domingo, 27 de abril de 2014

Almada - 2ª edição duma Meia que já é uma referência

Os 4 ao km presentes (Isa, Vítor, eu e Eberhard), enriquecidos pela presença do Sequeira

A 1ª edição da Meia de Almada tinha colocado a fasquia muito alta pela excelência da organização e do muito atractivo percurso.

Sabia-se que para esta edição havia várias alterações, sendo a mais visível o percurso, com partida e chegada no Almada Fórum e não na Lisnave.

Começando pela organização, esteve em muito bom nível. Pelo que me foi dado ver, tudo funcionou na perfeição e saliento o grande número de voluntários espalhados ao longo do percurso que, não só davam indicações, como incentivavam os atletas. 
Os reabastecimentos foram muito bons, vários e onde se salienta banana ao 10º km e bebida Gold Nutrition ao 13º e 15º.
Além disso, na passagem por Almada, vários populares aplaudiam todos os atletas, o que até nos levava a questionar se Almada seria Portugal, tal a diferença para o que estamos habituados.
Apenas um reparo à organização, o excesso de volume na música antes da partida que não nos permitia falar, mesmo aos berros, e chegava a fazer doer os ouvidos. De resto, e se esquecermos esse problema do ruído, houve boa animação na partida, inclusive com o lançamento de papelinhos e contagem decrescente, sempre em grande entusiasmo.
O pormenor do som, foi a excepção que confirma a regra duma organização que esteve em excelente nível e que transformou já esta Meia numa de referência nacional.

O vencedor masculino, Nélson Cruz

Quanto ao percurso, e aqui entramos em questões pessoais de gosto, há duas maneiras de ver a coisa. Comparando com o do ano anterior ou analisando-o por si. 
Achei um percurso sensacional o do ano passado. Equilibrado, selectivo e bonito. Daqueles que marcam a diferença. Daí que não fosse fácil fazer um melhor, como não se conseguiu, sendo a maior perda o facto de não termos passado no interior do Parque da Paz.
Mas não o comparando e analisando apenas por si, a minha opinião é que foi muito bom e agradável nos primeiros 18 quilómetros. E digo 18 quilómetros porque foi também equilibrado, selectivo e bonito. Já os 3 últimos deram a sensação de estarmos "a encher chouriços", pois passámos ao pé da meta e andámos grosso modo quilómetro e meio para lá, quilómetro e meio para cá, o que foi pena pois penso que teria sido mais proveitosa uma outra volta por outro local diferente. 
Contudo, não deixo que estes 3 quilómetros toldem a opinião que foi um bom percurso. E sendo a 2ª edição e um novo trajecto, há sempre espaço para melhorar ainda mais.

A vencedora feminina, Alexandra Alves
A nível de participação, aconteceu o inevitável. A Meia baixou de 824 para 625 classificados e os 10 kms de 837 para 576. E porque digo inevitável? Em minha opinião, 3 razões:
1ª Um fim-de-semana prolongado onde vários aproveitaram para sair
2ª Um dia com um número muito grande de provas no calendário, inclusive várias num raio de poucos quilómetros, o que provocou dispersão
3ª O aumento de preço da inscrição de 11 euros em 2013 para 15 em 2014

A nível competitivo, Nélson Cruz do Clube Pedro Pessoa Escola de Atletismo bisou a vitória, marcando agora 1.08.27, com Alexandra Alves da Açoreana Clube Banif a vencer o sector feminino em 1.30.12
Nos 10 kms, os vencedores pertenceram ambos ao Clube Pedro Pessoa Escola de Atletismo, o próprio Pedro Pessoa que marcou 32.10 e Ana Pereira em 46.38

A meta estava a escassos metros e já se festejava!

Quanto à minha Meia, foi muito agradável, ficando mais uma excelente recordação.

Fiz toda a prova na companhia da Isa e Vítor. A Isa esteve em dúvida até à véspera, por se ter magoado no joelho esquerdo por uma queda mais violenta, e participava sem saber se conseguiria cumprir a distância.
Fizemos a prova quase sempre ao mesmo ritmo, evitando velocidades que pudessem colocar em causa o joelho da Isa, muito certos, fosse em plano, descida ou subida, um pouco ao melhor estilo relógio suiço, e a Meia passou num instante (2.15.24) sendo que apenas parei na meta porque a corrida tinha acabado. Caso me tivessem dito que tinha mais 5 ou 10 quilómetros para fazer, teria seguido sem qualquer problema pois sentia-me bem e em prazer de corrida.

De mãos dadas, cortámos os três a meta, festejando o feito da Isa!
Pudemos assim os 3 cortar a meta juntos e felizes, sendo a maior alegria pela minha grande amiga Isa ter conseguido completar a prova e sem dores. Nunca é demais dizer, é uma atleta e mulher de grande fibra, garra, coragem e que não vira a cara a obstáculos. Um grande exemplo.

Como se pode constatar, adorei esta manhã e agora... venha a 3ª edição desta excelente Meia!






Entretanto, quero deixar aqui uma palavra muito especial à minha grande amiga Sandra que atravessou um período difícil de lesões, está a regressar à actividade, foi hoje à Corrida Pontes de AMIzade em Coimbra e venceu um troféu que se pode ver na fotografia em baixo, com o 2º lugar de veteranas, um prémio que vem recompensá-la por estes maus meses, e que seja o prenúncio que a lesão se vai embora de vez.
A Sandra é uma atleta e mulher de grande fibra, garra, coragem e que não vira a cara a obstáculos.
Sei que estou a repetir as mesmas palavras mas já viram a sorte que tenho por ter duas grandes amigas assim, como a Isa e Sandra? :)  

Parabéns Sandra!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A Liberdade de correr

Isa, Vítor, Marta, Orlando, eu, Jorge e João

Há 40 anos atrás fiquei na cama.
Tinha-me levantado para ir para o liceu e a minha mãe disse-me que não havia aulas porque estava a decorrer um golpe de estado.
Voltei  para a cama onde fiquei a mandriar até ao meio-dia, naquele gozo que se tem aos 14 anos por num dia de aulas estar na cama até tarde.
O pior foi quando depois do almoço quis vir para a rua, para as habituais voltas de bicicleta ou jogatanas de bola. A minha mãe não queria com medo da revolução que ainda não tinha atingido o ponto clímax. Eu argumentava que isso era em Lisboa e estávamos na Parede. Consegui levar a água ao meu moinho com a promessa de não sair de ao pé da porta. Promessa não cumprida, como se pode imaginar. Como é que ia andar de bicicleta só ao pé da porta?!?

Só mais para a noite comecei a perceber o que se passava. E nos dias seguintes a entender o significado do acto e de palavras que deveriam ser tão naturais como Liberdade.
E compreendi então alguns episódios do passado. O medo que se sentia. A vez quando o meu pai me falou pior. Estávamos em 1969 e iam realizar-se eleições (fantoches). Tínhamos vindo a Lisboa e estávamos a passear pelos passeios da Avenida da República. Num determinado prédio (ainda me recordo qual e hoje indiquei-o aos meus colegas de equipa), estava escrita na parede a palavra "Não". Ver uma palavra escrita numa parede e logo o Não, despertou-me a atenção e naturalmente perguntei "Porque é que está aqui este Não?". A resposta do meu pai foi um violento "Cala-te!", com um olhar fulminante como nunca lhe tinha visto nem tornei a rever. Não me atrevi a dizer mais nada nem a ter a mínima reacção. Não entendia porque é que fui ralhado daquela forma por uma mera pergunta, quando já tinha feito diabruras de fazer perder a paciência ao maior santo e o meu pai não tinha reagido como nessa altura. Ainda hoje recordo na perfeição esse momento. Momento que nos dias a seguir ao 25 de Abril entendi perfeitamente!

Tocante discurso de quem estava preso há 40 anos, apenas por pensar doutra forma
Há 40 anos enterrou-se um clima de medo e terror. De pobreza limite e falta de oportunidades. De exploração, humilhação e desrespeito absolutos. E duma guerra estúpida e desnecessária. E aqui torno a recordar algumas conversas que ouvia em surdina entre os meus pais, preocupados por o seu filho estar a crescer e ter que ir para a guerra. Que seria o meu destino se não tivesse existido o dia que hoje faz 40 anos. E abro aqui um parêntesis para desmistificar um dos mais errados mitos sobre o coveiro Salazar. Há quem o elogie por alegadamente nos ter "salvo" da 2ª Guerra Mundial, quando o que nos salvou foi a nossa posição geográfica e o facto de Espanha ter atravessado a Guerra Civil. Portanto nenhum mérito desse senhor. Mas quem o elogia por esse falso acto, esquece-se de referir que foi o mesmo que nos enterrou em 3 guerras simultâneas, guerras perdidas à nascença e que mutilaram e mataram muitos jovens e dizimaram a economia nacional onde metade do orçamento ia para esse esforço de guerra, levando todo o nosso ouro.

Tudo isto foi vencido há 40 anos. Dia que fiquei na cama.
40 anos depois, não fiquei na cama, como não o tenho ficado nos últimos anos, pois é o dia de correr em Liberdade, festejando de igual forma a liberdade que também foi dada à corrida.  
Das espingardas não saíram balas. O seu cano foi enfeitado por cravos, sinal de novos tempos
E esta Corrida da Liberdade (Pontinha-Restauradores), é uma corrida diferente. É uma festa. Um salutar e fraternal convívio onde a corrida é o pretexto.

Uma vez mais, fizemo-la em grupo. Tive o prazer de acompanhar a Marta, Vítor, João Branco e Jorge Branco. Só faltou a Isa que, apesar de inscrita e presente, não pode correr. Daqui envio-lhe toda a força para recuperar bem rápido, como ao Orlando que se magoou nesta prova. Força!

A chegada com todos de mão dadas (foto enviada pela Ana Pereira)
A chegada em grupo, todos de mãos dadas, é um símbolo nesta prova. Juntos, unidos pelo colectivo sem qualquer tipo de interesses egoístas, é o caminho se quisermos um futuro melhor.


A Avenida da Liberdade cheia de atletas a correrem livremente

quarta-feira, 23 de abril de 2014

On y va a Paris!!!!!


Sem mais palavras!!!! :))))



segunda-feira, 21 de abril de 2014

Vai uma forcinha?


Para mim, fazer uma Maratona é mágico. E há uma cidade que é mágica, Paris. Ora, somando dois mais dois o que dá? A Maratona dos meus sonhos é Paris!

Um grupo de 4, no qual estou presente, idealizou ir à Maratona de Paris 2015. E o que sucedeu? Vai ser a primeira vez que vai realizar-se um sorteio pois o número de pedidos de inscrição tem sido superior aos lugares vagos. 

Assim, entre o dia 6 e hoje, estão a realizar-se as pré-inscrições para o sorteio. Amanhã, anda à roda!
O que não quer dizer que vamos saber logo amanhã pois na página da prova diz que nos dias seguintes os sorteados serão informados. Vão ser uns dias de nervos!

Dão uma forcinha para o sorteio? Enviam a vossa energia positiva para sermos todos sorteados? Estamos a contar convosco para no dia 12 de Abril de 2015 cortarmos a meta em plenos Champs-Élysées!

Ai ca nervos! :)

domingo, 20 de abril de 2014

Correr na sempre bela Constância (tão perto e definitivamente afastado)

Os 4 ao Km presentes. Marta, Isa, Vítor e eu
E aqui com a preciosa companhia do Manuel Sequeira

Ponto prévio 1 - Para os que ainda não sabem da minha luta por baixar dos 50 minutos aos 10 kms, posso dizer, muito resumidamente, que no início de 2007 cheguei ao minuto 50 e evoluía de forma que o passo seguinte e natural seria entrar no 49. Na Corrida da APAV realizo uma média que daria para 49.10, só que nessa altura a prova tinha 9.400, mas estaria reservado esse tempo para Constância. Torci o pé no aquecimento e já não pude tomar parte. A partir daí, muito aconteceu. Desde mais provas com média para baixar mas que não chegavam exactamente aos 10.000, como um pé partido uma semana antes do grande ataque, tudo foi sucedendo. Em Constância 2011 fiquei perto, 50.08 mas o tal tempo não aparecia e já se tinha tornado uma obsessão da qual nunca desisti de lutar. Até ontem, em Constância.

Ponto prévio 2 - No início do ano uma infecção provocou-me um problema bronco-pulmonar que deixou marcas irreversíveis. 

Ontem em Constância - Esta prova era para dar o máximo aquilatando de como estava para, com um plano bem idealizado, tentar atacar esse tempo daqui a dois meses. 

Quase a chegar aos 8 kms - A média apontava para 50.40 mas com o sprint final tinha esperança de poder baixar ligeiramente de 50.37 e fazer o meu 2º melhor tempo de sempre. Tudo parecia estar a correr muito bem e a indicar que poderia sonhar para daqui a 2 meses. Mas nem sempre o que parece é. Desde os 6 kms que vinha a notar um crescendo de dor na parte pulmonar. Continuava cheio de força nas pernas mas outro problema apareceu. O facto de estar no limite mas a respiração já não se processar a 100%, foi provocando um défice de oxigenação, começando a ter tonturas. Ainda equacionei abrandar mas o tempo estava aliciante demais. Mas foi ali, quase a passar a marca dos 8 que tive que tomar a decisão de andar um pouco para recuperar pois o receio de cair para o lado com alguma tontura foi muito real. 


Meta - Nos 8, andei um pouco, retomei a corrida, mais devagar, 500 metros depois tornei a andar mais uma dezena de metros para depois ir sempre a velocidade moderada, cortando então a meta em 53.44, perdendo assim um pouco mais de 3 minutos nos últimos 2 kms. Estava um pouco branco e sentia as pernas a tremer, com as mãos e pés frios. Já na semana passada, após ter dado o tudo por tudo na Estafeta, acabei a sentir-me mal.

Constatação - Se for a uma velocidade uns segundos mais lento, não irei no meu limite, logo não há necessidade dos pulmões estarem no máximo e poderei correr a distância que quiser. Inclusive em séries, não há problema porque são um curto período de tempo a que se segue espaço para recuperação. A questão prende-se com ir no limite num espaço tão prolongado de tempo.

Decisão - Após tudo o que disse anteriormente, é fácil de deduzir que terminou a luta por baixar dos 50 minutos aos 10. Sou pessoa de lutar sempre até ao fim mas esse fim chegou. Tenho que ser realista e concluir que o aparecimento deste problema tal veio a inviabilizar. Poder-se-á afirmar que deu-se aos 8 e que num futuro poderá nem aparecer. A questão é que para saber isso teria que ir de início no limite e isso não vou tornar a realizar pois não quero sentir o que senti ontem. 
Claro que é com mágoa que prescindo desse objectivo mas há coisas mais importantes numa corrida que marcas, em especial a saúde e terminar bem disposto uma prova.
E consolo-me sabendo que posso não ter alcançado este objectivo mas consegui outros dois bem mais importantes, as minhas duas Maratonas, em especial a mágica de Sevilha que conseguir fazer, e bem, estando como estava. E este número de Maratonas vai subir.

Resta uma palavra sobre este Grande Prémio que viu ontem a sua 26ª edição e que é, sem dúvida, a minha prova de eleição na distância, pela beleza do local e do seu percurso. Um sítio a vir sempre.





domingo, 13 de abril de 2014

Estafeta Cascais-Lisboa (ou voar na Marginal)

A super equipa de amigos pela ordem que entrámos, da direita para a esquerda, Carlos, Orlando, eu e Vítor

Prevariquei! É verdade, prevariquei e não foi pouco! Sabemos que a Estrada Marginal é uma estrada perigosa com elevada sinistralidade, sabemos que o cumprimento dos limites de velocidade são importantes, mas hoje excedi esses limites durante 5 kms. É que para mim, qualquer coisa abaixo de 5 ao km é excesso de velocidade e realizei a minha légua englobada na Estafeta Cascais-Lisboa a uma média de 4.59, o que para mim é equivalente a voar!

Pela 76ª vez realizou-se a Estafeta Cascais-Lisboa, hoje com a sua edição nº 75. Confusos? Há uma razão. A primeira vez que se disputou esta que é a mais antiga prova portuguesa em actividade, estávamos a 24 de Abril de 1932, foi designada como edição 0, daí a 75ª ter sido a 76ª.

Uma grande clássica que foi deixada morrer pelas entidades competentes em 2007 mas que em muito boa hora a Xistarca recuperou em 2011, passando a ter um cunho marcadamente popular com as várias equipas de pelotão a lutarem pelas melhores prestações, associando-se ainda uma prova em linha de 20 kms.


E aqui reforçados com a nossa bi-Maratonista Isa
137 equipas estiveram hoje em acção, terminando 132, mais 7 que em 2013 e a 23 do máximo das 155 registadas em 2012.
O Reboleira dominou por completo alcançando a sua 3ª vitória nas 4 edições desta nova fase (na vez que não venceram foram 2º). Triunfaram em 1.02.47 e um avanço de 1.09 sobre a Odimarq e 3.28 sobre o Praças Armada.
No capítulo feminino, vitória em estreia do NucleOeiras que, com uma muito jovem e promissora equipa, cortaram a meta em 1.17.16 e um avanço de 4.31 sobre a Garmin e 7.38 do Linda-a-Pastora.

Nos 20 kms em linha, classificaram-se 736 atletas, a 2ª melhor participação apenas batida pelos 839 do ano passado e as vitórias foram para o individual Filipe Januário em 1.10.16 e a norte-americana Amber Sayer cujos 1.16.23 deram-lhe um avanço de mais de 9 minutos de avanço e dizimou o record do percurso que estava em 1.29.42 (diferença de 13.19!)


No final, também com a Sandra Campaniço num regresso que se saúda 
Pelo 3º ano consecutivo os 4 ao Km estiveram presentes. Em 2012 com Carlos, Sandra, eu e Gil, em 2013 o Orlando entrou para o lugar da Sandra (o ano do célebre pódio em Veteranos B) e este ano o Vítor substituiu o Gil. 
Como sempre, cada um deu o que tinha e o que não tinha e realizámos a marca de 1.34.07, o que nos permitiu ocupar o 67º lugar entre 131 equipas.

No meu caso, e como já perceberam na entrada deste artigo, marquei 24.55 o que foi a 4ª vez que baixei dos 25 minutos aos 5 kms, sendo que 3 dessas vezes foram nas 3 que estive presente nesta estafeta. Em 2011 marquei 24.25 na óptima iniciativa Da Estrada à Pista, na pista Moniz Pereira, depois 24.22 na estafeta de 2012, o meu record, em 2013 fiz 24.51 e hoje 24.55

Marquei 4 segundos mais que no ano passado mas nessa edição tive uma lebre de luxo, o Nuno, enquanto hoje segui sempre sozinho. 

O meu percurso começa na subida da Praia de Oeiras para Paço d'Arcos e termina no início da descida do Alto da Boa Viagem para o Jamor, depois de passar aquela subida nada meiga de Caxias para a Boa Viagem.


Sequência da passagem de testemunho do Orlando a mim. Digam lá se não arranquei logo em força?
Arranquei no máximo e marquei 4.47 no quilómetro inicial. De seguida 4.59 no 2º e no 3º, para nos dois últimos registar 5.05 (a subida a fazer os seus estragos). 
Passei o testemunho ao Vítor e a Isa pode constatar como eu estava. Cheguei mesmo no limite e consciente que não poderia ter retirado um só segundo à minha marca. Dei tudo! E quando assim é, só podemos ficar muito felizes por isso.

O Vítor estreou-se numa distância destas e em estafeta e apenas posso dizer que esteve fantástico, como ele decerto explicará no seu blogue.   


E aqui, nas últimas, a passar o testemunho ao Vítor que saiu também a voar!!! (Foto Isa)
Depois de ter ido tanto ao limite, o que convém? Um bom retorno à calma! E foi o que fiz, correndo a quase 7 os 5 kms que distavam da meta, acompanhado pela Isa, a que se juntou entretanto o Orlando.

É sempre um prazer entrar numa prova destas pois o espírito é diverso e cria-se uma união de esforços muito forte, que nem nos permite "levantar o pé" um só segundo que seja pois a nossa preocupação é sempre o colega que nos espera e os que ficaram para trás e que aguardam de nós o mesmo esforço. 

Em suma, uma manhã ricamente passada com aquela alegria que a corrida e seu convívio nos sabem tão bem dar.  





sábado, 12 de abril de 2014

Os heróis da Maratona das Areias

Paulo Reis e Carlos Sá festejam no final da 5ª etapa, a última classificativa
 

917 atletas classificaram-se na 29ª edição da Marathon des Sables, dos 1.029 que partiram para a primeira de 6 etapas que contabilizaram um total de cerca de 250 quilómetros pelo deserto do Sahara em Marrocos.

Todos são verdadeiros heróis mas destaco os 6 portugueses que estiveram à partida e à chegada.
Foram eles, com a respectiva classificação:

Lugar
Dorsal
Nome
Tempo
1117
Carlos Sá
21:24.58
47º
1115
João Colaço
30:05.03
54º
1114
Pedro Gonçalves
30:52.26
180º
281
Carlos Soares
36:08.19
281º
1113
Paulo Reis
40:02.26
289º
1165
Carlos Coelho
40:20.10

Todos no primeiro terço da classificação.

Uma palavra muito especial ao Paulo Reis, pois conheço-o pessoalmente e segui à distância toda a sua preparação e prova. Foi a sua primeira experiência do género e foi gigante! Mais do que terminar, o que já por si seria uma vitória tremenda, toda a sua evolução ao longo da prova foi fenomenal, superando tudo o que de mais optimista se esperaria. Um campeão entre campeões e um grande orgulho para todos nós!

O vencedor foi o marroquino Rachid Elmorabity em 20 horas 27 minutos e 37 segundos

Parabéns a todos!