| Marta, eu e Eberhard, o trio 4 ao Km presente |
Disputei pelo 4º ano consecutivo a Meia-Maratona de Setúbal, este ano a comemorar as bodas de prata com a 25ª edição.
Das anteriores experiências sempre a achei bem organizada, virada para o atleta, mas com um percurso chato, pelas longas rectas na estrada da Mitrena.
No entanto, compensava esse facto pela vantagem de treinar a parte mental pois não me dou bem em rectas e assim lutava contra esse ponto fraco.
Soube com agrado que o percurso ia ser alterado e o que vou opiniar é exactamente isso, uma opinião pessoal num conceito onde há sempre gostos dispares. No final, relato então o que achei errado, e esses são factos e não opiniões como do percurso.
Após a partida demos uma volta completa pela Luisa Todi o que faz sentir que estamos a encher chouriços, no entanto foi agradável para os familiares e amigos que ficaram junto à meta verem-nos passar mais duas vezes (uma de cada lado do jardim). Depois seguimos na estrada da Mitrena mas apenas até ao viaduto, demos a volta e regressámos à Luisa Todi até à separação entre a Meia e os 10 kms.
E foi aqui que começou a parte chata do percurso, quando considerava que chato era o anterior. Além de algumas subidas, que fazem parte do percurso mas aquela bem inclinada de quilómetro e meio doeu, o problema residiu no facto de irmos para locais sem qualquer atractivo, ruas completamente desertas, dando voltas sem interesse, apenas ouvindo o apito furioso dos automobilistas que muito buzinaram hoje (abro aqui uma ressalva pois desconheço se existiu informação à população de cortes de trânsito).
Como se apercebe, não gostei do percurso mas, repito, é mera opinião pessoal.
O que esteve errado com a organização e policiamento, foi que a partir dos 12 kms passámos por muitos cruzamentos e não havia qualquer indicação, escrita ou alguém a controlar, por onde deveríamos seguir.
Como íamos para trás, o pelotão já ia espaçado e limitávamos a seguir por onde víamos os mais à frente seguirem, sendo que se fossem enganados, iríamos todos enganados.
Quando não se via nenhum atleta, tentava-se ver alguém para perguntar e confiar nas suas indicações. Tal não é digno desta Meia nem do seu historial.
Nalguns locais, o trânsito já estava aberto e nós na estrada (segundo soube no final não foi assim tão para trás que tal sucedeu).
Quanto às placas quilométricas, que são importantes pois nem todos têm GPS nem são obrigados a possuir, apenas uma única placa! A dos 7 kms colocada aos 6,2!
Para ajudar à festa, os habituais balneários, que muito jeito dão em especial com o calor que esteve hoje, estavam encerrados.
Porém, devo realçar os abastecimentos em bom número, não faltando água num dia quente como este.
A conclusão é que todos temos dias menos conseguidos e estou certo que foi uma edição excepção, regressando no próximo ano o nível organizativo a que nos habituaram.
Postas estas considerações, fiz a Meia a acompanhar a Marta, que foi muito bem nesta sua 2ª Meia, mas a partir dos 14 kms comecei a sentir mais a tal dor nas costas que me apareceu na semana passada, e como vem da coluna irradia para o resto do corpo, ficando as pernas muito pesadas e doridas.
Aos 14 tive que andar um pouco e disse à Marta para seguir. Mas doeu-me vê-la ficar sozinha e lá fiz um esforço para retomar e apanhá-la.
Seguimos até aos 18 onde tive que andar mais um pedaço para recuperar das dores. Mais uma vez custou-me vê-la sozinha mais à frente e mentalizei-me que tinha que a apanhar o que consegui aos 20.
Quase em cima da meta, a Marta encetou um sprint que eu estava a ver que não conseguia acompanhar! :)
Se na sua brilhante estreia na Meia da Ponte há quase 2 meses realizou 2.29.59, num dia menos quente, com muito atleta ao lado, público, percurso fácil, hoje terá sido pior, pensa o caro leitor. Então se a prova foi num percurso chato pra burro, com algumas subidas penalizantes, e em locais onde nos sentimos em pleno deserto, além do calor, não seria normal melhorar o tempo. Pelo menos significativamente.
Ai não? Então estejam atentos ao seu blogue para quando ela colocar a sua crónica verem o que fez. Só adianto... que só me apetece abrir uma mão por completo e dizer "Parabéns Grande Marta!!!" :)
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| Sequência do seu sprint final onde tive que me esforçar bem para não ficar para trás! :) |
Para a história ficam os 679 classificados, 92 menos que no ano passado mas mais uma vez com muitas provas perto, e este ano com uma de 10 no cartaz, com vitória em estreia de Emiliano Vieira da RB Running (1.07.37), enquanto no sector feminino (com 63 atletas, 9,3%) Cláudia Pereira da JOMA repetiu o triunfo de 2011 com 1.16.13, tirando mais de 2 minutos à anterior vitória. De destacar que foi seguida pela Ana Dias, agora a representar a Pegada Verde a Sul.
Nos 10 kms, entre 280 atletas (81 femininas, 28,9%), os vencedores foram o individual Luís Margarido com 33.15 e Liliana Veríssimo do Olímpico de Lagos com 45.47
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| Adivinha: Estaria a Marta feliz? |














