segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O fascínio da meta numa Maratona ou o "se não consegues correr, anda, se não consegues andar, rasteja!"


Maratona de Austin, realizada ontem. A queniana Hyvon Ngetich liderou quase toda a prova. Nos metros finais, a 50 metros da meta, quebra e é ultrapassada. Completamente esgotada, cai. Não se consegue levantar. A meta está ali à espera e a única solução foi gatinhar, recusando sentar-se na cadeira de rodas posta à disposição pelos auxiliares da prova, pois tal significaria a desistência.

Valerá a pena tal esforço, será a pergunta natural e inevitável de quem vê o filme. Mas quem está lá dentro, sabe bem o que significa uma meta de Maratona e todo o ambiente emocional que se vive!

Não deixem de clicar aqui para ver esses momentos finais rumo à meta

13 comentários:

  1. Arrepiante e emocionante....o olhar dela para a linha da meta diz tudo....estou com a lágrima no canto do olho...ainda por cima vindo de uma profissional, que normalmente quando a coisa não corre bem optam por desistir.
    Abraço

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  2. Isto é o espírito da maratona! Curvo-me, respeitosamente, perante a garra desta grande atleta.
    E ainda por cima é como diz o Carlos Cardoso um atitude destas vinda de uma atleta profissional ainda é mais espantosa porque, normalmente, estes atletas quando as coisas não correm bem desistem pois estão na corrida para ganhar a prova e não para, apenas, a terminar.
    Um abraço.

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  3. Realmente é impressionante, mas não gosto de ver estas situações! Fogem àquilo que o desporto significa para mim. Saber desistir quando não se aguenta mais é digno de um desportista, e parece-me que este caso ultrapassou em muito esse momento. Essa atleta não tem respeito por si própria!

    Abraço

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    1. Luís, o que farias se tivesses treinado 3 meses para um objectivo, 3 meses a sonhar com aquele momento e quebrasses a 50 metros da meta? Desistir não seria muito pior? Podes crer que sei bem o que é ser obrigado a deitar fora um sonho de 3 meses, a dor que é. Mas estava a 27 km e, assim, era impossível. Mas a 50 metros? A Maratona encerra uma parte emocional que só vivida para se entender porque se faz tudo, como neste caso.

      Um abraço

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    2. Estou contigo João Lima a 50 metros de acabar uma maratona faz-se tudo para cortar a meta! Uma maratona são muito meses de trabalho, muitos sonhos para deitar a toalha ao chão a 50 metros da meta. Se fosse uma meia era de parar e tentar na próxima mas numa maratona, ou em distancias acima, desistir a 50 metros da meta é algo que está fora de questão!

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    3. Compreendo perfeitamente as razões, mas continuo a não gostar de ver...

      Abraços!

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    4. Claro, Luís, todos nós preferimos ver uma chegada em alegria...

      Um abraço

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  4. É preciso ter muito crer e coragem para fazer isto.. e tal como já foi dito, ainda tem muito mais valor por ser uma atleta de alta competição, pois estas(es) apesar de ter uma grande capacidade de sofrimento, se virem que se vão prejudicar a sério param e acabou.

    Abraço

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    1. Em entrevista, ela diz que aprendeu a seguir sempre, acontecesse o que acontecesse. Liderou as últimas 23 milhas e meia (uma Maratona são 26 milhas), portanto quase sempre, mas naquela altura já não queria saber de lugar, só queria terminar e a segurança que estava ao lado ajudou-a muito pois ia dizendo que estava quase.
      O director da corrida diz que nunca viu nada assim e foi decidido dar-lhe o prémio monetário do 2º lugar, posição que ocupava quando começou a gatinhar e que baixou para 3º mesmo em cima da meta

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  5. Nem tenho palavras. Pode ser entendido como um sacrifício em vão por muitos... e muitos nunca chegaram a compreender o que fez esta atleta a rastejar até á meta.
    Curvo-me respeitosamente!
    A 50 metros nem quero imaginar o que foi para ele acontecer isto ali ..... emocionante!

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  6. Todos preferimos chegadas em glória, sem sofrimentos, com braços no ar, a sorrir… A pergunta é simples e coloca-se a cada um de nós: quantos de nós a 50m da meta de uma maratona, e em colapso físico, desistiria de lutar? O colapso era físico. Reparem que ela tem o discernimento de rastejar, inclusivamente chega a parar para descansar. Mais ainda, que revela outro detalhe da sua lucidez, o olhar dela atento à linha de meta para perceber quando é que efetivamente pisa o risco. Aquele corpo em falência vai guiado por uma cabeça perfeitamente sã e lúcida. É isto que eu vejo neste vídeo: uma atleta que não corre só com o corpo!

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