quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

As provas acima do milhar em 2019


Já é uma tradição, pois pelo 9º ano consecutivo publico a relação de provas disputadas em Portugal que contaram com um mínimo de mil atletas classificados.
Para consultarem os anos anteriores, clicar no respectivo ano: 
2011 - 2012 - 2013 - 2014 - 2015 - 2016 - 2017 - 2018

Constam 61 provas nesta relação, segundo melhor registo, valor apenas batido por 2015 quando se contabilizaram 62.

Quadro anual com o número de provas na casa dos milhares, desde 2005. De realçar o enorme salto que se produziu em 2013 para, desde então, manter-se muito semelhante (sempre entre 58 a 62).

Ano
Provas acima milhar
Prova mais participada
2005
13
4.501
2006
15
5.212
2007
20
7.161
2008
29
8.961
2009
30
9.147
2010
35
9.262
2011
37
9.346
2012
42
8.888
2013
59
8.050
2014
58
9.403
2015
62
10.880
2016
58
10.281
2017
58
10.582
2018
60
9.455
2019
61
10.607

Em 2005 a mais participada não chegou aos 5 milhares mas desde 2008 que se situa entre 8 a 10 mil.

Se ultrapassar os mil classificados é um facto digno de registo, mais significativo são os dez mil. A primeira vez que se quebrou essa barreira sucedeu em 2015, ano que contou com três eventos nesta situação, repetindo-se em 2016 e 2017 uma em cada ano. Após um hiato em 2018, este ano tivemos novamente essa barreira ultrapassada e por duas vezes. Esse feito foi registado pela Meia-Maratona de Lisboa e São Silvestre de Lisboa.

Nestas 7 edições de topo, estão representadas 3 provas, A Meia-Maratona de Lisboa por 4 vezes, a São Silvestre de Lisboa por 2 e a São Silvestre do Porto por 1 mas sendo essa a de record nacional.

São assim 7 o número de provas com mais de 10 mil classificados em todo o historial nacional. A sua relação é a seguinte:

Prova
Nº
Data
Classificados
22
2015-12-27
10.880
29
2019-03-17
10.607
27
2017-03-19
10.582
25
2015-03-22
10.561
26
2016-03-20
10.281
8
2015-12-26
10.148
12
2019-12-28
10.112

Na relação de 2019 de provas com um mínimo de milhar de classificados, e como já referido, constam 61 provas. Dessas, 52 faziam parte da lista de 2018, 6 alcançaram ou recuperaram esse estatuto e 3 tiveram entrada directa na sua primeira edição. Totalizaram 150.186 participações.

Das listadas em 2018, 8 baixaram do milhar.

Das 58 que se realizaram em 2019 e 2018, 32 baixaram o número de classificados e 26 aumentaram. No entanto e não obstante o número de provas que diminuiu ser superior, fruto dum calendário cada vez mais preenchido o que provoca a natural dispersão de atletas, o saldo é positivo em mais 929 atletas. 

E qual foi a prova mais participada em 2019? 
Tal como em 2013, 2014, 2016 e 2017, a Meia-Maratona de Lisboa, neste ano com 10.607 atletas a cortarem a meta.
É seguramente a prova mais popular como se constata nos 9 anos que elaborei estas estatísticas tenha sido a 1ª por 5 vezes, 2ª por 3 e 3ª uma vez.

O mês com mais provas acima do milhar foi, como habitualmente, Dezembro, desta feita com 15 eventos. 
11 meses tiveram provas acima do milhar, a excepção é Agosto, mês que nunca no seu historial se disputou em Portugal qualquer prova com tal participação. Aliás, o máximo de atletas que tenho nos meus registos duma prova em Agosto, foi na 2ª Corrida Baía de Monte Gordo onde a 9 de Agosto de 1987 contou com 525 atletas.

Relação das provas com mil ou mais classificados:


Nº
Data
2019
2018
Dif

29
17-mar
10.607
9.211
1.396

12
28-dez
10.112
9.455
657

26
29-dez
9.274
8.546
728

39
22-set
7.984
7.851
133

20
20-out
5.965
4.801
1.164

7
20-out
4.442
3.103
1.339

62
15-dez
4.258
4.181
77

14
07-abr
4.142
5.435
-1.293

13
22-set
3.790
4.218
-428

16
03-nov
3.762
4.656
-894

15
15-jun
3.510
3.622
-112

40
29-jun
3.347
3.077
270

61
28-dez
3.183
3.205
-22

7
27-out
3.176
3.794
-618

14
26-mai
3.051
2.289
762

9
01-jun
2.584
2.661
-77

7
08-dez
2.537
2.707
-170

16
17-mar
2.532
3.603
-1.071

21
20-jan
2.442
2.458
-16

4
23-dez
2.387
2.181
206

12
03-nov
2.276
2.769
-493

3
03-mar
2.114
2.104
10

2
08-set
2.072
1.547
525

29
27-jan
2.069
2.263
-194

7
20-abr
1.920
2.295
-375

6
27-jul
1.874
2.118
-244

1
27-jul
1.868
-


62
08-dez
1.849
1.968
-119

45
31-dez
1.810
1.599
211

42
22-dez
1.664
1.878
-214

37
31-mar
1.575
1.651
-76

6
15-set
1.463
1.481
-18

9
01-nov
1.459
1.913
-454

32
08-set
1.454
1.491
-37

20
16-jun
1.374
1.766
-392

31
13-out
1.367
1.387
-20

26
12-jan
1.367
1.489
-122
b)
1
22-set
1.362
-


20
24-fev
1.359
1.460
-101

31
30-jun
1.356
1.056
300

7
08-dez
1.335
1.321
14

3
01-dez
1.270
712
558

5
19-set
1.256
1.122
134

6
21-dez
1.237
1.229
8

31
29-dez
1.178
1.110
68

4
10-mar
1.154
856
298

1
28-abr
1.138
-


2
05-jan
1.117
804
313

6
24-nov
1.113
1.086
27

30
17-nov
1.095
1.167
-72
a)
9
17-nov
1.088
1.152
-64

6
07-dez
1.079
902
177

12
08-set
1.068
1.145
-77

37
13-jan
1.057
1.064
-7
a)
2
05-mai
1.055
1.538
-483

32
24-nov
1.049
1.007
42
a)
38
01-mai
1.043
1.162
-119

5
05-jan
1.042
1.139
-97

42
14-dez
1.037
900
137

8
10-jun
1.031
1.285
-254

4
10-mar
1.007
899
108


a) Provas por escalões
b) Soma das duas competições "Campeonato Nacional de Estrada" e "Corrida com os Campeões", dado terem sido disputadas na mesma prova simultaneamente como se duma se tratasse

Relação das provas acima do milhar em 2018 mas abaixo em 2019:



Nº
Data
2019
2018
Dif

14
19-mai
977
1.515
-538

24
03-mar
872
1.192
-320

4
24-mar
862
1.155
-293

11
13-out
837
1.080
-243

2
14-abr
833
1.089
-256

35
12-mai
736
1.058
-322

4
24-fev
722
1.371
-649

3
21-set
275
1.009
-734


O que nos trará 2020? Resposta daqui a um ano.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

A São Silvestre da Amadora é espectacular! - Episódio 12

Eu e Isa, os únicos 4 ao Km presentes. Ao fundo o Obrigado da organização aos atletas,que nós quisemos captar para o transformar no nosso obrigado à fantástica organização!

Cada corrida tem a sua personalidade e gosto de todas. Mas há aquelas que nos tocam de maneira ainda mais especial. Um pequeno lote de que a São Silvestre da Amadora faz parte. Um evento que se aguarda com saudades mal termina uma edição.

Isto tudo pelo maravilhoso público, pelo percurso, pela história, pela organização, pelas actividades paralelas. Tudo somado tornam esta prova em algo mágico. Aliado ainda ao facto de estarmos a escassas horas de mudança de ano, o que cria um ambiente muito sui generis.
Daí, em 14 anos de corridas, ter participado pela 12ª vez. E só não foram 14 por motivos completamente impeditivos, pé partido em 2008 e operação em 2017. Só mesmo força maior pode afastar-me deste evento.

E é assim com festa que se termina mais uma época de corridas (sigo a época em termos anuais e não de calendário desportivo). E este ano fechou com uma contabilidade record. Se 2017 detinha o maior número de quilómetros realizados num ano (corridas e treinos somados), com 2.316,163 km, este ano quebrei a barreira dos 2 milhares e meio, finalizando com 2.512,692 km.
Este aumento tem uma explicação bem simples. Além de em 2017 não ter corrido nas últimas 3 semanas do ano pela operação, o que impediu também qualquer km por todo o mês de Janeiro 2018, este ano só tive uma paragem de 10 dias pela queda que sofri em Julho. Mas o factor maior foram, muito excepcionalmente, as três preparações para Maratona, ao contrário das habituais duas. E isso pesou muito nas contas finais.

Aqui na Amadora ainda não me sentia a 100% da constipação e ainda algo desgastado pela São Silvestre de Lisboa 3 dias antes e nessas condições.
Nas anteriores 11 presenças, o melhor foi de 52.08 em 2010 e o tempo mais alto de 58.27 logo no ano seguinte, 2011. De resto, a maioria anda ali pelo minuto 56.
O objectivo era dar o melhor que conseguisse, de preferência não ultrapassar os tais 58.27

Se é sempre importante aquecer bem, aqui mais o é e não só pelo frio que se fazia sentir desde que o sol desapareceu. Tem a ver com o facto de subirmos muito nos dois primeiros quilómetros, por isso é fundamental a pulsação já estar devidamente preparada.

Na crónica do Grande Prémio de Natal, queixei-me que não estava a subir como costumava pois se tenho treinado muito, a nível de subidas tinha descurado um pouco. Desde então tenho trabalhado nisso, até porque a próxima Maratona em Madrid sobe muito, e notei uma boa melhoria nessa subida inicial onde estive bem.

Depois veio a descida, especialidade que é o meu ponto fraco, e a expectativa centrava-se como iria reagir na famosa subida dos Comandos. E também cumpri satisfatoriamente! 
Nessa altura era já uma certeza que a marca seria abaixo dos 58.27 e deveria andar pelos 57 ou mesmo nos habituais 56.

Na subida dos Comandos tive a companhia por um bocado do Tiago Marques e do José Miranda que seguiram na 3ª e última subida, exactamente na que não fiz bem, ao contrário das anteriores duas.

Aí, na parte final, fui apanhado pelo Orlando Duarte que acompanhou-me no restante percurso. Para tal, teve que abrandar algumas vezes mas não só ajudou-me como se ajudou a si pois o Orlando não queria ir mais depressa por uma questão muscular.

Tal como em 2015, tive o prazer de cortar a meta com o Orlando Duarte, um nome grande e um Senhor no nosso Atletismo. Muito obrigado, Orlando, pela ajuda!

O tempo foi, uma vez mais aqui na Amadora, na casa dos 56 minutos, 56.18
Curiosamente, fiz no espaço de três dias duas São Silvestres com a diferença de 1 segundo. Em Lisboa 56.19, Amadora 56.18

Pelo 3º ano consecutivo, bateu-se o record de classificados. Após os 1.295 de 2015, 1.460 em 2017, 1.599 em 2018 e ontem 1.810
Mais uma vez, e como sempre, super organização da HMS!


Com a Isa, Dora, Carlos Cardoso e Orlando Duarte após a meta
E agora com o Tiago Marques
Hoje é dia de repouso, amanhã inicia-se o meu 15º ano de corridas. 
Como sempre, o objectivo é correr com o mesmo prazer e felicidade que sinto desde que entrei neste maravilhoso mundo. Os dois grandes desafios, para os quais já estou inscrito em ambos, são a Maratona de Madrid (26 de Abril) e a Maratona de Málaga (13 de Dezembro).

Termino desejando a todos um excelente 2020. O melhor que se pode pedir, é daqui a um ano continuarmos todos por cá e de boa saúde!




Já após a prova com o Vitor que não pode participar por estar a trabalhar mas ainda chegou a tempo de assistir ao final

sábado, 28 de dezembro de 2019

Na festa que é a São Silvestre de Lisboa

A equipa 4 ao Km (eu, João Cravo, Isa e Vitor)

Foi mais um grande final de tarde de Atletismo com a 12ª São Silvestre de Lisboa a contar com 10.112 classificados, o que é apenas a 7ª vez que em Portugal se quebra a barreira dos 10 mil. As 5 primeiras vezes entre 2015 e 2017 e, após um 2018 sem qualquer, este ano já temos duas, a Meia de Lisboa e agora a São Silvestre de Lisboa.

Especial realce para duas situações. A percentagem de atletas femininas, 33,1% (3.346 entre 10.112) o que dá um terço, o que é uma marca muito boa no panorama nacional (nas minhas primeiras corridas em 2006, essa percentagem andava entre os 3 e 6%). Ainda falta para o ideal 50% mas a coisa vai-se compondo. 
A outra situação é a sempre curiosa guerra dos sexos, em que as atletas femininas de elite partem à frente com a distância temporal igual à diferença entre o vencedor masculino e feminino do ano transacto, para ver quem chega à frente. Até esta edição registava-se um empate a 5-5. Quem desempatou? Ninguém! Os vencedores de cada género, Jéssica Augusto e Adel Mechaal, chegaram à meta ex-aequo de mãos dadas. Uma muito bonita atitude de elevado desportivismo!
Actualização: Por uma questão de photo-finish, a vitória foi dada aos homens que assim passam a 6-5.

Aqui ainda uma hora antes da partida, a tomarmos o pulso ao ambiente
Sobre a minha corrida, foi melhor do que receava pois desde meio da semana que ando constipado. Nada de gripe, apenas constipação mas isso afecta o, digamos, "carburador" que é o nariz. E o meu receio era a subida da Avenida da Liberdade pois numa subida mais necessário se torna que o ar entre e saia bem.

Foi importante o aquecimento para fazer subir a pulsação e adaptar-me a esta questão respiratória.
Partimos na 2ª de 3 vagas e correu-se bem no início. Pelotão com muita gente mas sem afectar significativamente o ritmo. Talvez na 3ª vaga isso tenha sucedido por serem mais atletas. 
Sou alto defensor deste sistema de partidas por vagas pois tal permite um melhor fluxo e qualidade de corrida.

Já na zona de partida
As primeiras centenas de metros foram a controlar para as pulsações não subirem rápido demais e depois entrei no ritmo limite para a situação, agradado com o facto de a respiração não estar a afectar muito. 

E assim fui até chegar ao quilómetro 7 e iniciar a subida da Avenida da Liberdade. Esse era o meu medo pelo que a constipação poderia afectar mas, felizmente, acabei por fazê-la relativamente bem.

Quando estava a passar pelo balão do 8º km, fui ultrapassado pelo Carlos Cardoso, e essa foi uma enorme medalha, ter conseguido estar 8 quilómetros à frente do grande Carlos Cardoso. Sim, sim, eu sei que ele está a vir duma lesão e que até partiu na 3ª vaga, mas deixem-me "vaidosar", eh eh

Feita a rotunda do Marquês, altura de começar a descer e, ao passar no balão do km 9, iniciar a contagem para a classificação especial do último km, onde dei o que podia.

Se antes da prova, e devido à constipação, apontava apenas para baixar da hora, acabei por registar 56.19, o que foi bastante satisfatório. Mesmo assim, sinto que fiz um esforço maior do que no GP de Natal onde marquei menos 3.32. A respiração sempre se manifestou nalguns quantos segundos por km... 

No GP Natal o último Km foi em 4.35, hoje marquei 4.37 em idêntico percurso. No entanto, nessa classificação registei um salto em relação à geral. Na geral fui 4.430 em 10.112 (sim! claramente na 1º metade!) e na classificação do último km melhorei 347 lugares (4.083º). No escalão é que não consegui entrar na 1ª metade por pouco (238 entre 468).

Falta apenas uma prova para dar por terminado 2019. E qual a melhor para acabar em beleza? Claro! Só pode ser a mítica São Silvestre da Amadora, um dos sempre mais aguardados eventos em cada ano! 
Também ela organizada pela HMS, como hoje, o que é sempre uma garantia de alta qualidade e profissionalismo!



E após a prova. Os sorrisos dizem tudo, não é verdade?

domingo, 15 de dezembro de 2019

No GP Natal a fazer a melhor marca do ano

3 fotos que ilustram o maior bem das corridas, a AMIZADE!

Após ter faltado em 2018, por ainda estar em Espanha depois de ter concluído a Maratona de Valência, participei pela 11ª vez no Grande Prémio de Natal, uma clássica do nosso calendário que já me deu sensações muito díspares.

Efectivamente já houve o 8 e o 88 aqui, e o 8 foi coincidentemente em 2008 quando parti o pé esquerdo. O 88 foi em 2016 onde consegui aquilo que perseguia há 10 anos, baixar dos 50 minutos, e logo com 48.42 (marca batida 6 meses mais tarde na Corrida de Santo António com 48.19). Um ano depois, neste mesmo GP de Natal 2017, alcancei o 5º e último sub50. Foi o corolário dum biénio incrível e dificilmente repetível.

Após aquela marca nesta prova em 2017, parei quase 2 meses pelas operações às cataratas e hoje de manhã estive a consultar o histórico e a verificar que as duas únicas vezes que baixei nestes 2 anos do minuto 53 foi com 52.40 e 52.58

Assim sendo, coloquei como objectivo tentar fazer melhor que os 52.40 para ser a melhor marca dos últimos 24 meses. 

Se este percurso é conhecido pelos muito favoráveis últimos 2 quilómetros, é preciso não esquecer que até lá tem algumas dificuldades, como as duas subidas iniciais, os 3 túneis e a ligeira inclinação até ao Saldanha. 
Ora eu que subia bem, nos últimos tempos tenho vindo a perder facilidade na subida, devido a não estar a treinar subidas como dantes, algo que tenho que rectificar e rapidamente. Tal fez-me desgastar um pouco no quilómetro inicial, para fazer o tempo que queria nesse km.

Depois lá fui mantendo o ritmo que queria, sempre a aflorar o risco vermelho, sabendo que o importante era chegar ao Saldanha para de seguida soltar tudo.

E se me estava até então a aguentar, entre a saída do 3º e último túnel e o Saldanha, quebrei um pouco, uma dezena ou dezena e meia de segundos que foram importantes no final.

A partir do Saldanha consegui recuperar fôlego e comecei a soltar o que podia. Pelas contas estava muito complicado baixar do 52.40, deveria acabar com 53 muito baixo, mas tentei e dei tudo, principalmente no quilómetro final feito em 4.35

E quase que deu, 52.47, que passou a constituir o 2º melhor tempo destes últimos 2 anos. 
Isto foi o que vi no final, onde estava tão focado nos 52.40 que só mais tarde apercebi que tinha feito a melhor marca do ano, batendo os 52.58 da Volkswagen por 11 segundos.

Apanhado em directo na TVI24 a 100 metros da meta (nota-se que lhe ia a dar bem!)
Na classificação, verifiquei que finalizei às portas de algo que gosto de realçar por não ser nada habitual, terminar na 1ª metade. Ora a 1ª metade dos 4.258 que finalizaram é 2.129 e terminei em... 2.132, a 3 lugares apenas.

No cômputo geral, atendendo à forma actual e às complicadas e tristes últimas semanas, reconheço que foi muito positivo, apesar de estar apenas moderadamente satisfeito, isto em termos de performance, porque em termos de prazer de corrida, fiquei plenamente grato por esta manhã de bom ambiente e de respirar este tão saudável ar típico das provas.

Ah! Antes que me esqueça, um obrigado ao São Pedro pois a prometida chuva nunca caiu! 

Próximas provas, as São Silvestres de Lisboa (28) e Amadora (31)

Até lá, fiquem bem, fiquem em paz e com saúde, o maior bem!, e aproveitem a quadra. Festas Felizes! 



quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

A reforma dum fiel companheiro de quase 12 mil km


Garmin Forerunner 310XT

Período de actividade: 5 de Janeiro de 2014 a 11 de Dezembro de 2019

Após quase 6 anos de actividade (faltaram apenas 25 dias para alcançar a meia dúzia de anos), chegou a altura de reformar o meu fiel companheiro de pulso que tanto registou e numa altura onde alcancei coisas históricas.

Foi sempre um relógio espectacular e estou convencido que duraria mais uns bons anos, não tivesse sido aquela queda que sofri em Julho e onde lhe saltou um botão e os outros ficaram presos por arames, tendo ultimamente caído mais 2 botões e tornando quase impraticável o seu uso.

Assim, nada mais restou que dar-lhe a justa reforma.

Para a história ficam os 11.863 quilómetros que fez comigo em 1.194 actividades das quais 181 em provas, com o devido destaque a 12 Maratonas. Aliás, das minhas 13 Maratonas concluídas, apenas na primeira não esteve presente (ainda foi o Garmin Forerunner 205 que durou 4 anos e 2 meses).

Registou também os meus actuais records, todos realizados entre 2016 e 2017. Dos 400 aos mil metros, 3, 5, 10, 15, 20 km, Meia-Maratona, 30 km e Maratona.
E diga-se de passagem, que destes 10 records, quase garantidamente 9 ficarão para sempre com ele pois nesse biénio estiquei os records de tal maneira que não acredito que os possa alcançar mais. Disse 9 dos 10 pois há apenas um que, apesar de ser muito muito difícil, talvez num daqueles dias muito especiais possa eventualmente haver uma surpresa (sim, estou a falar na mítica distância).


Garmin Forerunner 935

Período de actividade: 12 de Dezembro de 2019 a ?

E este é o meu novo companheiro! Investi bem neste meu 3º relógio GPS de corrida pois eles duram imenso e é um valor que se vai diluindo ao longo dos tempos. E se o 1º durou mais de 4 anos e o 2º quase 6, esperemos que este dure ainda mais, desde que não haja qualquer acidente como o de Julho.

Na hora do seu balanço, veremos o que me dará. Mas o que desejo é que me dê muitos km de prazer de corrida!

domingo, 8 de dezembro de 2019

Na Meia dos Descobrimentos em memória dum grande amigo


Querido amigo Nuno!

Lá fizemos outra corrida juntos. Esta diferente, sem ser fisicamente após a chocante mas receada notícia de 2ª. Hoje foste sempre a acompanhar-me mentalmente. E conversámos, conversámos muito, recordando vários episódios.

Como a primeira vez que falámos. Estava eu com a Sandra na única vez que fui treinar com ela para o Jamor e vi o Luís acompanhado por alguém que eu não conhecia, tu. E quando disse que ia fazer os Trilhos de Monsanto, assustaste-me com a descida que lá havia. Mas fui à mesma numa das raras presenças em trilhos, antes de descobrir que não tinha jeito para esses percursos, tal como tu. Foi a primeira vez que tu e a Sandra se viram mas não se ligaram. A faísca foi no ano seguinte.

E no dia a seguir a terem começado tudo, quiseste fazer comigo a 1ª Corrida do Sporting (2011) para ajudares-me a baixar dos 50 aos 10, algo que vinha a perseguir há quase 5 anos. Prescindiste da tua corrida, numa altura que não corrias mas sim voavas (36 aos 10 e 2.54 em Maratona!!!) para ajudares esta tartaruga. Mas eras assim, bondoso e sempre pronto a ajudar.
Não deu nesse dia, apareci com uma valente constipação (e ainda demoraria mais 5 anos a alcançar esse feito) mas recordo com uma ponta de vaidade o sprint que fizemos para a meta e que tanto te surpreendeu. E essa é uma doce medalha, ter surpreendido alguém que era conhecido pelos amigos como a Gazela!

Na Meia de hoje, a dos Descobrimentos, estamos a percorrer uma parte do que foi a minha 1ª Maratona e a quem tanto a devo pela tua fundamental ajuda. Sempre fiquei com a sensação que abusei de ti nesse dia. Estava combinado acompanhares-me nos primeiros 21 e ficavas no Cais do Sodré. Mas a parte que receava era exactamente do Cais do Sodré até Algés e volta. Pedi-te mais ajuda e tu, incapaz de dizeres não a um pedido dum amigo, lá foste até passarmos novamente pelo Cais do Sodré, já aos 35. E que cansado estavas! Quem está de fora pode ficar surpreendido com o teres 2.54.01 em Maratona e ficares cansado daquela forma por 35 lentos. Mas, não só ires a esforçar por correr o que era devagar para ti, mas principalmente o estares tanto tempo (4 horas) a correres o que nunca tinhas feito. É que despachavas a coisa num instante... 
E no final, deste-me um belo quadro pintado por ti, com todo o imenso jeito que sempre tiveste! Há coisas que ficam bem gravadas no coração.

E Sevilha 2014? Um dia tão feliz para todos e onde, apenas 3 meses a teres sido operado a um joelho, levaste a tua querida Sandra a estrear-se de forma brilhante numa Maratona! Que dia mais fantástico! 

E o que dizer de Paris 2015 onde fomos surpreendidos, quando saíamos do apartamento para ir para a partida, com a vossa presença? Foram de propósito a Paris para nos apoiar!!! Como esquecer coisas destas? 
E o episódio da gorda nessa Maratona? Se fiz uns muito bons 35 km iniciais pelas ruas da mais bela cidade, na Maratona que era o meu sonho, por causa dos dois dias anteriores, dei um berro que se ouviu na Cochinchina. E tu, ali em pleno Bosque de Bolonha, a quereres dar-me alguma injecção de energia e ao veres um pouco à minha frente uma atleta mais "envelopada", a gritares "Olha a gorda, João! Não vais ficar atrás da gorda!" e eu, já mais que nas lonas, a gritar-te, já meio afinado "Quero lá saber da gorda!". O que nos rimos depois e em qualquer dos momentos que recordámos esse episódio que só passando por ele!

E com tudo isto, chegámos à meta de hoje. Sem estar em forma para tal, e após uma semana muito difícil, deste-me a força necessária para realizar um tempo impensável para o momento actual, 1.58.39. Esta marca é tua!

Tanto falámos nesta Meia mas mesmo assim ficou para trás tanto episódio de tão sã amizade que tive o enorme prazer de partilhar com alguém tão bondoso, puro e isento de qualquer tipo de maldade. Se toda a gente fosse como sempre foste, o mundo era um verdadeiro paraíso! 

Até sempre, grande amigo Nuno, continuarás bem vivo nos nossos corações e perpetuado num casalinho maravilhoso!

(Um abraço do tamanho do mundo para o João Ricardo que consagrou esta corrida a ajudar-me a alcançar o objectivo de sub 2 horas para poder dedicar ao Nuno. Muito obrigado por toda a ajuda, João, e por teres sempre feito acreditar que era possível!) 

Pequeno e resumido álbum de recordações dos episódios aqui narrados:


Na 1ª corrida que fizemos juntos, a 1ª do Sporting no tal sprint que me orgulhou


A "selfares" na minha 1ª Maratona, enquanto eu ia em esforço


O tal quadro que me ofereceste no final da minha 1ª Maratona. O estarem 8 gatos não é por acaso, era quantos tinha na altura. Tinhas um jeito e criatividade fantásticos. E ambos apaixonados por BD (da boa!) 


No histórico dia de Sevilha 2014 
Teu desenho alusivo à minha 1ª prova internacional (Sevilha 2014)

Antes da partida de Paris 2015 no dia da grande surpresa!


Aos 38 em Paris, devias estar a preparar-te para gritar por causa da gorda! (eu já vinha torto!)
E além da surpresa em Paris, ainda fizeste mais um desenho!