quarta-feira, 28 de outubro de 2015

34º Troféu de Oeiras inicia-se já em Novembro


A 34ª edição do troféu pioneiro em termos concelhios, Corrida das Localidades de Oeiras, vai regressar ao esquema de repartir a sua época em 2 anos diferentes, após 3 anos em que todo o calendário incidia no mesmo ano civil.

Regressa assim à forma que teve na sua 1ª edição e entre a 6ª e a 30ª, disputando-se entre Novembro e Junho.

Do calendário, fazem parte 12 provas, tantas como na edição anterior, registando-se a saída do Bairro dos Navegadores e o regresso de Tercena.

Calendário:

29-Nov PORTO SALVO, Clube Recreativo Leões de Porto Salvo

20-Dez BARCARENA, Grupo Desportivo de Barcarena

10-Jan VALEJAS, Valejas Atlético Clube

31-Jan QUELUZ DE BAIXO, Grupo Recreativo e Desportivo "Os Fixes"

21-Fev RIBEIRA DA LAJE, Grupo Recreativo Desportivo Ribeira da Laje

06-Mar LEIÃO, Grupo Recreativo Cultural e Desportivo de Leião

13-Mar TERCENA, Grupo Recreativo de Tercena

03-Abr LECEIA, Sociedade Educação e Recreio "Os Unidos de Leceia"

25-Abr VILA FRIA, Clube Desportivo Juventude União de Vila Fria

15-Mai OUTURELA, Associação de Moradores 18 de Maio

29-Mai LINDA-A-PASTORA, Linda-a-Pastora Sporting Clube

10-Jun ESTÁDIO NACIONAL, Associação Desportiva NucleOeiras

Para inscrições e toda e qualquer informação, consultar o site oficial, aqui.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Revista Spiridon Setembro/Outubro


Aí está o número 222 da Revista Spiridon, com uma capa a retratar o desafio da Maratona.

Seus temas, além das rubricas habituais:

- O fascínio de correr à noite! (parte 2)
- Equívocos nos treinos de corrida...
- As três fases da corrida...
- Saber "escutar" o seu corpo...
- Os 180 Km do Estrela Açor - Trilho aberto para a corrida/aventura
- Será possível comparar as marcas de atletas com idades diferentes?
- Treine 3 vezes por semana e corra bem

De destacar o muito oportuno editorial com o título de "Running?"

A Revista Spiridon apenas é distribuída através de assinatura anual (6 números por 24 euros). Se pretender receber este número poderá fazê-lo ao preço de 4,50 euros solicitando-o para revista.spiridon@gmail.com

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Números da Maratona de Lisboa (com 3 records)


A 3ª edição da Rock'n'Roll Maratona de Lisboa confirmou a subida de cerca de mil atletas classificados de ano para ano. Vejamos a evolução:

2013
1.836
2014
2.865
2015
3.828

A particularidade de se manter desde o início na casa das 8 centenas mas subindo um nos milhares.
Foi, naturalmente, o seu record de participação e a 2ª maior em Portugal, batida apenas pela do Porto em 2014 com 4.040 (número que se prevê seja batido a 8 de Novembro).

Um dos records que se bateu foi o maior número de estrangeiros a terminar uma Maratona no nosso país. O anterior máximo era desta Maratona, edição do ano passado, com 1.513 atletas, enquanto este ano tivemos 2.396 estrangeiros a cortarem a meta, um incremento de mais 883.

Mas esse não foi o único record a ser batido. Refiro-me a outro que também pertencia à edição de 2014 desta prova, o tempo mais rápido jamais realizado por uma atleta feminina em Portugal. Pertencia à queniana Visiline Jepkesho com 2.26.47 e este ano a sua compatriota Purity Rionoripo despachou os 42.195 metros do percurso em 2.25.09

E o 3º record foi relativamente ao género. Contabilizaram-se 3.118 masculinos e 710 femininas (18,5%), sendo que nunca uma Maratona no nosso país contou tanta participação feminina. Uma óptima notícia!

(no último quadro estão todos os actuais records de Maratona em solo nacional)

Em relação a países representados, tivemos 55, mantendo-se o record alcançado em 2014 com 56, destacando-se o forte contingente francês com 738 atletas, bem mais do que o dobro de Espanha.

São eles:

Portugal
1.432
França
739
Espanha
298
Itália
260
Grã-Bretanha
240
Holanda
121
Alemanha
109
Polónia
94
Bélgica
82
E.U.América
63
Finlândia
53
Brasil
33
Suécia
27
Suiça
26
Canadá
22
Áustria
19
Hungria
17
Noruega
16
Irlanda
13
Rússia
13
Luxemburgo
12
China
11
Dinamarca
11
Egipto
10
Irão
8
África do Sul
7
Eslovénia
7
Japão
7
Quénia
7
Rep.Checa
7
Roménia
7
Índia
6
Colômbia
4
Israel
4
México
4
Moldávia
4
Costa Rica
3
Hong Kong
3
Marrocos
3
Ucrãnia
3
Venezuela
3
Albânia
2
Austrália
2
Guatemala
2
Lituânia
2
Malásia
2
Sérvia
2
Argentina
1
Chile
1
Equador
1
Estónia
1
Etiópia
1
Islândia
1
Letónia
1
Singapura
1

Espaço agora para os actuais números record de maratona em solo nacional:


Classificados
4.040
Porto 2014
Masculinos
3.611
Porto 2014
Femininos
710
Lisboa 2015
Portugueses
2.986
Porto 2014
Estrangeiros
2.396
Lisboa 2015
Países
56
Lisboa 2014
Marca Masculina
2.08.21
Lisboa 2014
Marca Feminina
2.25.09
Lisboa 2015

Aguardemos por ver o que a Maratona do Porto nos trará este ano.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Relato da que encheu uma mão de Maratonas

Momentos de glória ou como a união faz a força!

Era uma vez um atleta que ignorou as suas poucas capacidades de corrida e sonhou em fazer uma Maratona. 
Demorou 5 anos a decidir-se mas em boa hora o fez, num dia de emoções muito fortes e com um grande grupo de amigos a apoiá-lo por Lisboa.
Sempre a imaginou como a sua única Maratona, convicção que durou quase um mês após. Mas o bichinho estava instalado e veio a que seria a sua segunda. Uma Maratona muito especial por ir apadrinhar uma sua grande amiga.
Quis a crueldade dum imprevisto estragar esse dia, abrir uma ferida que só sarou neste domingo.
Entretanto, esse atleta, não virou costas à luta e foi até Sevilha numa Maratona que estaria perdida à nascença por um problema sério que lhe apareceu nos pulmões. Ainda debilitado e sem preparação, realizou nesse dia a corrida da sua vida, deixando Lisboa de ser a sua única Maratona.
No Porto, cortou a meta com 3 dedos no ar. Para si, ser tri era um número muito marcante.
Concretizou o seu sonho de Maratona na cidade sonho de Paris. E neste domingo, regressou ao lugar do crime, para encher a mão com as Maratonas que já fez.
É este o relato desse dia.   


Os quatro 4 ao km presentes e bem identificados
Após a melhor preparação que já tive (para Paris) esta foi pautada por uns quantos problemas. Agosto seria um mês forte no plano mas, à necessidade de adaptar a uma nova situação (procura de emprego), juntou-se uma lesão no pé que me obrigou a 2 semanas e meia de paragem. 
Quando tudo parecia recuperado, um certo reacender temporário das bronquiectasias. 
Momento novamente superado e faltando uma semana para a Maratona, que já era por si um fantasma, o pé deu novo susto.
Como já sabia o que era, ataquei de imediato e, felizmente, 4ª já me sentia capaz de correr. 

Tinha publicado um artigo em que falava de alerta laranja, aludindo ao pé. Não imaginava que passado esse problema, iria era preocupar-me com um verdadeiro alerta laranja!

Se as previsões andaram a mostrar que ia ser um bom dia, de repente o cardápio passou a ser de chuva forte, rajadas fortes, trovoada. 

E na manhã de sábado um temporal diluviano! A marginal, onde iríamos passar no dia seguinte, fechou. Quedas de árvores, placards e até dum semáforo.
Condições que poderiam obrigar a um cancelamento, no que seria o mais terrível anti-climax. 


Com um dos sugestivos cartazes que a Joana desenhou. O referido sorriso é de hoje, amanhã, depois de amanhã, e por aí fora
A tarde acalmou e fez acreditar que o tempo estaria melhor. Apesar de me ter deitado cedo, apenas adormeci perto da uma (e digo desde já que durante a semana até dormi bem e nesta noite, após adormecer, fui de seguida até ao despertador, o que foi bem bom para véspera duma Maratona). Nessa altura, as condições mantinham-se boas.

Despertador às 5.15 e de imediato constato a enorme carga de água que estava a cair. 
Consulto as previsões hora a hora e... 8 horas trovoada... 11 trovoada... 12 trovoada... 13 trovoada. 
Mais um obstáculo e este bem duro.

A chuva manteve-se impiedosa durante mais uma hora. Depois ia caindo e parando. 15 minutos antes da partida, ainda borrifou um pouco. Durante a prova... grande São Pedro!!!!!

Fomos 4 elementos dos 4 ao km, o Orlando a seguir bem mais à frente e depois um trio muito especial pois a Isa e o Vítor ofereceram-me a sua preciosa companhia para apagar da memória o que sucedeu em 2013. Sem mais palavras! 

Mafalda, Joana e Ricardo no apoio, e lá vamos nós rumo à meta.

Muito resumidamente, foi uma Maratona emocional, onde a boa disposição reinou, o ritmo foi o ideal para cada um e quando um estava bem, os outros também iam bem, quando um estava em dificuldades, os outros também. E assim nos entre-ajudámos. 
Até depois da Meia, a sentirmo-nos bem melhor do que o imaginado, na longa recta de Algés começámos a ficar um pouco mais calados e aos 29 ligámos o botão do modo de sobrevivência. A Maratona começou aí.
Com a força do grupo, fomos passando as dificuldades até ao momento único de cortar a meta. 
Feita!!!

E se, resumidamente, foi isto que se passou, espaço agora para diversos episódios que foram sucedendo.


Com a equipa Anacom e a particularidade de ladear o Isaac e o Jorge, ambos colegas de equipa, maratonistas e aniversariantes!
Ambiente de Maratona junto ao local de partida. Aproveitei para dar os parabéns ao Isaac que foi fazer a sua 2ª Maratona no dia do seu aniversário! Ainda não sabia que outro elemento da equipa, o Jorge, era também aniversariante.
Muitos amigos e conhecidos cumprimentados e a troca de força mútua. Especial para os estreantes Joel, Tiago, Luís e Cláudia. 

Vi o Owen e Coleen preparados para uma Maratona demonstrativa que nem uma doença degenerativa impede que se faça o que se deseja (abro aqui um parêntesis especial para congratular a organização por ter aberto as portas à sua participação, coisa que a Maratona de Londres não autorizou). Um verdadeiro exemplo!
Na altura não vi o cão Haatchi mas tivemos o prazer de o ver em Algés e Restauradores onde o grupo que incluía o pai estava presente.


Owen, Coleen e Haatchi antes da partida

E a correrem ao nosso lado!
No 1º km ultrapassaram-nos, depois com a dificuldade de empurrar um carrinho na subida do Estoril, apanhámo-los e fomos ali ao pé por um par de quilómetros. Tocante!

Na descida para a Baía de Cascais, pudemos ver o, na altura ainda encalhado, petroleiro. Mais à frente, passagem pela estação de Cascais e o apoio do pai da Isa que a partir daí fez uma Maratona de comboio, saltando de estação em estação até ao Cais do Sodré para ir vendo passar a filha.

Entre S.João e Carcavelos, o sol esteve presente. Com ele, uma muito ligeira brisa que não afectava em nada o ritmo, até ajudando a refrescar do sol de frente. 
Depois as nuvens taparam-no o resto do tempo e perto dos 38 km caíram umas muito pequenas gotas que nem serviriam para molhar.
Vento? Népias! Esgotou tudo no temporal da véspera.

Entretanto íamos constatando que ao contrário do primeiro ano, nesta zona da marginal havia algum público e apoiante. Uma muito agradável novidade e surpresa!
Em especial na zona de Oeiras, onde fiz um ligeiro desvio para ir deixar um abraço ao amigo João Branco. 


O prometido manguito no local onde fiquei em 2013
Mais à frente, momento especial. Passagem ao quilómetro 15,5. O tal local onde fiquei em 2013. A Mafalda estava lá e registou o nosso prometido manguito ao local. A Joana, dava música aos atletas, com uma coluna ligada ao telemóvel, além dos seus cartazes que fizeram furor.
E essa foi das poucas vezes que se ouviu música numa prova chamada Rock'n'Roll (apesar de também compreender que as ameaças meteorológicas terão impedido umas quantas bandas, pois passámos por alguns palanques vazios).

Passado aquele sítio, o trauma ficou lá atrás. Era continuar a desfrutar duma manhã inesquecível.

Continuando a passar pelo pai da Isa (chegámos a pensar se seria algum gémeo ou clone que ia trocando com ele), entrámos no passeio das nações. Aquele passeio junto ao mar entre Caxias e Cruz Quebrada, aproveitado pela organização para colocar bandeiras dos países com atletas participantes e os jovens do NucleOeiras a empunhá-las e a incentivar-nos. Bonito!


Se eventualmente alguém duvidar que íamos felizes e contentes...
À saída recebo o apoio da Sofia a quem desejo uma rápida recuperação para que um dia possa cumprir o seu sonho de maratonista. 

Estava cumprida a fácil primeira metade. A segunda, já por si a difícil, trazia consigo as longas rectas (que não sou amigo).


Pronto... tou tramado! Já perceberam qual é o meu "doping"! Se a organização vê isto, ainda me desclassifica!
Em Algés nova passagem pela Mafalda, Joana e Ricardo e mais à frente vemos então o famoso Haatchi, cuja maldade humana lhe cortou uma perna e a quem a sua amizade e cumplicidade com Owen é tocante.

Em frente à Torre de Belém, nova passagem pela Mafalda e filhos. Em Belém, onde pela enésima vez o pai da Isa estava, um episódio curioso com o telemóvel que a Isa contará no seu relato e que pôs todo o pessoal à volta a rir.


Podemos ir felizes mas o Vítor relembra que prá frente é que é o caminho!
Passagem pela Infante Santo e presença e apoio do Egas Branco. Chegada ao Cais do Sodré com novamente a Mafalda, filhos e pai da Isa.

E como íamos de emoções? Sempre bem e com uma única certeza. A meta vai ser derrubada!

Na ida para o Rossio, senti pela única vez uma ligeira impressão no pé. Mas tão ligeira que nem deu para assustar. Curiosamente, desde a Maratona que o sinto a 100%. Devia estar a precisar duma esfrega assim!

Essa parte no Rossio tem uma dificuldade, o empedrado do piso que, para quem já tem 32 km nas pernas, massacra.
Nessa altura, somos passados pela Cláudia que se estreou muito bem na Maratona e quase que ainda apanhava o pai Afonso (chegou só 3 minutos depois dele).

Entrámos então na parte terrível deste percurso, Terreiro do Paço-Parque das Nações. Local deserto de público, longas rectas e paisagem feia de armazéns abandonados. Isto na parte crucial da Maratona.
Mas o caminho era apenas um, em frente!



Começou então a apetecer-me uma banana. Em Algés já tinha sorvido o sumo a uma laranja, agora queria era uma banana. Não havia no reabastecimento do km 34, só desejava que houvesse no 37. E havia! Que grande alegria pode dar uma meia banana! Peguei nela, numa garrafa de água e passados uns metros, não sei se 30 ou 50, e depois de ter bebido, descasco-a, deito fora (para longe da estrada!) a casca e... a banana caiu-me!
Que frustração! Fiquei mesmo furioso comigo. Tanto desejava uma banana e ela caiu-me.
"Voltavas atrás para ir buscar outra" estão neste momento a pensar. Por mais que desejasse comer uma banana, quando se levam 37 km nas pernas, andar uns, não sei se 30 ou 50 metros, para trás e repeti-los, é algo de impensável.
Esta foi a única contrariedade numa prova onde tudo correu maravilhosamente bem. E quando a única contrariedade foi uma banana... 

Se no início víamos as placas de km passarem rapidamente, esta é a altura que cada placa demora horas a aparecer. 35... 36... 37... 38... 39... E ainda começam todas por 3.
Ao aproximar-nos do Parque das Nações, começo a ficar assim daquela maneira, percebem, não percebem? A coisa está quase!

Passamos pelos 40 e até uma festa fiz na placa. Placa que já começa por um 4!
E chegamos à recta paralela à da chegada! Cruzamos com o Sobral e Umbelina que nos incentivam (e já tinham sido eles a darem-nos os sacos na sexta). Mais à frente está a Mafalda com o Nuno e Sandra que tinham feito a Meia. Estes momentos são só de festa.


Como prometido, mãos dadas e sorriso na cara

ÉS NOSSA!!!!!
Festa que vai durar até ao momento que, por mais Maratonas se façam, é sempre algo de inenarrável. Meta cortada. De mãos dadas e sorrisos na cara.
Somos penta-maratonistas!

Quanto ao que se passou em 2013, está morto e enterrado. Foi vingado com juros muito saborosos!




Soltar as emoções em forma de abraços
Emoções soltas, e esquecida a banana, só queria era um gelado com chocolate. Vou às bancas onde dão os Olás e recebo um Magnum de chocolate e double caramel. Feliz, digo à rapariga " este vai saber-me pela vida!"

Obrigado a todos, todos!
E Isa e Vítor... sabem bem o que significou para mim!

E o tal atleta, em Março, terá que usar uma segunda mão, quando cortar a meta em Barcelona!  




Historial 


Gente feliz!