a aperceber-me dos danos, todos do lado direito. Tinha esfoladela no joelho, anca, mão, cotovelo (que rapidamente ficou com um alto) e ombro. 

Pouco depois vi que ao relógio GPS saltou-lhe o botão de ligar/desligar, terei que usar agora um palito ou similar, além duma cobertura de borracha que também desapareceu.

Regressei a casa a conduzir, passado um bocado saí e conduzi. Regressei a conduzir e tudo bem. Refiro o conduzir por utilizar as duas mãos. Só quando estava a almoçar, cerca de 4 horas após o esbardalhanço, é que comecei a sentir uma dor no polegar esquerdo. Quase de seguida deixei de conseguir pegar em objectos com essa mão e uma dor forte no pulso que foi aumentando.

Decidi então ir a uma urgência. Assustei-me pois os sintomas sugeriram ao médico que podia ter fracturado o escafoide, algo que felizmente o raio x desmentiu.

Fiquei sim com o tendão e escafoide magoados, o que obrigou a colocar uma ligadura de imobilização. E ainda bem pois não estava a ter posição para aguentar a dor e com a imobilização a coisa aguenta-se.

Terei que parar uns dias, por causa dos impactos, mas se tudo evoluir como se espera, de hoje a uma semana estarei na Lagoa pela 13ª vez.

Claro que tenho diversas dores pelos sítios onde bati e sei que nas próximas horas aumentarão para depois passarem. 

A queda foi tão rápida e aparatosa que não percebo como danifiquei o pulso esquerdo quando caí todo para o lado direito. Necessitava do VAR para analisar a coisa mas segundo parece, não estava ali presente...

Não me posso queixar muito pois foi apenas a minha 4ª queda em 14 anos de corridas, uma em prova e 3 em treino. 
Mas sem cair já parti um pé e torci outro...

Uma pequena nota que estou a constatar: No dia a dia nem nos apercebemos da série de coisas em que utilizamos as duas mãos...  

Uma boa semana a todos, de preferência sem qualquer contratempo!   

domingo, 30 de junho de 2019

Na 40ª Corrida das Fogueiras, com organização e público exemplares!

Palavras para quê? A melhor companhia! :)

Com o Catita, Tânia, Paulo e Nuno

A 28 de Junho de 1980, disputou-se em Peniche uma corrida de 10 km em estreia e com um conceito inovador, iluminada por fogueiras! 

Foram 78 os atletas que cortaram a meta nessa 1ª edição, número que quase duplicou no ano seguinte, 152, para na 3ª edição ultrapassar o meio milhar, 537, e na 5ª quebrar a barreira do milhar, 1.132.
Em 2011 chegou-se aos 2 milhares, 2.065, para os 3 mil serem batidos no ano passado, 3.077.

Como nestes últimos anos a partida deixou de ser dada no pontão, o que dificultava aumentar o pelotão pois o pessoal já chegava ao mar, a participação continua a aumentar e neste ano de festa da 40ª edição, novo e grande record com 3.347 felizes atletas a passarem o risco final.
No total das 40 edições, cortaram a meta 57.603 atletas.

De registar que se na edição inaugural a distância foi, como acima referido, de 10 km, em 1981 e 1982 baixou para 8 km, entre 1983 e 1987 aumentou para 12 km e desde 1988 fixou-se na tripla légua, 15 km.

40 edições de grande e cada vez maior sucesso, alicerçados por uma organização exemplar e por um público raro em Portugal.
Das provas nacionais que conheço, as que fogem à apatia geral do público, ou do seu deserto, são a São Silvestre da Amadora e esta Corrida das Fogueiras.

Mas se já estava habituado a este maravilhoso público, ontem foi a 11ª vez que participei neste mítico evento, desta feita surpreenderam ainda mais tudo e todos. O público ontem esteve ainda mais frenético!
Uma festa dentro e fora. Fantástico! Obrigado povo de Peniche!!!

Ainda antes de falar da minha prova, e como foi uma edição marcante por ser a 40ª, espaço para uma pequena estatística de vencedores onde pontifica Madalena Carriço com 6 vitórias, entre 2000 e 2012, Madalena Carriço que ainda ontem esteve novamente presente.
A nível feminino, há 29 atletas diferentes a triunfarem. Além das 6 vitórias de Madalena Carriço, Umbelina Nunes e Alexandra Almeida ganharam por 3 vezes.
No sector masculino, a lista é composta por 30 atletas, com Artur Santiago a vencer por 4 vezes e consecutivas (2001 a 2004), seguido por Joaquim Murraças e Vitor Vasco com 3 triunfos cada.

A discutir com o Nuno tácticas! :)
Como disse, foi a minha 11ª participação nesta prova com uma história especial para mim. Apesar de o percurso não ser propriamente fácil, das melhores 7 marcas que tenho em 15 km, 3 foram em Peniche, onde está mesmo o actual (e definitivo?) record. E essas 3 marcas registei-as em 3 anos consecutivos.

Em 2015 fiquei a 10 segundos do meu record da altura, ao fazer 1.20.30. Em 2016 bati largamente esse record que durava há 9 anos, baixando de 1.20.20 para 1.18.59. No louco ano de 2017, no dia dos meus anos baixei para 1.18.03 em Mafra, depois 1.16.41 no 1º de Maio e aqui em Peniche consegui bater pela margem mínima de 1 segundo, fixando-o em 1.16.40

Mas mais do que os records, a melhor recordação de qualquer uma das 11 provas é sempre o prazer de estar nesta corrida tão especial e de personalidade tão marcante.

Ontem receava poder ter que ficar pelo caminho. Não por uma questão de forma, que está jeitosa, mas porque na 4ª tive uma cirurgia a uma gengiva para um implante. Sabia que não podia correr na 5ª e 6ª e tinha luz verde para sábado mas com a condição de se sentisse algum latejar ou sabor a sangue, tinha que encostar de imediato.

Até estava confiante mas nas primeiras passadas durante o aquecimento senti ali algo que me incomodou. Passou de imediato mas alertou-me. 

Combinei com a Mafalda para ela estar num determinado sítio quando passasse pelos Bombeiros aos 4 km, para o caso de ter que ficar pelo caminho. 

Por falar em Bombeiros, diga-se de passagem que este ano houve uma alteração ao percurso. Aos 2 e tal, quando retornamos à rotunda, em vez de seguirmos em frente, dando a volta por trás, cortámos à esquerda para a Marginal donde partimos e antes dos Bombeiros cortámos à direita para os circundar. Uma alteração que considero bem positiva pois passa onde está mais público, local mais bonito e iluminado.

Parti com receio e consciente que a táctica era de salvaguarda, uns bons furos abaixo do limite.

Confesso que nos primeiros quilómetros ia apreensivo, a sentir a espada da desistência por cima de mim. Essa sensação foi atenuando pelo facto de estar a sentir tudo perfeito no local da cirurgia. 

A passagem pelo centro, com o público "louco", distraiu-me um pouco mas foi apenas por volta dos 8 quilómetros que libertei-me da amarra desse receio pois se não tinha sentido nada até aí, já não deveria aparecer. Aí soltei um bocado a passada e ainda bem pois dá-me muito prazer aquela subida. 

Acabei a prova bem, sem sentir grande cansaço, fruto de ter ficado a degraus do limite. A marca final de 1.25.08 encheu-me de satisfação pois, para as condições que fiz a prova, foi bem melhor do que imaginava ( pensava que seria à volta de 1.30).

E em que se pensa quando se corta a meta nas Fogueiras? Exacto! O pensamento é "quando chega a próxima edição?". Algo que acredito ser a 27 de Junho pois todas as 40 edições foram disputadas no último sábado de Junho.

Muitos parabéns à organização, e a todos os atletas que a usufruem, pelas 40 edições e um enorme agradecimento às gentes de Peniche por nos oferecerem uma noite sempre inesquecível.

Venha 2020!


A bonita medalha em forma de fogueira. Também a camisola foi muito bem idealizada, escura como a noite com uma fogueira a aparecer por baixo

sábado, 22 de junho de 2019

Receber o verão com o 1º mini longo pré Porto

Depois de 3 Maratonas em 5 meses, decidi manter os 5 treinos semanais mas durante mês e meio não passar dos 10 para a máquina recuperar. 

Passado este mês e meio, a semana passada fiz 12,300 na Fonte da Pipa e hoje realizei o 1º mini longo, já em pré-Porto.

A intenção era correr 20 km, de preferência em menos de 2 horas, o que não se afigurava fácil. Isto porque não fazia uma distância dessas desde Aveiro e porque uma coisa são 20 km em ambiente de corrida, no meio do pelotão, outra 20 sempre sozinho. Mas que ia tentar, isso ia.

Comecei por volta das 7.40 junto ao Inatel de Santo Amaro de Oeiras, para fazer as 2 dezenas no Passeio Marítimo. 

Um início mais calmo, a aquecer convenientemente, o ritmo a iniciar mais alto mas depois a descer até ao ideal. 

E foi nessa altura, cerca dos 6, que tive a sorte de deixar de estar sozinho pois apareceu o João Ricardo que me acompanhou até aos 19. 

Assim, foi muito mais fácil manter o ritmo ao sabor da conversa. Muito obrigado pela companhia, João e força para o grande tri-desafio maratonista!

Só comecei a sentir algum cansaço por volta dos 18 mas aí funcionou o "doping" do relógio, que é olhar para ele, ver que a média está boa e assim ter força para aguentar.

No final, 1.59.25 para os 20 km em treino o que me deixou feliz!
Nada mau para começar a pré-preparação para a Maratona do Porto.

De hoje a uma semana, as míticas Fogueiras em Peniche.

Bom resto de bom fim-de-semana!

domingo, 16 de junho de 2019

No lindo percurso da Corrida Rota Fonte da Pipa em Torres Vedras

A armada 4 ao Km presente (eu, Aurélio e Eberhard)

7ª edição da Corrida Rota Fonte da Pipa, prova que começa e acaba junto ao lindo Parque Verde da Várzea em Torres Vedras, local de eleição dos locais para óptimos e variados treinos pela sua extensão e variedade.



Imagens do Parque Verde da Várzea (fotos recolhidas na internet sem autor identificado)

A corrida sai então da cidade para um percurso muito bonito e selectivo. A estrada serpenteia por entre vinhas, passando por algumas aldeias e sempre com paisagens de encher a vista. Isto enquanto se vai subindo e descendo, em especial na 1ª metade dos 12,300 km onde é raro um momento plano. O maior desafio é o 2º quilómetro todo ele a subir e a subir bem.

Já aqui tinha estado em 2014, aquando a sua 2ª edição, e tinha ficado conquistado. No entanto, em virtude do calendário das Maratonas, só hoje foi possível regressar, dado que alteraram o evento para Junho, sendo que nos anteriores anos a realização deu-se entre Janeiro e Fevereiro.

Se a mudança de data resultou óptima para mim, foi maléfica para a maioria do pelotão, dado que se registou a menor participação, fruto igualmente duma cada vez maior oferta em termos de calendário, em especial neste mês tão preenchido.

Com uma camisola que diz tudo sobre as nossas corridas, com o lema "Eu corro por paixão" (ver foto no final deste artigo), tudo teria sido merecedor de nota muito positiva se não tivesse existido uma falha. E se falhar faz parte de quem produz, há erros em prova que não podem existir. Estou a referir-me ao abastecimento que não pode falhar, para mais sabendo-se de antemão o número de inscritos. 
Estavam definidos dois reabastecimentos, aos 4 e 8. E se havia muita água à disposição no 8º quilómetro, no 4º não chegou para os últimos 2 quintos do pelotão. 
Foi pena pois de resto tudo esteve muito bem, ampliado pela beleza do percurso.

Fiquei muito satisfeito com a minha prestação pois sinto que dei o que tinha para a ocasião. Marquei um tempo só com uns, 1.11.11 para os 12.300, o que atendendo à dificuldade do percurso foi muito bom para mim.

Um primeiro quilómetro a aquecer convenientemente em ritmo de corrida, o segundo sempre a subir e em bom ritmo (subo benzinho, desço mal), depois parte de carrossel a manter um ritmo constante e bom até aos 7 e pouco, altura que endireita e percorrem-se 2 quilómetros em terra batida. Normalmente perco ritmo em terra mas como esta é muito lisa, deu para manter. E depois ir até à meta, cortando-a feliz, contente e revigorado com tão belo percurso.

Como se sabe, fiz 3 Maratonas em 5 meses, daí ter tirado um tempinho para recuperar. Não cortando no número de treinos semanais (5) mas sim não passar dos 10 quilómetros.

Assim, esta foi a maior distância que realizei desde Aveiro. E a partir de agora, como esse período terminou, vou começar a aumentar distância para em Julho iniciar a preparação do Porto. No próximo fim-de-semana irei cumprir um treino de 20 quilómetros.

Quanto a corridas, esta foi a última de manhã durante 2 meses pois as próximas são à noite ou final da tarde (29/06 Fogueiras, 13/07 Lagoa de Santo André, 27/07 Bodo Pombal, 14/09 Auchan no Autódromo do Estoril). Só regressarei a provas de manhã a 22/09 no Tejo.

Uma boa semana a todos!



A camisola da corrida. Grande verdade!