quarta-feira, 11 de junho de 2014

2º Concurso JoaoLima.net / Corrida Jumbo no Autódromo do Estoril

Depois do 1º concurso JoaoLima.net, levado a cabo no início de Março e dedicado à Maratona de Sevilha, altura para o 2º concurso, este dedicado à Corrida Jumbo a realizar no Autódromo do Estoril onde irei correr pela primeira vez após tantos e tantos dias passados naquelas bancadas e peão ao longo de anos.

Como vai ser um momento especial para mim, dado que Atletismo e Automobilismo são os meus dois desportos de eleição, decidi criar este concurso, esperando que participem e divirtam-se pois é o seu objectivo.

Como prémio, um carro, nada mais indicado pelo local da corrida. Um carro de colecção da Onyx, firma de modelismo de grande sucesso a nível mundial nos anos 80 e 90 e que era portuguesa, zona do Porto.

O modelo é um Formula 1 à escala 1/43, o Williams-Renault FW17 de 1995 pilotado por Damon Hill que viria a sagrar-se campeão mundial no ano seguinte. 
Com este carro, Damon Hill, que tinha ganho no Estoril em 1994, foi ao pódio no Grande Prémio de Portugal com o 3º lugar, atrás do seu colega de equipa David Coulthard, que com um monolugar idêntico venceu, e de Michael Schumacher num Benetton-Renault.

O que têm que fazer para o ganharem? Pois muito bem, terão que adivinhar qual será o meu tempo na corrida de domingo. Mas atenção ao regulamento que está a seguir às fotografias e onde se encontra explícito que os palpites só são válidos se seguirem por mail, não em comentário a este artigo.

Para terem mais dados sobre as minhas corridas, no intuito de palpitarem melhor, poderão consultar aqui a relação de todas as que já efectuei e aqui a relação de todas as de 10.000 metros, distância de domingo, mas talvez seja mais indicado lerem ou terem lido os meus artigos mais recentes para se inteirarem do momento de forma. Escusam é de me perguntar o que penso fazer pois como a coisa anda, não faço a mínima ideia!

Participem e divirtam-se. Não se esqueçam que o verdadeiro atleta de pelotão gosta é de participar!

Podem apreciar o modelo nestas fotografias, estando o regulamento por baixo. 




Regulamento:

1º O blogue Joaolima.Net vai levar a efeito um concurso entre o momento que este artigo é publicado e até às 24 horas do próximo sábado 14 de Junho de 2014

2º Os concorrentes terão que adivinhar o tempo exacto de chip que o atleta João Lima (dorsal 31) gastará durante a 2ª Corrida Jumbo Autódromo do Estoril que se disputará a 15 de Junho de 2014 pelas 10 horas.

3º O palpite será enviado por mail, e apenas por mail, para joaolima@netcabo.pt e somente é permitido um palpite por concorrente. Caso algum concorrente envie mais do que um palpite, apenas contará o primeiro.
Para ficar descansado que o seu mail chegou, receberá um mail resposta com a seguinte frase "Palpite registado. Boa sorte!"
Para maior facilidade em gerir o mail, pede-se que coloquem no assunto "Concurso"

4º Ganha quem acerte em cheio no tempo ou, não havendo ninguém nesta situação, quem mais se aproximar, seja por excesso ou defeito.

5º Em caso de empate, é declarado vencedor quem enviou o mail primeiro

6º Caso o referido atleta não participe, desista ou a prova não se chegar a realizar, o vencedor será encontrado por sorteio entre todos os concorrentes

7º O anúncio do vencedor será feito neste blogue às 21 horas de domingo 15 de Junho de 2014

8º O prémio consiste num modelo de colecção da Onyx à escala 1/43 do Williams-Renault FW17 de Damon Hill 

9º Será desclassificado todo e qualquer que tente influenciar a corrida do atleta João Lima, forçando-o a ir mais rápido ou impedindo o seu andamento

10º Em todos os casos omissos, o promotor do concurso é soberano

E agora... bom palpite e boa sorte!!! 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Meia da Figueira com alma de maratonista


Com a Sandra e Nuno, grandes "culpados" da prova que realizei

Não sou narcisista mas no domingo admirei a forma como realizei a Meia-Maratona da Figueira da Foz!
Para quem leu o artigo da Corrida do Oriente, sabe o problema que se arrasta e arrastou durante toda a semana. Um problema intestinal que me leva a "desfazer" na casa de banho, várias vezes ao dia e que dura há 3 semanas e meia. 
Ora sabendo como 2 dias assim desgastam e provocam danos musculares, imagine-se 25 dias. Daí a Corrida do Oriente ter sido tão sofrida e encarava esta Meia como ir até onde aguentasse. Quanto seria, não sabia.

Nuno e Sandra com os dois 4 ao Km presentes, eu e Eberhard
Quem me conhece, sabe que só se não puder de todo, for mesmo impossível (como numa péssima recordação de Outubro passado) é que deito a toalha ao chão. Daí a vontade em cortar a meta. Porém, com as dores nas pernas que sentia (por causa do que isto ataca os músculos) e como me senti no aquecimento, a esperança estava abalada.

Uma coisa é o aquecimento e outra a volta que a cabeça dá quando houve a partida e sente que está em plena corrida. A táctica possível era colocar-me entre 6.15 e 6.25 e manter a velocidade o mais constante possível. E assim fiz (ao consultar os tempos quilómetro a quilómetro, fui estilo relógio suiço!).

Ia muito concentrado no final do primeiro quilómetro, ao lado do Eberhard, quando ouvi muitos gritos de "João!" mas não liguei. Olhei em frente e vi um casal à beira do passeio em que pensei serem muito parecidos com a Sandra e o Nuno.
E de repente é que me apercebi que os gritos de "João!" vinham deles e eram mesmo a Sandra e o Nuno que foram ali dar-me uma força!

Aí, o que aconteceu ao sentir esse apoio? O pensamento só podia ser como foi "Doa o que doer, custe o que custar, tenho que cortar a meta. Por eles!"


E assim foi. A força mental tomou conta de mim, mantive sempre o ritmo que me tinha proposto, "anestesiei" as dores nas pernas, impedi (não sei de que forma!) que não tivesse as tonturas que tenho sofrido pelo meu estado mais débil e o caminho é em frente, passo após passo. Siga!

Entre os 7 e os 17 quilómetros tive a preciosa companhia do António Baptista, o que me ajudou muito. Entretanto já tínhamos concluído que havia coisa com o percurso pois a placa do quilómetro 12 ou 13 apareceram numa altura que os GPS marcavam cerca de meio quilómetro a mais (na realidade a corrida teve mais de 500 metros a mais que os 21.097, devido a uma alteração forçada de última hora que baralhou tudo).

A escassos metros da meta
E assim fui evoluindo, sempre controlado até à meta, onde fiz bem questão de realçar à Sandra e Nuno que eles foram "grandes culpados" por esta prestação que considero brilhante atendendo a como estava. O tempo foi de 2.16.48 o que teria dado entre os 2.12 e 2.13 na distância correcta.
Agora já compreendem porque afirmei no início que admirei a forma como fiz esta Meia? :)
Nada mais a propósito, a frase da medalha "Dos fracos não reza a história"

Lema da medalha "Dos fracos não reza a história"
Quanto ao meu problema, irá ser analisado na 5ª feira.

Com o grande campeão Luís Mota, a sua filha Mariana, marchadora internacional júnior e a esposa Susan, que apadrinharam a atleta do lado esquerdo na sua estreia numa Meia
Sobre esta Meia, não a conhecia e a opinião é muito boa. Gostei de tudo e o único problema encontrado, a extensão do percurso, foi de imediato justificada num pedido de desculpas que a organização redigiu no Facebook. Para ajudar, o tempo esteve enublado e a temperatura à volta dos 18 graus, começando a estar calor apenas após a Meia, o que foi óptimo.

O percurso foi novo, não o posso comparar com os anteriores por não os ter conhecido, mas agradou-me pois tira partido da beleza natural do local. As críticas que ouvi dos restantes atletas referiam-se a 3 quilómetros dentro duma urbanização (entre os 12 e os 15), com curvas para um lado e outro, mas aqui a minha opinião é favorável a essas voltinhas pois eu prefiro percursos sinuosos a longas rectas.

A participação foi de 358 atletas, mais 13 que no ano passado e a 11 do record de 2012, sendo 50 femininas (14%) e os vencedores foram José Sousa da Xistarca (que repetiu o triunfo de 2013) em 1.10.56 e Patrícia Carreira dos Offtel Runners com 1.32.48, curiosamente seguida pela sua irmã Cláudia.




A torre do relógio, símbolo da Figueira da Foz

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Atenção ao dia 11 e ao 2º Grande Concurso JoaoLima.net


No início de Março promovi o 1º Concurso JoaoLima.net cujo tema foi dedicado à Maratona de Sevilha e no qual o prémio foram umas luvas alusivas ao evento, prémio ganho pelo Carlos Cardoso. 
Podem relembrar o concurso no seu lançamento aqui e nos resultados finais aqui

Na altura escrevi, e passo a citar: "Acho que esta iniciativa correu muito bem e, se tudo correr como espero, fica desde já marcado para 11 de Junho um 2º concurso, cujo prémio será um carro."

Pois o prometido é devido e estejam atentos ao concurso que irá iniciar-se dia 11 às 8 da manhã e que decorrerá até às 24 horas do dia 14.
O tema será a Corrida Jumbo no Autódromo do Estoril, a realizar dia 15 e o prémio final, como já foi dito, é um carro.

Vão fazendo o aquecimento para o dia 11! :)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Quer ganhar 2 dorsais para a Corrida Solidária Bosch em Aveiro?


A 3ª edição da Corrida Solidária Bosch em Ílhavo, Aveiro, vai ter lugar a 29 de Junho.

Existem duas modalidades, a caminhada de 5km e a corrida que tem um percurso de 10km. 

Esta é uma corrida solidária pois todo o valor angariado entre inscrições e patrocínios é doado a instituições de solidariedade social. O valor angariado através do apoio de parceiros e das inscrições é totalmente revertido a favor de cinco instituições: uma de âmbito nacional - Ajuda de Berço – e quatro instituições locais - Centro de Emergência Infantil da Cáritas de Aveiro, Centro de Acção Social do Concelho de Ílhavo, Associação Humanitária Mão Amiga de Albergaria-a-Velha e ainda o fundo de apoio a alunos da Universidade de Aveiro com necessidades especiais.

Para inscrições e regulamentos, aceder a corridabosch.fullsport.pt

Entretanto, a organização através deste blogue, oferece dois dorsais. Um a cada um dos dois leitores que responderem mais rápido, nos comentários a este artigo, à seguinte pergunta:
- Em que datas se disputaram as duas primeiras edições desta corrida?  

Posteriormente, os vencedores deverão enviar um email para Filipe.henriques@lift.com.pt com o nome e BI/CC e no assunto colocar Passatempo João Lima Corrida Solidária Bosch.

Boa sorte a todos!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Revista Atletismo de Junho


Com a capa preenchida por centenas de mulheres, a Revista Atletismo de Junho, com toda a actualidade e artigos que nos interessam, tem o seguinte índice: 

Competições internacionais
Estrada

6 - Taça do Mundo de Marcha Atlética

Pista

8 - Taça dos Clubes Campeões Europeus de Pista

Competições nacionais

Pista

12 - Campeonato Nacional de Clubes – Apuramento
12 - Campeonatos do Alentejo
13 - Campeonatos de Lisboa

Estrada

16 - Meia Maratona de Setúbal
17 - Circuito de Estrada Xistarca
18 - Corrida D. Estefânia – Dia da Mãe
20 - Corrida Lisboa, a Mulher e a Vida
22 - Corrida do 1º de Maio
24 - Meia Maratona de Almada
26 - Corrida dos Impostos
27 - Corrida dos Faróis
28 - Meia Maratona Douro Vinhateiro
30 - Meia Maratona de Cortegaça
31 - Corrida Mulher (Porto)
32 - Corrida Cidade de Vendas Novas

Atleta de Pelotão

34 - Paulo Alfar

Reportagens
Clube de Pelotão

36 - Associação Desportiva e Cultural da CJ Clark
38 - Escolas de Atletismo – um novo olhar

Espaço técnico
Treino

41 - Treinar para corrida longa
44 - Treinos em rampas

Nutrição

42 - Importância da creatina

Secções fixas

10 - Noticiário
13 - Portugueses no Estrangeiro
14 - Internacional
47 - Lazer
48 - Agenda da Corrida
50 - Calendário federado

Iniciativas
Revelação do mês

51 - Abril – Marisa Vaz Carvalho

Recorde-se que esta publicação imprescindível para o nosso desporto é distribuída por assinatura. Para toda e qualquer informação, clicar aqui

segunda-feira, 2 de junho de 2014

As minhas primeiras 300 corridas

O mágico dia da Maratona de Sevilha


26 de Março de 2006, Mini da Ponte 25 de Abril, dá-se o tiro de partida, comecei a correr e recordo-me de ter pensado "Ena! Tou numa corrida!"
Na altura, os cerca de 7.200 metros pareciam-me uma distância muito puxada, nem imaginava o que seria correr 21.097 metros como aqueles "super-atletas" que estavam lá à frente o iriam fazer.

Nesse dia ainda não projectava nada. Apenas queria completar essa prova. E sabia que 2 semanas depois iria à APAV que tinha perto de 10 kms (Glup! Ia ser bem difícil! Conseguiria aguentar?!?)

Nunca imaginaria que 8 anos e 2 meses depois teria participado na minha corrida número 300, incluindo cortar a meta em 2 Maratonas.
Muito menos imaginaria o quanto o Atletismo me daria. Entre grandes sensações de superação, uma evolução impensável para alguém como eu mas, principalmente, estava muito longe de imaginar as pessoas fantásticas que iria ter o prazer de conhecer, ficando algumas como amigas/amigos tão especiais, fazendo de mim uma pessoa extraordinariamente rica por essas amizades.

Um número é sempre e apenas um número, não traduz nada do que está por trás, mas números há que são propícios a balanços, tal como este redondo de 3 centenas, o que faz saltar a minha veia estatística.

Mas antes do debitar dessa relação, aproveito para dizer que fui muito feliz na grande maioria das provas, o que torna muito difícil, e diria mesmo injusto, escolher alguma. Mas efectivamente duas há que são muito especiais, as duas Maratonas que concluí, a de Lisboa 2012 e Sevilha 2014. A primeira pela estreia, por ter ensinado a mim próprio que afinal conseguia ser maratonista. A de Sevilha, por ter sido a minha prova mais fantástica. Aquela que devido ao então recente problema bronco-pulmonar, que ainda estava muito latente e à falta de ter treinado, não estava em condições de a fazer. O que se passou desde a partida foi pura magia!
Já o disse e repito, foi a minha melhor prova, onde fui mais feliz, a mais emotiva, aquela que geri da forma mais inteligente e onde encontrei o público mais fantástico. Até agora, a corrida da minha vida! Curiosamente, na única vez que corri no estrangeiro.
Se falei no melhor momento, também sou forçado a recordar o pior. Muito mau foi quando estive praticamente 6 meses (faltou uma semana) afastado por ter partido um pé. Mas o pior momento nem foi esse, deu-se ao quilómetro 15,5 da Maratona de Lisboa 2013 quando fui forçado a desistir, no que foi uma enorme facada. Só passando por esse momento e pelo que representou, poderá ser entendido.

Após isto, vamos então lá falar de números!

Estas 300 corridas correspondem a 310 inscrições pois tive que faltar a 10, sempre por lesões (só quando parti o pé faltei a 6 que estava já inscrito).
Das 300 concluí 295, somando um total de 3.579,717 kms, tendo gasto 351 horas 28 minutos e 23 segundos 

A nível de anos, as 300 foram assim distribuídas:
Ano
Corridas
2006
20
2007
30
2008
36
2009
18
2010
47
2011
50
2012
43
2013
38
2014*
18
* Até ao momento

Em distâncias, temos:
Distância
Partidas
Chegadas
Maratona
3
2
Meia-Maratona
33
33
20 kms
10
9
+15 -20
8
8
15 kms
34
34
+10 -15
13
13
10 kms
139
137
+5 - 10
58
57
-5
2
2

No tipo de piso:
Piso
Corridas
Alcatrão
257
Alcatrão e terra
36
Terra
4
Pista
2
Cross
1

Cronometragem:
Com Chip
236
Sem Chip
64

Equipa:
Individual
190
4 ao Km
107
Leões de Porto Salvo
3

Tipo de prova:
Individual
295
Estafeta
5

Outras curiosidades:
- Estive presente em 103 corridas diferentes
- A corrida com a média mais rápida foi o Grande Prémio de Natal 2010 (8.700 metros...) em 4.46 e a com a média mais lenta a Corrida do Monge 2013 com 10.42
- A corrida mais curta em tempo foi Valejas 2011 em 20.15 e a mais longa a Maratona de Sevilha com 5.07.59
- Menor distância entre provas foi de 12 horas e 50 minutos entre a Marginal à Noite e o Grande Prémio do Estádio Nacional 2010 e a maior de 175 dias entre o Grande Prémio de Natal 2008 e a Corrida do Oriente 2009 (consequência do tal pé partido...)
- O dorsal mais baixo deu-se no Grande Prémio de Mem Martins 2013 onde tive a honra de ser o número 1, enquanto o mais alto foi logo na primeira prova, a Mini da Ponte 2006 onde ostentei o 31805
- Os dorsais que repeti mais vezes foram o 409 e o 1057 por, respectivamente, 8 e 7 vezes, embora por serem números fixos dos troféus concelhios. Não contando com esses mas com aqueles que se repetiram por mero acaso, temos o 506 e o 515 por 4 vezes
- Recebi um total de 120 medalhas, todas por participação
- O único prémio por lugar coincidiu com a única presença no pódio. Deu-se na Estafeta Cascais-Lisboa 2013 onde a nossa equipa alcançou o 2º lugar no escalão.
- Ao longo destas 300 corridas utilizei 10 pares de sapatos de corrida diferentes.

Para ver a relação completa das 300 corridas, clicar aqui

Para ver um álbum com uma fotografia de cada corrida, e desde que tenha registo no Facebook, clicar aqui

E pronto, grosso modo, e em termos numéricos, está tudo mais ou menos dito. Não tenho palavras para expressar o que este desporto me fez e deu. 
E, novamente, uma palavra muito especial para aquelas pessoas fantásticas de quem tive a felicidade de me tornar grande amigo. Quem são, sabem bem que me refiro a elas/eles :) 

Um grande abraço a todos que partilham esta paixão!

domingo, 1 de junho de 2014

Um Oriente muito sofrido


Sempre gostei da Corrida do Oriente e a prova disso é o facto de hoje ter participado pela 8ª vez. Desde que me iniciei no mundo da corrida, apenas não estive presente na edição de 2008.

E o Oriente foi marcante em várias alturas, nomeadamente na 1ª vez que aí corri, 2006, onde baixei pela primeira vez da barreira da hora (59.16) ou a inesquecível edição de 2009 que marcou o meu regresso às corridas após a fractura do pé e uma paragem forçada de 6 meses. 

Hoje também ficou para a minha história como a corrida número 300, apesar de não ter corrido bem.


Como tenho relatado, os últimos tempos não têm sido fáceis e aquele problema intestinal, supostamente causado pelo antibiótico para a infecção do dente (o que parece afinal não ter sido a causa), regressou e em força. 
Para quem nos últimos dias se andou a "desfazer" na casa de banho, e em especial 5 vezes nas últimas 12 horas antes duma corrida, já se sabe que a parte muscular em especial e todo o físico em geral ficam demasiado afectados.

E assim foi a minha corrida. Comecei no ritmo possível, aos 3 kms os músculos começaram a arder e deu-se uma grande luta interna com o físico a implorar para parar e a cabeça a solicitar para continuar. Não é fácil estar a correr e constantemente a ouvir "Pára! Não pára! Pára! Não pára!"
Aos 4,5 cheguei para o pé do passeio com a intenção de andar um pouco mas a força mental não o permitiu e combinei comigo próprio que antes dos 5 não. Depois antes dos 6 não, antes dos 7 não, mas aos 7 os pés começaram a ficar dormentes e a sentir muitas tonturas. Aí, não tive outro remédio que seguir a andar. 


Agradeço a quem passou e deu palavras de ânimo e deu sinais de preocupação. Entretanto aos 9 a Marta e Sandra passaram e passado uns segundos decidi retomar o passo de corrida e ainda as apanhei mas na aceleração para a meta atrasei-me.

E foi assim. Algo está mal e não compreendo mas tem que ser visto. Fui enganado pela associação causa/efeito do antibiótico mas haverá outro motivo.

No domingo estou inscrito para a Meia-Maratona da Figueira da Foz mas ou recupero rapidamente ou não irei pois assim não a conseguirei fazer.

Para comemorar condignamente o facto de ter chegado às 300 corridas, amanhã à noite sairá um artigo a propósito.


Quanto à corrida em si, Hermano Ferreira alcançou o seu 4º triunfo nos últimos 5 anos e 3º consecutivo (30.56), enquanto Cláudia Pereira bisou a vitória do ano passado em 35.58

Classificaram-se 1.538 atletas, menos 231 que o record de 2011 mas sendo que o calendário tem um número cada vez maior de ofertas. Dos 1.538 atletas, 269 são femininas (17,5%)

Este ano deu-se uma alteração ao local de chegada e a prova esteve com o excelente nível organizativo com que sempre nos habituaram. Realce para os dois reabastecimentos, muito útil quando o calor começa a apertar.
No final, todos os atletas receberam a tradicional caneca. 




As minhas 7 canecas (em 2006 ainda não davam)