terça-feira, 30 de abril de 2013

18 cumpriram 160 kms na Serra da Estrela!


Oh Meu Deus! É o nome de uma competição que engloba 3 provas e uma expressão que vem à baila ao sabermos no que consiste.

A competição deste ano iniciou-se em Janeiro em Proença a Nova com 3 distâncias: Mini (20 kms), Trail (40 kms) e Ultra-Trail (60 Kms). Prosseguiu em Março em Vila de Rei com as mesmas distâncias e terminou no fim-de-semana passado na Serra da Estrela e onde apenas a Mini manteve os 20 kms, o Trail subiu para 60 e Ultra-Trail para 100 (!), tal como nos dois anos anteriores (mas onde o Trail foi de 50 kms).

A grande novidade este ano prendeu-se com a criação nesta prova duma 4ª distância, inédita em Portugal, 100 milhas - 160 quilómetros.

160 quilómetros em montanha, para correr de seguida. Ou o equivalente a praticamente 4 Maratonas seguidas... mas em montanha!


E houve fregueses para essa empreitada? Sim senhor, 5 femininas das quais cortaram a meta 2 e 41 masculinos, 16 a finalizarem, o que deu um total de 18 heróis que ficam para a história das Ultras-Ultras, permitam-me a expressão, em Portugal.

Os tempos? Desde 25 horas e 24 minutos do vencedor, o tomarense Luís Mota (na foto) a representar o Clube de Atletismo de Ferreira do Zêzere, a 41 horas e 47 minutos do 18º. A vencedora feminina, com 40 horas e 28 minutos, foi Carla Almeida da Branca Esportes.

Na realidade, qualquer um dos 18 foi um grande vencedor e, assim, passo a transcrever os seus nomes:


Carla Penha Goulart de Almeida 
Teresa Isabel Gaboleiro Afonso 
Luís Carlos Carvalho da Mota
António Manuel R. da Silva
João Miguel Colaço
João Hora Faustino 
Jorge Serrazina
Desidério Carreira Pires
João Carlos Antunes Luís Sanches 
António Moreira 
Eduardo Filipe Amaro Ferreira 
Vitor Miguel Pereira Gomes 
José Simões
Aires Miguel Barata 
David Faustino 
José Manuel Morgado
Paulo Manuel Picão
Rui Rocha


A todos, sem esquecer os atletas das restantes distâncias (onde se incluía 100 quilómetros...) o meu reconhecimento e parabéns.

Classificações:





segunda-feira, 29 de abril de 2013

Números e vencedores de Vila Fria (Troféu de Oeiras)

(Foto NucleOeiras)

Disputou-se na passada 5ª feira a 9ª de 14 provas que compõem o 31º Troféu de Oeiras, com o 31º Grande Prémio de Vila Fria. Só hoje foram publicados os resultados, por isso o atraso na divulgação dos mesmos que estou a efectuar para as provas deste troféu concelhio.

A participação foi de 542 atletas, a 3ª de sempre a 20 da melhor estabelecida no ano passado, sendo 153 femininas (28,2%)

Colectivamente, o NucleOeiras continua de vento em popa, vencendo com 600 pontos, quase o dobro dos segundos, os Leões de Porto Salvo com 310 e apenas 4 de vantagem sobre o Linda-a-Pastora, 3º.

Relação dos vencedores individuais por escalão com respectiva equipa e número de atletas que finalizaram nesse escalão: 


Benjamins B F Daniela Borges NucleOeiras 23
Benjamins B M Daniyil Gorenco Joaninhas Leião 23
Infantis F Ana Marques Fixes 20
Infantis M Pedro César NucleOeiras 23
Iniciados F Sara Monteiro NucleOeiras 15
Iniciados M Filipe Magalhães Leões Porto Salvo 21
Juvenis F Vanessa Agulha NucleOeiras 10
Juvenis M Ruben Veiga NucleOeiras 12
Juniores F Kcenia Bougrova Valejas   9
Juniores M João Bertolo NucleOeiras   9
Sub 23 F Diana Batista AMB Cruz Vermelha   8
Sub 23 M Tiago Lima Monte Real 11
Seniores F Mónica Moreiras NucleOeiras 10
Seniores M Diogo Morgado Linda-a-Pastora 39
F35 Josefa Bongué Joaninhas Leião 15
M35 Hugo Gonçalves Leões Porto Salvo 37
F40 Susana Almeida Garmin 12
M40 Luís Coelho NucleOeiras 54
F45 Luísa Espírito Santo Leões Porto Salvo 12
M45 Carlos Alves Fixes 39
F50 Mª Rosa Carita CCD Sintrense 11
M50 Alexandre Soares Leões Porto Salvo 29
F55 Adelaide Manhiça Leião   3
M55 Jorge Reis Fixes 36
F60 Manuela Folgado Leões Porto Salvo 13
M60 João Soares Ribeira da Lage 17
M65 Amilcar Ribeiral Amigos Belém 16
M70 Bernardino Pereira Fixes 15



Próxima prova do Troféu - Outurela a 12 de Maio

domingo, 28 de abril de 2013

Grande estreia da Meia de Almada com percurso fantástico!


A primeira edição desta Meia-Maratona de Almada superou toda e qualquer expectativa, desde a organização impecável ao fantástico percurso que projectaram.

E muito ouvi sobre este percurso nos dias anteriores. Que era muito duro, que tinha partes não interessantes, etc.
E o que constatei? Interessante de início ao fim, passando pelos locais mais emblemáticas, selectivo e com o tipo de ondulação que gosto numa prova. É destes que aprecio imenso e não é por acaso que alcancei o melhor resultado em Meia desde Novembro de 2011 (17 meses), mas isso já lá vamos.


O que se poderá melhorar em futuras edições? Todos os quilómetros terem placas e a partida ser dada meia-hora mais cedo pois se estivesse calor fazia a diferença. Ou seja, meras questões de pormenor. De resto, é usufruir daqueles fantásticos 21 kms à nossa disposição.

A resposta dos atletas foi a melhor pois as inscrições esgotaram uns quantos dias antes. No final, 824 atletas classificados na Meia-Maratona, 837 na Mini-Maratona de 9.500 metros, a que se juntam um número não contabilizado de caminhantes.
Dos 824 classificados na Meia, tivemos 97 atletas femininas (11,8%) e na Mini, entre 837 registaram-se 358, o que proporciona a excelente média de 42,8 %!

Os dois primeiros à geral na Meia

O primeiro vencedor desta Meia foi o atleta olímpico por Cabo Verde, Nélson Cruz do Praia Salema que marcou 1.09.35 e um avanço de 2.22 sobre o seu colega de equipa e treinador, Pedro Pessoa. Completou o pódio Filipe Januário do CCD das Autarquias de Almada a 5 segundos de Pedro Pessoa.

No sector feminino, Amélia Costa do Alto do Moinho venceu em 1.28.17, seguida pela vencedora sénior, Alexandra Alves da Açoreana Banif (1.32.31)

Na Mini de 9.500 metros, triunfaram António Silva do CCD das Autarquias de Almada (38.21) e Inês Marques, a correr como individual, com 41.09


A minha corrida foi até perto dos 9 em formação cerrada 4 ao Km, com a Isa, Lúcia e Eberhard, acompanhados pela Lígia, Lígia que se adiantou um pouco e de seguida fiquei eu e a Isa. Íamos a ritmo confortável mas a seguir aos 11 kms deu-se o tal fenómeno de segundo fôlego à Isa em que de repente solta a passada e dispara. Por duas vezes que fiz um sprintzinho para me colar mas em ambas fiquei quase de imediato para trás e percebi que não estava com velocidade para a acompanhar, e isto apesar de ter melhorado bem a média. Fiquei então isolado e fui assim até à meta, chegando em 2.07.38 de tempo real, melhor Meia dos últimos 17 meses e o meu 9º melhor tempo em 27 Meias concluídas (ver tabela) o que me levou a cortar a meta muito satisfeito. A primeira metade realizei-a em 1.04.54 e a 2ª em 1.02.44 
Já a Isa tinha cortado a meta há mais de 5 minutos (fez uma 2ª metade em 57.22!), tirando 4 minutos ao seu record, tal como a Lúcia chegaria 3 minutos depois de mim, tirando 6 minutos ao seu anterior melhor. E ainda, o Eberhard marcou 2.14, uma das suas melhores Meias dos últimos tempos, o que fez que toda a equipa estivesse muito satisfeita.

Senti-me sempre bem e em prazer. Venha agora, daqui a 3 dias, a clássica Corrida do 1ª de Maio (15 kms)





quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Liberdade da Corrida

 
"Há os estados capitalistas, os estados socialistas e o estado a que chegámos" 

Esta foi uma das frases do discurso de Salgueiro Maia ao seu pelotão antes de rumar a Lisboa para retirar a mordaça ao povo português. Miséria, medo, repressão e guerra eram palavras do dia a dia e sem a mínima liberdade para opinar o que fosse.


Inclusive a liberdade de poder correr livremente pelas estradas portuguesas, algo que apenas o movimento da Corrida para Todos veio criar.

Por tudo isso e muito mais, poder correr em liberdade pelas ruas de Lisboa, comemorando o dia que tudo mudou, é algo de imperdível para atletas como nós.


Assim e mais uma vez (6ª), estive presente na Corrida da Liberdade para correr do Quartel da Pontinha aos Restauradores. 

Uma prova sem classificações em que o importante é participar e conviver. Formámos um grupo onde a intenção era "chegar quando chegássemos" (o que fizemos 1.03 depois da partida). Grupo esse formado por, além de mim, Isa, Lúcia, Sandra, Nuno e Magro.


E assim, divertidos, lá fomos a uma velocidade muito confortável, a aguentar o calor que esteve forte. Apesar da velocidade reduzida, custaram-me os últimos 4 kms pois desde ontem que me sinto com pouca energia. Há dias assim e domingo na Meia de Almada já tudo estará melhor. 

Agora, é esperar pela próxima edição desta corrida, num ano especial por serem os 40 anos do 25 de Abril (40 já? Eh pá... estou mesmo a ficar com uma certa idade!)



terça-feira, 23 de abril de 2013

Já é conhecido o percurso da Rock'n'Roll Maratona de Lisboa


Como se sabe, a Maratona de Lisboa foi vendida à Rock'n'Roll Marathon Series, gerida pela Competitor, e que decidiu englobar no mesmo dia (6 de Outubro) a nova Maratona, com início em Cascais e a Meia-Maratona da Ponte Vasco da Gama, ambas terminando no Parque das Nações.

Sabendo-se que entre Cascais e o Parque das Nações distam 35 kms, havia a curiosidade de se saber onde seriam colocados os 7 quilómetros em falta pata totalizar os míticos 42.195 metros.

O percurso foi finalmente desvendado no site do evento e cujo mapa pode ser visto na fotografia em cima (clicar na foto para aumentar)

Passo a transcrever o texto da descrição do trajecto
"Muito provavelmente o percurso mais deslumbrante do mundo: A maratona começa na bela cidade de Cascais, na famosa Baía de Cascais, segue no sentido este pela estrada Marginal, sempre paralela ao Oceano Atlântico até chegar à cidade de Oeiras, percorrendo o seu jardim, passando pelo Palácio do Marquês de Pombal, voltando à estrada Marginal, e agora às margens do Rio Tejo. Ao chegar a Lisboa, entra pela Praça do Comércio, seguindo pela Baixa até ao Rossio, passando em frente ao Teatro Nacional D. Maria, regressando à zona ribeirinha, passando a Estação de Santa Apolónia, para se juntar ao percurso da Meia Maratona que segue em frente até chegar à meta situada no Parque das Nações"

Aproveito desde já para desejar uma óptima preparação a todos os atletas que irão participar nesta que promete ser uma bela Maratona.

domingo, 21 de abril de 2013

FOMOS AO PÓDIO!!!



O título deste artigo é para ser lido em forma de grito! 



O caso não é para menos. Um grupo de 4 amigos que corre pelo prazer da corrida, sempre longe destes lugares, confirmou a máxima de que uma gota é inofensiva, muitas juntas tornam a força da água imparável.

Efectivamente, o pódio por escalão que hoje conquistámos na Estafeta Cascais-Lisboa (isto é que é começar pelo fim), foi fruto duma grande união onde cada um deu o seu máximo em prol da equipa. Além de termos ganho uma manhã muito bem passada, e felizes pela consciência de que nos esforçámos ao máximo, a cereja em cima do bolo veio com a classificação onde após o 53º lugar do ano passado subimos para 40º da geral, de 1.31.52 baixámos para 1.28.54 e o 2º lugar no escalão Veteranos B (mais de 50 anos).

E assim, Carlos Mendes, Orlando Couto, Virgílio Oliveira (Gil) e este vosso escriba, subiram ao degrau do meio num pódio e receberam uma taça, que aos nossos olhos é a mais bonita de todas!

Um momento muito especial e que ficará bem gravado na nossa memória!




O Carlos fez o primeiro percurso, entregou ao Orlando que mo deu a mim e entreguei ao Gil. No meu caso, piorei 29 segundos em relação ao ano passado onde fiz marca record na légua, 24.22 mas os 24.51 deste ano continuam abaixo dos 5, mais exactamente 4.58 ao km, o que para o momento actual, e sabendo que a velocidade que já tive não regressará, é uma média fantástica para mim. Claro que fui, de longe, o mais lento da equipa mas congratulo-me de não termos perdido qualquer lugar no escalão por isso (os primeiros foram mais rápidos cerca de 8 minutos). Aproveito para agradecer a preciosa ajuda que o Nuno deu servindo de companhia, o que já começa a ser hábito em momentos marcantes, tal como a minha memorável Maratona

No final do meu percurso, junto à estação da Cruz-Quebrada, e cansado como estava, não tive a coragem de ir a rolar os 5 quilómetros que faltavam até à meta e meti-me no comboio que estava a chegar. Aí, pude apreciar o extenso pelotão e ver como o Gil ia a voar pela estrada fora. 

De tal maneira que quando cheguei à meta, já ele a tinha cortado! Depois foi esperar pelos restantes elementos, e saírem as classificações. Não tinham o lugar por escalão mas sim a idade do mais novo (que é o que conta) e fui então comunicar que me "parecia" que tínhamos sido segundos (até me custava a acreditar). 




Na hora do pódio, subiu em 3º uma equipa do Benfica de Mem-Martins, tal como em primeiro, e no meio, nós! Sei que me vão "bater" por dizer isto mas não pude deixar de me surpreender por um "coxo" como eu estar num pódio! É a prova que o esforço e dedicação, mais tarde ou mais cedo, compensam.

No pódio, a equipa quis dar-me a alegria de ser eu a receber a taça.

Mas como a nossa equipa não se esgota aqui, também a Isa e o Eberhard representaram as nossas cores nos 20 kms.



O dia esteve para o quente, ligeiramente menos que ontem, o vento foi quase nulo, e a organização com o profissionalismo que a Xistarca sempre nos proporciona. E aproveito aqui para fazer uma homenagem a esta entidade pelo esforço desta corrida não morrer. Recorde-se que esta prova iniciou-se em 1932, com a chamada edição 0, sendo que na realidade a 74ª de hoje foi a sua 75ª. Uma prova cheia de pergaminhos mas que a Associação de Lisboa deixou morrer em 2004, esboçou o seu regresso em 2007 mas depois deixou-a cair, aparecendo a Xistarca em 2011 a relançá-la e com grande sucesso. Se o anterior máximo de equipas era de 58 em 1996, logo no ano de relançamento contabilizaram-se 122. No ano passado 155, este ano menos, 125, mas mesmo assim a 2ª melhor de sempre. Simultaneamente, foi criada uma prova de 20 kms em linha que não tem parado de crescer. Atente-se bem, 413 em 2011, 557 em 2012 e agora um enorme salto para 839! No total, estiveram em competição 1.339 atletas. 

Na classificação geral da Estafeta, o Reboleira venceu destacado. Marcou 1.02.35 e um avanço de 4.23 sobre o EUL José Santos Team, com a equipa A do Benfica de Mem Martins em 3º (1.11.51). De destacar o Benfica de Mem-Martins por ter estado presente com 7 equipas e 4 no pódio por escalões.

No sector feminino, e apesar de a meio do percurso irem em 3º, o Garmin Olímpico Oeiras venceu em 1.17.52 com os Amigos Atletismo Mafra, que lideravam a meio, em 2º com 1.24.13 e os Joaninhas de Leião em 3º em 1.24.50

Nos 20 Kms em Linha, João Inocêncio do Vale Silêncio e Daniela Cardoso do Leiria Mac triunfaram com, respectivamente, 1.12.48 e 1.29.42

As fotografias que publico, bem como as que em baixo coloco a ligação, são do Nuno e da Sandra pois a Mafalda hoje não pode estar presente. Não esteve presente fisicamente mas esteve comigo no pódio pois bem sabe que o que consigo a si devo.





terça-feira, 16 de abril de 2013

Os meus novos "pneumáticos"


Actualizando a minha lista de ténis com os quais já tive o prazer de correr, hoje adquiri um novo par. 

Costumo ter um par para os treinos e outro para corrida. Como treino mais, desgastam-se mais rapidamente, e ao comprar novos, passo os de corrida para treino. 

Ora os que tinha actualmente para treino informaram-me que já chegava de os massacrar. O seu primeiro comunicado foi no treino com a Isa em Monsanto, quando algumas pedrinhas teimavam em entrar por um buraquinho que foi criando. Agora no treino longo de domingo as palmas dos pés receberam o comunicado número 2.

Merecido descanso para eles e altura para adquirir os Adidas Supernova Glide 5M

Em 2009 experimentei os Adidas Supernova e nunca mais quis outros pois deixei de ter os problemas que me iam afligindo. Tenho uma passada estranha (pronador na entrada, muito supinador à saída) e é essa instabilidade que me deu algumas lesões e cuja correcção dos Supernova se adaptou que nem uma luva, nunca mais tendo o mínimo desses problemas.

Comecei na primeira versão, depois 2M, 3M, 4M e agora os 5M, modelo que saiu há cerca de mês e meio.

Como se pode ver no símbolo, têm a sua aderência baseada nos pneus da Continental.  

Muitos e bons quilómetros é o que espero fazer com eles. E deixo esta fotografia em baixo para não me esquecer do seu piso. Piso que daqui a uns meses estará uma sombra do que era. E isso, é o melhor sinal que fizeram a sua função.