sábado, 9 de fevereiro de 2019

Regresso a um lugar mágico!


A uma semana do grande dia, hoje já só treinei 12 km e a partir de agora não vou correr todos os dias. Apenas 10 na 2ª, 10 na 4ª e 5 na 5ª. 

Está quase e mal posso esperar pela que espero seja a minha 11ª meta em Maratona. Em comparação com a anterior, Valência no início de Dezembro, sinto que estou com os níveis de resistência semelhantes mas a velocidade não. Estou um pouco mais lento. Mas em Valência tinha o problema do tornozelo e agora está tudo bem. 

Sevilha é um lugar mágico para mim! Estreei-me na mítica distância em Dezembro de 2012 na Maratona de Lisboa. A 2ª teria sido na edição inaugural da Rock'n'Roll Cascais-Lisboa em Outubro 2013 mas um inesperado problema físico (soltou-se a hérnia do hiato), obrigou-me à muito dolorosa desistência aos 15,5 facto que me perseguiu e marcou nos tempos seguintes. A 2ª iria então ser em Fevereiro 2014 em Sevilha. Mas 39 dias antes apanhei uma forte infecção pulmonar. Como sabemos, sem os pulmões a trabalharem em condições, não há resistência. Não pude preparar a prova nem muito menos estava minimamente capaz duma Meia, quanto mais duma Maratona. Mas ia tentar, para ao menos ficar consciente que tinha tentado tudo.

Antes estava completamente derrotado pois sabia que não era possível. Mas sucedeu algo parecido com uma espécie de milagre. Antes da partida, alterei-me por completo. O poder da mente tem forças que desconhecemos e fiz nesse dia a corrida da minha vida. Como defini na altura, a corrida mais inteligente, divertida e emocional que alguma vez tinha feito. Ainda hoje não sei como foi possível mas a verdade é que aconteceu mesmo! Foi mágico!!!

A minha fotografia de eleição. Impossível explicar o que estava a sentir naquele momento a metros da meta!
E marcou-me para sempre ficando Sevilha num lugar muito especial no meu coração. Nesse dia, sinto que ganhei carreira de maratonista. Se tivesse sucedido o mesmo que na anterior, não sei se teria continuado a tentar. 

Quando estava a sair de Sevilha, sabia que iria voltar. Não em 2015 pela proximidade com Paris e 2016 com Barcelona, mas regressei em 2017. 

E que melhor regresso! Na minha melhor forma de sempre, dizimei o meu record à Maratona, marcando 4.41.40 
Sevilha tornava a ser mágica para mim!

O tempo no relógio é de prova. De chip foram 4.41.40, o meu record
Quem quiser recordar ou conhecer o que escrevi na altura, os relatos de cada uma delas estão aqui: 2014 - 2017

Também no dia que saí de Sevilha em 2017, sabia que ira regressar. E cá vou. Com a mesma ambição de sempre. A meta! Fazer o melhor possível que possa e consiga e cortar a meta. O que para um atleta como eu, é o equivalente a uma medalha de ouro olímpica. 

Em princípio este é o último artigo antes do relato da que espero seja a minha 11ª. 
Muito obrigado a todos os que me apoiam e incentivam. 
A todos os que irão estar presentes, muita força! Em especial a quem se vai estrear e passar a pertencer ao maravilhoso círculo dos maratonistas.

Não quero terminar sem dar uma palavra a uns dos 12 que fizeram parte da equipa de apoio na minha estreia em Maratona e que está a passar por um momento complicado de saúde. Muita força Egas Branco!!!

Estamos todos contigo, Egas!

sábado, 2 de fevereiro de 2019

O último longo antes de Sevilha

Com a Tânia, Paulo e Raúl, 3 atletas que se vão estrear na mítica distância na capital andaluz

E pronto, a 2 semanas do grande dia, chegou ao final a preparação para a Maratona de Sevilha. Agora, é manter. Nada haverá para ganhar, é ter cuidado para nada perder.

Após 3 treinos de 30 nas últimas 4 semanas, hoje já foi um longo em versão reduzida, 20 quilómetros mas em bom ritmo.

Fi-lo com a Tânia e estivemos livres de Gabrieis e Helenas que sossegaram a sua fúria temporal.

Boa temperatura, quase ausência de vento, que só apareceu mesmo no final, boa disposição, tudo bom portanto!

E as nuvens negras com a infecção da gengiva provocada por um dente mariola, dissiparam-se pelas melhorias registadas. O tal antibiótico que iria estragar tudo, é uma hipótese afastada, a menos que se registasse agora um improvável volte-face. Isto após uma semana que mais pareceu uma novela em relação a este assunto. Novela que vai terminar com a necessidade de extrair o dente mas que poderá esperar duas semanas, ou seja após a Maratona.

Apesar destes contratempos, fechei Janeiro com 224 quilómetros e a sentir-me preparado. Não tão em forma como para Valência mas sem qualquer problema no tornozelo como sucedeu na capital da paella. 

E como sempre... último longo e a excitação barra nervitos a aparecerem pois a coisa está quase :)

Uma boa semana a todos!