quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Recomendo leitura atenta


O difícil momento de crise que atravessamos, naturalmente não deixa de afectar as nossas corridas. E quando falo em nossas corridas não falo apenas nas dificuldades extras que todos nós, atletas, temos com inscrições mais caras, mas igualmente nas organizações que são obrigadas a suportar um cada vez maior número de taxas, obrigando os preços de inscrição a reflectirem essa mesma subida, até pela cada vez maior escassez de patrocínios.

Para uma melhor compreensão deste problema, aconselho vivamente a leitura atenta do editorial do prof. António Campos na Revista Atletismo deste mês.

Para quem não tem acesso à revista, poderá lê-lo na página internet da mesma, clicando aqui.

8 comentários:

  1. Boas João, muito interessante este artigo de opinião.... eu não sabia da missa nem a metade .... é triste que assim seja. Abraço

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    1. Pois é, Carlos, a maior parte de nós não tem a noção das imensas dificuldades e entraves para colocar uma prova de pé. Chegamos lá, corremos e vimos embora. Mas sem o grande esforço das organizações, não tínhamos provas...

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  2. Pode ser que com este editorial, do Professor António Campos, os corredores comecem a entender melhor as coisas e o preço que custa organizar uma prova.
    Para mim não é surpresa nenhuma porque estou atento a estes fenómenos e a minha colaboração em provas na década de 80 (quanto tudo era mais barato e fácil!) deu-me outra perspectiva do que é organizar uma prova.
    Embora longe de actividades no terreno ainda hoje acompanho algumas provas pelo lado dos bastidores o que ainda mais me ajuda a entender o momento actual.
    Para além da chamada “crise” (que na minha opinião se deve ao regime que temos e ás opções politicas que são feitas mas isso são contas de outro rosário) o problema de fundo tem a ver com a política desportiva praticada em Portugal.
    O direito ao desporto está constitucionalmente consagrado mas nada é feito nesse sentido antes pelo contrário!
    Enquanto não houver uma verdadeira politica de apoio ao desporto para todos nada feito.
    Entretanto no momento presente a alternativa passa por fazer treinos organizados e provas com estrutura o mais leve possível de modo a torna-las mais económicas.
    Vai-se ter que usar de muita imaginação e de prescindir de muitas das coisas que as provas têm hoje em dia.
    Talvez se tenha de retroceder para os moldes em que se organizavam provas na década de 80 mas nem tal é fácil pois custos como os com o policiamento, o seguro e as taxas absurdas que são cobradas são difíceis de evitar.
    Hoje em dia deve ser muito mais fácil organizar uma prova de Trail ou uma corrida numa praia que uma prova que implica fechar ao trânsito as ruas de uma grande urbe. Se calhar é para esse lado que as organizações se têm de virar.
    Obrigado João pela divulgação deste importante texto. Espero que ele seja tão comentado e discutido quanto os são os textos que põe em causa o valor da inscrição de determinada prova por o acharem demasiadamente elevado.

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    1. Obrigado Jorge pelo teu valioso contributo

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  3. Bem... se a ideia do professor pegar, até deveremos ter um aumento de participantes... não digo nas provas, mas pelo menos nas fases de aquecimento!

    (Ironias à parte, às vezes é desanimador viver num país tão incoerente).

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    1. Exacto, incoerente! É fácil falar em combate ao sedentarismo, procurando uma população mais saudável (e simultaneamente mais produtiva) e depois taxar quem o pretende fazer.

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  4. Muito importante esta abordagem dos custos financeiros com a organização de uma prova, custos esses que não se reflectem nos prémios, nem nos brindes, nem nos abastecimentos. São os custos "invisíveis" para muitos atletas mas sem os quais não se consegue garantir a segurança dos atletas. Logo que recebi a revista, chamou-me a atenção este editorial do Prof.Campos.
    A "retoma" das provas sem prémios monetários (cujo montante representa uma fracção significativa de um orçamento (30%,como era o nosso caso) constitui uma forma de adaptação aos tempos de vacas esqueléticas que todos atravessamos. Mas também, diga-se em abono da verdade, faz com que o atleta anónimo tenha um tratamento mais próximo do atleta de elite. Privilegia-se o gosto pela Corrida em detrimento da competitividade desportiva, como forma de "sobrevivência" das Provas.
    As Corridas de Trilhos, que, como se sabe, estão em franca expansão, têm em conta a dispensa dos avultados custos de policiamento. Bem, mas isso será apenas um factor a juntar à descoberta de que estas provas, em plena natureza, permitem passar por locais tão recônditos quanto belos e que de outra forma nunca poderiam ser visitados. E o que não é visto "não existe". Benditas as Corridas de Trilhos. No entanto, muitas destas provas obedecem mais ao conceito de aventura que ao de desporto e, na minha modesta opinião, terá de haver o bom senso de as "maneirar", evitando-se que um caso ou outro menos bem sucedido possa pôr em causa este tipo de provas.
    Mas esse é outro tema.

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    1. Muito obrigado Fernando pelo excelente contributo a este tema, para mais vindo de quem organiza uma Meia tão querida dos atletas que a conhecem.

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