quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

As provas acima do milhar em 2019


Já é uma tradição, pois pelo 9º ano consecutivo publico a relação de provas disputadas em Portugal que contaram com um mínimo de mil atletas classificados.
Para consultarem os anos anteriores, clicar no respectivo ano: 
2011 - 2012 - 2013 - 2014 - 2015 - 2016 - 2017 - 2018

Constam 61 provas nesta relação, segundo melhor registo, valor apenas batido por 2015 quando se contabilizaram 62.

Quadro anual com o número de provas na casa dos milhares, desde 2005. De realçar o enorme salto que se produziu em 2013 para, desde então, manter-se muito semelhante (sempre entre 58 a 62).

Ano
Provas acima milhar
Prova mais participada
2005
13
4.501
2006
15
5.212
2007
20
7.161
2008
29
8.961
2009
30
9.147
2010
35
9.262
2011
37
9.346
2012
42
8.888
2013
59
8.050
2014
58
9.403
2015
62
10.880
2016
58
10.281
2017
58
10.582
2018
60
9.455
2019
61
10.607

Em 2005 a mais participada não chegou aos 5 milhares mas desde 2008 que se situa entre 8 a 10 mil.

Se ultrapassar os mil classificados é um facto digno de registo, mais significativo são os dez mil. A primeira vez que se quebrou essa barreira sucedeu em 2015, ano que contou com três eventos nesta situação, repetindo-se em 2016 e 2017 uma em cada ano. Após um hiato em 2018, este ano tivemos novamente essa barreira ultrapassada e por duas vezes. Esse feito foi registado pela Meia-Maratona de Lisboa e São Silvestre de Lisboa.

Nestas 7 edições de topo, estão representadas 3 provas, A Meia-Maratona de Lisboa por 4 vezes, a São Silvestre de Lisboa por 2 e a São Silvestre do Porto por 1 mas sendo essa a de record nacional.

São assim 7 o número de provas com mais de 10 mil classificados em todo o historial nacional. A sua relação é a seguinte:

Prova
Data
Classificados
22
2015-12-27
10.880
29
2019-03-17
10.607
27
2017-03-19
10.582
25
2015-03-22
10.561
26
2016-03-20
10.281
8
2015-12-26
10.148
12
2019-12-28
10.112

Na relação de 2019 de provas com um mínimo de milhar de classificados, e como já referido, constam 61 provas. Dessas, 52 faziam parte da lista de 2018, 6 alcançaram ou recuperaram esse estatuto e 3 tiveram entrada directa na sua primeira edição. Totalizaram 150.186 participações.

Das listadas em 2018, 8 baixaram do milhar.

Das 58 que se realizaram em 2019 e 2018, 32 baixaram o número de classificados e 26 aumentaram. No entanto e não obstante o número de provas que diminuiu ser superior, fruto dum calendário cada vez mais preenchido o que provoca a natural dispersão de atletas, o saldo é positivo em mais 929 atletas. 

E qual foi a prova mais participada em 2019? 
Tal como em 2013, 2014, 2016 e 2017, a Meia-Maratona de Lisboa, neste ano com 10.607 atletas a cortarem a meta.
É seguramente a prova mais popular como se constata nos 9 anos que elaborei estas estatísticas tenha sido a 1ª por 5 vezes, 2ª por 3 e 3ª uma vez.

O mês com mais provas acima do milhar foi, como habitualmente, Dezembro, desta feita com 15 eventos. 
11 meses tiveram provas acima do milhar, a excepção é Agosto, mês que nunca no seu historial se disputou em Portugal qualquer prova com tal participação. Aliás, o máximo de atletas que tenho nos meus registos duma prova em Agosto, foi na 2ª Corrida Baía de Monte Gordo onde a 9 de Agosto de 1987 contou com 525 atletas.

Relação das provas com mil ou mais classificados:


Data
2019
2018
Dif

29
17-mar
10.607
9.211
1.396

12
28-dez
10.112
9.455
657

26
29-dez
9.274
8.546
728

39
22-set
7.984
7.851
133

20
20-out
5.965
4.801
1.164

7
20-out
4.442
3.103
1.339

62
15-dez
4.258
4.181
77

14
07-abr
4.142
5.435
-1.293

13
22-set
3.790
4.218
-428

16
03-nov
3.762
4.656
-894

15
15-jun
3.510
3.622
-112

40
29-jun
3.347
3.077
270

61
28-dez
3.183
3.205
-22

7
27-out
3.176
3.794
-618

14
26-mai
3.051
2.289
762

9
01-jun
2.584
2.661
-77

7
08-dez
2.537
2.707
-170

16
17-mar
2.532
3.603
-1.071

21
20-jan
2.442
2.458
-16

4
23-dez
2.387
2.181
206

12
03-nov
2.276
2.769
-493

3
03-mar
2.114
2.104
10

2
08-set
2.072
1.547
525

29
27-jan
2.069
2.263
-194

7
20-abr
1.920
2.295
-375

6
27-jul
1.874
2.118
-244

1
27-jul
1.868
-


62
08-dez
1.849
1.968
-119

45
31-dez
1.810
1.599
211

42
22-dez
1.664
1.878
-214

37
31-mar
1.575
1.651
-76

6
15-set
1.463
1.481
-18

9
01-nov
1.459
1.913
-454

32
08-set
1.454
1.491
-37

20
16-jun
1.374
1.766
-392

31
13-out
1.367
1.387
-20

26
12-jan
1.367
1.489
-122
b)
1
22-set
1.362
-


20
24-fev
1.359
1.460
-101

31
30-jun
1.356
1.056
300

7
08-dez
1.335
1.321
14

3
01-dez
1.270
712
558

5
19-set
1.256
1.122
134

6
21-dez
1.237
1.229
8

31
29-dez
1.178
1.110
68

4
10-mar
1.154
856
298

1
28-abr
1.138
-


2
05-jan
1.117
804
313

6
24-nov
1.113
1.086
27

30
17-nov
1.095
1.167
-72
a)
9
17-nov
1.088
1.152
-64

6
07-dez
1.079
902
177

12
08-set
1.068
1.145
-77

37
13-jan
1.057
1.064
-7
a)
2
05-mai
1.055
1.538
-483

32
24-nov
1.049
1.007
42
a)
38
01-mai
1.043
1.162
-119

5
05-jan
1.042
1.139
-97

42
14-dez
1.037
900
137

8
10-jun
1.031
1.285
-254

4
10-mar
1.007
899
108


a) Provas por escalões
b) Soma das duas competições "Campeonato Nacional de Estrada" e "Corrida com os Campeões", dado terem sido disputadas na mesma prova simultaneamente como se duma se tratasse

Relação das provas acima do milhar em 2018 mas abaixo em 2019:



Data
2019
2018
Dif

14
19-mai
977
1.515
-538

24
03-mar
872
1.192
-320

4
24-mar
862
1.155
-293

11
13-out
837
1.080
-243

2
14-abr
833
1.089
-256

35
12-mai
736
1.058
-322

4
24-fev
722
1.371
-649

3
21-set
275
1.009
-734


O que nos trará 2020? Resposta daqui a um ano.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

A São Silvestre da Amadora é espectacular! - Episódio 12

Eu e Isa, os únicos 4 ao Km presentes. Ao fundo o Obrigado da organização aos atletas,que nós quisemos captar para o transformar no nosso obrigado à fantástica organização!

Cada corrida tem a sua personalidade e gosto de todas. Mas há aquelas que nos tocam de maneira ainda mais especial. Um pequeno lote de que a São Silvestre da Amadora faz parte. Um evento que se aguarda com saudades mal termina uma edição.

Isto tudo pelo maravilhoso público, pelo percurso, pela história, pela organização, pelas actividades paralelas. Tudo somado tornam esta prova em algo mágico. Aliado ainda ao facto de estarmos a escassas horas de mudança de ano, o que cria um ambiente muito sui generis.
Daí, em 14 anos de corridas, ter participado pela 12ª vez. E só não foram 14 por motivos completamente impeditivos, pé partido em 2008 e operação em 2017. Só mesmo força maior pode afastar-me deste evento.

E é assim com festa que se termina mais uma época de corridas (sigo a época em termos anuais e não de calendário desportivo). E este ano fechou com uma contabilidade record. Se 2017 detinha o maior número de quilómetros realizados num ano (corridas e treinos somados), com 2.316,163 km, este ano quebrei a barreira dos 2 milhares e meio, finalizando com 2.512,692 km.
Este aumento tem uma explicação bem simples. Além de em 2017 não ter corrido nas últimas 3 semanas do ano pela operação, o que impediu também qualquer km por todo o mês de Janeiro 2018, este ano só tive uma paragem de 10 dias pela queda que sofri em Julho. Mas o factor maior foram, muito excepcionalmente, as três preparações para Maratona, ao contrário das habituais duas. E isso pesou muito nas contas finais.

Aqui na Amadora ainda não me sentia a 100% da constipação e ainda algo desgastado pela São Silvestre de Lisboa 3 dias antes e nessas condições.
Nas anteriores 11 presenças, o melhor foi de 52.08 em 2010 e o tempo mais alto de 58.27 logo no ano seguinte, 2011. De resto, a maioria anda ali pelo minuto 56.
O objectivo era dar o melhor que conseguisse, de preferência não ultrapassar os tais 58.27

Se é sempre importante aquecer bem, aqui mais o é e não só pelo frio que se fazia sentir desde que o sol desapareceu. Tem a ver com o facto de subirmos muito nos dois primeiros quilómetros, por isso é fundamental a pulsação já estar devidamente preparada.

Na crónica do Grande Prémio de Natal, queixei-me que não estava a subir como costumava pois se tenho treinado muito, a nível de subidas tinha descurado um pouco. Desde então tenho trabalhado nisso, até porque a próxima Maratona em Madrid sobe muito, e notei uma boa melhoria nessa subida inicial onde estive bem.

Depois veio a descida, especialidade que é o meu ponto fraco, e a expectativa centrava-se como iria reagir na famosa subida dos Comandos. E também cumpri satisfatoriamente! 
Nessa altura era já uma certeza que a marca seria abaixo dos 58.27 e deveria andar pelos 57 ou mesmo nos habituais 56.

Na subida dos Comandos tive a companhia por um bocado do Tiago Marques e do José Miranda que seguiram na 3ª e última subida, exactamente na que não fiz bem, ao contrário das anteriores duas.

Aí, na parte final, fui apanhado pelo Orlando Duarte que acompanhou-me no restante percurso. Para tal, teve que abrandar algumas vezes mas não só ajudou-me como se ajudou a si pois o Orlando não queria ir mais depressa por uma questão muscular.

Tal como em 2015, tive o prazer de cortar a meta com o Orlando Duarte, um nome grande e um Senhor no nosso Atletismo. Muito obrigado, Orlando, pela ajuda!

O tempo foi, uma vez mais aqui na Amadora, na casa dos 56 minutos, 56.18
Curiosamente, fiz no espaço de três dias duas São Silvestres com a diferença de 1 segundo. Em Lisboa 56.19, Amadora 56.18

Pelo 3º ano consecutivo, bateu-se o record de classificados. Após os 1.295 de 2015, 1.460 em 2017, 1.599 em 2018 e ontem 1.810
Mais uma vez, e como sempre, super organização da HMS!


Com a Isa, Dora, Carlos Cardoso e Orlando Duarte após a meta
E agora com o Tiago Marques
Hoje é dia de repouso, amanhã inicia-se o meu 15º ano de corridas. 
Como sempre, o objectivo é correr com o mesmo prazer e felicidade que sinto desde que entrei neste maravilhoso mundo. Os dois grandes desafios, para os quais já estou inscrito em ambos, são a Maratona de Madrid (26 de Abril) e a Maratona de Málaga (13 de Dezembro).

Termino desejando a todos um excelente 2020. O melhor que se pode pedir, é daqui a um ano continuarmos todos por cá e de boa saúde!




Já após a prova com o Vitor que não pode participar por estar a trabalhar mas ainda chegou a tempo de assistir ao final