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| A pouco mais dum quilómetro da meta (obrigado Luís Duarte Clara!) |
Hoje estou muito feliz pela prova que efectuei!
Algo de estranho passou-se na semana anterior, como relatei na Corrida Salesianos. Fez na sexta-feira uma semana, acordei com dores musculares nas pernas. Mantiveram-se até quinta-feira. E nesta sexta, tal como apareceram do nada, do nada passaram!
Tanto na Corrida Salesianos como nos treinos durante a semana, foi sempre um esforço pois as pernas não queriam, em claro contraste com a parte respiratória que estava muito bem. Se fosse por estar a exagerar, o cansaço seria geral e não centrado apenas ali. Permanece assim um mistério o que sucedeu mas o que interessa é que já passou.
Nesta sexta acordei e senti as pernas bem. Fiz um óptimo treino e comecei a pensar que se calhar ainda iria realizar uma boa Meia.
E que Meia estou a falar? A Meia-Maratona de Lisboa, mais conhecida pela Ponte 25 de Abril.
Foi aqui que tudo começou com a minha prova de estreia em 2006, então na Mini. Como já contei várias vezes, um colega meu ao saber que ia à Ponte, perguntou se era Mini ou Meia, tendo eu respondido cem por cento convicto "Mini! Meia não faço nem nunca farei!".
Na realidade, nessa altura via os 10 quilómetros como o máximo dos máximos e chegar à dezena era já algo a passar todos os meus limites.
Pois é... no ano seguinte estava ali na Ponte a estrear-me em Meia-Maratona, faz amanhã 12 anos.
Hoje foi a 10ª vez que realizei esta Meia. Com a Mini, 11ª presença neste evento e a 10ª que atravessei a Ponte. Confuso? É que no ano passado não se passou a Ponte devido a intempérie (partiu-se do eixo Norte-Sul).
Ontem, sábado, continuava a sentir as pernas bem e comecei a sonhar em baixar das 2 horas, coisa que nos dias anteriores seria impensável, devido ao tal problema. Pus-me então a calcular o ritmo necessário.
Para mim, baixar de 2 horas em Meia é marcante e não são muitas as vezes que o consegui. Hoje foi a minha 62ª Meia e por 50 vezes fiz uma marca na casa das 2 horas. Com a de hoje, e já me estou a adiantar, consegui baixar do par de horas por 12 vezes.
Mas é curioso constatar que nas primeiras 46 apenas baixei por 3 vezes e nas últimas 16 por 9...
Hoje, acordei e senti logo que iria ser um bom dia. Estava muito focado para isso. De tal forma que ao receber uma mensagem de incentivo por parte da Isa e Vitor, respondi que algo me dizia que iria ser uma boa Meia. Ora eu, que costumo ser muito prudente nas previsões, se respondi assim é que estava mesmo muito decidido.
Ao contrário do que é habitual nesta prova, este ano fui o único representante da equipa. No entanto estive acompanhado pelo Serafim Sousa do CAL, simpático atleta que não conhecia mas que o Carlos Cardoso tinha pedido se era possível levantar-lhe o dorsal. Ora amigo de meu amigo, meu amigo é e o tempo passou rápido até à hora da partida.
Ao arrancar, tive uns primeiros metros de análise e depois coloquei o ritmo ideal para conseguir o desiderato. Nessa altura pensei "pronto, o ritmo já cá está, agora é ver se o aguento 21 quilómetros"
Por volta dos 3, comecei a acreditar plenamente que o iria alcançar. Há dias que sigo de tal forma estabilizado que tenho a certeza que vou aguentar a distância sem quebra.
E lá fui eu, estilo relógio suiço, sempre a dar-lhe bem e a controlar, sabendo que a margem não era grande, portanto não podia haver qualquer quebra.
Os quilómetros foram passando, sempre a esforçar-me bem e a sentir-me feliz e quando falo em relógio suiço, a parte mais impressionante foram os 5 quilómetros entre os 15 e os 20 pois foram todos no mesmo segundo! Incrível! Sempre 5.28, nem mais nem menos 1 segundo que fosse.
No último reuni as forças que ainda restavam e cortei a meta em 1.58.26 e muito mas mesmo muito feliz com a minha prestação!
Em 10 participações nesta prova, foi a minha 2ª melhor marca apenas batida pelas 1.57.15 de 2017. Em termos gerais, é a minha 10ª melhor marca entre 62 Meias (o record é de 1.51.26 no ano mágico de 2017)
Em 10 participações nesta prova, foi a minha 2ª melhor marca apenas batida pelas 1.57.15 de 2017. Em termos gerais, é a minha 10ª melhor marca entre 62 Meias (o record é de 1.51.26 no ano mágico de 2017)
De realçar que as condições meteorológicas foram boas e quase por medida. Com sol desde o seu nascer até à hora da partida, o que foi bom para não estarmos com frio a aguardar a corrida, e na hora da partida o sol escondeu-se atrás de nuvens e ficou uma temperatura mais para o baixinho, o que é sempre uma preciosa ajuda.
Uma rica manhã onde o único ponto negativo é o ter que repetir o que já aqui escrevi várias vezes nestas provas mais participadas, uma crítica aos atletas que nos postos de reabastecimento deitam as garrafas no meio da estrada em vez de colocarem nos caixotes para o efeito ou atirarem para a berma, esquecendo-se que atrás vêm colegas seus de desporto que ao pisarem uma garrafa ainda com água, podem torcer um pé. O cúmulo deu-se, uma vez mais, onde ofereciam laranjas e bananas e a estrada estava cheia de cascas. Ora será que não pensam que casca, em especial de banana, é altamente escorregadia e há um pelotão atrás de si? Mais respeito, senhores atletas!!!
A organização foi recompensada com record de participação. Estava em 10.582 (2017) e hoje classificaram-se 10.603 atletas. Foi a 6ª vez em Portugal que uma prova chegou aos 10 milhares, passando esta a ser a 2ª mais participada no nosso país. A 1ª mantém-se a São Silvestre do Porto com 10.880 em 2015.
Entre 10.603, classifiquei-me em 5.011 e no escalão 241 entre 509, portanto na primeira metade em ambos os casos, o que é raro em mim.
Em resumo e repetindo-me, estou muito feliz e orgulhoso com esta minha corrida, feita 4 semanas após a Maratona de Sevilha e a 6 semanas da de Aveiro.
Para a semana, treino de 30 quilómetros. Próxima prova de hoje a 2 semanas na clássica Corrida dos Sinos onde irei buscar o meu 11º sino (já estou perto de ter um carrilhão!).
Uma boa semana a todos e sejam felizes!
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| A medalha de participação |

































