quinta-feira, 31 de julho de 2014

Equipas obrigadas a inscrever atletas como individuais

Recentemente, responsáveis de várias equipas têm sido desagradavelmente confrontados com o facto de, nalgumas provas, terem que inscrever atletas seus como individuais. Isto porque no acto de inscrição on-line, várias provas têm um limite mínimo de atletas para se poder efectuar a inscrição colectiva.

É o caso recente, só para citar algumas, da Ultra-Maratona Atlântica Melides-Tróia, Corrida do Tejo (ambas com mínimo de 3 atletas), Meia-Maratona SportZone e Corrida do Destak (ambas com mínimo de 5!).

Todas as 4 referidas têm organizações diferentes mas usam a mesma plataforma (Bilheteira On-Line). No entanto, no passado já efectuei inscrições através desta plataforma, sem qualquer problema em inscrever como equipa apenas um ou dois atletas numa prova.

O porquê desta alteração não sei dizer, apenas estranhar. E estranho porque, a menos que me esteja a escapar algum pormenor, penso que é mais trabalhoso e tem mais custos para a organização ter, por exemplo, 4 atletas individuais do que uma equipa com 4. Isto porque obriga à feitura de 4 envelopes em vez dum. E até a distribuição de dorsais fica mais lenta no caso que são entregues por envelopes.

Se a justificação parte duma qualquer questão tecnológica, menos compreendo. Em primeiro lugar porque a tecnologia serve para facilitar em tempo e processos e não para dificultar. E como algumas provas têm a exigência de 3 e outras de 5, depreendo que é um parâmetro que é seleccionado, o que não impedirá de colocar esse parâmetro como 1. 

Além de poderem existir paradoxos como o que vou exemplificar, pegando no caso pessoal da equipa que pertenço, os 4 ao Km e a Corrida do Destak. Como o mínimo para esta prova, para ser considerada equipa, são 5 atletas e inscrevi 3, tive que efectuar inscrições individuais. As inscrições foram efectuadas agora que era o último dia para o preço promocional terminar. Mas como faltam quase 2 meses para a realização da prova, ainda podem aparecer mais 2 atletas que decidem também ir. Afinal ficaremos com 5 mas como os outros 3 já estavam inscritos como individuais, tínhamos o número requerido mas tudo como individual... Não faz sentido. 
Claro que vamos correr com a camisola e sentimos como estar a correr pelos 4 ao Km mas não é de todo gratificante olharmos para a classificação e vermos individual quando o nome da nossa equipa tanto nos diz, não fosse uma equipa de amizade.

Mas outras equipas há em que o caso torna-se bicudo pois representam firmas comerciais que pagam as inscrições. Ora um atleta que corre pela equipa com o nome da firma X, que lhe pagou a inscrição, como vai depois justificar à firma X que na classificação está como individual?

E há firmas que, incentivando a prática desportiva, pagam a inscrição contra a apresentação do recibo. Vão pagar ao verificar que no recibo está o nome do atleta Y mas como individual e não com o nome de quem lhe vai pagar?

Ou será lógico vermos a fotografia dum atleta a cortar a meta vitorioso, com a camisola duma conhecida equipa e na classificação estar individual, apenas porque era o único do seu clube a participar. Faz sentido?

Mais questões e casos existirão. Uma coisa é certa, algo tem que ser feito para corrigir este problema. 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Há momentos assim

Correr não é algo garantido. Somos compostos de emoções e por uma miríade de componentes químicos que nos influenciam, de forma por vezes inesperada, nos nossos esforços. E tudo sempre sempre regulado pela mente.

Esta introdução vem a propósito do treino de ontem, aquele que, se a memória não me falha, terá sido o mais curto em 9 anos de corridas.

Estava estipulado correr 10 quilómetros ao final da tarde. Cheguei a casa um pouco cansado mentalmente mas nada que não me tivesse já sucedido vezes sem conta, originando muitas delas grandes treinos que limpam a cabeça com mais vigor que uma máquina de alta pressão. 

Equipei-me, saí, comecei a andar mais vigorosamente para aquecer e notei falta de força anímica. Isto já passa, pensei. Comecei a correr e de imediato senti os gémeos como se fossem uma tábua, os joelhos a parecerem daquelas dobradiças desesperadas por óleo, e sem a mínima força para a cabeça pôr tudo no seu devido sítio e fazer um bom treino.

De repente, parei. O relógio marcava 480 metros (para quem pensa que posso ter cometido aqui alguma gafe, digo por extenso para não terem qualquer dúvida, quatrocentos e oitenta metros!). Incrédulo, andei 60 metros e ordenei-me recomeçar a correr, mas foram apenas 120 metros mais. Parei e desliguei o relógio. Marcava 666 metros desde o início, um bom número para os "teorias da conspiração". Concluí que não dava e o melhor seria levantar-me hoje cedinho para realizar o que tinha ficado por fazer.

Eram 6.10 da manhã, estava o sol a nascer, arranquei no Passeio Marítimo para o treino adiado de véspera.
Gémeos perfeitos, joelhos impecáveis, cabeça no sítio, bom ritmo para treino (marquei 58.27 aos 10 kms) e muito prazer de corrida. Em conclusão, o oposto da véspera. Há momentos assim que não temos explicação e que reforçam a teoria que costumo dizer que as corridas são como os melões que apenas depois de abertos se vê como são.  

E não se pense que isto acontece apenas connosco atletas amadores! Para quem não sabe, Vanderlei Lima é um maratonista brasileiro que liderava isolado, já na casa dos 30 kms, a Maratona Olímpica em Atenas 2004 quando foi agarrado por um louco ex-padre irlandês. Quando se libertou, tinha perdido o ritmo e foi passado por dois atletas, conquistando mesmo assim a medalha de bronze. Refira-se que o tal ex-padre, Cornelius Horan de seu nome, já tinha mostrado a sua loucura quando no Grande Prémio da Grã-Bretanha em Formula 1 do ano anterior, invadiu a pista em plena corrida, com um cartaz a dizer "Leia a bíblia, está sempre certa", não tendo sido atropelado pelos bólides a 300 à hora por muita sorte. A corrida foi neutralizada e ele placado pelos comissários de pista. 
Mas regressando ao Vanderlei Lima, li uma vez uma entrevista onde contava que na sua preparação para uma Maratona, estava em excelente forma e os treinos bi-diários a correrem-lhe de feição. Eis senão quando um dia vai treinar de manhã e pura e simplesmente não conseguia correr, sem saber porquê. Regressou muito preocupado e foi com apreensão que foi treinar à tarde. Saiu-lhe um dos melhores treinos que tinha feito.

Como explicar este tipo de fenómenos a quem não corre? Não é fácil, em especial por nós próprios não termos explicação.
É por isso que acho curiosas as críticas que se fazem a alguns atletas que são favoritos nalgumas provas, estão em bom momento e nesse dia a coisa não correu de feição. Só quem já passou pelo mesmo sabe dar o devido valor e entendimento.

Correr é natural e uma das melhores heranças dos nossos antepassados pré-históricos. Mas manter a corrida e uma forma regular e constante... hum... não é nada fácil. Mas se o fosse, não teria a piada e o condimento que tem, nem seria o mesmo!

domingo, 27 de julho de 2014

Acelerar (devagarinho...) no Autódromo de Portimão

Eu no Autódromo de Portimão :)

Independentemente do fraco tempo que fiz, adorei a experiência e a grande organização que esteve por trás desta excelente 1ª edição da Corrida Jumbo no Autódromo de Portimão.

Após ter corrido no Autódromo do Estoril no mês passado, fui de propósito a Portimão passar o fim-de-semana pois não queria perder a oportunidade de conhecer por dentro o Autódromo Internacional do Algarve.

Em pleno esforço

O percurso do Estoril, conheço-o de olhos fechados, pelos incontáveis dias que passei lá a assistir a grandes provas automobilísticas, pelas vezes que o percorri do lado de fora, e por lá ter conduzido e sido conduzido.
O de Portimão, apenas conhecia o seu exterior e as corridas pela televisão. E se pelo ecran dá para aperceber que tem uma constante de subidas e descidas, não dá para ter ideia do muito que se sobe e desce. Em especial, 4 longas e duras subidas e descidas em cada volta, o que soma 8 no total das 2 voltas, às vezes com a dificuldade adicional de sermos empurrados pelo muito vento que esteve presente.

O pelotão e os diversos tons da montanha

No entanto, e apesar de ter dado algum contributo, a principal razão para o fraco tempo não foi a dureza do percurso ou o vento. Há dias assim em que nos sentimos bem, como me sentia, que nos esforçamos bem, mas ao olhar para o relógio, quilómetro a quilómetro, não vemos esse esforço reflectido no relógio, não sai velocidade. Foi o caso, daí a marca de 1.01.14, muito acima do que desejava realizar antes desta pausa de mês e meio das corridas (que não dos treinos pois esses vão começar a sério para a Maratona do Porto).

Na parabólica interior

Parte do pelotão vai, outros ao fundo vêem 

As infra-estruturas deste circuito são excelentes, não ficando em nada a dever aos grandes circuitos internacionais. Quanto à organização, a HMS, e tal como já referi, foi igualmente excelente, aliando o profissionalismo ao grande cuidado com o atleta.

Em resumo, uma prova que fica na minha melhor memória, provando que nos podemos, e devemos, divertir e tirar o máximo de prazer, mesmo quando foi colocado um ambicioso objectivo pessoal que ficou a anos luz.

Nem o semáforo da partida faltou

Para a história fica o registo de 232 classificados na prova dos 10 kms a que se juntam mais uns quantos na caminhada de 5 kms e nas corridas Rik e Rok para os jovens. 
A seguir ao Atletismo, disputou-se uma corrida de bicicletas.

Os dois primeiros andaram juntos até à meta, vencendo Jorge Varela

Ana Dias corta a meta como vencedora feminina

Quanto à corrida, os vencedores foram Jorge Varela (34.19) e a veterana internacional Ana Dias (38.41) que não quis deixar de estar presente, ela que é a bandeira do Atletismo feminino no Algarve.



Prontos para a partida

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Tudo por um momento eterno


Diz o senso comum que esta é a época que devemos abrandar o nosso ritmo diário e desfrutar das tão necessárias férias. 

Ora a nível laboral, isso apenas sucede quando somos nós a estar de férias, pois no resto do tempo temos que esforçar a dobrar ou triplicar para colmatar as férias dos nossos colegas.

A nível físico, sim, será a altura para abrandar e pôr em prática o "dolce fare niente". 
Será? Mas quem disse que seguimos o senso comum?!?

Pois de amanhã a uma semana é o dia de iniciar a "Operação Porto", naquela que, se tudo correr como esperado, me fará tri-maratonista. 

2 de Agosto a 1 de Novembro é o período para preparar-me fisica e mentalmente para uma distância que exige tudo e mais além de mim.
Dia 2 de Novembro será o dia onde tudo se decide. A glória ou o imprevisto sempre imprevisivelmente previsto.   

Até lá, há que dar no duro, esperando que tudo corra pelo melhor.

Já tive vários cenários. Lisboa 2012, muitos contratempos até aos 3 meses antes, depois a preparação correu sempre bem e cortei a meta. Lisboa 2013, preparação maravilhosa sem qualquer problema, problema e grande que veio a aparecer no próprio dia e que me deixou pelo caminho. Sevilha 2014, muitos problemas, e graves, durante a preparação mas um dia mágico levou-me a cortar a meta.

Para o Porto 2014, contratempos tem havido nestes últimos dois meses. Espero que passem, há esperança nisso. Mas haja o que houver, a intenção é só uma: Dar o tudo por um momento eterno. E quem já completou uma Maratona, sabe do que estou a falar, de como aquele cortar de meta se cola a todo o nosso sempre.

Fazer longos em Agosto é duro? Ver os outros na praia e eu a correr? Levantar cedo para calçar sapatos de corrida? Não fazer noitadas para não prejudicar os treinos?
Nada disto custa! Quando temos um objectivo tão forte como aquela meta, nada é visto nem sentido como um sacrifício mas sim como um investimento. Investimento para o tal momento eterno.
Faltam exactamente 100 dias.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Grande Carlos Sá!


Após a sensacional vitória na sua estreia na terrível Badwater 2013, considerada a prova mais dura do planeta com os seus 218 quilómetros e atravessando o Death Valley (que se chama assim por uma razão...), Carlos Sá acabou por regressar este ano e fê-lo com outro sensacional resultado, 3º lugar e melhor europeu!

Provas extremas requerem uma grande preparação e capacidades para se fazerem bem num ano, mas repetir um resultado destes é mais um hino a um atleta tão completo que ganha em qualquer condição, seja de calor extremo como hoje, seja de neve e frio como em Aconcágua onde até bateu o record.

Por isso, e apesar de estarmos num país onde a comunicação social só tem olhos para uma modalidade, quem sabe reconhecer o que é dedicar-se, esforçar-se e alcançar o que raras pessoas no planeta conseguem, só pode estar extremamente feliz, emocionado e orgulhoso do grande feito de Carlos Sá. Parabéns, super-herói de carne e osso!!!


domingo, 20 de julho de 2014

Correr por Benfica, homenageando Francisco Lázaro

Os dois 4 ao Km presentes, Orlando e eu

Antes de escrever sobre a prova de hoje, uma palavra muito especial à nossa atleta Rute Gonçalves que cumpriu ontem os 50 kms do Ultra-Trail de Sintra - Monte da Lua. Parabéns Rute, grande orgulho! :)

Falando então de hoje, o Futebol Benfica (popularmente conhecido como Fó-Fó) organizou, com a colaboração da Xistarca, mais um Memorial Francisco Lázaro, o primeiro Maratonista internacional português que a 15 de Julho de 1912 perdeu a vida nos Jogos Olímpicos de Estocolmo.

Preparados para a partida. O vencedor, Luís Margarido, é o das riscas verticais verdes e brancas
Após cinco edições entre 1989 e 1993, em 2012 reactivou-se esta prova que contou assim com a sua 8ª edição e uma participação constante nestas 3 corridas da sua nova vida. Em 2012 foram 371 os classificados, 347 em 2013 e hoje 363, dos quais 51 atletas femininas (14%).

A vencedora feminina, Kcenia Bougrova, a cortar a meta
Luís Margarido do Vitória de Setúbal, em 31.45 e a promissora jovem de 19 anos Kcenia Bougrova do Valejas, com 41.56, foram os destacados vencedores. Ele, com 3.12 de avanço sobre o 2º, Pedro Marques, e ela com 3.29 sobre a sua colega de equipa Alexandrina Barros.

Com a Mafalda que fez um ligeiro treino enquanto eu aquecia. Mais importante do que o estar a correr, é o estar a gostar
Iniciei a manhã desportiva com o aquecimento que serviu também para um ligeiro treino da Mafalda, após um muito bom que fez na 6ª. 

Hoje o meu objectivo mais optimista apontava para o minuto 56. E digo muito optimista pois ainda na semana passada realizei 58.28 na Lagoa de Santo André, que é boa para tempos, enquanto esta prova tem uma certa dureza. 
Para não ajudar, acordei com aqueles problemas intestinais que me têm afectado há mais de 2 meses e que não se descobre a causa. Têm andado mais espaçados, esta semana tinha sido apenas na 5ª feira, mas hoje foi mais forte e afectou-me, como senti no aquecimento.

Mas como o objectivo era aquele, parti à luta e até ao quilómetro 7 ia para média de 56 e baixo. Estava com um ritmo constante e controlado. Entretanto ao quilómetro 5 tive o grato prazer de receber um incentivo por parte do colega de equipa Vítor que esperava a nossa passagem para ir realizar um treino por Monsanto. Obrigado Vítor, estes apoios contam muito na altura do esforço :)

Meta cortada com o Orlando
No 7º quilómetro apanhei o Orlando e ao chegar-me sabia desde logo que ele não iria bem pois em condições normais fico bem atrás. Fui então a acompanhá-lo mas da minha parte também comecei a ter problemas derivados do tal problema e comecei a sentir-me um pouco tonto. 
Cheguei a recear ter que andar um pouco, o que faria de imediato se o ponteiro do alarme chegasse ao vermelho. Como não chegou, deu para manter o ritmo possível e cortámos a meta em 57.30, o que atendendo às dificuldades da prova e às incidências, foi bem bom.

No próximo sábado vou estrear-me a correr no Autódromo de Portimão, na Corrida Jumbo, após ter sentido a sensação de o ter feito no Autódromo do Estoril no mês passado.
Gostava dum tempo na casa dos 55, para acabar este ciclo de provas que só irá ser retomado mês e meio depois nas Lampas
Mas não estejam a pensar que vou tirar férias. Nem pensar! O mês de Agosto vai todo ser dedicado a treinos longos com vista à Maratona do Porto. Por isso, esta seria a melhor altura para estes misteriosos problemas deixarem-me de vez pois tenho muito a esforçar-me!

Cumprido!



Não quero terminar sem focar dois pontos negativos que assisti hoje. Um prende-se com uma série de atletas que cortavam as curvas pelo passeio, retirando vários metros à distância. Em especial no passeio que vai da Avenida do Uruguai para o lado do Colombo e que só nesse cortavam cerca duns 50/60 metros. No final, não sei qual será a satisfação de olharem para um tempo supostamente de 10 kms mas que acabou por ser para si de 9.700 / 9.800... Uma regra básica é cumprirem com o percurso estabelecido.

O outro com uma transeunte, entre a Estrada dos Arneiros e do Uruguai, que gritava à nossa passagem "Vão para Monsanto e não prejudiquem o trânsito. Havia de vos dar uma dor nas pernas que não se mexiam uma semana!". 
Que saudades do público da Amadora e Peniche...

domingo, 13 de julho de 2014

A festa do Atletismo na Lagoa de Santo André

Vítor, Isa, Mafalda e eu, faltando apenas o Eberhard para ficarem na foto todos os 4 ao Km presentes

Na minha 9ª época de corridas, participei pela 8ª vez na Corrida da Lagoa de Santo André e o que se pode dizer é que os anos vão passando e a qualidade deste evento, que não se resume apenas à corrida em si, mantém-se e reforça-se, tornado-a em paragem obrigatória num sábado de Julho.

O percurso é agradável e proporciona tempos de qualidade, o local bonito, alguns populares já se tornaram populares ao pelotão (como a senhora da melancia) e o convívio final, bem organizado, servido e arejado, tornam este sábado sempre diferente e donde se regressa com um sorriso nos lábios.

Esta corrida foi especial para as cores dos 4 ao Km pois marcou a estreia da Mafalda com a camisola. Por enquanto, caminhando nos 5 kms da 7ª Caminhada da Reserva Natural mas daqui a poucos meses a estreia será a correr, o que, como é facilmente dedutível, é uma sensação muito especial e emotiva para mim. 

E por falar em mim, fiz a corrida possível para o momento actual. 58.28, num dia de muito calor, mas consciente que dei o máximo que poderia dar, após uma semana estranha e difícil ainda a recuperar do exigente exame realizado.

Um dia excelente, como se pode deduzir, cujo único senão foi o grande ataque de melgas no convívio final, que deixou muitas marcas por todo o corpo.

Mais uma meta conquistada
A nível de participação, a organização foi prendada com novo record, 627 atletas na meta, batendo os 610 que vinham tanto de 2008 como 2013. 
Em termos femininos, 109 atletas o que perfaz uma relação de 17,4%, o que sendo bom tendo em conta a média nacional, não é de modo algum a melhor do país como foi dito aos microfones.

Nélson Cruz do Clube Pedro Pessoa Escola de Atletismo (32.05) e Ana Catarina Dias do Odemira (41.45) foram os vencedores em estreia desta prova que comemorará a sua 20ª edição em 2015

O vencedor masculino, Nélson Cruz

A vencedora feminina, Ana Catarina Dias



Como habitualmente, todos os classificados receberam uma medalha com um pássaro pertencente à diversificada fauna existente na Lagoa, sendo o deste ano um ostraceiro, podendo apreciar-se em baixo as 8 que já tenho (todas de 2006 a 2014, com excepção de 2009)

As muito bonitas medalhas de 8 sempre agradáveis participações

domingo, 6 de julho de 2014

Dose dupla: Da Estrada à Pista e Madrugada a Correr


Quando fiz as inscrições para o Da Estrada à Pista e Madrugada a Correr, com partidas separadas por cerca de 12 horas, não fazia ideia da semana que iria passar.

Para quem já fez uma colonoscopia, sabe bem do que estou a falar, com uma preparação de 3 dias à base duma dieta de fome, com as últimas 24 horas sem poder comer o que quer que seja, a ter que tomar um medicamento que provoca o caos, etc, etc
O exame não detectou nada de especial mas o que é certo é que o problema continua, muito agravado desde então.

Foi assim, preso por arames, que enfrentei estas duas provas.

4º Da Estrada à Pista


Pela primeira vez no Estádio 1º de Maio, após as 3 primeiras edições na Pista Moniz Pereira, o Da estrada à Pista regressou após um interregno dum ano mas mantendo toda a sua originalidade e utilidade em dar a conhecer ao atleta de pelotão o mundo da pista.

4 séries de 5 mil metros, consoante o escalão, numa participação que aumentou em relação às anteriores mas que ainda dá espaço a muito mais atletas virem conhecer uma sensação diferente e sempre agradável, quebrando porventura alguns mitos.

A primeira série era para os masculinos mais de 45 anos, logo a minha. As seguintes já apanharam a temperatura a descer e alguma sombra na pista mas nós ainda corremos com um sol que estava forte e sem sombra. Mas como a idade também nos faz mais resistentes (dizemos nós), lá se correu em bom estilo.

Logicamente que não posso comparar com os tempos que fiz nas duas anteriores edições, 24.25 em 2011 e 25.01 em 2012, devido ao que se sabe e expus no início. Na realidade, e devido à recuperação do exame, pensava que me iria arrastar. O meu sonho mais optimista falava-me em 27 minutos mas consegui marcar 26.37 o que me deixou muito feliz. Muito cansado mas muito feliz :)



1ª Madrugada a Correr

Com o amigo Jorge Branco antes da partida

Exactamente 11 horas e 42 minutos após cortar a meta no 1º de Maio, estava a iniciar a 1ª Madrugada a Correr, prova com início marcado para as 5.47 da manhã, em frente ao Estádio Nacional, com ida e volta a Algés e final na pista do Estádio.

Um conceito muito bem engendrado e que surpreendeu com os inscritos a chegaram aos 700 (soma de com e sem chip). Classificaram-se 425, número a que se juntam os caminheiros que não levavam chip, o que deverá ter dado na casa das 6 centenas.

Tudo correu muito bem organizado sendo que a única coisa que falhou não é da responsabilidade dos organizadores. É que a intenção era arrancar de noite e chegar de dia, vendo o sol nascer. Porém, ninguém viu o sol pois a chuva que caiu desde o 2º quilómetro impediu-o de aparecer. Fica para o ano.

Após ter-me esforçado bem na véspera, esta foi para um ritmo mais suave (44.28 em 7 kms), sempre muito bem acompanhado pelo Jorge Branco cuja prova era apenas o primeiro terço do que ele ia realizar.

Os primeiros 4,5 correram bem mas nos últimos 2,5 já comecei a pagar a semana que tive e as pioras que tenho sentido.

Claramente, esta prova é um conceito a repetir


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Revista Atletismo de Julho


Com atletas de pelotão na capa, já está em distribuição a Revista Atletismo de Julho, com toda a actualidade e artigos que nos interessam. 

Índice: 

Competições internacionais
Pista

6 Campeonato da Europa de Selecções – 1ª Liga
8 Campeonato da Europa de Selecções – Super Liga
9 Taça da Europa de 10.000 m
10 Taça do Mundo de Estafetas
10 Jogos Olímpicos da Juventude – Apuramento Europeu
11 Campeonato do Mediterrâneo Sub23 

Competições nacionais
Pista

12 Campeonato Nacional I Divisão
14 Campeonato Nacional II Divisão
15 Campeonato Nacional III Divisão
15 Meeting de Leiria
17 Olímpico Jovem Nacional

Estrada

22 Corrida JUMBO
24 Corrida do Oriente
25 Corrida Luzia Dias
25 Corrida de Santa Cruz
26 Corrida de Belém
26 Corrida das Pontes
28 Marginal à Noite
29 Corrida de S. João
30 Corrida de Santo António – BES Challenge
31 Corrida da Farmacêutica
31 Corrida da AutoEuropa 

Espaço técnico
Treino

34 Correr para emagrecer
36 Quantas vezes devemos correr por semana

Conselhos

38 A importância do aquecimento

Nutrição

39 Arginina

Actualidade

33 Correr de Costas – um novo mundo

Entrevistas
Atleta de Pelotão

41 José Gomes 

Clube de Pelotão

42 Grupo Alegre Unido da Bajouca 

Natureza

45 Trail da Pampilhosa da Serra
47 Meia Maratona da Areia

Secções fixas

16 Noticiário
18 Portugueses no Estrangeiro
20 Internacional
40 Noticiário de saúde
48 Lazer
49 Agenda da Corrida
50 Calendário Federado 

Iniciativas
Revelação do mês

51 Maio – Salomé Afonso (Sporting)

Recorde-se que esta publicação imprescindível para o nosso desporto é distribuída por assinatura. Para toda e qualquer informação, clicar aqui

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Estatísticas e campeões do 32º Troféu de Oeiras


Terminou no passado domingo a 32ª edição do Troféu de Oeiras, a competição concelhia pioneira em Portugal.

Iniciou-se na época 1981/1982, entre 1983 e 1986 decorreu apenas num ano civil, na 6ª edição retomou a chamada época desportiva (de Setembro a Agosto na altura) entre 1987 e 1988 até ao ano passado onde regressou à totalidade das provas no mesmo ano.

O calendário foi composto por 12 provas, menos duas que na edição passada. Sairam as corridas de Caxias, Dafundo e Vila Fria, reaparecendo a de Leceia que não se realizava desde 1995.

O total de participação nas 12 provas foi de 6.870 atletas, não se podendo comparar aos 8.172 de 2013 pela diferença de duas provas a menos este ano.
Já a nível de diferentes atletas, e apesar de menos duas provas, subiu-se de 1.491 para 1.524

Em relação a clubes envolvidos, registou-se uma subida de 81 colectividades para 86 (25 do concelho, 61 fora) 

Fazendo uma estatística de participação prova a prova, comparando com a edição anterior, temos o seguinte quadro:


Prova
2014
2013
Diferença
1
753
776
-23
2
682
695
-13
3
665
625
40
4
541
545
-4
5
521
515
6
6
571
464
107
7
541
-
-
8
486
586
-100
9
448
551
-103
10
688
620
68
11
437
549
-112
12
537
484
53

-
606
-

-
614
-

-
542
-

Total
6.870
8.172
-81*
* Contando apenas com as provas que se disputaram em ambos os anos 

Temos uma ligeira diminuição mas esse é um aspecto que tem sucedido este ano nas mais variadas provas pois o calendário está cada vez mais preenchido e os atletas repartem-se pelos diversos eventos de cada fim-de-semana. 

Em relação aos diferentes atletas, dividiram-se da seguinte forma por escalão:


Escalão
Total
Masculinos
Femininos
Benjamins B
101
55
46
Infantis
105
49
56
Iniciados
82
46
36
Juvenis
66
43
23
Juniores
42
22
20
Sub23
50
30
20
Seniores
204
151
53
Vet 35
179
138
41
Vet 40
197
146
51
Vet 45
146
119
27
Vet 50
104
84
20
Vet 55
108
89
19
Vet 60
75
48
27
Vet 65
36
36
Vet 70
29
29
Total
1.524
1.085
439

Temos que o sector feminino teve uma representação de 28,8%, valor que aumenta para 45,7%, perto da metade, se considerarmos apenas os escalões de formação (benjamins a juniores).

Quanto à classificação colectiva, o NucleOeiras alcançou o seu 5º título e consecutivo, vencendo todas as 12 provas. 
As 10 primeiras equipas classificadas foram:

Lugar
Clube
Pontos
NucleOeiras
6.693
Linda-a-Pastora
3.967
Leões Porto Salvo
3.596
Os Fixes
2.520
Desportivo de Leião
1.830
Ribeira da Lage
1.665
Navegadores Porto Salvo
1.246
Benfica Mem Martins
1.076
Valejas Atlético Clube
1.059
10º
Os Unidos de Leceia
1.004
O Benfica de Mem-Martins sagrou-se vencedor dos clubes fora do concelho.

A nível de colectividades campeãs, e apesar de 32 edições, a lista contempla apenas 5. São elas:

Clube
Títulos
Linda-a-Pastora
18
Linda-a-Velha
6
NucleOeiras
5
1º Dezembro Queijas
2
18 de Maio Outurela
1

Relação dos 28 campeões (à frente o número de atletas participantes no escalão)


Benjamins B F Beatriz Veloso Joaninhas de Leião
46
Benjamins B M Igor Freitas Unidos de Leceia
55
Infantis F Joycelene Barros NucleOeiras
56
Infantis M Tiago Sabino NucleOeiras
49
Iniciados F Cassandra Có NucleOeiras
36
Iniciados M Pedro César NucleOeiras
46
Juvenis F Patrícia Morgado Leões Porto Salvo
23
Juvenis M Filipe Magalhães Sporting
43
Juniores F Vanessa Agulha NucleOeiras
20
Juniores M Flávio Santos FFPM Unificação
22
Sub 23 F Catarina Correia Linda-a-Pastora
20
Sub 23 M João Bertolo NucleOeiras
30
Seniores F Susana Cunha Linda-a-Pastora
53
Seniores M Hélder Grosso NucleOeiras
151
F35 Mónica Moreiras NucleOeiras
41
M35 Ricardo Pereira Leões Porto Salvo
138
F40 Carla Freitas Unidos de Leceia
51
M40 Luís Barata NucleOeiras
146
F45 Célia Paiva Leião
27
M45 José Martins Os Fixes
119
F50 Mª Lurdes Venâncio Linda-a-Pastora
20
M50 Aretino Mota Linda-a-Pastora
84
F55 Alice Machado Joaninhas Leião
19
M55 Jorge Reis Leões Porto Salvo
89
F60 Manuela Folgado Leões Porto Salvo
27
M60 José Alcobia Os Fixes
48
M65 Amilcar Ribeiral NucleOeiras
36
M70 Bernardino Pereira Os Fixes
29

De registar que Maria de Lurdes Venâncio venceu todas as 12 provas do seu escalão, sendo o único escalão onde tal sucedeu.

Os 28 campeões repartiram-se pelas seguintes equipas:

NucleOeiras
10
Leões Porto Salvo
4
Linda-a-Pastora
4
Os Fixes
3
Joaninhas Leião
2
Unidos de Leceia
2
Desportivo Leião
1
FFPM Unificação
1
Sporting
1