quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Os impressionantes números record da Maratona do Porto!


Há 4 semanas atrás, publicava um artigo sobre o novo record de participação em Maratona disputada em Portugal. Na altura, era já expectável que esse número iria ser dizimado no Porto, como o foi!

Foi só há 6 anos atrás que se atingiu o milhar de participantes em Portugal e só no ano passado os dois milhares. Pois no Porto foram mais de 4 mil e o número de portugueses quase, quase chegou aos 3 milhares!!!

O número exacto foi de 4.040, sendo 2.986 portugueses. Já há muito que se sabia que os portugueses perderam o medo à distância e este ano o record de atletas nacionais, estabelecido no Porto no ano passado, subiu de 1.891 para 2.986, um acréscimo de 1.095!

O record de estrangeiros é que se mantém na Rock'n'Roll Maratona de Lisboa deste ano, onde registou 1.513, sendo 1.054 no domingo (subindo dos 872 da edição passada).

A Maratona do Porto teve a sua primeira edição em 2004 com 317 classificados, tendo descido para 314 em 2005, no único ano que não aumentou participação. 
O que sucedeu desde esse ano até ao momento, é a prova da bem sucedida aposta da RunPorto.

Note-se a evolução de participação na Maratona do Porto:  

Edição
Data
Classificados
1
2004-10-17
317
2
2005-10-02
314
3
2006-10-15
373
4
2007-10-21
412
5
2008-10-26
582
6
2009-11-08
857
7
2010-11-07
1.180
8
2011-11-06
1.515
9
2012-10-28
1.671
10
2013-11-03
2.763
11
2014-11-02
4.040

Actualizando agora a evolução do record de participação em Portugal, temos: 


Data
Maratona
Classificados
1910-05-02
Jogos Olímpicos Nacionais (Lisboa)
10
1911-06-18
Jogos Olímpicos Nacionais (Lisboa)
22
1978-04-09
Campeonato Nacional (Faro)
23
1979-04-22
Campeonato Nacional (Portalegre)
27
1980-04-20
Inatel (Foz do Arelho)
37
1980-10-12
A.A.L. (Torres Vedras)
45
1981-04-05
Campeonato Nacional (Faro)
49
1982-04-04
Campeonato Nacional (Almeirim)
56
1982-12-20
Spiridon (Autódromo Estoril)
127
1983-12-18
Spiridon (Autódromo Estoril)
176
1984-11-03
A.A.L. (Lisboa)
324
1988-11-06
Xistarca (Lisboa)
442
1990-10-21
Xistarca (Lisboa)
562
1991-10-20
Xistarca (Lisboa)
775
2007-12-02
Xistarca (Lisboa)
825
2008-12-07
Xistarca (Lisboa)
1.005
2009-12-06
Xistarca (Lisboa)
1.153
2010-11-07
Porto
1.180
2011-11-06
Porto
1.515
2012-10-28
Porto
1.671
2012-12-09
Xistarca (Lisboa)
1.681
2013-10-06
Rock'n'Roll (Cascais-Lisboa)
1.836
2013-11-03
Porto
2.763
2014-10-05
Rock'n'Roll (Cascais-Lisboa)
2.865
2014-11-02
Porto
4.040

Os 4.041, dividiram-se por 3.611 masculinos e 429 femininos (10,6%)

Quanto ao escalão, a maior representação situou-se nos masculinos entre os 40 e os 44 anos:

Escalão
Classificados
F20
89
F35
89
F40
251
M20
666
M35
785
M40
848
M45
579
M50
384
M55
208
M60
141

Por países, houve representação de 42:

Portugal
2.986
Espanha
387
França
302
Bélgica
85
Alemanha
43
Itália
41
Brasil
22
Grã-Bretanha
19
Polónia
19
E.U.América
15
Suiça
15
Estónia
14
Holanda
14
Finlândia
11
Dinamarca
9
Rússia
6
África do Sul
5
Quénia
4
República Checa
4
Canadá
3
Etiópia
3
Hungria
3
Irlanda
3
Roménia
3
Áustria
2
Eslovénia
2
Luxemburgo
2
Moçambique
2
Noruega
2
Suécia
2
Angola
1
Austrália
1
Bielorússia
1
Colômbia
1
Eslováquia
1
Fiji
1
Japão
1
Letónia
1
Lituânia
1
Tunísia
1
Ucrânia
1
Venezuela
1

Com este impressionante aumento de participação nas Maratonas de Lisboa e Porto, resta a dúvida de serem tão próximas, 4 semanas, sendo que em 2015 o tempo ainda será menor, 3 semanas, 18 de Outubro para Lisboa e 8 de Novembro para o Porto.



terça-feira, 4 de novembro de 2014

Relato da minha 3ª Maratona

Com Nuno, Sandra, Isa e Vítor junto ao Pavilhão com o nome da recordista nacional da Maratona, Rosa Mota

Uma das muitas belezas no Atletismo é a variedade num pelotão. Desde aqueles que só pensam na vitória, seja à geral ou escalão, aos que lutam por baixar o seu tempo, até aos que querem superar-se e cruzar a meta.

Se isto é uma verdade, ganha contornos maiores numa corrida mítica como uma Maratona, prova que nos toma de assalto, faz-nos viver com a sua constante presença e oferece-nos sensações que não se explicam mas sentem-se de forma muito forte e eterna.

Conheço-me e sei que não tenho aptidões naturais a nível físico para distâncias destas, mas sou um sonhador e luto pelos sonhos.
E um sonho mágico era um dia fazer uma Maratona. O ter alcançado agora a terceira, já é um número que vai muito além do que sonhava há 2 anos atrás.

Mas para poder levantar a mão com 3 dedos, tive que penar muito. Esta foi, de longe, a que mais sofri nas 3 que concluí. Se em Lisboa o sofrimento foi naquela fase do muro entre os 30 e os 33, e em Sevilha, por algum toque de magia foi nulo, no Porto foi sempre a sofrer a partir dos 24. Mas sempre com a meta como objectivo. Apenas tive um momento de fragilidade aos 35 km. Um escasso minuto onde deitei tudo cá para fora. Um minuto em 311 que demorei, não é nada. Mas mesmo nesse minuto continuei a aproximar-me da meta.  

Vim para o Porto com a certeza que estava a recuperar dos 2 desgastantes meses com aquele problema intestinal. A recuperar mas sem ter sido possível fazer treinos maiores que 24 km, e mesmo assim esse tinha sido fraco. Bons, apenas 3 Meias. Certo que em Sevilha estava pior mas alguma magia aconteceu nesse dia. De tal forma que ao 2º km já sabia que ia terminar enquanto neste domingo só tive a certeza quando cruzei a risca branca. Mas desistir nunca foi opção. Nem naquele tal minuto.

E pronto, já escrevi muito e ainda não passei da introdução, Com tanto que há para contar, o melhor é seguir a ordem dos factos.

Na feira da Maratona
Sábado 8 da manhã. Hora de arrancar. Com a Mafalda, o filho Ricardo e o ultra casal Isa e Vítor que também iam para a sua 3ª Maratona de estrada.

Viagem calma, com algumas paragens para descomprimir, e chegada à Alfândega que não conhecia e surpreendeu-me, não fosse ela considerada o melhor centro de congressos de toda a Europa!

Se tivesse sido combinado, não teria sido mais perfeito, logo à entrada pude, finalmente, conhecer o grande Papa Kilometros Carlos Cardoso! 

Após o dorsal recolhido e ter cruzado com muita gente conhecida, com a habitual troca de desejos que tudo corra bem, hora da Pasta Party num belo salão. E que bom estava o combustível, opps perdão, e que boa estava a massa!

Resto do dia com umas voltinhas na cidade, para terminar da melhor maneira num convívio com o Carlos Cardoso e simpática família (e uma cadela Tucha muito doce) e uma grande surpresa que foi a presença doutro ultra casal, a Anabela e Paulo.

O tempo voou e, lamentavelmente, não se podia ficar mais tempo pois no dia a seguir era dia de cedo erguer.

Noite relativamente bem passada (conseguir dormir 4 horas em véspera de Maratona foi bom, em especial por a anterior também ter sido bem dormida) e pequeno almoço com a expectativa natural dos grandes acontecimentos mas sem os, digamos, "nervos" que houve em Sevilha.
Mas como já tinha dito noutro artigo, não há Maratonas iguais e teria direito a esse momento mais à frente.

A logística era deixar a Mafalda e o Ricardo na partida para, após o tiro às 9 horas, irem a pé para a chegada que distava 5 km. Se de noite a coisa já tinha começado a correr mal para a Mafalda com dor de garganta que despoletou os seus problemas asmáticos, essa ida acabou por ser complicada pois perdeu-se e... foi parar a Matosinhos!!! Em vez de andar 5 km, deve ter andado uns 12 ou 13!

Fomos então para a chegada para estacionar o carro e apanhar os autocarros da organização que nos levaram à partida, junto ao Palácio de Cristal, Pavilhão Rosa Mota.    

Depois de sairmos do carro, fiquei na dúvida se o tinha trancado. Voltei atrás e, de repente, o coração dispara a mil e uma grande dificuldade a respirar. Por outras palavras, ataque de pânico. Tanto quis reprimir os nervos naturais que descarregaram desta forma.
O que vale é que durou pouco tempo e no autocarro a coisa já estava melhor. 

Antes da partida com o tri na mira

A receber a energia da Mafalda...

... e do Ricardo


Nessa altura estava frio mas com sol e sem nuvens. Afinal, a chuva não iria participar (ai não?!?).

No aquecimento, deu para entrar no Pavilhão Rosa Mota. Lindíssimo!!!

Muito atleta conhecido, muitas palavras de coragem e, após alguns desencontros, finalmente encontramos a Sandra e Nuno. Nuno que ia para a Maratona (grande prova!) e Sandra para a Family Race (16 km), com a intenção de ir furando o pelotão até me encontrar.

Quando damos por nós, já estamos no bloco de partida a ouvir aquela linda música que podem escutar aqui.

E aí vamos nós! Direcção Boavista, pelotão bem compacto, com uma imagem linda dos atletas a subirem para a Rotunda da Boavista, os quilómetros a passarem, a Sandra a apanhar-me, a Isa e o Vítor a seguirem no seu andamento mais forte e muita gente à volta. Seria assim até ao quilómetro 14, separação das duas provas e onde de repente desaparece meio mundo.

Esses 14 km passaram num instante ("culpa" da Sandra a quem muito agradeço a sua sempre imprescindível companhia), o andamento era o ideal e a máquina estava a responder bem.
Também deu para cruzar com a Filipa Vicente que ia na Family Race, e que já tinha visto na partida. Uma grande "culpada" da minha recuperação através dum plano nutricional adequado.

A Sandra dirigiu-se para a meta dos 16 km e eu segui, sempre controlado, sabendo que não deveria ir um passo mais à frente ou atrás, ia da melhor forma.

Em plena prova com a Sandra...

... e o momento da separação
20 km e um pequeno susto. Uma dor na zona do coxis. Andei um pouco, fiquei confuso por o Vítor me ter passado, ele que ia bem à minha frente, mas depois percebi que tinha havido uma "paragem técnica". Após uma centena de metros, decidi retomar e a tal dor, tal como tinha vindo, tinha desaparecido. Provavelmente algum jeito e depois foi tudo ao sítio.

Já tinha passado o Carlos Pinto Coelho que estava com uma dor e tinha ido a uma tenda da Cruz Vermelha.
Continuei mas aos 24 km começou o sofrimento, natural pela falta de quilómetros que não pude ter em treinos.

Ok, tudo estudado. Altura para mudar para o plano de sobrevivência. Forçar-me, em cada quilómetro, a andar 200 metros para recuperar forças e correr depois 800, tendo que ser rigoroso neste esquema, por mais que dê vontade de andar mais do que 200. Disciplina férrea pois a meta está à minha espera. Principalmente nunca pensar que faltam ainda tantos e tantos quilómetros. Horas. Não olhar para o outro lado do rio e pensar que ainda há aquele rio para transpor. Seguir. Seguir sempre e nunca nunca parar. Andando e correndo, sei que consigo levar o barco a bom porto, se parasse, o retomar seria muito complicado.

O Carlos Pinto Coelho apanhou-me e foi uma fantástica companhia até aos 30. Ele precisava de parar em cada posto médico para colocar um spray que lhe aliviasse a dor mas nessa altura eu seguia (não podia parar!) e ele apanhava-me.

Porém aos 30 ficou para trás, o que me deixou preocupado pois não o vi mais. Mas cortou a meta! 

Passada a passada rumo à meta
Na Afurada já tinha cruzado com a Isa e Vítor e muitos amigos. Mas uma palavra especial para o Isaac e Elisabete pois iam na sua primeira Maratona e fiquei muito feliz por ver como iam bem e até deu para um "hi five".

Já novamente do lado do rio da Invicta, passo pela banda que estava em frente à Alfândega e onde interagimos de maneira gira.

Continuo sempre a gerir a crise, sempre a sofrer, mas só com a meta em mente. E pumba! Um sonoro trovão ecoou. Olho em frente. Está a ficar escuro...
Mais um e outro mas não chovia. Será que se vai aguentar? Vá lá... por favor... chuva agora não. 

Aproximo-me do quilómetro 35. Estou a sentir-me muito cansado. Não no muro mas muito cansado. Mas continuo na mesma táctica de sobrevivência. 
Começa a levantar-se um vento forte. Sinal de... Catrapumba! O céu abriu-se numa chuva diluviana, daquela que bate na estrada e salta. Água gelada! 

De repente fiquei encharcado e gelado. Desespero. Porquê esta provação agora?!? Eu vinha a dar o melhor que tenho, vinha a portar-me bem, porquê isto?!? A chuva continua a encharcar-me e a gelar. E desato a gritar. Saíram-me todas aquelas palavras que não posso colocar aqui. Disse-as todas, as que conhecia e até as que desconhecia (felizmente numa altura que não havia atletas à frente nem atrás e, logicamente, ninguém na rua). E, por uns breves momentos pensei, em desespero "Eu já devia saber que não tenho capacidades para uma Maratona. Para que me meto nisto?!?"

Tal como pensei nessa frase, de imediato foquei-me no que interessava, a meta. Por vezes o cansaço faz-nos pensar em coisas que não queremos nem são verdadeiras.

Baixei um pouco a cabeça para a chuva não vir tão de frente e continuei no meu ritmo possível. Afinal, se pensava que a coisa estava a custar, agora é que ia doer.

Com os músculos massacrados, a água gelada só veio fazer mais mossa. Sabem o que acontece quando estamos de molho em água muito fria e os músculos começam a enregelar? Tendência para cãibra... Pois ao entrar na recta de cerca quilómetro e meio que nos leva, a subir, da rotunda do Castelo do Queijo à meta, as ameaças de cãibra estavam bem presentes. Ia no ritmo mais suave possível, notando que estava no limite da cãibra.

A cara não mente
Se alguém quiser, um dia, convencer-me que cada quilómetro tem sempre mil metros, eu desminto categoricamente! Aquela recta tinha muitos e muitos quilómetros, não apenas o 41. Corria, daquela maneira, e não avançava. O pórtico que indicava a curva para a meta estava sempre à mesma distância. Estava no limiar do esgotamento. Há 18 quilómetros, há mais de duas horas, que sofria. Estava gelado mas só me importava com a meta. Tão perto e tão longe! Mas será que não avanço?!?

A 500 metros da meta vejo alguém que vem a correr em sentido contrário. É o Paulo Reis, grande herói da Maratona das Areias e Mont Blanc. Em silêncio, grito de alegria por ver alguém conhecido. Com a cara fechada, rio-me de satisfação por saber que vou ter um pouco de companhia (e que companhia!) para atenuar a distância que falta. Por dentro reagia mas por fora nada. Cada gesto poupado era cada gota de energia salvaguardada.

Pouco depois junta-se a Anabela. Apetecia abraçá-los mas as forças estavam só dirigidas para a meta. Ouço a Anabela dizer para não me esquecer de levantar o braço com os 3 dedos. Ouço e não respondo mas sei que eles compreendem. Vejo a Sandra aos berros a vir ter comigo, o Nuno com sorriso de orelha a orelha, a Ana Luísa Xavier a berrar o meu nome, o Ricardo a rir-se e a dizer que sim com a cabeça, a Isa e o Vítor a gritarem no lado direito e a Mafalda aos saltos, emocionada, no esquerdo, o Carlos Cardoso a filmar, a Aurora Cunha vem ter comigo e acompanha-me até à meta.

Com a Anabela e o Paulo, encharcados, a aproximar-me da curva que dava acesso à meta 
Vi tudo, senti tudo, absorvi tudo e tudo fica no meu coração. Mas não conseguia reagir. Meta, quero cortar a meta! A Aurora tenta puxar por mim para acelerar um pouco mas desperdiço uma oportunidade de interagir melhor com ela. Não conseguia ir mais rápido, tinha que ser aquela velocidade em modo automático. Entro na passadeira vermelha. Levanto o braço. Estico 3 dedos. E corto a meta!

Consegui! Sem imaginar o que se estava a passar lá atrás 
Cinco horas, onze minutos e trinta e cinco segundos após a partida, a Maratona estava terminada. Era tri-maratonista!

O Marco Lopes tenta falar comigo mas pouco digo (sei que compreendes, Marco!). Vou calmamente buscar o saco e sair da zona para ir ter com todos. Finalmente, tudo está acabado! (pensava eu).

Vejo o Vítor vir ter comigo, penso que para me cumprimentar. Abraço-o mas ele diz-me que houve um pequeno problema com a Mafalda, que terá batido com uma mão, mas estavam a vê-la e para não me assustar. Olho para lá e vejo 3 elementos da Cruz Vermelha a assisti-la. De imediato vou ter com ela. Estava branca! Terá sido mal acabei de passar, a querer fotografar-me na meta escorregou no lancil do passeio e caiu, batendo com todo o lado direito e, inclusive, ligeiramente com a cabeça. Com a dor aliada às emoções, sofreu um ligeiro desmaio.

Felizmente tudo não passou dum susto e recuperou muito rápido. Tem ali umas nódoas negras e umas ligeiras dores mas não a gravidade que poderia ter sido.

Regressámos ao carro e só tremia, não conseguindo controlar essa tremideira causada pela água gelada e pelo gelado que fiquei quando vi a Mafalda com 3 enfermeiros à sua volta.

À espera de sermos fotografados com a camisola da corrida e medalha. Qualquer segundo era bom para descansar :)
E aí está a fotografia
Está bem explícito nas costas da camisola. Finishers!
Além de ter sido a Maratona mais sofrida das que terminei, foi também aquela que mais dorido fiquei. Felizmente, ficámos no Porto até ao dia seguinte e deu para passear um pouco, o que sempre ajuda a recuperar. E ontem até subimos e descemos os cerca de 200 degraus dos Clérigos! :)

Quanto à Maratona em si, foi tudo o que tinha ouvido dela. Muito bem organizada e bonita! E com um record histórico de mais de 4 mil classificados mas isso é motivo para outro artigo daqui a uns dias. Só esperava era mais apoio de público. Há quem registe esse apoio mas não o notei dessa forma, talvez por ir lá atrás. 
Segundo a Mafalda era uma festa a chegada à meta mas, naturalmente, quando cheguei já tal não sucedia por causa da chuvada.

Agora vou passar um calmo mês de Novembro para no dia 7 de Dezembro, coincidindo com a Meia-Maratona dos Descobrimentos, iniciar a minha preparação para Paris. Sei que é mais de 4 meses antes mas já que não pude ter nestas 2 últimas Maratonas a preparação ideal, vou prescindir de muita corrida que gosto para poder preparar o melhor possível Paris. Espero que não haja mais imprevistos como nestas anteriores, para poder chegar lá e fazer uma Maratona "comme il faut!".

Posso ter feito a terceira mas tenho mais 3 agendadas. Paris e Lisboa 2015, Barcelona 2016.

E parabéns! Se conseguiram chegar até aqui neste longo relato, também têm alma de maratonistas :)


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sou Tri-Maratonista! (e resultados do concurso)


Sou Tri-Maratonista! 

Das 3 que completei, foi a que mais me custou, a que mais sofri mas a meta foi cortada. 

Uma prova cheia de incidências. A maior dificuldade deu-se aos 35 km quando ia a gerir a crise e o céu se abriu num dilúvio gelado. Disse todas aquelas palavras que não posso colocar aqui. As que conhecia e as que nem conhecia. Mas o objectivo era só um. A meta! E quando a cortei, feliz da vida, não imaginava que tinha acabado de acontecer um incidente com a Mafalda (ao fundo na foto), uma queda que obrigou a assistência da Cruz Vermelha. Felizmente um susto que não passou disso mesmo, um susto. Mas que me deixou mais gelado do que a chuva, quando soube instantes depois da meta. 

Muito há para contar mas isso fica para amanhã ou depois. Com calma e naquele que deverá ser mais um longo relato. Longo como a corrida. 

Faltam 160 dias para a Maratona de Paris :)

--- " ---

Quanto ao concurso, estão apurados os vencedores. Parabéns Luís Almeida e Alexandre Duarte!

Na Feira da Maratona, não consegui encontrar nada referente à Maratona em si, apenas umas t-shirts muito giras mas que não sabia o tamanho de quem iria ganhar. Decidi então por uma recordação muito própria do Porto. Assim, o prémio simbólico dos vencedores é este, uma miniatura Porto para cada.


Concurso sobre o meu tempo de chip. Marquei 5.11.35 e o pessoal ou quis ser simpático ou demasiado optimista. Quem teve juízo foi o Luís Almeida e o Nuno Espírito Santo, os únicos que colocaram a previsão nas 5 horas. Venceu o Luís Almeida. Curiosamente foi o último classificado nos participantes. E depois vejam a curiosidade que houve nessa classificação

Lugar
Concorrente
Previsão
Diferença
Luis Almeida
5.10.00
-0.01.35
Nuno Espírito Santo
5.01.00
-0.10.35
Sandra Martins
4.58.00
-0.13.35
Vitor Gonçalves
4.56.00
-0.15.35
Marta Andrade
4.55.32
-0.16.03
Isadora Costa
4.54.36
-0.16.59
Carlos Cardoso
4.53.12
-0.18.23
Joaquim Costa
4.47.11
-0.24.24
Manuel Lisboa
4.45.30
-0.26.05
10º
Paulo Oliveira
4.41.23
-0.30.12
11º
Sérgio Pontes
4.32.57
-0.38.38
12º
Rui Neves
4.30.00
-0.41.35
13º
Alexandre Duarte
4.00.01
-1.11.34

Concurso sobre o número de classificados. Às 21 horas de hoje, conforme o regulamento, 4.042. Venceu o Alexandre Duarte que tinha sido último no meu tempo. Ou seja, tanto o Luís Almeida como o Alexandre Duarte foram primeiro num e último no outro. Curioso.

Lugar
Concorrente
Previsão
Diferença
Alexandre Duarte
4.000
-42
Carlos Cardoso
3.899
-143
Sandra Martins
3.490
-552
Joaquim Costa
4.711
669
Manuel Lisboa
4.750
708
Marta Andrade
3.244
-798
Vitor Gonçalves
3.170
-872
Nuno Espírito Santo
3.145
-897
Sérgio Pontes
3.114
-928
10º
Paulo Oliveira
2.953
-1.089
11º
Isadora Costa
5.208
1.166
12º
Luis Almeida
2.450
-1.592