quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Na Corrida do Pirilampo Mágico


Decorreu hoje em Belém a primeira edição da Corrida do Pirilampo Mágico.

Acarinhado por todos, e antes de passar à corrida, deixo aqui um pequeno historial de como nasceu o Pirilampo Mágico (retirado do site da Fenacerci)

“Noite de 2 para 3 de Setembro de 1986 estava no ar uma entrevista para o Programa “Arte de Bem Madrugar” na RDP-Antena 1 onde foram abordados alguns dos problemas financeiros com que se defrontava na altura a CERCILISBOA, bem como, alguns dos projetos em que esta se encontrava envolvida”. Sensibilizados que ficaram os elementos desta estação para a situação, foram imediatamente, no dia a seguir, encetados contactos entre a FENACERCI e o Diretor de Programas da RDP-Antena 1, Sr. José Manuel Nunes que propôs a esta Federação, a realização de uma campanha de solidariedade com carácter de abrangência nacional em favor de todas as CERCI`s. Nascia aqui a “Campanha Pirilampo Mágico”, aberta oficialmente a 11 de março de 1987 tornando-se desde então, uma das mais participadas campanhas de solidariedade existentes no nosso Pais. 
E nasceu um Pirilampo… 
Tendo-se definido os objetivos da campanha que se pretendia desenvolver, foi na primeira campanha e por via da música, cuja letra foi criada a partir de um poema escrito pela Maria Alberta Meneres, que nasceu o Pirilampo Mágico, “mascote” para sempre adotada e que se constituiu desde esta altura, como objeto de venda, destinado a angariar fundos que visam desde sempre, a criação de respostas sustentadas e de qualidade destinadas à população com deficiência intelectual e/ou multideficiência. 
…Eu conheço um Pirilampo 
Que vive muito lampeiro 
dentro dos olhos da gente…
O pirilampo é hoje um dos maiores, senão o maior símbolo de solidariedade social em Portugal. A causa social a que está associado – o apoio a crianças e jovens com deficiência intelectual e/ou multideficiência ; o notável trabalho desenvolvido pelas CERCI`s a nível nacional; a familiaridade e laços afetivos estabelecidos com os cidadãos portugueses há mais de duas décadas, conferem a este ícone um estatuto de grande credibilidade e impacto mediático que muito tem contribuído, por via da angariação de fundos, para o sucesso das intervenções que vêem sendo desenvolvidas junto deste tipo de população. A colaboração dos órgãos de comunicação social, de figuras públicas ligadas aos campos das artes e letras, das empresas e ainda a indispensável adesão voluntária de milhares de pessoas sem as quais certamente, o objetivo e o sucesso desta campanha ficaria comprometido, são razões mais dos que suficientes para deixarmos bem claro, o quanto agradecemos a colaboração e adesão de todos a esta iniciativa que serve um propósito tão digno e tão importante para a prossecução do muito que já conseguimos e conquistámos no campo dos direitos inalienáveis que devem ter as pessoas com deficiência intelectual e/ou multideficiência."

Confraternizando antes da prova com o grande António Belo
Ambiente fantástico a marcar este evento muito agradável, deixando a esperança que a esta edição muito mais se sigam.
Para primeira, a participação foi boa, 558 atletas na corrida e muitos muitos caminhantes, todos unidos no apoio ao Pirilampo.

E foi essa a razão que me inscrevi na prova. Calhando a meio duma semana onde domingo corri na Meia-Maratona da Vasco da Gama e neste domingo vou à Meia-Maratona da Moita, não faria sentido participar noutra prova. Mas, o que faria? Planeado estava um treino calmo de 10 quilómetros. Então, assim sendo, nada como ir à prova no mesmo ritmo que iria fazer o treino e assim ajudar a causa.

Um passeio pela avenida
E nisso sou muito disciplinado. Claro que uma prova puxa-nos mais para outro tipo de andamento, mas coloquei aquele devagar, devagarinho, não querendo estragar nada, tendo em conta que amanhã a um mês é a Maratona do Porto, e aí fui eu num passeio pela avenida.

E a chegada fresquinho
1.02.59 de tempo final a provar que segui o plano à risca e não cedi a tentações. Até porque ainda tenho o problema do joelho em virtude da tal cacetada no bico da mesa.
Tal como na Vasco da Gama, queixou-se até perto dos 5 quilómetros e depois anestesiou. Não está melhor nem pior e não noto que piore com a corrida. Mas todos os cuidados são poucos.

Uma fotografia especial com um casal espcial


E com a super campeã olímpica, Rosa Mota, sempre disponível, autêntica embaixadora da simpatia

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Actualização das Maratonas nacionais: Lisboa com dois novos máximos


A 4ª edição da Rock'n'Roll Maratona de Lisboa, disputada este domingo, trouxe dois novos records em Maratonas disputadas em solo nacional. 

Um, o melhor tempo feminino jamais feito no nosso país, Pertencia desde o ano passado a Purety Rionoripo onde, também na Rock'n'Roll, registou 2.25,09. Pois este ano, Sarah Chepchirchir, também queniana como Purety, melhorou para 2.24,13.

O outro novo record é do maior número de países representado na prova, e o aumento é significativo. Pertencia há mesma prova em 2014 com 56 países diferentes, este ano subiu para 68, representando 2.227 estrangeiros, número cujo máximo se mantém desde o ano passado com 2.396.

Vamos agora aguardar pelo Porto (6 de Novembro) pois é expectável que a participação torne, uma vez mais, a aumentar.

Assim, temos que a relação dos actuais records de Maratonas em solo nacional está como se segue:

Classificados
4.406
Porto 2015
Masculinos
3.848
Porto 2015
Femininos
710
Lisboa 2015
Portugueses
3.135
Porto 2015
Estrangeiros
2.396
Lisboa 2015
Países
68
Lisboa 2016
Marca Masculina
2.08.21
Lisboa 2014
Marca Feminina
2.24.13
Lisboa 2016

domingo, 2 de outubro de 2016

Corrida louca na Vasco da Gama: Da quase desistência no início, ao quase record no final

Os 4 ao Km presentes: Vítor, Isa, eu e Eberhard

Começando pelos números, marquei 1.58.07 hoje na 17ª Meia-Maratona de Portugal, a minha 5ª presença aqui e 47ª Meia-Maratona no meu historial.
O que significa esta marca?
- Nas 46 anteriores Meias, apenas por 3 vezes tinha baixado da 2ª hora. Hoje foi a 4ª, com a particularidade dos anos: 2007 - 2010 - 2013 - 2016. Espero não ter que esperar por 2019 para a próxima vez a baixar desta barreira :)
- É a minha 3ª melhor Meia de sempre
- É record de escalão e a melhor dos últimos 6 anos.
Esteve para ser record, esteve para ficar com a marca DNF...

Boa disposição sempre (obrigado Joaquim Adelino pela foto)
Tinha apontado a esta Meia para tentar bater o meu record mais antigo, 1.56.35 realizado em Dezembro de 2007. Mas planos são uma coisa e a realidade outra. Um problema visual dominou a semana, não me permitindo descansar em condições e a culminar na véspera dei uma enorme cacetada com o joelho esquerdo na esquina da mesa da sala que está ali há anos e nem teve a mínima preocupação de se desviar...

Ora foi esse problema que me preocupava antes da prova pois estava com dores e sem saber o que iria suceder em corrida, sendo certo que não iria pôr em causa a minha participação na Maratona do Porto daqui a 5 semanas. Portanto, se necessário por precaução, iria abandonar.

Dada a partida tudo ia a correr bem nos primeiros 500 metros mas logo a dor apareceu e abrandei um pouco o ritmo. Até aos 5 km andei assim e por 3 vezes estive à beira do abandono. Mas como as dores não aumentaram, lá continuei e tive a grata surpresa de, certamente pelo aquecimento, deixar de a sentir.

Comecei então a atacar e a sentir-me bem. Tal como nos recentes records dos 15 nas Fogueiras e dos 30, quanto mais esticava melhor me sentia. E ia progredindo na classificação, o que sempre aumenta a estamina.

A progredir no pelotão (obrigado Luis Chinês pela foto)
E foi assim que cortei a meta em 1.58.07, a 1.32 do record quando aos 5 km estava a 2.27 dessa média. Por outras palavras, ganhei quase 1 minuto à média dessa marca máxima nos últimos 16 quilómetros, o que significa que o bateria por margem significativa caso não tivesse que lidar com aquele problema na légua inicial.

Perdi uma oportunidade? Sim mas estou feliz pois hoje estive á beira do abandono e acabei com uma das melhores de sempre, tendo sido mesmo os melhores 16 km numa Meia.

Para a semana há mais 21.097 metros, neste caso na Moita. 
Entretanto a meio da semana, no feriado felizmente reposto, vou à Corrida do Pirilampo Mágico, 10 km para fazer em ritmo de treino lento (mais de uma hora). Não teria lógica participar numa prova entre duas Meias separadas por 7 dias mas em todo o caso treinaria nesse dia e assim ajudo a causa.

De registar a muito positiva participação estrangeira nas duas distâncias (Meia e Maratona).

Aproveito para endereçar os meus parabéns a todos que cumpriram a distância mítica! 





No final já com as medalhas

domingo, 25 de setembro de 2016

A minha 9ª (e mais rápida) Corrida do Tejo

A armada 4 ao Km presente: Vitor, Isa, Orlando, João, Conceição e Aurélio

36ª edição da festa de corrida que é a Corrida do Tejo. Sendo a prova mais emblemática do concelho onde resido, posso considerá-la a corrida de casa. 

Durante as minhas 8 primeiras épocas participei todos os anos. Nos últimos dois, devido a ter calhado no dia a seguir à Meia das Lampas, tive que prescindir, para este ano, e em boa hora, regressar.

É um facto que estas duas corridas na Estrada Marginal (Corrida do Tejo e Marginal à Noite), correm-me sempre de feição e este ano não foi excepção. A minha melhor marca nesta prova era de 52.15, hoje registei 51.56

Antes da partida, reforçados com o Carlos (não liguem à minha cara pois estava a tentar ver no ecran se estava tudo bem, com o sol a dificultar)

Senti-me bem no aquecimento e no primeiro quilómetro, então toca de dar às pernas. Fiz uma prova certa com a 2ª metade mais rápida (26.12 - 25.44), o que é sempre um óptimo indicador. Melhor ainda, o ter acabado bem, parecendo que não tinha feito um tempo destes.

Quase na meta (obrigado Armindo pela foto!)
E se cortei a meta feliz com a minha marca, mais feliz fiquei 15 segundos depois quando vi a Isa e Vítor chegarem, com a Isa a dizimar por quase 1 minuto o seu record de 10 km.
Um dia em cheio, como se pode constatar!

Há provas e provas e cada uma tem o seu cunho e a sua razão de ser. Esta Corrida do Tejo está desenhada para dar um enorme colorido a toda a Marginal que atravessa o concelho e para ser uma festa, objectivos que atinge em pleno. E é sempre um prazer estar presente!

Já com a medalha ao peito e ao lado da grande recordista
Próxima prova, domingo, 17ª Maratona de Portugal na Ponte Vasco da Gama





Com a sempre simpática equipa Run Lovers

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Só uma pequena nota :)

Só uma pequena nota para dar conta que o meu record de quilómetros efectuados num ano, 1.556,381 realizados no ano passado, foi batido hoje.

A parte mais curiosa é que foi batido quando ainda estamos a 3 meses e um terço do final do ano, o que prova o brutal aumento de quilometragem que passei a imprimir quase diariamente.

E o melhor é não ser apenas em quantidade mas qualidade, como comprovam as novas melhores marcas que alcancei nos últimos meses em distâncias tão dispares como 1 e 3 km por um lado e 15 e 30 por outro, tendo o de 10 km ficado à pele.

Este total actual (1.560,912) já poderia estar praticamente nos 1.700 caso não tivesse perdido cerca de 130 km pela lesão no gémeo direito em Fevereiro e que condicionou fortemente a Maratona de Barcelona.

Caso não seja visitado por essas indesejáveis inimigas do bem estar do corredor, ultrapassarei significativamente os 2 mil quilómetros neste ano de 2016, ano que está a ser até agora de ouro no que à corrida diz respeito.

E pronto, apenas quis comemorar este feito para mim histórico. Adaptando a célebre frase de Neil Armstrong quando se tornou o primeiro homem a pisar a lua, pode ser um pequeno passo para muitos mas é sem dúvida um passo de gigante para mim :)

Bom resto de semana para todos!

sábado, 17 de setembro de 2016

Um GIGANTE chamado Paulo e o meu 3º de 30 pró Porto

Pequena mas muito sentida homenagem ao meu amigo Paulo Reis pelo seu fantástico feito de ter concluído, à primeira tentativa, o Tor des Geants, na distância de 339 km e um desnível positivo de 30.908 metros!
Partiu domingo, chegou hoje durante a noite, terminando num brilhante 240º lugar entre 765 participantes, numa prova cuja taxa de desistências se situa agora nos 41,5%, faltando ainda umas horas para terminar.
Difícil encontrar palavras para enaltecer este feito do Paulo!!!

Quanto a mim, e como estava planeado, realizei hoje o 3º treino de 30 quilómetros tendo em vista a Maratona do Porto. E fiquei muito feliz pelas circunstâncias. Não somos uma máquina que se ligue o botão e fique a funcionar como queremos (e mesmo essas avariam algumas vezes) e há dias que não estamos no nosso melhor. Já ontem à noite não estava grande coisa e hoje quando o despertador tocou às 5.30 e levantei-me, vi de imediato que não estava nos meus dias e não iria dar para 30 nem perto, pensava. De tal maneira que, coisa rara em mim, cheguei a equacionar adiar o treino para amanhã. Inspirado pelo feito do Paulo, lá me decidi ir à mesma.

Conclusão, consegui os 30 e numa marca boa, apesar de sentir que não estava no meu melhor, o que me encheu de satisfação pois todo o treino que tenho feito permite ter reservas para os dias não.
E isso aumenta mais a confiança.

Para a semana não há longo, indo divertir-me na "corrida de casa", a Corrida do Tejo onde irei participar pela 9ª vez.

Um bom fim-de-semana a todos!

domingo, 11 de setembro de 2016

Na fantástica 40ª Meia das Lampas


Antes da prova, Vítor, Isa e eu com o grande "culpado" do sucesso desta Meia, Fernando Andrade que roubou uns segundos ao seu precioso tempo de organizador nos seus últimos preparativos para tirar uma foto connosco.

E no final com a grande Carla André, heroína do Badwater deste ano, uma campeã não só a correr mas também pela sua grande simpatia!

Carinhosamente apelidada por Meia das Rampas, a Meia-Maratona de S.João das Lampas alcançou ontem o belo número de 40 edições, na que é a 2ª mais antiga de Portugal, a seguir à "mãe" Nazaré. 

Esta Meia é especial, por tudo. Desde a maneira como é colocada em estrada, uma prova organizada por atletas que sabem o que os atletas gostam, à sua envolvência, suas gentes e, claro, o famoso percurso, o que a torna uma prova com fiéis clientes.

Aqui, pode ser consultada toda a sua história e classificações da totalidade das edições. E percorrer as suas classificações é também apercebermo-nos do salto tecnológico. A primeira escrita à mão, depois máquina de escrever, lista de computador mas ainda em versão mecanográfica, até às actuais e modernas classificações com elementos que o uso do chip proporciona.

Rumei pela 5ª vez às Lampas, na companhia da Mafalda, Isa e Vítor para mais um muito agradável final de tarde, revendo muitas caras conhecidas, nesta altura mais bronzeadas.

A correr a a sorrir. Há melhor?
A intenção desta prova foi a que transmiti a todos que me perguntaram o que ia fazer, respondendo que era para a realizar nas calmas. Tenho um plano muito bem definido, e com vários objectivos, e há que ser sensato com quando é para atacar ou para manter.

Cumpri por inteiro essa intenção, apesar de não parecer. É que o meu record pessoal aqui era de 2.13.12 e realizei quase 6 minutos menos (5.50 para ser exacto), 2.07.22, o que aqui é muito bom para mim.
Enquanto esse tempo tinha sido feito a atacar e "matei-me todo" para o conseguir, ontem fui sempre em ritmo muito certo e confortável, acabando bem e com menos 6 minutos. Explicações? Claro que se deve a todo o treino que tenho vindo a imprimir e aos muitos e muitos quilómetros a mais que tenho realizado e que dão estes frutos.


Meta!
Foi assim um muito satisfeito João que saiu das Lampas, onde tive o prazer de mais uma vez correr.

De parabéns estão todos os intervenientes que fazem desta prova um sucesso e muito especialmente o seu fundador e responsável desde sempre, Fernando Andrade a quem daqui envio um grande abraço.

Fernando Andrade em pleno trabalho, neste caso de locução



Com as medalhas, mais especiais por sempre uma edição marcante no seu número