"Correr por quem não consegue fugir" foi a frase em destaque nos dorsais da 11ª edição da Corrida de Solidariedade APAV que o Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI) organiza anualmente, visando fomentar actividades de apoio a causas sociais e de angariação de fundos para instituições de solidariedade social, num regime de total voluntarismo, potenciando o combate à exclusão.
E nada melhor que o apoio seja à APAV, instituição cuja missão é apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas, sociais e privadas centradas no estatuto da vítima.
Além do dorsal, realce para as placas dos kms percorridos que não se limitaram a ter o número do quilómetro mas dizendo que já tinhamos corrido x kms por alguém.
Participei pela 6ª vez nesta prova. Em 2006 foi a 2ª da minha carreira, que passados 8 anos já contabiliza o bonito número de 291 corridas, e nessa altura foi a primeira que participei com classificação, já que a inaugural foi a Mini da Ponte.
Em 2007 realizei uma corrida que poderia ter sido histórica pois o meu ritmo daria 49.10 aos 10 kms. Só que nessa altura, a distância era de 9.400 metros, apenas tendo mudado para os 10.000 em 2009. E passados 7 anos continuo a nunca ter baixado dos 50 minutos aos 10 kms, após mais provas com boa média mas sem terem os 10 exigidos e após dois acidentes quando ia quebrar essa barreira.
Hoje, e modéstia à parte, realizei uma excelente prova, na primeira vez que aproximei-me mais do limite após o problema bronco-pulmonar de Janeiro. E abro aqui um parêntesis para informar que na 5ª feira fui conhecer o resultado dum TAC que efectuei e o resultado não foi o melhor pois aquela infecção que apanhei, por obra e graça dum vírus qualquer, provocou danos irreversíveis nos brônquios, o que irá provocar alguns problemas em especial alturas de constipações. A (única) boa notícia é que posso continuar a correr pois o exercício físico ajuda. Devo confessar que desde 5ª andei um pouco abalado com a notícia, normalmente necessito sempre duns dias para começar a adaptar-me e organizar-me mentalmente, o que esta corrida acabou por ajudar também nesse aspecto.
Começando pelo fim, realizei o tempo de 52.33, o que é o meu 20º melhor tempo numa relação de 123 provas de dupla légua (ver aqui), mas o 2º melhor dos últimos 2 anos, apenas batido pela (super) marca de 51.02 no GP de Natal de Dezembro passado.
Se se costuma dizer que um mês após uma Maratona começamos a ver os tempos a melhorarem significativamente, nada pode bater mais certo pois faz hoje 1 mês que decorreu aquela inesquecível Maratona, corrida que, repito, não estava preparado mas que conquistei pela prova mais inteligente, feliz e emocional que fiz. Um momento muito marcante que também quis homenagear hoje.
E como foi a corrida desta manhã? Sempre em crescendo. Atentem os tempos km a km: 5.38 - 5.27 - 5.22 - 5.18 - 5.17 - 5.12 - 5.09 - 5.12 - 5.09 - 4.43
Primeira metade em 27.05 e segunda em 25.28, com particular realce no último quilómetro a 4.43
Como se vê, e atendendo às minhas capacidades, uma excelente prova. Desculpem estes elogios que não são vaidade mas sim orgulho pela bela prestação de hoje.
O único problema que senti foi uma certa dor na área dos pulmões após cortar a meta mas passado pouco minutos já tinha passado.
Quanto à prova em si, esteve com a simpatia e organização esforçada e bem oleada que sempre a conheci nestas 6 edições que tomei parte. Apenas a caminhada deveria partir uns 5 minutos depois da corrida para evitar que alguns caminhantes se coloquem na frente da partida e depois, todos lado a lado, comecem a andar enquanto um pelotão atrás de si está em plena aceleração.