O 1º de Maio é daquelas datas para serem sempre recordadas no intuito de manterem todo o seu significado e reconhecimento a quem tanto lutou por direitos e regalias para todos. Direitos e regalias que, infelizmente, vemos quase diariamente escaparem-se como areia entre dedos, no momento actual.
Uma das formas ideais para comemorar a data é com uma boa corrida, algo que desde 1982 sucede em Lisboa. A Corrida Internacional do 1º de Maio (31ª edição), uma prova sempre bem participada e que viu hoje o seu record de 1.353 classificados em 1996 aumentar para mais 110, registando-se mais 248 que no ano passado. Um salto que vem ao encontro do esforço dos organizadores que têm sabido manter a sua prova dentro de bons padrões de qualidade.
Destes 1.463 chegados à meta, 200 eram senhoras (13,7%) numa classificação que contemplou 3 escalões de veteranas.
Os dois primeiros a entrarem no complexo do estádio
Tal como o melhor português, Nélson Cruz
A vitória foi para o etíope Dadi Fikru em 44.29, seguido pelo queniano Cybrian Kotut a 6 segundos e Nélson Cruz do Praia Salema, já vencedor em 2010, a 1.28
A melhor nacional, Ana Mafalda Ferreira, a cortar a meta
Em femininos, Almaz Fekade da Etiópia triunfou na excelente marca de 50.20 com Ana Mafalda Ferreira do Estreito a também alcançar um óptimo tempo, 51.47 e conseguindo bater a queniana Correti Jepkoech por 1.07
Reboleira, Benaventense e Odimarq Alumínios preencheram por esta ordem o pódio colectivo.
Se os anteriores nomes distinguem quem ocupou os pódios, os vencedores foram todos os 1.463 atletas que tiveram à sua disposição as estradas da capital para fazerem aquilo que mais gostam, correr.
E até a chuva quis estar presente na fase inicial da prova. Bem fria, diga-se de passagem, mas na altura de se cruzar a meta já o sol brilhava.
Um desses atletas fui eu, tendo completado a distância em 1.24.38, menos 25 segundos que o meu record deste traçado mas, verdade seja dita, faltaram uns metros para se completar a distância exacta, devido a obras na Praça do Comércio.
Numa altura em que estou a recuperar com calma da forte quebra que tive no início de Março, e que ainda me leva a ter alguns dias menos bons, coloquei o ritmo indicado para fazer bem a prova sem forçar uma eventual 2ª metade mais lenta. Foi assim que por volta dos 2 kms deixei-me ficar, não acompanhando mais a Sandra, cujo momento é muito bom, e que ia uns segundos por quilómetro melhor do que eu poderia aguentar. Segui então à velocidade cruzeiro ideal até ao final, olhando desta vez de forma diferente para a parte do Martim Moniz para cima, pois em Dezembro espero repetir esse troço mas com 37 kms já nas pernas.
No final, tempo para conviver, aproveitando para tirar a fotografia que se segue, com dois grandes senhores das corridas e não só, Joaquim Adelino e Jorge Branco.
Fotografias
Classificação Geral
Classificação Colectiva