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| No final da prova, a armada 4 ao Km presente a ser fotografada dentro do belo estádio (Eu, Orlando, Aurélio e Sofia) |
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| Aqui a uma hora do início da prova em frente ao Colombo |
Hoje foi dia de participar na Corrida do Sport Lisboa e Benfica, homenageando agora no nome o saudoso António Leitão, brilhante medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1984 em 5.000 metros.
Registei a minha 3ª presença mas as anteriores foram em 2007 e 2008, o que significa que já não entrava há 10 anos e pude constatar muitas mudanças e todas para melhor.
Se a edição de 2007 tinha sido bem organizada, a de 2008 foi um desastre. Foi daqueles dias em que tudo que podia ter corrido mal a nível organizativo, correu mal.
Hoje deparei-me com uma corrida muito bem organizada e com uma estrutura humana profissional e empenhada em proporcionar o melhor ao atleta.
Entre muitos factores, enuncio aqui pequenos pormenores que fazem a diferença. Começo por sexta-feira quando levantei os dorsais. Como a file era grande, vinha até fora do museu, num dia muito chuvoso. Então instalaram uma série de filas de toldos para o pessoal estar abrigado enquanto aguardava a entrada.
Outro pormenor era o dorsal tinha impresso números de emergência médica para qualquer eventualidade.
E finalmente a partida por vagas. Sou forte defensor deste tipo de partida nas provas cuja participação assim o justifica. O tempo da classificação é o do chip, o que dá maior justiça à lista, e todos podem começar a correr logo desde a partida. Além de a partida ficar escalonada de forma decrescente dos mais rápidos aos menos rápidos, o que faz que o trânsito inicial seja a direito e não a desviar nas partidas tradicionais onde muitos se esquecem de que "cada macaco no seu galho" e partem mais à frente do que o seu potencial, obrigando os atletas mais rápidos a fazerem constantes desvios, com o consequente perigo de queda e mesmo de carambola.
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| Com o grande Nuno Sentieiro, já colocados na nossa caixa de partida |
A manhã apresentou-se boa para correr, sem vento, sem chuva e temperatura qb.
A táctica que idealizei foi diferente do que tem sido. Em Constância marquei 52.40 (mas aquele percurso assenta-me como a melhor luva), fazendo uma prova de trás para a frente. Hoje decidi imprimir um ritmo mais forte de início para ver até onde dava. Se aguentasse, o que tinha sérias dúvidas, marcaria um tempo fantástico para o momento actual. Se quebrasse, iria gerir no restante. Foi assim um risco calculado e planeado, sem qualquer problema em assumir se não resultasse, como sucedeu.
Iniciei a prova em bom estilo no primeiro quilómetro e, aproveitando o mais favorável segundo, dei-lhe aí mais forte (4.54). Ao terceiro apercebi que a bateria não teria carga para todo o tempo de prova mas tentei ver até onde ia. Tal como disse, foi uma experiência para aquilatar do que posso fazer ou não e do que tenho que trabalhar melhor.
Fui aguentando pois aproximava-se o aliciante da passagem pelo estádio, momento sempre marcante e que passa rápido demais para o que queríamos.
No parque de estacionamento interior que dá acesso ao relvado e onde se sobe de piso, tive a certeza do "kaput" nessa subida mais inclinada, mas mantive com a tal cenoura da passagem pelo relvado.
Faço aqui um parêntesis para relembrar quem estranhou que o GPS não tivesse chegado aos 10 km que aqui perdiam o sinal.
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| A passar dentro do estádio. E não, o rabo de cavalo não é meu! (Foto Luís Duarte Clara) |
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| (Foto Correr Lisboa) |
Para "desfacilitar" a segunda metade é a mais dura e tive aí que ir poupando a tal energia na bateria que estava a chegar a níveis críticos. Entretanto cruzei-me com a Ana Dulce Félix que fez a sua corrida de regresso pós-maternidade. Um regresso que se saúda.
A boa notícia é que, apesar de ter expectavelmente quebrado, consegui resistir num ritmo agradável. Apenas no último quilómetro comecei a perder várias posições, não por diminuir o andamento mas por não acompanhar o aumento do mesmo como outros faziam pela aproximação da meta. Meta que cortei em 54.48, tempo que considero satisfatório. Pensando na paragem de 7 semanas, considero que foi uma boa corrida. Muito em especial pelas ilações que tirei para saber melhor o que terei que ajustar nos treinos.
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| Quase na meta. Quem julga, pela minha cara, que estava a dar as últimas, não se engana! (foto Luís Duarte Clara) |
Para a semana, a prova a disputar são os 20 Km Cascais-Lisboa, prova englobada em concomitância com a Estafeta Cascais-Lisboa, a prova mais antiga do país ainda no activo, com a sua 79ª edição que, na realidade é a 80ª dado que a primeira foi considerada a edição 0, tendo sido realizada em 1932.
O meu objectivo é terminar abaixo das 2 horas. Esperemos que não esteja vento contra pois, caso sopre desse lado, será a prova completa!
Uma boa semana para todos! Em princípio regresso aqui na sexta-feira com uma efeméride especial da história mundial do Atletismo em geral e da Maratona em particular.
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| A medalha da prova |
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| O saco do Kit e respectiva camisola. |






















