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| A armada 4 ao Km no autocarro a caminho da partida (Vitor, Aurélio, eu e Isa) |
A Meia-Maratona de Lisboa (mais conhecida por Meia da Ponte 25 de Abril) tem 28 edições. A Meia-Maratona de Portugal (mais conhecida pela Meia da Ponte Vasco da Gama) tem 19 edições. Nunca desde o início de ambas tinha sido necessário accionar o plano B. Coincidência das coincidências, este ano foi em ambas! Em Março foi o furacão Félix, agora o Leslie. Será que os furacões são anti-Meias?
Para qualquer organização uma mudança em cima da hora é um verdadeiro turbilhão. Para mais numa prova com a dimensão de participantes que ambas têm e com uma logística tão complicada. E se em Março já havia suspeita, uns dias antes, que algo pudesse obrigar ao plano B, agora foi mesmo muito em cima da hora.
E a organização, tal como da anterior vez, respondeu o melhor que foi possível, dadas as contrariedades e directrizes da Protecção Civil.
Mas se em Março nada houve a apontar, desta feita houve uma situação que provocou muitos constrangimentos às atletas femininas em especial.
Como se sabe, a particular logística obriga a que se vá muito cedo para a partida, chegando os atletas aí uma hora e meia a duas horas antes, e a distância obriga a que os atletas se vão hidratando convenientemente. Ora as casas de banho são fundamentais e não houve. Estamos a falar dum viaduto sem nada mais ao pé, sejam cafés ou qualquer outro tipo de estabelecimentos ou casas.
A solução foi ir-se furando pelos atletas da Mini para se descer do viaduto e arranjar um sítio para aliviar a bexiga. Mas isto sendo homem que qualquer lugar serve. Para as muitas atletas femininas, foi um pesadelo tentar arranjar algo parecido com um sítio adequado, além da necessária dignidade.
Alguma razão terá havido para esta situação, mas que criou constrangimentos, criou.
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| Agora debaixo do viaduto da partida, onde fomos procurar uma casa de banho improvisada |
A partida, também pelo alerta vermelho da véspera, teve que ser alterada para as 11.30 mas felizmente a temperatura não esteve demasiada alta e o receio do muito vento pouco se fez sentir, não influenciando em nada.
O que notei no pelotão foi um número muito grande de atletas estrangeiros. Muitos mesmo, o que é de enaltecer pelas vantagens que trazem. Curiosamente, íamos no autocarro e a Isa comentou que devíamos ser os únicos portugueses naquela viagem. Olhámos à volta e, efectivamente, não vislumbrámos mais nenhum tuga.
Após a grande Meia que fiz em Leiria, combinei comigo próprio que esta era mais calma. Duas semanas seguidas no limite criam um desgaste grande, ampliado pela muita carga que estou a dar nos treinos, e estando a começar outra semana de carga, e com 30 km previstos no sábado, era altura de não desgastar demais.
É verdade que iria ficar muito feliz com outro sub 2 horas e estava ao meu alcance mas... o meu grande objectivo, a minha "medalha de ouro olímpica" é conseguir terminar a minha 10ª Maratona a 2 de Dezembro em Valência e é para isso que estou a envidar todos os esforços e a sobrepor todo e qualquer objectivo.
Idealizei assim um tempo por km que fosse bom mas dentro do confortável, apontando como melhor para as 2.03 (mais 5 minutos que Leiria).
Parti e coloquei um ritmo certinho dentro do que tinha idealizado e fui muito fiel a esse tempo. De tal maneira que a partir dos 4 km tive 7 km consecutivos em que a diferença de tempo por km foi de 1 segundo apenas, ao melhor estilo de relógio suiço.
Sentia ser um ritmo bom mas confortável e foi assim que prossegui.
Fui-me entretendo a olhar para as camisolas dos atletas que me rodeavam e alturas houve que julguei estar a correr no estrangeiro pois via grande parte de camisolas que não costumo ver.
A minha dúvida era se quebraria o ritmo na longa subida de mais dum quilómetro para o Marquês, já com 18 Km nas pernas, mas aguentei-me bem (como disse, ia confortável), e assim fui até à meta que cortei com 2.02.33, um registo bom para mim, sendo muito bom se considerarmos que saiu assim sem me ter esforçado ao limite, ficando muito satisfeito por uma Meia confortável ter dado a minha 14ª melhor marca em 59 Meias que já realizei (na Nazaré será a 60ª)
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| 4 atletas felizes, todos com medalha ao peito! |
Desde a Corrida do Tejo que as coisas entraram, finalmente, nos eixos após um período em que me esforçava muito mas não saía o que esperava. Confesso, e confidenciei com duas pessoas, que andava numa crise de confiança mas aquela Corrida do Tejo (a tal que despertei o lobo hibernado) foi a ignição para a confiança regressar. E todos sabemos como é importante estar confiante para alcançar o que não parece alcançável.
Tínhamos terminado a Meia mas muitos atletas da Maratona ainda estavam ao serviço quando nos dirigimos do Terreiro do Paço para apanharmos o Metro no Cais do Sodré, aproveitando para incentivar quem estava nas centenas de metros finais duma prova tão desgastante como o é a Maratona.
Conheço bem toda a carga emocional dum evento assim para alguém que se está a superar ao ter a coragem de a enfrentar e tocou-me ver uma atleta, talvez da minha idade, a tapar os olhos com as mãos, chorando emocionada por estar tão perto da meta. Claro que ainda gritámos mais a apoiá-la. Como a compreendo e, para quem vive estas emoções como vivo, confesso que me deixou meio glup...
A luta pela meta em Valência continua e esta semana vai ser mais uma a dar no duro, culminando no sábado onde espero conseguir juntar mais 30 ao meu conta-quilómetros.
Em matéria de corridas, a próxima é a bela da sopa da pedra. Opps, queria dizer que eram os 20 quilómetros de Almeirim daqui a duas semanas.
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| E aqui com o Nuno Sentieiro que completou a sua 27ª Maratona!!! Muitos parabéns grande Nuno! |
Houve novidades em relação à Maratona de Lisboa e aos máximos registados em Portugal. Colocarei aqui a estatística actualizada a meio da semana.
Em relação à Meia, foram os melhores tempos de sempre nesta Meia. Em masculinos o marroquino Mustapha El Aziz marcou 1.00.16 (anterior melhor marca vinha de 2013 1.00.19 de Wilson Kirop) e em femininos Yebrgual Melese Arage registou 1.07.18 (quando a anterior vinha de 2011 com 1.07.53 de Mary Keitany)










