Maratonas

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

De derrota em derrota... até à vitória final?

Completei hoje o 3º "longo" rumo à Maratona do Porto e as aspas no longo revelam que não se pode chamar longo ao que fiz.

Depois do miserável que foi o 1º, o minimamente aceitável o 2º, o de hoje foi outro miserável. 
A decência inibe-me de o relatar. A única coisa (muito) boa foi a companhia da minha grande amiga Sandra, com quem já não corria há uns tempos e aproveitámos para pôr a converseta em dia.

Enfim, tem sido derrota em derrota, espero que até à vitória final. Quero muito aquela meta, quero muito ser tri-maratonista. Mas para tal, tenho que o merecer. 

domingo, 10 de agosto de 2014

Assim, já é um treino

Depois do mau primeiro treino para a Maratona, aqui relatado e que basicamente foram 15 kms mas com um certo número deles a andar (a primeira vez aos 4 e meio, vergonha das vergonhas!), a que se seguiu outro treino miserável na 3ª feira, os de 5ª e 6ª já foram bons e o longo de hoje um treino mais condigno.

Foram 20 kms, sempre seguidos sem nunca andar, e com alguma dureza pelo piso e em especial pela passagem pela volta grande à abandonada pista de cross do Jamor, algo que até dói a alma por ver como está e como foi.

Claro que para o bom sucesso dum treino há que contar também com a preciosa ajuda de amigos, como foi o caso da Isa, Vítor e João Cravo, aos quais agradeço.

O ritmo que impus é que foi fraquinho mas o adequado para esta altura da preparação. 

Em resumo, o mau tempo está a passar e só quero a meta do Porto.

(Falha das falhas, hoje não houve foto do grupo. Passou-nos)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A nossa selecção para Zurique


Já estão seleccionados os atletas que vão representar Portugal no 22º Campeonato Europeu a realizar em Zurique, Suiça, entre 12 a 17 de Agosto.

São 44 atletas, 22 femininas e 22 masculinos, aos quais desejo desde já o maior sucesso. São eles:

Atletas femininos
Ana Cabecinha - 20 km marcha
Andreia Crespo - 4x400 metros
Carla Salomé Rocha - 10000 metros
Carla Tavares - 100 e 200 metros
Cátia Azevedo - 400 metros
Cátia Pereira – Vara
Doroteia Peixoto – Maratona
Dorothé Évora - 4x400 metros
Dulce Félix - 5000 e 10000 metros
Filipa Martins - 4x400 metros
Filomena Costa – Maratona
Inês Henriques - 20 km marcha
Irina Rodrigues – Disco
Jessica Augusto – Maratona
Maria Leonor Tavares – Vara
Marisa Barros – Maratona
Marta Onofre – Vara
Miriam Tavares - 4x400 metros
Patrícia Mamona - Triplo Salto
Sara Moreira - 5000 e 10000 metros
Susana Costa - Triplo Salto
Vera Barbosa - 400 m barreiras e 4x400 metros

Atletas masculinos
Alberto Paulo - 3000 m obstáculos
Arnaldo Abrantes - 4x100 metros
David Lima - 200 metros
Diogo Antunes - 100 e 4x100 metros
Diogo Ferreira – Vara
Edi Maia – Vara
Edi Sousa - 4x100 metros
Emanuel Rolim - 1500 metros
Francis Obikwelu - 4x100 metros
Hermano Ferreira – Maratona
João Almeida - 110 m barreiras
João Vieira - 20 km marcha
José Moreira – Maratona
Marco Fortes – Peso
Nelson Évora – Triplo
Pedro Isidro - 50 km marcha
Ricardo dos Santos - 400 metros
Ricardo Ribas – Maratona e 10 000 metros
Rui Pedro Silva – Maratona
Sandy Martins - 800 metros
Sérgio Vieira - 20 km marcha
Yazaldes Nascimento - 100 e 4x100 metros

A seleção terá como chefe de comitiva o Presidente da FPA, Jorge Vieira, com a liderança da equipa a cargo do Vice-Presidente para o Alto Rendimento e Seleções Nacionais, Paulo Bernardo. José Dias, Técnico Nacional de Provas Combinadas terá a responsabilidade técnica da equipa, que terá como coordenadores técnicos: João Abrantes, Carlos Silva, Pedro Pinto, Paulo Reis, Paulo Murta, Mª Sameiro Araújo e João Campos.

Integram ainda o corpo técnico da seleção os treinadores integrados no programa de Preparação Olímpica para o Rio2016: António Nogueira da Costa, João Ganço, José Uva, Joaquim Raposo Borges, Jorge Miguel, Pedro Ribeiro, Vladimir Zinchenko, António Ascenção e Sebastian Homo.

O acompanhamento médico será coordenado por Nuno Pereira Coutinho, médico da FPA, que terá nas sua equipa os fisioterapeutas Diogo Cunha e Juliana Neto e o massagista António Vieira.

A ligação com a Imprensa será assegurada por António Costa, da Área de Eventos, Comunicação e Marketing da FPA.

A comitiva Lusa tem partida marcada de Lisboa no dia 10 de agosto, às 7:05 da manhã, com o regresso previsto para 18 de agosto.

Os 44 atletas selecionados representam 8 clubes diferentes: ACR Senhora do Desterro, A Jardim da Serra, CN Rio Maior, CO Pechão, JO Monte Abraão, Maratona CP, Sporting CP e SL Benfica.

Estão representadas na seleção para os Europeus de Zurique 7 das 22 Associações Regionais: Algarve, Braga, Guarda, Lisboa, Madeira, Porto e Santarém.

(dados copiados da notícia da Federação Portuguesa de Atletismo)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Revista Atletismo de Agosto


Já chegou à caixa de correio o número 393 da Revista Atletismo, referente ao mês de Agosto e com toda a actividade do último mês.

Seu índice:

Competições internacionais

13 Taça da Europa de Provas Combinadas
14 Campeonato Mundial de Juniores

Competições nacionais

Pista

6 Campeonatos de Portugal
10 Campeonatos Nacionais Sub23
11 Campeonatos Nacionais de Juniores
12 Campeonatos Nacionais de Juvenis
26 Da Estrada para a Pista
41 Campeonato Nacional de Veteranos

Estrada

45 Memorial Francisco Lázaro
45 10 Km da Lagoa (Foz do Arelho)
20 Corrida da Lagoa Santo André
22 Corrida das Fogueiras
24 We run Wall Street
24 Onyria Race

Espaço Técnico

Treino

34 De férias… a manter a forma
36 A importância do treino no início da época

Nutrição

38 As proteínas 

Reportagens
Clube de Pelotão

28 CCD do Crédito Agrícola Mútuo

Actualidade

32 Correr nas férias…
42 Apresentação do Europeu de Zurique

Entrevistas
Atleta de Pelotão

30 Fernando Paiva Santos

Natureza

40 Trail Serra da Freita
44 Ultra Maratona Atlântica 

Secções fixas

17 Portugueses no estrangeiro
18 Noticiário
46 Internacional
47 Calendário federado
49 Lazer
50 Agenda da Corrida 

Iniciativas
Revelação do mês

51 Junho – Victor Korst (AA Pinhalnovense)

Recorde-se que esta publicação imprescindível para o nosso desporto é distribuída por assinatura. Para toda e qualquer informação, clicar aqui

sábado, 2 de agosto de 2014

Há quem não goste de bons inícios

Objectivo:
A exactamente 3 meses da Maratona do Porto, iniciar o plano de treinos com um treino idealmente de 22 kms mas não podendo ser menos que 20 nem mais de 24 

Facto:
O treino foi de 15 kms em 1 hora e 53 minutos, tendo andado várias vezes.

O relato em 3 versões:

Versão emotiva:
Vergonhoso! Ridículo! Patético! É assim que queres chegar a tri-maratonista?!? Não te bastou hoje ver escrito no chão os kms 17 a 20 da "tal" Maratona, números que não chegaste a ver nesse dia? Queres passar pelo mesmo?!? Seu... seu... (a decência obriga-me a parar esta versão aqui)

Versão racional:
Acaba por não ser surpresa pois tenho passado a semana mentalmente cansado e a cabeça é que manda em longos. Também acho que ando a pagar os 2 meses que andei com aquele problema. Se 2 ou 3 dias afectam qualquer um, imagine-se 2 meses...

Versão lógica:
Preocupante seria estar no pico da forma a 3 meses pois a seguir a um pico vem sempre a quebra o que iria coincidir com a Maratona. Pior treino do que o de hoje, será difícil, por isso agora só pode ser a melhorar, ainda por cima tendo companhia para a semana. Os problemas e causas estão identificados, há que trabalhá-los.
Vamos com calma rumo ao sonho da tri-Maratona 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Equipas obrigadas a inscrever atletas como individuais

Recentemente, responsáveis de várias equipas têm sido desagradavelmente confrontados com o facto de, nalgumas provas, terem que inscrever atletas seus como individuais. Isto porque no acto de inscrição on-line, várias provas têm um limite mínimo de atletas para se poder efectuar a inscrição colectiva.

É o caso recente, só para citar algumas, da Ultra-Maratona Atlântica Melides-Tróia, Corrida do Tejo (ambas com mínimo de 3 atletas), Meia-Maratona SportZone e Corrida do Destak (ambas com mínimo de 5!).

Todas as 4 referidas têm organizações diferentes mas usam a mesma plataforma (Bilheteira On-Line). No entanto, no passado já efectuei inscrições através desta plataforma, sem qualquer problema em inscrever como equipa apenas um ou dois atletas numa prova.

O porquê desta alteração não sei dizer, apenas estranhar. E estranho porque, a menos que me esteja a escapar algum pormenor, penso que é mais trabalhoso e tem mais custos para a organização ter, por exemplo, 4 atletas individuais do que uma equipa com 4. Isto porque obriga à feitura de 4 envelopes em vez dum. E até a distribuição de dorsais fica mais lenta no caso que são entregues por envelopes.

Se a justificação parte duma qualquer questão tecnológica, menos compreendo. Em primeiro lugar porque a tecnologia serve para facilitar em tempo e processos e não para dificultar. E como algumas provas têm a exigência de 3 e outras de 5, depreendo que é um parâmetro que é seleccionado, o que não impedirá de colocar esse parâmetro como 1. 

Além de poderem existir paradoxos como o que vou exemplificar, pegando no caso pessoal da equipa que pertenço, os 4 ao Km e a Corrida do Destak. Como o mínimo para esta prova, para ser considerada equipa, são 5 atletas e inscrevi 3, tive que efectuar inscrições individuais. As inscrições foram efectuadas agora que era o último dia para o preço promocional terminar. Mas como faltam quase 2 meses para a realização da prova, ainda podem aparecer mais 2 atletas que decidem também ir. Afinal ficaremos com 5 mas como os outros 3 já estavam inscritos como individuais, tínhamos o número requerido mas tudo como individual... Não faz sentido. 
Claro que vamos correr com a camisola e sentimos como estar a correr pelos 4 ao Km mas não é de todo gratificante olharmos para a classificação e vermos individual quando o nome da nossa equipa tanto nos diz, não fosse uma equipa de amizade.

Mas outras equipas há em que o caso torna-se bicudo pois representam firmas comerciais que pagam as inscrições. Ora um atleta que corre pela equipa com o nome da firma X, que lhe pagou a inscrição, como vai depois justificar à firma X que na classificação está como individual?

E há firmas que, incentivando a prática desportiva, pagam a inscrição contra a apresentação do recibo. Vão pagar ao verificar que no recibo está o nome do atleta Y mas como individual e não com o nome de quem lhe vai pagar?

Ou será lógico vermos a fotografia dum atleta a cortar a meta vitorioso, com a camisola duma conhecida equipa e na classificação estar individual, apenas porque era o único do seu clube a participar. Faz sentido?

Mais questões e casos existirão. Uma coisa é certa, algo tem que ser feito para corrigir este problema. 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Há momentos assim

Correr não é algo garantido. Somos compostos de emoções e por uma miríade de componentes químicos que nos influenciam, de forma por vezes inesperada, nos nossos esforços. E tudo sempre sempre regulado pela mente.

Esta introdução vem a propósito do treino de ontem, aquele que, se a memória não me falha, terá sido o mais curto em 9 anos de corridas.

Estava estipulado correr 10 quilómetros ao final da tarde. Cheguei a casa um pouco cansado mentalmente mas nada que não me tivesse já sucedido vezes sem conta, originando muitas delas grandes treinos que limpam a cabeça com mais vigor que uma máquina de alta pressão. 

Equipei-me, saí, comecei a andar mais vigorosamente para aquecer e notei falta de força anímica. Isto já passa, pensei. Comecei a correr e de imediato senti os gémeos como se fossem uma tábua, os joelhos a parecerem daquelas dobradiças desesperadas por óleo, e sem a mínima força para a cabeça pôr tudo no seu devido sítio e fazer um bom treino.

De repente, parei. O relógio marcava 480 metros (para quem pensa que posso ter cometido aqui alguma gafe, digo por extenso para não terem qualquer dúvida, quatrocentos e oitenta metros!). Incrédulo, andei 60 metros e ordenei-me recomeçar a correr, mas foram apenas 120 metros mais. Parei e desliguei o relógio. Marcava 666 metros desde o início, um bom número para os "teorias da conspiração". Concluí que não dava e o melhor seria levantar-me hoje cedinho para realizar o que tinha ficado por fazer.

Eram 6.10 da manhã, estava o sol a nascer, arranquei no Passeio Marítimo para o treino adiado de véspera.
Gémeos perfeitos, joelhos impecáveis, cabeça no sítio, bom ritmo para treino (marquei 58.27 aos 10 kms) e muito prazer de corrida. Em conclusão, o oposto da véspera. Há momentos assim que não temos explicação e que reforçam a teoria que costumo dizer que as corridas são como os melões que apenas depois de abertos se vê como são.  

E não se pense que isto acontece apenas connosco atletas amadores! Para quem não sabe, Vanderlei Lima é um maratonista brasileiro que liderava isolado, já na casa dos 30 kms, a Maratona Olímpica em Atenas 2004 quando foi agarrado por um louco ex-padre irlandês. Quando se libertou, tinha perdido o ritmo e foi passado por dois atletas, conquistando mesmo assim a medalha de bronze. Refira-se que o tal ex-padre, Cornelius Horan de seu nome, já tinha mostrado a sua loucura quando no Grande Prémio da Grã-Bretanha em Formula 1 do ano anterior, invadiu a pista em plena corrida, com um cartaz a dizer "Leia a bíblia, está sempre certa", não tendo sido atropelado pelos bólides a 300 à hora por muita sorte. A corrida foi neutralizada e ele placado pelos comissários de pista. 
Mas regressando ao Vanderlei Lima, li uma vez uma entrevista onde contava que na sua preparação para uma Maratona, estava em excelente forma e os treinos bi-diários a correrem-lhe de feição. Eis senão quando um dia vai treinar de manhã e pura e simplesmente não conseguia correr, sem saber porquê. Regressou muito preocupado e foi com apreensão que foi treinar à tarde. Saiu-lhe um dos melhores treinos que tinha feito.

Como explicar este tipo de fenómenos a quem não corre? Não é fácil, em especial por nós próprios não termos explicação.
É por isso que acho curiosas as críticas que se fazem a alguns atletas que são favoritos nalgumas provas, estão em bom momento e nesse dia a coisa não correu de feição. Só quem já passou pelo mesmo sabe dar o devido valor e entendimento.

Correr é natural e uma das melhores heranças dos nossos antepassados pré-históricos. Mas manter a corrida e uma forma regular e constante... hum... não é nada fácil. Mas se o fosse, não teria a piada e o condimento que tem, nem seria o mesmo!