sábado, 19 de março de 2016

Barcelona - A história da minha sexta Maratona

Impossível descrever o que estava a sentir neste momento!

Km 22 - Aí está ela! Era inevitável o seu aparecimento, desconhecia-se era quando. A lesão no gémeo direito melhorou bastante mas sabia-se que iria dar de si. Tinha esperança que fosse mais para os 30. Agora, tinha 20 km pela frente, quase metade, para tentar levar o esforço o melhor possível. Depois de 22 km onde fui que controlei a corrida, estes 20 seriam controlados pela dor. 
Foi este o momento que partiu a Maratona em duas partes, tal como irá suceder neste relato

1ª parte - Do antes ao Km 22

A juntar a todas as dúvidas sobre o gémeo (sabendo-se que com os quilómetros o problema iria aparecer), na 5ª à noite dei por mim com um ligeiro inchaço na parte de cima do pé direito, situação que sucede por vezes e que tem a ver com o colocar o pé demasiado de lado, provocando mini entorses. Coloquei gelo. Um problema mais para debater durante a corrida.
Com tudo o que sucedeu nas últimas 5 semanas, tive que criar uma couraça e defender-me tentando não pensar demasiado no assunto, agarrando-me à ideia que algo sucederia para chegar à meta.
Sabe-se que não há situações ideais mas estas últimas 5 semanas foram todo o contrário do que deverá ser uma preparação minimamente aceitável para uma prova desta dureza.

6ª feira, levantar às 3.30 da manhã para estar no aeroporto às 5. Mal acordo, recebo uma chamada da Isa. Tinha sucedido um problema com o Vítor que depois a Isa relatará no seu blogue. Parecia que esta Maratona estava embruxada para os 4 ao Km! 
Depois de muita expectativa e nervos, tudo se resolveu a contento e aí vamos os 3 casais (Mafalda e eu, Isa e Vítor, Nora e Orlando) rumo à linda cidade de Barcelona, local que iríamos visitar pela primeira vez (excepção Isa).

À porta da Expo Sports
Já com os dorsais na mão
Chegámos, apanhámos o metro no aeroporto (linha que tinha sido inaugurada há apenas 11 dias!) e uma hora depois estamos no apartamento que alugámos e que foi um grande bónus pois situava-se a 400 metros da Praça de Espanha, local da partida e chegada, além da Feira. 
Assim, foi só almoçarmos e logo fomos levantar os nossos dorsais.
Regressaríamos no dia seguinte para a Pasta Party, no que foi a única nota menos boa desta organização que brilhou em tudo o resto.
E menos boa foi, não pela qualidade mas sim pela quantidade. Após 40 minutos na fila, cada um recebia uma ração estilo amostra.
Conclusão, fomos ao apartamento almoçar depois daquele aperitivo...


É aqui que quero chegar
Uma grande verdade
E esta ainda mais real com o que se passou nos últimos 20 km
O pé continuava a dar problemas. Se sábado de manhã o inchaço estava menor, à noite maior. Mais gelo.

E chegou o grande dia. Após uma noite onde dormi 5 horas, o que será um record pessoal em véspera de Maratona, tudo a postos para ir lutar no asfalto de Barcelona, preferencialmente durante 42,195 km
A incógnita era enorme mas tentava não pensar nisso. Deixava-me ir e aproveitava aquele ar tão especial e emotivo que se vive em comunhão com outros milhares de atletas.
Pela primeira vez, levei o telemóvel comigo para a eventualidade de ter que comunicar com a Mafalda por algum problema ter sucedido. Se há sempre essa hipótese, ali era bem real pelo imprevisível do que poderia suceder ao gémeo, a que se juntava agora o pé.


A uma hora de cada um começar a escrever mais uma bela página na sua história
O tempo estava frio, com boa temperatura para correr. Uma hora antes da partida uns 6 graus, tendo chegado depois aos 13 à chegada. Não havia vento nem chuva. Como se vê, condições perfeitas!

Tantos! Mas cada um com o seu sonho especial. Cada um com a sua história única!
O bonito local da partida e chegada
E perfeita foi a localização do apartamento pois não houve qualquer stress para chegarmos ao local da partida. Quisemos ir uma hora antes para absorver tudo mas, sendo necessário ir a casa, fazia-se um ligeiro aquecimento e estava-se logo ali.

Havia 6 canhões de partida, diferenciados pela cor dos dorsais. Amarela para os mais rápidos, cor de rosa para o 6º onde estávamos, para quem iria realizar mais de 4 horas.


Boa disposição é coisa que nunca falta nesta equipa
Nos grupos mais populosos, como os nossos, não partia tudo ao mesmo tempo, davam espaço para escoar, o que permitiu que todos iniciassem bem a corrida.
O Orlando estava logo na fila da frente do nosso canhão, partindo com cerca de 16 minutos, enquanto nós os 3 arrancámos com 19.45 de tempo de prova.
Cada partida era assinalada com um tiro e múltiplos papelinhos a voarem. Tudo ao som da imortalizada canção "Barcelona", hino dos Jogos Olímpicos de 1992 e cantada por Freddy Mercury e Montserrat Cabalé. Se as emoções estão ao rubro, com os impactos dessa música mais ficam!


À boca da linha de partida, à espera do nosso tiro
E estou a correr na Maratona de Barcelona! 
Após tantos problemas, tantas dúvidas, estou nos metros iniciais, consciente da importância que têm para o resultado final.

Concentrado, ignoro a euforia do momento, controlando a passada para um primeiro quilómetro muito lento. E logo uma boa notícia, não sinto nada no gémeo nem no pé. Nos últimos treinos era sabido que nas primeiras centenas de metros sentia o gémeo a prender, o que obrigava a parar para alongar e depois seguia indo normalizando com o aquecimento.
Para já, tudo estava bem e de forma muito gradual fui aumentando o ritmo, passando de exageradamente lento para confortável, apanhando a Isa e o Vítor entre o 2º e o 3º km. E assim fomos durante 13 km.   

Primeiro por uma zona residencial, depois passando pelo célebre Nou Camp do Barcelona, estádio que por dentro será muito bonito mas por fora nada faz prever a sua grandiosidade.

Andamos um pouco na Diagonal, avenida que atravessa diagonalmente Barcelona duma ponta à outra (!) e que iremos apanhar mais tarde na ida e volta à Torre Agbar (aka supositório). Ao 9º saímos da Diagonal e vamos passar, entre os 11 e os 12, junto à Praça de Espanha, donde tínhamos partido uma hora e pouco antes e onde recebemos o apoio especial da Mafalda e Nora.


Aos 11,5
Por falar em apoio, e neste local era uma multidão, os espanhóis são inacreditáveis! Gritam e fazem a festa do primeiro ao último. Se pensarmos nos que estão para os quilómetros finais, é uma fracção de tempo muito longa entre os primeiros e os últimos. Desconfio se não serão alimentados a pilhas Duracell pois não param. Ficam no coração de quem corre e cujo apoio é tão importante.

E como ia eu? Bem, muito bem mesmo! Dores zero, nem uma ligeira moinha! Tudo perfeito com o gémeo e o pé. 
E os meus receios dos estragos que esta paragem de 3 semanas poderia ter feito a nível de resistência (apenas recomecei a correr e pouco 2 semanas antes), não se confirmavam. Ia muito confortável e até a um ritmo muito bom e perfeitamente à vontade. Sentia que não era necessário ir mais lento.
O ambiente tão especial que se vive numa Maratona e aquele público que só falta levar-nos ao colo, estava a produzir os seus fortes efeitos!

Entretanto subimos a avenida que passa pelas belas casas gaudianas Batlló e Milà (La Pedrera) e cortámos para a que nos iria levar a ladear a inacreditável Sagrada Familia. 
Foi antes de aí chegar que a Isa e o Vítor descolaram rumo a um resultado espectacular. Fui vendo-os a afastarem-se aos poucos, enquanto continuava num ritmo muito bom e certinho. Tudo estranhamente bem, melhor do que num sonho. Como sonho parecia esse vislumbre da Sagrada Familia.

Entrou-se depois numa das duas avenidas de ida e volta, permitindo assim ver o pelotão em sentido contrário. Entrámos aos 18, saímos aos 22. Cruzei-me com o Orlando, que ia muito bem mas não foi possível ver o famoso casalito pois o retorno era à volta dum prédio, o que nos impediu de ver. Antes de aí chegar ouvi uma voz conhecida atrás a chamar-me, era a Henriqueta Solipa que tinha feito uma paragem técnica e que seguia em grande ritmo.

Após o retorno, altura de descer essa avenida e passar pelo pórtico que marcava o meio da prova. A 1º metade nuns excelentes 2.15.12, o que poderia dar a sensação de estar a abusar mas não, estava perfeitamente confortável, em controlo e, o mais importante, feliz pela maneira como tudo estava a suceder. O meu sistema defensivo recusava a pensar no gémeo. 

Mas iria despertar ao passar pelos 22 e sair dessa avenida. De repente, apareceu a dor no gémeo. Dor difícil de aguentar. Tinha então 20 km para concretizar o sonho da meta. 
Com esta intensidade e cedo, iria ser muito complicado de gerir.

De repente, deixei de controlar a corrida e passar a ser controlado pela dor. A maratona propriamente dita ia começar. 
Conseguiria aguentar? E o tempo limite de 6 horas? À partida iriam compensar o tempo que se demorou até arrancar mas as minhas contas eram para o meu real tempo de 5.40, que dava 6 horas de tempo de prova, não fosse o diabo tecê-las.

Depois do prazer, estava na altura de utilizar a arma da inteligência.


Uma curiosidade. Se de Portugal estavam presentes 4 atletas dos "4 ao Km", de Espanha estavam 7 da equipa "A 4 el Km". Parece que temos uma filial em Espanha!
2ª parte - Do Km 22 ao após

Complicada. A coisa ia muito complicada. Não era novidade, tal como já disse várias vezes, era inevitável. Mas uma coisa é o saber e outra o estar a viver o momento.

E foram estes primeiros quilómetros com as dores os que mais custaram. O organismo tem depois a faculdade de se adaptar. 
Falei algumas vezes comigo próprio "Força João!", "Tu consegues!", "Pensa na meta!" mas o quilómetro 24 foi muito complicado. Reagi um pouco no 25 mas estava a ficar demasiado tenso a querer suportar as dores. Precisava de descontrair um pouco. Sentia que estava a entrar num beco sem saída. 


Aos 25
O que precisava mesmo era duma voz especial. Recordei-me então que levava o telemóvel comigo e, ao km 26, enquanto seguia em frente, liguei à Mafalda. Não atendeu (estava junto da chegada com todos os barulhos à volta). Liguei 2ª vez, nada. Por momentos senti que estava abandonado à minha sorte mas logo o telemóvel tocou. Era a Mafalda que tinha visto as duas chamadas. Pedi apenas "Fala comigo". E a sua voz acalmou-me. E continuei. sempre a olhar em frente, como quem pretende descortinar um oásis, neste caso em forma de meta. 

Estava na 2ª recta de ida e volta. Começou exactamente quando estava ao telefone, altura que o Orlando cruzou-se. Retornava aos 28,5 e saía-se aos 31.
Lá para os 27 e meio, cruzo-me com a Isa e Vítor. Enviam-me força e desabafo que vou aflito. 

No retorno, junto à Torre Agbar, uma rapariga canta o Heroes do David Bowie, tal como já ouvido aos 19. Além do público, a animação e música foi uma constante.  

Dentro do mau, também pode haver boas notícias. As dores mantinham-se constantes. Nunca aumentaram, o que foi muito bom. O problema é que a parte de cima da perna esquerda também começou a prender (o problema da compensação...) o que obrigava a andar um pouco para desbloquear, permitindo retomar a passada a velocidade mínima.


Aos 30. A precisar duma banana
Com estas incidências todas, senti-me a ficar meio tonto. Precisava duma banana. Queria desesperadamente uma banana. Já tinha comido preventivamente duas metades de banana em dois anteriores reabastecimentos mas agora precisava urgentemente duma. Felizmente estava a chegar ao km 30 (os reabastecimentos estavam espaçados de 2,5 em 2,5 desde o 5º km).
Ao chegar, estendem-me uma garrafa de água (felizmente foram sempre garrafas e não copos). Pergunto onde há bananas. Dizem-me ao fundo. Chego às laranjas e pergunto pela banana. Era logo a seguir, tal como nos outros estavam cortadas em metades mas a voluntária deve ter visto o quanto queria uma que retira lá de trás uma inteira.

Sinceramente digo, ao mastigar aquela banana, dei por mim a pensar "Estou a comer a melhor banana do mundo!" Foi assim que a senti!
E não sei o que ela me fez pois teve o condão de me acalmar. O pior quando se está com dores é a tensão. A partir dali fui mais relaxado. Mais a acreditar que iria cortar a meta. As contas para as minhas 5.40 (relembro 6 de prova) estavam com pouca margem mas a bater no verde. Fundamental era não ter mais problemas. Se a coisa se mantivesse assim, já tinha encontrado o antídoto para a aguentar.

O ar do mar também ajudou. Aos 34, a passar pelo porto olímpico, houve um momento que as dores apertaram mais. Franzi-me. Junto à estrada uma espanhola apoiava entusiasticamente todos, com a preocupação de olhar para todas as caras. Quando me vê franzido, esboça um sorriso de orelha a orelha e grita-me com toda a confiança "Tu puedes!!!". Até tive vontade de lhe ir dar um beijinho! 
Este maravilhoso público espanhol (e tenho a experiência de Sevilha e agora Barcelona), parece que adivinha e sabe o que dizer a cada momento certo.


Ao Km 35m, vendo em frente a Sagrada Familia. como se pode confirmar na foto em baixo 

Aos 36 outro momento especial, passar debaixo do lindo Arco do Triunfo. Entretanto alguns portugueses passaram por mim e um até me conhecia do blogue. Infelizmente não fiquei com o seu nome.

Aos 38 a Mafalda ligou-me e "falou" outra vez comigo. Deu-me entretanto a grande notícia do tempo fantástico da Isa e Vítor. Tal como do Orlando.

Nesta altura, o tempo limite já não era preocupação e a menos que um agravar impeditivo da lesão sucedesse, haveria de chegar à meta.

Passo pelo Miradouro de Colombo, curvo e entro na Paral-lel, recta dos últimos 2 quilómetros. Nesse momento liga-me a Isa a dar-me força. Aproveito para a congratular pela sua marca.


40 já estão!
Estou nos 40 km. A dezena já começa pelo número 4. Está quase mas ainda falta muito. E muito é o que há de animação nesta longa recta. Mas agora já pouco consigo responder e interagir. Estou nos limites. Só quero a meta. E esses limites apercebem-se pela dificuldade de realizar o 41º km. A perna esquerda cada vez se queixa mais pela carga a que está sujeita ao ser obrigada a compensar.

A Praça de Espanha está aqui! Os primeiros pórticos sucedem-se. Ainda não se vê a meta mas tanto cheira perto como longe. Curvo. Aí está ela! Imponente a reclamar a minha passagem.


A 40 metros troco um hi5 com a locutora
Estou a aproximar-me. A locutora internacional (a mesma do Porto e Paris) lê no dorsal o meu nome. Grita "João Paulo! Parabéns!" e trocamos um hi5. A meta está mesmo aqui! Levanto os braços e corto-a!!! Todas as dúvidas, todo o sofrimento acabam ali. CONSEGUI!


A 20 metros já festejo
E vou cortar a meta!
De imediato meto as mãos na cabeça e caminho um pouco assim, a absorver este momento tão meu. Vejo bandeiras portuguesas a esvoaçar do lado direito. Aproximo-me. Do outro lado das grades a Mafalda, Isa e Vítor. Grades com uma abertura ao nível da cabeça, o que permite cair nos braços da Mafalda e largar toda a emoção só completamente compreendida por quem vive estes momentos.

5 horas 18 minutos e 28 segundos depois de partir, estava de volta. Recebo a medalha. Beijo-a. Pouco andamos e estamos no apartamento (foi mesmo um luxo esta localização).
As dores no gémeo e pé mantêm-se mas eclipsam-se após o duche. Aparentemente, a coisa até ficou razoavelmente bem após este enorme esforço!  


Quem diria há uns anos que chegaria a 6 Maratonas?
Se a preparação correu ao contrário, o mesmo se deu com a recuperação. A ideal é dormir bem e comer bem. Pois nessa primeira noite após a Maratona, dormi apenas uma hora e no dia seguinte estive quase todo o dia sem me alimentar. Razão? Algo que comi na tarde ou noite de domingo e que me fez parar a digestão. 
Mesmo assim, não prejudicou as visitas pela linda Barcelona, pois melhor ou pior, acompanhei em tudo.
Giro foi apreciar as escadas do Metro onde se descobriam quem eram os maratonistas, com aquele andar tão especial a descer degraus. Coisa que apenas sucede nesta distância, com 30 km, por exemplo, não se fica assim. É a tal questão de se esgotarem as reservas musculares, o que mais carisma dá a este desafio de 42.195 metros.

E pronto, se chegaram aqui, também são maratonistas de leitura! 
Resta-me agradecer todo o apoio que me deram e mais me fez lutar. 

Difícil, apesar de tanta palavra, exprimir toda a felicidade e orgulho por ter conquistado a minha sexta Maratona. Esta, arrancada a ferros!

Bem hajam!



44 comentários:

  1. Brilhante e comovente! Parabéns!
    Mas, eu sou o tipo chato que anda a contra corrente, não correste um risco em demasiadamente alto?
    Sim sei que para ti o objectivo era a maratona de Barcelona e não te importavas de arriscar a época para atingires esse objectivo mas o problema é que poderias estar não só a arriscar a época mas até a tua carreira desportiva!
    Estarei a exagerar? Olha que conheço casos em que aconteceu isso!
    Penso que arriscas-te demais nesta maratona! Felizmente penso que te saíste bem, pelo menos assim espero, mas não te aconselho a voltar a correr um risco desses.
    Antes da maratona nunca te disse isto porque vi que estavas demasiadamente focado naquela e não te iria cortar as asas do sonho até porque não valeria de nada essa minha atitude pois tu irias arriscar na mesma por isso mais valia motivar-te positivamente.
    Agora que conseguiste cortar, brilhante e heroicamente, aquela meta é que te digo isto: acho que arriscaste demais e que poderias ter pago um preço demasiadamente alto: tu não querias apenas cortar aquela meta, querias também continuar a ser corredor de fundo!
    Este comentário pode não ser muito simpático, nem ir na corrente de elogios que vais receber mas os amigos têm também obrigação de dizer as coisas menos agradáveis quando tal é necessário. Isso é a amizade!
    Agora é recuperar muito calmamente, dar todo o tempo que essa lesão necessite para a sua total e efectiva recuperação e começar a sonha com a sétima maratona!
    Forte abraço campeão!

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    1. Jorge, agradeço muito a tua preocupação mas é infundada.
      Não te esqueças que fui seguido por dois grandes especialistas na área, profissionais que não iriam permitir que eu arriscasse ao ponto que receaste. Tudo o que fiz e arrisquei (dentro dos limites), foi com a sua inteira concordância. E esse risco dentro de limites era, na pior das hipóteses, ter que estar o mês seguinte parado, algo que aceitava e assumia, e que felizmente não irá suceder.
      Sabia, através dos seus conselhos, quando teria que parar se fosse o caso. Daí ter levado o telemóvel para avisar a Mafalda para não estranhar não me ver chegar. Tudo estava pensado. E eles sabiam que eu sou uma pessoa de bom senso e que não iria passar desses tais limites aceitáveis, daí terem dado luz verde e inteiro acordo para o meu plano.
      Como me conheces há um certo tempo, e nunca me viste fazer nenhuma asneira (apesar de alguns receios teus), também terás que me dar no futuro o beneficio da dúvida :)

      Um abraço e obrigado pela tua preocupação.

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  2. João...Simplesmente Fantástico.
    Parabéns por tudo, pela Maratona, mas mais ainda parabéns pela força pela capacidade de sofrimento e pela força de vontade que não te deixaram desistir e te levaram á meta.
    Grande relato, como é hábito, e se duvidas tivesse depois de ler o teu texto quero mesmo estar em Barcelona daqui a um ano.
    Grande abraço e espero que em breve possas estar a correr sem dores outra vez.

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    1. Muito obrigado Tiago!

      Tudo se torna mais fácil quando a recompensa é tão especial, como cortar a meta numa Maratona!

      Amanhã vou treinar pela primeira vez pós Maratona e espero que isto já esteja mais perto da recuperação total.

      Um abraço e força para 12 de Março de 2017 em Barcelona :)

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  3. Parabéns! Foi tirada a ferros mas deve ter sido a mais saborosa! Um abraço

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    1. Muito obrigado Silvio.
      Saborosas e especiais são todas. Mas nesse aspecto Sevilha ainda foi mais pelas circunstâncias :)
      Um abraço

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  4. Nem sei bem o que dizer João. Espectacular!!! Muitos parabéns pela 6ª. Fiquei mesmo muito feliz por ti :) ... adorei ler sobre a tua prova, até "senti" as tuas dores- Que grande relato, em qualidade.
    Grande Abraço

    P.S. Estava a ver que nunca mais saía a reportagem :)
    P.S.2 Não sei se alguém já te disse isto, mas eu acho que tens espirito de Ultra-Maratonista ...hehehehe ... Jorge Branco chamado à recepção, para dar a sua opinião !!! hehehe

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    1. Muito obrigado Carlos. Sabes que gosto de relatar sinceramente o que sinto :)

      A reportagem demorou porque só chegámos de Barcelona na 4ª à noite :)

      Posso ter espírito de ultra mas falta-me o resto :)

      Um abraço e força para hoje!

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  5. Um grande abraço João, e os meus parabéns pala tua vitória de sacrifício e querer. É dessa fibra que se fazem os campeões!

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  6. Brilhante :) Muitos parabéns João, e muito obrigado por esta viagem! Mais uma arrancada brilhantemente a ferros e que texto espetacular. O Barcelona antes da partida foi dos momentos mais emocionantes que tive numa corrida, e realmente aquele publico é extraordinario! Um grande abraço, colega hexa maratonista, e boa recuperação! Venha a próxima!

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    1. Muito obrigado Filipe!
      E força para os teus objectivos :)

      Um abraço

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  7. Fantastico. Adorei a tua descriçao. Ninguém melhor do que tu para descrever esta grande aventura. Compreendo perfeitamente cada palavra do teu texto. Tendo feito parte desta aventura, sei o que sofreste para completar mais esta maratona. Sangue, suor e lágrimas que é necessário. Sim, sei do que falo, pois há sempre uma lágrima no canto do olho quando chegamos à meta, após tantos meses de esforço e de ultrapassar tantas dificuldades. No teu caso, foi terrível aquilo que passaste e nunca desististe. Tentaste tudo e conseguiste. Parabéns Joao. És um campeāo. Um abraço amigo. Orlando

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    1. Muito obrigado Orlando pelas tuas palavras e por todo o apoio que me foste dando naquelas difíceis semanas!

      Um abraço amigo e em força para as próximas :)

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  8. Relato muito bom!!!
    Foi uma maratona fantástica! O povo espanhol é mesmo único. E o percurso muito variado!
    Estiveste muito bem e tal como eu previ ;) cortaste aquela meta! E já vão 6!!!!

    Foram dias excelentes entre amigos, com muitas aventuras pelo meio (e logo no inicio...), felizmente que correu sempre tudo bem e fomos todos muito felizes em Barcelona!

    João, seis já cá cantam!!!! =)
    Venha a sétima!

    Mais uma vez muitos parabéns amigo!

    Beijinhos

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    1. 6 já cá cantam! Inacreditável! :)

      Mais uma vez, fomos todos muito felizes!!!

      Obrigado por tudo

      Beijinhos

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  9. Grande João!
    Apesar de todas as dificuldades por que passaste, conseguiste terminar mais uma maratona.
    A tua determinação sai sempre a ganhar.
    Foram dias fantásticos em Barcelona!

    Abraço

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    1. Muito obrigado Vítor e parabéns também a ti que superaste na perfeição um grande susto!

      E sim, foram dias fantásticos em Barcelona :)

      Um grande abraço

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  10. Foste grande, um verdadeiro guerreiro. Parabéns!

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    1. Muito obrigado! A recompensa era grande :)

      Um abraço

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  11. Muito bom, João. O texto, as emoções e a conquista! Parabéns pela sexta!
    E como estás agora? Sempre deste o mergulho da vitória? ;)
    Beijinhos

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    1. Muito obrigado Rute!
      Fui o único dos 4 que não foi pôr as pernas de molho na piscina. É que as indicações que tinha era de fazer calor no gémeo para descontraí-lo, o que resultou :)

      Beijinhos e em força para o grande desafio :)

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  12. Mais uma vitória não é João?
    Eu divido-me sempre neste tipo de relatos... que me deixam a pensar "mas para quê?"
    Apetece-me dar os parabéns... e por isso PARABÉNS! Mas também fico preocupado com histórias deste género, em que os atletas ficam com marcas, por serem teimosos e forçam a cena! Chama-se a isso dar na cabeça... por isso, dou-te na cabeça! :)
    Eu não era capaz de correr uma prova nessas condições, admito! O cansaço numa prova até pode levar-me a abrandar ou a andar, terminando a prova esgotado... agora com lesão e cansado... não sei até que ponto é que "vale a pena" uma pessoa sujeitar-se a tanto!
    Conforme ia lendo o teu relato, mais ia sofrendo contigo e isso custa-me!
    Por isso ficam estes parabéns com reticências!

    Abraço sem reticências!

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    1. Luís, não fiquei com marcas pois não ia deixar chegar a esse ponto.
      Costuma-se afirmar que a dor é temporária e a glória eterna, e é bem verdade. A sensação inacreditável de ter chegado à meta, ultrapassa tudo. O que sucedeu durante a prova, já não sinto, mas o orgulho de ter cortado a meta, sinto e nunca me irá deixar :)

      Um abraço

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  13. ORGULHO, VITÓRIA, EMOÇÃO, FELICIDADE, FORÇA, CORAGEM... são as palavras que te dedico!

    João, adorei o relato, parece que vivi a vosso lado cada segundo que descreves :)

    Merecias fazer esta prova e acabar com a felicidade que tanto te marca.
    Merecias que tudo corresse na perfeição.

    Lutaste muito, nunca desististe... deixaste-nos muito nervosos e ansiosos... acompanhá-mos á distancia, mas sempre em cada metro que percorreste, sempre com uma emoção enorme.

    Força Campeão...
    Que venham muitas mais :)
    Um beijinho meu e um abraço do NES

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    1. Muito obrigado aos dois, pelas palavras e pelo imprescindível apoio naquelas semanas complicadas!

      Beijinhos e abraços :)

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  14. E...nada, não tenho nada para dizer, secou...

    Muito bom e Parabéns!

    Abraço

    PS: como escrei antes já deste provas de saber e conhecer o corpo e até onde podes e até onde deves ir, como tal, é ter confiança em ti.

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    1. Muito obrigado Hélder!
      É exactamente isso que dizes :)

      Um abraço

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  15. Fantástico! Grande lição de persistência e de vontade! Parabéns por mais uma Maratona! Um abraço

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  16. Parabéns campeão, e vai meia dúzia.
    Abraço,
    António Almeida

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  17. Com atraso de uns dias mas ainda a tempo... Ufas!!! Que alívio saber que apesar de ter sido sofrido, pelo antes e durante, escreveste história no dia 13 de Março!
    Muitos Parabéns!!! Excelente! Força para continuar!
    Beijinhos,
    Sofia

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  18. João, demorei imenso mas finalmente vim cá espreitar o relato da tua aventura em Barcelona. E que relato! Li por duas vezes do início ao fim e ainda estou arrepiado, sobretudo com o momento da chegada!

    Parabéns pela conquista e pela inteligência demonstrada durante a segunda parte do percurso! Grande abraço!

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    1. Muito obrigado Nuno!
      Se leste duas vezes um texto tão longo, também tens alma de maratonista :)

      Um abraço e boas corridas!

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  19. A alma tenho! Mais dia, menos dia... :)

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    1. Tens sim senhor! Basta estares pronto, e quando digo estares pronto é o querer muito fazer uma. Com esse querer, todo o resto vem, pois é esse querer que te irá fazer treinar durante 3 meses sempre a sonhar com a meta, e durante a prova a nunca hesitar em seguir em frente.

      Força!!!

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  20. vocês são fantásticos e deixam-me orgulhoso. Sou o pai da Isa

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    1. Muito obrigado pela parte que me toca!
      E sim, em relação à Isa tem todas as razões por estar orgulhoso, não só pelas corridas mas muito especialmente pela pessoa que é :)

      Um grande abraço

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  21. Muitos parabéns pelo imenso esforço, sofrimento e pela 6ª Maratona!

    José Jorge Mota.

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    1. Muito obrigado!
      O sofrimento é passageiro e logo recompensado com a alegria suprema da meta :)

      Um abraço

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  22. Parabéns pela Meia-Dúzia delas! :) Boa recuperação e trata bem de ti! Beijinhos

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    1. Muito obrigado Ana!

      Beijinhos e boas corridas :)

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