quarta-feira, 11 de abril de 2012

Portugueses em grande na Maratona da Areia

A 27 edição da Marathon des Sables (Maratona da Areia) disputada em inóspitas condições no deserto do Sahara em Marrocos, com cerca de 250 quilómetros e que se iniciou no dia 8, vai sensivelmente a meio (termina a 14).

Todos os participantes são verdadeiros heróis e, entre eles, Portugal conta com 5, mais o Professor Mário Machado que, uma vez mais, colabora na organização.

São eles: 
Carlos Sá - Espectacular 8º no ano passado, Carlos Sá navegava no final da 3ª etapa num fantástico 5º lugar! (perto do final da 4ª etapa, poderá subir a 4º!)
Susana Simões - Espectacular 6ª classificada feminina!
Telmo Veloso - 17º no final da 3ª etapa. Uma posição brilhante!
José Morgado e Miguel Sousa - Ambos confortavelmente a meio da tabela. Muito bem!

A todos o nosso desejo de continuação de óptima prova, onde chegar ao final já é uma enorme vitória!

Para ir seguindo quase em directo a evolução de Carlos Sá e dos restantes portugueses, clique aqui no seu blog.


ACTUALIZAÇÃO - Afinal, no final desta 4ª etapa, Carlos Sá não subiu ao 4º lugar mas sim 3º!!!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Revista Spiridon - Março / Abril

Chegou ontem à minha caixa de correio a sempre aguardada Revista Spiridon, esta referente a Março / Abril, número 201

Como habitualmente, recheada de boas leituras:
- Editorial sobre os Troféus de Spiridon Louis
- Saber retirar mais prazer da sua corrida
- Manter o peso ideal... Arte ao alcance de todos!
- António Leitão deixou-nos...
- O fotógrafo dos corredores (o sempre popular Marcelino Almeida)
- O segredo está na altitude!
- Homenagear a saída de 200 números...
- Tem mais de 40 anos? Então, o "split" negativo é o segredo para correr melhor!
Além das habituais rubricas. 


Um número muito especial para mim que nunca me imaginei ver nesta mítica revista!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Historial da Estafeta Cascais-Lisboa

Domingo tem lugar a 73ª edição da Estafeta Cascais-Lisboa, a mais antiga corrida que se disputa no nosso país, tendo já sido disputado por 73 vezes.

A esta hora estarão a interrogar-se como é que vai ser a 73ª edição se já se realizaram 73? Passo a explicar: A 24 de Abril de 1932 teve lugar a primeira corrida que iria juntar Cascais a Lisboa por equipas de 5 elementos cada, sendo que o último percurso seria Avenida da Índia-Terreiro do Paço. Acontece que foi proibido os atletas irem até ao Terreiro do Paço, por razões que a história não guardou, ficando na Avenida da Índia e obrigando as equipas a terem 4 elementos cada. 
No ano seguinte, como já teve percurso completo, é que teve honras de ser apelidada de 1ª edição, ficando 1932 como a pré-edição ou edição zero.
Participaram 8 equipas (3 do Benfica, 2 do Sporting e Vendedores de Jornais e 1 do Probidade). Os atletas concentraram-se no Terreiro do Paço indo de automóvel até ao local de cada partida. Para tal, a Associação de Atletismo de Lisboa solicitou aos automobilistas que facultassem boleia aos atletas, devendo largar de Lisboa às 13.30 para a corrida se iniciar às 14.30, facto que ocorreu apenas às 14.50 devido a atrasos com as ditas boleias. 
A prova teve grande entusiasmo popular, algo que a tornou muito popular ao longo dos anos, em especial pelos despiques Sporting-Benfica, o que aliciava os espectadores, avisados que estavam pelos orgãos de comunicação social que ainda não estavam monopolizados por um desporto só. Havia informação, havia público. 
No entanto, também sofreu alguns revés como o facto de não se ter disputado em 1953 e 1956 e entre 1957 e 1960 o seu percurso ser Guincho-Algés, numa década em que as corridas em Lisboa estiveram ameaçadas por responsáveis da Câmara considerarem que estragavam o alcatrão, justificação que entra para o livro de honra do anedotário nacional. Em especial se nos recordarmos que nessa altura o número de atletas em cada prova rondava uma a duas dezenas. Estavam reservadas para os federados já que o conceito de corrida aberta a todos não existia e até seria algo de muito perigoso...
Depois do apogeu veio o declínio e a corrida parou em 2004. Realizou-se em 2007 mas tornou a parar para ser reactivada no ano passado, agora virada essencialmente para os muitos clubes populares. E a resposta em 2011 deu-se com o record de equipas presentes numa estafeta em Portugal, 122, número que entretanto foi batido na Maratona por Estafetas em Dezembro passado (140)

Ao longo destes 73 anos, houve 9 equipas masculinas a vencerem, com o Sporting a dominar de forma expressiva:

Sporting 42
Benfica 16
Conforlimpa 6
Vendedores Jornais 3
Belenenses 2
Joane 1
Maratona 1
Reboleira 1
Skoda 1


A estafeta foi aberta ao sector feminino apenas em 1992 (muito tarde!), sendo que as vitórias nestas 15 edições foram repartidas por 5 equipas com a JOMA a liderar:

JOMA 4
Benfica 3
Braga 3
Pasteleira 3
Sporting 2

A nível de atletas masculinos, registam-se 142 vencedores com o destaque de maior número de triunfos a pertencer a Fernando Mamede por 16 vezes (!), seguido de Carlos Lopes com 14 e Armando Aldegalega 10. A nível feminino, 50 vencedoras onde Marina Bastos lidera com 5 triunfos, seguida de Filipa Coelho e Sandra Amaro com 4. 

Para visualizar o palmarés desta clássica, clique aqui.


sábado, 7 de abril de 2012

Pensando em Constância...

Para ser um sábado de Páscoa como os anteriores, hoje teria sido dia de Grande Prémio da Páscoa em Constância.

Infelizmente não o foi por a Câmara não ter disponibilizado verba. Não gastou e não viu chegar à sua terra mais dum milhar de atletas, caminhantes e familiares, onde muitos almoçariam ou tomariam algo, dando um impulso à economia local.
Mas quem não gasta não colhe e fico sem saber se pouparam mais ou ganharam menos...
Faz-me recordar há 3 semanas atrás em Salvaterra de Magos onde num café e depois num restaurante, ambos cheios, ouvi por duas vezes os donos do estabelecimento confessarem "se não fosse a corrida estávamos às moscas...".
Mas enfim, não sou contabilista de ninguém e cada um sabe de si. Mas não posso estar nostálgico com o facto de não ter corrido hoje em Constância.

Qualquer corrida é especial, mas se há uma que mais especial considero, é esta. Fruto dum local acariciado pela beleza, e dum percurso "mágico". Não sei explicar porquê, e sei que não acontece só comigo, mas aquele percurso tem algo de sublime que faz a diferença. Uma simbiose perfeita entre o acto de correr e respirar natureza. 
Todos os anos que lá corri, senti a mesma sensação na meta. O prazer de ter desfrutado de tão belo trajecto e o vazio de saber que necessitava doutro ano para poder tornar ali a correr.

Infelizmente, agora vai para mais dum ano. Nem sei se regressará. 
Todas as corridas que acabam, doem, mas esta foi uma dor maior.

Não quis deixar de falar hoje de Constância...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Revista Atletismo de Abril

Já foi distribuída a Revista Atletismo de Abril, recheada de assuntos para ler.

Além da natural actualidade, desde as nossas provas ao Mundial de Pista Coberta, o realce vai para uma entrevista onde Sameiro Araújo abre a alma, para a rubrica Atleta de pelotão com Jorge Serrazina e o Clube em destaque o Gondomarense. Muito importante o espaço técnico com as temíveis fracturas de stress.

O grande destaque vai para um artigo que merece uma profunda reflexão: "Correr em Portugal ainda não é caro"

No final, justa homenagem ao grande homem e atleta que foi António Leitão.

Como sempre, um número a ler, reler e guardar!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

9ª Corrida de Solidariedade da APAV

Disputou-se ontem a 9ª Corrida de Solidariedade da APAV, prova organizada pelo ISCPSI cujo fim solidário reverte para a fundamental Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

Após o record de 793 participantes em 2011, foi pena que o número tenha descido para os 464 (menos 329), em virtude da concomitância da Corrida dos Sinos, o que acabou por prejudicar ambas as organizações.
Sendo que neste mês há datas livres na região de Lisboa, os números seriam bem mais altos para ambas pois muitos e muitos atletas fariam as duas. Falo por mim que fiquei dividido entre dois amores...

O casal sportinguista Luís Pinto e Sandra Teixeira continua a dominar este evento. Ele, com a 4ª vitória, ela com a 5ª. Aliás ambos, nestes últimos 5 anos, venceram tudo menos a masculina de 2011 (foi 17º tendo acompanhado a Sandra Teixeira para record do percurso na sua vertente de 10 kms)

Luís Pinto triunfou em 30.19, 10 segundos menos que Ricardo Dias e 2.40 sobre Hélio Gomes.
Sandra Teixeira em 37.14, 18 segundos sobre Tânia Sousa e 42 de Mónica Moreiras.

De destacar a presença feminina na casa dos 21,8% (101 atletas) 

domingo, 1 de abril de 2012

A 30ª Corrida dos Sinos


A chuva abençoou a 30ª edição da Corrida dos Sinos de Mafra, o que para a seca que vivemos só pode ser uma excelente notícia. 
E excelente é também o privilégio de ter tido à nossa disposição mais uma edição da emblemática corrida mafrense, depois de no ano passado terem corrido uns rumores pelo pelotão que indicavam que poderia estar em perigo. Realizou-se, recomenda-se e todos nós fazemos muita força para que nunca deixe de se disputar. 
Adaptando um conhecido slogan: Que poderíamos viver sem esta corrida, podíamos, mas não era a mesma coisa, de modo algum!


Foram 1.289 os atletas que se classificaram, menos 35 que em 2011 mas havendo hoje outras corridas em simultâneo. O número de atletas femininas foi de 125 (9,7%)


Rita Borralho foi a primeira vencedora feminina, em 1983, e hoje tornou a vencer pois viu um seu atleta da RB Running cortar a meta em 1º lugar, Hugo Pinto, que registou 47.26, batendo por 1 segundo Carlos Santos e 23 Alberto Chaiça que encarou esta prova como mais um treino para o seu objectivo de alcançar mínimos para a Maratona dos Jogos Olímpicos.

Clarisse Cruz do Sporting repetiu a vitória do ano passado mas agora retirando 2.14 ao seu tempo de então. Registe-se que ontem Clarisse foi também vencer o Grande Prémio Rui Nabeiro em Elvas. 
A 2ª foi Ana Mafalda Ferreira a 46 segundos, com a campeã nacional da Maratona, Anabela Gomes, a fechar o pódio em 57.50

Colectivamente, vitória para o Sintrense a nível feminino e o Gabinete de Fisioterapia no Desporto no masculino.


Os Amigos de Belém, a que se juntaram outros atletas, quiseram prestar nova homenagem a Júlio Pedrosa, tragicamente falecido nos Sininhos de 2010, depositando coroa de flores no local e fazendo a prova juntos. À chegada, os caminheiros da equipa esperaram pelos corredores para, todos juntos, cortarem a meta debaixo duma sentida salva de palmas, como se pode ver na fotografia acima

Na chegada dos Sininhos houve um momento de aflição com um atleta a ter que ser reanimado mas, segundo informações que me chegaram, parece que tudo não passou dum susto. 
Aproveito para desejar uma rápida recuperação à pessoa em questão.


Quanto a mim, o ano passado fiquei a 2 segundos do meu record aos 15 (1.20.20 desde 2007), perfazendo 1.20.22. Este ano voei pela prova, dando sempre o meu máximo e consegui bater esse record e descer da casa do minuto 20, tempo final 1.19.38
Bom... quem esteve em Mafra e me viu, já percebeu... para os restantes apenas digo que hoje tinha que meter a minha mentirinha de 1 de Abril...

É que na realidade o meu tempo foi muito longe desses 1.20.22 de 2011 e de 1.23.30 que ainda há 2 meses e meio fiz em Benavente, ou mesmo o 1.25.26 que marquei há um mês em Tomar. Hoje cortei a meta em 1.31.29 mas muito feliz com a minha prestação pois temos sempre que nos adaptar a cada circunstância. 
O que é um facto é que estou numa quebra de forma como talvez nunca tenha sofrido e, inclusive, irei amanhã marcar consulta para ver o que se passa com a máquina.

Um grande obrigado ao João Cunha pela sua imprescindível companhia!

Daí, ter colocado um ritmo certo que me permitisse não quebrar (ritmo que nesta altura se situa entre os 6.00 e 6.05), tendo a felicidade da companhia de João Cunha (a quem endereço aqui o meu agradecimento), desde os 2 quilómetros, o que se revelou fundamental para levar o barco a bom porto.

Como estou, não se sabe o que pode calhar, por isso ter cortado a meta, tendo feito a prova sempre a correr, foi um momento muito bom para mim.

Logicamente que aquele objectivo que perseguia há 5 anos (baixar dos 50 minutos aos 10 kms) e que me levou a eleger esta época 2011/2012 como o "Ano 49.59", está cancelado e nem sei se alguma vez voltarei a esses ritmos que me permitiram algumas vezes quase alcançá-lo, até porque os anos passam e a idade não perdoa.
O que interessa agora é rever a máquina para ficar descansado que nada se passa, para poder focar-me no meu objectivo superior de conseguir participar e concluir uma Maratona (está agendado para 9 de Dezembro em Lisboa...) 

Eu e a Sandra com o novo elemento dos 4 ao km, Eberhard Wilheml (sim, já temos atletas oriundos de outros países. Estamos a ficar internacionais!)