quinta-feira, 10 de maio de 2012

Arranca a Liga Diamante

Em Doha, Qatar, tem início amanhã, 6ª 11 de Maio, o mais forte e mediático circuito de meetings, a Liga Diamante, para já e nesta prova sem a participação de atletas portugueses.

Este circuito de meetings reúne sempre um lote dos melhores atletas planetários, sendo que em ano de Jogos Olímpicos mais importância terá para se ir aferindo da valia actual de cada.

As primeiras 9 provas realizam-se antes dos Jogos e as últimas 5 até um mês após a chama olímpica ser extinta.

Para conhecer quem estará presente em Doha e quais as especialidades presentes, clicar aqui

Em Portugal a transmissão do evento pode ser seguida na SportTv 4 entre as 17 e as 19 horas

O calendário 2012 (14 provas) é o seguinte:

11-05
19-05
31-05
02-06
07-06
09-06
06-07
13 e 14-07
20-07
17-08
23-08
26-08
30-08
07-09



Para pormenores de cada evento, clicar em cima do nome.



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Trilho dos Dinossauros, uma proposta diferente

O 2º Grande Prémio de Pego Longo, a contar para o Troféu de Sintra, vai ter lugar a 20 de Maio, contando com o nome Trilho dos Dinossauros.

Esta é uma proposta diferente das habituais nos troféus, com uma prova de 8 quilómetros sendo 90% disputado em terra, exactamente nos locais por muitos milénios atrás os dinossauros se passeavam.

As inscrições são gratuitas, a página do troféu pode ser vista aqui e o regulamento da prova aqui.

Perspectivas duma agradável manhã com o programa a ser preenchido com corridas por escalões.

A principal, com 8 quilómetros como já foi referido, tem o percurso que pode ser visto nesta imagem:


terça-feira, 8 de maio de 2012

Opinando sobre a Corrida pela Selecção

Dia 2 de Junho, simultaneamente em Oeiras, Porto e Faro, terá lugar a Corrida pela Selecção, cuja página pode ser consultada aqui, com a intenção de prestar apoio à selecção nacional de Futebol que vai disputar o respectivo Europeu.

Como pontos prévios, faço notar que considero sempre muito positivo toda e qualquer nova corrida, pela intenção de possibilitar a prática a um maior número de pessoas, tal como estou com a selecção para a melhor prestação possível nesta importante competição.

Dito isto, não posso deixar de admitir que esta realização me faz algumas cócegas. Não pelo que indiquei mas porque não gosto que se coce sempre para o mesmo lado.

Se é politicamente correcto (termo muito em voga hoje em dia) apoiar a 100% sempre que se trate duma manifestação futebolística, lamento que nada se faça quando falamos doutras modalidades, sendo que algumas, como o nosso Atletismo, têm proporcionado as maiores glórias desportivas ao país.

Transformou-se o Futebol em algo a roçar uma religião, em posição diametralmente oposta aos restantes desportos.
Certo que se pode argumentar que tem maior número de seguidores (mas também de  polémicas, violência e outros assuntos que não vêm à baila), mas não nos podemos esquecer que a maioria das pessoas consome o que lhe colocam à frente. 

Há uma razão para que há uns bons anos atrás o interesse pelo Atletismo (por parte do público em geral) fosse bastante superior, com bancadas bem compostas nos nacionais (basta procurar por fotografias da época). As pessoas eram informadas pela televisão, rádio e jornais generalistas sobre o que se passava. Entusiasmavam-se e seguiam. 
Hoje, o contacto para grande parte são os Jogos Olímpicos, mediáticos, só ouvindo nomes dos nossos heróis de 4 em 4 anos, colocando logo um grau de exigência irracional e típico de quem está a anos-luz da realidade. O próprio Mundial passa praticamente ao lado.

Não imagino como seria se ganhássemos um Europeu de Futebol e o endeusamento que se faria por tão hercúlea tarefa, mas quantos campeões europeus, mundiais e olímpicos o Atletismo já deu ao país? Recordo que um dos mais importantes diários desportivos nem uma breve referência colocou na sua primeira página aquando da medalha de ouro olímpica do Nélson Évora em Pequim 2008, confirmando a aberrante ditadura editorial em prol do Futebol!

Espero que não confundam onde pretendo chegar, e notem os meus pontos prévios. Nada contra esta corrida, muito pelo contrário, mas quando se coça tudo para um lado e nada para o outro, desculpem o meu hipotético mau feitio, mas não gosto!


Os nossos bravos, brilhantes e esforçados atletas merecem uma atenção e carinho muito maior por parte dos portugueses.

Nota - Falei sempre em nome do Atletismo porque é a "minha dama" mas englobo todos os desportos como merecedores de mais e não apenas umas migalhas deixadas no chão.

domingo, 6 de maio de 2012

Meia-Maratona de Setúbal


Setúbal nasceu do rio e do mar. As origens do seu nome não estão definidas, coexistindo diversas teorias onde as mais conhecidas são que os árabes apelidavam de Xetubre o rio que banha e populariza a cidade, bem como o seu nome vir da bíblia pelo neto de Noé, Tubal.

Desde cedo o porto de Setúbal foi fundamental para o seu desenvolvimento, sendo utilizado por fenícios, gregos e cartagineses.


Com a queda do império romano, a localidade terá desaparecido pois não existem registos entre o sexto século e o décimo segundo, numa altura que estava, digamos, entalada entre uma Palmela cristã e uma Alcácer do Sal árabe.

Reapareceu com a conquista em 1217 de Alcácer do Sal, tendo recebido foral em 1249. No entanto, as disputas por terreno entre estas localidades e Palmela agudizaram-se e apenas um acordo em 1343 demarcou as respectivas áreas.


O auge de Setúbal deu-se no século 17 quando o sal assumiu um papel preponderante. Tendo chegado a capital de distrito em 1926, Setúbal é hoje uma cidade de personalidade muito própria, berço de nomes que vão de Bocage a Sebastião da Gama e Luísa Todi, passando pelo mundialmente conhecido José Mourinho.


Para nós, atletas, Setúbal é o palco da sua Meia-Maratona que atingiu hoje a 23ª edição duma história iniciada em 1990, certificada desde 1996.

Um ano marcado por muitas dificuldades para colocar de pé a prova mas recompensada com 786 atletas na meta, mais 63 que no ano passado e a melhor participação das últimas 6 edições, correspondendo a uma organização sem falhas.

Num dia mais quente que os anteriores, Bruno Paixão do Portalegre triunfou em 1.06.45, à frente de Carlos Silva do Sporting (1.07.14) e Nélson Cruz do Praia Salema (1.07.39)


2ª em 2011, Rafaela Almeida do Benfica subiu um degrau no pódio, formando-se assim uma dupla de atletas que se estrearam a vencer na cidade à beira Sado plantada.
Rafaela completou o percurso em 1.19.13, com a sua colega de equipa Vera Nunes em 2ª (1.20.53) e Anabela Gomes do Arrudense em 3ª (1.22.25)


A minha prova foi a possível para o momento actual, onde devido à quebra registada em Março perdi os treinos ideais para uma Meia, completando-a em 2.15.03, mesmo assim 18 segundos melhor que a Meia da Ponte 25 de Abril.

Sei que a Sandra se vai "zangar" por eu escrever isto mas, como me quis acompanhar, foi pena eu ter-lhe prejudicado e muito a sua marca pois estava bastante bem e solta.

Para a estreia na Maratona em Dezembro, muito trabalho há pela frente. Para já, recuperar a forma perdida. Esta tem vindo a reaparecer mas ainda há dias como hoje. As razões e causas estão identificadas, agora há que contornar o momento.



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Revista Atletismo de Maio

Já foi distribuída a edição de Maio da Revista Atletismo, cujo conteúdo pode ser visto em baixo com o seu respectivo índice.

Como sempre, um número recheado de muitos e bons temas para ler, reler e guardar!

Competições


Estrada
10 - Maratonas internacionais
21 - Corrida da Saúde
22 - Estafeta Cascais-Oeiras-Lisboa
25 - Corrida da APAV
26 - Corrida Sempre Mulher
30 - Corrida dos Sinos
31 - Grande Prémio Comendador Rui Nabeiro
Pista
32 - Megasprinter Nacional
33 - Desporto Universitário Marcha Atlética
08 - Grande Prémio de Rio Maior
09 - Taça FPA de Marcha Atlética
 
REPORTAGENS/ENTREVISTAS

34 - Edi Maia e a final olímpica
38 - Atleta de pelotão: António Vale
40 - Clube de Pelotão: G.D. S. Paio de Oleiros
60 - As corredoras e os saltos altos
 
ESTATÍSTICA

52 - Balanço de corta-mato
57 - Estudo aos 5000 metros em pista
 
ESPAÇO TÉCNICO

Conselhos
49 - Treinos que melhoram performance
50 - Corrida e diabetes não são incompatíveis Medicina desportiva
48 - Fisioterapia: tendinopatia de Aquiles Nutrição
46 - Alimentação parte integrante do treino
 
NATUREZA

Diversos
24 - Challenge Algarve 2012 
Trilhos
16 - Maratona das Areias
18 - Trails diversos 
Orientação
58 - Justlog Park Race 2012
59 - O'Porto Urban Race 
Triatlo
60 - Taça da Europa em Quarteira
 
SECÇÕES FIXAS

06 - Noticiário
12 - Portugueses no Estrangeiro
14 - Veteranos
47 - Noticiário de saúde
54 - Factos e Feitos
62 - Lazer – aniversários e puxe pela cabeça
64 - Agenda da Corrida
65 - Calendário federado
 
INICIATIVAS

85 - Revelação do mês – Juliana Pereira (J. Vidigalense)
 
RESULTADOS

26 - Estrada

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Um obrigado não cansa e recompensa

Uma coisa que tenho o hábito de fazer sempre, é ao receber a garrafa de água em cada reabastecimento, retribuir com um "obrigado!". E se a fila de voluntários que entregam as garrafas é mais longa, digo um bom-dia ou olá ou qualquer outra coisa aos restantes.

O reabastecimento é dos pontos mais sensíveis numa corrida, juntamente com o controlo de trânsito. O primeiro por  uma questão de saúde e o segundo por segurança. No entanto, para tal, são necessárias pessoas da organização, geralmente voluntários ou outros grupos como escuteiros.

Todos sabemos o quão importante é para cada um de nós atletas, ouvir um incentivo do público. É uma força que aumenta a nossa energia, por vezes já depauperada. 
Ora, esses voluntários estão ali ao calor, ao frio, à chuva, para nos proporcionarem uma importante ajuda. Penso que será da mais elementar justiça ouvirem uma palavra de cada, o que lhes transmitirá também o conforto da sua nobre acção.

Este artigo vem a propósito da recente Corrida do 1ª de Maio onde, na fase inicial, choveu e com água bem fria. No reabastecimento nos Restauradores, os voluntários estavam protegidos como podiam nas suas capas, visivelmente com frio, mas todos se esforçavam em dar rápida e eficazmente as garrafas. Porém, ali à minha passagem, o silêncio dos atletas era total. 
Como sempre, agradeci a garrafa e, à frente, disse bom dia a uma senhora já com certa idade que também distribuía o precioso líquido. De imediato incentivou-me a continuar uma boa corrida.
Estes gestos recompensam e têm efeito de boomerang.

Se, quando sucede algo mal num reabastecimento, a crítica não demora em aparecer, porque não fazer também o inverso? O repto que aqui deixo é esse. Darmos todos, atletas de pelotão, uma palavra simpática a quem nos está a ajudar. 
E tudo correrá ainda melhor!


terça-feira, 1 de maio de 2012

Domínio etíope num 1º de Maio com record de participantes

O 1º de Maio é daquelas datas para serem sempre recordadas no intuito de manterem todo o seu significado e reconhecimento a quem tanto lutou por direitos e regalias para todos. Direitos e regalias que, infelizmente, vemos quase diariamente escaparem-se como areia entre dedos, no momento actual. 

Uma das formas ideais para comemorar a data é com uma boa corrida, algo que desde 1982 sucede em Lisboa. A Corrida Internacional do 1º de Maio (31ª edição), uma prova sempre bem participada e que viu hoje o seu record de 1.353 classificados em 1996 aumentar para mais 110, registando-se mais 248 que no ano passado. Um salto que vem ao encontro do esforço dos organizadores que têm sabido manter a sua prova dentro de bons padrões de qualidade.

Destes 1.463 chegados à meta, 200 eram senhoras (13,7%) numa classificação que contemplou 3 escalões de veteranas.

 Os dois primeiros a entrarem no complexo do estádio
Tal como o melhor português, Nélson Cruz

A vitória foi para o etíope Dadi Fikru em 44.29, seguido pelo queniano Cybrian Kotut a 6 segundos e Nélson Cruz do Praia Salema, já vencedor em 2010, a 1.28

A melhor nacional, Ana Mafalda Ferreira, a cortar a meta

Em femininos, Almaz Fekade da Etiópia triunfou na excelente marca de 50.20 com Ana Mafalda Ferreira do Estreito a também alcançar um óptimo tempo, 51.47 e conseguindo bater a queniana Correti Jepkoech por 1.07

Reboleira, Benaventense e Odimarq Alumínios preencheram por esta ordem o pódio colectivo.

Se os anteriores nomes distinguem quem ocupou os pódios, os vencedores foram todos os 1.463 atletas que tiveram à sua disposição as estradas da capital para fazerem aquilo que mais gostam, correr.
E até a chuva quis estar presente na fase inicial da prova. Bem fria, diga-se de passagem, mas na altura de se cruzar a meta já o sol brilhava.

Um desses atletas fui eu, tendo completado a distância em 1.24.38, menos 25 segundos que o meu record deste traçado mas, verdade seja dita, faltaram uns metros para se completar a distância exacta, devido a obras na Praça do Comércio.

Numa altura em que estou a recuperar com calma da forte quebra que tive no início de Março, e que ainda me leva a ter alguns dias menos bons, coloquei o ritmo indicado para fazer bem a prova sem forçar uma eventual 2ª metade mais lenta. Foi assim que por volta dos 2 kms deixei-me ficar, não acompanhando mais a Sandra, cujo momento é muito bom, e que ia uns segundos por quilómetro melhor do que eu poderia aguentar. Segui então à velocidade cruzeiro ideal até ao final, olhando desta vez de forma diferente para a parte do Martim Moniz para cima, pois em Dezembro espero repetir esse troço mas com 37 kms já nas pernas. 

No final, tempo para conviver, aproveitando para tirar a fotografia que se segue, com dois grandes senhores das corridas e não só, Joaquim Adelino e Jorge Branco.


Fotografias

Classificação Geral

Classificação Colectiva