domingo, 30 de outubro de 2016

Venha o Porto...


No exacto minuto que este artigo é publicado, arranca de hoje a uma semana a 13ª edição da Maratona do Porto.

Há 4 anos estreei-me na mítica distância, convencido que essa seria a minha única experiência em Maratona.

Há 2 anos participei na Maratona do Porto, fazendo questão de cortar a meta a fazer o 3 com os dedos da mão, como pode ser visto na foto em cima, aplaudido pela grande campeã Aurora Cunha. Isto pela razão de sentir que era um número significativo. Passava a ser tri-maratonista!

Pois agora estou a 7 dias de, se chegar à meta, concluir a minha 7ª Maratona!

E digo se chegar à meta pois, por melhor preparado que estejamos, nunca nada é garantido, muito menos numa distância destas onde qualquer problema não perdoa (e estou a falar por experiência própria).

Por melhor plano que tenhamos cumprido, receamos sempre não ter feito o suficiente. No entanto, tenho a plena consciência que nunca me preparei tão bem para uma Maratona como esta. Aliás, nunca treinei tanto, em quantidade e qualidade, como durante este ano.
O que poderá ser importante mas também poderá não significar nada. Se qualquer super-campeão tem sempre os seus dias bons e maus, não haverá de suceder o mesmo a simples amadores como nós?

Sei, por me terem confessado, que há quem tenha a fasquia demasiado alta para o que poderei alcançar na Invicta. Peço-vos que não o façam. Todo este treino não significou que vou atrás de records. Vou sim, à procura de tentar cumprir a distância o melhor possível.
Se noutras distâncias aponto em certas provas para melhores marcas, em Maratona os meus únicos objectivos são, em primeiro lugar, terminar, e em segundo lugar fazê-lo o melhor possível. Isso, para um atleta com as minhas poucas capacidades, é a grande vitória. Acreditem que para quem foi sedentário durante cerca de 30 anos e sem aptidão especial para o desporto, cortar a meta numa Maratona equivale intimamente a uma medalha olímpica. Porque venci o maior e mais temível dos adversários, eu.

Agradeço todo o apoio que tenho recebido e espero poder ser, uma vez mais, muito feliz no próximo domingo.

E desejo a todos os participantes uma óptima prova e que realizem todos os seus sonhos!
Um desejo ainda mais especial para quem se vai estrear e sentir o orgulho tremendo de ser Maratonista. Toda a força do mundo e sejam felizes, muito felizes.
Como conheço pessoalmente dois, não sei se haverá mais, muita força para o Nuno Moreira e Sandra Arraias que estão a 7 dias de passarem da era AM para a era DM (Antes Maratona / Depois Maratona)

E não quero terminar sem relatar um assustador episódio passado na 5ª feira e que prova que tudo pode mudar num segundo.
Fui treinar com a Isa e o Vítor a Lisboa. Começámos no Estádio 1º de Maio e fomos na direcção da Expo retornando aos 5 km para completar um treino de 10.
Pois com cerca de 9,5 km íamos sendo atropelados numa passadeira! 
Vínhamos na Rio de Janeiro e atravessámos pela passadeira a Ricardo Jorge (ironicamente uma rua com o nome do meu filho). 
Não vinha ninguém e estávamos a meio da passadeira quando aparece um carro vindo da Rio de Janeiro, com uma senhora idosa ao volante e que, apesar da boa visibilidade e luminosidade, continuou a marcha como se ninguém estivesse ali e só parou quando nos teria atingido caso não tivéssemos dado um esticão e fugido da frente do carro por escassos centímetros. Vi bem o farol direito a aproximar-se rapidamente de mim e nem sei como não fui atingido.
Assustados, olhámos para a senhora que teve um gesto de desagrado, gritou "o qué que foi?" e arrancou.
Ficámos um bocado parados a recuperar a respiração que tinha disparado e nem sequer conseguia correr logo de seguida pois as pernas tremiam-me. 
Como tudo pode mudar num segundo...

domingo, 23 de outubro de 2016

Calendário 2017


Acabei de publicar as primeiras datas do calendário de 2017, que podem ser vistas aqui.

Há uma alteração na visualização do calendário pois aparece inicialmente uma página onde se selecciona o ano (ver aqui), indo depois para o ano pretendido.


Faço notar que a maior parte das corridas ainda não tem data definida e que, por opção editorial, apenas coloco no calendário as provas quando há uma informação oficial sobre a sua data e realização. 
Sei que há datas que usualmente se disputam sempre nas mesmas alturas mas por vezes há mudanças inesperadas e, por essa razão, apenas coloco as que já foram, como disse anteriormente, anunciadas.

Segundo o que se tem assistido este ano, é provável que provas que estão anunciadas para uma data ainda sofram alterações, bem como na sua extensão, factor que se nota mais nos trails com mudanças frequentes na quilometragem.

A pesquisa de novas datas é feita constantemente, daí o ser natural o calendário ir sofrendo actualizações frequentes.

Qualquer coisa que notem, agradeço que me avisem.

Uma boa semana a todos!

domingo, 16 de outubro de 2016

4º e último de 30 pró Porto

Foi com satisfação e orgulho que ouvi o GPS apitar aos 30 quilómetros pois marcou o momento final da fase dura de preparação para o Porto. Agora, a 3 semanas, é ir diminuindo a carga e tentar não estragar nada.

E o motivo dessa satisfação e orgulho prende-se com o sentimento de dever (mais que) cumprido. Estabeleci um plano muito ambicioso (parecia mesmo demasiado ambicioso) e puxado, que me iria levar a um volume de quilómetros muito superior ao que já alguma vez tinha efectuado Natural, portanto, a dúvida sobre se iria conseguir. Ora hoje constato que não só o cumpri na integra como algumas vezes ainda o superei!

No plano constavam 3 ou 4 treinos de 30. 3 eram obrigatórios (meio de Agosto, meio de Setembro e meio de Outubro) e um opcional (final de Agosto) mas que também o realizei.

Ao contrário dos anteriores 3, que começaram às 6 da manhã por serem em altura de muito calor, o de hoje fiz questão de iniciar às 8.30, replicando a hora da partida no Porto. 
Comecei em Oeiras, ida até à Parede, retorno, ida a Algés, retorno e acabar em Oeiras. Aos 17,5 tive o grato prazer de me cruzar com o amigo Isaac que tinha acabado um excelente treino de 29 rumo a Valência onde irá ter mais um dia de glória. Força Isaac!

Segui sempre a um ritmo certinho, fazendo uma espécie de ensaio geral de ritmo para o Porto, onde a intenção é chegar o melhor possível aos 30 para ter um final de Maratona menos sofrido, para acabar o melhor possível. Essa é a intenção e já tenho o plano delineado. E quem me conhece sabe que sou muito disciplinado nos planos. 

Claro que preocupações há sempre. Ainda a tal dor no joelho pela estúpida pancada na mesa há 15 dias atrás. Está a melhorar mas ainda incomodou momentaneamente aos 7 e aos 22. Até lá julgo que vai passar mas se se mantiver assim é controlável.
Mais preocupante é o problema que ganhei aquando aquela infecção pulmonar antes da Maratona de Sevilha, bronquiectasias, que de vez em quando ficam activas como agora tornaram a estar um pouco. Ora, como sabemos, os pulmões são parte fundamental na resistência. Mas se se mantiverem no nível que estão agora, se não piorarem, também são controláveis e não será por aí. Tenho é que estar o máximo atento.

E pronto, entrando agora na fase descendente de carga, seguem-se treinos normais durante a semana. No próximo fim-de-semana já só será um treino de 20 e no seguinte (faltando uma semana) um de 12. Na última semana, treinos ligeiros.

Venha o Porto, carago!

Uma boa semana a todos!

domingo, 9 de outubro de 2016

Na Meia-Maratona Ribeirinha da Moita


4 ao Km com a grande campeã olímpica Fernanda Ribeiro, madrinha da prova

Desloquei-me hoje à Moita para a edição número 19 da Meia-Maratona Ribeirinha da Moita, prova que demorou até ter participado pela primeira vez. Apenas o fiz em 2012, regressando em 2014 e agora em 2016 (2013 e 2015 não foi possível pois coincidiu uma semana depois e uma semana antes de Maratonas)

Uma prova com preço à antiga (apenas 5 euros para uma Meia-Maratona!) e que é festivamente participada nalgumas partes que atravessa, além de banda à chegada. 
Mais uma vez a análise é muito positiva, apenas não o sendo completamente pois a entrega dos dorsais foi demasiado demorada. No meu caso, que cheguei hora e meia antes, esperei 45 minutos e o tamanho da fila não o justificava. Quem os entregava fazia o seu melhor, esforçava-se bem, mas eram muito poucos para o fluxo de atletas, algo que para o próximo ano, em edição marcante por ser a vigésima, decerto será melhorado com mais voluntários.

Esperando na fila com a companheira de viagem, Margarida Dionísio (obrigado pela foto, Fernanda Silva)
Antes da prova, direito a fotografia com a campeão olímpica Fernanda Ribeiro, medalha de ouro dos 10.000 em Atlanta 1996, num final inesquecível para quem teve a felicidade de o ver em directo, como eu. Já o revi n vezes e em cada, e mesmo sabendo o desfecho, parece que não vai dar para a vitória. Até que há aquela arrancada final. Uma medalha de ouro com um final de ouro!
Curiosamente, e como tinha tirado fotografia com a Rosa Mota na 4ª feira, tive o prazer e a honra de, em apenas meia semana, tirar fotografia com as duas campeãs olímpicas nacionais. Duas campeãs em pista e fora dela.

Os 4 ao Km na Moita: Eu, Vítor, Isa e Eberhard
Deixei a decisão do objectivo desta corrida para o primeiro quilómetro. Ou ia atacar para baixar novamente das 2 horas ou faria uma corrida nas calmas. Afinal, acabou por ser um mix de ambas.

Efectivamente, durante o primeiro quilómetro a vontade de baixar novamente das duas horas prevaleceu. Em 47 Meias apenas o tinha conseguido por 4 vezes e cada separada por 3 anos (2007 - 2010 - 2013 - 2016) e seria giro conseguir agora duas no espaço duma semana.

O tempo parecia óptimo pois o sol esteve encoberto até à partida e a temperatura aceitável. Assim, coloquei o ritmo ideal. Fui muito tempo ao lado do João Dias com a curiosa situação de só o ter reconhecido depois duns bons quilómetros pois só o via de lado e estava disfarçado com barba. Apenas quando me olhou de frente é que vi quem estava a acompanhar quase desde o início!

O problema deu-se com o sol forte. Então não estava encoberto? Sim, mas apenas até à partida. Depois abriu e o sol veio com a pujança toda. E por vezes não é preciso estarem muitos graus. Não sei se é da maneira como bate ou da sua intensidade, alturas há onde parece que agride mais. E foi o que sucedeu hoje e não foi apenas impressão minha pois ouvi essa constatação a muitos atletas e até se registaram desistências daqueles que voam baixinho, exactamente por esse factor.

Ora aguentei a média até ao quilómetro 12, onde passei com 20 segundos de avanço sobre o tempo ideal para baixar das 2 horas, mas nessa altura já estava a sentir em demasia o desgaste provocado pelo sol forte, ao que admito também se possa ter juntado o esforço que exerci no domingo passado.

Constatei então que, e até pela maior dificuldade do percurso na parte final, dificilmente iria alcançar o pretendido. Iria desgastar-me imenso para ficar a uns quantos segundos dessa marca. Como a minha prioridade é a Maratona do Porto a realizar daqui a 4 semanas, esse tipo de desgaste poderia prejudicar os próximos treinos e decidi assim optar por um ritmo calmo.

Nas duas anteriores edições que disputei desta prova, choveu. Pouco em 2012, muito em 2014. Desta vez não houve chuva mas até teria sabido bem (sim, sim, eu sei. Somos uns insatisfeitos com o S.Pedro!)

Quase na meta (obrigado pela foto, Margarida Fonseca)
Fiz calmamente esses 9 quilómetros finais e marquei 2.04.22, o que mesmo assim é uma muito boa marca para mim. Em 48 Meias é o meu 10º melhor tempo. Por outras palavras, fiz melhor do que 38 das 48 Meias, o que me deixou satisfeito e com a sensação de dever cumprido.

Agora... bom, agora a próxima corrida é daqui a 4 semanas, a Maratona do Porto. 
Até lá, e além dos normais treinos diários, irei tentar fazer no próximo domingo o último treino de 30 e no seguinte um de 20. No domingo anterior, já serão apenas 10 a 12 .



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Na Corrida do Pirilampo Mágico


Decorreu hoje em Belém a primeira edição da Corrida do Pirilampo Mágico.

Acarinhado por todos, e antes de passar à corrida, deixo aqui um pequeno historial de como nasceu o Pirilampo Mágico (retirado do site da Fenacerci)

“Noite de 2 para 3 de Setembro de 1986 estava no ar uma entrevista para o Programa “Arte de Bem Madrugar” na RDP-Antena 1 onde foram abordados alguns dos problemas financeiros com que se defrontava na altura a CERCILISBOA, bem como, alguns dos projetos em que esta se encontrava envolvida”. Sensibilizados que ficaram os elementos desta estação para a situação, foram imediatamente, no dia a seguir, encetados contactos entre a FENACERCI e o Diretor de Programas da RDP-Antena 1, Sr. José Manuel Nunes que propôs a esta Federação, a realização de uma campanha de solidariedade com carácter de abrangência nacional em favor de todas as CERCI`s. Nascia aqui a “Campanha Pirilampo Mágico”, aberta oficialmente a 11 de março de 1987 tornando-se desde então, uma das mais participadas campanhas de solidariedade existentes no nosso Pais. 
E nasceu um Pirilampo… 
Tendo-se definido os objetivos da campanha que se pretendia desenvolver, foi na primeira campanha e por via da música, cuja letra foi criada a partir de um poema escrito pela Maria Alberta Meneres, que nasceu o Pirilampo Mágico, “mascote” para sempre adotada e que se constituiu desde esta altura, como objeto de venda, destinado a angariar fundos que visam desde sempre, a criação de respostas sustentadas e de qualidade destinadas à população com deficiência intelectual e/ou multideficiência. 
…Eu conheço um Pirilampo 
Que vive muito lampeiro 
dentro dos olhos da gente…
O pirilampo é hoje um dos maiores, senão o maior símbolo de solidariedade social em Portugal. A causa social a que está associado – o apoio a crianças e jovens com deficiência intelectual e/ou multideficiência ; o notável trabalho desenvolvido pelas CERCI`s a nível nacional; a familiaridade e laços afetivos estabelecidos com os cidadãos portugueses há mais de duas décadas, conferem a este ícone um estatuto de grande credibilidade e impacto mediático que muito tem contribuído, por via da angariação de fundos, para o sucesso das intervenções que vêem sendo desenvolvidas junto deste tipo de população. A colaboração dos órgãos de comunicação social, de figuras públicas ligadas aos campos das artes e letras, das empresas e ainda a indispensável adesão voluntária de milhares de pessoas sem as quais certamente, o objetivo e o sucesso desta campanha ficaria comprometido, são razões mais dos que suficientes para deixarmos bem claro, o quanto agradecemos a colaboração e adesão de todos a esta iniciativa que serve um propósito tão digno e tão importante para a prossecução do muito que já conseguimos e conquistámos no campo dos direitos inalienáveis que devem ter as pessoas com deficiência intelectual e/ou multideficiência."

Confraternizando antes da prova com o grande António Belo
Ambiente fantástico a marcar este evento muito agradável, deixando a esperança que a esta edição muito mais se sigam.
Para primeira, a participação foi boa, 558 atletas na corrida e muitos muitos caminhantes, todos unidos no apoio ao Pirilampo.

E foi essa a razão que me inscrevi na prova. Calhando a meio duma semana onde domingo corri na Meia-Maratona da Vasco da Gama e neste domingo vou à Meia-Maratona da Moita, não faria sentido participar noutra prova. Mas, o que faria? Planeado estava um treino calmo de 10 quilómetros. Então, assim sendo, nada como ir à prova no mesmo ritmo que iria fazer o treino e assim ajudar a causa.

Um passeio pela avenida
E nisso sou muito disciplinado. Claro que uma prova puxa-nos mais para outro tipo de andamento, mas coloquei aquele devagar, devagarinho, não querendo estragar nada, tendo em conta que amanhã a um mês é a Maratona do Porto, e aí fui eu num passeio pela avenida.

E a chegada fresquinho
1.02.59 de tempo final a provar que segui o plano à risca e não cedi a tentações. Até porque ainda tenho o problema do joelho em virtude da tal cacetada no bico da mesa.
Tal como na Vasco da Gama, queixou-se até perto dos 5 quilómetros e depois anestesiou. Não está melhor nem pior e não noto que piore com a corrida. Mas todos os cuidados são poucos.

Uma fotografia especial com um casal espcial


E com a super campeã olímpica, Rosa Mota, sempre disponível, autêntica embaixadora da simpatia

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Actualização das Maratonas nacionais: Lisboa com dois novos máximos


A 4ª edição da Rock'n'Roll Maratona de Lisboa, disputada este domingo, trouxe dois novos records em Maratonas disputadas em solo nacional. 

Um, o melhor tempo feminino jamais feito no nosso país, Pertencia desde o ano passado a Purety Rionoripo onde, também na Rock'n'Roll, registou 2.25,09. Pois este ano, Sarah Chepchirchir, também queniana como Purety, melhorou para 2.24,13.

O outro novo record é do maior número de países representado na prova, e o aumento é significativo. Pertencia há mesma prova em 2014 com 56 países diferentes, este ano subiu para 68, representando 2.227 estrangeiros, número cujo máximo se mantém desde o ano passado com 2.396.

Vamos agora aguardar pelo Porto (6 de Novembro) pois é expectável que a participação torne, uma vez mais, a aumentar.

Assim, temos que a relação dos actuais records de Maratonas em solo nacional está como se segue:

Classificados
4.406
Porto 2015
Masculinos
3.848
Porto 2015
Femininos
710
Lisboa 2015
Portugueses
3.135
Porto 2015
Estrangeiros
2.396
Lisboa 2015
Países
68
Lisboa 2016
Marca Masculina
2.08.21
Lisboa 2014
Marca Feminina
2.24.13
Lisboa 2016

domingo, 2 de outubro de 2016

Corrida louca na Vasco da Gama: Da quase desistência no início, ao quase record no final

Os 4 ao Km presentes: Vítor, Isa, eu e Eberhard

Começando pelos números, marquei 1.58.07 hoje na 17ª Meia-Maratona de Portugal, a minha 5ª presença aqui e 47ª Meia-Maratona no meu historial.
O que significa esta marca?
- Nas 46 anteriores Meias, apenas por 3 vezes tinha baixado da hora. Hoje foi a 4ª, com a particularidade dos anos: 2007 - 2010 - 2013 - 2016. Espero não ter que esperar por 2019 para a próxima vez a baixar desta barreira :)
- É a minha 3ª melhor Meia de sempre
- É record de escalão e a melhor dos últimos 6 anos.
Esteve para ser record, esteve para ficar com a marca DNF...

Boa disposição sempre (obrigado Joaquim Adelino pela foto)
Tinha apontado a esta Meia para tentar bater o meu record mais antigo, 1.56.35 realizado em Dezembro de 2007. Mas planos são uma coisa e a realidade outra. Um problema visual dominou a semana, não me permitindo descansar em condições e a culminar na véspera dei uma enorme cacetada com o joelho esquerdo na esquina da mesa da sala que está ali há anos e nem teve a mínima preocupação de se desviar...

Ora foi esse problema que me preocupava antes da prova pois estava com dores e sem saber o que iria suceder em corrida, sendo certo que não iria pôr em causa a minha participação na Maratona do Porto daqui a 5 semanas. Portanto, se necessário por precaução, iria abandonar.

Dada a partida tudo ia a correr bem nos primeiros 500 metros mas logo a dor apareceu e abrandei um pouco o ritmo. Até aos 5 km andei assim e por 3 vezes estive à beira do abandono. Mas como as dores não aumentaram, lá continuei e tive a grata surpresa de, certamente pelo aquecimento, deixar de a sentir.

Comecei então a atacar e a sentir-me bem. Tal como nos recentes records dos 15 nas Fogueiras e dos 30, quanto mais esticava melhor me sentia. E ia progredindo na classificação, o que sempre aumenta a estamina.

A progredir no pelotão (obrigado Luis Chinês pela foto)
E foi assim que cortei a meta em 1.58.07, a 1.32 do record quando aos 5 km estava a 2.27 dessa média. Por outras palavras, ganhei quase 1 minuto à média dessa marca máxima nos últimos 16 quilómetros, o que significa que o bateria por margem significativa caso não tivesse que lidar com aquele problema na légua inicial.

Perdi uma oportunidade? Sim mas estou feliz pois hoje estive á beira do abandono e acabei com uma das melhores de sempre, tendo sido mesmo os melhores 16 km numa Meia.

Para a semana há mais 21.097 metros, neste caso na Moita. 
Entretanto a meio da semana, no feriado felizmente reposto, vou à Corrida do Pirilampo Mágico, 10 km para fazer em ritmo de treino lento (mais de uma hora). Não teria lógica participar numa prova entre duas Meias separadas por 7 dias mas em todo o caso treinaria nesse dia e assim ajudo a causa.

De registar a muito positiva participação estrangeira nas duas distâncias (Meia e Maratona).

Aproveito para endereçar os meus parabéns a todos que cumpriram a distância mítica! 





No final já com as medalhas