terça-feira, 23 de junho de 2020

Numa comparação, o factor mais importante é o termo de grandeza

Numa caminhada, tive a sempre excelente companhia da Tânia e Raúl

Lisboa é ao pé do Porto? Diremos que não, pensando sempre em termos do tamanho de Portugal. Mas se o termo de grandeza for a distância de Portugal a uma das mais longínquas pontas da Europa, digamos Moscovo, a resposta muda para Lisboa e Porto ficarem perto entre si.
Ou se pensarmos numa multa de, por exemplo, mil euros. Para nós seria um valor brutal. Mas para um multi-milionário? Já seriam trocos pois, como sempre, é o termo de grandeza que relativiza a comparação.

Se pensarmos em corridas pedestres, baixar dos 50 minutos aos 10 é algo de espectacular? Para cerca de metade do pelotão, é banal. Então para a elite, é lento demais. Mas para alguns atletas, é um grande marco, pois vai ao limite das suas capacidades. Fala quem andou 10 anos a lutar por esse objectivo, até finalmente o ter obtido, e quem me conhece sabe que não foi por falta de treino ou de empenho, algo de que me posso orgulhar de sempre ter tido, mas cada um tem os seus limites e capacidades.

Como se viu, para a elite e quem fica mais para a frente, é uma marca fraca e para o pelotão será média. Mas se pensarmos na totalidade da população, qual a percentagem que consegue esse registo? Seguramente que 99,99% de toda a população não o consegue. Visto por este prisma, já é algo de muito especial. Mais uma vez, o termo de grandeza a pontuar.

A que propósito vem toda esta divagação? Pelas minhas caminhadas.
Será legítimo perguntar como pode uma pessoa orgulhar-se de caminhar um km em 9.27 quando já fez um a correr em 3.54? 5 km em 49.05 quando já correu em menos tempo 10 km? Onde se irá buscar motivação a caminhar quando se corria com tanto prazer?

Pois é, mais uma vez vamos parar ao termo de grandeza. Estas são as capacidades actuais e possíveis e só essas é que podem ser comparadas.
Após a facada na alma que sofri por constatar que as corridas acabaram para mim, só me restavam duas opções. Ou ficar num canto a lamentar tudo o que perdi, ou agarrar com as duas mãos o que posso fazer. E o que posso fazer é caminhar, é a única solução para me manter activo, logo há que dedicar-me de alma e coração.

Quando falo em caminhadas, não me refiro a passeios calmos mas sim passada activa e energética.

Nas primeiras, como já escrevi no artigo anterior, os músculos e tendões tiveram que se readaptar após tão longa paragem, em especial os dois meses após a paragem, onde pouco me mexi.

Sabia que a coisa ia evoluir mas não esperei que fosse em tão pouco espaço de tempo. Situação possível por não estar a iniciar-me mas sim vindo dum passado de 15 anos nas corridas.

As dores que tenho no joelho são constantes e sempre presentes. O maior problema é quando me levanto após estar sentado. A boa notícia é que, nas caminhadas, não aumentam com o avolumar de distância ou incremento no ritmo. Aliás, se a passada for bem activa, nas horas seguintes até se nota uma ligeira diminuição das dores. O que não deixa de ser curioso.

Nada a ver com as caminhadas, mas já por duas vezes que acordei com o joelho estranho (nesses dias não caminho), situação que fica assim até meio da tarde e depois passa, como se houvesse ali qualquer coisa que saísse do sítio e depois tornasse a encaixar. Algo a ser falado com o médico na consulta para a semana. Mas que me deixa assustado e com receio que vá prejudicar a continuação das mesmas. Receio legítimo após o que já passei.

Tenho caminhado 5 km por dia com uma maior ao domingo (neste foram 10 km) e descanso semanal à segunda. Quando estiver bem rodado nestas distâncias, aumentarei os quilómetros

E é este o ponto de situação. Focado nas caminhadas e ciente que não é mesmo possível correr. Inimaginável o impacto de bater com a perna no chão com uma passada de corrida.  Focado no que é possível e com alguns objectivos (temos sempre que nos motivar com algo). Um deles muito especial mas, pedindo desculpa por ficar no domínio dos Deuses (dos Deuses e de meia-dúzia de "eleitos").

Sempre pensando na idiossincrasia do termo de grandeza, é importante termos a arte de transformar as nossas pequenas vitórias em grandes feitos, porque sabemos o que nos custaram e porque são elas que nos oferecem o sal da vida. 
Por isso, aqui fica o registo da evolução do meu quilómetro mais rápido em caminhada.
2020-05-31
18.00
2020-06-01
16.11
2020-06-03
15.30
2020-06-03
15.14
2020-06-03
15.05
2020-06-04
14.50
2020-06-04
14.10
2020-06-06
12.53
2020-06-06
12.32
2020-06-07
12.25
2020-06-07
12.06
2020-06-10
12.00
2020-06-11
11.58
2020-06-11
11.40
2020-06-11
11.33
2020-06-11
11.28
2020-06-12
11.22
2020-06-13
11.05
2020-06-14
10.39
2020-06-16
10.19
2020-06-16
  9.55
2020-06-18
  9.42
2020-06-18
  9.27

sábado, 6 de junho de 2020

Se não é possível correr, caminha-se...

Depois do artigo anterior, ainda consultei um outro especialista, muito por dentro da problemática do joelho, apenas por descarga de consciência, tendo confirmado o que já se sabia, não tenho hipótese para tornar a correr e o que ando a fazer para reforçar à volta do joelho, exercícios e caminhadas para tentar atenuar as dores, é o correcto.

Por outras palavras, a medicina não tem neste momento uma solução para estes casos. No entanto, se pensarmos o quanto a medicina tem evoluído, na questão premente do joelho basta recordar como eram invasivas as operações ao contrário das praticadas actualmente, quem sabe se no futuro não aparece uma solução eficaz e ainda em tempo útil para o meu caso?

Após tão longa paragem de 5 meses de actividade física, com especial incidência nos dois meses após a cirurgia onde apenas podia realizar os exercícios indicados, regressei à actividade física em forma de caminhada. Tal como diz a famosa frase, se não podes correr, caminha...

Passei a fazer uma caminhada diária, tendo hoje sido o 8º dia. Nos 3 primeiros dias cerca de 2,5 Km, a partir daí 4 km.

No primeiro dia muito enferrujado, andei a 18 ao km, que pouco mais é do que estar parado. E acabei cansado, imaginem!

Com o desenrolar, a evolução física tem sido positiva, já não termino cansado e a média por km foi baixando para 16, depois 15, 14 e hoje já consegui fazer os 4 km entre 12.31 e 13.02 por Km.

Sim, sim, sei perfeitamente que ainda é muito devagar (até fui ultrapassado por vários que passeavam descontraidamente) mas para mim já é uma grande vitória. 

Para quem não está por dentro de tempos de caminhada, tudo que seja de 12 ao Km para cima é devagar e 10 é o bom. O objectivo é conseguir chegar aos 10.00 ao km e caminhar todos os dias. Quando já estiver mais rodado, uma vez por semana fazer uma caminhada longa

Se o joelho dói a andar? Sim, mas também dói se estiver parado... O problema é que em várias alturas começa a prender e aí tenho que abrandar ou parar um pouco. Isto ainda está muito por arames mas os exercícios de reforço à volta do joelho e o caminhar têm ajudado. O problema que impede que possa correr, agora ou no futuro, são os famigerados impactos.

E agora a pergunta sacramental: Como é que alguém que sempre amou correr, tirando um enorme prazer da corrida, consegue motivar-se para apenas caminhar?
Bom... tenho que fazer qualquer coisa pela forma física, até porque estou com 60 anos e o que faça ou não faça agora irá repercutir-se positiva ou negativamente no futuro. 

Mas a grande motivação, e que impede que falte qualquer dia na caminhada, é a esperança que num futuro a medicina invente uma solução para estes casos e possa regressar à corrida, sendo muito mais fácil fazê-lo se mantiver sempre as caminhadas. 
Sim, sei que sou um sonhador mas sonhar não custa e alimenta-nos a alma.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Abandono forçado

Este é o artigo que até poucos meses atrás nunca me passou pela cabeça ser obrigado vir a escrever.

Sempre me imaginei a envelhecer a correr. Por todo o prazer que a corrida proporcionou desde a minha primeira passada há 15 anos atrás, nunca tendo um só minuto de desmotivação, dúvida ou menos falta de vontade. Quem me conhece sabe bem a verdade que esta frase encerra.

Infelizmente, o pior cenário, aquele que não se queria sequer pensar, sucedeu. A condropatia está demasiada avançada, tentou-se uma última hipótese com a infiltração, segui tudo à risca, mas quando as cartilagens acabam de vez numa extensão tão longa, nada se pode fazer. Fica a certeza que tudo se tentou.

As dores são constantes (24 horas por dia) e mesmo que quisesse morder os lábios e aguentar dando umas passadas, não há mobilidade para tal. 

Para andar e fazer a vida mais ou menos normal, dá (com as tais sempre presentes dores) mas a única solução para deixar de as sentir é uma prótese e com prótese no joelho, não se pode correr.
Vou tentar protelar enquanto der, na ilusão de ainda inventarem uma revolucionária e inovadora técnica que resolvesse este problema. Deixem-me sonhar...

Dizia por piada que ainda iria fazer uma Maratona aos 100 (querendo demonstrar o quanto acreditava que a minha vida iria passar a correr) mas afinal nem cheguei a estrear-me no escalão a que acedi no mês passado (M60).

Quando cortei a meta na São Silvestre da Amadora, após uma muito prazerosa prova e com o bónus de ter feito os últimos quilómetros com o grande Orlando Duarte, nada poderia indicar que fosse a derradeira. Por isso, o conselho que dou é aproveitarem ao máximo cada passada. Nunca se sabe quando é a última...

Aproveito para tirar uma dúvida que me têm colocado. Este problema no joelho nada teve a ver com eventuais abusos em termos de quilometragem ou corridas efectuadas, mas sim por alguma pancada feita há já algum tempo (provavelmente uma pancada forte no bico duma mesa ou similar), tendo a rotura ficado ali silenciosamente a funcionar estilo lixa nas cartilagens, desgastando-as quase totalmente. E como as mesmas não têm terminais nervosos, durante esse tempo não senti fosse o que fosse até ter chegado a este estado. Mal apareceu a dor, bem de repente, parei. Não houve nada que pudesse ter evitado.

Foram 15 anos de puro prazer e recordações inesquecíveis que me enchem o coração. E é nisso que tenho que me focar e não ficar a lamentar tudo o que deixei de fazer e tinha planeado e sonhado. Mas acreditem que este processo é muito doloroso e nada fácil. 

Não vou desaparecer, gosto demasiado das corridas e do pelotão, por isso vou continuar a ir a algumas provas, agora como espectador e apoiante. O blogue também não vai parar, apesar de natural e inevitavelmente o ritmo dos artigos abrandar.
E claro, o histórico e calendário continuará a ser mantido, como tem sido desde há 11 anos, esperando que num futuro próximo suceda a tal tão necessária remodelação, melhoramento que estou certo irá agradar a todos e tornará a pesquisa e visualização incomparavelmente melhores.

Aproveito para agradecer a todos por estes fantásticos 15 anos que vivi dentro das corridas! 

Um grande abraço e fiquem bem! 

domingo, 10 de maio de 2020

Não, nunca é mais uma!


Existem frases feitas que servem apenas para muleta ou desbloqueador de conversa. Desde o famoso "cá estamos" ao "tudo bem" automático, seja ou não real.

Como em tudo na vida, também há dessas muletas nas nossas corridas. Uma é quando se quer iniciar uma troca de palavras com algum outro corredor, dizer "mais uma, não é?". 

Confesso que das imensas vezes que ouvi essa frase, fico sempre sem jeito, não sabendo o que responder, limitando-me a um "pois", apenas para dizer algo. Mas a verdade é que para mim, nenhuma foi mais uma. 

Fosse qual fosse o seu grau de exigência, tratei cada uma, não como "mais uma", mas como "esta corrida" pois era a que ia vivenciar. Sempre vivi com paixão este desporto e em cada uma entreguei-me de alma e coração.

Vem isto a propósito do que tenho recordado esta frase feita neste momento actual. Certamente que nenhum dos atletas que alinhou nas dezenas de provas que se disputaram a 8 de Março imaginava que estavam a participar num evento de corrida pela última vez num largo tempo indeterminado. Se fosse possível prevê-lo, certamente que a maneira que se tinham agarrado a essa corrida, ou pelo menos o seu apego sentimental, seria diferente.

A menos que seja planeado, nunca sabemos quando fazemos algo pela última vez. Por isso, a paixão com que nos devemos dedicar a cada acto. Por mais insignificante que possa parecer, a sua importância aumenta de forma exponencial aquando da sua falta.

No meu caso pessoal, participei no último dia do ano na São Silvestre da Amadora, sem imaginar nem passar remotamente como hipótese, que seria a última durante largos meses, quiçá de sempre, apesar de todas que já estavam programadas, algumas naquela classe muito especial da mítica distância.

Ao contrário do habitual, escrever pelo menos uma vez por semana, nos últimos meses este blogue tem sido maioritariamente preenchido com silêncio.
Muitas vezes penso em redigir algo mas, sinceramente, não sei o que dizer quando tenho um ponto de interrogação tão grande na perspectiva de continuar a fazer o que amo e tanto prazer me dá.

Continuam em cima da mesa as 3 hipóteses: Correr como fazia (o que nesta altura pouco mais é do que uma hipótese meramente académica), poder correr mas apenas distâncias mais curtas e mais devagar ou nem sequer poder correr mais. 

Dia 18, se tudo correr como se espera, irei fazer a tal infiltração ao joelho, à espera dum milagre. Tudo o que posso fazer, tenho feito, seguir à risca todas as indicações.

A foto que coloquei neste artigo foi tirada a escassos metros da meta na Maratona de Valência 2018. Se a Maratona de Sevilha 2014 foi a corrida da minha vida, o último quilómetro desta Maratona em Valência foi o quilómetro que mais me marcou e mais exultei em virtude do incrível ambiente. A minha cara revela toda a felicidade ao correr e é assim que recordo as corridas, com felicidade. 

Se for obrigado a ficar por aqui, duma coisa não me posso queixar, o ter tido o enorme privilégio de ter participado em 466 corridas. 466 hipóteses de sentir o prazer de correr e competir comigo mesmo. E não, nenhuma foi mais uma.

Mas, já sabem, se houver a mínima hipótese de continuar, mesmo limitado, agarrarei essa oportunidade com ambas as mãos (ou melhor dizer, pernas). Só desisto mesmo quando não resta qualquer outra solução. Já me conhecem.

Fiquem todos bem para, num futuro, todos podermos estar unidos de forma real e não apenas virtual. 
Recebam um abraço de amizade.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Vamos colaborar neste inquérito


Bastas vezes, temos uma percepção da realidade pelo chamado "olhómetro". Calculamos que uma determinada situação esteja a afectar x pessoas que reagem de y maneiras. No entanto, nada como inquéritos bem estruturados para transmitir uma imagem focada. 

E para que essa imagem seja o mais focada possível, é necessário um número significativo de respostas. 

A Lap2Go, conhecida e reconhecida organização de corridas que nos saciam a vontade de correr, associou-se à CICS.NOVA/NOVA FCSH (Portugal) e à INEFC/UdL (Espanha) para um inquérito com o intuito de caracterizar os desportistas em Portugal e Espanha e o seu estado anímico perante o COVID-19.

Numa primeira fase, fez a divulgação através da sua base de dados, o que permitiu contar com cerca de 2.000 respostas, mas pretende-se alargar o leque para uma melhor compreensão de como estão os praticantes a lidar com toda esta situação e o que esperam dos próximos tempos.

O desafio é dirigido a quem ainda não respondeu que o possa fazer até este domingo (10 de Maio). Para tal, cliquem aqui

Desde já agradecido em nome dos promotores, passo a transcrever o mail original com os propósitos:

Perante a situação que se vive em Portugal e Espanha devido à Pandemia de COVID-19, o Grupo de Investigação Sistemas de Modelação e Planeamento do CICS.NOVA/NOVA FCSH e o Grupo de Investigación Social y Educativa de la Actividad Física y del Deporte (GISEAFE) do INEFC/UdL estão a promover um estudo de âmbito ibérico sobre os impactos ao nível da prática dos principais desportos de ar livre que resultam das medidas extraordinárias impostas aos cidadãos.

A Lap2Go associou-se a este estudo por considerar a iniciativa de enorme relevo para a compreensão dos impactos do COVID-19 nas atividades de todos aqueles que têm vindo a participar nos eventos e que têm estado connosco desde há vários anos. A caracterização dos impactos pretende ser um contributo para a discussão da reabertura das atividades que todos apreciamos enquanto participantes de desportos de ar livre.

A participação neste inquérito é anónima e voluntária, estando garantida a total confidencialidade das respostas.

Pode aceder ao inquérito no seguinte link: https://arcg.is/1TG9ea

Puede contestar a la encuesta en el siguiente enlace: https://arcg.is/0uPO0K

terça-feira, 21 de abril de 2020

Aquele que gostou de conversar


Vitor Oliveira, além de ser um fantástico atleta, tem um excelente blogue chamado Aquele que Gosta de Correr. Aproveitou esta época de confinamento para lançar a ideia de conversar via net com alguns atletas, rubrica que apelidou "Aquele que Gosta de Conversar". 

Começou a série com 3 grandes atletas: Filipe Torres, Carlos Cardoso e Paulo Pires.  
Chegou agora a altura de um que corre muito mais tempo para conseguir fazer a mesma distância. Quem? Este vosso escriba!

Foi uma conversa que voou e espero que gostem e tenham paciência para a ouvir. Este vosso amigo quando começa a falar de coisas que gosta, engata e não se cala. E muito mais ficou por dizer e contar :)

Podem ver clicando aqui no blogue ou no Youtube. 

Um grande agradecimento ao Vitor pela sua iniciativa e generosidade. Adorei a conversa!!!

Mudando de assunto, desde que criei o blogue, fez 10 anos em Fevereiro, nunca tinha estado mais de 2 semanas sem escrever e as 2 semanas apenas aconteceram em alturas de estar fora em férias. Porém, o último artigo antes deste, data de 26 de Fevereiro, tornando este período que hoje terminou como o maior hiato entre escritas.

Fui entretanto operado ao joelho, como o anterior artigo informava e se ainda não tornei a escrever é por não saber o que dizer pois o futuro está incerto.

A operação decorreu a 12 de Março, curiosamente o último dia que o médico operou pois no dia seguinte as cirurgias não urgentes e inadiáveis foram suspensas. No seu caso concreto, até final de Maio. Por outras palavras, se não tivesse sido nesse dia 12 de Março, apenas o iria ser, na melhor das hipóteses, em Junho. 

Correu bem, a rotura interna horizontal do menisco foi tratada, e estive a ver tudo através de ecrã, o que foi uma experiência muito curiosa. Mas a má notícia é o estado da condropatia, muito mais extensa e profunda do que se pensava. 

Primeiro tinha que ser resolvida a rotura do menisco para deixar de danificar mais as cartilagens. O passo seguinte é a infiltração de ácido hialurónico no joelho para compensar os buracos nas ditas cartilagens. Essa infiltração não pode ser efectuada nos 30 dias seguintes à cirurgia, o que faria que o poderia ser a partir de 12 de Abril. No entanto, devido à situação actual derivada da pandemia, o primeiro dia que está previsto o doutor regressar, é 18 de Maio e é para esse dia que estou marcado. Vamos ver se poderá ser nessa altura.

A situação está complicada, o caso não é para brincadeiras e neste momento a minha carreira no Atletismo amador está em suspenso sem saber o que irá ser.

Até uma próxima, fiquem todos bem e a salvo deste bicho que veio condicionar a vida do planeta.
  

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Paragem forçada prevista até meio de Maio

No artigo anterior referi que tinha feito uma ressonância magnética e aguardava resultados.

Estes não foram bons, confirmando-se que a lesão é grave. Mas tem solução.

Por palavras directas, como o médico disse, tinha em cima da mesa duas opções. Ou não ser operado e saber que isso iria implicar não mais correr e daqui a uns tempos ter que colocar uma prótese. Ou ser operado e depois da recuperação poder regressar à vida normal de corridas, Maratonas incluídas.

Perante este cenário, é evidente que a minha resposta foi imediata "quando posso ser operado?"

De amanhã a 2 semanas, 5ª feira 12 de Março, irei ser operado ao menisco no joelho esquerdo em virtude duma rotura horizontal. Um mês depois, irei ser infiltrado com um gel para colmatar os buracos duma condropatia de nível III-IV dum máximo de IV. E este sim, este é que era o problema grave e que poderia obrigar a deixar de correr para todo o sempre. E como podem imaginar, isso seria um verdadeiro drama para mim.

Felizmente que fiz tudo certo, ou seja, deixei logo de correr quando senti dores e mantive-me parado até saber qual o problema, pois assim não agravei a condropatia que estava num nível perigoso de aproximação ao ponto de não retorno.

A condropatia é resultado duma rotura horizontal do menisco que assim ficou a actuar como uma espécie de lixa nas cartilagens, fazendo-as chegar ao mísero estado que estão. E como não têm terminais nervosos, não sentia que havia ali um problema até chegar a um ponto tal que o joelho começou a ficar como que meio solto e a doer. Essa rotura já a teria há um certo tempo, também sem dar sinais de alarme pela sua forma. Por vezes, há lesões silenciosas que não dão qualquer sinal.

Naturalmente perdida a Maratona de Madrid, adiada para 2021, questionei o médico se seria possível pensar fazer a de Málaga em Dezembro, começando-a a preparar em Agosto, ao que me respondeu da forma mais convicta "claro que sim!". E isso foi música para os meus ouvidos, terminado umas horas de angústia entre o ter recebido o resultado da ressonância e ir à consulta, desconhecendo se teria futuro neste mundo das corridas, tão necessário para mim.

Foco total na resolução do problema, para se seguir o foco total na mais correcta recuperação, para finalmente poder regressar às passadas em forma de corrida que tanto prazer me dão!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Dez anos de blogue e actualização da paragem


Completam-se hoje 10 anos que nasceu este blogue. 

Há duas vertentes a destacar, sendo a mais importante tanta e tão boa gente que permitiu-me conhecer. E isso é impagável!

A outra é a parte estatística onde posso dizer que em 10 anos escrevi 1.724 artigos e registaram-se 700 mil visitas.
Isto tendo em conta que tenho o total do blogue separado do total da página onde constam o calendário e histórico de resultados, sendo que aí há perto de 5 milhões e meio de visitas nestes 10 anos, totalizando assim cerca de 6,2 milhões, número verdadeiramente impensável quando criei estes cantinhos. Mas mais impensável é verificar que já registei visitas de 213 países, o que é algo de surreal e um pouco incompreensível.

Uma dezena de anos é sempre algo para festejar mas coincide na maior paragem desde que criei este blogue (paragem maior apenas quando parti o pé no final de 2008). 

Efectuei hoje uma ressonância magnética pois há a desconfiança de poder haver algo no joelho esquerdo que, a existir, obrigará a alguma intervenção. Saberei resultado na próxima terça-feira.
Espero que não se confirme mas o que é certo é que vai para 2 meses que estou parado e sem perspectiva de retomar, já faltei à Corrida com os Campeões e à Meia-Maratona de Cascais e arrisco a faltar às próximas, onde se inclui a que me irá doer bastante não poder participar, a Maratona de Madrid.

Com tão longa paragem e já pouco tempo a faltar, e sendo realista, Madrid já voou mas... enquanto houver uma ínfima percentagem de esperança, não desistirei. Deixem-me sonhar! 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Uma entrevista e ponto de situação duma paragem forçada

Depois de no último artigo, no passado dia 26, parecer que tudo estava a ficar bem, após um Janeiro quase sempre parado, eis que logo nesse próprio dia tudo voltou atrás.

Seria fastidioso relatar todos os acontecimentos, mas efectivamente aqueles problemas resultaram numa lesão no joelho e a forçada paragem desde então.

Dias houve (até ontem) que coxeava de forma significativa e após uma consulta de urgência, a marcação duma ecografia para avaliar danos.

E aqui havia uma dúvida que me atormentava. Se seria apenas uma lesão ou algo estrutural ou degenerativo que colocasse em perigo a minha continuidade na corrida. Podem imaginar como andei...

Felizmente que do mal o menos e o que a ecografia disse é que se trata "apenas" duma lesão, estando menisco, rótula e ligamentos bem, nada havendo estruturalmente danificado. Ufa...

Tudo o recomendado estou a fazer certinho, envidando todos os esforços e mais alguns para que a paragem seja o mais breve possível. 

Não há qualquer previsão de tempo, podendo ser dias ou semanas. 

Não estou preparado para perder a Maratona de Madrid, embora reconheça que cada semana que passa fica mais improvável mas não desisto de lutar por poder estar presente.
Podendo ir, não será com a preparação ideal, longe disso, mas aí terá que ser com muita cabeça e foco, como sempre, na meta. 
Deixem-me continuar a sonhar!

Entretanto, em Novembro passado tive o prazer de ser entrevistado por um grande atleta, João Silva, com uma história muito grande de superação a nível de peso e com resultados fantásticos em termos cronométricos. 
A entrevista foi agora publicada no seu excelente blogue e pode ser lida aqui
Um muito obrigado ao João pelo reconhecimento!

domingo, 26 de janeiro de 2020

Mais vale tarde...

Já deveria ter vindo aqui escrever como tem sido o plano para Madrid, iniciado a 2 de Janeiro. 
Já deveria ter vindo aqui escrever como foi a Corrida com os Campeões no dia 11. 
E porque não os vim aqui relatar? Porque não aconteceram.

No dia que o plano deveria ter arrancado (dia 2) apareci com uma gripalhada que foi não só forte, como prolongada. Há 6 anos que não tinha uma assim e isso obrigou-me a parar toda a primeira quinzena do mês. Inclusive falhando a Corrida com os Campeões. E para quem me conhece, para eu falhar uma prova, é que a coisa não estava mesmo nada bem.

Finalmente, dia 16 recomecei os treinos, em jeito de recuperar primeiro a forma, não só após uma paragem como, principalmente, pelo que deitou abaixo. 

Treinei 16, 17, 19 e... parei novamente. Uma dor ao redor do joelho esquerdo. Não no joelho mas à sua volta. 

A coisa não passava e fui à osteopata. Em virtude dos fortes ataques de tosse que tive naquele período (e diga-se de passagem que a tosse ainda não passou completamente, imaginem!), terei dado um jeito nas costas que foi implicar com um tendão que passa ali pela zona da pata de ganso e acabei por formar um quisto ceroso que a osteopata Paula Almeida conseguiu dar cabo dele.

Assim, e espero que definitivamente, regressei ontem aos treinos. Ontem em modo de apalpar terreno para ver como a coisa está e hoje a tentar ir reganhando forma. Apenas espero que os estragos feitos nessa zona não tragam mais consequências.

A Maratona de Madrid é de exactamente hoje a 3 meses. 3 meses é o tempo ideal para preparar uma distância destas. No entanto, primeiro tenho que readquirir a forma, prevendo 3 semanas. Depois, poderei iniciar o plano, numa altura que faltarão 2 meses e 1 semana. Muito curto para mim, portanto terei que adoptar um plano de contingência. É curto mas é o que há. E mais vale começar tarde do que não começar. Desde que não haja mais complicações, a coisa faz-se (ou tem que se fazer!).

Entretanto no treino de hoje, estreei os meus novos companheiros de corrida, Adidas Solar ST 19, a continuação dos Supernova, linha que uso desde 2009 e que são os ideais para o meu estilo de passada.    
Serão eles a levarem-me à meta madrilena.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

10.000 classificações no histórico!



Há histórias já contadas mas que podem ser repetidas em ocasiões especiais. E existem números redondos que tornam obrigatório serem realçados.

A 14 de Maio de 2009 criei a minha página de Atletismo, com diversas variantes, entre as quais o Histórico de Resultados das Provas Portuguesas e o Calendário de Provas
O site antecedeu em 9 meses o blogue, criado a 20 de Fevereiro de 2010.

O que está hoje em destaque é o Histórico de Resultados. Tinha notado que muitas páginas de provas publicavam a classificação da última edição, sobrepondo depois a da seguinte, perdendo-se assim a anterior. Outras acabavam por ter ligações partidas ou ao fim de algum tempo retiravam as mesmas. E com isso perdiam-se as classificações, verdadeiro património das nossas corridas.

No sentido de preservar as mesmas, lembrei-me de criar uma página que permitisse manter as classificações agrupadas no mesmo local e disponíveis a todos, 24 horas por dia, 365 dias por ano. 

Realizei uma aturada pesquisa em sites, revistas antigas, contactando diversas organizações e atletas, e assim o número foi crescendo, crescendo, até hoje ter publicado a classificação 10.000!

Se alguma vez imaginei que chegaria a este ponto quando a criei vai para 11 anos? Não e muito menos pensava nisso. Ia enriquecendo a base de dados e o número crescia. Na realidade só quando se atinge algum patamar marcante é que nos apercebemos bem do que está feito.

A pesquisa não tem fim, há provas muito antigas em que é bastante difícil arranjar resultados, nalguns casos mesmo impossível. Mas há também uma série delas com muitas décadas e que estão preenchidas. Várias clássicas da nossa estrada ou montanha têm a sua história classificativa completa ou perto.

A classificação mais antiga é da primeira Maratona que se disputou em Portugal. Trata-se da Maratona dos Jogos Olímpicos Nacionais e foi disputada a 2 de Maio de 1910. Foi a única Maratona realizada no tempo da monarquia que viria a cair 5 meses depois. Pode ser vista aqui.

E, já agora, qual foi a classificação 10.000? Curiosamente não foi de nenhuma prova do passado fim-de-semana mas sim uma com mais de 28 anos. Foi-me gentilmente oferecido uma caixa com classificações antigas que tenho andado a digitalizar e, quis o acaso, que a 10.000ª a entrar no histórico tenha sido a da Maratona dos Descobrimentos Cidade de Lisboa de 20 de Outubro de 1991. Esta edição foi histórica pois bateu o record de classificados em Maratona disputada no nosso país. Vinha do ano anterior com 562 atletas e esta contou com 775. Record que, diga-se de passagem, durou até 2007! E pensar que neste momento já vai em 4.736...
Esta classificação pode ser vista aqui.

Como sempre quando falo deste tema, o lamento é o aspecto visual que não é o melhor, longe disso, utilizando técnicas ultrapassadas mas o dia a dia da sua manutenção não tem permitido o seu tão necessário melhoramento por nítida falta de tempo. É que as corridas não param e o seu número é cada vez maior e ocupa todo o tempo disponível.
Mas tenho esperança que um dia o aspecto fique apelativo.

Tempo agora para estatística: (que só vale neste momento pois os números estão em constante actualização, aliás neste momento já há mais uma classificação)
Estão listadas 2.739 provas diferentes (a), algumas bastante antigas, e que totalizam 12.980 edições, das quais 12.358 têm os respectivos vencedores (95,2%) e 10.001 (77,0%) a classificação completa (b). 

(a) Há vários eventos que têm mais do que uma prova. Por exemplo, uma Maratona que tenha também uma corrida competitiva de 10 km, terão que ser contabilizadas como duas provas, dado serem bastante diferentes. Ou um Trail com distâncias de 100 e 25 km.

(b) De notar que nunca será possível ter os 100% de classificações dado vários eventos serem não competitivos.

E foi isto. Quis deixar aqui umas palavras por este número especial. Um muito obrigado a quem dá preciosas ajudas quando enviam datas para o calendário ou classificações antigas para o histórico! 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

As provas acima do milhar em 2019


Já é uma tradição, pois pelo 9º ano consecutivo publico a relação de provas disputadas em Portugal que contaram com um mínimo de mil atletas classificados.
Para consultarem os anos anteriores, clicar no respectivo ano: 
2011 - 2012 - 2013 - 2014 - 2015 - 2016 - 2017 - 2018

Constam 61 provas nesta relação, segundo melhor registo, valor apenas batido por 2015 quando se contabilizaram 62.

Quadro anual com o número de provas na casa dos milhares, desde 2005. De realçar o enorme salto que se produziu em 2013 para, desde então, manter-se muito semelhante (sempre entre 58 a 62).

Ano
Provas acima milhar
Prova mais participada
2005
13
4.501
2006
15
5.212
2007
20
7.161
2008
29
8.961
2009
30
9.147
2010
35
9.262
2011
37
9.346
2012
42
8.888
2013
59
8.050
2014
58
9.403
2015
62
10.880
2016
58
10.281
2017
58
10.582
2018
60
9.455
2019
61
10.607

Em 2005 a mais participada não chegou aos 5 milhares mas desde 2008 que se situa entre 8 a 10 mil.

Se ultrapassar os mil classificados é um facto digno de registo, mais significativo são os dez mil. A primeira vez que se quebrou essa barreira sucedeu em 2015, ano que contou com três eventos nesta situação, repetindo-se em 2016 e 2017 uma em cada ano. Após um hiato em 2018, este ano tivemos novamente essa barreira ultrapassada e por duas vezes. Esse feito foi registado pela Meia-Maratona de Lisboa e São Silvestre de Lisboa.

Nestas 7 edições de topo, estão representadas 3 provas, A Meia-Maratona de Lisboa por 4 vezes, a São Silvestre de Lisboa por 2 e a São Silvestre do Porto por 1 mas sendo essa a de record nacional.

São assim 7 o número de provas com mais de 10 mil classificados em todo o historial nacional. A sua relação é a seguinte:

Prova
Data
Classificados
22
2015-12-27
10.880
29
2019-03-17
10.607
27
2017-03-19
10.582
25
2015-03-22
10.561
26
2016-03-20
10.281
8
2015-12-26
10.148
12
2019-12-28
10.112

Na relação de 2019 de provas com um mínimo de milhar de classificados, e como já referido, constam 61 provas. Dessas, 52 faziam parte da lista de 2018, 6 alcançaram ou recuperaram esse estatuto e 3 tiveram entrada directa na sua primeira edição. Totalizaram 150.186 participações.

Das listadas em 2018, 8 baixaram do milhar.

Das 58 que se realizaram em 2019 e 2018, 32 baixaram o número de classificados e 26 aumentaram. No entanto e não obstante o número de provas que diminuiu ser superior, fruto dum calendário cada vez mais preenchido o que provoca a natural dispersão de atletas, o saldo é positivo em mais 929 atletas. 

E qual foi a prova mais participada em 2019? 
Tal como em 2013, 2014, 2016 e 2017, a Meia-Maratona de Lisboa, neste ano com 10.607 atletas a cortarem a meta.
É seguramente a prova mais popular como se constata nos 9 anos que elaborei estas estatísticas tenha sido a 1ª por 5 vezes, 2ª por 3 e 3ª uma vez.

O mês com mais provas acima do milhar foi, como habitualmente, Dezembro, desta feita com 15 eventos. 
11 meses tiveram provas acima do milhar, a excepção é Agosto, mês que nunca no seu historial se disputou em Portugal qualquer prova com tal participação. Aliás, o máximo de atletas que tenho nos meus registos duma prova em Agosto, foi na 2ª Corrida Baía de Monte Gordo onde a 9 de Agosto de 1987 contou com 525 atletas.

Relação das provas com mil ou mais classificados:


Data
2019
2018
Dif

29
17-mar
10.607
9.211
1.396

12
28-dez
10.112
9.455
657

26
29-dez
9.274
8.546
728

39
22-set
7.984
7.851
133

20
20-out
5.965
4.801
1.164

7
20-out
4.442
3.103
1.339

62
15-dez
4.258
4.181
77

14
07-abr
4.142
5.435
-1.293

13
22-set
3.790
4.218
-428

16
03-nov
3.762
4.656
-894

15
15-jun
3.510
3.622
-112

40
29-jun
3.347
3.077
270

61
28-dez
3.183
3.205
-22

7
27-out
3.176
3.794
-618

14
26-mai
3.051
2.289
762

9
01-jun
2.584
2.661
-77

7
08-dez
2.537
2.707
-170

16
17-mar
2.532
3.603
-1.071

21
20-jan
2.442
2.458
-16

4
23-dez
2.387
2.181
206

12
03-nov
2.276
2.769
-493

3
03-mar
2.114
2.104
10

2
08-set
2.072
1.547
525

29
27-jan
2.069
2.263
-194

7
20-abr
1.920
2.295
-375

6
27-jul
1.874
2.118
-244

1
27-jul
1.868
-


62
08-dez
1.849
1.968
-119

45
31-dez
1.810
1.599
211

42
22-dez
1.664
1.878
-214

37
31-mar
1.575
1.651
-76

6
15-set
1.463
1.481
-18

9
01-nov
1.459
1.913
-454

32
08-set
1.454
1.491
-37

20
16-jun
1.374
1.766
-392

31
13-out
1.367
1.387
-20

26
12-jan
1.367
1.489
-122
b)
1
22-set
1.362
-


20
24-fev
1.359
1.460
-101

31
30-jun
1.356
1.056
300

7
08-dez
1.335
1.321
14

3
01-dez
1.270
712
558

5
19-set
1.256
1.122
134

6
21-dez
1.237
1.229
8

31
29-dez
1.178
1.110
68

4
10-mar
1.154
856
298

1
28-abr
1.138
-


2
05-jan
1.117
804
313

6
24-nov
1.113
1.086
27

30
17-nov
1.095
1.167
-72
a)
9
17-nov
1.088
1.152
-64

6
07-dez
1.079
902
177

12
08-set
1.068
1.145
-77

37
13-jan
1.057
1.064
-7
a)
2
05-mai
1.055
1.538
-483

32
24-nov
1.049
1.007
42
a)
38
01-mai
1.043
1.162
-119

5
05-jan
1.042
1.139
-97

42
14-dez
1.037
900
137

8
10-jun
1.031
1.285
-254

4
10-mar
1.007
899
108


a) Provas por escalões
b) Soma das duas competições "Campeonato Nacional de Estrada" e "Corrida com os Campeões", dado terem sido disputadas na mesma prova simultaneamente como se duma se tratasse

Relação das provas acima do milhar em 2018 mas abaixo em 2019:



Data
2019
2018
Dif

14
19-mai
977
1.515
-538

24
03-mar
872
1.192
-320

4
24-mar
862
1.155
-293

11
13-out
837
1.080
-243

2
14-abr
833
1.089
-256

35
12-mai
736
1.058
-322

4
24-fev
722
1.371
-649

3
21-set
275
1.009
-734


O que nos trará 2020? Resposta daqui a um ano.