quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Revista Spiridon Janeiro/Fevereiro


Já foi distribuído o número 218 da Spiridon, referente a Janeiro / Fevereiro, com um título na capa que diz tudo "Correr é belo!"

Além das rúbricas habituais, podemos deliciar-nos e aprender com os seguintes temas:

- Os negócios da corrida
- Estratégias para uma boa Maratona
- Correr com bandas coloridas, será apenas imagem estética?
- Questões intimas de uma mulher que corre... O "problema" das menstruações
- Para corredores? Só musculação rápida!
- 24 horas antes da prova, que erros se podem fazer?
- A corrida ajuda a vida sexual?
- Quando o corredor desfalece...
- Quais as transformações quando se deixa de fumar?
- 21 segredos para correr uma Meia-Maratona

Como se vê, só assuntos de grande interesse para todos nós!

Para receber esta excelente revista: Publicação exclusivamente dedicada à corrida (6 números por ano). Distribuição apenas por assinatura: Preço da assinatura anual 24 € . Por cheque, ou transferência bancária.NIB = 0010 0000 6176291000127 revista.spiridon@gmail.com 

A todos os portugueses que vão a Sevilha


Temos perto de mil provas anuais das quais apenas cerca de 5% ultrapassam o milhar de participantes. Mas mais de mil serão os portugueses que irão estar presentes na 31ª Maratona de Sevilha a ter lugar no próximo domingo, dado que esta é uma Maratona lá fora, quase cá dentro!

Venho assim desejar a todos em geral e a alguns amigos em particular, uma óptima Maratona e que alcancem todos os vossos objectivos, sejam cronométricos, prazer de corrida ou o que mais conta numa Maratona, a meta!

Se a minha intenção é ir conhecendo as mais diversas Maratonas, não havendo, para já, espaço para repetir aquelas onde já cortei a meta, Sevilha é excepção pois um dia irei regressar. Tenho que regressar pela Maratona em si e pelo seu maravilhoso público mas, muito especialmente, pelo que aí passei, na que foi a minha corrida mais feliz, emotiva e inteligente até ao momento, por toda uma série de factores que já referi bastas vezes.

Desejo a todos muita força e sejam muito felizes em Sevilha. 
E preparem os ouvidos... "Venga, venga, animo, animo, campeones!"   

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O fascínio da meta numa Maratona ou o "se não consegues correr, anda, se não consegues andar, rasteja!"


Maratona de Austin, realizada ontem. A queniana Hyvon Ngetich liderou quase toda a prova. Nos metros finais, a 50 metros da meta, quebra e é ultrapassada. Completamente esgotada, cai. Não se consegue levantar. A meta está ali à espera e a única solução foi gatinhar, recusando sentar-se na cadeira de rodas posta à disposição pelos auxiliares da prova, pois tal significaria a desistência.

Valerá a pena tal esforço, será a pergunta natural e inevitável de quem vê o filme. Mas quem está lá dentro, sabe bem o que significa uma meta de Maratona e todo o ambiente emocional que se vive!

Não deixem de clicar aqui para ver esses momentos finais rumo à meta

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O dia que fiz o impensável (ou como aos quase 55 dizimei um record feito com 47)

Com o Vítor e Isa

Com o Eberhard e Pedro Pinto

A minha intenção era bater o melhor tempo realizado nesta prova, marca que era de 1.58.12, sendo esta a minha 8ª presença aqui. Se possível, bater também o melhor tempo jamais feito numa prova de 20, que era de 1.57.05

E digo o melhor tempo em provas de 20 pois o verdadeiro record foi quando bati o record da Meia-Maratona em 2007, passando aos 20 em 1.50.32, marca completamente fora da mínima das mais pequenas hipóteses de repetir.

Isto porque em 2007 tinha 47 anos e agora quase 55 (e se muitos dizem que a idade não conta, os que já aqui chegaram sabem bem do que estou a falar em termos de perda de velocidade com a soma dos anos). Além disso, esse tempo tinha sido realizado num percurso o mais favorável possível e com um dia perfeito. Hoje o percurso tinha algumas subidas, não pronunciadas mas longas, e com um vento mais forte entre os 9 e os 11.

Pois dizimei o tal record impensável, marcando... 1.49.25!!!! Baixei da 1.50, o que me leva a ainda não acreditar bem no que sucedeu!

Após uma partida calma e com escassos atletas atrás, na subida aos 500 metros fui me soltando. Começo a passar pessoal, no que foi uma constante na prova. Basta dizer que iniciei a prova com talvez umas duas dezenas atrás e acabei à frente de quase 800.    

À medida que passava alguns conhecidos ouvia coisas ao estilo "Eh lá! Estás muito bem!", o que mais força vai dando. Até que cheguei ao 6º km, olhei para a média que vinha a realizar e de repente apercebi-me que poderia fazer história. Pensei para mim o que costumo dizer aos meus amigos "João, acredita!". E acreditei, fui atrás do impensável.

Tudo ia a correr (literalmente) pelo melhor quando entre os 9 e os 11 (altura do retorno), o vento bateu forte e isso desestabilizou o ritmo. Fiz o retorno e ia a perder ligeiramente velocidade mas ao cruzar-me com o Vítor e Isa, dando a ambos um hi5, a Isa gritou "Olha ó record!). Isso deu-me de imediato um "pontapé nas costas" e readquiri o ritmo (a Isa referia-se ao record dali pois não poderia imaginar o "disparate" que eu ia marcar! Pouco depois cruzo-me com o Mário Santos que grita a palavra chave "Paris!". E com estes dois apoios estava eu novamente no bom ritmo e média.

Aos 16 apanhei o Isaac mas essa foi a altura que senti as forças a esgotarem. Mas a motivação era forte e só pensava numa coisa, fazer história! O fazer história era na casa de 1.50 e antes dos 32 segundos. Nem nessa altura pensava no 1.49, valor que "não é para mim"...

No limite das forças a chegar à meta
Já esgotado, ia buscar forças a essa motivação e continuei a dar o máximo que podia. Cheguei ao último quilómetro e aquela mini subida junto à entrada do jardim custou mas ao chegar ao forte, fui a dar o máximo dos máximos até à meta. Sem forças mas fiz esse 20º quilómetro a 4.50... A fotografia a chegar à meta diz bem do que vinha a dar, já esgotado. Corto a meta, olho para o relógio e... 1.49.25!!!!!!

Ao contrário do habitual, não fiquei eufórico. Ainda não digeri bem que consegui um tempo daqueles que, repito, "não é para mim". Sinto muito orgulho, muita alegria mas ainda não acreditei bem! :)
Paris está a exercer uma mágica atracção!
Desde 2012 que não batia um record em prova. Os meus de 5.000 e Maratona são de 2012, 10.000 de 2011 e 15.000, 20.000 e Meia-Maratona de 2007. Hoje o de 20.000 passou de 2007 para 2015!

Quanto à organização, o ano passado foi um ano de excepção. Ao contrário do habitual, a organização HMS teve um dia negro em 2014 onde muita coisa correu mal, provando que não há regra sem excepção. Hoje, foi o que sempre nos habituaram, tudo perfeito!

Foi a 2ª melhor participação de sempre, 2.256 classificados, só batida pelos 2.338 do ano passado. A chuva colaborou pois apenas caíram uns ligeiros pingos no momento da partida e mais nada.

Luís Pinto, em 1.03.20 (2ª melhor marca do milénio) e Cláudia Pereira em 1.13.30 (record feminino em 32 edições!), foram os vencedores em estreia.




Os 4 ao km com a vencedora da prova, e nova recordista, Cláudia Pereira!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O prazer sempre renovado de correr (e bem!) em Mem Martins

Com o João Cravo
Com o Eberhard. Estou encolhido? Adivinhem porquê! 
Participei pela 7ª vez no Grande Prémio de Mem Martins que conheceu hoje a sua 8ª edição e da qual apenas não estive presente, como atleta, na 2ª, mas onde estive como espectador (agarrado a duas muletas, a recuperar do pé partido).

Esta prova é especial para mim e não apenas por ter sido o 1º atleta a inscrever-se para a 1ª edição, mas por toda a simpatia da sua organização, num percurso aliciante e ao pé donde trabalho.

Assim, esta foi a única excepção que concedi no plano para a Maratona de Paris, pois reservei 16 dos 17 fins-de-semana entre 7 de Dezembro e 29 de Março para treinos longos ou corridas mais longas, sendo esta corrida a tal honrosa excepção.

Ao contrário do que aqui tem sucedido, hoje não houve chuva, trocada por um sol bonito. Mas... o S.Pedro deu com uma mão e tirou com a outra, pois esteve frio, muito frio! De tal maneira que, apesar de esta ser a minha 10ª época de corridas, e a número 325, foi a 2ª vez que disputei uma prova de início ao fim com luvas (a única tinha sido no Fim-da-Europa 2010).

A preparação tem decorrido acima das expectativas mas a única falha foi na semana passada em virtude duma constipação que desencadeou todo aquele processo inflamatório e cujos pulmões ressentiram-se. Na 2ª feira fui ao pneumologista que confirmou que o estado debilitado era por causa das bronquiectasias que "ganhei" com a infecção do ano passado mas os pulmões não estavam atacados. Receitou-me, comecei a evoluir ao longo da semana mas cheguei a Mem Martins algo receoso pois não sabia como iria reagir, e o percurso não é fácil.

E o que sucedeu? Uma prova que correu muitíssimo bem! Esta é daquelas que não se pode comparar bem com a maioria das de 10 km, mais planas, mas apenas comparar entre si e, em 7 participações aqui, realizei a 2ª melhor marca com 56.05, apenas atrás do record de 55.25, numa altura em que quase só me dedicava à dupla légua (e era mais novo 7 anos mais novo).

Após um início mais cauteloso, soltei-me na primeira de duas vezes que galgamos a longa subida. Senti uma espécie de empurrão nas costas a dizer-me "vai!". e fui por ali fora tendo registado nessa subida 5.40 e continuando em bom ritmo até ao final, ficando muito feliz com os 56.05

E até tive que parar duas vezes para apertar os atacadores (uma vez cada sapato). Ora nestes anos todos, e que me recorde, só tinha sucedido na Nazaré em 2010, onde impediu-me de bater o record da Meia, e hoje foi logo duas vezes. Apenas encontro justificação de os ter apertado de manhã com as mãos geladas e portanto com pouca sensibilidade, o que terá feito que não ficassem bem.

Fiz a prova toda com o João Cravo que esteve muito bem e continua na sua progressão segura para a estreia em Paris.

A organização foi presenteada com record de participação. Era de 524, ocorridos em 2012, passou agora para 612, mais 191 que a anterior edição e 88 acima do record. No sector feminino contabilizaram-se 107 atletas (17,5%) 

O percurso manteve a sua estrutura, com excepção do local de partida e chegada que de diferenciados passaram a concomitantes, em frente aos Bombeiros, o que veio facilitar toda a logística. 

E se o ano passado elogiei aqui os voluntários do reabastecimento pelo seu estoicismo a aguentar aquela chuva e vento, este ano também os quero realçar por toda a simpatia com que nos presenteiam. 

E venha a 9ª em 2016!



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Revista Atletismo de Fevereiro


Já recebi a Revista Atletismo nº 399, referente a Fevereiro 2015, cuja capa retrata a luta pelo nacional de estrada, tendo o seguinte índice:

Competições Nacionais

Estrada
06 Campeonato Nacional de Estrada
08 Meia-Maratona Manuela Machado
10 Estafeta dos Reis (Lisboa)
12 Grande Prémio dos Reis (Faro)
14 Grande Prémio Fim da Europa

Pista Coberta
31 Campeonato Nacional de Juvenis
32 Taça de Portugal (velocidade, barreiras, saltos)
33 Campeonatos Regionais
34 Campeonato Nacional de Clubes - Apuramento
35 Meeting Mário Moniz Pereira

Entrevistas

Atleta de Pelotão
38 Luís Margarido

Espaço Técnico

Conselhos
23 Melhores a sua postura
23 11 Dicas de segurança
26 Maratona sob medida

Treino
20 Afastar as lesões e render mais

Estatística

Pista
40 Portugueses com mínimos internacionais
42 Balanço da época 2014 - Homens perdem profundidade

Estrada
16 As explosões das S.Silvestres
18 Radiografia ao atleta de pelotão

Reportagens

Clube de Pelotão
36 Clube Desportivo da Póvoa

Natureza

Trilhos
44 Cross Laminha
44 Trail Centro Vicentino da Serra

Orientação
45 Troféu Coruche

Secções Fixas

24 Noticiário de Saúde
33 Veteranos Campeonato Nacional
35 Portugueses no estrangeiro
41 Noticiário
47 Lazer
48 Agenda da Corrida
50 Calendário Federado
51 Revelações do ano e do mês

Recorde-se que esta publicação imprescindível para o nosso desporto é distribuída por assinatura. Para toda e qualquer informação, clicar aqui

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Quando um longo tem 750 metros ou "un jour sans"

Pequena nota introdutória: "un jour sans" (um dia sem) parece ser uma frase incompleta mas é uma expressão que os franceses (já que é relacionado com a Maratona de Paris que estou a falar) usam quando querem apelidar um dia que não correu bem.

Hoje estava planeado o 9º de 16 longos em direcção à Maratona de Paris. No plano, 24 km, o que significava um mínimo de 24 km. Há poucos dias atrás tinha a esperança de poder chegar aos 30 o que seria a 3ª vez em 5 domingos. 

Como se deverão recordar, se leram a crónica do Fim da Europa, estava constipado no passado domingo. Ora, em mim e após uns dias, a constipação provoca-me usualmente um processo inflamatório da sinusite. Daí desde 5ª estar a decair. E com a infecção pulmonar que tive no ano passado, e que deixou bronquiectasias para sempre, os pulmões estão mais sensíveis. 

Ontem a coisa já não estava bem e só queria que hoje chegasse aos 24 e mais nada. Hoje, quando acordei, vi logo que a coisa não estava bem. E, situação rara em mim, nem me apetecia correr. Mas forcei pois há dias que estando lá tudo muda.

Não foi o caso. Logo nas primeiras passadas notei a respiração fatigada (e comecei a 6.50...) e as pernas a pesarem chumbo. 
Ao fim de 750 metros, parei o relógio, dei meia volta e vim-me embora. Só iria massacrar desnecessariamente o corpo e nada usufruiria deste treino.

Notoriamente, "un jour sans".

Mas para quem há dois meses anda com treinos tão bons e surpreendentes, esta é a excepção que confirma a regra e não irá prejudicar em nada a preparação. Tudo irá agora ao lugar e, felizmente, amanhã até tenho consulta de pneumologia. Consulta que seria de controlo mas que vem na melhor altura.