Maratonas

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Revista Atletismo de Agosto

Mais um número da Revista Atletismo, mais um número para ler, reler e guardar!

Na Revista Atletismo, em cuja capa constam os dois brilhantes medalhados no Europeu Sub-23, Marcos Chuva e Catarina Ribeiro, apesar de disputado no último dia de Julho, o Campeonato de Portugal já vem publicado. Tal como os Europeus de Sub-23, Juniores e Provas Combinadas, os Nacionais de Sub-23, Juniores e Mundial de Juvenis, além de diversas provas nacionais e internacionais que fizeram a actualidade.
Em entrevista o velocista Jorge Paula, espaço técnico para dois temas, a incómoda dor de burro e a hidratação, terminando com o Mundial de Veteranos onde brilhámos uma vez mais.
Como suplemento, um guia muito completo sobre o Mundial que vai ter o seu início no final deste mês. Um precioso companheiro para nos acompanhar nas transmissões.

No Mundo da Corrida, uma série de provas onde se destacam:
- Europeu de Montanha
- Da Estrada à Pista
- Corrida da Lagoa de Santo André
- Grande Prémio do Olival Basto
- Légua Nocturna de Odivelas
- Corrida das Fogueiras
- Corrida de S.João / Festas da Cidade do Porto
- Ultra Maratona Melides-Tróia
- Ultra Trail Serra da Freita
- Trail do Almonda
- Trilhos Loucos da Reixida
- Prova do mês - Mestre de Aviz na Batalha
- Clube do Pelotão - Donas
- Atleta do Pelotão - Um dos raros homens (apenas 10) a terem vencido as catorze montanhas mais altas do mundo, João Garcia
- Espaço técnico com os Cuidados ao Correr no Calor
Complementados com o habitual espaço da Orientação e Triatlo

Mais um número imprescindível desta publicação obrigatória, número que, por razões pessoais facilmente perceptíveis, me diz especialmente.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Revista Spiridon Julho/Agosto

Já foi distribuída a Revista Spiridon relativa a Julho e Agosto.

Além das habituais rubricas, destaque para:
- Dar 7 a 9 milhões de euros a Lisboa
- Segredos da arte de bem correr: Último km do treino em andamento de prova!
- Pânico... Sangue na urina!
- Correr na praia... sobre areia molhada
- 42 km de grande festa na Maratona de Luxemburgo
- 10 semanas 3H30...
- Sabor de aventura... Cada vez mais uma aposta de quem corre!
- Corredores portugueses... Quantas provas por mês?

Como habitualmente, uma série de aliciantes temas para leitura.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Foi há 15 anos. E quem viu, nunca esquecerá!

Atlanta, 2 de Agosto de 1996, 21.30 locais, 2.30 horas portuguesas. Final olímpica dos 10.000 metros femininos. 31 minutos depois, a explosão, com um dos mais épicos finais.
Foi há 15 anos atrás e quem viu, nunca esquecerá! Aliás, sabe exactamente onde esteve e como reagiu, marcante que foi este momento. E muito vizinho terá sido acordado pelo entusiasmo dos resistentes, como eu, que não queriam perder a final da Fernanda em directo.

E não era fácil, nunca o é, para mais tendo a presença da recordista mundial, a chinesa Wang Junxia, que nunca tinha perdido qualquer corrida da dupla légua.
O seu record mundial foi alcançado a 8 de Setembro de 1993 em Pequim, com a marca de 29.31,78 no que será o mais duvidoso record da história do Atletismo, fruto de intrigantes experiências, com que sabe-se lá diferentes tipos de "substâncias", produzidas pelo seu treinador Ma Junren, que mais tarde seria banido por acontecimentos semelhantes já no 3º milénio.
O que é certo, é que esse record ficou até aos dias de hoje e não se prevê quando possa ser batido.

Mas regressando ao motivo deste artigo, a nossa Fernanda, então com 27 anos, estava em plena forma e uma vontade férrea.
Para trás tinham ficado para a história vários grandes desempenhos desta atleta que se iniciou no Atletismo bem cedo. Em 1980, com apenas 11 anos (!) inscreveu-se na Meia-Maratona da Nazaré como senior, tendo-a completado em, imagine-se, 1.24.02, sendo a 2ª feminina, apenas atrás da vencedora, Rosa Mota, que lhe ganhou por escassos 4 segundos! E como foi? Acompanhou os seus colegas de clube, Kolossal, correndo sem qualquer tipo de preocupação e, quando deu por ela, tinha sido 2ª tão perto duma atleta como Rosa Mota já era.
Com 14 anos foi ao seu primeiro Europeu, com 18 anos era campeã europeia e a sua ascensão foi de vento em popa até aos seniores onde, inicialmente, as coisas não correram como esperava. De tal maneira que após os Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona, chegou a ponderar abandonar o Atletismo.
Esse foi, no entanto, o detonar para a explosão de sucessos que se seguiram pois deu-lhe a garra necessária para reagir e dar a volta ao seu momento, bem ajudada pelo seu novo técnico, João Campos.

E chegámos à final olímpica de sonho. Além da já citada Wang Junxia, grandes outros nomes como Tegla Loroupe (recordista de vitórias na Meia-Maratona da Ponte 25 de Abril, 6 vezes), Derartu Tulu e Gete Wami, entre outras.
Começa a prova e, como tantas vezes acontece em finais com esta importância, o ritmo não foi forte de início, levando a que Fernanda e a espanhola Julia Vaquero fossem para a frente marcar o ritmo.
A frente do pelotão foi perdendo unidades, até que aos 9.400 metros, Wang lança um forte ataque que apenas Fernanda acompanha.
Aos 9.700 metros, novo ataque de Wang, deixando Fernanda para trás, dando a entender que as medalhas de ouro e prata estavam entregues.
Aos 9.800 metros, parecendo que Fernanda se tinha reaproximado muito lentamente, as dúvidas caiam definitivamente (?) por terra, Wang lança 3º ataque e ganha mais avanço.
Apenas uma pessoa continuou a acreditar. Sabia que a prata já era sua mas... o ouro estava ali à frente...
E eis que a meio da curva entre os 9.800 e 9.900, Fernanda recupera terreno, entrando para os últimos 100 metros a crescer sobre a chinesa.
O sprint é vigoroso. Wang já vai a acusar o cansaço enquanto Fernanda tem a motivação extra de se estar a aproximar.
E num final incrível, Fernanda ultrapassa Wang a cerca de 30 metros do final. A chinesa faz um esgar de dor, ao não ter força para mais, e Fernanda corta a meta, entrando para a lenda.

3.01.63, record olímpico, melhor marca do ano e 7ª de sempre. 3ª medalha de ouro para Portugal (todas, como a futura 4ª, alcançadas no Atletismo). Mas tudo isto são números que não expressam a emoção daquela noite.
Faz hoje 15 anos... e quem viu, nunca esquecerá!

Para recordar estes momentos, veja os videos:



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Patrícia Mamona bate novo record nacional

Patrícia Mamona continua a bater records sobre records no Triplo Salto! Ontem, durante os campeonatos nacionais, foi a vez de estender o salto até aos 14,42 batendo por, nada menos nada mais, 30 centímetros o anterior máximo!

Atente-se na sua lista de records em pouco mais dum ano:
12/03/2010 - 13,85
29/05/2010 - 13,88
10/06/2010 - 14,01
29/07/2010 - 14,12
31/07/2011 - 14,42

Com este salto, Patrícia alcançou igualmente o direito a estar presente no Mundial no final deste mês.

domingo, 31 de julho de 2011

Prova do Bodo em Pombal com alto nível

Troféus da prova, onde não falta o busto do Marquês de Pombal

Poderia ser conhecido pelo seu nome, Sebastião José de Carvalho e Melo ou pelo título de Conde de Oeiras, mas ficou para a história como Marquês de Pombal, marcando de forma significativa esta cidade pertencente ao distrito de Leiria, com a extensão de 626 km2 e 17 freguesias que albergam mais de 55.000 habitantes.

Todos os anos organiza a multi-centenária Festa do Bodo, evento a que durante 27 anos se associou a Meia-Maratona do Pombal, alterada nos 2 últimos anos para a Prova do Bodo, de 10 quilómetros, comemorando assim 29 edições.

Foi a primeira vez que participei nesta prova, e também a primeira vez que visitei esta terra, cidade desde 1991, e o saldo é muito positivo.

Idealizaram uma corrida bastante interessante e diferente, cujo percurso consta de 3 voltas, sendo que cada uma retorna pelo mesmo sítio, fazendo que sejamos participantes e espectadores da própria corrida, além de basicamente estarmos no centro, com um bom número de pessoas a assistir e estejamos sempre a ser informados da evolução da corrida pelos altifalantes distribuídos ao longo do trajecto, com o relato directo e integral.

Fotografia da praxe com o João Branco e Sandra Martins, e onde até o polícia a moto esperou pelo clique para poder passar

Torna-se assim uma prova que passa de forma rápida e agradável, deixando a vontade de regressar.
A nível organizativo, e com excepção dum ponto do regulamento que desenvolverei adiante, esteve tudo perfeito. Levantamento de dorsais bem organizado, trânsito completamente cortado e percurso bem identificado, abastecimentos em cada volta e vários chuveiros espalhados pelo trajecto, classificações rapidamente afixadas, muita simpatia e tudo com inscrição gratuita.
E foram devidamente recompensados com um significativo aumento de participantes. Se em 2010, primeira edição com 10.000 metros, foram 317, ontem cortaram a meta 453, mais 136, num aumento de 42,9%.

Os prémios eram aliciantes e, assim, formou-se um pelotão de elevada qualidade, como podemos atentar nos nomes dos primeiros. Destes, os mais rápidos foram os 2 quenianos presentes, com Elicky Mase a triunfar em 29.13 e um avanço de 20 segundos sobre o seu compatriota Peter Korir que distanciou o primeiro português, José Rocha (Maratona), por 6 segundos. Na 4ª posição, e ainda abaixo da meia hora (29.57), o atleta da Conforlimpa Hermano Ferreira, sendo seguido por Fernando Silva (Maratona), Daniel Pinheiro (Maia), Vitor Oliveira (Maia), Roman Prodius (Garmin Olimpico de Oeiras), Bruno Silva (Maia) e, a fechar os 10 primeiros, José Maduro (Maduro Atletics).

Marisa Barros cedo se isolou para a vitória
A menos dum quilómetro da meta, Mónica Rosa ainda distanciava uns 10 metros Doroteia Peixoto que acabou por ser mais forte no final

No escalão feminino, Marisa Barros do Benfica cedo se isolou para ganhar em 33.30. Na 2ª posição terminou Doroteia Peixoto (Joane), com 34.18 e 3 segundos à frente de Mónica Rosa que a um quilómetro do final ainda seguia na 2ª posição com um relativo avanço mas Doroteia teve uma ponta final bastante forte, conquistando-lhe esse lugar.
4º lugar final para Ana Dias (Casa do Benfica de Faro) que conseguiu aguentar por 1 segundo o final forte da bracarense Filomena Costa.

E neste escalão residiu aquele que é, na minha opinião, o ponto negativo do regulamento. Enquanto no sector masculino atribuíam prémios monetários para os 10 primeiros da geral e os 3 primeiros em cada um dos 5 escalões de veteranos, num total de 25 atletas masculinos premiados, no sector feminino, que até se apresentou bastante forte nesta prova, o escalão era único (seniores, tivessem 20 ou 60 anos) e apenas prémio para as 5 primeiras classificadas.

Infelizmente este procedimento acaba por ser um tanto habitual mas nesta prova foi mais gritante a injustiça se atendermos à qualidade das atletas que ficaram fora da relação de premiadas. Atente-se: 6ª Anália Rosa (Maratona), 7ª Inês Monteiro (Maratona), 8ª Rafaela Almeida (Benfica), 9ª Claudia Pereira (Braga) e 10º Tina Ramos (Valencia Terra y Mar).

Muito bem acompanhado pelo João Branco que me ajudou imenso a manter o ritmo

Sendo às 19 horas, o tempo estava bom para a prática da corrida, ajudado por a maior parte do percurso ser à sombra.

E foi nesse contexto que a minha prova decorreu de forma que me deixou muito satisfeito, ajudado pelo óptimo dia passado com os amigos João Branco e Sandra Martins, dia que foi um "mix" de convívio, turismo, cultura e desporto.

Estando com apenas 3 semanas do novo esquema de treinos e após umas semanas muito desgastantes a nível profissional, o ter realizado 52.13 enche-me de confiança e esperança que estou no caminho certo para este ser (finalmente...) o ano 49.59

Desde o início que me senti bem e com capacidade para manter um bom ritmo. Fui sempre acompanhado pelo João Branco, ambos puxando um pelo outro. Não tendo sentido nenhum indício de quebra em qualquer altura da corrida, senti-me bem para atacar no final, e após o mesmo João Branco aos 8 ter-me dito para se eu me sentisse bem, continuasse, o que fiz aos 8,5, correndo essa parte final a 4.45, o que me permitiu cortar a meta no tempo real de 52.13 (ou, se preferirem, 49.59 mas 2.14).

Há que continuar o trabalho para os frutos aparecerem.

Agradável piquenique ao almoço. E sem carburante não temos energia...

Uma última palavra para um aspecto que ouvi alguns atletas referirem. Sendo 3 voltas, o pelotão onde me insiro acabou, naturalmente, por ser dobrado pelos primeiros. Segundo parece, nem todos os atletas facilitaram por não se aperceberem que iam ser dobrados.
Este foi um reparo que ouvi e já li mas não me apercebi pois no nosso caso iamos com a atenção devida e cumprimos as regras de bom senso de nos colocarmos em fila indiana e não lado a lado, encostando-nos a uma berma e não ziguezagueando.

Disputou-se igualmente uma Mini de 3 kms (123 atletas), além duma muito participada caminhada, no que foi, como se pode entender, uma prova de sucesso e a regressar.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Eleonor Tavares bate record nacional do Salto à Vara

Eleonor Tavares participou hoje no campeonato francês, pois está radicada em terras gaulesas, e além de ter obtido o título nacional francês (tem dupla nacionalidade), bateu por duas vezes o record nacional que já lhe pertencia com 4,41.

Eleonor ao transpor 4,45 bateu desde logo o dito record que viria a ampliar com 4,50, tendo ainda tentado, sem sucesso os 4,55

Um momento de forma apurado desta atleta que passa a deter as 3 melhores marcas portuguesas de sempre, à frente da sua irmã Elisabete.

Corrida do Avante com nova distância

A 24ª edição da Corrida do Avante, a disputar a 4 de Setembro, vai ter uma nova distância, passando para 11.600 metros.

Esta prova, que costuma marcar para uma grande parte dos atletas de pelotão o arranque da nova época, já passou por diferentes comprimentos.

As duas primeiras edições (1988 e 1989), tiveram 16.800 metros e foram disputadas em Loures. Desde 1990 a prova passou para a Amora e com um percurso de cerca de 14 quilómetros até 2001. Entre 2002 e 2009 o figurino mudou para cerca de 10 quilómetros, tendo em 2010 aumentado para 10.500
Este ano, como já foi referido, terá então 11.600 metros.

Recorde-se que os recordistas de triunfos são Luís Feiteira e Albertina Dias, com 5 vitórias cada.