domingo, 14 de junho de 2015

Na festa da Marginal à Noite com a minha melhor média em 10 épocas de corridas

Com os amigos João Branco, Sandra e Nuno

Há alturas em que me dá uma daquelas coisas que me costuma dar quando não sei o que me dá. E ontem foi um desses dias.

É certo que nesta corrida, que a fiz pela 9ª vez, costumo sempre correr bem, é certo que estava fresco e isso é uma mais valia para mim, mas o tempo final de 38.41 numa corrida de 8 km, com uma média de 4.50 seria impensável e seria a corrida com a média mais rápida de sempre em 10 épocas de Atletismo e 336 corridas participadas. Seria e foi o que sucedeu!

O aquecimento foi realizado em boas condições. Na linha da partida concentrei-me bem para uma boa corrida. Queria marcar na casa dos 40 minutos, o que daria 5 e muito pouco de média, excelente para mim, mas muito ambicioso. Conseguiria?

Dada a partida comecei a atacar e as pulsações subiram de forma controlada, o que foi um óptimo indicio. Mantive-me sempre bem e fiz o retorno (exacta metade) em 19.44 o que indicava que, com uma 2ª metade igual, afinal conseguiria na casa dos 39 minutos!

Pois se a primeira metade foi assim, o que dizer da 2ª onde retirei 47 segundos ao tempo da 1ª?!? Mais concretamente, 18.57

Cortei a meta nos 38.41 e fui o 1.026º da geral entre 3.790 que cortaram a meta, e estranhei o facto de ir ao pé doutros atletas que costumam ir bem mais à frente.

E a melhor notícia é que acabei sem estar a desfalecer, ainda com força para continuar se tal fosse possível. E o bom que seria continuar... O tal sonho de 8 anos e meio dum dia baixar dos 50 minutos aos 10 km, ontem era garantido, caso tivesse a distância. E o mais incrível é que sonhei sempre tanto num dia entrar no minuto 49 e ontem, a essa velocidade, nem chegava aos 49, teria feito na casa dos 48 o que era algo doutro mundo para alguém como eu.

É a prova que o sonho não está enterrado (nunca enterro sonhos) mas claro que é muito difícil pois terei que encaixar a corrida perfeita numa prova adequada e que coincida numa altura fora de preparação para Maratona pois a prioridade será sempre a distância mítica de 42.195 metros.

Por uma corrida ter saído da maneira como esta saiu, não significa que sejam todas assim. Como se sabe, temos momentos dificilmente repetíveis, mas tenho a certeza que ontem teria sido o dia, com 10 km e de forma brutal, e isso enche-me de orgulho!

Curiosamente, espero é que o título da corrida com a média mais rápida de sempre dure apenas uma semana. Mas aí por uma questão de distância, pois vou alinhar no Challenge 3000 no próximo sábado. Em condições normais poderei baixar essa média mas a dificuldade será o gerir uma distância tão curta pois a minha experiência nesse tipo de distâncias é nula.


Quanto à prova, em si, mantém-se a festa que é esta corrida, num ambiente sempre especial e festivo onde o Atletismo é o mote.

Triunfaram, pela primeira vez, Carlos Silva e Cláudia Pereira, ambos do Gabinete  de Fisioterapia no Desporto, com 23.49 e 27.28 respectivamente.

Classificaram-se 3.790 atletas a que se juntaram muitos mais que participaram sem chip (caminhada), sendo a 3ª melhor participação de sempre, apenas batida por dois anos onde a caminhada também tinha chip e apareciam classificados.
A nível feminino, é já tradição esta corrida ser das mais participadas e uma vez mais sucedeu. Classificaram-se 1.347 atletas, o que dá a excelente relação (em termos nacionais) de 35,5%, mais dum terço!




quarta-feira, 10 de junho de 2015

No regresso do Cabo Espichel - Cotovia

A aproximar da meta com os amigos Sandra e Nuno

Tendo-se realizado entre 1992 e 2002, o Cabo Espichel - Cotovia regressou hoje, na mesma distância de 15.500 metros.

Para quem ainda tem armazenado dentro de si o calor infernal de Alverca, chegar ao Cabo Espichel e estar fresco, foi uma dádiva. E que bem que soube ter-se mantido assim e enevoado pois caso contrário o percurso teria sido sempre à torreira do sol.

Fiz a prova toda na excelente companhia da Sandra e do Nuno, onde seguimos sempre com um apreciável ritmo regular, sem qualquer tipo ou ameaça de quebra, tendo cortado a meta bem e sem acusar esforço  O cronómetro marcou 1.31.35, o que perfez a média de 5.55

O que gostei:
- Do percurso ao meu estilo, ondulado e variado
- Da simpatia e esforços dos organizadores e voluntários
- Dos 3 reabastecimentos (4, 8 e 12 km, o que é muito bom)
- Da eficiência do transporte de camioneta desde o local da chegada (Cotovia) ao da partida (Cabo Espichel)
- Da envolvência no Cabo Espichel
- Do saco da chegada com umas bolachas, barras e um bem saboroso e comprido pão com chouriço
- Da entrega dum livrinho sobre a prova e o local
- Do ambiente em geral numa prova à antiga, sem pórtico de partida, chip e placas de quilómetros mas com vontade férrea de pôr o pessoal a fazer o que gosta, correr, respirando-se Atletismo
- De se ter recuperado esta clássica

Como se vê, uma opinião muito positiva sobre estes pontos e que faria que não hesitasse em regressar. No entanto, custa-me dizer isto mas não vai suceder. E custa-me que um ponto apenas tenha manchado todos os outros positivos mas é um ponto fundamental na segurança física dos atletas. É que, pelo menos para a 2ª metade do pelotão, o trânsito esteve completamente aberto a partir dos 7 ou 8 quilómetros!
Aquela estrada não é larga, tem uma berma escassa, por vezes inexistente, e muitos automobilistas não demonstraram a mínima consideração pois vindo um carro em sentido contrário, não hesitaram em passar no espaço entre esse carro e nós que não podíamos ir mais na berma. E é aflitivo ir com um olhar para a frente e outro para trás para certificar que nos estão a ver.
Felizmente não houve qualquer dano físico mas não nos podemos fiar na sorte. 

Repito, custa-me ter escrito isto quando gostei tanto do resto mas não podia deixar em claro algo que é fundamental e prioritário.





terça-feira, 9 de junho de 2015

Revista Atletismo de Junho


Na capa com o pesista Tsanko Arnaudov, que em pouco tempo evoluiu de tal forma que se apoderou de forma sensacional do record nacional que pertencia a Marco Fortes, já foi distribuída a Revista Atletismo deste mês, a nº 403

Seu índice:

Competições Internacionais

Estrada
6 Taça da Europa de Marcha Atlética
13 Maratona de Praga

Pista
7 Taça Mundial de Estafetas
8 Taça dos Clubes Campeões Europeus (M/F)

Competições Nacionais

Pista
10 Campeonato Nacional de Clubes - Apuramento
11 Campeonato de Lisboa - Equipas
12 Campeonato Nacional Universitário
12 Campeonato Nacional Escolar

Estrada
16 Corrida da Volkswagen
18 Corrida do 1º Maio
20 Corrida da Base Naval do Alfeite
22 Corrida Lisboa, a Mulher e a Vida
24 Corrida da Liberdade
24 Meia Maratona de Cortegaça
25 Corrida Dia da Marinha
28 Corrida Unapamas
28 Meia Maratona Douro Vinhateiro
29 Corrida/Caminhada D. Estefânia

Atleta de Pelotão
32 Carla André

Espaço Técnico

Treino
34 A regra de treino dos 10%

Conselhos
35 Perda de rendimento no final da prova
38 Fique em Forma- Conselhos técnicos on-line
39 Como enfrentar o inesperado na montanha
40 As dez piores lesões para os corredores

Nutrição
36 Tipo, timing e quantidade de glicidos

Clube de Pelotão
30 Associação Escola de Atletismo Rui Silva

Natureza
Trilhos
42 Trail de Coruche
43 Ultra Trail de S. Mamede

Orientação
44 Nacional de Sprint e Distância Longa

Secções Fixas
12 Veteranos
14 Portugueses no estrangeiro
14 Internacional
41 Noticiário de Saúde
45 Noticiário
47 Lazer
48 Agenda da Corrida
50 Calendário Federado

Revelação do mês
51 Oleksandr Lyashenko (CA Marinha Grande)

Recorde-se que esta fundamental publicação para o nosso desporto de eleição é distribuída por assinatura. Para toda e qualquer informação, clicar aqui

domingo, 7 de junho de 2015

Sessão dupla Alverca / Oriente

Este fim-de-semana foi de sessão dupla em corridas de 10 quilómetros. Sábado às 18 em Alverca e Domingo às 10 no Oriente.
A táctica era puxar em Alverca e prova descontraída no Oriente. Na prova que era para puxar, marquei 1.10.15 e na descontraída 58.20. Confusos? Vão deixar de estar depois de ler os relatos!

1ª Corrida Cidade de Alverca

Numa altura de contratações milionárias noutro desporto, também tivemos a nossa. O pai da Marta, Luís Feio, aceitou fazer parte desta equipa de amigos. E para estreia fez uma excelente prova!
Já somos 15 e agora, além de 3 casais, também temos uma dupla pai/filha!

Prova com uma organização muito cuidada e atenta aos pormenores. No entanto, acaba por ficar marcada por algo que não se pode controlar, um calor sufocante! Os termómetros marcavam 32 graus e no asfalto nem imagino. Não havia ponta de brisa e esta era corrida sem qualquer ponta de sombra. Custava a respirar direito.
O percurso dava uma volta inicial por Alverca para cerca dos 4 Km entrar no OGMA e irmos correr para a pista de aviação, berço da aviação portuguesa.

Até comecei bem para as condições, o tempo apontava para cerca de 55 minutos, mas aos 4,5 comecei a sentir-me demasiado quente e a cabeça desatinou. Andei por 2 quilómetros, retomando aos 6,5 em passo devagarinho até à meta, apenas com uma paragem de cerca de 3 minutos junto dum atleta que estava sentado no chão. Pensava que seria apenas cansaço mas ao passar perguntei se estava tudo bem, ao que ele respondeu que estava meio tonto e já tinham chamado a assistência. Ao saber que estava meio tonto, e sem saber o que mais lhe poderia suceder, não ficaria bem comigo continuar e fiquei com ele até chegar a assistência, retomando depois o mesmo passo de corrida devagar, devagarinho até cortar a meta em 1.10.15

Nunca sabemos como vai decorrer uma prova e esta, para a qual tanto apontava para uma boa marca, acabou por ser o que foi. 

Hermano Ferreira do Sporting (32.20) e a individual Melissa Maia (44.04) foram os vencedores duma classificação que contabilizou 442 na meta. O número podia ser bem maior se não se registassem tantas desistências (vi muitas!).

Para se ter ideia da dificuldade que foi, apesar do meu péssimo tempo, ainda fiquei à frente de mais de 60 atletas. Foi duro! 


14ª Corrida do Oriente

Os 7 elementos dos 4 ao Km presentes: João Cravo, Orlando, eu, Vítor, Isa, Eberhard e Lúcia. Faltou a Joana Branco por lesão

Na minha 10ª época, marquei presença pela 9ª vez na Corrida do Oriente, uma prova pelo qual tenho um carinho especial. Foi aqui que baixei pela primeira vez da hora nos 10 quilómetros (2006) e foi aqui que regressei após 6 dolorosos meses de paragem por ter partido um pé (2009).

O desgaste de ontem foi grande mas mesmo assim consegui um ritmo jeitoso até ao 6º quilómetro. Depois apercebi-me que iria entrar em quebra se não adoptasse um ritmo mais coincidente com a situação e fui bem até à meta, como se pode constatar na foto em baixo, cortando-a em 58.20

Com menos 7 graus, uma brisa e muita sombra, corri logo de maneira diferente

Hermano Ferreira (sim, o mesmo de Alverca) venceu aqui pela 5ª vez, 4ª consecutiva, registando 31.06, enquanto no sector feminino triunfou a sua colega no Sporting, Susana Francisco (36.20).

É pena a quebra de classificados (de 1.538 no ano passado para 1.060) mas já viram bem como está o calendário com tanta prova em cada fim-de-semana? Os atletas ainda não conseguem o milagre da omnipresença.



As minhas 8 canecas da Corrida do Oriente. Falta-me apenas a de 2008 onde não estive presente pela única vez. Em 2006 ainda não davam caneca

domingo, 31 de maio de 2015

Um de 26 para não esquecer, uma equipa sem cachecol no Jamor e as corridas que se aproximam

No fim de Junho iniciarei a preparação para a Rock'n'Roll Maratona de Lisboa (18 de Outubro) mas, com o intuito de "não esquecer", realizei hoje um longo.

Já tinha feito outro há 3 semanas, na altura não relatei mas no domingo 10 seria dia para 20 quilómetros mas com cerca dum quarto da distância vi que a coisa não estava a dar e parei. Dois dias depois, fiz as pazes, fazendo os 20 Km nesse final de 3ª feira, o que foi algo raro, um longo após um dia de trabalho.

Estava planeado para hoje outro longo (mínimo de 20) e assim o fiz, apesar destas duas semanas não terem sido fáceis devido a um problema num dente (que se mantém), o que obriga a estar a tomar aquele antibiótico que em mim cria distúrbios intestinais. 

Por isso, estava algo receoso mas ao final do 2º quilómetro apercebi-me que o dia era positivo e logo idealizei ir desde o Passeio Marítimo de Oeiras ao Jamor, dando ali umas voltas para aos 13 quilómetros regressar, com o intuito de perfazer 26, o que desde já digo que consegui em 2.55.13, tendo ido sempre muito bem até aos 20 e depois com algum natural cansaço nos 6 finais mas acabando bem, o que me deixou satisfeito.

Aliás, não haveria de ter corrido bem quando corri com a t-shirt de Sevilha! Por acaso ainda não a tinha estreado, não é habitual correr com camisola de alças mas hoje foi o dia. E sabem o que significou para mim essa Maratona (um quase milagre!) e qualquer coisa que seja Sevilha coloca-me um sorriso. Na 4ª feira até me pus a ver a final da Liga Europa para ver se o Sevilha vencia, o que aconteceu e fiquei feliz por imaginar que muito daquele maravilhoso público que quase leva os atletas ao colo, estaria satisfeito.  

Comecei o treino às 8.30 e a hora não foi casual, escolhida que foi por ser a hora da partida da temida Maratona de Lisboa. Já a seguinte, a de Barcelona, tenho um pressentimento muito bom para ela, mas esta de Lisboa tem que ser bem trabalhada a nível mental, que é o que estou a tentar fazer.

Hoje, apesar de sempre ao sol, a temperatura aguentou-se bem, ajudada por algum vento, o suficiente para refrescar mas não tão forte que prejudicasse o andamento. 

A passar na recta de Caxias, vi que vinha uma atleta em sentido contrário e em bom ritmo. Como habitualmente quando cruzo-me com algum atleta, disse bom dia, ao que ela respondeu "olá João", no entanto, como a atleta estava com óculos escuros e eu tinha o sol pela frente, não reconheci mas mais tarde cruzámo-nos novamente, já no Jamor, tendo visto que era a Sofia do blogue JRR, o que permitiu conversarmos um pouco, no que foi uma conversa sobre uma paixão chamada Maratona. A Sofia vai estrear-se no Porto e, melhor do que falar sobre Maratonas, é saber que vai haver mais uma atleta que irá sentir aquela sensação indescritível de passar a ser maratonista. Reitero aqui as maiores felicidades à Sofia para essa estreia.

No Jamor tive que inventar um pouco pois não pude tomar o caminho que vai até à pista de cross, devido à final da Taça de Portugal. E quanta gente já havia por ali, sendo que ainda eram 9 e pouco. 

Passei pelo Shuttle VIP, pelo VIP Parking e pelo VIP Catering. Cada vez mais, tudo virado para os VIP, sendo que o conceito de VIP é muito abstracto. É-se VIP por ter uma conta bancária elevada, e não por se ser uma pessoa de bem, inteligente e solidária, além de que para esse título também basta participar num programa de TV, de preferência tendo sido ordinário. Enfim... conceitos de valores que não me identifico.

Mas regressando ao treino, e como já disse, tudo acabou bem e fiquei feliz. Feliz mas com mais dores no dente devido aos impactos mas mais vale dores num dente tendo conseguido treinar 26 quilómetros, do que não tendo treinado (doendo o dente de qualquer maneira).

Quis fazer hoje este treino pois o mês de Junho vai ser muito ocupado em termos de provas. Como sabem, costumo participar num certo número de corridas, o que me dá muito gozo, mas a prioridade da preparação para uma Maratona ultrapassa tudo. 
Assim, chego ao final de Maio com apenas 9 corridas efectuadas (normalmente já teria passado as 20) e entre Julho e Agosto a única a que irei será a imperdível Lagoa de Santo André (será a minha 9ª participação em 10 épocas). E mesmo essa, fazendo os seus 10 km ao final de sábado e no domingo adicionar mais uns 15 em treino.

Mas se até agora tenho apenas 9, Junho será para "tirar a barriga de misérias" e estou inscrito para 7. 
No sábado 6 vou à estreia da nova Corrida de Alverca, no dia a seguir outra imperdível, a Corrida do Oriente (também a minha 9ª participação), na 4ª feriado 10, irei conhecer o Cabo Espichel-Cotovia, prova que regressa após se ter realizado entre 1992 e 2002, fechando o ciclo de 4 corridas em 8 dias no sábado 13 com a Marginal à Noite (curiosamente também a minha 9ª). 
No fim-de-semana seguinte nova dose dupla, ambas em estreia para mim, Challenge 3000 no sábado 20 e Base Aérea do Montijo a 21. Sobre o Challenge 3000, estou muito entusiasmado em ver o que conseguirei em velocidade na corrida mais curta que alguma fiz. É na pista do Centro de Alto Rendimento no Jamor e constará de diversas séries onde os atletas escolhem uma para se desafiarem a baixar desse tempo. Haverá sub 18 minutos, sub 15, sub 12 e sub 10. O meu desafio será no sub 15 (máximo 14.59) no que obrigará a uma média na casa dos 4 minutos ao km (4.59). Pessoalmente tenho outro desafio mas vamos ver.
Termino o mês de corridas no dia 27 na também imperdível e clássica Corrida das Fogueiras (8ª participação)

E é quase tudo por hoje, e já vou longo, falta só explicar o porquê do título falar numa equipa sem cachecol no Jamor. 
Por vezes há coisas que nos caem no goto e às quais rimos com satisfação. Foi o que sucedeu ao chegar ao Jamor. Ia eu no meu passo regular de corrida, quando vou passar por um vendedor de cachecóis, vendedor esse com um cachecol do Sporting numa mão e do Braga noutra mas com outros clubes atrás. Quando me aproximo diz "olhó cachecol! Tenho doutras equipas, qual é a sua?" Minha resposta imediata "4 ao km". Se ele tivesse falado em clube era uma coisa mas ao falar em equipa, deu-me via verde para sair com essa. Passei por ele e vi pela sua cara que ainda estava a processar a minha resposta. Ora isso caiu-me no goto e fui a rir-me com gosto um bom bocado.
Será que a esta hora anda à procura se há cachecóis da equipa 4 ao km? :)     
    

domingo, 24 de maio de 2015

Correndo pela Base Naval (e 3 situações inéditas)

Com os amigos Sandra e Nuno

Com Eberhard, a equipa 4 ao Km presente

Cheguei ontem às 400 horas em corrida na 1ª edição da Base Naval do Alfeite, uma corrida dura mas muito agradável e que gostei bastante.

Dia que ficou marcado por 3 situações inéditas. Nunca tinha estado dentro dum submarino, nunca me tinha sucedido não me encontrarem o dorsal e nunca tinha sido anunciado como vencedor de escalão.

Claro que a esta hora já pensam "O João Lima vencedor de escalão?!? Nah... deve ser engano...". Pois se acham que é engano, se acham que não sou capaz de vencer o escalão... pois estão completamente certos! Os detalhes irão seguir pela ordem cronológica.

Primeira edição da Corrida da Base Naval de Lisboa, sita no Alfeite, fazendo parte do Circuito das Forças Armadas, conjunto de 3 provas cuja primeira foi na Amadora (Exército), esta a da Marinha e a próxima a da Força Aérea.

A base tem tal tamanho que pode alojar uma corrida de aproximadamente 10 quilómetros (cerca de 9,5) dentro de si, sem necessidade de repetir percurso nem sair do perímetro.

O trajecto não é fácil, estilo montanha russa, com 4 boas rampas, em especial aquelas duas a seguir ao abastecimento, onde no final da primeira, cortámos à direita, convictos que tinha acabado, e deparamo-nos com uma ainda mais prolongada. Mas tem tanto de exigente e selectivo como de bonito e muito agradável. Uma prova a repetir com muito gosto, sem a menor dúvida, e onde a única coisa que alteraria era a distância ser de 10 quilómetros certos.

Na última subida
Cheguei cedo, faltava mais duma hora, dirigi-me aos dorsais, verifiquei o número de equipa e fui levantar o envelope, que neste caso apenas continha o meu dorsal pois o Eberhard inscreveu-se para todo o circuito e, assim, o dorsal e chip são os mesmos de prova para prova.
Procuraram, procuraram e,,, nada do envelope! O meu dorsal seria o 2049 mas célere e eficazmente foi resolvido o problema, arranjando-me um dorsal dos que estavam para última hora, com o número 2271. Foi a primeira vez que tal me sucedeu, e só não acontece a quem nada faz, mas foi a causa para a tal questão do escalão, como mais à frente entenderão.

Iniciei a prova em bom ritmo, apesar da subida inicial, e mantive esse ritmo constante ao longo do percurso, apesar do forte calor que se fez sentir e das aludidas dificuldades dum percurso que faz o meu jeito.

A passar ao lado duma linda fotógrafa :)
No final, 54.46 de tempo de chip para cerca de 9,5 km, o que considero bem positivo, atendendo às circunstâncias.

A prova foi ganha por Hermano Ferreira do Sporting em 30.30 e Alexandra Alves da Açoreana Banif em 37.57, ficando assim muito perto de conquistar a vitória feminina pois já venceu na Amadora, sendo que o prémio final é a presença na Meia-Maratona de Saint Denis em Paris. 

Na altura dos pódios, a surpresa de ouvir o vencedor M55 ser "João Lima dos 4 ao Km em 38 e qualquer coisa".
Devo confessar que passei por 3 fases. Ao ouvir "João Lima" pensei "olha alguém com o meu nome", ao ouvir "dos 4 ao km" por um segundo pensei "mas não havia mais concorrentes do meu escalão?!?" e ao ouvir o tempo, dirigi-me de imediato a avisar que não podia ser eu pois tinha feito 54 minutos. Verifiquei então que o dorsal que estava na classificação para esse tempo era o 2049... 
Conclusão, alguém terá levantado indevidamente o envelope da equipa e correu com o dorsal que me era destinado. Ora como a organização filmou as chegadas, irá descobrir quem foi o autor de tal façanha...

Tempo para regressar. Fomos dos últimos a sair e, antes de irmos para o carro, fomos a outro parque de estacionamento, o dos navios. Na ponta estava o submarino Tridente. Vimos então 5 atletas a falarem com um oficial e a dirigirem-se para a entrada. Aí apercebemo-nos que poderíamos visitar o submarino e colámo-nos ao grupo, tendo depois chegado mais um casal, sendo assim uma visita de 10 pessoas. E friso aqui o número 11 (contando com o oficial) para salientar o quanto é apertada a movimentação no submarino, não imaginado como será com a lotação de 33 tripulantes.

O submarino

Prestes a descer

A descer
Nunca tinha estado num submarino e deu para aperceber, além do apertado, a panóplia de tubos, válvulas, canos e tudo o mais que estão por todo o lado, num aproveitamento feito ao milímetro. 
Impressionante o reduzido tamanho das camas. E ficámos a saber que aquele submarino até é considerado espaçoso!

A regressar
E foi assim uma excelente tarde de corridas.



sexta-feira, 15 de maio de 2015

A obrigatoriedade a que não me obrigarei

Há dois dias atrás terminou o período de transição do dito acordo ortográfico, tornando-o obrigatório.

Todos os anteriores 1.424 artigos que publiquei neste blogue, foram segundo a anterior grafia e assim continuarei.

Não por ser renitente à mudança (nem o posso ser devido à minha profissão em constante e brusca alteração) mas por não concordar. Não somos a favor de mudanças quando concordamos com tudo de novo, mas apenas quando esse novo representa uma mais valia, o que não é o caso.

Quando se elegem representantes, seja para um governo, condomínio ou qualquer outro tipo de organismo, delega-se que poderão tomar as devidas decisões. No entanto há limites, segundo as quais terão que ser chamados todos a decidir devido à sua extrema importância. A língua é, ou deveria ser, uma delas pois é património de todos nós, presentes e passados. 

Não o referendaram, como seria natural, e não posso concordar com algo que nunca dei o meu consentimento.  

O dito acordo foi contra a nossa língua para favorecer outros povos que a utilizam. Mas a génese do português é de cá. E isto nada tem de xenofobia mas apenas de lógica. A mesma lógica que permitiu aos ingleses de renunciarem a algo semelhante que iria americanizar o seu inglês.

Portanto, continuarão a ler aqui a anterior grafia, até para não confundir os meus leitores. Este é um mero exemplo, há mais e mais gritantes, mas como de Atletismo se fala aqui maioritariamente, se virem a frase "Para o treino!", o que entendem? Uma ordem para ir treinar. Pois segundo o aludido acordo tanto pode ser ordem para ir treinar como ordem para parar o treino pois a palavra "pára" perdeu o acento ficando igual a para... Edificante!  

Já esclareceram, contudo, que não irá haver coimas para quem não escrever segundo o indesejado acordo. Seria melhor... Então teriam que multar todo e qualquer erro de português. 
No meu tempo de escola primária, ainda no tempo da outra senhora, como se diz e mal pois deverá dizer-se do outro senhor, levávamos réguadas quando dávamos algum erro de português ou errávamos alguma conta.
Quem fosse disléxico na altura, mesmo que calculasse bem mas falhasse ao escrever, por uma questão da sua dislexia, levava com a régua. 
Eu nunca levei pois não falhava contas, mas levei algumas por erros de português. E porquê? Porque tinha um defeito na fala onde pronunciava da mesma forma algumas letras, como por exemplo ésses e zês ou éfes e vês. Como dizia mal, por vezes também escrevia mal. Curei-me aos 12 anos através duma terapeuta da fala, mas entretanto já tinha levado algumas réguadas por causa desse meu defeito.

Felizmente os tempos são outros e agora não podem obrigar-me a escrever como não quero.

E tenho dito sobre este assunto.