quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

37 provas acima do milhar de participantes em 2011

Fazendo um apanhado da participação nas provas competitivas de 2011 (não entram aqui as que não possuem classificação), temos que em 2011 ocorreram um total de 37 corridas acima do milhar de atletas, mais 6 que em 2010. 

Dessas 6, duas estrearam-se, conseguindo logo números acima do milhar, e aqui um especial realce para a Corrida do Sporting que ultrapassou os 3 mil e posicionou-se no 6º lugar logo na sua 1ª edição, e quatro provas que estavam abaixo do milhar, ultrapassaram essa barreira.

Das 35 que já se realizavam, apenas 4 perderam concorrentes entre 2010 e 2011, enquanto 31 aumentaram. Curiosamente, as São Silvestres de Lisboa e Porto estão nos pólos opostos como a que mais perdeu (1.114) e a que mais aumentou (1.470).

O total de atletas nestas 37 provas foi de 82.230 mas, para podermos estabelecer uma comparação, têm que ser retiradas as duas novas. Assim, o total das 35 que se realizaram nestes dois últimos anos foi de 63.848 em 2010 e 77.526 em 2011, o que proporciona um espectacular aumento de 13.678 participações!

Esperando que em 2012 esta tendência se mantenha, segue a relação das provas:



Corrida
Data
2011
2010
Dif.
31
23-10
9.346
9.262
84
21
20-03
6.330
5.475
855
7
18-06
4.141
2.864
1.277
18
18-12
3.751
2.281
1.470
12
25-09
3.344
2.391
953
1
16-10
3.329
-
-
5
18-09
3.025
1.692
1.333
4
18-09
2.941
2.166
775
6
10-04
2.677
1.351
1.326
10º
4
31-12
2.453
3.567
-1.114
11º
8
13-03
2.215
2.091
124
12º
32
25-06
2.065
1.849
216
13º
8
06-11
2.061
1.334
727
14º
23
05-10
1.826
1.413
413
15º
12
26-06
1.807
1.597
210
16º
10
05-06
1.769
1.215
554
17º
54
18-12
1.667
811
856
18º
54
08-12
1.615
1.229
386
19º
3
15-05
1.607
1.551
56
20º
24
04-09
1.556
1.415
141
21º
22
30-01
1.554
1.453
101
22º
17
04-12
1.539
1.242
297
23º
8
06-11
1.515
1.180
335
24º
23
30-12
1.484
1.087
397
25º
13
30-01
1.475
1.363
112
26º
28
06-03
1.406
1.317
89
27º
1
04-06
1.375
-
-
28º
3
09-10
1.349
1.172
177
29º
26
04-12
1.344
1.109
235
30º
54
28-12
1.338
873
465
31º
29
03-04
1.324
1.127
197
32º
12
13-02
1.319
1.037
282
33º
16
13-03
1.294
1.388
-94
34º
30
01-05
1.215
909
306
35º
37
13-11
1.135
1.169
-34
36º
16
27-02
1.024
662
362
37º
6
22-05
1.015
1.206
-191

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Spiridon 199

A revista Spiridon 199 já se encontra em distribuição.
Números não são apenas algarismos e esta é a anterior ao número marcante numa publicação bimestral, o 200.
Além de toda a habitual qualidade com que sempre nos presenteia, esta edição tem outro significado por duas razões. A capa, onde se destaca em primeiro plano um grande senhor do pelotão que tenho o prazer de conhecer, Manuel Oliveira, e no editorial, com fotografia doutro grande senhor destas lides, o amigo Jorge Branco, cujo este artigo inspirou o professor Mário Machado ao título "Gloriosos últimos..."

Conteúdo (além das rubricas habituais):
- Makau e as 2h03.38...
- Campeãs... 15 minutos antes!
- Chegar aos 80 anos... através de 30 minutos de corrida!
- Correr em pleno inverno - Um treino a não esquecer
- 12.000 corredores à descoberta de Amesterdão...
- Suplementos alimentares milagrosos...
- Estranhas formas de motivação dos atletas...

Com sempre, a ler, reler e guardar religiosamente.
  

domingo, 1 de janeiro de 2012

Dupla portuguesa de vencedores, com milhares a aplaudir na Amadora

O que tem a São Silvestre da Amadora? Um nome e um passado invejável? Sim! Um percurso selectivo e empenhativo? Sim! E são estas as razões que levam a que os fiéis atletas, indo uma vez, não querem deixar de voltar? Não!
A razão principal, que ultrapassa todas as outras, é o público! Público que enche as ruas e aplaude, vibra, faz barulho com cornetas, do primeiro ao último.
Talvez atletas de alguns países não estranhem, mas para nós, habituados apenas ao barulho das nossas passadas, correr na Amadora é um bálsamo que perdura nas nossas melhores recordações.

E ontem com a 37ª edição, e apesar duma certa tristeza e desmoralização que caiu no nosso povo, e que os fazedores de notícias querem amplificar, tudo se passou na mesma, num princípio de noite com algum frio mas sem a ameaça de chuva dos últimos anos e muitos aplausos e palavras de incentivo.
Com um plantel fortíssimo, mercê duma muito apetitosa tabela de prémios, a corrida feminina iniciou-se às 18 horas, com a masculina 10 minutos após.

Na feminina, cedo ficou definida a vitória, reservada para a benfiquista Marisa Barros que inscreveu pela primeira vez o seu nome na galeria de vencedores, onde constam 16 atletas em 32 edições (nos 5 primeiros anos não houve participação feminina) e onde sobressaem Fernanda Ribeiro com 7 triunfos, Jelena Prokopcuka  com 5 e Aurora Cunha por 4 vezes. 
Marisa concluiu a prova em 33.23, 49 segundos à frente da sportinguista Clarisse Cruz que, por sua vez, distanciou em 15 segundos a eritreia  Nazareth Weldu.
Terminaram 111 atletas, mais 18 que no ano passado.

Manuel Damião, a representar o Maratona, tinha sido 6º entre 2006 e 2008, 3º em 2009, 2º em 2010 batido no sprint final por um escasso segundo, para finalmente vencer este ano, batendo desta vez ao sprint o eritreu Goitom Kifle e realizando a excelente marca de 29.00. O queniano Evans Kiplagat, que andou a vencer provas em série, foi o 3º a 20 segundos. 
De destacar o jovem Rui Pinto do Benfica que, ao terminar em 5º, foi o 2º melhor português em 30.03

Manuel Damião tornou-se no 29º vencedor desta prova, sendo Carlos Lopes e Domingos Castro os mais vitoriosos, 3 triunfos cada.

Terminaram 657 atletas masculinos, menos 28 que em 2010
No total, estiveram presentes 751 atletas, menos 10 que no ano passado.
De realçar que não se assistia a uma dupla vitória portuguesa desde 1998, há 13 anos.
Na continuação dos meus problemas no joelho direito, inflamação na pata de ganso, esta prova foi, como na véspera nos Olivais, ao sabor do que o joelho ia deixando. Terminei com o tempo real de 58.27, a minha pior marca em 5 presenças nesta prova, mas com uma grande satisfação por ter concluído, o que pouco tempo antes parecia muito duvidoso.

Termino assim o ano com 50 provas exactas, de 51 onde estive inscrito, ano que me permitiu regressar ao minuto 50 nos 10.000 metros por 3 vezes, algo que não acontecia desde 2007, e bati o record nessa distância, máximo que perdurava há mais de 4 anos. No entanto, ainda não cheguei ao tal minuto 49, sendo que a perspectiva imediata está carregada de nuvens escuras. 
Há que curar este problema pois o ano de 2012 tem muito para dar pela frente.
Um bom ano a todos que têm paciência de ler estes meus escritos, extensíveis a todos os vossos.



São Silvestre de Lisboa

A 4ª edição da São Silvestre de Lisboa sofreu uma quebra de 1.114 atletas dum ano para o outro, o que vem ao encontro do que se esperava. Não por culpa das edições anteriores que foram sempre muito bem organizadas, mas pela escolha da data.
Há um, digamos, núcleo duro de atletas. Somos aqueles que todas as semanas estamos presentes em provas. Faça chuva ou sol, haja ou não outras festividades. No total, seremos umas largas centenas. Mas quando se disputam provas mais mediáticas, que atraem vários milhares, o pelotão é composto por muitos atletas que fazem escassas provas e que não colocam o Atletismo no topo das suas prioridades. Ora, com uma data como 31 de Dezembro, com muitos a saírem ou prepararem-se para festejar, o rombo foi grande, estando convencido que em 2012, sábado 29 de Dezembro, haverá novo e forte incremento de participação.

Pela primeira vez, na guerra dos sexos, os homens ganharam às mulheres, tendo os dois primeiros, Hermano Ferreira e Tiago Costa, ambos da Conforlimpa, cortado a meta de mãos dadas, escassos metros à frente de Dulce Félix. O resultado passa assim a estar de 2-1 a favor das mulheres.
Ambos foram creditados em 30.27, com Ricardo Ribas do Maratona a 26 segundos.
Tal como Hermano, mas este em anos consecutivos, Dulce bisou a vitória nesta prova, cujo palmarés é composto por duas vitórias para si e duas para Jéssica Augusto, presente no evento mas sem ter corrido. 
Dulce Félix (Maratona) completou a prova em 33.06, 41 segundos à frente de Carla Salomé Rocha (Sporting) e 1.48 da bracarense Catarina Ribeiro.