domingo, 25 de fevereiro de 2018

A recuperar no Grande Prémio do Atlântico


Duas fotos com a Isa e Vitor (também estiveram presentes da equipa o Aurélio e Eberhard), em frente a um famoso restaurante dum famoso dono que é famoso pela sua paixão a um famoso clube que é muito difícil descobrirem qual é... :)  

Em primeiro lugar, quero deixar aqui os meus sentimentos a todos os familiares e amigos do atleta tragicamente desaparecido ontem ao oitavo quilómetro do Columbus Trail na ilha de Santa Maria.

Também, mas de sentido muito contrário, os meus parabéns a todos os que participaram na Maratona de Sevilha hoje disputada. Particular referência a 4 atletas que acompanhei a sua preparação, mais de perto ou mais longe, o João Cravo da nossa equipa, a Oriana (ambos passaram a ser bi-maratonistas), o Nelson Barreiros e o António Almeida (que cumpriu o seu enorme desafio de sub 3 horas!).
Muitos parabéns a todos por essa maravilhosa Maratona que é a de Sevilha!

Participei hoje pela 7ª vez no Grande Prémio do Atlântico na Costa da Caparica. Mas se entre 2007 e 2013 apenas falhei no ano do pé partido (2009), nas últimas 4 edições não participei em virtude das Maratonas que cumpri na primavera (Sevilha 2014, Paris 2015, Barcelona 2016 e Sevilha 2017).

Regressei assim hoje, onde parti do 4º local diferente nas 7 edições que aí fui.

A recuperação da forma não tem sido tão célere como gostaria, mas isso é absolutamente natural. 
A diferença é a memória recente onde corria com facilidade em 5 e pouco ou mesmo 4 e tal, e onde correr a 6 era um ritmo muito calmo e de recuperação, e agora dou por mim a esforçar-me bem, a pensar que vou num ritmo melhor, olhar para o relógio e ver que afinal tanto esforço dá apenas 6 e tal...

Quando regressei aos treinos após a paragem forçada de 7 semanas, pensei que em princípio já baixaria da hora na Costa. Mas durante a semana apercebi-me que dificilmente o faria pois os músculos ainda precisam de recuperar mais.

Tentei fazer a melhor corrida possível mas a primeira metade não foi fácil, mesmo sendo mais rápida do que andava a treinar. Passei aos 5 quilómetros em 30.44 (perspectivava-se um tempo final de 1.01.28), média de 6.09 e aproveitando a parte que tivemos o vento a favor. Agora seria o contrário, vento contra.

Mas... ao passar pelos 5, senti uma energia adicional. Daquela energia diferente que o ambiente de corrida nos oferece e aumentei a passada, passando a rodar no minuto 5 e tal, fazendo o melhor em 5.36
Um pouco ao estilo noite e dia.

Indo naquela parte do pelotão, isso fez que começasse a ultrapassar pessoal atrás de pessoal, o que aumenta a inspiração, e comecei a objectivar tentar fazer abaixo da hora, apesar da média estar fora. 

Após um bom paredão, entrei no último quilómetro faltando 5.24 para a hora, o que tornaria improvável a empreitada mas não desisti, tentei dar o máximo que desse. Se não conseguisse, ficaria muito perto.

Acabei por realizar 5.19 no último quilómetro, cortando assim a meta em 59.55 (1ª metade 30.44, 2ª metade em 29.11), o que me deixou muito feliz para o momento actual.

O título deste artigo acaba por ter duplo sentido pois estou a recuperar, calmamente, a forma perdida, como acabou por ser uma prova de recuperação.

A corrida teve o nível habitual, com todos os requisitos necessários, sendo a 19ª edição dum evento marcante no calendário. Boa organização!

No próximo domingo irei participar na 2ª Corrida dos Salesianos, onde tentarei continuar a senda evolutiva. Calma e paulatinamente para não forçar etapas. Uma coisa é certa, não havendo problemas, já estarei na forma ideal bem antes da Maratona de Valência :)

Uma boa semana a todos!



terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

8 anos


A 20 de Fevereiro de 2010 nascia este blogue, fruto da necessidade de colocar em palavras o que as corridas me transmitiam. 

8 anos depois, por cá continua e continuará enquanto eu por cá andar.
Muitos bons blogues têm ficado inactivos por os seus donos terem passado a documentar as suas corridas no Facebook. É uma opção, como tantas outras, mas prefiro esta forma, muito mais duradoura e não do imediato de hoje que está esquecido na cronologia do amanhã.

Para mais, por ter uma grande dívida de gratidão com este blogue que me permitiu conhecer pessoas fantásticas que, doutra forma, os nossos caminhos talvez não se tivessem cruzado. E são tantas, número que, felizmente, continua a aumentar.

Dito o mais importante, as emoções, vamos às minhas sempre presentes estatísticas.
Até ao momento, 1.617 artigos publicados, 3.033 fotografias colocadas e 11.431 comentários recebidos.
O número de visitas cifra-se em 591.578, às 17 horas de ontem.

Este blogue veio na sequência da minha página Joaolima.net, iniciada a 14 de Maio de 2009 e, especialmente em virtude do calendário e histórico de provas, regista o número de 3.391.285 visitas.
Somadas as duas plataformas, temos assim 3.982.863 visitas, quase, quase nos 4 milhões o que muito me satisfaz e orgulha.

Como através da plataforma blogue não consigo ter dados de todos os países que já lá entraram, apenas o tenho pelo site. E o que mais me espanta é que já recebi visitas de 204 países / estados / principados / regiões autónomas! Já faltam poucos...

Para verem todos esses países, distinguidos pelo seu código de internet, e ordenados pelo número de visitas, cliquem aqui

Tem sido um prazer ter-vos desse lado. Muito obrigado!

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Meia de Cascais: Consegui!!!

Com a Isa e Vitor antes da partida. Desta vez não foi possível reunir a equipa para a tradicional foto, tendo também participado o Aurélio, Eberhard e João Cravo

No artigo de quinta-feira lancei esta dúvida:
"Será possível concluir a Meia-Maratona de Cascais com apenas 10 dias de treino e após uma paragem forçada de 7 semanas devido à intervenção que tive?
Domingo responderei."

Vou reprimir toda a euforia que sinto, para não encher este artigo de entusiásticos gritos e responder... Sim! Foi possível e melhor do que esperava.

Em primeiro lugar tenho que enviar os meus agradecimentos a dois "culpados" desta Meia ter corrido da forma como decorreu, a Agridoce e o João Cravo que foram fundamentais ao terem acompanhado este "tartacol" até ao quilómetro 18. 

E isso fez toda a diferença pois fomos sempre na converseta o que distrai e ajuda a não pensar na parte muscular que ainda está fraca e sem força. 

Muito sinceramente confesso que, devido aos treinos que fiz, sempre acreditei fazer mais de 2.30, mas sem ser qualquer problema pois a intenção era uma e uma única, concluir, o que seria uma vitória.

Porém com a companhia, o ritmo foi sempre melhor e acabei em 2.18.45, mais uma satisfação adicional à grande alegria de ter cortado a meta.

Os 3 no 3º Km, com o Eberhard mais atrás (Foto Fernanda Silva)
Os quilómetros foram-se sucedendo (quando não estamos em forma parecem mais longos), havendo alturas que a coisa estava mais complicada e depois recuperava, mas sempre com o ritmo mais ou menos estável. No entanto entre os 17 e os 18 há uma longa subida, pouco inclinada mas sempre ali a morder por muitos metros. Nessa altura comecei a sentir dificuldades e quando estava quase a terminar a subida, aos 18 km, tive que dizer aos meus companheiros que precisava de andar um pouco. Ainda fizeram menção de também andarem mas pedi para continuarem para não estragarem a sua prova.

Boa disposição sempre presente, mais ou menos ao quilómetro 10 (Foto Luís Duarte Clara)
Andei 300 metros e retomei a corrida. Aos 19, andei mais 200 e depois foi sempre a correr até à meta, tendo andado um quilómetro com o João Sousa que ia a lutar pelo seu record pessoal, o que conseguiu. Parabéns!

Cheguei assim à meta onde os meus dois companheiros de 18 quilómetros estavam à minha espera e puderam testemunhar a minha alegria. Mais uma vez, muito obrigado amigos!

Tinha dúvidas se iria conseguir cortar a meta e acabei por fazer uma corrida e uma marca que não esperava, os já referidos 2.18.45

Por aqui se constata, uma vez mais, como a forma é efémera. Há 2 meses bati o meu record da Meia em 1.51.26 e agora fiz mais 27 minutos, fruto da paragem. 
Mas isto é a frieza dos números, em contraste com o quente aconchego das emoções. E foi uma emoção, uma grande alegria e orgulho ter superado o desafio nesta prova que contou com uma grande organização, imagem de marca de tudo o que a HMS faz.

Considerando esta Meia como a natural sucessora dos 20 Km de Cascais, foi a 10ª vez que estive presente desde que me iniciei nas corridas. Apenas falhei em 2009 por estar com o pé partido e em 2017 por ter sido na semana a seguir à Maratona de Sevilha, mas tendo estado presente como espectador em ambas as ocasiões. Portanto, por dentro ou fora, há 12 anos que não falho esta prova.

Agora é recuperar a parte muscular. Já sinto o que alguns chamam de dores musculares mas para mim são verdadeiras medalhas!

Uma boa semana a todos!


Historial da Prova (Meia-Maratona / 20 Km)     

A uns 400 metros da meta (Foto Carlos Lopes)

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Tentar Cascais ou tentado por Cascais


Será possível concluir a Meia-Maratona de Cascais com apenas 10 dias de treino e após uma paragem forçada de 7 semanas devido à intervenção que tive?
Domingo responderei.

Sempre gostei dos 20 Km de Cascais, nos quais participei por 9 vezes, mas sempre dizendo que deveria ser Meia-Maratona.
Tal sucedeu no ano passado mas onde estive apenas como espectador por ter disputado a Maratona de Sevilha uma semana antes.

Este ano seria a 2ª falta consecutiva mas a partir do momento que as operações correram tão bem e se colocou a hipótese do regresso a 1 de Fevereiro, comecei a sonhar com a participação, consciente das dificuldades devido à paragem.

A grande dúvida era, além de ter ou não luz verde no dia 1, se seria desaconselhado  do ponto de vista clínico realizar tão cedo uma Meia.

O meu médico é, felizmente, também maratonista e tem plena consciência do que é correr. E a sua resposta foi: "Do ponto de vista clínico não há qualquer problema. A partir do momento que lhe digo que pode correr, pode fazer a distância que quiser, à velocidade que quiser, séries, etc. Agora se consegue fazer uma Meia com apenas 10 dias de treino após esta paragem, esse problema já é seu. Clinicamente não há qualquer entrave".

Optei por decidir após uns quantos treinos para aquilatar da possibilidade, e dado que aceitam inscrições até à véspera da prova.
Foi por isso que no artigo anterior, após a relação das provas em que me inscrevi, acrescentei. "Mas... vamos ver se haverá mais qualquer coisa...".

Ora acontece que se o primeiro treino pós-regresso correu muito bem, os seguintes não. Se a bicicleta estática e caminhadas ajudaram a manter a parte respiratória em condições, os músculos trabalhados são diferentes e não sofrem com os impactos. E aí é que a coisa está mais custosa.

No domingo experimentei um treino de 13 km e as sensações não foram boas. Marquei uma hora e 32, média de 7.07, o que prova que arrastei-me. Apenas como curiosidade, dado que as circunstâncias não são de modo algum comparáveis, o meu record aos 15 é de 1.16 e agora fiz 1.32 em 13 km, provando-se como a forma é volátil. São 2 minutos ao km.

Mas isso já sabia e participar na Meia será sempre sem a mínima preocupação com marcas pois com o meu actual ritmo de tartacol (para quem não sabe, tartacol é uma mistura de tartaruga com caracol) não dá a mínima chance para o que quer que seja.

Findo esse treino de 13, concluí que não estava em condições para enfrentar uma Meia. Pode-se alegar que 13 já estavam, faltavam só mais 8 mas àquele ritmo, 8 é perto duma hora e se me custou o que custou chegar ali, como aguentaria mais uma hora?

Mesmo assim decidi adiar a decisão à espera duma melhoria significativa durante a semana.
A melhoria não foi significativa mas sabemos que por vezes o ambiente de corrida produz grandes alterações.

Posto isto, decidi ir baseado na teoria do "e se?". Entre não tentar e ficar com a dúvida se seria possível ou não, ou ir tentar, ficando muito feliz se conseguir ou sem qualquer mágoa de ter que ficar pelo caminho com a consciência que ao menos tentei, prefiro nitidamente o ir tentar.

Assim, domingo alinharei à partida, adoptarei conscientemente uma toada de sobrevivência e logo verei até onde conseguirei ir.

Há quem possa chamar precipitação, eu chamo de paixão. Quero muito fazer esta prova e vou tentar. Mas sempre sem pôr nada em jogo.

Domingo logo relatarei o que saiu. E como foi a primeira corrida com os meus novos sapatos adquiridos ontem e rodados hoje de manhã.

Quais são? Ora essa pergunta é fácil de responder. Desde 2009 que apenas uso Adidas Supernova. Nos primeiros anos tive vários problemas nos pés até se descobrir qual o calçado ideal para mim, cessando de imediato esses tais problemas. Desde então, e já lá vão 9 anos, é sempre este modelo. Ou melhor, a evolução que o modelo vai tendo.

Aqui estão eles: 




São ou não são bonitos e a darem vontade de muito palmilharem?

Muitos parabéns, campeão Egas Branco!

Egas a cortar a meta na Maratona Spiridon 1985
Egas Branco cumpre hoje a bonita idade de 80 anos, daí esta pequena homenagem a quem tem dado tanto a tantos.

Figura incontornável dos primeiros anos da Corrida Aberta a Todos e um dos pioneiros da montanha, onde aliás chegaria a campeão no seu escalão em 1996, Egas construiu desportivamente uma carreira ecléctica, abraçando diversas modalidades, como se pode ver no final deste artigo num muito reduzido resumo do que fez.

Em Samora Correia 1995 

Amigo e sempre disponível a ajudar, não posso esquecer dois momentos especiais no que a mim diz respeito. Ambos referentes à minha tão sonhada estreia em Maratona em 2012.

No meio de tantas dúvidas e receios, 5 semanas antes quis aventurar-me num treino de 30  km para analisar a possibilidade de ser capaz de chegar aos míticos 42.195 metros. 

Foi a 4 de Novembro de 2012, tendo-se juntado uma equipa que me foi ajudar a tentar chegar a uma quilometragem nunca dantes atingida. E Egas Branco esteve presente, de início ao final.

O meu primeiro treino de 30 km
5 semanas depois, Egas fez parte duma fabulosa equipa a quem só faltou levarem-me ao colo até à meta, naquela que foi a minha primeira Maratona e estava planeada para ser a única (mal sabia que depois de ser picado por esse bichinho...)

Isto são atitudes que não se esquecem e envio daqui um forte abraço ao Egas Branco pelo seu marcante aniversário e por ser a pessoa que é, um campeão em todos os níveis. Muitos parabéns Egas! 


No dia da Maratona

Muito resumido currículo desportivo do Egas:


FUTEBOL DE 11
Liceu D. João de Castro, campeonatos escolares, anos lectivos de 1954-55, 1955-56 e 1956-57, avançado, no lado esquerdo



FUTSAL
Instituto Superior Técnico (AEIST) - vários campeonatos internos de futsal (então chamado futebol de salão) 



TÉNIS
1º singular, na Taça Dr. Dr.Pieter Eento Barbas, 1963, organizada pelo GD. da Fábrica Portuguesa de Fermentos Holandeses (FPFH)
2º singular, no Campeonato Interno da Associação de Estudantes do IST (AEIST), ano lectivo 1963-64
1º na Escada de Ténis da AEIST, ano lectivo de 1963-64
2º singular, no Torneio de Abertura da FPFH, 1964
3º singular, no Campeonato Interno da AEIST, ano lectivo de 1964-65
1º singular, na Taça 35º Aniversário do GD da Fábrica Cimentos Tejo, em 14-Jun-1970



ATLETISMO
3 Maratonas ,sendo o melhor tempo conseguido na 3ª Maratona Spiridon, realizada na Granja do Marquês, Sintra, em 8-Dez-1985, com 3h30'30' 
2ªs 12 Horas de VRSA, em 18-Abr-1987, 60,575 km percorridos, 18º lugar
Na Montanha, 1º lugar no escalão V4, no Desafio 1996



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

E ao 50º dia... pude correr!!!

Regressei! (com o meu filho Ricardo)
A última vez que tinha corrido foi num treino a 13 de Dezembro. No dia seguinte fui operado à vista direita e a 11 de Janeiro à esquerda. Hoje seria o 50º dia sem correr. Seria... mas não foi pois... já pude correr!

A anterior grande paragem, há 9 anos quando parti o pé esquerdo, foi de sentido contrário. Previa-se uma paragem de 3 meses mas acabou por terem de ser quase 6 meses. Desta  vez estava previsto o meu regresso em Março mas logo na primeira intervenção a coisa correu tão bem que soube que se na segunda fosse igual, ou 1 ou a 8 de Fevereiro estaria a correr (o 1 ou 8 tem a ver com semanas após operação).

Tive hoje consulta às 14 horas e com a esperança de receber luz verde. Logo previ, caso a resposta fosse afirmativa, ir correr às 16 para dar tempo à digestão do almoço. 
Confesso que estava ansioso, o que é altamente compreensível.  

E foi com muita alegria que soube que podia correr sem qualquer limitação.

Sem limitação, bem entendido, do ponto de vista clínico. Como me iria comportar, era uma incógnita completa. Isto apesar de ter sido uma paragem diferente de quando é uma lesão que obriga a paragem completa. Aqui, com excepção da semana a seguir a cada intervenção, dei-lhe bem em bicicleta estática e caminhadas. Correr, por causa dos impactos, é que não podia ser.

Fui então às 16 para o passeio marítimo na excelente companhia do meu filho. Ele pratica mais musculação e luta mas corre algumas vezes por manutenção. 

Não tinha qualquer plano. Era correr de forma confortável e sem abusar. Se isso ia dar 1, 3, 5 ou o que quer que fosse, desconhecia em absoluto.

E fiquei muito agradavelmente surpreendido pois o treino decorreu bem melhor do que poderia imaginar. Foram 7 km em 43.44, média de 6.15, indo sempre a melhorar em cada quilómetro, apesar de não fazer por isso, foi saindo de forma natural. Atente-se nos tempos: 6.35; 6.30; 6.18; 6.12; 6.11; 6.08 e 5.50. Em cada um admirava-me quando via o tempo mais rápido.

Do ponto de vista cardio, tudo bem, muscularmente é que as pernas estavam a estranhar um bocadinho, mas nada de muito relevante. Sinto é que estou mais pesado (em especial no ponto crítico dos homens, barriga) mas isso vai ao sítio.

Relativamente a sensações... senti-me livre! Já andava a "ressacar" de não correr e o poder colocar uma perna à frente da outra é uma alegria que escuso de explicar a quem corre e se vê privado temporariamente de o fazer.

Muito, muito feliz!

E, ah! Uma novidade o correr sem óculos. E para estreia um dia muito ventoso.

Quanto ao meu regresso a corridas, estou para já inscrito para o Atlântico (25/02), Salesianos (04/03), Meia da Ponte (11/03) e Sinos (25/03), estando à espera que abram as inscrições para Constância (31/03), Benfica (08/04) e Estafeta Cascais-Lisboa (15/04), além da data da APAV.
Mas... vamos ver se haverá mais qualquer coisa... :)

Um abraço a todos e muito obrigado pelo apoio e preocupação que foram demonstrando neste período

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

As provas acima do milhar em 2017


Pelo 7º ano consecutivo, publico aqui a relação de provas disputadas em Portugal com mil ou mais atletas classificados.
Para consultarem os anos anteriores, clicar no respectivo ano: 2011 - 2012 - 2013 - 2014 - 2015 - 2016

Tal como em 2016, o total de provas foi de 58, abaixo das 62 em 2015 mas justificável pelo boom de provas novas e dum calendário cada vez mais sobrecarregado, o que implica a natural dispersão de atletas, como se vem a verificar em especial nestes últimos 2 anos.

Quadro anual com o número de provas na casa dos milhares, desde 2005


Ano
Provas acima milhar
Prova mais participada
2005
13
4.501
2006
15
5.212
2007
20
7.161
2008
29
8.961
2009
30
9.147
2010
35
9.262
2011
37
9.346
2012
42
8.888
2013
59
8.050
2014
58
9.403
2015
62
10.880
2016
58
10.281
2017
58
10.582

De realçar que em 2015 quebrou-se, pela primeira vez, a barreira dos 10 mil e neste momento contabilizamos 5 provas onde tal sucedeu. A saber:

Prova
Data
Classificados
22
2015-12-27
10.880
27
2017-03-19
10.582
25
2015-03-22
10.561
26
2016-03-20
10.281
8
2015-12-26
10.148

Por aqui se constata que a Meia-Maratona de Lisboa tem presença constante nestes 3 anos, tendo em 2015 sido acompanhada pelas São Silvestres de Lisboa e Porto, sendo esta última a detentora do record nacional.

Das 58 provas listadas neste ano de 2017, 45 fizeram parte da relação de 2016, 11 alcançaram ou recuperaram esse estatuto, 1 tinha feito um interregno dum ano e 1 foi primeira edição.

Das listadas em 2016, 10 baixaram do milhar e 3 não se realizaram.

Contando com as 56 que se disputaram em 2016 e 2017, 29 aumentaram a participação, 27 desceram. O saldo foi positivo, mais 4.118 atletas.

O total destas 58 provas cifrou-se em 155.544.

A prova mais participada foi novamente a Meia-Maratona de Lisboa, o que sucede pela 4ª vez nestes últimos 5 anos, sendo a excepção 2015 onde ficou como a 2ª mais participada.

O mês com mais provas acima do milhar foi, como habitualmente, Dezembro, com 12 eventos. 
11 meses tiveram provas acima do milhar, a excepção é Agosto, mês em que nunca no seu historial se disputou em Portugal qualquer prova com tal participação.

Relação das provas com mil ou mais classificados:
(as provas disputadas nos últimos dias, ainda podem ter ajustes no número de classificados que farei reflectir aqui) 


Data
2017
2016
Dif

27
19-mar
10 582
10 281
301

10
30-dez
8 302
6.321
1.981

24
30-dez
8 254
8.795
-541

37
24-set
7 630
6 765
865

18
15-out
7 369
5 829
1 540

12
09-abr
5 048
6 146
-1 098

11
17-set
4 746
5 285
-539

5
15-out
4 673
3 540
1 133

14
05-nov
4 530
4 736
-206

60
10-dez
4 360
4 701
-341

5
22-out
4 213
5 531
-1 318

13
17-jun
3 814
3 631
183

14
19-mar
3 614
3 965
-351

12
28-mai
3 491
3 775
-284

59
28-dez
3 060
2 667
393

38
24-jun
2 895
2 787
108

10
05-nov
2 843
2 533
310

19
22-jan
2 619
2 776
-157

7
01-jul
2 597
3 162
-565

4
22-jul
2 503
-
-

7
03-jun
2 483
2 525
-42

18
18-jun
2 441
2 748
-307

5
03-dez
2 431
2 638
-207

12
21-mai
2 274
1 955
319

60
08-dez
2 200
2 178
22

1
26-fev
2 167
2 277
-110
a)
5
22-abr
2 084
2 216
-132

27
29-jan
2 071
2 481
-410

2
23-dez
1 968
1 332
636

40
17-dez
1 906
1 804
102

2
26-fev
1 846
649
1 197

29
08-out
1 749
1 773
-24

4
02-abr
1 666
1 691
-25

35
02-abr
1 650
1 604
46

30
03-set
1 623
1 643
-20

4
10-set
1 578
1 151
427

2
20-set
1 516
1 450
66

43
31-dez
1 460
1 165
295

2
12-fev
1 438
2 245
-807

22
05-mar
1 374
1 577
-203

28
19-nov
1 310
1 018
292
b)
33
14-mai
1 305
911
394

24
14-jan
1 295
1 373
-78
c)
9
29-out
1 279
1 493
-214

10
17-set
1 247
1 384
-137

4
26-nov
1 199
1 252
-53

8
19-nov
1 183
1 113
70

4
16-dez
1 139
978
161

36
01-mai
1 117
1 434
-317

30
26-nov
1 111
903
208
b)
16
17-dez
1 088
876
212
b)
5
03-dez
1 084
959
125

3
12-mar
1 063
753
310

4
02-dez
1 022
748
274

1
09-abr
1 016
-
-

4
23-set
1 016
888
128

40
05-fev
1 002
541
461
b)
4
25-jun
1 000
955
45


a) Comparação feita com a antecessora "20 Km de Cascais"
b) Provas por escalões
c) Soma das duas competições "Campeonato Nacional de Estrada" e "Correr com os Campeões", dado terem sido disputadas na mesma prova simultaneamente como se duma se tratasse

Relação das provas acima do milhar em 2016 mas abaixo em 2017:


Data
2017
2016
Dif
29
30-dez
990
1 320
-330
14
26-mar
965
1 565
-600
2
12-mar
955
1 037
-82
18
12-fev
908
1 368
-460
4
08-jul
904
1 012
-108
6
17-set
882
1 175
-293
22
05-fev
876
1 040
-164
3
06-mai
861
1 306
-445
29
02-jul
858
1 017
-159
16
04-jun
534
1 002
-468


Relação das provas acima do milhar em 2016 mas que não se disputaram em 2017:


Data
2017
2016
Dif
3
-
-
2 043
-
3
-
-
1 149
-
2
-
-
1 126
-

De destacar a entrada inédita na relação acima do milhar de corridas do Troféu de Oeiras, e logo com 2 provas, exactamente as 2 que já se realizaram na actual edição, e o record de classificados num trail, o Trail de Coninbriga Terras de Sicó, versão de 15 Km, com 1.846 atletas na meta.
Logicamente, e onde a larga maioria sucede é na montanha, este tipo de provas tem muitas vezes mais de milhar de atletas no seu todo mas não em cada distância. E é muito diferente uma prova com 20 km com outra de 100 no mesmo local, tal como não se podem juntar, por exemplo, os atletas da Maratona do Porto com os da Family Race porque são provas distintas como o são no exemplo dos trails.

Daqui a um ano veremos o que nos reservou 2018.

Um excelente ano a todos!