quinta-feira, 31 de julho de 2014

Equipas obrigadas a inscrever atletas como individuais

Recentemente, responsáveis de várias equipas têm sido desagradavelmente confrontados com o facto de, nalgumas provas, terem que inscrever atletas seus como individuais. Isto porque no acto de inscrição on-line, várias provas têm um limite mínimo de atletas para se poder efectuar a inscrição colectiva.

É o caso recente, só para citar algumas, da Ultra-Maratona Atlântica Melides-Tróia, Corrida do Tejo (ambas com mínimo de 3 atletas), Meia-Maratona SportZone e Corrida do Destak (ambas com mínimo de 5!).

Todas as 4 referidas têm organizações diferentes mas usam a mesma plataforma (Bilheteira On-Line). No entanto, no passado já efectuei inscrições através desta plataforma, sem qualquer problema em inscrever como equipa apenas um ou dois atletas numa prova.

O porquê desta alteração não sei dizer, apenas estranhar. E estranho porque, a menos que me esteja a escapar algum pormenor, penso que é mais trabalhoso e tem mais custos para a organização ter, por exemplo, 4 atletas individuais do que uma equipa com 4. Isto porque obriga à feitura de 4 envelopes em vez dum. E até a distribuição de dorsais fica mais lenta no caso que são entregues por envelopes.

Se a justificação parte duma qualquer questão tecnológica, menos compreendo. Em primeiro lugar porque a tecnologia serve para facilitar em tempo e processos e não para dificultar. E como algumas provas têm a exigência de 3 e outras de 5, depreendo que é um parâmetro que é seleccionado, o que não impedirá de colocar esse parâmetro como 1. 

Além de poderem existir paradoxos como o que vou exemplificar, pegando no caso pessoal da equipa que pertenço, os 4 ao Km e a Corrida do Destak. Como o mínimo para esta prova, para ser considerada equipa, são 5 atletas e inscrevi 3, tive que efectuar inscrições individuais. As inscrições foram efectuadas agora que era o último dia para o preço promocional terminar. Mas como faltam quase 2 meses para a realização da prova, ainda podem aparecer mais 2 atletas que decidem também ir. Afinal ficaremos com 5 mas como os outros 3 já estavam inscritos como individuais, tínhamos o número requerido mas tudo como individual... Não faz sentido. 
Claro que vamos correr com a camisola e sentimos como estar a correr pelos 4 ao Km mas não é de todo gratificante olharmos para a classificação e vermos individual quando o nome da nossa equipa tanto nos diz, não fosse uma equipa de amizade.

Mas outras equipas há em que o caso torna-se bicudo pois representam firmas comerciais que pagam as inscrições. Ora um atleta que corre pela equipa com o nome da firma X, que lhe pagou a inscrição, como vai depois justificar à firma X que na classificação está como individual?

E há firmas que, incentivando a prática desportiva, pagam a inscrição contra a apresentação do recibo. Vão pagar ao verificar que no recibo está o nome do atleta Y mas como individual e não com o nome de quem lhe vai pagar?

Ou será lógico vermos a fotografia dum atleta a cortar a meta vitorioso, com a camisola duma conhecida equipa e na classificação estar individual, apenas porque era o único do seu clube a participar. Faz sentido?

Mais questões e casos existirão. Uma coisa é certa, algo tem que ser feito para corrigir este problema. 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Há momentos assim

Correr não é algo garantido. Somos compostos de emoções e por uma miríade de componentes químicos que nos influenciam, de forma por vezes inesperada, nos nossos esforços. E tudo sempre sempre regulado pela mente.

Esta introdução vem a propósito do treino de ontem, aquele que, se a memória não me falha, terá sido o mais curto em 9 anos de corridas.

Estava estipulado correr 10 quilómetros ao final da tarde. Cheguei a casa um pouco cansado mentalmente mas nada que não me tivesse já sucedido vezes sem conta, originando muitas delas grandes treinos que limpam a cabeça com mais vigor que uma máquina de alta pressão. 

Equipei-me, saí, comecei a andar mais vigorosamente para aquecer e notei falta de força anímica. Isto já passa, pensei. Comecei a correr e de imediato senti os gémeos como se fossem uma tábua, os joelhos a parecerem daquelas dobradiças desesperadas por óleo, e sem a mínima força para a cabeça pôr tudo no seu devido sítio e fazer um bom treino.

De repente, parei. O relógio marcava 480 metros (para quem pensa que posso ter cometido aqui alguma gafe, digo por extenso para não terem qualquer dúvida, quatrocentos e oitenta metros!). Incrédulo, andei 60 metros e ordenei-me recomeçar a correr, mas foram apenas 120 metros mais. Parei e desliguei o relógio. Marcava 666 metros desde o início, um bom número para os "teorias da conspiração". Concluí que não dava e o melhor seria levantar-me hoje cedinho para realizar o que tinha ficado por fazer.

Eram 6.10 da manhã, estava o sol a nascer, arranquei no Passeio Marítimo para o treino adiado de véspera.
Gémeos perfeitos, joelhos impecáveis, cabeça no sítio, bom ritmo para treino (marquei 58.27 aos 10 kms) e muito prazer de corrida. Em conclusão, o oposto da véspera. Há momentos assim que não temos explicação e que reforçam a teoria que costumo dizer que as corridas são como os melões que apenas depois de abertos se vê como são.  

E não se pense que isto acontece apenas connosco atletas amadores! Para quem não sabe, Vanderlei Lima é um maratonista brasileiro que liderava isolado, já na casa dos 30 kms, a Maratona Olímpica em Atenas 2004 quando foi agarrado por um louco ex-padre irlandês. Quando se libertou, tinha perdido o ritmo e foi passado por dois atletas, conquistando mesmo assim a medalha de bronze. Refira-se que o tal ex-padre, Cornelius Horan de seu nome, já tinha mostrado a sua loucura quando no Grande Prémio da Grã-Bretanha em Formula 1 do ano anterior, invadiu a pista em plena corrida, com um cartaz a dizer "Leia a bíblia, está sempre certa", não tendo sido atropelado pelos bólides a 300 à hora por muita sorte. A corrida foi neutralizada e ele placado pelos comissários de pista. 
Mas regressando ao Vanderlei Lima, li uma vez uma entrevista onde contava que na sua preparação para uma Maratona, estava em excelente forma e os treinos bi-diários a correrem-lhe de feição. Eis senão quando um dia vai treinar de manhã e pura e simplesmente não conseguia correr, sem saber porquê. Regressou muito preocupado e foi com apreensão que foi treinar à tarde. Saiu-lhe um dos melhores treinos que tinha feito.

Como explicar este tipo de fenómenos a quem não corre? Não é fácil, em especial por nós próprios não termos explicação.
É por isso que acho curiosas as críticas que se fazem a alguns atletas que são favoritos nalgumas provas, estão em bom momento e nesse dia a coisa não correu de feição. Só quem já passou pelo mesmo sabe dar o devido valor e entendimento.

Correr é natural e uma das melhores heranças dos nossos antepassados pré-históricos. Mas manter a corrida e uma forma regular e constante... hum... não é nada fácil. Mas se o fosse, não teria a piada e o condimento que tem, nem seria o mesmo!

domingo, 27 de julho de 2014

Acelerar (devagarinho...) no Autódromo de Portimão

Eu no Autódromo de Portimão :)

Independentemente do fraco tempo que fiz, adorei a experiência e a grande organização que esteve por trás desta excelente 1ª edição da Corrida Jumbo no Autódromo de Portimão.

Após ter corrido no Autódromo do Estoril no mês passado, fui de propósito a Portimão passar o fim-de-semana pois não queria perder a oportunidade de conhecer por dentro o Autódromo Internacional do Algarve.

Em pleno esforço

O percurso do Estoril, conheço-o de olhos fechados, pelos incontáveis dias que passei lá a assistir a grandes provas automobilísticas, pelas vezes que o percorri do lado de fora, e por lá ter conduzido e sido conduzido.
O de Portimão, apenas conhecia o seu exterior e as corridas pela televisão. E se pelo ecran dá para aperceber que tem uma constante de subidas e descidas, não dá para ter ideia do muito que se sobe e desce. Em especial, 4 longas e duras subidas e descidas em cada volta, o que soma 8 no total das 2 voltas, às vezes com a dificuldade adicional de sermos empurrados pelo muito vento que esteve presente.

O pelotão e os diversos tons da montanha

No entanto, e apesar de ter dado algum contributo, a principal razão para o fraco tempo não foi a dureza do percurso ou o vento. Há dias assim em que nos sentimos bem, como me sentia, que nos esforçamos bem, mas ao olhar para o relógio, quilómetro a quilómetro, não vemos esse esforço reflectido no relógio, não sai velocidade. Foi o caso, daí a marca de 1.01.14, muito acima do que desejava realizar antes desta pausa de mês e meio das corridas (que não dos treinos pois esses vão começar a sério para a Maratona do Porto).

Na parabólica interior

Parte do pelotão vai, outros ao fundo vêem 

As infra-estruturas deste circuito são excelentes, não ficando em nada a dever aos grandes circuitos internacionais. Quanto à organização, a HMS, e tal como já referi, foi igualmente excelente, aliando o profissionalismo ao grande cuidado com o atleta.

Em resumo, uma prova que fica na minha melhor memória, provando que nos podemos, e devemos, divertir e tirar o máximo de prazer, mesmo quando foi colocado um ambicioso objectivo pessoal que ficou a anos luz.

Nem o semáforo da partida faltou

Para a história fica o registo de 232 classificados na prova dos 10 kms a que se juntam mais uns quantos na caminhada de 5 kms e nas corridas Rik e Rok para os jovens. 
A seguir ao Atletismo, disputou-se uma corrida de bicicletas.

Os dois primeiros andaram juntos até à meta, vencendo Jorge Varela

Ana Dias corta a meta como vencedora feminina

Quanto à corrida, os vencedores foram Jorge Varela (34.19) e a veterana internacional Ana Dias (38.41) que não quis deixar de estar presente, ela que é a bandeira do Atletismo feminino no Algarve.



Prontos para a partida

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Tudo por um momento eterno


Diz o senso comum que esta é a época que devemos abrandar o nosso ritmo diário e desfrutar das tão necessárias férias. 

Ora a nível laboral, isso apenas sucede quando somos nós a estar de férias, pois no resto do tempo temos que esforçar a dobrar ou triplicar para colmatar as férias dos nossos colegas.

A nível físico, sim, será a altura para abrandar e pôr em prática o "dolce fare niente". 
Será? Mas quem disse que seguimos o senso comum?!?

Pois de amanhã a uma semana é o dia de iniciar a "Operação Porto", naquela que, se tudo correr como esperado, me fará tri-maratonista. 

2 de Agosto a 1 de Novembro é o período para preparar-me fisica e mentalmente para uma distância que exige tudo e mais além de mim.
Dia 2 de Novembro será o dia onde tudo se decide. A glória ou o imprevisto sempre imprevisivelmente previsto.   

Até lá, há que dar no duro, esperando que tudo corra pelo melhor.

Já tive vários cenários. Lisboa 2012, muitos contratempos até aos 3 meses antes, depois a preparação correu sempre bem e cortei a meta. Lisboa 2013, preparação maravilhosa sem qualquer problema, problema e grande que veio a aparecer no próprio dia e que me deixou pelo caminho. Sevilha 2014, muitos problemas, e graves, durante a preparação mas um dia mágico levou-me a cortar a meta.

Para o Porto 2014, contratempos tem havido nestes últimos dois meses. Espero que passem, há esperança nisso. Mas haja o que houver, a intenção é só uma: Dar o tudo por um momento eterno. E quem já completou uma Maratona, sabe do que estou a falar, de como aquele cortar de meta se cola a todo o nosso sempre.

Fazer longos em Agosto é duro? Ver os outros na praia e eu a correr? Levantar cedo para calçar sapatos de corrida? Não fazer noitadas para não prejudicar os treinos?
Nada disto custa! Quando temos um objectivo tão forte como aquela meta, nada é visto nem sentido como um sacrifício mas sim como um investimento. Investimento para o tal momento eterno.
Faltam exactamente 100 dias.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Grande Carlos Sá!


Após a sensacional vitória na sua estreia na terrível Badwater 2013, considerada a prova mais dura do planeta com os seus 218 quilómetros e atravessando o Death Valley (que se chama assim por uma razão...), Carlos Sá acabou por regressar este ano e fê-lo com outro sensacional resultado, 3º lugar e melhor europeu!

Provas extremas requerem uma grande preparação e capacidades para se fazerem bem num ano, mas repetir um resultado destes é mais um hino a um atleta tão completo que ganha em qualquer condição, seja de calor extremo como hoje, seja de neve e frio como em Aconcágua onde até bateu o record.

Por isso, e apesar de estarmos num país onde a comunicação social só tem olhos para uma modalidade, quem sabe reconhecer o que é dedicar-se, esforçar-se e alcançar o que raras pessoas no planeta conseguem, só pode estar extremamente feliz, emocionado e orgulhoso do grande feito de Carlos Sá. Parabéns, super-herói de carne e osso!!!


domingo, 20 de julho de 2014

Correr por Benfica, homenageando Francisco Lázaro

Os dois 4 ao Km presentes, Orlando e eu

Antes de escrever sobre a prova de hoje, uma palavra muito especial à nossa atleta Rute Gonçalves que cumpriu ontem os 50 kms do Ultra-Trail de Sintra - Monte da Lua. Parabéns Rute, grande orgulho! :)

Falando então de hoje, o Futebol Benfica (popularmente conhecido como Fó-Fó) organizou, com a colaboração da Xistarca, mais um Memorial Francisco Lázaro, o primeiro Maratonista internacional português que a 15 de Julho de 1912 perdeu a vida nos Jogos Olímpicos de Estocolmo.

Preparados para a partida. O vencedor, Luís Margarido, é o das riscas verticais verdes e brancas
Após cinco edições entre 1989 e 1993, em 2012 reactivou-se esta prova que contou assim com a sua 8ª edição e uma participação constante nestas 3 corridas da sua nova vida. Em 2012 foram 371 os classificados, 347 em 2013 e hoje 363, dos quais 51 atletas femininas (14%).

A vencedora feminina, Kcenia Bougrova, a cortar a meta
Luís Margarido do Vitória de Setúbal, em 31.45 e a promissora jovem de 19 anos Kcenia Bougrova do Valejas, com 41.56, foram os destacados vencedores. Ele, com 3.12 de avanço sobre o 2º, Pedro Marques, e ela com 3.29 sobre a sua colega de equipa Alexandrina Barros.

Com a Mafalda que fez um ligeiro treino enquanto eu aquecia. Mais importante do que o estar a correr, é o estar a gostar
Iniciei a manhã desportiva com o aquecimento que serviu também para um ligeiro treino da Mafalda, após um muito bom que fez na 6ª. 

Hoje o meu objectivo mais optimista apontava para o minuto 56. E digo muito optimista pois ainda na semana passada realizei 58.28 na Lagoa de Santo André, que é boa para tempos, enquanto esta prova tem uma certa dureza. 
Para não ajudar, acordei com aqueles problemas intestinais que me têm afectado há mais de 2 meses e que não se descobre a causa. Têm andado mais espaçados, esta semana tinha sido apenas na 5ª feira, mas hoje foi mais forte e afectou-me, como senti no aquecimento.

Mas como o objectivo era aquele, parti à luta e até ao quilómetro 7 ia para média de 56 e baixo. Estava com um ritmo constante e controlado. Entretanto ao quilómetro 5 tive o grato prazer de receber um incentivo por parte do colega de equipa Vítor que esperava a nossa passagem para ir realizar um treino por Monsanto. Obrigado Vítor, estes apoios contam muito na altura do esforço :)

Meta cortada com o Orlando
No 7º quilómetro apanhei o Orlando e ao chegar-me sabia desde logo que ele não iria bem pois em condições normais fico bem atrás. Fui então a acompanhá-lo mas da minha parte também comecei a ter problemas derivados do tal problema e comecei a sentir-me um pouco tonto. 
Cheguei a recear ter que andar um pouco, o que faria de imediato se o ponteiro do alarme chegasse ao vermelho. Como não chegou, deu para manter o ritmo possível e cortámos a meta em 57.30, o que atendendo às dificuldades da prova e às incidências, foi bem bom.

No próximo sábado vou estrear-me a correr no Autódromo de Portimão, na Corrida Jumbo, após ter sentido a sensação de o ter feito no Autódromo do Estoril no mês passado.
Gostava dum tempo na casa dos 55, para acabar este ciclo de provas que só irá ser retomado mês e meio depois nas Lampas
Mas não estejam a pensar que vou tirar férias. Nem pensar! O mês de Agosto vai todo ser dedicado a treinos longos com vista à Maratona do Porto. Por isso, esta seria a melhor altura para estes misteriosos problemas deixarem-me de vez pois tenho muito a esforçar-me!

Cumprido!



Não quero terminar sem focar dois pontos negativos que assisti hoje. Um prende-se com uma série de atletas que cortavam as curvas pelo passeio, retirando vários metros à distância. Em especial no passeio que vai da Avenida do Uruguai para o lado do Colombo e que só nesse cortavam cerca duns 50/60 metros. No final, não sei qual será a satisfação de olharem para um tempo supostamente de 10 kms mas que acabou por ser para si de 9.700 / 9.800... Uma regra básica é cumprirem com o percurso estabelecido.

O outro com uma transeunte, entre a Estrada dos Arneiros e do Uruguai, que gritava à nossa passagem "Vão para Monsanto e não prejudiquem o trânsito. Havia de vos dar uma dor nas pernas que não se mexiam uma semana!". 
Que saudades do público da Amadora e Peniche...

domingo, 13 de julho de 2014

A festa do Atletismo na Lagoa de Santo André

Vítor, Isa, Mafalda e eu, faltando apenas o Eberhard para ficarem na foto todos os 4 ao Km presentes

Na minha 9ª época de corridas, participei pela 8ª vez na Corrida da Lagoa de Santo André e o que se pode dizer é que os anos vão passando e a qualidade deste evento, que não se resume apenas à corrida em si, mantém-se e reforça-se, tornado-a em paragem obrigatória num sábado de Julho.

O percurso é agradável e proporciona tempos de qualidade, o local bonito, alguns populares já se tornaram populares ao pelotão (como a senhora da melancia) e o convívio final, bem organizado, servido e arejado, tornam este sábado sempre diferente e donde se regressa com um sorriso nos lábios.

Esta corrida foi especial para as cores dos 4 ao Km pois marcou a estreia da Mafalda com a camisola. Por enquanto, caminhando nos 5 kms da 7ª Caminhada da Reserva Natural mas daqui a poucos meses a estreia será a correr, o que, como é facilmente dedutível, é uma sensação muito especial e emotiva para mim. 

E por falar em mim, fiz a corrida possível para o momento actual. 58.28, num dia de muito calor, mas consciente que dei o máximo que poderia dar, após uma semana estranha e difícil ainda a recuperar do exigente exame realizado.

Um dia excelente, como se pode deduzir, cujo único senão foi o grande ataque de melgas no convívio final, que deixou muitas marcas por todo o corpo.

Mais uma meta conquistada
A nível de participação, a organização foi prendada com novo record, 627 atletas na meta, batendo os 610 que vinham tanto de 2008 como 2013. 
Em termos femininos, 109 atletas o que perfaz uma relação de 17,4%, o que sendo bom tendo em conta a média nacional, não é de modo algum a melhor do país como foi dito aos microfones.

Nélson Cruz do Clube Pedro Pessoa Escola de Atletismo (32.05) e Ana Catarina Dias do Odemira (41.45) foram os vencedores em estreia desta prova que comemorará a sua 20ª edição em 2015

O vencedor masculino, Nélson Cruz

A vencedora feminina, Ana Catarina Dias



Como habitualmente, todos os classificados receberam uma medalha com um pássaro pertencente à diversificada fauna existente na Lagoa, sendo o deste ano um ostraceiro, podendo apreciar-se em baixo as 8 que já tenho (todas de 2006 a 2014, com excepção de 2009)

As muito bonitas medalhas de 8 sempre agradáveis participações