domingo, 23 de setembro de 2018

Na Corrida do Tejo ou o dia em que o lobo saiu enraivecido da toca onde hibernava

Os 4 ao Km presentes (eu, Isa, Vitor e Aurélio), acompanhados pelo bom amigo João Branco

8 semanas após a última corrida (Bodo no Pombal), regressei a uma linha de partida. No entanto, e quem lê regularmente este cantinho sabe, não estive parado, longe disso pois foram mais de 400 quilómetros que foram corridos neste hiato.

Os treinos longos só dão espaço a corridas de 20 quilómetros para cima, que são as que tenho estipuladas até Valência, mas como não há regra sem excepção, a dita excepção foi hoje na Corrida do Tejo, prova clássica e emblemática do panorama nacional, umas das três de 10 quilómetros mais participada e a prova rainha do concelho ao qual tenho o prazer de residir há 33 anos, Oeiras.

Foi a minha 11ª participação neste evento e veio numa altura crítica a nível de confiança e velocidade. Se os treinos têm corrido bem a nível de resistência, a velocidade tem andado muito fraquinha, contribuindo de forma assinalável o problema gástrico que não me tem deixado e que deu nova crise ontem ao fim do dia, o que provoca barriga inchada e pesada.
Ora essa questão influencia a parte física e não permite um retemperador descanso nocturno, factor fundamental para a regeneração e assimilação da carga.

Os níveis de confiança têm andado muito baixos e esta semana caíram ainda mais. E foi assim que me apresentei na linha, sem confiança mas com muita vontade (aliás, no dia que a vontade e motivação não estiverem nos 100%, o apocalipse deve estar para se dar...).

Dizia, com toda a sinceridade, que ficaria muito feliz se fizesse na casa dos 56 pois via essa marca como improvável de ser alcançada hoje, e não era bluff, era bem sentido.

Mas as corridas provocam coisas extraordinárias. Aquele ambiente mexe connosco. A sensação de estar na linha de partida, seja a 1ª corrida ou a 432ª (como foi o caso), é sempre especial, juntando-se a responsabilidade de ter um dorsal ao peito.
E por falar em dorsal, o orgulho de ver, pela última vez, o carimbo de sub50, marca que tanto lutei (10 anos...) para conseguir. E digo última vez pois a validade para termos direito a partir dessa porta é dum ano e fará um ano um Dezembro que registei o último sub50, não tendo até lá mais corridas desta distância.

Apesar de ter o referido carimbo de sub50, entrei na porta sub60 (podemos entrar em portas atrás, nunca à frente, como é natural), pois sei que não estou com esse ritmo e não quis atrapalhar quem lá estava. 

Na linha de partida
Deu-se a partida e as interrogações eram muitas. Será que iria fazer minimamente bem a prova. Será que vou para um descalabro?

Passados 100 metros, as dúvidas eclipsaram-se. Fico ofendido comigo próprio quando não estou confiante, quando estou negativo. E isso enraivece-me. E quando fico enraivecido... senti o lobo a sair da toca onde esteve estes meses hibernado. Um lobo enraivecido e... toca de ir por aí fora. É para dar o tudo por tudo até onde for possível!

E assim foi. O lobo não se deixou importunar com o muito calor. Quando se fica assim enraivecido, anestesia-se algumas sensações, sejam térmicas ou de cansaço.

Quilómetro a quilómetro, sempre certo sem qualquer quebra. Passagem aos 5 em 26.38 o que indiciava um surpreendente tempo na casa dos 53. Para quem ficaria muito feliz com os 56...

Havia que aguentar na subida dos 7. Feito!
Havia que gerir a descida (meu ponto fraco) para os 8. Feito!
Havia que aguentar na subida do Inatel. Feito.
E agora havia o último quilómetro para fazer e para desfrutar do caminho para a meta.

Meta cortada em 53.11 (após os 26.38 da 1ª metade, 26.33 na 2ª) e muito feliz. Não apenas pela marca mas mais pelas sensações que, ao contrário do que tem sucedido ultimamente, foram óptimas. E nem acabei demasiado cansado!

4 atletas felizes após a meta. Correr é uma felicidade ou não?
Dizia antes da corrida que estava a precisar duma prova ou treino que me corresse muito bem. Ora cá está! 

Agora, mais uma semana de treinos para no sábado tentar um longo de 30.

Uma boa semana a todos!



E já que falei vários vezes em lobos, tenho que acabar com uma foto da Farrusca a quem chamo carinhosamente de Lobinha e de quem sou "avô" :)



quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Actualização do top-10 nacional de Maratona


Com a brilhante prestação de Salomé Rocha na Maratona de Berlim, onde registou a marca de 2.25.27, melhorando em 1 minuto e 41 segundos o seu anterior máximo realizado em Praga a 7 de Maio de 2017, houve uma alteração no top10 nacional em Maratona.

Salomé Rocha subiu de 8ª melhor de sempre para 7ª, ultrapassando Albertina Dias, cujas 2.26.49 também tinham sido obtidas em Berlim, 25 anos atrás.

A relação passa agora a ser a seguinte:

1.
Rosa Mota
2.23.29
Chicago
1985-10-20
2.
Jéssica Augusto
2.24.25
Londres
2014-04-13
3.
Sara Moreira
2.24.49
Praga
2015-05-03
4.
Marisa Barros
2.25.04
Yokohama
2011-02-20
5.
Manuela Machado
2.25.09
Londres
1999-04-18
6.
Dulce Félix
2.25.15
Londres
2015-04-26
7.
Salomé Rocha
2.25.27
Berlim
2018-09-16
8.
Albertina Dias
2.26.49
Berlim
1993-09-26
9.
Filomena Costa
2.28.00
Sevilha
2015-02-22
10.
Helena Sampaio
2.28.06
Amesterdão
2003-10-19

De registar que 6 das 10 marcas foram obtidas na década em curso.

Em sentido inverso está o top10 masculino cuja última actualização data de 2006. 

1.
António Pinto
2.06.36
Londres
2000-04-16
2.
Carlos Lopes
2.07.12
Roterdão
1985-04-20
3.
Domingos Castro
2.07.51
Roterdão
1997-04-20
4.
Manuel Matias
2.08.33
Gyeongju
1994-03-20
5.
Luís Jesus
2.08.55
Paris
2006-04-09
6.
Joaquim Pinheiro
2.09.11
Otsu
1997-03-02
7.
Alberto Chaiça
2.09.25
Paris
2003-08-30
8.
Luís Novo
2.09.41
Berlim
2004-09-26
9.
Hélder Ornelas
2.10.00
Milão
2005-12-04
10.
Joaquim Silva
2.10.42
Viena
1994-04-10

domingo, 16 de setembro de 2018

20 maus*

* Até poderia ter colocado como título "João e os 20 maus" que ficava mais semelhante ao "Ali Babá e os 40 ladrões", mas como os 20 foram km e não pessoas, ficou assim...

Aqui estou de regresso à escrita após uma ausência de duas semanas por uma boa causa como o são as férias.

Foram duas óptimas semanas, muito descansadas em terras algarvias já calmas após o rebuliço que por ali são sempre Julho e Agosto.

Os treinos foram dia sim dia não, e cumpri com tudo o que tinha planeado. E três deles foram na pista de Cross das Açoteias onde em 2010 decorreu o Europeu de Cross que consagrou Jéssica Augusto como campeã europeia, num evento que tive o prazer de presenciar in loco. 

Num desses treinos fui acompanhado num km por Miguel Fonseca de Coimbra que me reconheceu daqui do blogue.

Noto que a resistência continua a estar minimamente satisfatória, o mesmo não se passa com a velocidade que está muito fraquinha desde os problemas entre Maio e Julho.

De regresso a casa, fiz um longuito, ontem já de noite. Estavam planeados 24 mas antes do arranque já tinha decidido encurtar para 20. Isto porque dois dias antes tinha, inadvertidamente, comido qualquer coisa com lactose. Problemas de comer fora e por mais cuidado que se tenha, pode haver qualquer coisa encoberta o que foi o que sucedeu. E como a minha intolerância está no máximo...

Assim, estava com a barriga muito inchada, pesada e com cólicas, além da disposição geral ficar naturalmente afectada.

Tudo isto redundou num treino muito complicado e difícil, onde os quilómetros estavam muito longos e nunca mais conseguia ver o fundo ao tacho. 
Basta dizer que estes 20 km aproximaram-se das duas horas e meia para se constatar a desgraça que foi!!! 
Único ponto positivo, o ter aguentado até ao fim.

Passando esta crise, que costuma durar até uns 3 dias, e hoje está melhor, tudo voltará ao normal. E por falar em voltar, no domingo irei regressar a uma corrida (a anterior foi em Pombal final de Julho), com a clássica Corrida do Tejo.

Entretanto não quero terminar sem falar no dia histórico que hoje foi para o Atletismo, com novo record mundial de Maratona. Local? Berlim... pela 8ª vez na sua história, sendo a 7ª consecutiva!

E se bater um record mundial é sempre brutal, o que dizer quando o é por 1 minuto e 18 segundos?!? Efectivamente, as 2.02.57 que Dennis Kimetto tinha registado em 2014, baixaram hoje, por Eliud Kipchoge, para 2.01.39!!! Média de 2.53,0 por km!!!

Já vamos no minuto 1!!! Sempre disse que gostava de ainda ser vivo no dia que se baixassem das 2 horas. Pois hoje foi dado mais uma forte aproximação. 
Como me recordo do record mundial do Carlos Lopes em 1985 com 2.07.12! Tempo que agora está em 468º na relação de tempos de sempre...

Entretanto Carla Salomé Rocha bateu o seu record pessoal, passando de 2.27.08 para 2.25.27 e passando de 8ª a 7ª melhor portuguesa de sempre. Durante a semana publicarei o top10 nacional actualizado. 
Até lá, uma boa semana a todos!

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Uma vintena para terminar o mês

O longo deste fim-de-semana teve que ser antecipado para hoje, onde o plano marcava 20 quilómetros.

Em virtude dos 30 de sábado, durante a semana antes dos treinos sentia-me um pouco cansado mas durante a coisa correu sempre bem.

Hoje iniciei às 7, altura que a temperatura estava boa. Mais para o final começou a subir em flecha.

Em resumo, a primeira metade foi satisfatória mas na segunda começou a custar e a sofrer. Fruto de terem passado apenas 6 dias após os 30. Mas é bom um treino ainda com o cansaço anterior pois simula o que se vai apanhar quando a Maratona começa realmente (lá para os trintas...).

Custou no final mas está feito e se na semana passada falava nos meses em que terminei assim dos 200 quilómetros, neste foi a 3ª vez acima dos 250.

E quais foram esses 3 meses acima dos 250? Agosto de 2016 com 252,244; Agosto de 2017 com 256,121; Agosto de 2018 com 251,115

Nota comum aos 3, sempre Agosto, o mês de colocar quilómetros, aproveitando até o facto de não participar em corridas para começar a construir a base do que se aproxima.

Neste mês pude regressar aos treinos normais, debelada que ficou a entorse no tornozelo, não falhei um único dos planeados e senti a resistência a evoluir. A velocidade é que anda fraquinha mas cada coisa a seu tempo.

Depois deste aperto, na próxima semana não há longos, apenas os treinos normais, para daqui a duas semanas virem mais uma batelada de quilómetros.

Uma boa semana a todos!

sábado, 25 de agosto de 2018

Regressei aos 30

Depois de escrever o título, notei que pode ser mal interpretado. Não, não regressei aos meus 30 anos que isso não se pode andar a saltitar. Além de que ainda não cheguei lá. Só daqui a pouco mais de ano e meio é que faço 30 (em cada perna...).

Mas como este blogue é lido na sua quase totalidade por atletas, logo perceberam o significado. Regressei hoje aos meus amados treinos de 30 quilómetros. 

30 é o treino que gosto de fazer para ir preparando correctamente a máquina para o que há-de vir. E o que há-de vir é, como se sabe, Valência em Dezembro e Sevilha em Fevereiro.

No meu historial foi o 25º treino de 30 quilómetros, mas esse número foi muito inflacionado pelo ano passado onde teve à sua conta 11.
Como curiosidade, fiz 1 em 2012, 1 em 2013, nenhum em 2014, 6 em 2015, 5 em 2016, 11 em 2017 e 1 agora em 2018 (para já...).

O último tinha sido há cerca de 10 meses e, como a minha forma ainda está em reconstrução, estava um pouco apreensivo. Mas tive uma ajuda preciosa.

Nos 24 anteriores, apenas contei com companhia em 3 ou 4. Hoje tinha um esquema combinado, conciliando o meu treino de 30 com um treino de 18,5 da Tânia, Raul e Paulo.

O esquema foi assim elaborado: Começava às 6 no Inatel e fazia os primeiros 11,5 sozinho, para o lado de Carcavelos. Aos 11,5 passava no Inatel onde estavam à minha espera à hora calculada, faziam os 18,5 e eu aproveitava companhia para essa 2ª fase do treino.

Assim foi. Dei o tiro de partida imaginário às 6 (para quem é rigoroso foi às 6.02) ainda com noite, vendo o sol nascer por volta dos 9 km. Aos 11,5 juntámo-nos e aí fomos.

O Raul e Paulo, sendo dum andamento mais queniano, seguiram enquanto eu e a Tânia fomos no nosso ritmo que nesta fase é muito similar.

Foi uma preciosa ajuda pois fomos sempre na palheta, também sinal que a respiração estava devidamente controlada, e quando assim é os quilómetros passam de outra forma e nem tempo temos para equacionar se já vamos cansados ou não. 

Demos a volta em Algés e regressámos ao Inatel. Fui sempre bem e folgado. Apenas por volta dos 23 senti um ligeiro cansaço mas como veio, passou.

No final, só tínhamos razões para festejar. A Tânia porque ultrapassou o seu anterior treino mais longo (já fez Meias mas em treino ainda não tinha chegado aos 18,5) e eu cumpri os 30, sempre bem, continuando a recuperação que este mês tenho sentido e para a qual muito tem contribuído o ter podido regressar aos 5 treinos semanais, o que andou tremido em Junho e Julho pela entorse no tornozelo.
Um enorme muito obrigado à Tânia pela excelente companhia entre os 11,5 e os 30! Sozinho teria sido mais duro e difícil.

E com estes quilómetros, regressei igualmente aos mais de 200 quilómetros num mês. Algo que até ao início de 2016 nunca tinha conseguido, tendo nesse ano alcançado em 6 meses e no ano passado em todos os meses do ano, excepção natural a Dezembro pois só pude correr até ao dia 13 (a 14 fui operado).

Assim, e estando ainda no dia 25, somo 208 no conta-quilómetros mensal e isso em mim faz toda a diferença.

Ah! Faltou dizer o tempo que marquei no treino. Foram 3.20.29. Um tempo que parece pró fraquito mas para esta fase do treino considero bom. 

Faz agora um ano (mais exactamente na 2ª feira 27) que alcancei o meu record aos 30, em 2.52.21
Sem querer comparar pois estou a reconstruir uma forma enquanto há um ano estava na minha melhor forma de sempre, não pude deixar de me impressionar como é que há um ano atrás fui 28.08 mais rápido, a caminhar para 1 minuto mais veloz por km!
É nas alturas que não estamos em grande forma que mais nos surpreendemos com o que já alcançámos.

Antes de publicar este artigo, fui fazer uma pesquisa e fiquei surpreendido. É que o tal meu treino de hoje, com o tempo que referi como pró fraquito em condições normais, afinal foi o meu décimo melhor tempo em 25 treinos de 30... 

Uma boa semana a todos e sejam felizes!

sábado, 18 de agosto de 2018

26 bem melhores que os 24 + A pulseira de identificação iDee

Como quem tem a paciência de seguir este cantinho bem sabe, os 24 do sábado passado não deram boas sensações, pelo contrário. Valeu pela força de vontade de os cumprir.

Durante a semana tive duas excelentes companhias. Do Tiago Marques na 3ª (Tiago que também vai a Valência) e da Sandra na 5ª. Na 2ª foi treino de recuperação e na 4ª o ansiado regresso às séries.

Faço séries semanalmente mas estava sem as realizar desde 8 de Junho. A seguir sofri a tal entorse do tornozelo e enquanto não senti que isto estava a 100%, como agora, não quis arriscar com séries.
Milagres não há e o cronómetro não mente em relação àquela paragem de 10 dias e à ausência de séries. Não comparando com as duas únicas vezes que baixei dos 4 num km (3.54 e 3.57), que isso foi numa altura de forma louca, a comparação prendia-se com a última série de quilómetro realizada na primeira semana de Junho e onde marquei 4.15. Pois na 4ª registei apenas 4.36...
Mas na próxima 4ª será melhor e espero regressar àquela marca dentro de poucas semanas.

Após os treinos da semana, chegou o de hoje onde a intenção passava por chegar aos 26. Decidi não alterar o plano, mantendo-o apesar do mau treino de 24. 

Estava com pouca confiança mas muito decidido a ser bem sucedido. A tomar o pequeno-almoço inspirei-me com um video que me levanta a alma. São as melhores imagens da Maratona do Porto 2016, com uma música empolgante e imagens que tocam quem faz e sonha com Maratonas, em especial as mais para o final, com as chegadas dos atletas do "meu campeonato". Clicar aqui para ver o filme de 3 minutos e pouco que vejo e revejo e dá-me muita inspiração e emociona-me sempre.

Eram 6 e meia da manhã quando dei início às hostilidades. Receoso mas muito focado em fazer um bom treino que me levantasse a moral. 
Enquanto na semana passada notei logo nos primeiros quilómetros que aquele não ia ser um dia bom, hoje as sensações estavam normais até cerca dos 12. A partir daí ganhei a convicção que nada me iria afectar, que estava num dia bom, e foi uma maravilha até final.

Comparando com o treino da semana passada, fiz hoje em 26 quilómetros menos 1.29 do que registei na semana passada em 24, e isso diz tudo (em especial do que foi há uma semana).
Claro que não dá para comparar com Agosto do ano passado onde com apenas mais 3.20 fiz 30 quilómetros mas, como já disse em cima, isso foi num tempo de louca forma.

No fundo o treino de hoje foi normal, só passando a muito bom pelo momento actual. E a confiança aumentou! Estava a precisar dum treino assim com 26 quilómetros certinhos e sem qualquer quebra.
Se fazia mais 16? Não! Mas a intenção é realizar os 42 no início de Dezembro e não hoje. E é para essa construção de forma que vou colocando pedra sobre pedra.

Até final do mês, tenho planeado um outro objectivo, dependendo de como decorra a semana, se será para a semana ou para a seguinte. E qual é esse objectivo? É o meu regresso aos amados treinos de 30 que não realizo desde a preparação para a Maratona do Porto de Novembro passado. E que saudades já tenho desses treinos de 30!

Entretanto este treino teve uma novidade. E a novidade foi esta:


Sempre que ando na rua, levo os meus documentos, logo estou identificável em caso de qualquer acidente. Mas se vou treinar, não levo nada que me identifique.

Nas corridas, é fácil, temos um dorsal que permite saber quem somos, mas num treino, e sabendo que 90% dos meus treinos são como o de hoje, sozinho, o que sucede se sofro algum acidente? Como poderão identificar-me?

Há uns 2 anos vi esta pulseira da iDee e pensei que seria uma excelente ideia. Mas sabemos como funciona o tenho que. Ou fazemos logo ou o tempo vai passando e nós sempre a pensar "tenho que". 

O infeliz caso do triatleta desaparecido fez reacender essa necessidade. E finalmente encomendei.

Vindo na caixa que se vê na fotografia, além do certificado de garantia, é uma pulseira modelo Sport que conta com algumas cores diferentes. Naturalmente, só podia!, escolhi o amarelo. 

A vantagem da pulseira é ter uma placa identificativa, que obviamente pintei de preto na foto por ter os meus dados, e onde se colocam informações úteis. No caso é o nosso nome e ano de nascimento, dois contactos telefónicos para ligar em caso de urgência, o grupo sanguíneo e ainda espaço para alguma informação relevante (por exemplo algum tipo de doença ou alergia).

Claro que podemos sempre pensar em levar algum papel com esses dados. Mas resultará? Com o suor poderá ficar ilegível e, além disso, onde o guardar? No bolso que está dentro dos calções? E seria que alguém iria aí procurar? Pois esta pulseira salta de imediato à vista.

Como levo o relógio no pulso esquerdo, coloquei-a no direito. Como nunca tinha posto fosse o que fosse nesse pulso, pensei que iria estranhar mas nada. É tão leve que nem se sente.

Assim, sinto-me mais protegido e isso era algo que me preocupava, em especial quando faço estes treinos maiores e começando ainda de noite. Seja que treino for, irei usar sempre. Nunca se sabe o que poderá suceder.

Caso alguém esteja interessado, clique aqui para o site da iDee ou aqui para o seu Facebook.

Uma óptima semana a todos!