quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Corrida do Tejo Virtual, com caminhada de sonho e marcas não sonhadas!

Equipado com a bonita camisola da Corrida do Tejo Virtual e respectivo dorsal


Hoje foi dia de percorrer 10 km no âmbito da Corrida do Tejo Virtual (que pode ser feita entre 20 e 27) e a intenção era de baixar da hora e meia (1.29.59 estava óptimo), o que significava média inferior a 9 ao km.

Afigurava-se-me difícil pois uma coisa é fazer alguns quilómetros a 8 e tal, outra aguentar uma dezena deles assim. E a melhor marca de 10 a caminhar estava em 1.32.45, o que significava que tinha que retirar praticamente 3 minutos.

Tive a sempre excelente e muito agradável companhia do grande João Branco, a quem endereço um enorme agradecimento, e a benesse de São Pedro que nos proporcionou óptimas condições para caminhar. Quando chegámos, e ainda dentro do carro, caíram uns pingos mas passou logo a partir do momento que saímos do carro.

Com o grande João Branco

Depois dum km e pouco a aquecer, fomos para o início da EVA no Jamor para iniciar os 10 Km, a serem feitos em 2 voltas e a meio uma passagem pela canoagem.

Início em óptimo ritmo, consubstanciado na marca de 8.28, o que deu logo um avanço de 32 segundos para o objectivo. Avanço que aumentou para 1 minuto e 5 com o 2º km em 8.27 e 1.34 no 3º em 8.31

Tudo estava a ir muito bem, em especial por sentir como sucedia nalgumas corridas, o estar num dia especial e já com a certeza que iria aguentar manter esse ritmo até final.

No 4º decidi esticar (ainda) um pouco mais e qual não é a minha surpresa quando vejo no visor, no final desse km, 8.09! A marca do melhor km estava batida, era de 8.18, e comentei "um dia ainda conseguirei entrar no minuto 7", algo que ainda há pouco tempo não julgava ser possível.

No 5º km, e para salvaguarda de energia, regressei ao ritmo que vinha, fiz 8.29, e quando no 6º marquei 8.24 e apercebi-me que já tinha um avanço de 3.50 (!) deixei de pensar em baixar da hora e meia mas passei ao objectivo de baixar da 1.25, completamente fora de qualquer cogitação antes de ter iniciado a caminhada.

Acelerei mais, pois sentia-me muito bem, e o 7º foi feito em 8.16 e o 8º em 8.13, ambos abaixo da anterior melhor marca de km até hoje. 

Ora no final do 8º, mudei novamente a agulha. O objectivo já não era só baixar de 1.25 mas sim de 1.24, acabando portanto no minuto 23! "Bastava" aguentar a média.

Mas como sentia-me tão bem, e melhor acompanhado, dei mais e o 9º foi feito em 8.12, o que garantia já à volta de 1.23 e meio.

E cheguei ao último km, altura de dar tudo o que tinha, já não havia necessidade de deixar qualquer reserva. Mas deste último km já falo, salto já para o tempo final que foi de 1.23.06, como se pode comprovar na imagem que se segue.


A média dá 8.19 mas é arredondada pois a exacta é de 8.18,6 o que é muito curioso (já no record dos 5 da semana passada tinha sucedido algo semelhante) pois o melhor km até hoje estava em 8.18,68 e agora faço em 10 essa média!

E quanto ao último km? Como disse, acelerei e a meio comecei a pensar que estava mais rápido que o anterior que tinha sido 8.12, deveria bater os 8.09 e se ainda desse mais... queres ver que?

Pois é... o último km foi em... vejam a imagem que se segue


7.53!!!!!!! um tempo nunca sonhado por mim e que ainda por cima realizo-o ao fim de 10 km!

Como podem imaginar, fiquei extremamente feliz e orgulhoso com o facto! Caminhar é o que posso fazer, é ao que me agarro (e nunca ao que perdi) e estas recompensas só ajudam muito mais!

Mais uma vez, um grande e reconhecido muito obrigado ao João Branco, sempre pronto a ajudar todo e qualquer amigo!

Amanhã é dia de descanso e no sábado irei fazer 15 mas a um ritmo mais calmo (9 e tal).


sábado, 19 de setembro de 2020

22,195 a marcar o resto do percurso

Neste meu plano de caminhadas, faço três vezes por semana 5 km e uma maior de 15, sendo que uma vez por mês em vez de 15 sai um longo. Foram 20 em Agosto, hoje 22.195, serão 25 em Outubro, 27.5 em Novembro e a partir de Dezembro 30 até ao tal mês onde farei a caminhada em distância de Maratona, 42.195 e que, tal como disse num anterior artigo, não será nos primeiros meses do ano mas algures no 2º trimestre (a data está escolhida mas é segredo de estado 😃).

Porquê este mês 22.195? Queria saber exactamente onde vou terminar no dia M. No dia dos 20 já tinha ido do ponto de partida (Boca do Inferno em Cascais) até parar quando o GPS marcou 20 exactos. Hoje comecei nesse mesmo local, daí os 22.195

Arranquei assim no início do Passeio de Algés, logo a seguir a ter passado debaixo da linha de comboio.

Quando idealizei este percurso, fiz uns cálculos, tendo como base corridas e treinos que efectuei e imaginei que o fim deveria dar por volta do ponto onde se partia e chegava na Corrida do Oriente. 

E assim foi! Os 22.195 coincidiram com o final daquela parte de terra, ao chegar-se à rotunda que deve ter um nome mas desconheço-o. (Actualização - Já procurei e a rotunda chama-se Rossio do Levante)  

A intenção passava por marcar 3 horas e 40 mas terminei com 3.29,08 (média de 9.25), o que me deixou naturalmente bem satisfeito.

Claro que quando termino um esforço destes, onde dei-lhe bem, fica a dúvida de como aguentaria mais 20 km. Mas o ritmo varia inversamente à distância percorrida e ainda tenho uns quantos meses para ir apurando a forma.

Tal como no dia dos 20, aproveitei para ver os sítios onde a Mafalda deverá estar para dar os necessários reabastecimentos (5, 10, 15, 20, 25, 30, 34 e 38 km).

Um dia mais perto do desafio, haverei de descrever o percurso.

De registar que os primeiros 500 metros, no Passeio de Algés, foram complicados pois nem se via a cor do chão. Estava completamente imerso em terra e pedras de tamanho significativo, pois de noite houve grande agitação marítima e trouxe aquelas pedras e terra que dividem o passeio do mar. Tinha que se passar pé ante pé (com o tempo que aí perdi, a média seria ainda melhor), eram 8 horas e apercebi-me que limpar aquilo tudo seria bastante difícil e moroso. Porém, quando regressei ao carro que tinha ficado estacionado ao pé da estação da Cruz Quebrada, cerca das 13 horas (5 horas depois), qual não foi o meu espanto ao constatar que estava tudo completamente limpo e quem aí passava não tinha o mínimo indício de como aquilo esteve. Uma vez mais, e como habitualmente, a Câmara Municipal de Oeiras e seus serviços a demonstrarem toda a sua eficiência! Segue aqui um agradecimento de um habitual utilizador!

Um bom resto de bom fim-de-semana a todos. Fiquem bem! 

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

5 -45 (42!)

O último artigo que escrevi foi há um mês e daí ter recebido nos últimos dias simpáticas mensagens a questionar se estava tudo bem.

Sim, felizmente está tudo bem e apenas não escrevi pois não houve nenhum facto de realce nas caminhadas habituais, e também por ter passado duas óptimas semanas de férias no Algarve.

A duas mensagens de ontem respondi que hoje escreveria se atingisse um determinado objectivo. Ora, estou a escrever... 😊  

Qual era o objectivo, ou melhor, os objectivos? Fazer hoje 5 km e de hoje a uma semana 10, sendo que em ambos os casos a média deverá ser abaixo dos 9/km. 

A melhor marca a caminhar 5 km estava em 45.28 (média de 9.05,6) e a intenção era até 44.59 (8.59,8 de média). Consigo fazer 1 km na casa do minuto 8 mas serem 5 já a coisa complica. 

E para dizer a verdade estava um pouco céptico de o conseguir mas isso nunca foi entrave para tentar e dar o meu melhor. 

Primeiro aqueci 1 km e meio e notei que estava num dia bom. Iniciei os 5 km e o 1º foi surpreendentemente em 8.32, ganhando logo aí uma boa margem relativamente à média máxima. A dúvida era, repito, o conseguir aguentar 5 km assim. Basta ver que o meu melhor km em caminhada estava em 8.24 (um só km) e agora numa sequência de 5 iniciei logo muito perto dessa marca (aliás, até hoje o meu 2º melhor km estava em 8.40). 

Ora disse que o meu melhor km estava em 8.24 e quanto fiz no 2º km? 8.24 (que por acaso passou logo a melhor pois foram 8.24,69 e o de Agosto tinha sido 8.24,82, 13 centésimos de diferença). Com isto já estava um minuto e 3 melhor do que para o tempo limite. 

Continuei a dar o máximo e neste 3º km convenci-me que iria fazer abaixo dos 45 minutos e até se calhar iria terminar no minuto 42, algo impensável até ao início deste desafio, pois sentia-me capaz de continuar neste ritmo. E neste 3º km melhorei o record de km para 8.19

No 4º registei 8.25 e, sem quebrar mas já a sentir as pernas a clamarem, no último km registei novo record de km, 8.18, terminando os 5 km em 42.00 (menos 28 centésimos de segundo e tinha terminado no minuto 41!)

Como se pode imaginar, fiquei muito feliz por este feito, especialmente por estar à espera de ser uma luta ao segundo para conseguir baixar do minuto 45 e afinal quase quase que entrei no minuto 41, o que ainda me custa a acreditar.

A média foi de 8.24, curiosamente o tempo que tinha como melhor num km até ao início da caminhada de hoje na EVA (Jamor)

Estes desafios bem sucedidos são muito importantes para o reforço de entusiasmo necessário que venha mitigar o desgosto de não mais poder correr.

E agora como é o objectivo para a próxima 4ª? Como disse, baixar do minuto 9 de média em 10 km. 1.29.59 máximo. Actualmente a minha melhor caminhada de 10 km está em 1.32.45 (média de 9.16,5), tenho portanto que retirar quase 3 minutos. Pelo que fiz hoje, parece fácil mas estamos a falar de aguentar o dobro naquele esforço e só eu sei os nomes que as minhas pernas me têm chamado desde a manhã 😀  

Estes 10 km também vão ser especiais pois é a primeira vez que participo numa prova virtual. Vão ser na Corrida do Tejo Virtual (que pode ser feita entre 20 e 27), e que rica maneira de me estrear neste tipo de provas com a mais importante prova do concelho onde resido 😉 

De hoje a uma semana relatarei o que sucedeu. Fiquem bem! 👍

sábado, 15 de agosto de 2020

Uma fantástica vintena e um objectivo muito especial

Tal como tinha escrito no último artigo sobre o tema, este fim-de-semana foi a altura para experimentar 20 Km a caminhar, o que fiz hoje.

Antes de dar conta do que sucedeu, aproveito para actualizar as melhores marcas dos 5 e 1 km. Há duas semanas referi essa tal caminhada de 15 onde registei novos máximos. 2 dias depois fui para a EVA no Jamor para 5 km com a excelente companhia do João Ricardo, e a melhor marca que tinha sido registada dois dias antes de 46.44 aos 5 km, baixou para 45.28, média de 9.05,6. Naturalmente que o próximo objectivo nesta distância é de baixar dos 45 minutos, o que representará uma média na casa dos 8 minutos.

Três dias depois, no último km duma caminhada, decidi dar o tudo por tudo para ver se baixava o melhor quilómetro de 8.40, o que consegui com 8.24, marca que, muito sinceramente, não imaginava sequer ser possível de chegar quando iniciei as caminhadas.

Regressando então a hoje, estava muito expectante desta caminhada pois seriam mais de 3 horas e de ponto a ponto. Já fazia lembrar uma coisa daquelas, estão a perceber?

Sabia que conseguia aguentar 15 km sempre a dar o máximo. A dúvida era se daria para 20 sempre na linha vermelha. Podemos pensar que são apenas mais 5 km mas a caminhar dá quase 50 minutos mais. Praticamente o tempo duma corrida de 10 km (para atletas do nível onde eu me inseria).

Ontem, numa mensagem para a Isa e Vítor, escrevi "Se fizer abaixo de 3 horas e 20, será muito bom (20 km abaixo de 10), se for abaixo de 3.15 (menos de 9.45/Km) será excelente, e se for abaixo de 3.10 (menos de 9.30) será fantástico. Vou dar o meu melhor, a ver o que sai"

Pois posso já dizer que o tempo final foi de... 3.02.40! E com novas melhores marcas aos 10 (de 1.33.19 para 1.32.45) e aos 15 (de 2.18.59 para 2.17.32).

Mais uma vez sucedeu o ritmo ir baixando ao longo do percurso. Passei aos 5 km com a média de 9.22, aos 10 com 9.16, aos 15 já ia na média de 9.10 e acabei os 20 com média de 9.08. Quem quiser fazer contas, pode tentar descobrir qual seria o quilómetro em que a média ficaria negativa! :)

Terminei muito feliz e orgulhoso e preciso destes momentos como bem compreenderão.

Relação km a km:

1

9.34

 

11

9.14

2

9.12

 

12

9.00

3

9.22

 

13

8.52

4

9.16

 

14

8.47

5

9.24

 

15

8.51

6

9.18

 

16

9.28

7

9.15

 

17

8.48

8

9.08

 

18

9.04

9

9.06

 

19

8.55

10

9.06

 

20

8.51

Ora este progressivo aumento de distâncias, serve não só para ir mantendo e melhorando a condição física, como tem um outro objectivo especial em mente. 

A 23 de Junho escrevi aqui "Focado no que é possível e com alguns objectivos (temos sempre que nos motivar com algo). Um deles muito especial mas, pedindo desculpa por ficar no domínio dos Deuses (dos Deuses e de meia-dúzia de "eleitos")". Vou agora adiantar o que é, menos a data.

Como bem sabem, tenho uma enorme paixão por Maratonas e uma dor muito grande em não poder participar em mais. Tinha uma lista das que pretendia realizar, para juntar às 13 que concluí, e que englobava entre 2020 e 2022 Madrid, Málaga, Berlim e, a que mais me custa perder, Loch Ness.

Perdi a possibilidade de correr mas em vez de lamentar, agarrei-me ao que posso fazer, caminhar. E daí ter surgido o objectivo de completar a distância duma Maratona a caminhar. 

Este é um projecto que está a entusiasmar-me muito (sim, claro que não é a mesma coisa que correr mas é o que posso fazer e é a isso que me agarro) e que permite regressar àquelas rotinas que tanto aprecio, a de ir planeando treinos longos para construir a resistência necessária para o dia M. 

Acho curioso quando ouço muitos bons atletas referirem que gostavam de se aventurar em mais Maratonas mas o que lhes custa é toda a longa preparação. E digo que acho curioso pois essa é exactamente a fase que mais gosto!

No entanto, o objectivo não passa só por caminhar de seguida 42.195 metros. Não, isso seria fazível com mais ou menos esforço. Há um objectivo de tempo, 8 horas e meia para completar, o que resulta numa média de 12.05/Km. 

Ora 12.05 ao Km é neste momento fácil para mim mas neste tipo de distâncias. A grande dificuldade vai ser aguentar esse ritmo ao fim da 5ª hora, da 6ª, da 7ª, da 8ª... Essa é que é a dificuldade maior, o que facilmente entenderão. E claro que não faz sentido fazer contas a quanto gastei hoje em 20 km pois, como sabemos, uma Maratona não é a soma de duas Meias. Posso até dar o meu exemplo em que, a correr, o meu record em Meia foi de 1.51.26 e em Maratona 4.41.40... 

Portanto, a grande dificuldade vai ser o conseguir completar os 42.195 abaixo de 8.30 mas é para isso que estou a preparar-me e irei lutar no dia M.

Além dessa dificuldade, há outra. Qual é a parte do corpo que mais vai dar problemas? Joelhos? Não. Pés? Não. Pernas? Não. Costas? Não. Não adivinham? São as mãos por mais incrível que possa parecer a quem corre. É que ao corrermos, vamos com os braços em ângulo recto, mas a caminhar os braços vão para baixo e com o esforço e o aumento de circulação, as mãos começam a inchar. Aos 10 incomoda um bocadinho, aos 15 mais e hoje mais notei aos 20. Terei que ir molhando as mãos para atenuar. 

Quanto ao percurso escolhido para o dia M, faz lembrar um pouco a Maratona de Lisboa mas aproveitando os paredões. Vou começar na Boca do Inferno (até dá para recordar o Highway to Hell que tocou na partida das 3 Maratonas de Sevilha em que estive presente). Vou pela ciclovia até Cascais, embico para o paredão da praia de Cascais, paredão que prolonga-se até S.João do Estoril. Aí, sigo no passeio da Marginal até Carcavelos (com incursão naquele troço a chegar a S.Pedro do Estoril). Em Carcavelos entro no paredão que vai até ao Passeio Marítimo de Oeiras e que termina em Paço d'Arcos. Entre Paço d'Arcos e Caxias passeio da Marginal, para em Caxias regressar ao Passeio Marítimo e daí seguir no de Algés e, sempre pelo lado mar da linha, ir até ao Parque das Nações. Este percurso facilita a Mafalda poder estar de 5 em 5 quilómetros para os necessários reabastecimentos.

A única coisa que não digo, e peço a vossa compreensão, é a data. Escolhi a data mal pensei no assunto, mas prefiro fazer sem pressão e dizer como correu. Mas não pensem que é para já. Não vai ser nem neste ano, nem nos primeiros meses de 2021. É depois algures em 2021. Preciso de tempo para consolidar a forma e ir aguentando os ritmos cada vez durante mais tempo.

Mudando de assunto, altura para falar da noite histórica de ontem no Meeting do Mónaco. O ugandês Joshua Cheptegei bateu o mítico record mundial de 5.000 metros, pertença de Keninisa Bekele, record que perdurava há 16 anos e estava em 12.37,35. Ontem, Cheptegei parou o cronómetro aos 12.35,36 batendo por quase 2 segundos (1,99 para ser exacto) esse mítico record! 

Vamos a umas contas que mais demonstram o impressionante valor desta marca. 12.35,36 dá uma inacreditável média de 2.31,072 ao km!!! Conseguem imaginar fazerem 15,1 aos 100 metros? Os poucos que conseguem, fazem esses 100 metros e no final terão vontade de se atirar ao chão não aguentando mais. Pois o Cheptegei fez essa média aos 100 metros, repetidos 50 vezes seguidas! Percorreu em cada segundo 6,619 metros! 6,619 metros num só segundo, repetido 755 vezes seguidas! Ok, não dá para imaginar o que isto é, pois não? Mas só para terminar, vamos recordar o teste de Cooper que afere a condição dum individuo correndo o máximo de distância em 12 minutos. Quem está na casa dos 20 anos, correr mais de 2.800 é considerado óptimo. Pois em 12 minutos Cheptegei correu 4.766! 

E é isto! Bom fim-de-semana para todos!

domingo, 9 de agosto de 2020

António Félix da Costa Campeão do Mundo!!!


Como a maioria saberá, a nível de desporto tenho dois amores maiores, Atletismo e Automobilismo. Ambos semelhantes num ponto, são corridas, apenas diferindo na tracção.

Ora hoje venho aqui falar de Automobilismo e dum sonho que vi ser concretizado, António Félix da Costa sagrou-se hoje Campeão Mundial de Fórmula E!

Para quem desconhece o que é a Fórmula E, é o correspondente à Fórmula 1 mas na vertente de motores eléctricos. A competição iniciou-se em Setembro de 2014 (ao contrário da maioria das competições motorizadas que se disputam num ano civil, a Fórmula E vai do Outono ao Verão) e este ano (2019-2020) está na sua 6ª época. 

Tal como a Fórmula 1, sigo avidamente este campeonato. Campeonato que proporciona corridas muito emotivas e imprevisíveis, devido a um grande equilíbrio do pelotão. E também naturalmente por ser um defensor da electrificação dos carros.

António Félix da Costa está presente desde o início, cedo ficando como um dos nomes maiores. Nesta época, o campeonato desenrolou-se normalmente até à 5ª das previstas 13 provas mas depois foi interrompido devido à pandemia. Nessa altura, o nosso representante liderava a tabela classificativa com 11 pontos de vantagem sobre o 2º classificado.

Devido ao Covid, a organização teve que arranjar uma solução. Era impensável a disputa das provas agendadas já que, com uma excepção, as corridas são disputadas em circuitos citadinos. A solução foi utilizar um antigo aeroporto de Berlim, Tempelhof, que permitia a criação duma bolha onde todos os intervenientes, depois de devidamente testados, pudessem estar e em que no espaço de 9 dias se disputavam 6 corridas, utilizando 3 traçados diferentes.

Este é um campeonato onde os pilotos costumam caber em escassas décimas de segundo e a luta é ao ponto. Mas eis que o nosso piloto aparece verdadeiramente arrasador e nas 4 provas já disputadas das 6 que irão decorrer, passa a somar 156 pontos contra 80 do 2º. E com esse avanço de 78 pontos, estando em disputa um máximo de 60 no total das 2 provas que faltam, sagra-se já campeão com quase o dobro dos pontos do 2º, repito que numa competição que costuma ser decidida na última prova e ao ponto!!!

Foi um domínio de tal maneira que a organização chegou a abrir o seu carro (DS Techeetah), verificando peça por peça para confirmarem que tudo estava dentro da legalidade. Pois é... a peça que fez a diferença é aquela "peça" que movimenta o volante e carrega nos pedais! :)

O festejo de campeão foi duma grande emoção para ele e para todos que acompanham este desporto!

Grande António Félix da Costa! Grande orgulho de português!!!

E para finalizar, um dado curioso. Curioso e incompreensível para quem, como eu, não se dá a qualquer tipo de superstição nem as consegue compreender. É usual no desporto automóvel não existir o nº 13. Vemos uma lista de 30 concorrentes e os números vão do 1 ao 31, saltando o 13. 

Ora sucede que nos últimos tempos, em vez de ser numeração seguida, os pilotos podem escolher o número que pretendem. E se nas 5 primeiras épocas de Fórmula E o Félix da Costa foi o nº 55, este ano decidiu mudar para o 13. 13 que lhe deu o título, ao contrário de quem julga que é um número que transmite azar. (não sei se sabem mas o "azar" do 13 vem de 13 de Outubro de 1307, dia que os Templários foram dizimados. E era uma 6ª, daí a superstição também das sextas 13. Se por acaso tivesse sido um dia antes, andaríamos a falar no azar do 12 e das quintas 12? Enfim...)

Uma boa semana para todos!


domingo, 2 de agosto de 2020

A dar sempre o máximo

Hoje foi dia de nova caminhada de 15 km, como tenho feito nas últimas semanas. Durante a semana cerca de uma hora e ao domingo 15.

E foram 15 km sempre a dar o máximo dos máximos desde a primeira passada, o que não é fácil, estar mais de 2 horas sempre bem focado sem ceder um segundo que seja, seguindo sempre no limite, mas foi o que consegui. Estava num dia bom e, com isso, os anteriores records de caminhada foram ao ar:
- 5 Km estava em 47.36, passei aos 5 em 46.44 (média 9.21)
- 10 km estava em 1.34.35, passei aos 10 em 1.33.19 (média 9.20)
- 15 km estava em 2.20.52, fiz 2.18.59 (média 9.16)
Apenas não bati o do km mais rápido que se mantém em 8.40. Mas por falar em km mais rápido, há 4 semanas estava em 9.27 e hoje 14 dos 15 km foram feitos abaixo desse valor, apenas o 1º foi acima (9.35).

Resumindo, foi uma rica manhã (madrugada pois comecei às 6). 
É o que posso fazer, ficar feliz e orgulhoso destes pequenos feitos e aproveitar ao máximo pois, como tenho dito, nunca se sabe quando damos a última passada, por mais longe que pareça estar. Basta relembrar o que me sucedeu com a corrida que acabou de forma inesperada.

Para o próximo fim-de-semana torno a fazer 15 km mas daqui a duas semanas pretendo aventurar-me em 20

Até lá, fiquem bem e a salvo!

domingo, 26 de julho de 2020

Uma bela caminhada, com o pensamento nos heróis da Beira-Baixa

Mais um domingo, mais uma caminhada maiorzinha. Desta feita com a excelente companhia do Alexandre Duarte.

Arrancámos às 6 da Baía dos Golfinhos pelo Passeio Marítimo Caxias-Cruz Quebrada, percorrendo primeiro a fase inicial da EVA (quem não souber o que é, veja este video).
Ficámos agradados de ver que já estão a começar a ligação para a Senhora da Rocha.

Após o retorno, fomos pelo Passeio de Algés e regressámos à base. 15 muito agradáveis quilómetros realizados em 2.26.16

Lá em cima escrevi que a distância para caminhada era "maiorzinha" pois não tive coragem, pela comparação, de escrever maior ou longa, quando nesta caminhada estive com o pensamento nos 70 heróis da PT281 que, com condições de muito calor, lutaram pelo sonho da chegada, feito realizado por 43.

Todos, finalizadores e não finalizadores, são motivo da maior admiração e merecedores de parabéns pela coragem e tenacidade em enfrentarem 281 km!

Uma palavra muito especial a um grande amigo, Carlos Cardoso, que venceu esta distância com distinção. Grande Carlos!!! Grande orgulho!!!

A classificação pode ser consultada aqui

domingo, 19 de julho de 2020

As certezas quando se tem e a realidade quando não há. E mais uma manhã surpreendente!

É curioso como mudamos as nossas certezas, dependendo quando temos o que queremos ou quando o que tínhamos acabou.

Vem isto a propósito de quando podia correr, e julgava que era algo que me iria acompanhar para o resto da vida, se ouvia alguém dizer "se um dia já não se poder correr, caminha-se", essa frase não encaixava em mim pois não via a caminhada como uma alternativa ao grande prazer da corrida. 

E porque não via como alternativa? Pela simples razão que dava como certa a possibilidade de poder correr enquanto cá andasse. Mas a partir do momento que perdemos algo que damos como certo, a nossa visão muda e passamos a encarar as restantes possibilidades como tábuas de salvação.

Foi assim que agarrei com as duas mãos a possibilidade de fazer caminhadas, enquanto as puder fazer dado que o futuro não é certo.

Claro que não é correr mas isso é o que não posso matutar. Ou penso que não é a mesma coisa, ou fico agradecido por poder praticar algum exercício que me permite mexer e ir criando objectivos pessoais.

Algumas pessoas já me questionaram porque controlo os tempos na caminhada. Ora as caminhadas que faço não são a passear, são a tentar andar o melhor que possa, por todos os benefícios daí inerentes. Além disso é uma forma de mitigar o não poder competir a correr. 

Nunca competi com ninguém nos 15 anos de corridas, apenas e sempre comigo próprio. É a minha forma de estar e de tentar melhorar a cada momento. 

A propósito disso, na semana passada relatei a minha caminhada de 15 km pelo percurso da Corrida do 1º de Maio e onde registei marcas que não julgava possível. 
Hoje tive nova caminhada de 15, desta feita no Passeio Marítimo de Oeiras e não sabia como seria possível fazer melhor do que o anterior "louco" domingo.

Pois não sabia mas... arrasei as melhores marcas em todas as distâncias! O que me deixa orgulhoso e feliz com esta tão rápida evolução desde que me iniciei nas caminhadas, apenas há 7 semanas.
Vamos a números, referindo como estava a melhor marca em cada distância e o que fiz hoje:

- 5 Km: Estava em 49.05, passei aos 5 em 47.36 (média 9.31)

- 10 Km: Estava em 1.39.26, passei aos 10 em 1.34.35 (média 9.27)

- 15 Km: Estava em 2.26.26, fiz 2.20.52 (média 9.23)

- Km mais rápido: Estava em 8.48 e o 14º de hoje foi em 8.40

Como se pode ver, a média veio sempre a descer e se antes de iniciar os 15 na semana passada o Km mais rápido estava em 9.27, a média de hoje aos 15 foi de 9.23…

Para fugir ao calor, comecei às 6 da manhã (para ser rigoroso, o relógio marcava 5.59). 

É a estas alegrias a quem me devo agarrar, com a certeza que, a menos que haja algo verdadeiramente inovador na medicina, a corrida acabou para mim.
Apenas um exemplo: Um dia desta semana, dei um toque com a biqueira do sapato esquerdo num degrau. Esse impacto originou logo uma dor forte no joelho. Tive uma percepção do que seria um impacto da perna a bater no chão quando se corre...

Uma boa semana a todos e a quem vá de férias, umas ricas e bem merecidas férias!
  

domingo, 12 de julho de 2020

Mas que caminhada no percurso da Corrida do 1º de Maio!

Não querendo trazer novamente a discussão das pequenas ou grandes vitórias, tudo dependendo do termo de comparação, posso dizer que a caminhada de hoje deixou-me orgulhoso e feliz, sentindo-a como uma fantástica vitória!

Tal como tinha dito no artigo anterior, hoje ia dar início a caminhadas de 15 quilómetros que pretendo manter aos fins-de-semana, e ia ser no percurso da Corrida do 1º de Maio.

E se assim o disse, melhor o fiz. Correu tão bem que até custa-me a acreditar que tenha sido tão bom!
Comecei às 6.20 para fugir do calor e apanhar as ruas quase desertas. Senti-me bem e fui impondo um bom ritmo de passada. Quilómetro a quilómetro ia olhando para o relógio e surpreendendo-me com o que via. E quando se está bem, as boas indicações que o relógio dá servem como incentivo extra. 

Indo directo aos números, há 2 semanas fiz 10 km a uma média de 10.30/Km e na semana passada 12,5 km a uma média de 10.23/Km.
Hoje a média começou a cair, cair, baixou dos 10.00 e comecei a acreditar que conseguiria manter esse valor. Afinal ainda desci mais e cumpri os 15 km em 2.26.26, média de 9.46/Km, o que era algo de absolutamente impensável para hoje, até atendendo a este percurso que quem conhece a prova sabe bem não ser fácil.

Pelo caminho, ficaram mais records. A melhor marca aos 10 era de 1.44.03 e hoje passei aos 10 em 1.39.24 (quase 5 minutos menos) e o melhor km era de 9.27 e hoje baixei para 9.23. Mais à frente no km mais improvável (vindo da Almirante Reis, passando pela Alameda e subindo para o Areeiro) quase que o batia (9.24 nesse km, no que é uma "jóia da coroa") e no 14º arrasei com tudo ao registar 8.48!!! 

Enfim, não sei o que dizer mais, apenas saborear este momento que compensa um pouco o que passei nestes últimos meses.

Uma boa semana a todos!

domingo, 5 de julho de 2020

Caminhadas e regras


As minhas caminhadas continuam bem, obrigado! 
Depois da consulta que tive na passada 2ª feira, e que já relatarei, decidi fixar-me em 4 por semana. 5 km às 3ª, 4ª e 6ª e no domingo uma maior de 15 km.

Naturalmente não poderia dar o salto para 15 sem intermédios. Fiz em 2 domingos 10 km e hoje 12.5, com a condição de cumprindo o objectivo em cada, passar aos 15. Caso não cumprisse, repetiria até chegar lá. Felizmente foi tudo à primeira.

No dia 21 eram 10 km abaixo das 2 horas (média inferior a 12/Km), tendo cumprido em 1.57.50 (11.47 de média). No dia 28 baixaria da hora e 50 (média abaixo de 11/Km), o que seria mais ambicioso mas não só baixei da 1.50 como quase ia sendo abaixo da 1.45, faltou pouco (1.45.05, média de 10.30).

Hoje, foram 12.5 para baixar das 2.17.30 (tal como nos 10, a mesma média inferior a 11). Comecei cedo, às 6.45 pelo calor previsto e confirmado na parte final, e excedi o que esperava de mim pois foram quase 8 minutos menos do que o limite, 2.09.40, sendo que a média nestes 12.5 foi de 10.23, melhor que os 10.30 nos 10 km da semana passada.

Assim, luz verde para a partir de domingo fazer uma caminhada maior aos domingos, 15 km com um tempo abaixo das 2.45, preferencialmente menos de 2.40
Para primeiro, apetece-me ir a Lisboa cumprir o percurso dos 15 km da Corrida do 1º de Maio, agora em versão caminheiro.

Tal como acima referi, na 2ª feira tive consulta de controlo com o ortopedista que me operou.
A última tinha sido no dia da infiltração. Relatei-lhe que não registei a mínima melhoria, ao que me respondeu que eram más notícias e sinal que a condropatia estava demasiado avançada. E que mais cedo ou menos tarde, terei que colocar a prótese.
Quanto às caminhadas, em ritmo activo, disse-me que não havia problema desde que respeitasse 3 regras:
- Ténis (ou sapatilhas para os amigos do Norte) com bom amortecimento
- Só andar em pisos direitos e regulares (não se refere à altimetria mas sim à qualidade do piso)
- Usar uma joelheira com talas laterais para o joelho não oscilar

Ora em relação aos sapatos, os que sempre usei são esses, com muito bom amortecimento.
Os pisos são também os que tenho usado. Ainda pensava no futuro caminhar igualmente em natureza mas assim está fora de questão.
A joelheira é a novidade. Fui de imediato adquirir uma, que pode ser vista na foto no início do artigo. Devo confessar que no primeiro quilómetro que efectuei com ela, foi tudo estranho mas rapidamente passou e agora já me esqueço que a uso.

Completamente fora de qualquer hipótese, mesmo com a joelheira, dar alguma passada de corrida, em virtude do impacto.

E é este o ponto de situação.

Antes de terminar, quero realçar que tenho visto mais gente a correr e caminhar do que anteriormente. Será que o tempo de confinamento despertou a vontade de se mexerem ao ar livre? Será pelo tempo que dispuseram nesse período em contraponto com o tempo sem tempo que viviam anteriormente? Seja pela razão que for, é sempre muito bom aperceber que as pessoas estão preocupadas com a saúde através do exercício libertador no aspecto físico e mental.
Claro que nesta altura as condições climáticas ajudam. Os verdadeiros, e que irão continuar, vêm-se sempre quando o tempo está mau e mantém-se activos.

Seja a correr, caminhar ou qualquer outra actividade, mexam-se pela vossa saúde!

E para quem vai de férias, bom e divertido descanso! Aproveitem bem (sempre dentro das actuais regras e necessários cuidados). 

terça-feira, 23 de junho de 2020

Numa comparação, o factor mais importante é o termo de grandeza

Numa caminhada, tive a sempre excelente companhia da Tânia e Raúl

Lisboa é ao pé do Porto? Diremos que não, pensando sempre em termos do tamanho de Portugal. Mas se o termo de grandeza for a distância de Portugal a uma das mais longínquas pontas da Europa, digamos Moscovo, a resposta muda para Lisboa e Porto ficarem perto entre si.
Ou se pensarmos numa multa de, por exemplo, mil euros. Para nós seria um valor brutal. Mas para um multi-milionário? Já seriam trocos pois, como sempre, é o termo de grandeza que relativiza a comparação.

Se pensarmos em corridas pedestres, baixar dos 50 minutos aos 10 é algo de espectacular? Para cerca de metade do pelotão, é banal. Então para a elite, é lento demais. Mas para alguns atletas, é um grande marco, pois vai ao limite das suas capacidades. Fala quem andou 10 anos a lutar por esse objectivo, até finalmente o ter obtido, e quem me conhece sabe que não foi por falta de treino ou de empenho, algo de que me posso orgulhar de sempre ter tido, mas cada um tem os seus limites e capacidades.

Como se viu, para a elite e quem fica mais para a frente, é uma marca fraca e para o pelotão será média. Mas se pensarmos na totalidade da população, qual a percentagem que consegue esse registo? Seguramente que 99,99% de toda a população não o consegue. Visto por este prisma, já é algo de muito especial. Mais uma vez, o termo de grandeza a pontuar.

A que propósito vem toda esta divagação? Pelas minhas caminhadas.
Será legítimo perguntar como pode uma pessoa orgulhar-se de caminhar um km em 9.27 quando já fez um a correr em 3.54? 5 km em 49.05 quando já correu em menos tempo 10 km? Onde se irá buscar motivação a caminhar quando se corria com tanto prazer?

Pois é, mais uma vez vamos parar ao termo de grandeza. Estas são as capacidades actuais e possíveis e só essas é que podem ser comparadas.
Após a facada na alma que sofri por constatar que as corridas acabaram para mim, só me restavam duas opções. Ou ficar num canto a lamentar tudo o que perdi, ou agarrar com as duas mãos o que posso fazer. E o que posso fazer é caminhar, é a única solução para me manter activo, logo há que dedicar-me de alma e coração.

Quando falo em caminhadas, não me refiro a passeios calmos mas sim passada activa e energética.

Nas primeiras, como já escrevi no artigo anterior, os músculos e tendões tiveram que se readaptar após tão longa paragem, em especial os dois meses após a paragem, onde pouco me mexi.

Sabia que a coisa ia evoluir mas não esperei que fosse em tão pouco espaço de tempo. Situação possível por não estar a iniciar-me mas sim vindo dum passado de 15 anos nas corridas.

As dores que tenho no joelho são constantes e sempre presentes. O maior problema é quando me levanto após estar sentado. A boa notícia é que, nas caminhadas, não aumentam com o avolumar de distância ou incremento no ritmo. Aliás, se a passada for bem activa, nas horas seguintes até se nota uma ligeira diminuição das dores. O que não deixa de ser curioso.

Nada a ver com as caminhadas, mas já por duas vezes que acordei com o joelho estranho (nesses dias não caminho), situação que fica assim até meio da tarde e depois passa, como se houvesse ali qualquer coisa que saísse do sítio e depois tornasse a encaixar. Algo a ser falado com o médico na consulta para a semana. Mas que me deixa assustado e com receio que vá prejudicar a continuação das mesmas. Receio legítimo após o que já passei.

Tenho caminhado 5 km por dia com uma maior ao domingo (neste foram 10 km) e descanso semanal à segunda. Quando estiver bem rodado nestas distâncias, aumentarei os quilómetros

E é este o ponto de situação. Focado nas caminhadas e ciente que não é mesmo possível correr. Inimaginável o impacto de bater com a perna no chão com uma passada de corrida.  Focado no que é possível e com alguns objectivos (temos sempre que nos motivar com algo). Um deles muito especial mas, pedindo desculpa por ficar no domínio dos Deuses (dos Deuses e de meia-dúzia de "eleitos").

Sempre pensando na idiossincrasia do termo de grandeza, é importante termos a arte de transformar as nossas pequenas vitórias em grandes feitos, porque sabemos o que nos custaram e porque são elas que nos oferecem o sal da vida. 
Por isso, aqui fica o registo da evolução do meu quilómetro mais rápido em caminhada.
2020-05-31
18.00
2020-06-01
16.11
2020-06-03
15.30
2020-06-03
15.14
2020-06-03
15.05
2020-06-04
14.50
2020-06-04
14.10
2020-06-06
12.53
2020-06-06
12.32
2020-06-07
12.25
2020-06-07
12.06
2020-06-10
12.00
2020-06-11
11.58
2020-06-11
11.40
2020-06-11
11.33
2020-06-11
11.28
2020-06-12
11.22
2020-06-13
11.05
2020-06-14
10.39
2020-06-16
10.19
2020-06-16
  9.55
2020-06-18
  9.42
2020-06-18
  9.27