domingo, 13 de novembro de 2011

A muito molhada mas excelente Meia-Maratona da Nazaré

Será das suas gentes? Será do local que preserva tradições? Será daquele mar? Ou será o misticismo de estarmos no local da "Mãe", onde as corridas para todos se lançaram?
Seja o que for, disputar a Meia-Maratona da Nazaré é sempre um momento único que se sente e custa descrever. É o sentir que estamos a preservar e fazer parte da história, é o percorrer aqueles quilómetros tantas e tantas vezes percorridos ao longo das suas 37 edições, o respirar o seu ar e fazer parte da festa.

Enquanto puder, será difícil faltar a este evento, tal como o fazem muitos outros atletas, com especial referência a Henrique Hélder, 36 participações, apenas faltou à 1ª por ter 14 anos mas colaborou na organização, e Manuel Arons de Carvalho por 35 vezes. São os dois que mais vezes cortaram a meta mas mais há com números impressionantes, fazendo aqui uma especial dedicatória ao Manuel Sequeira que completou a sua 30ª.
Pela minha parte, vou somente em 3. Descobri-a em 2008 e desde então apenas faltei na de 2009 por ainda não estar a 100% do pé fracturado.

Hoje foram 1.135 atletas que se classificaram, um número que está dentro do que tem sucedido nos últimos 4 anos, sendo que Pedro Cruz do J.Cruz Irmãos foi o mais rápido com 1.09.09, inscrevendo o seu nome pela primeira vez na galeria de vencedores. Em 2º a 30 segundos, Gonçalo Borges dos 3 Santos Populares e um avanço de 47 segundos sobre o 3º, Ricardo Gomes do Fornos.
Também no sector feminino uma vencedora nova, Ana Mafalda Ferreira do Estreito que despachou os 21.097 metros em 1.20.43, seguida da Anabela Tavares (Águias Unidas) em 1.22.49 e Maria José Frias (Amigos Atletismo Mafra) com 1.28.13

A prova contou igualmente para o 4o Campeonato da Europa Open - Deficiência Intelectual, tendo participado 13 concorrentes e vitória do português Paulo Pinheiro (1.12.17) e da polaca Arleta Meloch (1.20.42)

A corrida ficou marcada por uma temperatura um pouco abafada nos primeiros 45 minutos para dar lugar a uma chuva cada vez mais intensa acompanhada por trovoada.
Para quem demorou mais de 1.55, nessa altura a chuva caiu mesmo de forma muito forte, alagando por completo a marginal.

Sobre a minha corrida e depois do desastre que foram os últimos 5 quilómetros em Almeirim, e com alguns treinos que correram mal, a minha ambição era completar a prova sem qualquer problema e acabar bem.
Tive a preciosa companhia durante toda a prova da Sandra Martins, a que se juntou por uns 10 quilómetros a Eugénia Vale.
Toda a prova foi muito agradável, senti-me sempre muito bem, inclusive a segunda metade, apesar debaixo de muita chuva, foi mais rápida que a primeira, e acabei bem, de tal maneira que tinha continuado a correr mais um bocado.
O único ponto é que no último quilómetro os músculos das pernas já estavam a ficar gelados pela água tão fria.
Após a prova senti-me bem, e de ego cheio por esse facto, e fiz 2.04.34, menos 4.15 minutos que em Almeirim e com uma diferença da noite para o dia. Em Almeirim fiquei completamente esgotado, hoje só não digo que estava pronto para outra pois era exagero, mas fazia mais.
Foi o que se chama, uma prova em prazer de corrida.




11 comentários:

  1. Boa noite João. É impressionante ver que há alguém que corre ao dobro da nossa velocidade e que consegue manter esse ritmo ao longo de 21Km. Eu fico sempre surpreendido quando vejo esses tempos. Parabéns pela conclusão da prova, pelo tempo obtido e pela 'frescura' no final da mesma, um sinal que a 'máquina' estava bem preparada. Cumprimentos

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  2. Apesar de não ter sido referido neste Blog, houve um outro elemento do Clube "4 ao Km" que se fez representar condignamente, ou seja com a camisola do clube e que realizou a prova em 2:01:50, tempo retirado do Garmin. É claro que chegou molhado, mas comparando com Almeirim não chegou esgotado. Este elemento de quem estou a falar é o Filipe Jorge que também não teve direito a fotografia de grupo. Abraço a todos.

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  3. Parabéns! E de futuro seja sempre para sentir "asas" nos pés :-)

    Beijinho

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  4. Parabéns pela prova e obrigada pela companhia, desculpa por vos ter abandonado...
    bj eugénia

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  5. Parabéns! Bela prova João!
    A Nazaré devia estar como eu gosto (só adepto da chuva, do granizo e do vento, para mim quanto pior melhor!).
    Pena não poder ter lá ido mas se não estivesse no estaleiro em recuperação de um “bruta” constipação teria marcado presença nos Casainhos para mais um belas descidas e subidas e muita “patinagem artística” na lama!
    O meu lema é: O ALCATRÃO FAZ MAL À SAÚDE!
    Mas ainda hei-de voltar a fazer a MÃE da meias maratonas, matar saudades e recordar aquela vez que ia enregelando entre o final da prova e a deslocação até ao carro da minha “equipe”.
    Sim já tive um “equipe” técnica tão profissionalizada que até contava com um saudoso amigo meu ferrador não fosse ter algum problema nos cascos!
    Aquele abraço e o Torpedo Amarelo voltou a voar na marginal da Nazaré!

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  6. Obrigado pelo relato e pela partilha.
    Ainda sou maçarico nestas coisas das Corridas.
    Mas esta meia da Nazaré é realmente uma prova com qualquer coisa de diferente.
    A comida é boa, as gentes são simpáticas e a zona é magnifica e o público é fantástico só tem equivalencia nas fogueiras de Peniche ou na SS da Amadora.
    Vamo-nos cruzando por aí.
    Runabraços

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  7. Amigo João, um grande prazer em (re)vê-lo.
    Boa prova, valeu o esforço e naquelas condições...
    Um abraço.

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  8. João

    Folgo saber que nesta prova não aconteceu o mesmo que em Almeirim, e mesmo com a chuvada que houve, foi um cortar de Meta nas melhores condições físicas.

    Há dias em que nem sempre as coisas correm como gostaríamos mas nunca há que desanimar e a prova da Nazaré confirma isso.

    Continuação de bons treinos e até Dezembro no Estádio do Inatel.

    Abraços!

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  9. Parabéns pela conclusão tão fresca. E pelo belo relato sobre este Meia Maratona!

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  10. Gostei de saber que a prova te correu bem e que ainda sentias forças para mais.
    Noto aí um sinal de que podes partir para desafios de outra dimensão... Relembro-te que em 2010, depois da meia da Nazaré, ganhei coragem para fazer a minha primeira maratona (apenas 3 semanas depois da Nazaré). FORÇA AMIGO!!!

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  11. Hei-de lá ir. E correr à chuva é excelente!

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