| Os 4 ao km presentes: Eu, Marta, Carla e Eberhard |
Os meus parabéns a todos os que conquistaram hoje a Rock'n'Roll Maratona de Lisboa, com uma palavra muito especial a quem se estreou nesta distância e entrou no clube de Maratonistas :)
Como é sabido a minha preparação para a Maratona do Porto, aquela que espero seja a minha 3ª, andou pelas ruas da amargura. Finalmente, na semana passada, a Meia de Coimbra correu-me muito bem, fazendo renascer os níveis de confiança que estavam a aproximar-se perigosamente do zero.
Hoje, era o dia que iria confirmar se a evolução era real, ou concluir que tudo não tinha passado da excepção que confirma a regra.
Claro que não vale a pena fazer suspense pois a esta hora já sabem perfeitamente para que lado pendeu a dúvida, basta ler o título!
Tinha um ritmo (ambicioso) na cabeça e queria aguentá-lo durante os 21 km, começando desde o tiro de partida, sem sequer ter feito aquecimento por impossibilidade de espaço.
Apesar disso, a pulsação não disparou, mantendo-se bem controlada. Tudo estava a correr bem, havia que replicar durante 21 km. O que sucedeu, fazendo uma Meia estilo relógio suíço, com escassa variação entre cada mil metros, e terminando 5.31 melhor que Coimbra, cortando a meta em 2.07.12, um tempo que me deixa muito feliz e vejam porquê:
- Melhor tempo do ano em Meias
- Melhor tempo de sempre nesta Meia
- 9º tempo entre as minhas 37 Meias
- 2º melhor tempo em Meia-Maratona desde Novembro de 2011 (apenas batido pelos estratosféricos 1.58.26 na Meia dos Descobrimentos de Dezembro passado, numa prova onde deitei para fora toda a raiva que vinha desde a falhada Maratona)
Razões para esta súbita melhoria de rendimento, vejo duas:
| A alegria a escassos metros da meta |
- Nunca ter deixado de batalhar quando tudo corria mal, sabendo que só assim poderia ter alguma esperança e que o trabalho árduo haveria de compensar
- Um seguimento nutricional adequado a este tipo de esforços e que em tão pouco tempo está a dar tão bons resultados (obrigado Filipa Vicente!)
Claro que estamos a apenas 4 semanas da Maratona quando este renascimento de forma deveria ter acontecido a dois meses de distância.
Claro que acabei os 21 a sentir que pouco mais poderia correr
Claro que já perdi o comboio para realizar treinos maiores de 27 e 30
Mas... é o que temos e é com toda a minha força de vontade que vou cortar a meta no Porto com 3 dedos no ar.
Claro, ainda não com o tempo que julgo estar um dia ao meu alcance, quando poder ter a preparação ideal, mas a prioridade numa Maratona é derrubar a meta. Venha ela!
Quanto à Meia em si e sua organização, tudo como já nos habituaram, mas também uma palavra de desagrado para muitos atletas que, infelizmente, não pensam que há mais atletas a correrem e deixam em pleno percurso inúmeras garrafas com água e tampa fechada (uma autêntica armadilha para entorses) e os que deixam cascas de banana e laranjas ali a semear futuras quedas. É tristemente habitual nestas Meias das Pontes e não são meia dúzia. Utilizem os neurónios para pensarem (é que pensar não é usar pensos!)
De registar que na Maratona, alcançou-se novo record nacional de participação, eram 2.763 no Porto 2013, hoje concluíram 2.865, e também se bateu o record da Maratona mais rápida em solo nacional. Era de 2.09.46 realizados nesta Maratona no ano passado e hoje o queniano Samuel Ndungu marcou 2.08.21
Mas como não há duas sem três, nunca também em solo nacional uma atleta feminina tinha corrido tão rápido, pois Visiline Jepkesho marcou 2.26.47
E para terminar, bateu-se largamente o record de participação nesta Meia. Era de 4.893 em 2012 e hoje foram 5.774 os que cortaram a meta.
Mas como não há duas sem três, nunca também em solo nacional uma atleta feminina tinha corrido tão rápido, pois Visiline Jepkesho marcou 2.26.47
E para terminar, bateu-se largamente o record de participação nesta Meia. Era de 4.893 em 2012 e hoje foram 5.774 os que cortaram a meta.
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| Com o Isaac após a chegada, Isaac que vai estrear-se na mítica distância no Porto |




