Decorreu hoje em Belém a primeira edição da Corrida do Pirilampo Mágico.
Acarinhado por todos, e antes de passar à corrida, deixo aqui um pequeno historial de como nasceu o Pirilampo Mágico (retirado do site da Fenacerci)
“Noite de 2 para 3 de Setembro de 1986 estava no ar uma entrevista para o Programa “Arte de Bem Madrugar” na RDP-Antena 1 onde foram abordados alguns dos problemas financeiros com que se defrontava na altura a CERCILISBOA, bem como, alguns dos projetos em que esta se encontrava envolvida”. Sensibilizados que ficaram os elementos desta estação para a situação, foram imediatamente, no dia a seguir, encetados contactos entre a FENACERCI e o Diretor de Programas da RDP-Antena 1, Sr. José Manuel Nunes que propôs a esta Federação, a realização de uma campanha de solidariedade com carácter de abrangência nacional em favor de todas as CERCI`s. Nascia aqui a “Campanha Pirilampo Mágico”, aberta oficialmente a 11 de março de 1987 tornando-se desde então, uma das mais participadas campanhas de solidariedade existentes no nosso Pais.
E nasceu um Pirilampo…
Tendo-se definido os objetivos da campanha que se pretendia desenvolver, foi na primeira campanha e por via da música, cuja letra foi criada a partir de um poema escrito pela Maria Alberta Meneres, que nasceu o Pirilampo Mágico, “mascote” para sempre adotada e que se constituiu desde esta altura, como objeto de venda, destinado a angariar fundos que visam desde sempre, a criação de respostas sustentadas e de qualidade destinadas à população com deficiência intelectual e/ou multideficiência.
…Eu conheço um Pirilampo
Que vive muito lampeiro
dentro dos olhos da gente…
O pirilampo é hoje um dos maiores, senão o maior símbolo de solidariedade social em Portugal. A causa social a que está associado – o apoio a crianças e jovens com deficiência intelectual e/ou multideficiência ; o notável trabalho desenvolvido pelas CERCI`s a nível nacional; a familiaridade e laços afetivos estabelecidos com os cidadãos portugueses há mais de duas décadas, conferem a este ícone um estatuto de grande credibilidade e impacto mediático que muito tem contribuído, por via da angariação de fundos, para o sucesso das intervenções que vêem sendo desenvolvidas junto deste tipo de população. A colaboração dos órgãos de comunicação social, de figuras públicas ligadas aos campos das artes e letras, das empresas e ainda a indispensável adesão voluntária de milhares de pessoas sem as quais certamente, o objetivo e o sucesso desta campanha ficaria comprometido, são razões mais dos que suficientes para deixarmos bem claro, o quanto agradecemos a colaboração e adesão de todos a esta iniciativa que serve um propósito tão digno e tão importante para a prossecução do muito que já conseguimos e conquistámos no campo dos direitos inalienáveis que devem ter as pessoas com deficiência intelectual e/ou multideficiência."
| Confraternizando antes da prova com o grande António Belo |
Ambiente fantástico a marcar este evento muito agradável, deixando a esperança que a esta edição muito mais se sigam.
Para primeira, a participação foi boa, 558 atletas na corrida e muitos muitos caminhantes, todos unidos no apoio ao Pirilampo.
E foi essa a razão que me inscrevi na prova. Calhando a meio duma semana onde domingo corri na Meia-Maratona da Vasco da Gama e neste domingo vou à Meia-Maratona da Moita, não faria sentido participar noutra prova. Mas, o que faria? Planeado estava um treino calmo de 10 quilómetros. Então, assim sendo, nada como ir à prova no mesmo ritmo que iria fazer o treino e assim ajudar a causa.
| Um passeio pela avenida |
E nisso sou muito disciplinado. Claro que uma prova puxa-nos mais para outro tipo de andamento, mas coloquei aquele devagar, devagarinho, não querendo estragar nada, tendo em conta que amanhã a um mês é a Maratona do Porto, e aí fui eu num passeio pela avenida.
| E a chegada fresquinho |
1.02.59 de tempo final a provar que segui o plano à risca e não cedi a tentações. Até porque ainda tenho o problema do joelho em virtude da tal cacetada no bico da mesa.
Tal como na Vasco da Gama, queixou-se até perto dos 5 quilómetros e depois anestesiou. Não está melhor nem pior e não noto que piore com a corrida. Mas todos os cuidados são poucos.
| Uma fotografia especial com um casal espcial |
| E com a super campeã olímpica, Rosa Mota, sempre disponível, autêntica embaixadora da simpatia |









