segunda-feira, 31 de março de 2014

Corrida dos Faróis. Estejam atentos a 4ª feira


A 4 de Maio vai para a estrada a primeira edição da Corrida dos Faróis, uma prova que vai ligar o Farol de S. Julião da Barra ao Casino Estoril, com a distância de 10 kms, ao mesmo tempo que se realiza uma mais curta de 5 kms, com a mesma meta mas partida do Farol de Santa Marta.

A organização é da First Place, com o importante apoio técnico da Xistarca. 

Toda e qualquer informação pode ser vista no site oficial, clicando aqui

Para uma surpresa sobre esta prova, venham a este blogue na 4ª feira dia 2 pelas 13 horas. Os mais rápidos terão uma surpresa... 

quinta-feira, 27 de março de 2014

Mistérios da vida dum corredor


Mistérios da vida dum corredor * (tradução da palavra corredor no final do artigo)

Provavelmente será um bom tema para fascículos, dado que todos nós que corremos temos alguns mistérios que nos custa entender. 

O que hoje venho falar baseia-se no que me aconteceu (uma vez mais) no domingo. Comecei a aquecer e a coisa não saía. Estava motivado para correr mas fisicamente não conseguia desenvolver e à medida que dava passadas lentas, sentia o cansaço, sem ainda me ter esforçado. Parei um pouco, retomei e ainda pior. Sem força e sem velocidade. Logo no dia que queria ensaiar um ritmo melhorzinho. Paciência! Vou para a linha de partida, arranco e estou 100% diferente. Sinto-me com força e capaz de aguentar na perfeição um esforço maior. E, de início a fim, faço uma excelente corrida.

Como justificar uma mudança tão radical em escassos minutos? Como explicar que isto é algo que acontece frequentemente? Tantas e tantas vezes, sinto-me bem no aquecimento e a corrida limita-se a ser normal ou às vezes até fraca. E na maioria dos meus melhores tempos, estou num dia que parece não ir sair nada e que irei arrastar-me. 

Haverá uma razão lógica ou a lógica de correr está nos antípodas da lógica racional?
Acontece com muitos de vós? Conheço um caso na equipa em que a atleta em questão é conhecida por nos seus melhores resultados ter dito antes que nesse dia não ia sair nada de especial. Nós já brincamos com o facto mas o que é certo é que ela sente mesmo isso e depois transfigura-se. Mas enquanto demora um pouco a passar dum lado para o outro, no meu caso é imediato. Começo e de imediato sou o oposto. E nem precisaria de mencionar aqui Sevilha onde estava aterrorizado uma hora antes pois não sentia a mínima força e na hora da partida arranquei para a corrida da minha vida. Ok, neste caso pode-se argumentar no efeito psicológico, dum sentido e doutro, e da parte emocional que nos domina num desafio desta envergadura.

Recordo, como outro exemplo duma corrida normal, a Marginal à Noite de 2011. Não me sentia com força, tentei correr para aquecer e, coisa muito rara em mim, nem me apetecia correr. Dá-se a partida e arranco de faca nos dentes, percorrendo os 8 kms a uma média impensável para mim de 4.54!!! (olha se nesse dia a corrida tivesse mais dois quilómetros...)

Exemplos poderia dar muitos mas a verdade é que nós corredores temos vários insondáveis mistérios! 
Que outros mistérios têm?  

* Tradução da palavra corredor - Corredor era, segundo consta, a palavra antiga com que se denominava quem corria. Segundo reza a história, terá saído alguma promoção que passou todos de corredores para runners. Ora como não fui notificado dessa promoção, continuo a intitular-me um corredor. 

terça-feira, 25 de março de 2014

241 batoteiros desclassificados na Meia da Ponte


Seja qual for o propósito de um atleta numa corrida (quer por competição, prazer ou brincadeira), o respeito pelas regras e pelos restantes intervenientes, tem que estar sempre no topo das suas prioridades, onde se destaca correr devidamente inscrito e ter realizado o percurso na integra, caso corte a meta.
Foram mais ou menos estas as palavras com que comecei este artigo em Abril do ano passado.

Vinha a propósito de na edição de 2013 da Meia-Maratona de Lisboa terem sido desclassificados 169 ditos atletas  que não cumpriram as regras, muitos cortando aos 15 kms directamente para a meta, cortando-a num tempo muito inferior ao que poderiam realizar, numa distância que não foi a sua.

Pois este flagelo aumentou este ano. Pelas mais diversas razões, seja por não terem cumprido na íntegra o trajecto, por terem corrido com dorsais fotocopiados, trocados, do ano passado, homens com dorsais de mulheres, etc. Até houve quem pintasse o dorsal para entrar na zona vip!

Após a primeira classificação publicada, com 9.648 classificados, esse número desceu agora para 9.407 pois foram desclassificados 241 batoteiros. Uma relação de 2,5%, número acima dos 2,0% de 2013.

Já no ano passado apelidei-os desta forma, o que suscitou algumas críticas, "corajosamente" anónimas, mas repito e friso a palavra. Quem não cumpre as regras faz batota, quem faz batota é batoteiro. Temos que chamar as coisas pelos seus nomes e deixar de apaparicar situações que colocam em causa o bem que são as nossas corridas.

A nova classificação geral, expurgada de quem não mereceu entrar nela, pode ser vista aqui

segunda-feira, 24 de março de 2014

Divulgação - 1ª Corrida das Análises Clínicas e Saúde Pública - APTAC


1ª Corrida de Análises Clínicas e Saúde Pública - APTAC

"Pelo Cidadão, Pela Saúde, Pela Profissão"

Com o objectivo de celebrar o Dia Internacional da Profissão, reconhecido internacionalmente, a 15 de Abril, a Associação Portuguesa dos Técnicos de Análises Clínicas e Saúde Pública -APTAC, pretende assinalar este dia tão importante para a profissão e seus profissionais com um evento que reuna os profissionais de Análises Clínicas e Saúde Pública com a Sociedade Civil, promovendo a Saúde Pública e os seus determinantes, como a prática do desporto.

Assim sendo, irá promover com o apoio técnico da Xistarca, no próximo dia 27 de Abril de 2014, uma prova com 10.000m designada por 1ª Corrida Análises Clínicas e Saúde Pública - APTAC - "Pelo Cidadão, Pela Saúde, Pela Profissão". A prova incluirá uma Caminhada de 4.000m.

Esta corrida não estaria completa, se não incluísse uma vertente social. Como tal, por cada inscrição, a APTAC doará 1€ à Operação Nariz Vermelho , uma Instituição Particular de Solidariedade Social que leva alegria à criança hospitalizada, aos seus familiares e profissionais de saúde, através da arte e imagem do Doutor Palhaço.

O seu percurso será em Monsanto pelas 10 horas. Toda e qualquer informação, clicar aqui

domingo, 23 de março de 2014

Corrida APAV - Correr por quem não consegue fugir


"Correr por quem não consegue fugir" foi a frase em destaque nos dorsais da 11ª edição da Corrida de Solidariedade APAV que o Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI) organiza anualmente, visando fomentar actividades de apoio a causas sociais e de angariação de fundos para instituições de solidariedade social, num regime de total voluntarismo, potenciando o combate à exclusão.

E nada melhor que o apoio seja à APAV, instituição cuja missão é apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas, sociais e privadas centradas no estatuto da vítima.

Além do dorsal, realce para as placas dos kms percorridos que não se limitaram a ter o número do quilómetro mas dizendo que já tinhamos corrido x kms por alguém.

Participei pela  6ª vez nesta prova. Em 2006 foi a 2ª da minha carreira, que passados 8 anos já contabiliza o bonito número de 291 corridas, e nessa altura foi a primeira que participei com classificação, já que a inaugural foi a Mini da Ponte.


Em 2007 realizei uma corrida que poderia ter sido histórica pois o meu ritmo daria 49.10 aos 10 kms. Só que nessa altura, a distância era de 9.400 metros, apenas tendo mudado para os 10.000 em 2009. E passados 7 anos continuo a nunca ter baixado dos 50 minutos aos 10 kms, após mais provas com boa média mas sem terem os 10 exigidos e após dois acidentes quando ia quebrar essa barreira.

Hoje, e modéstia à parte, realizei uma excelente prova, na primeira vez que aproximei-me mais do limite após o problema bronco-pulmonar de Janeiro. E abro aqui um parêntesis para informar que na 5ª feira fui conhecer o resultado dum TAC que efectuei e o resultado não foi o melhor pois aquela infecção que apanhei, por obra e graça dum vírus qualquer, provocou danos irreversíveis nos brônquios, o que irá provocar alguns problemas em especial alturas de constipações. A (única) boa notícia é que posso continuar a correr pois o exercício físico ajuda. Devo confessar que desde 5ª andei um pouco abalado com a notícia, normalmente necessito sempre duns dias para começar a adaptar-me e organizar-me mentalmente, o que esta corrida acabou por ajudar também nesse aspecto.

Começando pelo fim, realizei o tempo de 52.33, o que é o meu 20º melhor tempo numa relação de 123 provas de dupla légua (ver aqui), mas o 2º melhor dos últimos 2 anos, apenas batido pela (super) marca de 51.02 no GP de Natal de Dezembro passado.


Se se costuma dizer que um mês após uma Maratona começamos a ver os tempos a melhorarem significativamente, nada pode bater mais certo pois faz hoje 1 mês que decorreu aquela inesquecível Maratona, corrida que, repito, não estava preparado mas que conquistei pela prova mais inteligente, feliz e emocional que fiz. Um momento muito marcante que também quis homenagear hoje.

E como foi a corrida desta manhã? Sempre em crescendo. Atentem os tempos km a km: 5.38 - 5.27 - 5.22 - 5.18 - 5.17 - 5.12 - 5.09 - 5.12 - 5.09 - 4.43
Primeira metade em 27.05 e segunda em 25.28, com particular realce no último quilómetro a 4.43

Como se vê, e atendendo às minhas capacidades, uma excelente prova. Desculpem estes elogios que não são vaidade mas sim orgulho pela bela prestação de hoje.
O único problema que senti foi uma certa dor na área dos pulmões após cortar a meta mas passado pouco minutos já tinha passado.

Quanto à prova em si, esteve com a simpatia e organização esforçada e bem oleada que sempre a conheci nestas 6 edições que tomei parte. Apenas a caminhada deveria partir uns 5 minutos depois da corrida para evitar que alguns caminhantes se coloquem na frente da partida e depois, todos lado a lado, comecem a andar enquanto um pelotão atrás de si está em plena aceleração.  





quarta-feira, 19 de março de 2014

Projecto para-olímpico de Mário Trindade


Mário Trindade, que ainda no domingo bateu o record nacional de Meia-Maratona em cadeira de rodas classe T52 (ler aqui), lançou esta página com este apelo que merece bem ser difundido:

"Olá 

O meu nome é Mário Trindade, tenho 38 anos e sou natural de Vila Real, resido atualmente em Viseu.
Pratico a modalidade de atletismo em cadeira de rodas desde 2003, e tenho como objetivo estar presente nos próximos jogos paraolímpicos que irão decorrer em 2016 no Rio de Janeiro Brasil.
Até ao momento, consegui 2 recordes nacionais nas provas de 100 e 200 metros e um recorde do mundo certificado pelo Guinness Book, o de maior distancia percorrida em menos de 24h, realizado em 03-12-2007 e ainda atual.
Em 2013 conquistei a minha primeira medalha (bronze) nos Jogos Mundiais da IWAS, que decorreram na Holanda – Stadkanaal - na prova de 200 metros.
Este ano o meu objetivo é ir ao Campeonato Europeu de Atletismo IPC 2014 que se realizará na cidade de Swansea, País de Gales.
Para isso preciso de 3500.00€, de modo a conseguir participar nas competições de preparação que tenho planeadas para este ano. Dada a dificuldade em angariar patrocinadores, decidi abrir esta conta para conseguir o vosso apoio.
Para me conhecerem melhor podem visitar o meu site: www.mariotrindade.com  ou seguir-me na minha pagina do facebook: https://www.facebook.com/mariotrindadeatleta"

domingo, 16 de março de 2014

Grande estreia da Marta em dia de record nacional de classificados

Correr e ser feliz (foto Sandra)

Na minha 31ª Meia-Maratona (6ª nesta prova), tive o grato prazer e orgulho de acompanhar a Marta na sua estreia em Meia-Maratona, no caso a 24ª edição da Meia-Maratona de Lisboa (Ponte 25 de Abril).

A sua primeira prova foi há apenas 9 meses atrás e vale a pena recordar a emoção com que falou do que passou para conseguir concluir os 5 kms dessa prova. Para tal, clique aqui.

Não há dúvidas que o caminho era para a Meia-Maratona

Pois quem diria que a Marta passado este tempo já se abalançasse para uma Meia? Fê-lo corajosamente e seguindo um plano de treinos que tentou cumprir. Mas a acompanhá-la, teve sempre uma vontade imensa de se superar e vencer o desafio.

E fez uma corrida exemplarmente magnífica, sempre muito certinha, regular e bem disposta, nunca denotando desgaste. Claro que à medida que os quilómetros iam passando, o cansaço aumentava mas nunca impedindo a sua normal passada. Nem por uma vez andou, foi sempre a correr e sempre feliz.

Antes da partida, os 4 ao Km (eu, Marta, Vítor e Isa), com o casal Sandra & Nuno e o Pedro Carvalho

A partir dos 17 kms, e quilómetro a quilómetro, íamos festejando cada seu novo record de distância, até ao clímax da meta! 

A uns 400 metros da linha de chegada, perguntei-lhe se queria puxar um bocadinho, respondeu que era melhor não pois já ia para o fatigado. Mas foi ela que a uns 200 metros questionou-me se ainda dava para baixar das duas horas e meia. Respondi que talvez e desatámos a acelerar até à meta, que a cortou em... 2.29.59!!! No meu caso, marquei como tempo de chip 2.30.00. Teve uma enorme pontaria! :)

Com os seus dois padrinhos a exibir a medalha brilhantemente conquistada (foto Luís Feio)

Estava cumprido seu sonho, suplantando os seus mais optimistas cenários. Tempo para a festa final!

(Foto Luís Feio)

Esta corrida fica na história por derrubar o record de número de classificados numa prova em Portugal e que pertencia à edição de 2011 da Corrida do Tejo onde concluíram 9.346 atletas, número batido hoje por 301, passando o novo máximo a ser de 9.648

Só falando dos anos mais recentes, este número mais que duplica os 4.774 de 2008 nesta Meia, bate por 2.673 o número de 2012 e por 1.598 o anterior máximo desta prova, alcançado o ano passado.

Não deixa de ser significativo que a prova actualmente com maior número de classificados em Portugal seja uma Meia-Maratona, distância que definitivamente os atletas estão a perder algum receio.




Os 4 ao km no final (Foto Luís Feio)