sábado, 18 de setembro de 2021

Ser sempre grato com o que se pode ter


(João Silva, autor do excelente blogue “O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista”, pediu-me que redigisse um artigo que mostrasse que as contrariedades são ultrapassáveis e que temos no desporto uma forma de nos transcendermos, baseado no que me sucedeu. O artigo foi publicado no seu blogue no dia 3 e coloco-o agora aqui para memória futura)

18.57 de 31 de Dezembro de 2019, momento em que corto a meta na sempre excitante São Silvestre da Amadora, uma vez mais repleta de entusiástico público que nos faz sentir, do primeiro ao último, especiais. A melhor maneira de terminar um ano!

Encerrava assim a minha 14ª época de corridas. 14 anos onde participei em 466 provas, entre as quais 65 Meias-Maratonas e, a coroa de glória, 13 Maratonas concluídas. Mas se posso colocar estes números, outros há impossíveis de quantificar, com especial realce para o sempre presente prazer de corrida.

Nunca em 14 anos tive a mínima falha de motivação, sempre focado ao máximo em correr e retirar todo o prazer daí inerente, tornando-o em algo de fundamental na minha vida.

Mas às 18.57 desse dia, e a rodear-me de amigos para as habituais trocas de impressões, nenhum destes números em jeito de balanço estavam presentes. O olhar estava inteiramente direcionado para o ano que iria começar dentro em pouco e nos objectivos que idealizava, entre os quais, e aguardadas com muita expectativa, as Maratonas de Madrid e Málaga e nos dois anos seguintes a de Berlim e a que mais desejava fazer, após ter cumprido o sonho de correr em Paris, a Maratona de Loch Ness.

Impossível era de prever o que o ano que estava prestes a iniciar iria trazer para todo o planeta. E em termos pessoais, a notícia que nunca pensaria. Sempre me via a correr pelo resto da vida fora. Até gracejava dizendo que ainda iria fazer uma Maratona aos 100. O que não sabia é que nessas 18.57 do último dia do ano de 2019 as corridas tinham acabado para mim!

No início de 2020, no joelho esquerdo e vinda do nada, uma dor persistente e incapacitante de correr.

Tentei várias abordagens e entendidos na matéria, tendo acabado por ir parar a um ortopedista especialista em joelho. Com um movimento na perna, desde logo apercebeu que havia uma rotura horizontal no menisco interno. Algo que uma ressonância magnética confirmou. E pelo que se via, uma avançada condropatia, o maior problema.

Inevitável a intervenção cirúrgica, com a esperança bem presente de que estava a passar apenas por um interregno na corrida e que cerca dum mês depois recomeçaria.

Conheço quem tivesse o mesmo, antes da operação ter sido avisado que as corridas tinham acabado mas durante a mesma o médico constatar que afinal o estrago não era tão extenso como o exame tinha dado a entender, o que permitia a continuação do desporto que nos apaixonou. Infelizmente, comigo sucedeu o inverso. Durante a intervenção, na qual estive acordado e a ver as imagens no ecrã, o médico avisou-me que as cartilagens tinham acabado e que não poderia ter mais impactos. Mas como para mim era tão inverosímil o ter que deixar a corrida, fiquei na firma esperança que tudo iria passar e voltaria ao mesmo.

No fundo, qual o problema? Segundo se viu, esta rotura já teria talvez um par de anos mas sendo interna e horizontal, não se manifesta em qualquer tipo de dor. Terá sido provocada por alguma batida forte, talvez nalgum bico de mesa ou similar. Nunca senti qualquer dor, por isso corri como sempre pois não poderia imaginar o que se passava. E o que provocou a rotura? Serviu como espécie de lixa nas cartilagens. Cartilagens que não têm terminais nervosos, daí também não sentir nada. Foi desgastando, desgastando, desgastando, até que ao dar completamente cabo delas, surgiu a dor. Por outras palavras, nada poderia ter evitado pois nada sentia de errado.

Passados dois meses após a cirurgia, fui infiltrado e sempre me agarrei à firme esperança que esta acção resolvesse tudo e recomeçasse a correr. Não queria acreditar no desfecho! (abro aqui um parêntesis para explicar que a intervenção poderia ter sido efectuada um mês após a cirurgia mas a operação foi realizada no último dia possível antes de entrarmos no primeiro e completo confinamento, onde praticamente tudo fechou e só foi possível no mês seguinte).

Por mais avisos que o médico fizesse para esquecer a corrida e eu recusar aceitar, dois dias após a infiltração, e com o resultado da mesma, caí em mim. Não conseguia mais correr! Não havia mais a mínima hipótese, tudo por culpa do impacto. Não consigo ter qualquer impacto com esta perna.

Foi dura, muito dura esta constatação! Quem conhece-me sabe a dor que foi o ter que abandonar algo que tanto amava! E a 27 de Maio de 2020 escrevi no blogue o artigo que mais me doeu, o anúncio do abandono forçado.

Entrei num necessário luto mas rapidamente percebi ser obrigatório arranjar alternativas. Parar é que não! Mas sem possibilidade de impactos, o leque fica muito reduzido.

Lembrei-me de caminhadas e inquiri o médico. Respondeu que o melhor para o joelho é não parar, mexer o máximo que se puder e caminhadas eram uma boa opção, desde que cumprisse três regras: 1ª Calçado com o melhor amortecimento 2ª Usar uma joelheira própria para estes casos 3ª Não andar em pisos irregulares.

Como os sapatos de corrida tinham o melhor amortecimento, apenas faltava a dita joelheira que logo adquiri. E a 31 de Maio, apenas 4 dias após o doloroso luto, comecei a caminhar. Sem olhar para trás.

É muito curioso como mudamos consoante as circunstâncias. Bastas vezes ouvia “um dia que não possa correr, caminho” e pensava que para mim isso não fazia sentido. Correr era tudo, caminhar não. Mas isto era a pensar de barriga cheia. Quando me apanhei sem poder correr e apenas a restar-me a caminhada, passei a encará-la de forma diametralmente oposta.

E comecei então a dedicar-me à caminhada com o mesmo empenho que à corrida. Sem faltar e a colocar objectivos e planos. E se de início estava muito perro, fui-me soltando e a melhorar cada vez mais a distância e a velocidade, alcançando ritmos que não imaginava ser possível, como fazer um quilómetro a caminhar em 7.27 ou dez à média de 7.57, ou aguentar quase 4 horas e meia a uma média de 8.36

Como é evidente, cedo apareceu um objectivo maior. A Maratona sempre foi uma paixão muito especial, aquela a que dedicava tudo. Impossibilitado de tornar a entrar nessa prova tão marcante e que proporciona sensações únicas, logo idealizei fazer os 42.195 a caminhar, o que sucedeu no início do ano, com a surpreendente marca de 6.27.55 E em Outubro repetirei a dose.

Para quem corre, estes objectivos e esta dedicação a simples caminhadas, podem parecer filhos dum deus menor, mas para mim é tudo pois é o que posso praticar. O que não posso de modo algum fazer é olhar para trás e ver tudo o que perdi com este problema. Existem apenas duas hipóteses, ou passar a vida a lamentar o que deixei de poder fazer ou agarrar-me ao que está ao meu alcance.

Assim, continuo a ser e fazer o mesmo, com a diferença de não correr mas caminhar, além de não entrar em provas.

O estar sempre a desafiar-me para ir mais além no que posso fazer? Deixem-me ser feliz assim!

E exorto a todos que deixaram de poder fazer fosse o que fosse, a tentar sempre mitigar essa ausência com algo a que se possam agarrar. A vida é muito curta para a desperdiçarmos com lamentos e pena de nós próprios. Temos em nós a força de virar a bússola a qualquer momento. Haja vontade e capacidade de mudança!

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Efeméride - 10 anos de 4 ao Km

A primeira lista de inscritos com a nossa participação

A 20 de Agosto de 2011 deu-se a estreia da equipa 4 ao Km numa corrida. Foi na 13ª Corrida de S.Miguel, disputada no Juncal, freguesia pertencente a Porto de Mós, distrito de Leiria, num final de tarde com calor sufocante.

Dois atletas presentes à partida, Sandra Martins e este vosso escriba, apadrinhados pelo João Branco. Faz hoje 10 anos.

10 anos é uma idade respeitável para uma equipa, principalmente com os nossos propósitos. Uma equipa de amigos e onde reina a boa disposição e alegria pela corrida, encarnando também o verdadeiro espírito de atleta de pelotão onde cada um corre o que quer ou pode e onde quer. Não há qualquer obrigação, além do dever de cumprirmos com as regras e espírito desportivo.

O último par de anos não tem sido fácil para a prática da modalidade em termos de provas, mas o espírito é sempre o mesmo, seja a correr ou a caminhar, em prova ou treino.

É um enorme orgulho fazer parte desta equipa, onde criei grandes amigos, e daí não querer deixar de assinalar esta efeméride 😊

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Mais 30 para o cardápio

Hoje foi dia de nova caminhada de 30 quilómetros.

Início pouco depois das 6 da manhã em Paço de Arcos até Cais do Sodré e volta. Como a 2ª Maratona a Caminhar, que farei em Outubro, terá o mesmo percurso da 1ª (Boca do Inferno - Parque das Nações), tenho estado a usar partes do trajecto para verificar se se mantém tudo igual, por causa das marcações. Assim, o anterior foi de Paço de Arcos - Boca do Inferno e regresso, onde são os 15. Hoje peguei onde são os 15 e fui até ao local dos 30 (perto da Portugália do Cais do Sodré) e regressei. Em Setembro irei desse sítio onde são os 30, andando 12,195 e volta.

Na 1ª Maratona a Caminhar, o tempo final foi de 6.27.55 e nesta a intenção é ter como limite 6.19.44

E porquê essa marca? Para ser média abaixo de 9/km. Terei assim, portanto, que retirar um mínimo de 8.11 ao que fiz em Janeiro e que já foi bem puxado. Não sei se conseguirei mas se não fosse difícil não seria um desafio... 😄

Hoje foi para testar a média, o que implicava ter que fazer abaixo de 4 horas e meia, o que consegui ao registar 4.27.43 (com 1ª metade em 2.14.24 e a 2ª em 2.13.19). A média foi de 8.55,4

Há dois meses marquei os melhores 30 km, 4.18.28 (média 8.36,9) mas num andamento para esgotar tudo em 30, enquanto agora é testar se neste andamento haverá forças para mais uma dúzia e uns pós.

Um abraço a todos e espero que esteja tudo bem!

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

O que tenho feito

Já há uns tempos que não venho aqui escrever e por isso estou a colmatar essa falha.

Tenho continuado com todas as caminhadas previstas e fazendo o trabalho necessário para a 2ª Maratona a Caminhar, marcada para Outubro.

Após aquela fantástica 2ª quinzena de Junho onde bati os records de todas as distâncias entre 1 a 30 km a caminhar, o trabalho tem sido de consolidação para aguentar o ritmo pretendido para os míticos 42.195 metros.

Na primeira, realizada início de Janeiro, marquei 6.27.55, o que dá uma média de 9.11,6 o que para mim foi fantástico por conseguir em quase seis horas e meia aguentar um ritmo desses. No entanto, a intenção agora não passa apenas por baixar dessa marca mas sim realizar uma média dentro do minuto 8. Por outras palavras, o tempo terá que ser até 6.19.44

Se será possível, não sei, apenas sei que irei tentar e dar o que tenho.

Na semana passada fiz uma de 30 mas onde custou-me imenso baixar dos 9 minutos, tendo conseguido por muito pouco. Um mês antes a média aos 30 foi de 8.36,9 mas desta feita estava desgastado por uma série de situações. Neste momento já recuperei e estou a regressar à forma anterior e decerto que as sensações dos 30 da próxima semana serão bem melhores.

Um abraço a todos com o desejo que tudo esteja bem.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Objectivo sonhado e concretizado!

 

No artigo da semana passada, escrevi "Quanto aos de 5 e 10, que estão muito puxados, daqui a uma ou duas semanas irei tentar, dependendo de como recuperar do esforço de hoje".

Hoje foi dia de tentar e o que posso dizer? 
Pum catrupum! E lá caíram os records dos 5 e 10 😊 Achava difícil batê-los, pois estavam muito puxados, com média de 8.07, e muito menos imaginei poder ser com a diferença que foi. 

Comecei com um aquecimento prolongado, cerca de 45 minutos, e depois dei início ao desafio. E o que sucedeu?

- O record dos 5 estava em 40.37 (8.07,4/Km), fiz 39.47 (7.57,4/km), tirando 50 segundos, exactamente 10 segundos ao km

- O dos 10 estava em 1.21.16 (8.07,6/Km), fiz 1.19.36 (7.57,6/km), tirando 1.40, exactamente 10 segundos ao km

Se era raro fazer um km na casa dos 7, hoje a média aos 5 e 10 foi na casa dos 7 😊

E pronto, com estes, os records de 1, 5, 10, 15, 20, Meia, 25 e 30 ficam todos pós uma delicada operação em Janeiro, o que tem um significado muito muito especial para mim e um sentimento de superação depois dum complicado susto 😊

Cumpridos estes objectivos, agora é altura de começar a preparar a 2ª Maratona a Caminhar algures para Outubro (faltam 3 meses)

A relação dos records fica agora assim estabelecida:

Distância

Data

Tempo

Média/Km

1.000

2021-06-17

7.27

7.27,5

5.000

2021-07-01

39.47

7.57,4

10.000

2021-07-01

1.19.36

7.57,6

15.000

2021-06-17

2.02.48

8.11,2

20.000

2021-06-24

2.52.29

8.37,5

21.097

2021-06-24

3.01.44

8.36,9

25.000

2021-06-24

3.34.45

8.35,4

30.000

2021-06-24

4.18.28

8.36,9

42.195

2021-01-04

6.27.55

9.11,6

E o km a km de hoje:

Km

Tempo

Total

1

7:54,04

0:07:54,04

2

8:06,16

0:16:00,20

3

7:57,36

0:23:57,56

4

8:04,84

0:32:02,40

5

7:45,34

0:39:47,74

6

7:50,43

0:47:38,17

7

7:59,99

0:55:38,16

8

8:02,64

1:03:40,80

9

8:01,76

1:11:42,56

10

7:54,08

1:19:36,64

Enfim... Estou feliz! 😊

Bom fim-de-semana para todos e fiquem bem!!!

quinta-feira, 24 de junho de 2021

4 em 30!

5.57 da manhã, o lusco-fusco começava a acordar o dia. Acordado já eu estava fazia uma hora e dei início a uma caminhada de 30 km. 

Já tinha saudades duma distância destas e de todo o tempo de esforço que tal implica.

No artigo da semana passada tinha aqui prometido que falaria sobre esta caminhada, dando a entender que a intenção era derrubar o record de 4.29.29, média de 8.59/km, média essa fazível para o momento actual mas aguentar cerca de 4 horas e meia sempre a dar-lhe forte, sem um momento de descanso, levanta sempre dúvidas.

Posso ter dúvidas mas ambição nunca falta e coloquei como objectivo baixar de 8.50/km o que implicava bater o record não só de 30 como de 20, Meia e 25.

A caminhada ia a decorrer bem e dentro da média pretendida quando aos 12 fiz o que muitas vezes faço, viro a agulha para algo ainda mais ambicioso. Seguia com média de 8.44 e propus-me baixar, não dos 8.50 mas sim dos 8.40 em todas as 4 distâncias.

Acreditei que era possível e no 19º já estava em 8.39. E aos 20 deu-se o 1º dos 4 records. Estava em 2.57.23 (8.52,2/km) e passei aos 20 em 2.52.29 (8.37,5/km), retirando 4.54, o que não se pode dizer que é bater um record pois com tantos minutos de diferença é dizimar mesmo, o que viria a suceder com as outras distâncias.

Pouco depois cheguei aos 21,097 da Meia. O record estava em 3.06.56 (8.51,6/km) e passei à Meia em 3.01.44 (8.36,9/km), tirando 5.12.

Confesso que desde os 19/20 comecei a sentir o cansaço mas a motivação em manter a média anestesiou em parte a fadiga.

Cheguei aos 25, cujo record quedava-se em 3.40.52 (8.50,1/km) e marquei 3.34.45 (8.35,4/km), baixando o record em 6.07.

Continuei a dar o máximo que podia, com o cansaço a ser cada vez maior, em especial no último km onde tive a noção que já só andava com os vapores da gasolina, mas mesmo assim conseguindo manter um bom andamento. De tal maneira que o record dos 30 estava registado em 4.29.29 (8.59,0/km) e cumpri a distância em 4.18.28 (8.36,9/km), batendo o record pela não imaginada margem de 11.01!!!

Tem um significado muito especial para mim conseguir bater estes records após a operação que tive a meio de Janeiro. Neste momento, em todas as distâncias, apenas o de 5 e 10 mantém-se de antes da cirurgia, assim como naturalmente o da Maratona que só tornarei a realizar em Outubro.

Quanto aos de 5 e 10, que estão muito puxados, daqui a uma ou duas semanas irei tentar, dependendo de como recuperar do esforço de hoje.

Consegui fazer o que fiz mas tenho consciência que ainda não estou pronto, como estive a 4 de Janeiro, para outra Maratona a caminhar. Mas até Outubro, ainda terei mais 3 caminhadas de 30, uma por mês, e a endurance vai chegar. 

O quadro dos actuais records a caminhar fica assim como se segue:

Distância

Data

Marca

Média/km

1.000

2021-06-17

7.27

7.27,5

5.000

2020-12-26

40.37

8.07,4

10.000

2020-12-26

1.21.16

8.07,6

15.000

2021-06-17

2.02.48

8.11,2

20.000

2021-06-24

2.52.29

8.37,5

21.097

2021-06-24

3.01.44

8.36,9

25.000

2021-06-24

3.34.45

8.35,4

30.000

2021-06-24

4.18.28

8.36,9

42.195

2021-01-04

6.27.55

9.11,6

E o habitual km a km:

Km

Tempo

Total

Média

1

9:08,50

00:09:08,50

9:08,5

2

8:50,26

00:17:58,76

8:59,4

3

8:52,01

00:26:50,77

8:56,9

4

8:35,69

00:35:26,46

8:51,6

5

8:48,32

00:44:14,78

8:51,0

6

8:37,12

00:52:51,90

8:48,7

7

8:39,56

01:01:31,46

8:47,4

8

8:53,71

01:10:25,17

8:48,1

9

8:41,80

01:19:06,97

8:47,4

10

8:49,79

01:27:56,76

8:47,7

11

8:39,91

01:36:36,67

8:47,0

12

8:20,49

01:44:57,16

8:44,8

13

8:32,69

01:53:29,85

8:43,8

14

8:42,91

02:02:12,76

8:43,8

15

8:31,45

02:10:44,21

8:42,9

16

8:24,56

02:19:08,77

8:41,8

17

8:33,53

02:27:42,30

8:41,3

18

8:20,24

02:36:02,54

8:40,1

19

8:22,13

02:44:24,67

8:39,2

20

8:04,60

02:52:29,27

8:37,5

21

8:29,29

03:00:58,56

8:37,1

22

8:16,90

03:09:15,46

8:36,2

23

8:31,67

03:17:47,13

8:36,0

24

8:29,05

03:26:16,18

8:35,7

25

8:29,46

03:34:45,64

8:35,4

26

8:47,83

03:43:33,47

8:35,9

27

8:44,47

03:52:17,94

8:36,2

28

8:38,82

04:00:56,76

8:36,3

29

8:44,28

04:09:41,04

8:36,6

30

8:47,57

04:18:28,61

8:36,9

Desejo a todos um bom resto de semana. Sejam felizes! 😀