domingo, 18 de dezembro de 2011

GP Natal para Madalena Carriço e Evans Kiplagat (6ª vitória em 3 semanas!)


A representação 4 ao Km com números de campeões: 11 Orlando, 12 Carlos, 13 eu. Faltou a Sandra que foi disputar mais logo a São Silvestre do Porto (a equipa já se faz representar em várias frentes!) e o casal Filipe/Fernanda que regressam para o ano.

A história do Grande Prémio de Natal começou a 25 de Dezembro de 1946. Até 1955 apenas falhou o ano de 1953. Depois, a história foi retomada 10 anos após, vindo até aos nossos dias com as únicas excepções de 1974 e 1975, atingindo hoje o bonito e respeitável número de 54 edições.

Inicialmente apenas era disputada por federados, pois desporto aberto para todos era tema tabu, e inclusive só viu a participação de atletas femininas a partir de 1977, pois dizia-se que as mulheres não estavam preparadas para distâncias!

No seu historial, constam os nomes de 31 vencedores masculinos e 23 femininas (já contando com os novos vencedores de hoje), sobressaindo Carlos Lopes com 6 triunfos (5 consecutivos), seguido de Fernando Couto com 4, e de Marisa Barros por 4 vezes (consecutivas) e Rita Borralho com 3 triunfos.


Apesar de diversos problemas em edições anteriores, é uma prova acarinhada pelos atletas de pelotão, como o comprova a afluência de hoje onde se bateu o record de 1.159 de 2009 com mais 508 atletas.
Dos 1.667, 267 foram femininas (16,0%)

Este ano, o nível de organização pareceu-me superior aos eventos anteriores (alguns desastrosos como 2008 e 2009), havendo, no entanto, pontos a melhorar. A começar pela distância anunciada de 9.000 mas real de 8.700, sendo o ideal um número standard como os 10.000, o que em Lisboa não seria difícil de arranjar, mesmo tendo em conta os constrangimentos de trânsito e encargos policiais.
O que custa a aceitar é a entrega do dorsal na véspera e chip no próprio dia. Provas com milhares de atletas obrigam à entrega nos dias anteriores, o que não é o caso deste evento que até entrega o chip antes da partida, não sendo difícil actuar de igual maneira com o dorsal, evitando deslocações e custos adicionais e, inclusive, dificultando a vinda de atletas mais de longe.
Há quem justifique com obrigações comerciais por se levantar o dorsal na SportZone do Colombo, tal como em 2009. Mas no ano transacto foi levantado na sede da Associação de Atletismo de Lisboa, com o chip na partida, o que deita por terra a obrigação comercial.
E o outro ponto a melhorar, é a entrega do saco com camisola e, mais à frente, a água, que originam longas filas e o suor a secar ao frio. Na Corrida do Tejo prova-se que podem chegar 10.000 atletas, havendo alturas com cerca de 300 por minuto, sem se formarem filas. Falta de prática de quem entregava? Afunilamento desnecessário?
No entanto, e apesar destes pontos, a apreciação global foi bem mais positiva do que tem sido habitual.
E esta prova bem merece o empenho de todos.


6 vitórias em 3 semanas, o currículo de Evans Kiplagat

Em termos competitivos, um nome há a destacar, Evans Kiplagat. Este jovem queniano venceu em Mendiga há 3 semanas. Neste intervalo de 21 dias, participou em mais 4 provas, Volta a Paranhos, Oliveira do Bairro, Braga e ontem em Vila Real. Com a prova de hoje, completou 6 provas em 3 semanas sempre com o mesmo resultado, vitória! E sempre de forma clara, como hoje onde bateu por 21 segundos Sérgio Silva do Maratona e 34 sobre Nélson Cruz do Praia Salema.


E Madalena Carriço ganha nos femininos poucas horas depois de ter feito o mesmo no Crato

No capítulo feminino, um nome igualmente a destacar. Após a vitória ontem na São Silvestre do Crato, Madalena Carriço do Marítimo impôs-se em 29.29 e um avanço de 17 segundos sobre outra atleta dum clube madeirense, Ana Mafalda Ferreira do Estreito. Correndo pelo Elvense de Natação, Raquel Trabuco fechou o pódio em 30.12

Realizaram-se diversas provas por escalões e também de Marcha, onde João Vieira do Sporting e Kristina Saltanovic da Lituânia arrecadaram a vitória.


Quanto à minha corrida, redundou numa desilusão. Não que tenha corrido particularmente mal mas por ter ficado muito longe do que pretendia. Queria utilizá-la como barómetro para S.Domingos de Benfica no dia 8, onde pensava ir tentar o objectivo de baixar dos 50 minutos aos 10 km, objectivo perseguido faz 5 anos no próximo mês!
A referência era o tempo do ano passado onde fiz nesta prova 42.06 e semanas depois fui a Benfica realizar 50.52, sendo a prova que marcou o regresso ao minuto 50 donde estava ausente desde 2007.
Hoje o tempo de comparação era, portanto, esses 42.06 como forma de avaliar a minha forma para daqui a 3 semanas. Apesar de andar a sentir-me cansado por não estar a dormir bem e apesar dos últimos treinos terem sido maus, estava esperançado. Dei o meu melhor mas o meu melhor apenas deu para 46.09, mais 4 minutos e 3!
Dificilmente recuperarei nestas 3 semanas essa tão grande diferença e assim, provavelmente, o primeiro ataque aos 49 em 2012 ficará para Grândola.





6 comentários:

  1. Este seu blog é um espectáculo Sr. João, sou sem dúvida fã dos seus (muito bem escritos) artigos! Queria pedir um grande favor: Por acaso não tem também as classificações dos outros escalões até seniores? :)

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  2. Já agora Sr. João, fui eu que deixei este último comentário: https://www.facebook.com/profile.php?id=100000953777494

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  3. Há que descansar, João! Depois há aquele ditado que diz: "Depois de um mau ensaio, uma grande prova". Descontracção e força nisso!

    Quanto ao Kiplagat... acho que deveria ser eleito "Atleta do Mâs dde dezembro"! Abraço!

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  4. Caro João Lima,
    já não dispenso uma visita diária ao seu blog.
    É puro serviço público!
    Quanto ao seu objectivo, mais umas séries no Estádio e estou certo que baixará dos 50'.
    Até Março deste ano, nunca tinha feito mais que 10K a correr e o melhor tempo nessa distância, já levava uns anitos, com 53'.
    Desde então, fiz 7 meias maratonas, estreei-me na maratona e nos 10K cheguei ao impensável (há um ano atrás) minuto 47.
    Espero poder dar-lhe uma força no dia 8, para superar o que deseja.

    Abraço
    Paulo Sousa

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  5. Amigo João Lima, leio com muita atençao os seus escritos, ( e eu que julgava escrever bemzinho)Mas noto em si primeiro uma boa memória para decorar todos esses tempos e segundo uma obsessãozinha nos tempos feitos e por fazer. Deixa correr o tempo da corrida com prazer, no fim aparece aquilo que desejavamos, chegar a sorrir e ter forças suficientes para abraçar o amigo que esperou por nós, ou nós esperamos por ele. Um abraço J. Figueiredo

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