domingo, 31 de maio de 2015

Um de 26 para não esquecer, uma equipa sem cachecol no Jamor e as corridas que se aproximam

No fim de Junho iniciarei a preparação para a Rock'n'Roll Maratona de Lisboa (18 de Outubro) mas, com o intuito de "não esquecer", realizei hoje um longo.

Já tinha feito outro há 3 semanas, na altura não relatei mas no domingo 10 seria dia para 20 quilómetros mas com cerca dum quarto da distância vi que a coisa não estava a dar e parei. Dois dias depois, fiz as pazes, fazendo os 20 Km nesse final de 3ª feira, o que foi algo raro, um longo após um dia de trabalho.

Estava planeado para hoje outro longo (mínimo de 20) e assim o fiz, apesar destas duas semanas não terem sido fáceis devido a um problema num dente (que se mantém), o que obriga a estar a tomar aquele antibiótico que em mim cria distúrbios intestinais. 

Por isso, estava algo receoso mas ao final do 2º quilómetro apercebi-me que o dia era positivo e logo idealizei ir desde o Passeio Marítimo de Oeiras ao Jamor, dando ali umas voltas para aos 13 quilómetros regressar, com o intuito de perfazer 26, o que desde já digo que consegui em 2.55.13, tendo ido sempre muito bem até aos 20 e depois com algum natural cansaço nos 6 finais mas acabando bem, o que me deixou satisfeito.

Aliás, não haveria de ter corrido bem quando corri com a t-shirt de Sevilha! Por acaso ainda não a tinha estreado, não é habitual correr com camisola de alças mas hoje foi o dia. E sabem o que significou para mim essa Maratona (um quase milagre!) e qualquer coisa que seja Sevilha coloca-me um sorriso. Na 4ª feira até me pus a ver a final da Liga Europa para ver se o Sevilha vencia, o que aconteceu e fiquei feliz por imaginar que muito daquele maravilhoso público que quase leva os atletas ao colo, estaria satisfeito.  

Comecei o treino às 8.30 e a hora não foi casual, escolhida que foi por ser a hora da partida da temida Maratona de Lisboa. Já a seguinte, a de Barcelona, tenho um pressentimento muito bom para ela, mas esta de Lisboa tem que ser bem trabalhada a nível mental, que é o que estou a tentar fazer.

Hoje, apesar de sempre ao sol, a temperatura aguentou-se bem, ajudada por algum vento, o suficiente para refrescar mas não tão forte que prejudicasse o andamento. 

A passar na recta de Caxias, vi que vinha uma atleta em sentido contrário e em bom ritmo. Como habitualmente quando cruzo-me com algum atleta, disse bom dia, ao que ela respondeu "olá João", no entanto, como a atleta estava com óculos escuros e eu tinha o sol pela frente, não reconheci mas mais tarde cruzámo-nos novamente, já no Jamor, tendo visto que era a Sofia do blogue JRR, o que permitiu conversarmos um pouco, no que foi uma conversa sobre uma paixão chamada Maratona. A Sofia vai estrear-se no Porto e, melhor do que falar sobre Maratonas, é saber que vai haver mais uma atleta que irá sentir aquela sensação indescritível de passar a ser maratonista. Reitero aqui as maiores felicidades à Sofia para essa estreia.

No Jamor tive que inventar um pouco pois não pude tomar o caminho que vai até à pista de cross, devido à final da Taça de Portugal. E quanta gente já havia por ali, sendo que ainda eram 9 e pouco. 

Passei pelo Shuttle VIP, pelo VIP Parking e pelo VIP Catering. Cada vez mais, tudo virado para os VIP, sendo que o conceito de VIP é muito abstracto. É-se VIP por ter uma conta bancária elevada, e não por se ser uma pessoa de bem, inteligente e solidária, além de que para esse título também basta participar num programa de TV, de preferência tendo sido ordinário. Enfim... conceitos de valores que não me identifico.

Mas regressando ao treino, e como já disse, tudo acabou bem e fiquei feliz. Feliz mas com mais dores no dente devido aos impactos mas mais vale dores num dente tendo conseguido treinar 26 quilómetros, do que não tendo treinado (doendo o dente de qualquer maneira).

Quis fazer hoje este treino pois o mês de Junho vai ser muito ocupado em termos de provas. Como sabem, costumo participar num certo número de corridas, o que me dá muito gozo, mas a prioridade da preparação para uma Maratona ultrapassa tudo. 
Assim, chego ao final de Maio com apenas 9 corridas efectuadas (normalmente já teria passado as 20) e entre Julho e Agosto a única a que irei será a imperdível Lagoa de Santo André (será a minha 9ª participação em 10 épocas). E mesmo essa, fazendo os seus 10 km ao final de sábado e no domingo adicionar mais uns 15 em treino.

Mas se até agora tenho apenas 9, Junho será para "tirar a barriga de misérias" e estou inscrito para 7. 
No sábado 6 vou à estreia da nova Corrida de Alverca, no dia a seguir outra imperdível, a Corrida do Oriente (também a minha 9ª participação), na 4ª feriado 10, irei conhecer o Cabo Espichel-Cotovia, prova que regressa após se ter realizado entre 1992 e 2002, fechando o ciclo de 4 corridas em 8 dias no sábado 13 com a Marginal à Noite (curiosamente também a minha 9ª). 
No fim-de-semana seguinte nova dose dupla, ambas em estreia para mim, Challenge 3000 no sábado 20 e Base Aérea do Montijo a 21. Sobre o Challenge 3000, estou muito entusiasmado em ver o que conseguirei em velocidade na corrida mais curta que alguma fiz. É na pista do Centro de Alto Rendimento no Jamor e constará de diversas séries onde os atletas escolhem uma para se desafiarem a baixar desse tempo. Haverá sub 18 minutos, sub 15, sub 12 e sub 10. O meu desafio será no sub 15 (máximo 14.59) no que obrigará a uma média na casa dos 4 minutos ao km (4.59). Pessoalmente tenho outro desafio mas vamos ver.
Termino o mês de corridas no dia 27 na também imperdível e clássica Corrida das Fogueiras (8ª participação)

E é quase tudo por hoje, e já vou longo, falta só explicar o porquê do título falar numa equipa sem cachecol no Jamor. 
Por vezes há coisas que nos caem no goto e às quais rimos com satisfação. Foi o que sucedeu ao chegar ao Jamor. Ia eu no meu passo regular de corrida, quando vou passar por um vendedor de cachecóis, vendedor esse com um cachecol do Sporting numa mão e do Braga noutra mas com outros clubes atrás. Quando me aproximo diz "olhó cachecol! Tenho doutras equipas, qual é a sua?" Minha resposta imediata "4 ao km". Se ele tivesse falado em clube era uma coisa mas ao falar em equipa, deu-me via verde para sair com essa. Passei por ele e vi pela sua cara que ainda estava a processar a minha resposta. Ora isso caiu-me no goto e fui a rir-me com gosto um bom bocado.
Será que a esta hora anda à procura se há cachecóis da equipa 4 ao km? :)     
    

domingo, 24 de maio de 2015

Correndo pela Base Naval (e 3 situações inéditas)

Com os amigos Sandra e Nuno

Com Eberhard, a equipa 4 ao Km presente

Cheguei ontem às 400 horas em corrida na 1ª edição da Base Naval do Alfeite, uma corrida dura mas muito agradável e que gostei bastante.

Dia que ficou marcado por 3 situações inéditas. Nunca tinha estado dentro dum submarino, nunca me tinha sucedido não me encontrarem o dorsal e nunca tinha sido anunciado como vencedor de escalão.

Claro que a esta hora já pensam "O João Lima vencedor de escalão?!? Nah... deve ser engano...". Pois se acham que é engano, se acham que não sou capaz de vencer o escalão... pois estão completamente certos! Os detalhes irão seguir pela ordem cronológica.

Primeira edição da Corrida da Base Naval de Lisboa, sita no Alfeite, fazendo parte do Circuito das Forças Armadas, conjunto de 3 provas cuja primeira foi na Amadora (Exército), esta a da Marinha e a próxima a da Força Aérea.

A base tem tal tamanho que pode alojar uma corrida de aproximadamente 10 quilómetros (cerca de 9,5) dentro de si, sem necessidade de repetir percurso nem sair do perímetro.

O trajecto não é fácil, estilo montanha russa, com 4 boas rampas, em especial aquelas duas a seguir ao abastecimento, onde no final da primeira, cortámos à direita, convictos que tinha acabado, e deparamo-nos com uma ainda mais prolongada. Mas tem tanto de exigente e selectivo como de bonito e muito agradável. Uma prova a repetir com muito gosto, sem a menor dúvida, e onde a única coisa que alteraria era a distância ser de 10 quilómetros certos.

Na última subida
Cheguei cedo, faltava mais duma hora, dirigi-me aos dorsais, verifiquei o número de equipa e fui levantar o envelope, que neste caso apenas continha o meu dorsal pois o Eberhard inscreveu-se para todo o circuito e, assim, o dorsal e chip são os mesmos de prova para prova.
Procuraram, procuraram e,,, nada do envelope! O meu dorsal seria o 2049 mas célere e eficazmente foi resolvido o problema, arranjando-me um dorsal dos que estavam para última hora, com o número 2271. Foi a primeira vez que tal me sucedeu, e só não acontece a quem nada faz, mas foi a causa para a tal questão do escalão, como mais à frente entenderão.

Iniciei a prova em bom ritmo, apesar da subida inicial, e mantive esse ritmo constante ao longo do percurso, apesar do forte calor que se fez sentir e das aludidas dificuldades dum percurso que faz o meu jeito.

A passar ao lado duma linda fotógrafa :)
No final, 54.46 de tempo de chip para cerca de 9,5 km, o que considero bem positivo, atendendo às circunstâncias.

A prova foi ganha por Hermano Ferreira do Sporting em 30.30 e Alexandra Alves da Açoreana Banif em 37.57, ficando assim muito perto de conquistar a vitória feminina pois já venceu na Amadora, sendo que o prémio final é a presença na Meia-Maratona de Saint Denis em Paris. 

Na altura dos pódios, a surpresa de ouvir o vencedor M55 ser "João Lima dos 4 ao Km em 38 e qualquer coisa".
Devo confessar que passei por 3 fases. Ao ouvir "João Lima" pensei "olha alguém com o meu nome", ao ouvir "dos 4 ao km" por um segundo pensei "mas não havia mais concorrentes do meu escalão?!?" e ao ouvir o tempo, dirigi-me de imediato a avisar que não podia ser eu pois tinha feito 54 minutos. Verifiquei então que o dorsal que estava na classificação para esse tempo era o 2049... 
Conclusão, alguém terá levantado indevidamente o envelope da equipa e correu com o dorsal que me era destinado. Ora como a organização filmou as chegadas, irá descobrir quem foi o autor de tal façanha...

Tempo para regressar. Fomos dos últimos a sair e, antes de irmos para o carro, fomos a outro parque de estacionamento, o dos navios. Na ponta estava o submarino Tridente. Vimos então 5 atletas a falarem com um oficial e a dirigirem-se para a entrada. Aí apercebemo-nos que poderíamos visitar o submarino e colámo-nos ao grupo, tendo depois chegado mais um casal, sendo assim uma visita de 10 pessoas. E friso aqui o número 11 (contando com o oficial) para salientar o quanto é apertada a movimentação no submarino, não imaginado como será com a lotação de 33 tripulantes.

O submarino

Prestes a descer

A descer
Nunca tinha estado num submarino e deu para aperceber, além do apertado, a panóplia de tubos, válvulas, canos e tudo o mais que estão por todo o lado, num aproveitamento feito ao milímetro. 
Impressionante o reduzido tamanho das camas. E ficámos a saber que aquele submarino até é considerado espaçoso!

A regressar
E foi assim uma excelente tarde de corridas.




sexta-feira, 15 de maio de 2015

A obrigatoriedade a que não me obrigarei

Há dois dias atrás terminou o período de transição do dito acordo ortográfico, tornando-o obrigatório.

Todos os anteriores 1.424 artigos que publiquei neste blogue, foram segundo a anterior grafia e assim continuarei.

Não por ser renitente à mudança (nem o posso ser devido à minha profissão em constante e brusca alteração) mas por não concordar. Não somos a favor de mudanças quando concordamos com tudo de novo, mas apenas quando esse novo representa uma mais valia, o que não é o caso.

Quando se elegem representantes, seja para um governo, condomínio ou qualquer outro tipo de organismo, delega-se que poderão tomar as devidas decisões. No entanto há limites, segundo as quais terão que ser chamados todos a decidir devido à sua extrema importância. A língua é, ou deveria ser, uma delas pois é património de todos nós, presentes e passados. 

Não o referendaram, como seria natural, e não posso concordar com algo que nunca dei o meu consentimento.  

O dito acordo foi contra a nossa língua para favorecer outros povos que a utilizam. Mas a génese do português é de cá. E isto nada tem de xenofobia mas apenas de lógica. A mesma lógica que permitiu aos ingleses de renunciarem a algo semelhante que iria americanizar o seu inglês.

Portanto, continuarão a ler aqui a anterior grafia, até para não confundir os meus leitores. Este é um mero exemplo, há mais e mais gritantes, mas como de Atletismo se fala aqui maioritariamente, se virem a frase "Para o treino!", o que entendem? Uma ordem para ir treinar. Pois segundo o aludido acordo tanto pode ser ordem para ir treinar como ordem para parar o treino pois a palavra "pára" perdeu o acento ficando igual a para... Edificante!  

Já esclareceram, contudo, que não irá haver coimas para quem não escrever segundo o indesejado acordo. Seria melhor... Então teriam que multar todo e qualquer erro de português. 
No meu tempo de escola primária, ainda no tempo da outra senhora, como se diz e mal pois deverá dizer-se do outro senhor, levávamos réguadas quando dávamos algum erro de português ou errávamos alguma conta.
Quem fosse disléxico na altura, mesmo que calculasse bem mas falhasse ao escrever, por uma questão da sua dislexia, levava com a régua. 
Eu nunca levei pois não falhava contas, mas levei algumas por erros de português. E porquê? Porque tinha um defeito na fala onde pronunciava da mesma forma algumas letras, como por exemplo ésses e zês ou éfes e vês. Como dizia mal, por vezes também escrevia mal. Curei-me aos 12 anos através duma terapeuta da fala, mas entretanto já tinha levado algumas réguadas por causa desse meu defeito.

Felizmente os tempos são outros e agora não podem obrigar-me a escrever como não quero.

E tenho dito sobre este assunto. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Revista Atletismo de Maio


Desta feita com a capa dedicada à Marcha, já foi distribuída a nova edição da Revista Atletismo, a nº 402

Seu índice:

Competições Internacionais
Estrada
6 Grande Prémio Internacional de Marcha de Rio Maior
10 Maratona de Londres

Pista
9 Troféu Ibérico de 10.000 metros

Pista Coberta
45 Campeonato da Europa de Veteranos

Corta-Mato
10 Campeonato Mundial de Corta-Mato

Competições Nacionais
Estrada
14 Estafeta Cascais - Oeiras - Lisboa
18 12 km de Salvaterra de Magos
19 Corrida dos Sinos
22 Corrida do Benfica - António Leitão
24 Grande Prémio da Páscoa - Constância

Entrevistas
Atleta de Pelotão
36 Rosa Madureira

Estatística
Pista Coberta
42 Balanço da Época 2014/2015 - nacional

Corta-Mato
44 Balanço da Época 2014/2015 - nacional

Espaço Técnico
Treino
34 Enfrente as rampas com tranquilidade
36 Como treinar com pouco tempo disponível
37 Quando voltar aos treinos intervalados

Conselhos
37 Lesões Desportivas - um ensaio sobre a prevenção

Nutrição
38 Proteínas - Qual a mais eficaz na síntese muscular

Calçado
41 Skechers Gorun 4

Reportagens
Clube de Pelotão
28 Falcões Selvagens

Actualidade
26 Normas de Segurança e Qualidade em Provas de Estrada

Natureza
Diversos
20 Challenge da Corrida Algarve 2015

Trilhos
46 Madeira Island Ultra Trail

Secções Fixas
11 Portugueses no estrangeiro
25 Noticiário
40 Noticiário de Saúde
47 Lazer
48 Agenda da Corrida
50 Calendário Federado

Iniciativas
Revelação do mês - Revista Atletismo
51 Paulo Rosário (Maratona)

Recorde-se que esta publicação imprescindível para o nosso desporto é distribuída por assinatura. Para toda e qualquer informação, clicar aqui

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Inscrito na Maratona de Lisboa (para cicatrizar)


Depois de já estarem disponíveis a atletas estrangeiros, abriram esta semana as inscrições para atletas portugueses para a 3ª Rock'n'Roll Maratona de Lisboa.

Já estou inscrito. Não que veja esta Maratona como aliciante (acho o percurso monótono e sem espectadores a apoiar) mas tenho uma ferida a cicatrizar.

Efectivamente, já concluí 4 Maratonas mas parti em 5. Aquela onde fiquei pelo caminho, foi a 1ª edição desta prova, no que teria sido a minha 2ª Maratona.

Para quem não sabe, estava bem preparado mas no aquecimento notei algo estranho nas pernas. Desde o início da prova fui mal disposto e sem força. Sentia-me como se estivesse envenenado. Na altura ainda não o sabia mas a realidade era essa mesmo. Tinha-se soltado a hérnia do hiato (no dia que não podia) e libertado todos aqueles ácidos que como que envenenam o organismo. 
Ainda tentei tudo mas aos 9 já andava a espaços e aos 15,5 fui forçado a tomar a decisão mais dura e difícil da minha vida de corredor, abandonar, pois era impossível continuar e nem sei como cheguei até ali.

Ou melhor, sei. É que tinha aliciado a Isa para fazer a sua estreia e iria acompanhá-la durante toda a prova. A dor foi bem maior por ter atrasado tanto a Isa e depois ser forçado a deixá-la sozinha, já com a ambulância atrás. Mas ela foi de fibra (como é seu apanágio) e terminou brilhantemente.

É inegável que esta prova, para a qual treinei tanto e com a responsabilidade de apadrinhar a Isa, deixou-me uma ferida aberta que nunca consegui cicatrizar.

Dia 18 de Outubro será a possibilidade de o fazer. Amiga como é, a Isa prontificou-se a acompanhar-me, para fazermos juntos a Maratona que uma crueldade do destino não o permitiu em 2013. Para mais, seremos enriquecidos com a companhia do Vítor, no que será uma Maratona a três.

Não o deveria dizer, mas gosto de ser sincero em tudo e tenho que confessar que esta Maratona mete-me medo. Sim, sim, sei que é estupidez e o que aconteceu não teve nada a ver, mas o percurso com as suas longas rectas e monotonia, aliado à questão psicológica, leva-me a recear. 

Sei o que vão dizer nos comentários e digo desde já que têm toda a razão mas nós não somos máquinas programáveis e temos as nossas pequenas pancadas.
Mas também sei que, geralmente, quando receio muito uma prova costuma-me sair bem.

Por isso, o que há a fazer? Treinar muito! 

terça-feira, 12 de maio de 2015

Números "à grande e à francesa" da Maratona de Paris


Faz hoje um mês que se disputou a 39ª Maratona de Paris. Como as coisas boas não se esgotam no tempo, e para aquilatarmos bem a dimensão do evento, aqui vão uns números curiosos:

Em termos de reabastecimentos, animação e apoio:
482.112 garrafas de água Vittel
7.000 litros de bebida Isostar
24.000 frutos boost da Isostar
24.000 barras energéticas da Isostar
11.000 Geis booster
24 toneladas de bananas de Guadalupe e Martinique
16 toneladas de laranja
7 toneladas de maçãs
2,2 toneladas de frutos secos

105 pontos de animação

3.000 voluntários


Em termos de saúde:
8 postos de socorro ao longo do percurso e chegada
1 posto geral de comando
47 desfibrilhadores  
380 massagistas, fisioterapeutas, osteopatas e podólogos  

Em termos de corrida:
53.934 total de inscritos
13.484 inscritas femininas (25,0%)
40.450 inscritos masculinos (75,0%)
149 países representados

41.342 atletas na partida

40.263 atletas na meta (1.079 desistentes, 2,6%)
9.579 atletas femininas na meta (23,8%)
30.684 atletas masculinos na meta (76,2%)

1.698.897,285 quilómetros percorridos pelos atletas que cortaram a meta, o equivalente a 2 idas e voltas entre a terra e a lua ou o equivalente a 42 voltas ao mundo (curioso serem 42...)

11 postos de cronometragem
32 atletas marcadores de ritmo


42% de estrangeiros (novamente curioso o número 42...)
41 a idade média dos atletas masculinos
40 a idade média das atletas femininas

1.133 atletas com tempo na casa das 2 horas (2,8%)
15.754 atletas com tempo na casa das 3 horas (39,2%)
17.747.atletas com tempo na casa das 4 horas (44,0%)
4.890 atletas com tempo na casa das 5 horas (12,2%)
739 atletas com tempo na casa das 6 horas ou mais (1,8%)

Entre as 2.21 e as 6.45, todos os minutos têm atletas classificados. O tempo que mais atletas marcaram foi de 3.57.36 com 20 atletas. 
Sendo o baixar duma determinada hora, um objectivo usual, de registar que não o conseguiram por 1 segundo, este número de atletas 
Com 3.00.00 - 2 atletas
Com 4.00.00 - 7 atletas
Com 5.00.00 - 2 atletas
Com 6.00.00 - 1 atleta

E em termos de emoções?
Impossível quantificar, impossível de descrever!

Como se vê, é uma prova "doutro mundo" numa cidade "mágica" como Paris é.
E eu estive lá! (em vez de eu ia dizer o moi-même mas não seria bonito "roubar" a expressão ao meu amigo Carlos Cardoso!)



sexta-feira, 8 de maio de 2015

Barcelona 2016 - Yo voy!


Abriram hoje as inscrições para a 38ª Marató de Barcelona, a disputar a 13 de Março de 2016. Fui o 115º inscrito.

Se tudo correr bem, será a minha sexta Maratona (tenho entretanto a de Cascais-Lisboa a 18 de Outubro) e 3ª internacional.

Hoje em dia, dedico todas as minhas corridas e treino à próxima Maratona. Foi uma "doença" que me deu. Para quem via sempre maratonistas como ETs, conseguir também eu concluir a mítica distância, é uma sensação de superação e orgulho que não se descreve.

Como bem sabemos, a nossa vida e conforto estão sempre numa ténue linha que nunca sabemos quando se parte, portanto... há que aproveitar enquanto se pode! :) 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Revista Spiridon Março/Abril


Já está em distribuição o número 219 da Revista Spiridon, com uma capa onde se apercebe a alegria de atletas de pelotão ao cortarem a meta na Meia da Ponte e com o sugestivo título "Todos são vencedores...", algo que diz tudo das sensações que este desporto nos transmite.

Além das habituais rubricas, contamos neste número com os seguintes e aliciantes temas:

- 16.000 Km em treinos
- Como comparar as suas marcas?
- Treinar nas subidas, variante sempre esquecida
- Qual o grau dos seus conhecimentos técnicos?
- É sempre possível conseguir correr durante mais tempo
- Irão as corredoras ultrapassar os homens?
- Correr em tronco nú
- Como se inventou a Maratona
- Abastecimentos: Improvisar ou planificar?

Muito e boa leitura!

A Revista Spiridon apenas é distribuída através de assinatura anual (6 números por 24 euros). Se pretender receber este número poderá fazê-lo ao preço de 4,50 euros solicitando-o para revista.spiridon@gmail.com

domingo, 3 de maio de 2015

Nova actualização do top-10 de maratonistas portugueses (fantástica Sara sobe a 3ª)


Apenas uma semana depois, nova mexida no top-10 de maratonistas portugueses.

Depois de ter falhado Londres, Sara Moreira recuperou e, não querendo perder todo o trabalho desenvolvido, voou até Praga para disputar a sua 2ª Maratona, após uma fantástica estreia em Novembro passado onde registou 2.26.00 em Nova Iorque.

Pois hoje, Sara Moreira terminou em 2º lugar, 1 minuto exacto atrás da etíope Yebrgual Melese, parando o cronómetro em 2.24.49, subindo de 6ª para 3ª portuguesa de sempre e formando com Rosa Mota e Jéssica Augusto o trio de portuguesas que já baixaram das 2.25

Atente-se na regularidade de Sara Moreira neste quadro (clicar para ver melhor)


A relação passa a estar assim actualizada:

1.
Rosa Mota
2.23.29
Chicago
1985-10-20
2.
Jéssica Augusto
2.24.25
Londres
2014-04-13
3.
Sara Moreira
2.24.49
Praga
2015-05-03
4.
Marisa Barros
2.25.04
Yokohama
2011-02-20
5.
Manuela Machado
2.25.09
Londres
1999-04-18
6.
Dulce Félix
2.25.15
Londres
2015-04-26
7.
Albertina Dias
2.26.49
Berlim
1993-09-26
8.
Filomena Costa
2.28.00
Sevilha
2015-02-22
9.
Helena Sampaio
2.28.06
Amesterdão
2003-10-19
10.
Aurora Cunha
2.28.11
Londres
1989-04-23

Quanto ao top-10 masculino, a lista continua ordenada da seguinte forma:

1.
António Pinto
2.06.36
Londres
2000-04-16
2.
Carlos Lopes
2.07.12
Roterdão
1985-04-20
3.
Domingos Castro
2.07.51
Roterdão
1997-04-20
4.
Manuel Matias
2.08.33
Gyeongju
1994-03-20
5.
Luís Jesus
2.08.55
Paris
2006-04-09
6.
Joaquim Pinheiro
2.09.11
Otsu
1997-03-02
7.
Alberto Chaiça
2.09.25
Paris
2003-08-30
8.
Luís Novo
2.09.41
Berlim
2004-09-26
9.
Hélder Ornelas
2.09.59
Milão
2005-12-04
10.
Joaquim Silva
2.10.42
Viena
1994-04-10