sábado, 30 de novembro de 2013

RB Running Clinic - Uma esplêndida manhã!


Foto Marcelino Almeida

Rita Borralho, grande senhora e grande nome do nosso Atletismo, proporcionou a todos nós uma excelente manhã de ouvir e falar Atletismo, promovendo a RB Running Clinic, um colóquio com 4 oradores, cada um com um tema muito interessante e cativante, moderados por António Fernandes.

Começou o Prof.Dr. Luís Horta com o tema "Luta contra a dopagem um problema dos outros?", onde foram apresentadas informações muito úteis sobre esse flagelo de batota e ameaça de saúde que é o doping, com entrega igualmente dum muito útil Guia prático sobre a luta contra a dopagem.

Seguiu-se o Prof. Marcos Pereira que fez uma apresentação de nutrição subordinada ao tema "Administração de glícidos durante o exercício: Efeitos na performance"   

Após uma pequena pausa para um chá ou Isostar e uns bolinhos, o Prof. Mário Machado apresentou um tema muito querido para todos nós "A evolução histórica da corrida para todos em Portugal", ele que é um dos grandes "culpados" de ter colocado tanta gente a correr e haver um leque tão diversificado de provas como temos o privilégio de usufruir.
Pelo meio, algumas histórias e curiosidades bem deliciosas.

E para finalizar, o Prof. Fonseca e Costa explicou "Como correr mais depressa na corrida de média e longa duração", intercalando divertidas histórias e memórias que, como foi muito bem alvitrado, dariam um excelente livro, pois são património do nosso Atletismo.

Previsto para finalizar à uma da tarde, o colóquio durou até às duas, o que foi excelente para todos nós que bebemos cada palavra como grande ensinamento e que nos fez sair mais enriquecidos. Haja mais iniciativas destas!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Calendário 2014


A minha página de Calendário de Provas já foi actualizada com as datas disponíveis de 2014.

Chamo a atenção que, como sempre, apenas coloco as datas das provas que já estão oficialmente divulgadas, ao contrário do que é habitual de se colocar a data correspondente ao ano passado quando ainda não se sabe se será nessa ou não. Prefiro assim a induzir, eventualmente, em erro.

Este é um trabalho de pesquisa que tem vindo a aumentar significativamente de ano para ano, o que é muito positivo pois revela que há um cada vez maior número de provas.

Espero que vos ajude e irei estar sempre atento à divulgação das datas. 

Se alguém souber entretanto alguma data que ainda não a tenho publicada, agradeço que me informem. 


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A nossa selecção para o Europeu de Cross


De ontem a duas semanas (8 de Dezembro) irá ter lugar em Belgrado (Sérvia) a 20ª edição do Campeonato Europeu de Cross, competição onde Portugal tem um passado brilhante, sendo a 3ª potência a nível geral e a 1ª em seniores femininos.

Foi hoje divulgada a nossa selecção para cada uma das 6 competições (seniores, sub23 e juniores, tanto femininos como masculinos).

Ao contrário do que tem sucedido nos últimos anos, onde somos representados pelo máximo de atletas em cada competição, 6, este ano levamos 4 em todos os escalões, o que nos faz ficar à pele para a classificação colectiva pois são necessários 4 atletas para pontuar e em caso de alguma lesão ou desistência, não nos será possível classificar colectivamente nesse escalão.

Atletas convocados:

Juniores femininos
Diana Almeida – SL Benfica (AA Lisboa)
Jéssica Matos – SL Benfica (AA Lisboa)
Silvana Dias – UD Várzea (AA Porto)
Sónia Ferreira – UD Várzea (AA Porto)

Juniores masculinos
Guilherme Pinto – Sporting CP (AA Lisboa)
Luis Miguel Borges – SL Benfica (AA Lisboa)
Miguel Marques – SL Benfica (AA Lisboa)
Ruben Pessoa – SL Benfica (AA Lisboa)

Sub23 masculinos
Emanuel Rolim – SL Benfica (AA Lisboa)
Hugo Correia – Sporting CP (AA Lisboa)
José Costa – The Cleans (AA Lisboa)
Rui Pinto – SL Benfica (AA Lisboa)

Sub23 femininos
Catarina Carvalho – GCADonas (Castelo Branco)
Cátia Santos – GD Estreito (AARA Madeira)
Marta Martins – ACR Senhora do Desterro (AA Guarda)
Susana Godinho – SL Benfica (AA Lisboa)

Seniores femininos
Ana Dulce Félix – SL Benfica (AA Lisboa)
Anália Rosa – Maratona CP (AA Lisboa)
Carla Salomé Rocha – Sporting CP (AA Lisboa)
Catarina Ribeiro – Sporting CP (AA Lisboa)

Seniores masculinos
António Silva – Sporting CP (AA Lisboa)
Licínio Pimentel – The Cleans (AA Lisboa)
Luís Pinto – Sporting CP (AA Lisboa)
Rui Pedro Silva – SL Benfica (AA Lisboa)

A selecção será liderada por José Regalo, director da Federação Portuguesa de Atletismo e terá como treinadores João Campos (responsável técnico) e Mª. Sameiro Araújo. Acompanha ainda a seleção nacional o massagista Rashid Bukharov.

Para consultar todas as classificações e estatísticas pormenorizadas das 19 edições já realizadas, clicar aqui

Resta-me desejar boa sorte a todos! 

domingo, 24 de novembro de 2013

Mendiga sempre!


Os nossos companheiros de viagem, o sempre simpático casal Nuno/Sandra

Com boas provas ao pé de casa, o que me tem levado a percorrer 130 quilómetros até uma pequena povoação chamada Mendiga, pelo 4º ano consecutivo? 

Esta pergunta só tem razão de ser se feita por alguém que não conhece este verdadeiro acontecimento chamado Grande Prémio da Mendiga e onde a corrida é apenas um pretexto.


Localizada no concelho de Porto Mós e com uma população de 930 habitantes (censos 2011), unem-se para dar vida a esta prova de Atletismo, usando o lema "Mendiga sabe receber". 
O ponto nevrálgico é o pavilhão onde decorre uma feira de artigos regionais, daqueles que em linguagem científica costumam caracterizar-se como "bons comó caraças!". A animação é dada por um grupo regional, desta feita composta por 4 jovens acordeonistas. A simpatia das suas gentes está presente em todo o momento, antes, durante e após a prova. Corrida que tem uma extensão de 16.300 metros e que decorre junto ao sopé da Serra d'Aire, num percurso agradável e selectivo qb. Dois reabastecimentos e no final mais água, bolos, fruta e um troféu de presença.

O troféu de presença

Segue-se o momento que todos anseiam, o almoço convívio, bem servido, sem esperas e com a animação do tal grupo. Todos se divertem e convivem pois o Atletismo é isto, a corrida um motivo.

O animado pavilhão onde se almoça

No final, regresso ao salão onde decorre a tal feira para sobremesa, entrega de prémios e sorteios que vão desde um fim-de-semana, bicicleta, presunto, etc.

No salão da feira regional e entrega de prémios

No regresso, trazemos a certeza que ainda há esperança quando se encontra uma população assim tão generosa. 

Mendiga, só se não puder mesmo é que não estarei sempre presente!

Apesar da crise que tem feito diminuir a presença em provas mais afastadas, esta manteve-se praticamente na casa das 4 centenas, quase sempre os mesmos que após descobrirem esta pérola no nosso calendário, não prescindem de aí regressar.

O vencedores, Carlos Silva e Vera Nunes

Os vencedores foram exactamente os mesmo do ano passado, Carlos Silva, então no Sporting e agora no Gabinete Fisioterapia Desporto / Reboleira, que marcou 51.14, e Vera Nunes do Benfica que com os seus 59.34 retirou 1.06 à sua marca do ano passado, 3 semanas após brilhante estreia na mítica distância em Nova Iorque.

Colectivamente, o Gabinete Fisioterapia Desporto / Reboleira venceu, seguidos pelos meus vizinhos dos Leões de Porto Salvo.

A escassos metros da meta

Quanto à minha corrida, foi a possível e até meteu guerra interna, naquela que foi a marca mais fraca das minhas 4 participações. Curiosamente os meus tempos têm vindo a piorar edição após edição. Iniciei-me em 2010 com um espectacular, para mim, 1.28.05, uma marca que aos 15 era muito próxima do meu record da tripla légua, e apenas uma semana após ter baixado pela 2ª vez, e última até agora (até quando ou para sempre?) das 2 horas numa Meia, no caso Nazaré. Em 2011 registei 1.32.34 que é uma muito boa marca para mim, tal como os 1.33.07 feitos em 2012, numa edição que corri com todo o cuidado pois estava a 2 semanas da minha bem sucedida estreia na Maratona.

Hoje marquei 1.35.19 e os primeiros 4 quilómetros foram em guerra cabeçal pois esta estava armada em parva, fruto de não andar muito bem (como já desabafei aqui). Aos 4, passei por um fotógrafo que me incentivou com um "Vamos lá, força!". Acredite-se ou não, ao ouvir esta frase reagi e lutei o resto da prova, tendo como objectivo uma média abaixo de 6 minutos ao quilómetro, acabando por ser 5.50 que me satisfez relativamente. Às vezes basta uma palavra ou um gesto para mudarmos o chip.

De ontem a 3 meses é o dia da Maratona de Sevilha e prova-se que tenho muito trabalho pela frente.





quarta-feira, 20 de novembro de 2013

É a ti que eu quero!

É neste estádio que eu quero entrar e concluir pela 2ª vez uma Maratona 
Sábado a 3 meses é dia da 30ª edição da Maratona de Sevilha, na que será a minha primeira internacionalização.

Mas mais do que internacionalização, é uma Maratona a terminar e Maratona não é uma simples corrida, é uma Maratona e está tudo dito!

Tal como a minha Maratona de estreia, também esta acaba num estádio, forma ideal e simbólica para terminar uma prova desta envergadura. 

O estádio é o Estádio Olímpico de La Cartuja, inaugurado a 5 de Maio de 1999 para o Mundial de Atletismo do mesmo ano e com lotação para 57.619 lugares.

Nessa minha estreia de Dezembro passado, o sonho fixo, repetido dia após dia mês após mês, era entrar dentro do estádio do Inatel, percorrer essa meia volta e cortar a meta. Foi a essa imagem que me agarrei nos momentos mais difíceis, em especial quando esbarrei no muro (que derrubei!). E quando aí cheguei, para os últimos 200 metros, todo o peso do cansaço evaporou-se e senti-me leve, quase a flutuar.

E é essa a imagem, agora neste estádio sevilhano, que passa pela minha cabeça em novas sessões contínuas. É a ti que eu quero!


--- " ---

Bom... o artigo que eu idealizei acabava aqui mas não vai acabar. Ia para publicar mas fiquei parado a olhar para o ecran, a hesitar, e aqui vai, vou largar o que me vai na alma.

Toda a vida sempre me disseram que era bom ouvinte para quem quer desabafar mas que para as coisas que me magoavam, ficava fechado, em silêncio, o que causa muitos danos. Pois agora quero deitar tudo cá para fora, podendo servir como catarse.

Como sabem, a 6 de Outubro desisti aos 15,5 kms na Rock'n'Roll Maratona de Lisboa, sem ter tido culpa própria. Não se deveu a falta de preparação mas por um problema físico inesperado e cruel.

Desistir numa prova não é vergonha alguma, nem será um drama a menos que essa prova seja muito especial como uma Maratona o é e para a qual andei a dedicar-me 7 meses.
Não se trata duma corrida que se vai fazer no fim-de-semana e, olha que chatice correu mal, venha a da próxima semana. Não! Foi uma prova arduamente pensada e idealizada e que por um sádico pequeno nada esfumou-se na hora h. Um sonho que foi uma autêntica ilusão. Em muitos sentidos.

Tudo isto já sabem, o que não sabem é o quanto me continua ainda a magoar e a perturbar. 

Não tenho andado bem, não tenho andado em paz comigo. Talvez se a falha tivesse sido minha, por deficiente preparação ou similar, talvez me conformasse mais facilmente. Mas aquilo que me aconteceu, silenciosamente soltar-se a hérnia do hiato, envenenando-me pelos ácidos libertados, algo que não acontecia há 19 meses e foi acontecer logo no dia que não podia, foi algo de muito cruel e que julgo não ter merecido. 

Sinto que perdi muita coisa e algumas outras se quebraram. Ilusões e um certo encantamento, principalmente. E aprendi diversas lições. Eu que sempre acreditei que a força mental conseguia derrubar qualquer dificuldade, bebendo todas as frases de motivação em filmes muito bonitos, dei por mim no outro lado da barricada. Uma motivação e um querer ímpares, não podia querer mais do que queria e... sem conseguir continuar, pois estava como envenenado. Um mero acontecimento que apagou meses e meses de dedicação.

Eu sei que é algo que pode sempre acontecer, que é um risco presente em qualquer Maratona, mas uma coisa é sabermos e pensarmos "que chatice", outra é sentirmos na pele. 

O meu equilíbrio racional tem andado em carrossel. Tanto ganho uma força imensa, à custa de raiva, como não tenho andado controlado e certeiro como costumo, falhando nalgumas atitudes por andar demasiado sensível a tudo.

Há coisas que não matam mas moem. E, repito, é fácil julgarmos quando se trata com outros. Normalmente costumo dar a volta sozinho mas desta vez não tem sido fácil. 

E por favor, não venham falar em que tenho que deitar isto para trás das costas. Só o conseguirei quando cortar aquela meta em Sevilha. Tenho que ter é a inteligência suficiente para aproveitar este desaire revertendo-o em muita energia. 

Tenho alguns planos para futuras Maratonas, mas estão agora todos em pausa, dependentes do 23 de Fevereiro. Seja porque razão for, uma nova desistência deverá marcar o fim da minha aventura na mítica distância. Não estou para dedicar-me tantos meses a um projecto que tanto me diz, para depois andar a perder tudo. E estará nas minhas mãos lutar pela parte que me toca para que tal não suceda. O resto, imprevistos diabólicos, não os consigo controlar.

E pronto, esta parte do texto saiu-me de seguida, sem pausas para respirar. Não sei se deva ou não publicar mas não quero saber o que se possa entender bem ou mal e sem reler e corrigir o português. Vou carregar na tecla publicar e sentir que atirei cá para fora o que me anda entupido. Se o que estou a passar é alguma fraqueza e/ou não faz sentido, que fazer? Não passo dum humano...

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Parabéns Carlos Mendes!


Sinto-me muito feliz por vir aqui dar informações sobre um ESPECTACULAR desempenho do meu colega de equipa, Carlos Mendes.

O Carlos foi até Istambul para disputar a sua 2ª Maratona,a 35ª edição da Maratona EuroAsia, uma Maratona que realiza-se em dois continentes. Dum lado do rio que é atravessado pela ponte da fotografia é a Ásia, do outro lado Europa. 

A sua estreia tinha sido Março em Roma (ler aqui) onde marcou 4.10
Para esta, dedicou-se duma forma muito esforçada. Apesar de ter acompanhado à distância, sei bem o que o Carlos lutou e suou por um resultado que lhe deu uma enorme felicidade.
Numa Maratona dura e com vento contra, que provocou uma elevada taxa de abandonos, o Carlos marcou o tempo de 3.15.58 (menos 55 minutos!), classificou-se em 149º entre 2.799 classificados,  foi o 6º (!!!) no seu escalão (entre 212 atletas) e o melhor português presente. 
Palavras para quê? Um mais que merecido resultado, por toda a sua dedicação.

Atentemos nos parciais que publico em baixo. Aos 5 kms o Carlos era 22º e 368º, no escalão e geral respectivamente. A meio já era 9º e 249º e aos 40 kms 7º e 169º. Nos últimos 2.195 metros ainda ultrapassou 1 atleta no escalão e 20 à geral, sinal que acabou em força.

Parabéns Carlos!!! Grande orgulho!!!

(cliquem em cima da imagem para visualizarem em maior escala)


domingo, 17 de novembro de 2013

A minha visita ao histórico Monge

Com a Isa e Marta (duas afilhadas!)

Um amigo que gostei muito de reencontrar, Mário Lima
(por muitas e variadas razões, pelo menos 207..., esta prova foi dedicada ao meu grande amigo Jorge Branco)

Hoje foi dia de conhecer uma prova histórica do panorama das corridas de trilhos, a Corrida do Monge que somou a sua 21ª edição.

Com partida e chegada no mesmo ponto que a Corrida do Guincho, tudo o resto difere pois o percurso segue pela Serra de Sintra, numa prova mais dura, tecnicista mas também mais bela.

Realizei a prova com a Isa e a Marta (em estreia em montanha) e foi mais uma vez, como acontece quando a companhia é excelente, uma agradável e divertida corrida.

O que aparece no 8º km? Uma "ligeira" mas muito gira subida!


As subidas são duras mas o meu (habitual) problema são as descidas e por 3 vezes que estive para me espalhar. Se uma das vezes foi uma árvore que me segurou, nas outras duas ainda estou para perceber como não fui ao chão. Com as travagens nas descidas, o pé esquerdo ficou queixoso mas nada que não tivesse passado após "congelá-lo". O problema são os joelhos neste tipo de descidas e o esquerdo ficou a refilar comigo e, pelos sintomas bem conhecidos, deverei ter que estar 2 a 3 dias sem correr.

Eu gosto deste tipo de provas mas tenho que ser realista e reconhecer que não tenho pés (pela minha estranha forma de passada) e muito menos joelhos para este tipo de pisos, e estou a falar de provas que não têm algumas descidas como vejo em certos eventos.

Palavras para quê? Os sorrisos dizem tudo o que de bom é correr e conviver com pessoas boas
A organização esteve bem, com realce para três reabastecimentos e o percurso muito bem marcado e com vários voluntários a darem indicações.
No final, o famoso pão com chouriço que sabe sempre bem.

A nível competitivo, José Carvalho (NA Vila Real) e Rosa Madureira (Penafiel) foram os vencedores numa edição com grande record de participação, 459 atletas, batendo os anteriores 281 do ano passado.




E agora, digam lá se o percurso não se parece com a figura duma pessoa ou estarei a inventar?

sábado, 16 de novembro de 2013

Correr Lisboa - Treino Solidário para a Ajuda de Berço


Decorreu hoje na zona da Expo, com partida e chegada na loja Pro Runner, o 6º Treino Solidário Correr Lisboa, com o intuito de ajudar quem ajuda os mais pequenos, a Ajuda de Berço.

Com inscrições gratuitas através de mail, os cerca de 300 atletas tinham à sua disposição 3 tipos de treino: 10 kms, 5 kms ou caminhada de 3 kms. 
No final direito a uma banana, garrafa de água e habilitarem-se a um sorteio cujos prémios eram: Ténis Adidas, Óculos de Sol Adidas, auscultadores e 3 camisolas Pro Runner.

Mas o mais importante é que todos eram convidados a doarem material para a Ajuda de Berço, sendo disponibilizada uma lista com as necessidades mais prementes.
E com tantos e tão generosos atletas, o número de sacos foi bastante significativo.


A manhã começou fria mas depois o sol combateu um pouco a aragem fresca transformando o treino num momento muito agradável para o fim-de-semana iniciar-se em beleza.

Fui com a Isa e optámos pelos 5 kms para salvaguardar a Corrida do Monge de amanhã. O ritmo do treino foi como gosto, velocidade progressiva. O pelotão era liderado por dois elementos da organização, que não podiam ser ultrapassados e que foram marcando o ritmo em 6.14 / 6.04 / 5.55 / 5.32 e 5.13, com um sprint nos últimos 400 metros (a distância foi cerca de 5.350), o que foi partindo o pelotão tendo chegado encostados às "lebres" eu, outro atleta e a Isa. 

Foi uma manhã muito bem passada e muito útil para ajudarmos quem ajuda. Gostei!

Fotografia Henriqueta Solipa

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Conto de ilusão em forma de bola de sabão

Os lábios chegam um pouco à frente e, com um ligeiro sopro, uma bola de sabão é libertada para o ar. Vai ganhando altura e rolando, calma e pacientemente, enquanto a luz do dia colora-a com os mais diversos tons, o que desvia a atenção da criança que de imediato larga o seu brinquedo, ergue-se do chão que lhe servia de mesa, e persegue-a, fascinada pelas cores e pelo doce rolar sobre si própria.
A criança estende os braços, não conseguindo conter o riso excitado e que se atrapalha a ele próprio, e quando vai tocar na bola, puff! Desapareceu! Tal como desapareceu toda a sua alegria, pela ilusão criada e esfumada a seus olhos.

A criança foi crescendo, passando as diversas etapas da vida. De menino a rapaz, de rapaz a jovem homem, de jovem homem a homem amadurecido. Mas a criança dentro dele nunca desapareceu, por mais que os papões homens do saco negro defendam a crua racionalidade. Foi sempre criando sonhos, sem saber antecipadamente se não passariam de ilusões em forma de bola de sabão, que tanto o apaixonavam como o magoavam, pelo seu puff inesperado e repentino. 

Mas cada dor de coração, apesar de dolorosamente irem aumentando, era sempre combatida por novo desejo, novo sonho, nova ilusão. Até que construiu a maior bola de sabão, com um rolar perfeito e umas cores que pensava não ser possível existirem. Rasgava-se-lhe o coração sempre que algum tom empalidecia. Por vezes de forma real, outras apenas no receio que os seus olhos traíam. 

E essa bola de sabão era a sua maior ilusão. A ilusão de quando parasse, deixando de a perseguir, seria a bola de sabão que se viraria, iria ter consigo e diluía-se em si.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Nazaré ou a razão porque corro

A sair de Nazaré para ir até Famalicão (+/- 6 Kms). Foto Nuno

Não podia participar em corridas se não tivessem existido provas que, lutando contra todas as marés, impuseram o conceito de corrida aberta a todos, dos quais a Meia-Maratona da Nazaré foi a sua pioneira.
Mas também não fazia sentido o correr apenas por correr, sem o espírito de camaradagem tão especial de atletas de pelotão que vemos e revemos prova após prova. 

Tudo isso senti ontem, num dia que terá agradado aos muitos que fizeram a visita anual à "Mãe" e ao seu ambiente tão especial e cuja história se vai confundindo com a actualidade em cada momento.

Desloquei-me até à capital das ondas com a Isa e fomos ter com a Sandra e o Nuno, que foi uma alegria tê-lo visto novamente equipado.

Já no aquecimento é visível a boa disposição. Foto Nuno.

Fomos cruzando com muitos amigos e conhecidos. Uma referência especial ao Joaquim Costa e Natércia, simpático casal que é raro poder ter o prazer de reencontrar, devido à distância onde cada um de nós habita.  

Abro aqui um parêntesis para confessar que não consigo decorar todas as caras e por vezes há quem me fale e eu não reconheça logo. Como coloco aqui muitas fotografias, é mais fácil reconhecerem-me. Pode suceder cruzar-me com atletas que comentem aqui e que depois não veja logo quem são, em especial no meio de tanta cara. Não pensem que sou mal-educado é mesmo por já serem muitas caras.

Quem ontem deu a partida, ao lado da campeã Rosa Mota, foi o famoso surfista Garrett McNamara cuja paixão pela Nazaré e suas ondas em muito está a contribuir para o quanto se tem falado desta praia.

Desde o aquecimento que me sentia bem e tal manteve-se ao longo de todo o percurso, numa prova que foi bem divertida de fazer, tendo seguido sempre com a Isa e onde estivemos muitas vezes na brincadeira mas sem descurar o ritmo, em especial após o retorno onde íamos entretidos a escolher atletas mais ao longe para os tentar apanhar. 

Pelo caminho, até algumas surpresas como ver algum 007 a flutuar sobre a água, propulsionado pela força do jacto de água, como se pode ver na fotografia aqui em baixo. 


007 em acção. Foto Nuno

Poucas vezes terei tido uma prova com tão boa disposição e isso é impagável. O tempo é que esteve quente, foi a minha 5ª Nazaré e sem dúvida a mais quente, numa temperatura não habitual para quase meio de Novembro. A marca final (real) foi de 2.14.46 mas tornou a acontecer algo que parece que está reservado em exclusivo para a Nazaré. Costumava dizer que a caminho das quase 300 provas, apenas por uma vez tinha parado para apertar o atacador do sapato que se tinha solto. Foi na Nazaré em 2010 numa prova onde fiquei a 18 segundos do meu record da Meia, tendo demorado mais tempo a apertar-lo. Pois ontem após o primeiro quilómetro sucedeu algo que também ainda não me tinha acontecido. Tive que parar para tirar uma pedrinha do sapato, que me estava a incomodar. E passado uma centena de metros, parei novamente pois com a pressa de retomar a corrida, apertei mal o sapato e tive que parar novamente. Há coisas que parece estarem reservadas para a Nazaré!


A ida para a meta com nova foto do Nuno e as minhas desculpas à Isa pois estou a tapar um pouco da sua cara!
Depois duma muito agradável prova, da excelente broa de mel que estava no saco após a meta e dum retemperador banho nos Bombeiros, cuja simpatia realço, altura para almoçarmos bom peixinho, uma volta pela vila (pronto... confesso... fui comprar mais broas de mel!) e depois a ida até ao farol para as famosas ondas.


Imaginem o que será umas 5 ou 6 vezes maior! Foto da Isa
Uma verdadeira romaria ao local que está a fazer que a Nazaré seja falada em todo o mundo, tendo muito a ganhar em termos turísticos. 
O fenómeno gerador das ondas gigantes, o chamado canhão, proporcionou umas ondas ontem que, não sei calcular mas as maiores deveriam andar por 5 a 7 metros (?). E já davam espectáculo pela maneira como rebentavam, em especial nas rochas. Não consigo é imaginar o que serão de 30 metros!!! Mas uma coisa é certa, com essas, não poderíamos estar no local onde estávamos... Tínhamos que ir para outro sítio, mais perto do Sítio!


Em cima no Sítio, em baixo no farol. Olha se viesse agora uma de 30 metros?!?

E chegou ao final um dia de Atletismo e turismo. Mesmo que a realidade de 2ª feira nos bata com força, o prazer destes momentos é um autêntico tónico para o dia a dia.

Resta dizer que se classificaram 1.266 atletas, em linha com os últimos anos, e os primeiros na meta foram, em estreia aqui, Francisco Pedro da Casa do Benfica de Torres Vedras (1.13.02) e Solange Jesus do Sporting (1.28.58). E digo primeiros na meta pois vencedores foram todos.


Historial da Prova

O sol a pôr-se e o artigo a acabar. Foto da Isa

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Revista Atletismo de Novembro


Já recebi a Revista Atletismo de Novembro, com a capa dedicada à novel Rock'n'Roll Maratona de Lisboa.

Com a habitual qualidade e temas que interessam a todos nós, o seu índice é o seguinte:

Competições internacionais
Estrada
6 Recorde Mundial de Maratona

Competições nacionais
Estrada
8 Rock’n’Roll Maratona de Lisboa
10 Meia Maratona de Portugal
20 Corrida da Linha/Destak
20 Corrida Comendador Joaquim Morão
16 Corrida Pedro e Inês
16 Corrida da Ria (Aveiro)
17 Corrida do Tejo
18 Corrida da Água
12 Outras meias maratonas
21 Corrida da Festa Avante
21 Corrida da Aeroporto

Entrevistas
Atleta de pelotão
36 Cristina Ponte

Reportagens
Clube de pelotão
38 Associação Académica Pinhalnovense

Espaço técnico
Fisioterapia
40 Tendinite do tibial posterior

Nutrição
41 Estratégias nutricionais durante a maratona

Conselhos
42 Ansiedade: ajuda ou atrapalha na corrida

Treino
44 Correr mais e melhor com um plano de treino

Estatística
Pista
22 Balanço geral da época 2013 (masculinos)
30 Balanço geral da época 2013 (juniores masculinos)
31 Balanço geral da época 2013 (juvenis masculinos)
Estrada
34 Balanço geral da época 2013 

Trilhos
46 Grande Trail Serra d’Arga
46 Maratona de Montanha

Outras
48 Corridas Urbanas Nocturnas

Secções fixas
7 Portugueses no estrangeiro
49 Agenda da Corrida
50 Lazer – aniversários e puxe pela cabeça

Revelação do mês
51 Samuel Remédios (GA Fátima)

Recorde-se que esta fundamental revista para o nosso desporto é distribuída por assinatura. Toda e qualquer informação, clicar aqui

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A Mãe das corridas abertas a todos


Imaginemos que as provas de estrada eram escassas, anualmente uma meia-dúzia, e apenas reservadas a poucas dezenas de federados.
Imaginemos que os poucos "loucos" que se atreviam a equipar e ir correr para a rua eram insultados com o mais comum "vai trabalhar malandro!" e, ainda mais improvável, se fosse mulher os insultos seriam da maior grosseria e onde os suaves diziam "vai mas é para a cozinha!".

Imaginemos isso e o que seríamos de nós sem as nossas corridas. Um pesadelo?

Pois era assim o Portugal de há 40 anos atrás até surgir um conceito inovador apelidado de "Corrida aberta a todos". Estávamos a 16 de Novembro de 1975 e essa corrida foi igualmente a primeira Meia-Maratona que se realizou no nosso país. E assim, a Meia-Maratona da Nazaré passou a ser apelidada carinhosamente de Mãe. Mãe das Meias-Maratonas em Portugal e Mãe do espírito de corrida que nos envolve a todos, os verdadeiros atletas de pelotão.

Foram 146 os que participaram nessa histórica primeira edição. Mais do dobro no ano seguinte, 310 que triplicaram na 3ª edição, antes de se quebrar a barreira do milhar e ir até os 3 mil entre 1985 e 1987.
A série de outras corridas que foram aparecendo, verdadeira descendência, e uma escassa divulgação, fez que nos últimos 20 anos o número de participantes se fique na casa dos mil e qualquer coisa. Entre eles, muitos somando participações atrás de participações neste evento pois a visita à Mãe é obrigatória no calendário.

Actualmente quase reservada a atletas de pelotão, nos anos iniciais tinha forte representação da elite, como se comprova, como exemplo, pelas 7 vitórias da grande campeã Rosa Mota que tem marcado presença nos últimos anos ficando junto à meta a incentivar quem chega (como se pode confirmar pela foto ao lado). Ou também o record mundial feminino fixado em 1978 pela belga Danny Justin, na altura em 1.17,49 quando ainda não era habitual a presença feminina nestas distâncias.

Muitas e muitas histórias existem mas destaco esta pela diferença em relação aos dias de hoje em que as classificações são feitas automaticamente pela leitura do chip no tapete da chegada. 
Na altura, não havia chips. Imagine-se classificar correctamente mais de 3.000 atletas sem chip e com cronometragem manual. Os atletas cortavam a meta e eram incentivados a não abrandarem e a dirigirem-se ao corredor que ia sendo aberto com uma corda que andava dum lado para o outro. Mal um corredor estava cheio, era aberto outro e todos cortavam a meta a correr sem apanharem a fila antes. Quando um corredor era escoado, logo ficava disponível para outra leva. E assim ocupava-se toda a praça.
Na meta estavam cronometristas que iam picando o cronómetro por cada atleta que cruzava a meta, e havia alturas que eram a uma média superior a 1 atleta por segundo. Quem estava a controlar a passagem nos corredores, e que verificava se o atleta vinha com a senha que era dada no retorno, ia fazendo a lista dos dorsais dos atletas e ia sendo tudo entregue a dactilógrafos que, com as antigas máquinas de escrever, iam elaborando a classificação. E ficava tudo certinho! Aqui, podem ser consultadas as classificações completas de 29 das 38 edições já disputadas, muitas desses tempos heróicos.

No próximo domingo, quando soarem as 11 horas e o tiro de partida para 39ª edição, todo e qualquer atleta não será apenas mais um a participar, pois cada passada que der é estar a reescrever a história sempre actual desta prova que mudou o Atletismo em Portugal e a vida de tantos nós. 

Vai ser a minha 5ª presença na Nazaré. Quem mais vai?



domingo, 3 de novembro de 2013

Maratona do Porto com brutal record de participação!


Há cerca de 3 semanas atrás, publiquei aqui um artigo sobre a evolução da participação em Maratonas disputadas em Portugal e onde dava conta do grande e recente salto, com as 3 últimas Maratonas sempre a baterem record de classificados na meta, número que na Rock'n'Roll Maratona de Lisboa, disputada a 6 de Outubro, se fixou em 1.836 

Pois hoje, na 10ª edição da Maratona do Porto esses números foram completamente arrasados. Sendo que ainda são provisórios e poderão sofrer uma ligeira alteração, o número de classificados é de 2.763!!!

Mais 1.092 que na edição anterior e mais 927 que esse anterior record. Números verdadeiramente impressionantes!!!

Dos 2.763, 1.891 são portugueses, um número já a aproximar-se dos dois milhares e que espelha bem o que os portugueses têm aderido à mítica distância.
A participação feminina foi de 281 atletas na meta (10,2%), sendo 142 portuguesas (7,5% do total nacional).

Até quando durará este record?



Actualizo a lista publicada a 15 de Outubro sobre a evolução do record nacional de participação nas Maratonas nacionais:

1910-05-02
Jogos Olímpicos Nacionais (Lisboa)
10
1911-06-18
Jogos Olímpicos Nacionais (Lisboa)
22
1978-04-09
Campeonato Nacional (Faro)
23
1979-04-22
Campeonato Nacional (Portalegre)
27
1980-04-20
Inatel (Foz do Arelho)
37
1980-10-12
A.A.L. (Torres Vedras)
45
1981-04-05
Campeonato Nacional (Faro)
49
1982-04-04
Campeonato Nacional (Almeirim)
56
1982-12-20
Spiridon (Autódromo Estoril)
127
1983-12-18
Spiridon (Autódromo Estoril)
176
1984-11-03
A.A.L. (Lisboa)
324
1988-11-06
Xistarca (Lisboa)
442
1990-10-21
Xistarca (Lisboa)
562
1991-10-20
Xistarca (Lisboa)
775
2007-12-02
Xistarca (Lisboa)
825
2008-12-07
Xistarca (Lisboa)
1.005
2009-12-06
Xistarca (Lisboa)
1.153
2010-11-07
Porto
1.180
2011-11-06
Porto
1.515
2012-10-28
Porto
1.671
2012-12-09
Xistarca (Lisboa)
1.681
2013-10-06
Rock'n'Roll (Cascais-Lisboa)
1.836
2013-11-03
Porto
2.763