quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Entrevista a "Corredores Anónimos" sobre o histórico de resultados

O excelente site "Corredores Anónimos" publicou em duas partes uma entrevista que me fez há dois dias sobre o histórico de resultados e o seu fim, e onde justifico a decisão.

Pode ser lido aqui:

1ª parte

2ª parte

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

O histórico e calendário ficam por 2020

Tudo na vida rege-se por ciclos. E o Atletismo, naturalmente, não foge a essa regra.

Em Portugal, as corridas iniciaram-se há mais de cem anos e eram reservadas a quem fosse federado, situação que se foi mantendo até ao 25 de Abril, no que podemos definir como o 1º ciclo de vida das provas. Depois da revolução, deu-se o pontapé de saída às intituladas corridas abertas a todos, que no entanto sofreram algumas vicissitudes iniciais por serem consideradas piratas pelo poder federativo. 

Mas um novo ciclo foi aparecendo com o reconhecimento geral das mesmas e uma (r)evolução tecnológica assinalável, onde os chips foram o grande impulsionador para a cronometragem correcta e o evitar das filas, que por vezes começavam antes da meta, para registo de tempo e lugar.

Após um boom nos anos 80 e consolidação nos 90, no novo milénio o número de provas foi disparando para níveis impensáveis anteriormente, bem como por participações massivas.

Tudo decorria da melhor forma até que um vírus deitou todo o esforço por terra, transformando o ano de 2020, a partir de Março, numo manancial de provas canceladas, bem como o aparecimento do conceito de provas virtuais.

E inicia-se assim um novo ciclo que irá viver concomitantemente com as provas reais, quando forem possíveis, abrindo espaço a outro tipo de experiências, inclusive falando-se já em realidade aumentada ou realidade virtual.

Não me cabe aqui julgar estas hipóteses, mas apenas registar o inevitável. A partir daqui muita coisa mudará, mantendo-se o tradicional e o que aí virá.

E é nesta altura de mudança de paradigma, que decidi deixar de alimentar o histórico de resultados a partir de 31 de Dezembro deste ano, bem como o respectivo calendário anual.

Não foi uma decisão fácil nem repentina, ando há dois meses a debatê-la comigo próprio, mas é a altura certa pois preciso de ter mais tempo livre, e coincide assim numa altura de mudança. Como a primeira prova reportada é de 1910, digamos que este é o histórico que foi possível angariar entre 1910 e 2020.

Quando o iniciei em 2009, o número de provas a pesquisar era incomparavelmente menor do que o actual. De ano para ano o volume foi aumentando e a custo lá fui mantendo como podia e conseguia. Registo o facto de várias pessoas julgarem que era uma equipa a manter este espaço, quando afinal se resumia a uma única pessoa. 

Se a pesquisa de resultados e o seu tratamento são bastante consumidores de tempo, o calendário é de longe o mais custoso. E sem o calendário, não saberia todas as provas a que deveria procurar os seus resultados. Estamos a falar dum número perto dos dois milhares de eventos para andar constantemente a procurar informação da data a realizar, se se confirma ou é alterada, qual a distância, ligações, etc.

Ora o tempo necessário para tal tarefa tornou-se difícil de conciliar com a minha vida, e daí ter decidido que esta era a altura ideal para colocar um ponto final.

Claro que tenho pena, pois custa-me largar algo a que me dediquei tão apaixonadamente nestes 11 anos e meio, mas há sempre maneiras diferentes de ver o mesmo problema. E a maneira com que a vejo é o orgulho que tenho por deixar ao alcance de todos e a qualquer altura, a possibilidade de consultarem o que foram as nossas corridas até ao corrente ano.

Como disse, até 31 de Dezembro irei continuar a colocar os resultados das provas (reais) que eventualmente se disputem (apesar de tudo, têm-se realizado algumas muito poucas).

Naturalmente, se alguém ou alguma entidade pretender tomar mãos à obra e continuar este trabalho a partir de 2021, será com todo o gosto (e felicidade) que fornecerei todos os resultados que tenho arquivados e todos os elementos que ajudam à feitura do mesmo, ajudando na transição e explicação. 

Resta-me agradecer a todos os que ajudaram dalguma forma, nomeadamente com o envio de resultados mais antigos, bem como os incentivos que foram dando.

Um abraço a todos! 😊

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Cinco Léguas

Com a intenção de em cada mês fazer mais um par de quilómetros que o máximo do anterior, relembro que em Setembro foram 22.195, hoje foi dia de tentar caminhar 25 km a bom ritmo.

O objectivo "obrigatório" passava por fazer uma marca final até 4:09:59, portanto média abaixo de 10 ao km. Porém, o objectivo maior era baixar das 4 horas, o que implicava uma média até 9:35,99. Ora uma média destas é acessível neste momento mas mantê-la durante cerca de 4 horas, é que era o busílis. Não apenas pelo natural cansaço físico mas igualmente pelo mental porque caminhar no limite durante estas horas, obriga a concentração total. Bastam uns momentos de distração e o relógio ressente-se de imediato.  

Após ter sido forçado a abandonar a corrida, iniciei as caminhadas a 31 de Maio, portanto até ao momento só o tinha feito com tempo quente. Hoje quando iniciei às 7 horas, estava frio, o que obrigou a ter além da normal camisola de manga curta, uma outra de manga comprida que levei até ao nono quilómetro, altura que deixei de a usar pois o sol já estava no horizonte a trazer alguma temperatura, aliada ao esforço.

Dividi mentalmente a caminhada em 5 léguas (para quem não souber, 1 légua terrestre são 5 km) e é assim que vou relatar, légua a légua.

1ª Légua

1

9:31,45

00:09:31,45

2

9:09,04

00:18:40,49

3

9:14,89

00:27:55,38

4

9:04,65

00:37:00,03

5

9:00,52

00:46:00,55

1ª Légua

46:00,55

Objectivo para

menos de 4.00.00

-01:59,45

Objectivo para

menos de 3.50.00

+00:00,55

Neste quadro pode ver-se o tempo km a km, o acumulado e o tempo que vou a ganhar (a verde) ou a perder (a vermelho) em relação ao objectivo de baixar das 4 horas. O valor para menos de 3.50 apenas começou a fazer sentido a meio do percurso, pois nunca esteve em questão até lá.

O primeiro quilómetro é sempre uma incógnita, e normalmente mais lento, mas fiz logo abaixo da média máxima para baixar das 4 horas, o que foi uma agradável surpresa. Mais foi marcar 9.09 no 2º km que me criou a dúvida se não estaria a abusar, tendo em conta a extensão total do desafio. Mais receios ao constatar os 9.04 e, especialmente os 9.00 no 4º e 5º km, até pelo facto de não estar tão confiante de aguentar o ritmo até final, como muitas vezes sucede em que nos primeiros quilómetros sou logo invadido pela sensação que dá para manter até final.

Concluí assim a 1ª légua com um avanço a escassos centésimos dos 2 minutos, o que foi uma óptima maneira de começar e ganhar um avanço significativo.

2ª Légua

6

9:09,50

00:55:10,05

7

9:06,28

01:04:16,33

8

9:21,73

01:13:38,06

9

9:13,14

01:22:51,20

10

9:08,88

01:32:00,08

2ª Légua

45:59,53

Objectivo para

menos de 4.00.00

-03:59,92

Objectivo para

menos de 3.50.00

+00:00,08

Tudo estava a decorrer bem mas no 8º km senti uma sensação que não sei explicar bem mas que por vezes é o preâmbulo do esforço na altura que o organismo se acomoda e entra em "modo contínuo". Passados esses escassos segundos, tudo continuou a fluir melhor do que o aguardado, apesar de a confiança ainda não estar nos píncaros, mas na próxima légua isso deu a volta.

E dei por mim com um avanço a apenas 8 centésimos dos 4 minutos! Sem quebra, a coisa fazia-se!

3ª Légua

11

9:01,97

01:41:02,05

12

9:02,71

01:50:04,76

13

9:26,08

01:59:30,84

14

9:01,19

02:08:32,03

15

9:07,56

02:17:39,59

3ª Légua

45:40,51

Objectivo para

menos de 4.00.00

-06:20,41

Objectivo para

menos de 3.50.00

-00:20,41

Há uma regra de ouro nas corridas, nunca se experimenta nada em provas que não tenha sido devidamente testado em treino. 

Naturalmente tal se aplica em caminhadas e no caso concreto o grande objectivo do próximo ano, a distância de Maratona a caminhar.

Gosto de fazer tudo com tempo e além do percurso já estar delineado e medido (Boca do Inferno - Parque das Nações), tenho estado a pensar nos reabastecimentos sólidos. É que andar 7 horas e muito (ler final) obriga a alimento sólido, além da natural água de 5 em 5 km. 

E o que pode ser? Banana, gel e pão com presunto. Mas se bananas e géis já estão muito testados a correr em Maratonas, pão com presunto nunca tinha experimentado. Ora o presunto é importante pelo aporte energético que fornece, bem como a recuperação muscular que proporciona. Hoje foi o dia de o experimentar pois convém ser em treinos longos e, caso não me adaptasse, nos próximos arranjaria outra alternativa.

Assim, combinei com a Mafalda que estaria aos 12 km para me dar esse reabastecimento especial. E resultou na perfeição! Comi bem, sem prejudicar o ritmo e tive energia até ao final, sem nenhum problema que pudesse eventualmente ter criado. Aprovado!

E foi nesta légua, exactamente a meio (12,5) que verifiquei que levava 5 minutos exactos de avanço em relação ao objectivo de baixar das 4 horas. E de repente, deixou de ser objectivo pois logo pensei "se fizer uma 2ª metade um segundo que seja mais rápida que a 1ª, baixo é das 3.50". E esse passou a ser o foco já que, a menos que algum problema surgisse, o das menos de 4 horas estava bem garantido. 

Como se pode ver nas 2 primeiras léguas, o objectivo para esse novo fim estava em linha,  apenas escassos centésimos mais, e havia que o potenciar. A média final necessária era até 9.11,9, e aos 15 passei com um avanço de 20 segundos. Curto, se atendermos que ainda tinha por percorrer 10 km, mas avanço é avanço.

4ª Légua

16

9:02,92

02:26:42,51

17

9:15,31

02:35:57,82

18

9:19,50

02:45:17,32

19

9:08,62

02:54:17,32

20

9:03,69

03:03:29,63

4ª Légua

45:50,04

Objectivo para

menos de 4.00.00

-08:30,37

Objectivo para

menos de 3.50.00

-00:30,37

Sem dar sinais de quebra, e ignorando as refilices que as pernas já começavam a ter, nesta légua ganhei mais 10 segundos ao novo objectivo e passava assim a dispor de 30 segundos de avanço. Era manter e gerir se necessário.

5ª Légua

21

9:27,74

03:12:57,37

22

9:08,33

03:22:05,70

23

9:12,21

03:31:17,91

24

9:08,20

03:40:26,11

25

9:07,27

03:49:33,38

5ª Légua

46:03,75

Objectivo para

menos de 4.00.00

-10:26,62

Objectivo para

menos de 3.50.00

-00:26,62

No início do artigo, falei no cansaço mental, onde basta uma ligeira distração e perdem-se preciosos segundos, daí a necessidade de ir sempre concentrado. Ora quando terminei o 21º km, fui surpreendido pelo facto de ter perdido metade do avanço que levava para baixar das 3.50, de 30 segundos passava a 15 e com 4 quilómetros ainda pela frente.

Sinal de alarme e havia que esquecer o cansaço que já se fazia notar. Não queria perder este novo objectivo no final. 

Com muito controle de relógio, em especial na média total que ia em 9.11 e não podia passar para 9.12, a meio do 22º vi passar esse valor para os 9.12. Apertei mais e consegui regressar aos 9.11 e ainda ganhar 4 segundos, fiquei em linha no seguinte e ao ganhar mais no 24º, entrei para o último com um avanço de 22 segundos, o que deu alguma tranquilidade, finalizando os 25 km com 3:49:33, média de 9:10,9.

Como curiosidade, se estava duvidoso se conseguiria baixar das 4 horas, porque para tal teria que fazer média abaixo de 9.36/km, todo e qualquer km foi menor que esse limite dado que o mais lento foi o 1º com 9.31

Fiquei, naturalmente, satisfeito e orgulhoso e em meados de Novembro irei caminhar 28 km e em Dezembro 30, caso não haja qualquer impedimento.

Falta só referir o percurso: Inatel de Oeiras - Carcavelos - (retorno) - Algés - (retorno) - Inatel de Oeiras, pelos passeios marítimos que em tão boa hora foram criados.

Redefinição de objectivo

Como anteriormente tinha dito, o objectivo passava por fazer algures em 2021 (a data está devidamente escolhida) uma caminhada de 42,195 Km com o limite até 8 horas e meia.  

No entanto, desde essa altura, tenho estado a equacionar uma alteração que posso dizer que foi hoje tomada. O limite passa a ser terminar na casa das 7 horas (ou seja, até 7:59:59).

Sim, sei que o aumentar da distância traz novos desafios e a obrigatoriedade de gerir bem as reservas de energia e que a partir dos 30 é o "diabo", mas esse passa a ser o novo objectivo limite. Para quê simplificar se se pode complicar? 😄


sábado, 3 de outubro de 2020

15 nos 8

No último artigo relatei como consegui caminhar 10 km na casa dos 8 minutos. 

Dois dias depois, fui fazer 15 km a um ritmo moderado, e durante a caminhada pensei "Já fiz 5 e 10 km a uma média na casa do minuto 8. E se tentar fazer o mesmo em 15 km?"

E foi assim que decidi na hora que uma semana depois, ou seja hoje, iria tentar. E já que os 5 e os 10 foram feitos na EVA no Jamor, e apesar de, enquanto o traçado mais à frente não ficar concluído, isso obrigar a dar 3 voltas e mais 2 na canoagem, combinei comigo próprio que seria também na EVA (sim, sei que se diz o EVA pois é o Eixo Verde Azul, mas em virtude das iniciais dar um nome feminino, habituei-me a dizer a EVA, servindo também como singela homenagem a todas as mulheres, que são a verdadeira alma e razão do mundo).

A melhor marca aos 15 estava em 2.17.32, querendo baixar dos 9 de média tinha que ser até 2.14.59

Tempo agradável para a prática, de início até fresquinho (iniciei pouco depois das 8), mas o 1º Km não me saiu como queria, apesar de ter marcado 8.59. Enquanto nos 5 e 10 senti-me logo num dia bom desde o 1º metro, hoje as sensações iniciais não foram semelhantes, apesar de ter entrado com um tempo na casa do minuto 8. O que vale é que no 2º comecei a soltar-me, tendo feito 8.46. Com os seguintes em 8.41, 8.27 e 8.29, completei a 1º légua com um avanço de 1.36, o que dava já uma boa margem e a sentir que iria alcançar o pretendido.

Entre o 3º e o 5º km tive a excelente companhia do colega de equipa Orlando que ia iniciar o treino e acompanhou-me nesses 2 km em passinho de corrida como forma de aquecimento, para depois seguir para o seu treino. Obrigado Orlando, foi um prazer fazer esse bocado contigo!

O 6º km mudou tudo. Fiz 8.31 e passei a ter um pouco mais de 2 minutos de avanço para a média limite e, como estava com média geral de 8.39, o que pensei então? 8.40 de média dá 2.10, ora se mantiver esta média terminarei abaixo das 2.10

A agulha mudou portanto e os 4 km seguintes registaram 8.24, 8.39, 8.25 e 8.38, chegando aos 10 km já com 3.55 de avanço para o objectivo inicial de 2.14.59 e 35 segundos para o novo objectivo (abaixo de 8.40 por km). Já tinha a experiência de 10 a média na casa dos 8, a partir de agora iria entrar num mundo novo.

35 segundos davam uma margem de segurança mas no final do 11º disparou um alerta pelos 8.50, que reduziram a margem para 25 segundos faltando 4 km. A perder 10 segundos por km não iria dar. Tive que apertar e não ligar às pernas que já se queixavam do cansaço. Sabia que era fundamental nesse 12º km não perder mais tempo, e preferencialmente até ganhar algum, o que sucedeu. Com os 8.31, recuperei 9 segundos a que se juntaram mais 3 no 13º (8.37) e 5 no 14ª (8.35), entrando para o último com 40 segundos de avanço. 

A menos que algo sucedesse neste último km, o novo objectivo também estava conquistado. Porém, esta cabeça não pára e pensei que se arrancasse um daqueles últimos km, onde se dá tudo pois já não interessa reservar energia, baixaria era do minuto 9. Era necessário 8.19 mas já não tive gás para tanto e fiquei-me pelos 8.29, tempo final de 2.09.09, média de 8.36,6.

Foi muito bom, bem melhor do que o esperado mas julgo que posso valer 2.07.30 se estiver num daqueles dias como nos anteriores de 5 e 10. Fica então marcado para daqui a 4 semanas tentar essa marca.

Até lá, e além dos normais durante a semana, de hoje a 7 dias farei 15 moderados, na semana seguinte é a altura de tentar a maior distância em caminhada até ao momento (25 km), seguem-se 15 moderados e depois essa nova tentativa.

O foco principal está no dia 16 de Outubro onde tentarei então os 25 km. Como já tinha dito, uma vez por mês faço uma distância maior. Agora em Outubro são os 25, em Novembro 27,5 e Dezembro 30, mantendo os 30 até ao mês que irei tentar a distância de Maratona a caminhar (estou a ponderar uma coisa mas deixem-me fazer primeiro os 30 e logo direi).

Bom fim-de-semana a todos e cuidem-se!

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Corrida do Tejo Virtual, com caminhada de sonho e marcas não sonhadas!

Equipado com a bonita camisola da Corrida do Tejo Virtual e respectivo dorsal


Hoje foi dia de percorrer 10 km no âmbito da Corrida do Tejo Virtual (que pode ser feita entre 20 e 27) e a intenção era de baixar da hora e meia (1.29.59 estava óptimo), o que significava média inferior a 9 ao km.

Afigurava-se-me difícil pois uma coisa é fazer alguns quilómetros a 8 e tal, outra aguentar uma dezena deles assim. E a melhor marca de 10 a caminhar estava em 1.32.45, o que significava que tinha que retirar praticamente 3 minutos.

Tive a sempre excelente e muito agradável companhia do grande João Branco, a quem endereço um enorme agradecimento, e a benesse de São Pedro que nos proporcionou óptimas condições para caminhar. Quando chegámos, e ainda dentro do carro, caíram uns pingos mas passou logo a partir do momento que saímos do carro.

Com o grande João Branco

Depois dum km e pouco a aquecer, fomos para o início da EVA no Jamor para iniciar os 10 Km, a serem feitos em 2 voltas e a meio uma passagem pela canoagem.

Início em óptimo ritmo, consubstanciado na marca de 8.28, o que deu logo um avanço de 32 segundos para o objectivo. Avanço que aumentou para 1 minuto e 5 com o 2º km em 8.27 e 1.34 no 3º em 8.31

Tudo estava a ir muito bem, em especial por sentir como sucedia nalgumas corridas, o estar num dia especial e já com a certeza que iria aguentar manter esse ritmo até final.

No 4º decidi esticar (ainda) um pouco mais e qual não é a minha surpresa quando vejo no visor, no final desse km, 8.09! A marca do melhor km estava batida, era de 8.18, e comentei "um dia ainda conseguirei entrar no minuto 7", algo que ainda há pouco tempo não julgava ser possível.

No 5º km, e para salvaguarda de energia, regressei ao ritmo que vinha, fiz 8.29, e quando no 6º marquei 8.24 e apercebi-me que já tinha um avanço de 3.50 (!) deixei de pensar em baixar da hora e meia mas passei ao objectivo de baixar da 1.25, completamente fora de qualquer cogitação antes de ter iniciado a caminhada.

Acelerei mais, pois sentia-me muito bem, e o 7º foi feito em 8.16 e o 8º em 8.13, ambos abaixo da anterior melhor marca de km até hoje. 

Ora no final do 8º, mudei novamente a agulha. O objectivo já não era só baixar de 1.25 mas sim de 1.24, acabando portanto no minuto 23! "Bastava" aguentar a média.

Mas como sentia-me tão bem, e melhor acompanhado, dei mais e o 9º foi feito em 8.12, o que garantia já à volta de 1.23 e meio.

E cheguei ao último km, altura de dar tudo o que tinha, já não havia necessidade de deixar qualquer reserva. Mas deste último km já falo, salto já para o tempo final que foi de 1.23.06, como se pode comprovar na imagem que se segue.


A média dá 8.19 mas é arredondada pois a exacta é de 8.18,6 o que é muito curioso (já no record dos 5 da semana passada tinha sucedido algo semelhante) pois o melhor km até hoje estava em 8.18,68 e agora faço em 10 essa média!

E quanto ao último km? Como disse, acelerei e a meio comecei a pensar que estava mais rápido que o anterior que tinha sido 8.12, deveria bater os 8.09 e se ainda desse mais... queres ver que?

Pois é... o último km foi em... vejam a imagem que se segue


7.53!!!!!!! um tempo nunca sonhado por mim e que ainda por cima realizo-o ao fim de 10 km!

Como podem imaginar, fiquei extremamente feliz e orgulhoso com o facto! Caminhar é o que posso fazer, é ao que me agarro (e nunca ao que perdi) e estas recompensas só ajudam muito mais!

Mais uma vez, um grande e reconhecido muito obrigado ao João Branco, sempre pronto a ajudar todo e qualquer amigo!

Amanhã é dia de descanso e no sábado irei fazer 15 mas a um ritmo mais calmo (9 e tal).


sábado, 19 de setembro de 2020

22,195 a marcar o resto do percurso

Neste meu plano de caminhadas, faço três vezes por semana 5 km e uma maior de 15, sendo que uma vez por mês em vez de 15 sai um longo. Foram 20 em Agosto, hoje 22.195, serão 25 em Outubro, 27.5 em Novembro e a partir de Dezembro 30 até ao tal mês onde farei a caminhada em distância de Maratona, 42.195 e que, tal como disse num anterior artigo, não será nos primeiros meses do ano mas algures no 2º trimestre (a data está escolhida mas é segredo de estado 😃).

Porquê este mês 22.195? Queria saber exactamente onde vou terminar no dia M. No dia dos 20 já tinha ido do ponto de partida (Boca do Inferno em Cascais) até parar quando o GPS marcou 20 exactos. Hoje comecei nesse mesmo local, daí os 22.195

Arranquei assim no início do Passeio de Algés, logo a seguir a ter passado debaixo da linha de comboio.

Quando idealizei este percurso, fiz uns cálculos, tendo como base corridas e treinos que efectuei e imaginei que o fim deveria dar por volta do ponto onde se partia e chegava na Corrida do Oriente. 

E assim foi! Os 22.195 coincidiram com o final daquela parte de terra, ao chegar-se à rotunda que deve ter um nome mas desconheço-o. (Actualização - Já procurei e a rotunda chama-se Rossio do Levante)  

A intenção passava por marcar 3 horas e 40 mas terminei com 3.29,08 (média de 9.25), o que me deixou naturalmente bem satisfeito.

Claro que quando termino um esforço destes, onde dei-lhe bem, fica a dúvida de como aguentaria mais 20 km. Mas o ritmo varia inversamente à distância percorrida e ainda tenho uns quantos meses para ir apurando a forma.

Tal como no dia dos 20, aproveitei para ver os sítios onde a Mafalda deverá estar para dar os necessários reabastecimentos (5, 10, 15, 20, 25, 30, 34 e 38 km).

Um dia mais perto do desafio, haverei de descrever o percurso.

De registar que os primeiros 500 metros, no Passeio de Algés, foram complicados pois nem se via a cor do chão. Estava completamente imerso em terra e pedras de tamanho significativo, pois de noite houve grande agitação marítima e trouxe aquelas pedras e terra que dividem o passeio do mar. Tinha que se passar pé ante pé (com o tempo que aí perdi, a média seria ainda melhor), eram 8 horas e apercebi-me que limpar aquilo tudo seria bastante difícil e moroso. Porém, quando regressei ao carro que tinha ficado estacionado ao pé da estação da Cruz Quebrada, cerca das 13 horas (5 horas depois), qual não foi o meu espanto ao constatar que estava tudo completamente limpo e quem aí passava não tinha o mínimo indício de como aquilo esteve. Uma vez mais, e como habitualmente, a Câmara Municipal de Oeiras e seus serviços a demonstrarem toda a sua eficiência! Segue aqui um agradecimento de um habitual utilizador!

Um bom resto de bom fim-de-semana a todos. Fiquem bem! 

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

5 -45 (42!)

O último artigo que escrevi foi há um mês e daí ter recebido nos últimos dias simpáticas mensagens a questionar se estava tudo bem.

Sim, felizmente está tudo bem e apenas não escrevi pois não houve nenhum facto de realce nas caminhadas habituais, e também por ter passado duas óptimas semanas de férias no Algarve.

A duas mensagens de ontem respondi que hoje escreveria se atingisse um determinado objectivo. Ora, estou a escrever... 😊  

Qual era o objectivo, ou melhor, os objectivos? Fazer hoje 5 km e de hoje a uma semana 10, sendo que em ambos os casos a média deverá ser abaixo dos 9/km. 

A melhor marca a caminhar 5 km estava em 45.28 (média de 9.05,6) e a intenção era até 44.59 (8.59,8 de média). Consigo fazer 1 km na casa do minuto 8 mas serem 5 já a coisa complica. 

E para dizer a verdade estava um pouco céptico de o conseguir mas isso nunca foi entrave para tentar e dar o meu melhor. 

Primeiro aqueci 1 km e meio e notei que estava num dia bom. Iniciei os 5 km e o 1º foi surpreendentemente em 8.32, ganhando logo aí uma boa margem relativamente à média máxima. A dúvida era, repito, o conseguir aguentar 5 km assim. Basta ver que o meu melhor km em caminhada estava em 8.24 (um só km) e agora numa sequência de 5 iniciei logo muito perto dessa marca (aliás, até hoje o meu 2º melhor km estava em 8.40). 

Ora disse que o meu melhor km estava em 8.24 e quanto fiz no 2º km? 8.24 (que por acaso passou logo a melhor pois foram 8.24,69 e o de Agosto tinha sido 8.24,82, 13 centésimos de diferença). Com isto já estava um minuto e 3 melhor do que para o tempo limite. 

Continuei a dar o máximo e neste 3º km convenci-me que iria fazer abaixo dos 45 minutos e até se calhar iria terminar no minuto 42, algo impensável até ao início deste desafio, pois sentia-me capaz de continuar neste ritmo. E neste 3º km melhorei o record de km para 8.19

No 4º registei 8.25 e, sem quebrar mas já a sentir as pernas a clamarem, no último km registei novo record de km, 8.18, terminando os 5 km em 42.00 (menos 28 centésimos de segundo e tinha terminado no minuto 41!)

Como se pode imaginar, fiquei muito feliz por este feito, especialmente por estar à espera de ser uma luta ao segundo para conseguir baixar do minuto 45 e afinal quase quase que entrei no minuto 41, o que ainda me custa a acreditar.

A média foi de 8.24, curiosamente o tempo que tinha como melhor num km até ao início da caminhada de hoje na EVA (Jamor)

Estes desafios bem sucedidos são muito importantes para o reforço de entusiasmo necessário que venha mitigar o desgosto de não mais poder correr.

E agora como é o objectivo para a próxima 4ª? Como disse, baixar do minuto 9 de média em 10 km. 1.29.59 máximo. Actualmente a minha melhor caminhada de 10 km está em 1.32.45 (média de 9.16,5), tenho portanto que retirar quase 3 minutos. Pelo que fiz hoje, parece fácil mas estamos a falar de aguentar o dobro naquele esforço e só eu sei os nomes que as minhas pernas me têm chamado desde a manhã 😀  

Estes 10 km também vão ser especiais pois é a primeira vez que participo numa prova virtual. Vão ser na Corrida do Tejo Virtual (que pode ser feita entre 20 e 27), e que rica maneira de me estrear neste tipo de provas com a mais importante prova do concelho onde resido 😉 

De hoje a uma semana relatarei o que sucedeu. Fiquem bem! 👍