domingo, 11 de maio de 2014

Meia de Setúbal, quando mudar não é melhorar

Marta, eu e Eberhard, o trio 4 ao Km presente

Disputei pelo 4º ano consecutivo a Meia-Maratona de Setúbal, este ano a comemorar as bodas de prata com a 25ª edição.

Das anteriores experiências sempre a achei bem organizada, virada para o atleta, mas com um percurso chato, pelas longas rectas na estrada da Mitrena.
No entanto, compensava esse facto pela vantagem de treinar a parte mental pois não me dou bem em rectas e assim lutava contra esse ponto fraco.

Soube com agrado que o percurso ia ser alterado e o que vou opiniar é exactamente isso, uma opinião pessoal num conceito onde há sempre gostos dispares. No final, relato então o que achei errado, e esses são factos e não opiniões como do percurso.

Após a partida demos uma volta completa pela Luisa Todi o que faz sentir que estamos a encher chouriços, no entanto foi agradável para os familiares e amigos que ficaram junto à meta verem-nos passar mais duas vezes (uma de cada lado do jardim). Depois seguimos na estrada da Mitrena mas apenas até ao viaduto, demos a volta e regressámos à Luisa Todi até à separação entre a Meia e os 10 kms.


E foi aqui que começou a parte chata do percurso, quando considerava que chato era o anterior. Além de algumas subidas, que fazem parte do percurso mas aquela bem inclinada de quilómetro e meio doeu, o problema residiu no facto de irmos para locais sem qualquer atractivo, ruas completamente desertas, dando voltas sem interesse, apenas ouvindo o apito furioso dos automobilistas que muito buzinaram hoje (abro aqui uma ressalva pois desconheço se existiu informação à população de cortes de trânsito).

Como se apercebe, não gostei do percurso mas, repito, é mera opinião pessoal.
O que esteve errado com a organização e policiamento, foi que a partir dos 12 kms passámos por muitos cruzamentos e não havia qualquer indicação, escrita ou alguém a controlar, por onde deveríamos seguir.  
Como íamos para trás, o pelotão já ia espaçado e limitávamos a seguir por onde víamos os mais à frente seguirem, sendo que se fossem enganados, iríamos todos enganados. 
Quando não se via nenhum atleta, tentava-se ver alguém para perguntar e confiar nas suas indicações. Tal não é digno desta Meia nem do seu historial.
Nalguns locais, o trânsito já estava aberto e nós na estrada (segundo soube no final não foi assim tão para trás que tal sucedeu).
Quanto às placas quilométricas, que são importantes pois nem todos têm GPS nem são obrigados a possuir, apenas uma única placa! A dos 7 kms colocada aos 6,2!

Para ajudar à festa, os habituais balneários, que muito jeito dão em especial com o calor que esteve hoje, estavam encerrados.

Porém, devo realçar os abastecimentos em bom número, não faltando água num dia quente como este.
A conclusão é que todos temos dias menos conseguidos e estou certo que foi uma edição excepção, regressando no próximo ano o nível organizativo a que nos habituaram. 


Postas estas considerações, fiz a Meia a acompanhar a Marta, que foi muito bem nesta sua 2ª Meia, mas a partir dos 14 kms comecei a sentir mais a tal dor nas costas que me apareceu na semana passada, e como vem da coluna irradia para o resto do corpo, ficando as pernas muito pesadas e doridas.
Aos 14 tive que andar um pouco e disse à Marta para seguir. Mas doeu-me vê-la ficar sozinha e lá fiz um esforço para retomar e apanhá-la. 
Seguimos até aos 18 onde tive que andar mais um pedaço para recuperar das dores. Mais uma vez custou-me vê-la sozinha mais à frente e mentalizei-me que tinha que a apanhar o que consegui aos 20.
Quase em cima da meta, a Marta encetou um sprint que eu estava a ver que não conseguia acompanhar! :)

Se na sua brilhante estreia na Meia da Ponte há quase 2 meses realizou 2.29.59, num dia menos quente, com muito atleta ao lado, público, percurso fácil, hoje terá sido pior, pensa o caro leitor. Então se a prova foi num percurso chato pra burro, com algumas subidas penalizantes, e em locais onde nos sentimos em pleno deserto, além do calor, não seria normal melhorar o tempo. Pelo menos significativamente.
Ai não? Então estejam atentos ao seu blogue para quando ela colocar a sua crónica verem o que fez. Só adianto... que só me apetece abrir uma mão por completo e dizer "Parabéns Grande Marta!!!" :)


Sequência do seu sprint final onde tive que me esforçar bem para não ficar para trás! :) 
Para a história ficam os 679 classificados, 92 menos que no ano passado mas mais uma vez com muitas provas perto, e este ano com uma de 10 no cartaz, com vitória em estreia de Emiliano Vieira da RB Running (1.07.37), enquanto no sector feminino (com 63 atletas, 9,3%) Cláudia Pereira da JOMA repetiu o triunfo de 2011 com 1.16.13, tirando mais de 2 minutos à anterior vitória. De destacar que foi seguida pela Ana Dias, agora a representar a Pegada Verde a Sul.

Nos 10 kms, entre 280 atletas (81 femininas, 28,9%), os vencedores foram o individual Luís Margarido com 33.15 e Liliana Veríssimo do Olímpico de Lagos com 45.47






Adivinha: Estaria a Marta feliz?

sábado, 10 de maio de 2014

Treino com Jéssica Augusto no lançamento do seu livro

Jéssica com os 4 ao Km Vítor, Isa e eu

Excelente manhã passada no Jamor com o treino englobado no lançamento do livro da Jéssica Augusto "Do Primeiro Quilómetro à Maratona"

O programa iniciou-se no Auditório das Piscinas do Jamor com a apresentação do livro. Aproveitei, tal como muitas dezenas de atletas, para o adquirir e tê-lo autografado pela autora, seguida duma fotografia com os 4 ao Km presentes.
Tempo também para saber que a decisão final sobre o Europeu está tomada. Entre a Maratona e os 10 kms, a Jéssica escolheu a Maratona. Explicou-a com o convicto "Tem que ser!".
Ficamos todos a desejar a melhor das sortes para essa competição.

Mais uma vez constatou-se a humildade e simpatia deste grandes campeões, bem diferentes de algumas estrelas doutros desportos que julgam ter o mundo a seus pés.
Este é um desporto único até no facto de podermos conviver e praticar o nosso desporto de eleição lado a lado com os maiores campeões, que nos tratam como seus iguais. 

Jéssica a autografar-me o livro

Seguiram-se exercícios de aquecimento e a separação dos grupos consoante os níveis. Avançado (com a Jéssica), intermédio (Paulo Guerra) e iniciado (Sandra Teixeira).
Integrámos o intermédio mas acabámos por nos perder um pouco na zona da canoagem e à saída fomos interpelados por uma locutora da SIC para uma entrevista. 
Essa reportagem já passou no Primeiro Jornal e irá repetir no da Noite.

Com essa paragem, ficámos definitivamente afastados dos grupos e acabámos por entrar no da Jéssica quando estava a chegar.

Tempo ainda para brincar com a cadela Nike, pertença da Jéssica, e os alongamentos finais.

É sempre bom correr pelo Jamor, mais quando se tem companhia tão boa como os grandes atletas presentes e que dão outro cunho ao acto de correr.
Que melhor maneira de começar o fim-de-semana?

À conversa com Jéssica e a dizer-lhe que acredito que bata o record nacional de Maratona, pertença de Rosa Mota. Falta menos dum minuto...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Jéssica Augusto e Vera Santos candidatas a Atleta Europeia de Abril


Até 12 de Maio podemos votar na Atleta Europeia de Abril, sendo 10 as candidatas onde destacamos duas portuguesas, Jéssica Augusto e Vera Santos

Jéssica Augusto - Repete a nomeação de Março, desta feita pela Maratona de Londres onde se classificou como a melhor atleta europeia e com record pessoal, 2ª marca nacional de sempre.

Vera Santos - Pela sua vitória no Grande Prémio Internacional de Marcha de Rio Maior 

Para poderem votar, clicar aqui

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Revista Atletismo de Maio


Com uma bonita fotografia de Sandra Martins a Jéssica Augusto, em pleno esforço para seu record pessoal e 2ª melhor marca nacional de sempre, feito obtido na Maratona de Londres, a Revista Atletismo de Maio tem o seguinte índice:

Competições internacionais
Estrada

6 - Campeonato Mundial de Meia Maratona
7 - Maratona de Londres
10 - Grande Prémio de Marcha de Rio Maior

Pista

8 - Troféu Ibérico de 10.000 m

Competições nacionais
Estrada

12 - Estafeta Cascais – Oeiras – Lisboa
16 - Grande Prémio de Constância
18 - Corrida dos Sinos
20 - BES Run Challenge
22 - Corrida António Leitão – SL Benfica
24 - Meia Maratona de Barcelos
24 - Scalabis Night Race
27 - Corrida do Mar

Pista

41 - Projecto Mega 

Entrevistas

30 - Atleta de pelotão – Rui Silva 

Reportagens

28 - Clube de Pelotão – Associação Académica da Bela Vista

Natureza e Montanha
Diversos

14 - Challenge Algarve 2014

Espaço Técnico

32 - Massagem para uma melhor recuperação
34 - Poderá a nutrição manter os níveis de performance em altitude?
36 - Método de respiração para correr melhor

Estatística

42 - Balanço da época 2014 – pista coberta

Secções Fixas

39 - Noticiário de Saúde
40 - Opinião
44 - Competições Internacionais
44 - Portugueses no estrangeiro
45 - Veteranos
45 - Noticiário
47 - Lazer
48 - Agenda da Corrida
50 - Calendário federado

Iniciativas
Revelação do mês

51 - Março: Hugo Almeida (Campismo S.J. Madeira)

Recorde-se que esta publicação imprescindível para o nosso desporto é distribuída por assinatura. Para toda e qualquer informação, clicar aqui

terça-feira, 6 de maio de 2014

Sábado, treino com Jéssica Augusto no Jamor


Com entrada livre e gratuita, vai realizar-se no próximo Sábado 10 de Maio, pelas 10 horas, um treino no Jamor com a Jéssica Augusto, onde se incluí a apresentação do seu livro "Do Primeiro Quilómetro à Maratona - Manual do Corredor".

Em condições normais, não efectuaria um treino na véspera duma Meia-Maratona, mas a oportunidade de estar com uma atleta da qualidade de Jéssica Augusto, é algo que não pode ser desperdiçada.

Vêm também? 

domingo, 4 de maio de 2014

A primeira corrida dos Faróis

Os 4 ao Km presentes (Eberhard, Marta e eu)
Eu com os vencedores dos dorsais que este blogue promoveu (Sandra, Marta, Marco e António)

Debaixo de muito calor, disputou-se hoje a 1ª Corrida dos Faróis, com partida em Carcavelos e chegada nos jardins do Casino Estoril.

Sendo uma prova e organização nova, o saldo é muito positivo, apesar de ensombrado por um pormenor de importância.
Os organizadores actuaram sempre de forma muito esforçada para agradar aos atletas, muito dinâmicos nas informações em especial no Facebook, e além dos pormenores habituais e obrigatórios, que não falharam, foram criativos com um pequeno-almoço de frutas diversas junto à partida e um dorsal que foge do habitual rectângulo, tomando a forma de farol.
O ponto negativo deu-se com a anunciada distância de 10 kms que acabou por ficar em cerca de 9.250 metros. Os atletas terão sido avisados através de megafone instantes antes da partida (como estava para trás, não ouvi). Segundo informações (não oficiais) que recebi, antes de se cortar para os jardins e ir para a meta, ainda regressaríamos à Marginal, o que acabou por ser cortado pela polícia.
É pena que tal tenha acontecido pois o esforço da organização não merecia este ponto negativo que acaba por ser um dos mais visíveis aos olhos dos atletas.

O original dorsal
Para 1ª edição, o número de classificados é agradável, 671 atletas, sendo excelente a participação feminina, 186 atletas (27,1%)

Para a história, ficam os nomes de Marco Mello (Atibá) e Alice Basílio (Amigos Atletismo Mafra) como os primeiros vencedores desta nova corrida.

Por volta do 2º Km
Quanto a mim, e segundo parece, ando com alguma nuvem mais escura por cima. Já não bastavam os problemas bronco-pulmonares, agora foi a vez de no sábado aparecer-me uma forte dor nas costas, ao nível da coluna, certamente causado por andar a tossir há tanto tempo, o que chegou a ameaçar esta corrida. Felizmente hoje estava melhor, com as dores a manifestarem-se mais quando me levanto duma cadeira ou a virar. A andar ou correr, não, apesar de, inevitavelmente, também sentir dores nas pernas pois isto está tudo ligado.
Ora como um mal nunca vem só, hoje não tive a sempre fundamental companhia da Mafalda pois ontem espetou um bico de palmeira no pé, ao nível do tornozelo, ficando o pé de tal maneira inchado que nem o conseguia apoiar. Hoje já está melhor mas ainda não deu para acompanhar.

Perto da meta, o meu sorriso já indiciava que a Marta ia conseguir bater o seu tempo 
Opps, aqui já há frustração


Mas todas as razões para sorrir na meta pois a Marta deu o que tinha e corrida foi bonita 

Quem eu fui acompanhar, foi a Marta, pois o objectivo era bater o seu record. Tínhamos combinado que ia a marcar o ritmo e tudo correu da melhor maneira com a Marta a responder bem, sempre bem disposta (sua imagem de marca) e apesar do calor e de algumas subidas, a média dava para bater o record em mais de 2 minutos.
Porém, e tal como já referi, faltou a distância necessária a homologar o que seria o seu novo máximo.
Não tínhamos ouvido a indicação antes da partida, por estarmos para trás, e apenas quando curvámos junto ao Casino e vimos o pessoal a entrar logo para o jardim é que caiu tudo. Até me saíram dois palavrões, frustrado que fiquei por o belo esforço da Marta não ir ser recompensado, como ela bem merecia.
Mas se fez assim esta prova, não acabando esgotada, até acelerando no final, e com este calor, a Marta prova que é só uma questão de tempo até fazer ainda melhor do que seria hoje (cá para mim, ainda baixa da hora este ano).


Já com as medalhas ao peito

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Corrida do 1º de Maio quebra barreira do milhar e meio

Jorge Branco, Eberhard, João Branco, eu, Isa e Vítor. Apesar da Isa e Vítor não terem corrido, não quiseram deixar de marcar presença a apoiar os seus amigos, tal como o Orlando a meio da prova, o que denota uma vez mais o espírito da nossa equipa

33ª edição da Corrida Internacional do 1º de Maio, cuja história se inicia em 1982 e onde após várias ameaças, quebrou hoje a barreira do milhar e meio de classificados, batendo o record do ano passado de 1.493, contabilizando-se 1.551 atletas a cruzarem a meta.

Como vencedores, dois atletas em estreia neste quadro de honra, Sérgio Silva do Benfica e Ana Mafalda Ferreira do Estreito, numa prova que contou com 229 atletas femininas (14,8%) e onde o calor que se fez sentir foi um adversário a ter em conta.

A minha corrida foi o oposto da relatado no passado domingo. Ai, na Meia-Maratona de Almada, fi-la toda em prazer de corrida, enquanto hoje foi em sofrimento de início ao fim, apesar da média até ter sido ligeiramente pior que na Meia.
Notei logo nas primeiras passadas do aquecimento que hoje não era bom dia para correr. Há dias assim mas vem no seguimento de nos últimos dias não ter estado bem e tudo pela mesma origem, aquele problema bronco-pulmonar que me atacou em Janeiro e deixou ainda mais marcas do que as que receava.
Vamos aguardar pelos próximos tempos mas estou receoso do que poderá vir a influenciar a nível das minhas corridas no futuro.
O agradável foi a excelente companhia ao longo de toda a prova, (e sem companhia não sei como teria sido hoje...) como foi o caso do João Branco, Jorge Branco, João Cravo e, muito em especial, da Sandra Martins a regressar após um período de lesão e com quem já não tinha o grande prazer de correr ao seu lado há um certo tempo.





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Entretanto, quero deixar aqui uma palavra de louvor à nossa atleta Rute Gonçalves que no passado domingo conseguiu um espectacular lugar de pódio no escalão senior feminino no 2º Trail Nabantino. Parabéns Rute!!!

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Não poderia deixar passar esta data sem falar no meu grande ídolo. 


Não sou pessoa de ter ídolos mas sim de admirar imenso algumas pessoas, seja em que vertente seja. No entanto, tive um grande ídolo no desporto automóvel, Ayrton Senna, que nos deixou de forma trágica faz hoje 20 anos.

Não comecei a seguir o Senna quando ele começou a ganhar na Formula 1 mas sim uns anos antes, mais concretamente em 1979, tinha ele 19 anos (tal como eu pois a nossa diferença de idade era de 12 dias).
Disputou-se no Autódromo do Estoril o Campeonato Mundial de Karting e fiquei abismado com o virtuosismo daquele brasileiro de capacete amarelo com risca azul e verde. Nas bancadas, disse aos amigos que me acompanhavam que estávamos a ver um piloto que um dia iria ser um grande campeão na Formula 1. E não me enganei.


Nos anos seguintes, onde Senna trilhava o caminho para o expoente máximo do automobilismo, vencendo as diversas formulas de promoção em Inglaterra, para eu poder ir acompanhado a sua carreira, comprava de propósito o Sport-Auto francês para ver os resultados desses campeonatos onde Senna participava e que não eram divulgados cá em Portugal, numa altura que internet nem sonho era ainda.

Em 1984 chegou à F1 com um Toleman, carro que não andava mas que as suas mãos faziam milagres, conquistando 3 pódios com "aquele" carro, quase vencendo no Mónaco.

Em 1985, tive o privilégio de assistir à sua primeira vitória na F1, num muito molhado circuito do Estoril. Nesse dia, começou a nascer a lenda Senna, tal como previ 6 anos antes.


Escuso de falar na sua fabulosa carreira que alcançou nos anos seguintes, nos seus 3 títulos mundiais, 41 vitórias e 65 pole-positions, pois isso é por demais conhecido, num piloto que interagia com o seu carro como se fossem um só moldando-se um ao outro.

À parte da sua lendária carreira, Senna era um ser humano como poucos, com um coração de ouro e que lutava imenso por ajudar a vida dos mais desfavorecidos, sempre de forma anónima e desinteressada.
Criou (incógnito) institutos de apoio a jovens no Brasil, jovens sem nada a quem foram dadas oportunidades de vida.

Como grande ser humano que foi, Senna sabia que a sua fortuna podia ajudar outros seres humanos.

Faz hoje 20 anos que sofri um choque terrível. E não quis deixar passar a data sem falar no que foi, e é, o meu grande ídolo.