sábado, 14 de dezembro de 2013

Uma rica manhã com o 7º Treino Solidário Correr Lisboa

O grupo. Fotografia de Rute Ornelas

Estive presente hoje de manhã no 7º Treino Solidário Correr Lisboa, apoiando a Casa Sol, instituição que acolhe actualmente 14 crianças com idades entre os 8 e os 18 anos.

O local escolhido foi excelente, Parque da Tapada da Ajuda, onde se insere o ISA (Instituto Superior de Agronomia), local que desconhecia e que reúne condições excepcionais. Por várias alturas sentia-me em qualquer parte do país menos em Lisboa, pelos seus campos e animais.

Para ajudar, tivemos direito a visita guiada por parte da Isa que andou no ISA e, assim, foi-nos explicando os locais pois foi no ISA que a Isa se formou. (confusos com tanta Isa?)

Com menos presenças que no 6º treino (Parque das Nações), os grupos dividiram-se em 3. Caminhada de 3 kms e corrida de 5 e 10 kms, sendo que os atletas que pretendiam efectuar a dupla légua davam 2 voltas e os de 5 uma volta. 
Fui com a Marta, Isa e Vítor, deixando-os ao final da primeira volta pois pretendi não me desgastar para o Grande Prémio do Natal de amanhã, tendo eles seguidos para mais uma volta àquele belo local.

Eu estou a falar a sério, a fotografia foi tirada em Lisboa!

Mas a manhã começou muito bem com um convite à Marta. Lembram-se de no artigo da Meia-Maratona dos Descobrimentos ter relatado que a Carla, Jaime e Vítor tinham sido convidados e aceite fazer parte dos 4 ao km? Pois na altura escrevi "Já somos 10 ricos elementos mas será que irá haver mais novidades para breve? (não perca os próximos episódios!)" Pois... é que ainda faltava convidar a Marta, que só a veríamos hoje, e o convite foi efectuado pela sua madrinha Isa. A Marta revelou velocidade Boltiana pois a Isa ainda estava a acabar a pergunta e a Marta já estava a responder que sim! 
E assim passamos a ser 11 elementos. E um exemplo em termos de paridade! Enquanto a média feminina nas provas nacionais é de cerca de 16%, temos perto de 50% de atletas femininas (5 em 11)

Depois do agradável treino, altura para concretizarmos o que nos tinha ali levado, irmos entregar os bens necessários à Casa Sol, e com direito a cantarmos 3 músicas de Natal. Além de bons atletas, também somos bons cantores! Não se admirem se começarmos a ser aliciados por agentes musicais! 

E pronto, uma rica e útil manhã passou-se da melhor maneira. Venham mais!   

O grupo 4 ao Km presente: Isa, Vítor, João e Marta

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Sábado - 7º Treino Solidário Correr Lisboa


No próximo sábado, vai realizar-se o 7º Treino Solidário - Correr Lisboa, para ajudar as crianças e jovens da Casa Sol.

Qualquer informação pode ser consultada aqui e reproduzo de seguida o texto e orientações da organização:

7º Treino Solidário Correr Lisboa 
correrlisboa.com/ a pipoca mais doce
14 de Dezembro | 10h00 | Ajuda
Caminhada 3k | Corrida 5k e 10k
Madrinha do treino: Ana Garcia Martins - autora do blogue "A Pipoca mais Doce" 
Vamos correr para ajudar as crianças e jovens da Casa Sol!*

Inscrição gratuita mas obrigatória! Basta enviar e-mail para treinosolidario@correrlisboa.com com nome e distância que quer fazer.

Neste treino solidário o Correr Lisboa vai levar-vos a conhecer um dos lugares mais bonitos de Lisboa: O Parque da Tapada da Ajuda.
Vamos correr/caminhar sempre dentro do Parque, em alcatrão e durante o trajecto para além da magnífica vista pela cidade, pode ser avistada uma enorme diversidade de animais como pássaros, cavalos, esquilos, etc.
Para além da beleza da Tapada, neste Treino Solidário vão encontrar percursos um pouco diferentes do habitual. Não serão totalmente planos, durante os percursos existirão algumas subidas (e descidas, claro!). Os participantes serão divididos em 3 grupos, um de caminhada e dois de corrida, sendo que o grupo dos 10k fará duas voltas ao trajecto e o dos 5k apenas uma. Vai ser uma manhã bem passada. Venham correr para ajudar e deslumbrar-se com a paisagem!

PONTO DE ENCONTRO/ PARTIDA/CHEGADA:
Portão do Parque da Tapada da Ajuda. (Calçada da Tapada. Perto do Pavilhão da Ajuda)
Quem vai de carro pode estacionar nas ruas circundantes.
No final do treino podem ir aos carros buscar os donativos e os vossos gorros de Pai/Mãe Natal, as antenas de rena, os instrumentos musicais, etc e partimos dali todos juntos até à Casa Sol (fica a +/- 500m).

*Lista de necessidades: leite meio gordo e magro; cereais; sumos individuais( lanches para a escola); açúcar; azeite; detergente de loiça e roupa; fraldas tamanho M; resguardos camas; shampoo; gel duche; pasta de dentes; papel higiénico;
guardanapos, sacos para lixo (50L e 100L).

A Casa Sol acolhe neste momento 14 crianças (dos 8 aos 18 anos). Como estamos na época natalícia, presentes para oferecer às crianças também são bem vindos :) (ex: jogos, puzzles, livros, legos, etc).

No fim do treino afinamos as vozes, colocamos o gorro de Pai/Mãe Natal e vamos todos entregar os donativos directamente na Casa Sol e cantar para as crianças uma canção de Natal :) Contamos convosco! 

Convidem amigos, familiares, colegas, vizinhos, ... venham todos! Juntos vamos correr para ajudar as crianças da Casa Sol!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Felicidade! (Um ano)


Se há efeméride que não podia deixar passar em claro é esta, por tudo que me diz.

Após 5 anos a sonhar com algo que parecia impossível para um atleta como eu, faz hoje um ano que cumpri o sonho maior, o equivalente para mim a uma medalha de ouro olímpico. Tornei-me maratonista!

Avanços, recuos, receios, necessidade de acreditar que poderia ser possível, tudo levou a que fosse adiando o grande momento. Até que no final de 2011, a 26 de Dezembro, a decisão ficou definitivamente tomada com um ano de antecedência. 9 de Dezembro de 2012 seria o dia!

Se nos anos anteriores sonhava com esse longínquo objectivo, o ano de 2012 foi passado na integra a visualizar o que poderia ser.

Receio, muito receio, mas determinação, toda a determinação, o que me levou a superar o que de mau esse ano me trouxe e agarrasse com maior força a esse objectivo máximo.

E chegou o dia e com ele o meu momento de glória. Tão forte que nem reacção consegui ter no final, tal a emoção.
Não vou aqui repetir tudo que se passou, para tal aconselho a leitura do respectivo artigo, artigo escrito com toda a sensibilidade à flor da pele e que continua a arrepiar-me ao relê-lo.

Dez meses depois tornei a alinhar numa Maratona. Por uma infeliz e cruel partida do destino, não foi possível passar dos 15,5 kms. O meu melhor momento de sempre no Atletismo e, sem dúvida, o meu pior momento, estão ambos ligados às duas Maratonas.

A 23 de Fevereiro, em Sevilha, alinharei novamente numa, mas isso é futuro e o motivo deste artigo é o presente. Sim, o presente e não o passado pois o momento que celebro hoje um ano, está sempre bem presente em mim, no que foi um presente que a vida me deu.

Muito me podem retirar, mas o que nunca deixarei de poder dizer é SOU MARATONISTA! 


domingo, 8 de dezembro de 2013

Às vezes tenho vezes que por vezes não são vezes (ou como soltei o João que há em mim na Meia dos Descobrimentos!)

Antes da partida, com os, já se pode dizer agora, 5 atletas dos 4 ao Km (Orlando, eu, Eberhard, Vítor e Isa)

Que força é essa, amigo 
que força é essa, amigo 
que te põe de bem com outros 
e de mal contigo 
Que força é essa, amigo 
(Extracto de "Que Força é Essa" de Sérgio Godinho)

(neste artigo vou tentar ser o mais racional possível e tentar diminuir o estado de emoção que me encontro, se tal conseguir)

Durante 27 anos, a Xistarca, a quem tanto devemos, colocou de pé a Maratona de Lisboa, evento que foi englobando outras distâncias. Participei entre 2006 e 2012, correndo em tudo. A Mini em 2006, Meia-Maratona entre 2007 e 2010, Maratona por Estafetas em 2011, até atingir o momento mais alto da minha carreira como atleta, a Maratona em 2012, faz amanhã um ano.

Vendida que foi a Maratona à Competitor, a Xistarca, em boa hora, decidiu criar a Meia-Maratona dos Descobrimentos, englobando uma Meia por Estafetas e uma prova de 10 kms.

Na minha preparação para a Maratona em 2012, tive a sorte de apanhar um período fértil em Meias, correndo essa distância (ou 20 kms como em Almeirim), por 6 vezes em 8 semanas, o que me deu muita endurance. Uma coisa são treinos longos, outra é corrermos uma Meia em ritmo competitivo. 

Na preparação para Sevilha, tive no final de Outubro os 20 de Almeirim, duas semanas depois a Meia da Nazaré e, nesses 3 meses de intervalo até Sevilha, apenas estava calendarizada esta Meia.

Por várias razões, apontei-a como uma prova para tentar algo. Para o bem ou para o mal. Precisava de ter uma conversa comigo próprio, precisava de ganhar confiança para Sevilha e queria festejar da melhor forma o aniversário de amanhã da Maratona.

Tudo isto assombrado pelo pesadelo dos 15,5 na maratona de Outubro. E foi esse o momento que mais esteve presente hoje, o que acabou por me colocar uma faca nos dentes. Mas a isso já lá vamos.   

Fui com a Isa e João Branco para Belém e ao chegarmos, deparámos com nevoeiro e muito frio. De imediato encontrámos o Vítor a quem queríamos fazer um convite para entrar na equipa. 
Tinha o discurso bem preparado mas ficou na gaveta pois o João Branco desbroncou-se e o Vítor soube logo do que íamos falar, o que acabou por ter a sua piada.
Temos mais um elemento na nossa equipa de amizade, a que se juntam também o casal Carla e Jaime. Já somos 10 ricos elementos mas será que irá haver mais novidades para breve? (não perca os próximos episódios!)

Depois de muita tremideira (estava mesmo frio!), hora da partida. Aí disse uma frase que parecia uma mera piada à "La Palisse" mas que tinha outro significado. Afirmei "hoje a corrida vai correr bem ou mal". A Isa e o Vítor riram-se mas eu sabia o significado. Ia dar tudo logo desde o início (mesmo respeitando a parte inicial para a pulsação não disparar logo). Tinha a intenção de não me salvaguardar absolutamente nada, mesmo que isso custasse um estoiro que se ouvisse na outra banda.

Vou confessar uma coisa. Hoje levava uma nota de 10 euros no bolso, caso tivesse que regressar ao local da chegada por transportes públicos. E se tivesse que desistir, pelo tal estoiro, saberia que tinha sido por uma boa causa. Daqui se vê o meu empenho.

O tempo que apontava era baixar de 2.07.38 e sentir que tinha feito a melhor Meia dos últimos 2 anos, sendo o ideal menos de 2.04.34 e ser a melhor dos últimos 2 anos e meio, mas isso já parecia um bocado de ambição a mais. 
Baixar das 2 horas, só em sonhos daqueles que já não se realizam mais. Para um atleta com as minhas capacidades, esse é um tempo muito raro de se alcançar e só em condições muito especiais. Fi-lo na Meia de Lisboa, integrada na Maratona de Lisboa 2007 (1.56.35). Após a fractura do pé, tinha consciência que já não o faria mais, mas na Nazaré 2010 marquei 1.56.53, o que motivou uma explosão de alegria na meta.
Mas isso foram tempos passados... Foram? A sério senhor João?!?

Dada a partida, furei entre a Isa e o Vítor (com empurrão e tudo, que mau desportivismo, he he he) e logo de início tivemos a subida para o Restelo. Aí, tentei equilibrar entre o não disparar logo as pulsações e o não perder segundos, o que consegui na perfeição. 

Tal como os melões que apenas depois de abertos se sabe o que valem, também em corrida só após uns metros vemos o que estamos a valer. E a impressão era excelente. Aos 3 kms, baixar dos 2.07.38 já tinha deixado de ser meta que passou para os menos de 2.04.34

Entre os 5 e os 6, a pulsação estava boa e equilibrada e sentia-me cheio de força.  Olhei para o relógio. A média dava para as 2.01/2.02 mas tive a perfeita consciência que podia baixar uns segundos por km e atacar o sub 2 horas! Esse pensamento deu-me uma enorme euforia rentabilizada em força e agarrei o sonho bem apertado com as duas mãos.

Aos 10 kms, tudo estava a correr bem e, apesar de faltar mais de metade do percurso, sentia que HOJE IA SER DIA! Passei pelos amigos Manuel Oliveira e João Branco, que estavam à espera de receber o testemunho da estafeta e gritei "Isto hoje está muito bom!".

Ultrapassei muito atleta, cruzei-me com muitos mais e fui recebendo palavras de incentivo. E acreditem o quanto elas ajudam!!!
Abro aqui um espaço muito especial para referir os jovens que estavam no reabastecimento dos 10 e 15 kms e que foram um espectáculo e exemplo! Não se limitavam a dar água mas sim a incentivar todo e qualquer atleta com frases de apoio espontâneas e que muito bem caem em todos nós que vamos em grande esforço.

Entretanto, não sabia da Sandra e Nuno mas tinha esperança que fossem à frente pois a Sandra bem merecia bater o seu record de 6 anos em Meia, quando realizou o muito curioso tempo de 1.59.59
Quando ia a aproximar-me do retorno, vejo-os já a regressarem. Tinha tudo para bater o seu record. Espantou-se por eu ir já ali (mais energia extra ganha!) e gritei-lhe a melhor palavra que podia dar-lhe: "Acredita!"

Curiosa fotografia do Vítor comigo a cruzar-me com a Isa e ambos de thumbs-up

Após o retorno, cruzo-me com a Isa e Vítor e o meu depósito de força foi reabastecido com mais incentivos.

Ainda faltavam 8 quilómetros mas sabia que ia conseguir. Tinha que continuar no meu limite, mas sabia que o iria fazer. É daqueles momentos que se acredita e se sabe.

O ritmo ia excelente, as pulsações idem, e nem sequer me recordava que estava a percorrer aquelas longas rectas Belém-Santa Apolónia-Belém! Quando queremos fazer as coisas bem, não podemos só questionar se estamos a fazer o que é o certo, pois assim passamos também a ser espectadores, reduzindo a concentração. E a concentração era seguir. Seguir. Aguentar. E dar uma grande lição a mim.

Aos 20 kms, a coisa estava garantida e nem seria no minuto 59 mas sim 58. Também sabia que a Sandra ia à frente, o que significava que ia fazer um tempo que bem merecia. Olhei umas duas ou três vezes para trás para ver se via a Isa e o Vítor pois tinha esperança que ela também baixasse, pela primeira vez, das duas horas. Não os vi. Mas o record de 2.02 deveria dar (atendendo onde iam quando nos cruzámos).

Só nestes últimos 1.000 metros senti a grande carga de esforço. O ritmo não baixou mas já estava para além do que aguentava. Mas reduzir? Nunca!

Tenho perfeita consciência que hoje não daria para retirar um segundo que fosse ao meu tempo. Dei, a todo e qualquer momento, tudo o que tinha. Por vezes nem me reconhecia.

Cortei a meta em 1.58.26
Uma rapariga com um bonito sorriso disse-me parabéns e deu-me a medalha. Pego na medalha e, reacção instintiva, dei um sentido beijo na medalha 

Seguiu-se um turbilhão de sensações antagónicas. Tanto me apetecia rir como chorar. Exultar como praguejar. Levantar as mãos como atirar a garrafa com força contra o chão.
Muitos podem entender, mas apenas passando as coisas na primeira pessoa se sabe o que alguns momentos são e significam.

Encostei-me a uma grade para esperar pela Isa e Vítor. Grande alegria! Uns 20 e tal segundos depois chegavam. A Isa também tinha entrado no minuto 58! (ler as suas Meias-Maratonas é constatar uma evolução notável!)

Tempo para encontrar a Sandra e saber do seu record. Tinha esperança do minuto 56. A alegria foi imensa quando soube que foi o 54!

A amizade pode ser um tesouro de valor incalculável, e eu sinto-me extremamente rico e abençoado com a amizade tão especial e genuína que partilho com a Sandra e a Isa, amigas do coração. Daí a minha enorme felicidade com os seus feitos.

No final e no geral, muitos atletas felizes com a sua prestação. (Há alguma dúvida que a temperatura baixa não seja um grande aliado?!?)

Tive momentos de especial emoção. Mais do que uma corrida, tinha estado numa longa conversa comigo. E tal como numa grande conversa entre alguém zangado consigo próprio, ambos os eus acabaram de paz feita.

Tal como disse, houve alturas que nem me reconheci. Resta saber se hoje fui outro ou este é que é o verdadeiro João. Eu não sei responder! Apenas sei dizer que podem ter existido duas Meias onde fiz melhor tempo, mas nessa altura estava noutra forma, condição e idade. Por tudo o que aconteceu hoje, elejo esta como a MELHOR MEIA QUE ALGUMA VEZ FIZ!

Uma fotografia de gente feliz: Orlando, eu, Sandra, Nuno, Isa e Vítor.
Obrigado ao Vítor pela partilha da foto e ao Pedro por ter sido fotógrafo
Se chegaram aqui, parabéns por terem aguentado um artigo tão longo e emotivo!


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Revista Atletismo de Dezembro


E cá está mais um número desta preciosa revista para todos nós que elegemos o Atletismo como nosso desporto de eleição.

Conteúdo deste número:

Competições internacionais

Estrada
Maratonas de Outono

Competições nacionais

Estrada
Maratona do Porto
Meia Maratona da Nazaré
Corrida do ISCTE
Corrida das Castanhas
Grande Prémio da Mendiga

Corta-Mato
Crosse de Torres Vedras / Matos Velhos
Crosse de Amora (Seixal)

Atleta de pelotão
Paulo Marcos

Clube de pelotão
Núcleo Desportivo e Cultural de Odemira

Outras
Transferências em 2013

Espaço técnico
Treinar para recordes pessoais

Conselhos
O seu coração durante a corrida

Nutrição
Hiponatremia durante o exercício

Estatística

Pista
Balanço geral da época 2013 (femininos)
Balanço geral da época 2013 (juniores femininos)
Balanço geral da época 2013 (juvenis femininos)

Estrada
Ranking anual das provas de estrada 

Natureza
Trilhos e Montanha
Corrida do Monge

Orientação
Europeu de Jovens

Secções fixas
Índice anual por temas
Noticiário
Veteranos
Lazer – aniversários e puxe pela cabeça
Agenda da Corrida
Calendário Anual 2014

Revelação do mês
Cátia Azevedo

Recorde-se que a Revista Atletismo é distribuída por assinatura. Toda e qualquer informação, clicar aqui

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Quando eu adolescente corria... sem gostar!

Sim... era mesmo eu com 15 ou 16 anitos!

(noutro dia, numa brincadeira num mail, revi esta fotografia minha o que me fez recordar algumas coisas . Umas relacionadas com correr. Aqui vão essas...)

Há uma meia dúzia de anos atrás (bom... não foi propriamente meia dúzia de anos mas adiante...) era eu um adolescente de 16 anos e fui algumas vezes fazer o circuito de manutenção do estádio nacional.

Estávamos em 1976 e apenas nesse ano lectivo acabado de terminar, tive aulas de Ginástica (ainda não tinham alterado o nome para Educação Física) a sério. Nos anos anteriores, as aulas dividiam-se entre uma ginástica muito Estado Novo (todos de branco e a fazer exercícios coordenados para parecer bem) e futebolada.
Durante o ano 1975-1976, tive o prazer da professora de ginástica ser uma rapariga jovem que vinha cheia de boas ideias e de querer mostrar-nos a maioria dos desportos. Chamava-se Magui e hoje controla as corridas do Troféu de Oeiras.

E se eram um espectáculo aquelas aulas! Num dia aprendíamos as regras e técnicas duma determinada modalidade e nas aulas seguintes colocávamos em prática. Passávamos então para outro desporto e por aí fora percorrendo a maioria.

Foi assim que fiz pela única vez algumas coisas como, por exemplo, salto em altura (técnica de barriga para baixo, à antiga, e não de costas). O pior era quando se tratava de correr às voltas ao exterior do pavilhão. Aquilo cansava! Correr a jogar qualquer coisa era diferente pois corria-se e parava-se, agora correr assim estilo 1 ou 2 minutos seguidos... era duro e cansativo! Então em frente à setôra corríamos e lá atrás no pavilhão caminhávamos, estilo um fartlek mal amanhado.

Entretanto chegaram as férias grandes e no grupo de amigos lá do bairro, um propôs irmos ao estádio nacional pois tinham lá desenhado um circuito de manutenção muito giro. 

Lá o fomos experimentar e aquilo era mesmo bom! Muito bem arranjado, com uma série de estações onde se realizavam os mais diversos exercícios, alguns com troncos que depois deixávamos no mesmo sítio sem ninguém estragar nada. Entre as estações havia placas que indicavam "Marcha" ou "Corrida".

Gostámos tanto que nessas férias fomos diversas vezes. Como morávamos na Parede, era só apanhar o comboio até Cruz-Quebrada e vice-versa. 

E eu gostava daquilo... menos da parte de correr. Cansava! Os exercícios eram muito giros, em especial porque íamos subindo de nível (o número de repetições estava para iniciados, médios e avançados e chegámos a esse último patamar), mas entre os exercícios gostava era de ver as placas de "Marcha", pois quando aparecia uma de "Corrida", só queria que acabasse rápido.

Aliás, recordo-me da primeira vez que fui lá e ao fim dum minuto a correr já quase berrava "quando é que isto acaba?"

Um certo dia vimos que o portão para a pista do estádio estava aberto e entrámos. Com o professor Moniz Pereira no relvado a controlar, evoluía na pista 1 o Carlos Lopes e o Fernando Mamede, que deram voltas e mais voltas sempre no mesmo ritmo, o que nos impressionou. Andava o Carlos Lopes a preparar os Jogos Olímpicos de Montreal. 
Um de nós, o Natalino, decidiu correr uns metros (muito poucos...) à frente deles e a levantar os braços como a festejar ter estado à frente de tais campeões. Nessa altura estavam eles a passar por nós e ouvimos o Mamede comentar para o Lopes "O que é que este pan****** quer?" 
Claro que isso foi motivo para andarmos a gozar com o Natalino por várias semanas!

Outra vez tornámos a entrar para o estádio e decidimos organizar um campeonato, com corridas de 100, 400, saltos, etc.
Só que o campeonato nem a meio chegou pois fomos entretanto corridos por um segurança que apareceu aos berros a perguntar o que estávamos a fazer na pista.

E, nas poucas provas que realizámos, que resultados alcancei? Nenhum! Sabem porquê? Como correr cansava, ofereci-me logo para ser o juíz que controlava as partidas, chegadas e classificações...

Pois é... a gente muda e de que maneira! Está quase a fazer um ano que estive a correr durante mais de 5 horas e com 16 anos muito me custava correr um só minuto... 

Mas há coisas que nunca mudam. No tal circuito de manutenção, perto do final, havia uma descida para aí com uns 30 metros que era bem íngreme. Daquelas que mesmo fazendo muito devagar, as pernas começavam a acelerar e muito com a inclinação.

Pois este "exímio descedor" dava sempre barraca aí pois, invariavelmente, desequilibrava-me e era um milagre como nunca caía. Para o evitar, a maior parte das vezes tinha que ir de encontro a uma determinada árvore de estimação para me travar.
Claro que esse era o ponto preferido de todos que desciam num instante para depois ver como é que eu ia descer daquela vez...

Essa de nem saber como não caí e ter que ir de encontro a uma árvore, não vos faz recordar nada, pois não, Isa e Marta? (para quem não sabe... Corrida do Monge no mês passado... ler aqui).

Há coisas que mudam e muito... outras nada!

Ainda sobre o circuito... as férias grandes acabaram... o circuito ficou lá... e nós não regressámos.

E pronto, fica aqui a história de como este adolescente não apreciava correr... Estúpido!!! :)

domingo, 1 de dezembro de 2013

A 3ª Corrida do Sporting

Com Orlando

Com Eberhard, Luís Neves e Sequeira (encoberto)

Após ter marcado presença na edição inaugural, regressei hoje à Corrida do Sporting na sua 3ª edição, um evento que o apelido como "entupimento" e por 3 razões.

O primeiro entupimento foi pessoal. Já na corrida de 2011 estava engripado, hoje estive constipado o que me dificultou a respiração.

Outro entupimento foi uma desagradável repetição da edição inaugural onde 100 metros após a partida o percurso afunila, o que facilmente se imagina no que dá, quando vem em plena aceleração um pelotão de mais de 4 mil atletas. Não é de modo algum agradável iniciar a corrida e logo passar a passo e chegar mesmo a estar parado, demorando cerca de meio minuto a desatar aquele nó.
Se na edição inaugural foi compreensível (e tanto quanto sei em 2012 arrancou-se noutro sentido), vir agora repetir um erro que já era conhecido não foi muito bem aceite.

E no final, depois de se cortar a meta, novo entupimento, demorando-se mais de 10 minutos para percorrer uma recta onde íamos recebendo uma água, depois uma maçã e uma bebida isotónica. 
Não compreendo porque se demorou tanto ali, agravado por estarmos a arrefecer, estando uma temperatura bem fria ao melhor estilo de "calorzinho soviético".

O afunilamento no final da prova. O problema é que arrefecemos ao frio...

Mas se estes pontos negativos ainda se superam, a grande crítica que tenho a fazer a esta prova dirige-se ao presidente do clube que não autorizou a chegada dentro do estádio, o que é sempre um momento simbólico, em especial para os atletas que forem simpatizantes do clube. Mas todos nós sabemos que estes dirigentes dos chamados grandes governam os clubes apenas com o olhar no futebol, o que no caso do Sporting é mais gritante pois tem um historial muito rico na nossa modalidade de eleição.

Tirando estes aspectos, é uma prova muito agradável de fazer e com um espaço amplo que permite um bom convívio, que não foi maior hoje pois estávamos todos encolhidos com o frio.

A participação não pára de aumentar, cifrando-se o novo record em 4.241 classificados (mais 57 que em 2012), sendo 711 atletas femininas (16,8%).

Com a minha mania das estatísticas espero que o que vou escrever não acenda discussões mais acaloradas, pois sabemos que a paixão pelos clubes é cega, e estou a falar à vontade pois sou "independente" dos chamados grandes, mas não deixa de ser curioso que a Corrida do Sporting tenha uma participação bem superior à Corrida do Benfica, sabendo-se que o Benfica tem uma falange de apoio maior. Desconheço a razão deste facto que foi apenas uma curiosidade.

Tudo preparado para a partida

Os vencedores foram ambos atletas da casa. No sector masculino, o agora sportinguista Manuel Damião cedo se isolou, vencendo com o tempo de 30.13 e um avanço que se cifrou em 2.10 sobre o seu colega Mário Teixeira. Completou o pódio Pedro Conceição do Linda-a-Pastora com 32.36

Sandra Teixeira e Susana Francisco, ambas do Sporting, correram juntas até à meta, tendo a popular Sassi superiorizado-se por 1 segundo. Margarida Dionísio do Garmin/Olímpico de Oeiras foi a 3ª a 1.05

O amarelo a sobressair entre o muito verde

Quanto à minha corrida, começo por fazer um esclarecimento do que escrevi na da semana passada sobre Mendiga e o tempo que realizei. A comparação que fiz foi sobre o signo do estatístico que há em mim, não como forma de valorizar apenas os tempos. O que mais conta para mim são as sensações e esses 4 primeiros quilómetros em Mendiga foram muito duros por questões cabeçais, mas que se vieram a revelar muito importantes nos dias seguintes. 

Depois do que me aconteceu na Maratona Cascais-Lisboa, fiquei cheio de raiva e energia para vingar o sucedido. Como já escrevi, nos últimos tempos fui-me abaixo. Provavelmente necessitava de fazer o "luto" da situação. O ponto crítico deu-se nesses tais 4 kms, mas o ter vencido essa guerra interna, mudou-me e tive uma semana completamente diferente e bem focado no grande objectivo de Sevilha.

E isso provou-se hoje onde corri sempre com boas sensações. Marquei 55.42 (sem aquela paragem forçada pelo entupimento inicial talvez ainda pudesse ter lutado para baixar marginalmente dos 55) e estive sempre bem. Tenho consciência que não fui ao limite das minhas pernas pois hoje corri conforme a respiração me deixava, pela já referida constipação. E acabei bem e em força.

Nestes dias, penso muito numa frase que provavelmente nem é verdadeira mas que finjo que o seja. "Um raio nunca cai duas vezes no mesmo sítio".

E eu vou cortar aquela meta em Sevilha!!!