sábado, 31 de dezembro de 2011

Excelente organização recompensada com perto de milhar e meio nos Olivais

                                       
Já há dois dias atrás referia o paradoxo de no ano em que cortou substancialmente o orçamento, a Volta ao Funchal disparou na participação. Semelhante discurso para a 23ª edição da São Silvestre dos Olivais, disputada ontem à noite e que pulverizou o anterior record de 1.117 atletas classificados em 2008 para 1.484, 367 mais e 397 sobre o ano passado.

Cortes, não foi o atleta de pelotão a senti-los pois tudo esteve perfeito, até com a evolução de cortarmos a meta e vermos num ecran gigante a classificação em tempo real. Facilidades do novo chip que, apesar de ser estranho a colocar, tem uma série de funcionalidades e rigor, permitindo também que apareça na classificação o tempo real de prova de cada atleta.


O percurso foi diferente mas, sinceramente não notei. Apenas tinha participado em 2010 e recordo-me que a parte inicial e final eram iguais. O meio, talvez por ser de noite, não distingui onde havia diferença. É um percurso selectivo e agradável de correr.

Ricardo Dias do Maratona bisou a vitória alcançada em 2010, cortando a meta destacado em 31.19, menos 1.09 que Ricardo Paixão do Estreito e 1.18 de Carlos Santos do Benfica.
Correndo pelo Gira Sol, Maria José Areias triunfou com 39.08, tendo Catarina Ferreira dos Joaninhas de Leião finalizado a apenas 4 segundos. Patrícia Serafim (Praças Armada) classificou-se em 3ª a 37 segundos.

Colectivamente, vitória para o Benaventense, seguidos pelo Vale Silêncio e Alto Moinho.
Os 4 ao Km classificaram-se em 97º entre 109 equipas chegadas com um mínimo de 4 atletas.

Dos 1.484 classificados, 183 eram senhoras (12,3%) 


A nível pessoal, esta prova teve a curiosidade de ser a número 200. E estive em risco de participar até menos de 24 horas antes, devido a uma lesão no joelho direito, mais concretamente uma inflamação na pata de ganso.
Deu para correr mas com todo o cuidado, em especial nas descidas que fazia muito devagar. Felizmente nas subidas o joelho não dava sinal e podia correr melhor. Aliás, na subida final recuperei muitos lugares pois vinha fresco por uma corrida feita não ao sabor do esforço mas dos sinais vindos do joelho.
Acabei por apanhar a Sandra e o João Branco e pudemos cortar a meta os três, com 59.09 de tempo real.
Quando cheguei a casa o joelho estava dorido e deitei-me convencido que hoje não iria ter possibilidade de correr na Amadora que tanto gosto, mas com a noite a coisa foi mais ao sítio e estou a apontar estar presente.


Como a corrida número 200 é uma marca significativa na carreira dum atleta de pelotão, aqui vão alguns dados estatísticos:
Nestas 200 provas, percorri 2.340,561 metros, gastando 214 horas 27 minutos e 14 segundos. 182 vezes como individual, 15 pelos 4 ao km e 3 pelos Leões de Porto Salvo. 
Recebi 82 medalhas (todas de participação...), o dorsal mais baixo foi o 6 e o mais alto 31805. 
150 provas foram efectuadas com chip, 50 sem. 
178 disputadas integralmente em alcatrão, 2 em terra, 18 alcatrão e terra, 1 de cross e 1 em pista de tartan. 
Terminei 197, tendo sido obrigado a desistir por 3 ocasiões, sempre por real impossibilidade de continuar. Estive presente em 84 provas diferentes.
Divididas por anos, foram 20 corridas em 2006, 30 em 2007, 36 em 2008, 18 em 2009, 47 em 2010 e a de ontem foi a 49 de 2011, esperando daqui a pouco realizar a número 50 de 2011 na Amadora.



    

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Amadora bem recheada de prémios e atletas

A mítica São Silvestre da Amadora irá sábado para a estrada pela 37ª vez e, ao contrário do que se chegou a recear, viu aumentar o número de inscritos, em especial no sector feminino que quase duplicou. Uma boa notícia para todos que gostam de fazer esta prova, constantemente acarinhados por uma entusiástica população que, este ano, a Polícia estima em 70.000, número que apenas admira quem nunca teve o prazer de participar nesta corrida.

Mas se para o atleta de pelotão, é uma festa, lá à frente as coisas fiam mais fino com uma tabela de prémios muito forte e onde o primeiro à geral masculino e feminino tem à sua disposição 2.500 euros. Para o 2º e 2ª 1.500 e os terceiros 1.000, num total de 18.620 euros a serem distribuídos pelos melhores.

E a luta vai ser forte como podemos constatar nos nomes dos principais atletas inscritos. A saber:

MASCULINOS 

  1 - Manuel Damião (Conforlimpa)
  3 - Cutbert Nyasango (Zimbabwe)
  4 - Simon Ayeko (Uganda)
  5 - Goitom Kifle (Eritreia)
  6 - Rui Pinto (Benfica)
  7 - Sérgio Silva (Maratona)
  8 – Luís Pinto (Sporting)
  9 - Ricardo Vale (Sporting Braga)
10 – Pedro Ribeiro (Maia)
11 - Alberto Chaíça (Conforlimpa)
13 - João Marques (Reboleira)
14 - Ricardo Gomes (Juventude Fornos)
15 - Hélio Gomes (Sporting)
16 – Nikolay Chavkin (Rússia)
17 – Sergio Dias (Maratona)
18 - Bruno Jesus (Maia)
20 – Carlos Silva (Sporting)
21 – Evans Kiplagat (Quénia)
27 – Sérgio Dias (Maratona()

FEMININOS

101 - Marisa Barros (Benfica)
103 - Anália Rosa (Maratona)
104 - Rafaela Almeida (Benfica)
105 - Sandra Teixeira (Sporting)
106 - Clarisse Cruz (Sporting)
107 - Solange Jesus (Sporting)
108 - Cláudia Pereira (Sporting Braga)
109 - Doroteia Peixoto (Joane)
113 - Marta Tigabea (Etiópia)
114 - Rebecca Cheptegei (Uganda)
115 - Recho Jerubet (Quénia)
116 - Eugenia Danilova (Rússia)
117 – Vera Nunes (Benfica)
118 – Sónia Sousa (Benfica)
119 - Luzia Dias (Sporting)
120 - Fernanda Miranda (Sporting Braga)

Recorde-se que a partida é às 18 horas para as femininas e 18.10 masculinos


Em ano de cortes, Volta ao Funchal dispara participação


Como é tradicional, 28 de Dezembro significa dia de Volta ao Funchal, evento que foi para a estrada pela 53ª vez, apenas suplantada pelas 54 edições da Volta a Paranhos e Grande Prémio de Natal de Lisboa, e as 72 da Estafeta Cascais-Lisboa

A prova ficou marcada este ano por fortes cortes orçamentais mas, paradoxalmente, por um disparo de participação. Esta, tem rondado na última década os 600 a 900 (em 2011 foram 873), pois este ano o número de classificados foram uns impressionantes 1.338, fazendo a prova entrar no grupo acima do milhar.
Foram assim mais 465 que no ano passado e 371 sobre o record de 2007.
Excelente, igualmente, a participação feminina, 300 atletas, o que proporciona a excelente percentagem de 22,4%

Com algum vento e chuva, José Rocha do Maratona venceu em 17.13, 12 segundos à frente do belga Mats Lunders e 1.03 de Edwin Nunes do Clube de Atletismo do Funchal,

Rebecca Cheptegei do Uganda triunfou em 20.46, 2 minutos certos mais do que o tempo de Jéssica Augusto no ano passado, e um avanço de 1.48 sobre a veterana Helena Fagundes (Aventura Madeira) e 2.17 de Daniela Sousa (Água de Pena)


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

São Silvestre de Lisboa muda de data para 2012

Depois da controversa decisão de colocar a data da edição de 2011 a 31 de Dezembro, mesmo dia em que se disputa uma prova de grau internacional (São Silvestre da Amadora), a organização da São Silvestre de Lisboa decidiu calendarizar a edição de 2012 para as 18 horas do sábado 29 de Dezembro. 
Esta é uma óptima notícia para o atleta de pelotão, até pela possibilidade de realizar 3 provas em 3 dias seguidos, 29 Lisboa, 30 Olivais e 31 Amadora 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Maratona - A decisão definitiva está tomada!

Passado que está o Natal, para alívio daqueles que falam em solidariedade como ponto de agenda, para esquecerem-se desse termo até ao próximo, chega no domingo aquele dia em que se costumam tomar decisões ou promessas para mudar a sua vida. Afirmam "Ano novo, vida nova". Mas essa vontade esbate-se no dia 2 e fica esquecida no dia 3.
Quando uma decisão tem que ser tomada, decide-se e ponto final, independentemente da altura do ano, nem que seja quando um acaba, como foi agora o meu caso.

Já no artigo de 6 de Dezembro, A Maratona e o tigre, tinha afirmado que queria estrear-me nos 42,195 kms na Maratona de Lisboa em 2012. Porém, condicionava ao conseguir alcançar os tais 49 minutos aos 10 kms, luta que faz agora em Janeiro 5 anos e que não sei quando será vencida, se é que será um dia.

Desde então, tenho recebido muitos conselhos de quem já se tornou maratonista. Conselhos que se dividem em dois assuntos. Um é o não condicionar fazer a Maratona ao alcançar ou não esse objectivo, e o outro de estrear-me no estrangeiro.

Depois de analisados todos os prós e contras, decidi acatar o primeiro. Chegue ou não aos 49, 2012 será o ano da estreia na Maratona.
Quanto ao segundo, é que não vou seguir, apesar de reconhecer a razão que têm por correr ao lado de outros atletas e incentivado pelo público em massa, ao invés do deserto que os lisboetas proporcionam, adicionado às dificuldades da nossa Maratona.
Por diversas razões, escolhi mesmo a de Lisboa. A fazer uma segunda será então num desses ambientes, de preferência Paris.

Apesar do que me dizem, tenho plena consciência que não possuo capacidades para lograr efectuar uma Maratona. Digo-o porque conheço muito bem as minhas limitações. Porém, não é isso que me impedirá de realizar uma. Como? Ainda não sei, mas a 9 de Dezembro explicarei.

Este objectivo será, caso o consiga concretizar, a minha "medalha de ouro olímpica", o máximo que poderei almejar. E tendo conhecimento da dificuldade que será, só de falar nela sinto receio. Mas no medo, temos três opções: Fugir, ficar imobilizado ou lutar. E eu vou lutar!
Lutar por um sonho chamado Maratona. Dia 9 de Dezembro de 2012, em Lisboa.
(Início da preparação - Agosto)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Meia das Lampas com todas as classificações

A Meia-Maratona de S.João das Lampas, tão respeitada e admirada por uns e temida por outros, tem na página que a ela dediquei, as classificações completas de todas as 35 edições.

Estavam já publicadas de 2001 a 2011 e hoje ficaram as restantes, fruto do generoso envio que o seu responsável, Fernando Andrade, me fez e a quem deixo aqui o meu devido reconhecimento a um grande Organizador, um grande Atleta e, especialmente, um grande Homem.

Esta Meia-Maratona, também conhecida pela Meia das Rampas, é a segunda mais antiga que se realiza, após a da Nazaré, e visualizar as suas classificações, além de desfilar pela história duma prova e do Atletismo, tem igualmente a curiosidade de demonstrar a evolução tecnológica. A primeira classificação feita à mão, a seguinte à máquina de escrever e mais tarde através de computador.

Para visualizar a página, clique aqui

Dulce Félix eleita a melhor atleta europeia de Novembro!

É com grande alegria que informo que a nossa Dulce Félix foi eleita a melhor atleta europeia de Novembro, 2 anos após ter recebido idêntica distinção.
Os nossos parabéns a esta brilhante e esforçada atleta que tanto merece este mais que justo reconhecimento!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

5ª Corrida Luzia Dias a 29 de Janeiro

Depois de ter sido cancelada a 5ª edição da Corrida Luzia Dias que deveria ter ido para a estrada a 27 de Novembro, eis o volte-face e o agendamento para 29 de Janeiro, no que é uma excelente notícia para todos, pois tem havido demasiadas corridas canceladas para todo o sempre e afinal esta foi apenas um até já muito breve

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

1.000 classificações ao alcance dum clique

Quando me iniciei nas corridas, Março de 2006, comecei a guardar as classificações das provas em que participava. 
Notei que as mesmas iam desaparecendo dos diversos sites onde eram publicadas, quer por ligações quebradas, quer por serem substituídas pelas mais recentes, perdendo-se assim a história das provas portuguesas.
Ao criar a página de Atletismo, Maio de 2009, tive a ambição de disponibilizar uma espécie de base de dados dessas mesmas provas, desde o seu início, com o intuito de todos os resultados ficarem salvaguardados no servidor, sem se perderem, ficando para todo o sempre disponíveis ao alcance dum clique.

Foi um desejo ambicioso e sem ter plena consciência do árduo (mas tão recompensador) trabalho que tinha pela frente, muito dificultado pelo escasso tempo livre que me resta, além dos anos anteriores à expansão da internet serem muito difíceis de arranjar.

Passado pouco mais de dois anos, é com orgulho que cheguei agora ao número redondo de 1.000 classificações gerais.
Neste momento, estão reportadas 219 provas que originaram 2.643 edições. Delas, estão encontrados os vencedores de 1.930 e as classificações completas de 1.000
Muitas outras corridas estão na calha e vão sendo publicadas nos próximos meses.

Como sempre, o ponto (muito) fraco prende-se com o aspecto gráfico. A minha promessa feita no ano passado de ir melhorar, esbarrou no tal escasso tempo que já falei. E a prioridade tem passado pelo tratamento de toda a informação que tenho recolhido, pelo que será improvável que se dê em 2012.

Neste momento de orgulho pelo milhar de classificações, não quero deixar de transmitir o agradecimento a bons amigos que me têm ajudado com o precioso envio de classificações, resultados ou a disponibilidade dos seus arquivos. São eles (por ordem alfabética): António Belo, António Manuel Fernandes, António Matias, João Branco, Jorge Branco, José Carita, Manuel Arons de Carvalho, Manuel Sequeira, Mário Lima, Mário Machado e Olímpio Coelho.

Até tremo de pensar que no meio de tanto nome deixei escapar algum... Se foi o caso, as minhas sinceras desculpas.

Como curiosidade, a classificação 1.000 a entrar no arquivo foi a 25ª Meia-Maratona de São João das Lampas 2001

Consultar a página aqui

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Os números da São Silvestre do Porto

A 18ª edição da São Silvestre do Porto ficou marcada por um impressionante aumento de participação.
Durante largos anos navegou entre os 1.000 e abaixo de 1.500 classificados, para ultrapassar essa barreira com 1.680 em 2008, 1.869 em 2009 e 2.281 no ano passado.
Pois este ano o número de atletas que cortaram a meta foi de 3.751, um aumento de 1.470!
O aumento de participação é um número que poucas provas chegam no total de participantes.

Este facto obrigou a organização a responder de imediato, alterando o percurso de 2 voltas para uma volta única de 10.000 metros, impedindo confusão em partes mais apertadas.

Este enorme aumento vem na sequência do que aconteceu nos outros dois eventos que a
RunPorto organizou nestes últimos três meses. Na Meia-Maratona SportZone, o aumento de 2010 para 2011 foi de 1.333 (1.692 para 3.025) e na Maratona do Porto de 1.180 para 1.515
Tão significativos aumentos deveriam ser objecto de estudo e análise mais pormenorizado sobre o que está a levar os portugueses a aderirem cada vez mais.

Sobre a prova em si, a ditadura de atletas com o nome Rui Silva continuou pelo 5º ano consecutivo. Após duas vitórias de Rui Silva, seguiu-se-lhe Rui Pedro Silva que alcançou ontem o 3º triunfo consecutivo.
Realizou o espectacular registo de 28.34, 33 segundos à frente de Bruno Jesus (Maia) e 42 de Alberto Paulo (Benfica).
No capítulo feminino, a sportinguista Carla Salomé Rocha alcançou uma fantástica vitória em 32.24, batendo por 1.02 Sara Catarina Ribeiro do Braga e 1.44 sobre Leonor Carneiro do Maratona que se apresentou adoentada.

Dos 3.751 atletas chegados à meta, 561 eram do sexo feminino (15,0%)

Classificação

domingo, 18 de dezembro de 2011

GP Natal para Madalena Carriço e Evans Kiplagat (6ª vitória em 3 semanas!)


A representação 4 ao Km com números de campeões: 11 Orlando, 12 Carlos, 13 eu. Faltou a Sandra que foi disputar mais logo a São Silvestre do Porto (a equipa já se faz representar em várias frentes!) e o casal Filipe/Fernanda que regressam para o ano.

A história do Grande Prémio de Natal começou a 25 de Dezembro de 1946. Até 1955 apenas falhou o ano de 1953. Depois, a história foi retomada 10 anos após, vindo até aos nossos dias com as únicas excepções de 1974 e 1975, atingindo hoje o bonito e respeitável número de 54 edições.

Inicialmente apenas era disputada por federados, pois desporto aberto para todos era tema tabu, e inclusive só viu a participação de atletas femininas a partir de 1977, pois dizia-se que as mulheres não estavam preparadas para distâncias!

No seu historial, constam os nomes de 31 vencedores masculinos e 23 femininas (já contando com os novos vencedores de hoje), sobressaindo Carlos Lopes com 6 triunfos (5 consecutivos), seguido de Fernando Couto com 4, e de Marisa Barros por 4 vezes (consecutivas) e Rita Borralho com 3 triunfos.


Apesar de diversos problemas em edições anteriores, é uma prova acarinhada pelos atletas de pelotão, como o comprova a afluência de hoje onde se bateu o record de 1.159 de 2009 com mais 508 atletas.
Dos 1.667, 267 foram femininas (16,0%)

Este ano, o nível de organização pareceu-me superior aos eventos anteriores (alguns desastrosos como 2008 e 2009), havendo, no entanto, pontos a melhorar. A começar pela distância anunciada de 9.000 mas real de 8.700, sendo o ideal um número standard como os 10.000, o que em Lisboa não seria difícil de arranjar, mesmo tendo em conta os constrangimentos de trânsito e encargos policiais.
O que custa a aceitar é a entrega do dorsal na véspera e chip no próprio dia. Provas com milhares de atletas obrigam à entrega nos dias anteriores, o que não é o caso deste evento que até entrega o chip antes da partida, não sendo difícil actuar de igual maneira com o dorsal, evitando deslocações e custos adicionais e, inclusive, dificultando a vinda de atletas mais de longe.
Há quem justifique com obrigações comerciais por se levantar o dorsal na SportZone do Colombo, tal como em 2009. Mas no ano transacto foi levantado na sede da Associação de Atletismo de Lisboa, com o chip na partida, o que deita por terra a obrigação comercial.
E o outro ponto a melhorar, é a entrega do saco com camisola e, mais à frente, a água, que originam longas filas e o suor a secar ao frio. Na Corrida do Tejo prova-se que podem chegar 10.000 atletas, havendo alturas com cerca de 300 por minuto, sem se formarem filas. Falta de prática de quem entregava? Afunilamento desnecessário?
No entanto, e apesar destes pontos, a apreciação global foi bem mais positiva do que tem sido habitual.
E esta prova bem merece o empenho de todos.


6 vitórias em 3 semanas, o currículo de Evans Kiplagat

Em termos competitivos, um nome há a destacar, Evans Kiplagat. Este jovem queniano venceu em Mendiga há 3 semanas. Neste intervalo de 21 dias, participou em mais 4 provas, Volta a Paranhos, Oliveira do Bairro, Braga e ontem em Vila Real. Com a prova de hoje, completou 6 provas em 3 semanas sempre com o mesmo resultado, vitória! E sempre de forma clara, como hoje onde bateu por 21 segundos Sérgio Silva do Maratona e 34 sobre Nélson Cruz do Praia Salema.


E Madalena Carriço ganha nos femininos poucas horas depois de ter feito o mesmo no Crato

No capítulo feminino, um nome igualmente a destacar. Após a vitória ontem na São Silvestre do Crato, Madalena Carriço do Marítimo impôs-se em 29.29 e um avanço de 17 segundos sobre outra atleta dum clube madeirense, Ana Mafalda Ferreira do Estreito. Correndo pelo Elvense de Natação, Raquel Trabuco fechou o pódio em 30.12

Realizaram-se diversas provas por escalões e também de Marcha, onde João Vieira do Sporting e Kristina Saltanovic da Lituânia arrecadaram a vitória.


Quanto à minha corrida, redundou numa desilusão. Não que tenha corrido particularmente mal mas por ter ficado muito longe do que pretendia. Queria utilizá-la como barómetro para S.Domingos de Benfica no dia 8, onde pensava ir tentar o objectivo de baixar dos 50 minutos aos 10 km, objectivo perseguido faz 5 anos no próximo mês!
A referência era o tempo do ano passado onde fiz nesta prova 42.06 e semanas depois fui a Benfica realizar 50.52, sendo a prova que marcou o regresso ao minuto 50 donde estava ausente desde 2007.
Hoje o tempo de comparação era, portanto, esses 42.06 como forma de avaliar a minha forma para daqui a 3 semanas. Apesar de andar a sentir-me cansado por não estar a dormir bem e apesar dos últimos treinos terem sido maus, estava esperançado. Dei o meu melhor mas o meu melhor apenas deu para 46.09, mais 4 minutos e 3!
Dificilmente recuperarei nestas 3 semanas essa tão grande diferença e assim, provavelmente, o primeiro ataque aos 49 em 2012 ficará para Grândola.





quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Lançado livro sobre Nelson Évora

"Sucesso segundo Nelson Évora" é o nome do livro que foi agora lançado sobre o nosso campeão mundial e olímpico.

A sua autora Margarida Ganço, esposa de João Ganço o treinador de sempre de Nelson Évora, está em condições privilegiadas para poder falar sobre o atleta pois conhece-o há 20 anos, desde que Nélson contava escassas 7 primaveras.

Com o subtítulo "Exemplos dum campeão que pode seguir no dia-a-dia", realça 9 características e qualidades do nosso campeão que, a par da genética, o levaram das brincadeiras nas ruas de Odivelas ao hastear da bandeira nacional em sua honra.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

São Silvestre da Amadora - Apresentação e homenagens

A São Silvestre da Amadora, prova incontornável no nosso calendário e que vai para a estrada no último dia do ano pela 37ª vez, tem marcada a sua apresentação oficial no dia 19, altura em que o organizador, Desportivo Operário Rangel, aproveita para homenagear um antigo vencedor e um técnico de renome.

O antigo vencedor é Fernando Miguel, o primeiro a cortar a meta em 1982, representando o Benfica, e o técnico é João Campos, treinador de muitas estrelas e cuja coroa de glória maior foram os títulos mundiais e olímpicos da sua pupila Fernanda Ribeiro.

Relativamente a esta edição, e para já, está anunciada Marisa Barros, grande maratonista que regressou duma recente lesão, vencendo a Volta a Paranhos.

Ao contrário do que constava no ano passado, a prova continua a ser apoiada pelo Continente e SportZone, a que se junta os SMAS além de algumas Juntas de Freguesia do concelho e outra empresas.

A nível de historial, o record de participação é de 814 atletas classificados em 1984. São 28 os atletas masculinos que constam do rol de vencedores, onde pontificam Carlos Lopes e Domingos Castro com 3 vitórias cada.
No sector feminino, em 31 edições (não participaram nos 5 primeiros anos), venceram 15 atletas, sendo que apenas 3 somam mais de metade dos triunfos: Fernanda Ribeiro por 7 vezes (!), Jelena Prokopcuka 5 e Aurora Cunha 4.

Dia 31 a história continua, num momento único para nós, atletas de pelotão, pois é das raras oportunidades de sermos aplaudidos numa prova portuguesa, pois aquele maravilhoso público dispensa a mesma atenção do primeiro ao último!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Actualizadas estatísticas do Europeu de Cross

A página com as classificações completas e estatísticas de todas as 18 edições do Europeu de Cross, encontra-se já actualizada após o evento do passado domingo.
Ver aqui

Também está actualizada a relação de medalhas do Atletismo português (entre os escalões de formação e seniores), com mais estas quatro brilhantemente conquistadas em Velenje.
Ver aqui

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Esclarecimento sobre o sucedido nas Caldas

Recebi por parte do Atleta Digital esclarecimento sobre o sucedido na Corrida pela Vida e que reportei na minha crónica (ler aqui)
Este esclarecimento está igualmente na sua página, mas publico-o também aqui, dado o interesse que tem para todos que estiveram presentes, agradecendo ao seu autor a preocupação em o transmitir.

"Venho aqui esclarecer que compreendemos na perfeição o desagrado dos atletas, que merecem o devido pedido de desculpa, embora também saibamos na perfeição que a grande maioria dos problemas são alheios à Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo (Organização) e ao Atleta-Digital (Cronometragem).

- O trajecto foi bem marcado pela Organização, foi bem explicado às forças policiais, foi bem explicado ao grupo de voluntários ;
- As forças policiais quiseram assumir toda a responsabilidade da segurança e da boa condução da prova pelas estradas correctas, negando por completo os voluntários que estavam destinados para essa tarefa de auxílio ao percurso ;
- Os voluntários, ainda assim, foram para vários cruzamentos e evitaram várias confusões que foram criadas pela intransigência das forças policiais ;
- A Organização esteve atenta a várias das ocorrências e tentou resolver as que eram possíveis de ser resolvidas ;
- A equipa de cronometragem (Atleta-Digital) fez o seu trabalho, cronometrou, orientou o local de meta e resolveu casos muito pontuais ao nível das classificações, alguns por má utilização dos chips (ou ausência de utilização) por parte dos atletas, um problema que é recorrente por todo o Mundo ;

Posto isto, todos lamentamos o sucedido, nós incluídos, sendo que todos estiveram disponíveis a resolver problemas que, repito, foram maioritariamente criados por forças externas à Organização e que deviam garantir ausência de problemas, em vez de os criar.

Não tendo estado presente na zona do parque, chegou-me também aos ouvidos o problema ao nível da iluminação nesse local e ao nível do próprio terreno e isso, claramente, é também de lamentar, sendo muito provavelmente um sítio a não utilizar no próximo ano, até por alguns problemas logísticos associados.

Por outro lado a mudança do percurso, fazendo-o passar dentro do parque, ocorre pelas várias obras de requalificação na cidade e, mais uma vez, pela intransigência das forças policias em passar a prova por outras estradas que podiam ser alternativa...

Julgo que era importante o esclarecimento da nossa parte. Mais uma vez o nosso pedido de desculpas, não porque tenhamos demasiada culpa no cartório, mas porque estamos solidários com a Organização, ela também sem grande culpa própria. Esta edição correu mal, esperamos que as próximas melhorem significativamente.

Edgar Barreira,
Atleta-Digital"

domingo, 11 de dezembro de 2011

Corrida pela Vida nas Caldas - 10 mais IVA e trocos

Em 1484, a Rainha Dona Leonor durante uma viagem de Óbidos à Batalha, presenciou umas pessoas a tomarem banho em águas de cheiro intenso e fumarentas.
Como neesa altura tomar banho era um acto raro, a rainha, intrigada, inquiriu o porquê dessa situação, tendo obtido a justificação que se tratava de pessoas doentes que se banhavam em águas com poder curativo.
Como a rainha padecia dumas dores, quis banhar-se também, verificando o efeito curativo que tal banho lhe tinha provocado.
Para desenvolver essa área, a rainha fundou uma povoação com escassas dezenas de pessoas. Povoação essa que se desenvolveu até aos dias actuais sendo chamada de Caldas (pela água quente) da Rainha.

E foi aí que se disputou a 2ª edição da Corrida pela Vida, com carácter solidário, sendo este ano destinado à Acreditar.
Esta edição realçou muitos aspectos positivos mas, igualmente, outros bem negativos, especialmente por focarem a segurança dos atletas.

Começando pelos positivos, é obrigatório falar da beleza e simpatia desta cidade, o que potencia o percurso e o prazer de nele rolar. A nível de inscrições e entrega de dorsais esteve tudo eficaz, sendo o local escolhido para a chegada a Praça da República, mais conhecida popularmente pelo célebre e diário Mercado da Fruta.

Após a prova, foi oferecido um jantar, mais diria um banquete, a todos os atletas no Salão Milénio do Caldas Internacional Hotel. Em sistema de buffet e numa sala grande o suficiente para albergar todos os atletas, a variedade, quantidade e qualidade, a todos agradou.
Concluindo, por tudo o que é oferecido em simpatia e beleza, e pelo local em si, esta prova tem todos os condimentos para crescer e tornar-se numa clássica.

Mas... Mas para tal não pode deixar que aconteçam os erros graves que sucederam.
Os 10.000 metros de extensão, foram afinal entre 12.600 a 12.700, não se sabendo que tipo de erro originou tal. Má medição é improvável, pela enorme diferença a aproximar-se dos 3 quilómetros. Segundo constava terá sido um mau encaminhamento dos atletas nas 2ª e 3ª voltas que deveriam ser mais curtas (informação não oficial).

Mas este erro apenas importa para o ritmo que deverá ser estudado desde o início. Aliás, era tema corrente de conversa, se anunciassem que iria ser 12.5, qualquer um dos atletas a faria. Convinha era estar avisado.
Grave, foram os outros dois erros.

O Parque das Caldas é duma beleza ímpar e merece estar no percurso desta prova. Para tal, tem é que estar devidamente ou minimamente iluminado!
O que se passou foi que na primeira volta, os cerca de 400 metros que percorremos no parque foram um verdadeiro mergulho na escuridão. O parque não tem qualquer luz e as luzes dos candeeiros das ruas não chegam lá. Assim, saíamos da estrada, passávamos o portão e íamos como se de olhos fechados.
Ora, como o seu piso é irregular e atravessado por algumas valas, o perigo de lesão foi bastante alto e, que tenha conhecimento, houve dois atletas que torceram um pé e um que caiu ao comprido.
Ao tomarem consciência desse perigo, nas 2ª e 3ª volta foram colocados dois carros dentro do parque com os faróis acessos apontados ao caminho, o que já colmatou essa falha.

Mas se esta foi grave, a do trânsito foi muito grave!
Na parte acima do Mercado da Fruta, o trânsito esteve deficientemente cortado, sendo que na 3ª volta já estava aberto!

Na primeira ronda, os carros estavam parados mas em plena faixa de rodagem, obrigando-nos a serpentear entre eles. Melhorou na 2ª passagem mas na 3ª foi o caos! Após a estação, e numa rua apertada de sentido único, o espaço que tínhamos entre o muro e os carros a rodarem em pára-arranca, era de um escasso metro, o que me levou a dar uns bons berros ao polícia que estava no cruzamento. No retorno, os carros rodavam como se nada estivesse a passar. Posso garantir que não é uma sensação nada agradável estar a correr na estrada e sentir um carro a acelerar atrás de nós ou chegar a um cruzamento e não saber se o que lá vem vai parar ou não.
Uma situação que não pode acontecer, de modo algum, numa prova de Atletismo, pois a segurança física dos atletas tem que ser a preocupação máxima de qualquer organização ou polícia que se preze.
Que tenha conhecimento, não terá havido qualquer acidente. Não calhou...

Sem isto, esta prova teria merecido uma nota com muita distinção, nota que lhe será dada quando no próximo ano corrigir estes aspectos graves, sob pena de a repetirem-se, nenhum atleta dar mais o benefício da dúvida.
Com todo o carinho que tenho por esta cidade, regressarei em 2012. Mas será a última se estes erros não forem irradiados.

Em termos competitivos, Hermano Ferreira da Conforlimpa repetiu a vitória do ano passado, registando 38.08 (não adianta referir que gastou mais quase 8 minutos porque disso estamos falados), sendo seguido a 44 segundos por Marco Pinto do Seia que bateu ao sprint Hugo Pinto do RB Running. Em 4º e 5º classificaram-se Roman Prodius (individual) e José Moreira (Cyclones).

No sector feminino, a sportinguista Clarisse Cruz sucedeu a Mónica Rosa, triunfando em 44.24, 31 segundos à frente da sua colega Sara Pinho e 51 sobre Carla Martinho da Adercus. Em 4º e 5ª terminaram Madalena Carriço (Marítimo) e Ana Mafalda Ferreira (Estreito).

Terminaram 210 atletas, mais 28 que na edição inaugural, sendo que 32 foram senhoras (15,2%).
De realçar como aspecto muito positivo, e que rareia, que a tabela de prémios era igual entre masculinos e femininos.

Quanto à minha prova, correu dentro do esperado, reconheço até um pouco melhor.
Tentei um ritmo mais elevado no início para ir adequando e corrigindo este ponto fraco de ter que começar lento, pois nas tentativas de baixar dos 50 minutos, agendadas para 2012, esse será um ponto fundamental para não perder de início segundos que farão falta no final.
Gostando bastante das Caldas, correr por esses locais foi um prazer, exceptuando os sustos e enervamentos pelo acima descrito.
De resto, com a excelente companhia do João Branco na viagem e dos muitos amigos presentes, foi mais um magnifico dia de convívio.

Desta vez, por impossibilidade da Mafalda poder acompanhar-nos, não há fotografias


Portugal supera as expectativas no Europeu de Cross!

Disputou-se hoje em Velenje, Eslovénia, a 18ª edição do Europeu de Cross, num dia melhor do que apontavam as previsões climatéricas o que redundou num piso direito e não enlameado.

Sendo Portugal uma potência nesta especialidade, este ano as expectativas eram mais baixas, por algumas ausências de vulto, mas todos os presentes mostraram bem a sua garra e empenho, alcançando resultados muito positivos.

Indo pela ordem do evento:

As portuguesas classificaram-se no 9º lugar, com Silvana Dias 29ª, Catarina Gonçalves 43ª, Marta Martins 44ª, Catarina Carvalho 52ª, Diana Almeida 65ª e Cátia Santos 82ª, ganhando todas preciosa experiência para o seu futuro em próximos eventos.
A Grã-Bretanha & Irlanda do Norte alcançou o seu 9º título em 15 ocasiões e individualmente viram uma sua atleta conquistar o ouro, Emelia Gorecka que geriu muito bem a sua corrida de trás para a frente.


Os portugueses classificaram-se em 9º lugar com Rui Pinto a completar o seu 3º europeu e sempre dentro dos 6 primeiros. Foi 6º com Emanuel Rolim 19º, Diogo Lourenço 63º, Ruben Silva 64º, Adrião Rodrigues 74º e Samuel Barata a ser um dos 3 desistentes.
Venceu o russo Ilgizar Safiulin, numa chegada renhida, e colectivamente a Grã-Bretanha & Irlanda do Norte repetiu o triunfo das femininas, alcançando o seu 5º triunfo, 3º consecutivo.


Uma surpresa muito agradável, a primeira medalha da nossa selecção neste escalão, cujo melhor resultado era o 6º lugar. Pois as nossas esperanças classificaram-se em 3º lugar, com Carla Salomé Rocha 9ª, fruto duma corrida muito corajosa, Catarina Ribeiro 15ª, Daniela Cunha 19ª, Sónia Catarina Lima 34ª e Bárbara Ferreira 35ª.
A competição foi ganha pela Grã-Bretanha & Irlanda do Norte que assim contabilizam 6 vitórias noutras tantas edições deste escalão! Mas se têm ganho tudo colectivamente, a nível individual fizeram-no pela primeira vez com Emma Pallant


Naquela que foi a prestação menos conseguida, classificámo-nos na 12ª posição com Jorge Santa Cruz em 52º, Luís Mendes 60º, Pedro Vieira 64º, Daniel Gregório 67º, Ricardo Figueiredo 70º e Hugo Daniel 83º
O francês Florian Carvalho provou o seu favoritismo vencendo individualmente, enquanto o colectivo foi ganho, com surpresa, pela Noruega, que conquista assim a sua primeira medalha de ouro colectiva nestes campeonatos


Neste escalão e sexo, Portugal é de longe a maior potência europeia e hoje, com o 2º lugar, recebeu a sua 14ª medalha colectiva em 18 anos!
Mas individualmente também conquistámos a medalha de prata através de Dulce Félix, após o bronze por si conquistado no ano passado.
Dulce ficou no grupo da frente que incluía a irlandesa Fionualla Britton, que viria finalmente a ganhar, e a italiana Nadia Ejjafini. A inglesa Gemma Steel recuperou e alcançou o grupo, na altura que Dulce cedeu, perdendo o contacto com as restantes e baixou para 4º, parecendo que iria ficar afastada das medalhas. Mas todos conhecemos Dulce e a força que vai buscar, e mais perto do final encetou uma recuperação que a levaria a ultrapassar Ejjafini e, mais perto da meta, Steel.
Leonor Carneiro, numa prova de trás para a frente, acabou num excelente 8º lugar, Anália Rosa 17ª, Ana Dias 24ª, pontuando uma vez mais para a equipa parecendo que a idade não passa por si, tendo Doroteia Peixoto e Ercília Machado alcançado os 31º e 36º lugares, numa estreia muito positiva no escalão sénior.
A Grã-Bretanha, vencendo colectivamente, arrecadou todas as 3 vitórias colectivas femininas!

E no escalão em que se depositava poucas esperanças, veio outra medalha de bronze individual, para um sensacional José Rocha e o 4º lugar colectivo!
Tiago Costa foi 16º, Rui Teixeira 19º, Bruno Jesus 38º, Ricardo Ribas 45º e Pedro Ribeiro 47º.
José Rocha foi mantendo-se no grupo da frente que ia perdendo peças e que seguia a uma boa distância do belga Bekele que venceu após fugir cedo ao 2º quilómetro.
No final, José Rocha encetou um poderoso ataque que levou apenas o espanhol Lamdassen atrás de si e para quem viria a perder o sprint em cima da meta, tendo os dois recuperado parte do atraso sobre Bekele que se torna no primeiro belga a ganhar neste escalão.
Colectivamente, antes desta prova registava-se um empate a 6 entre a França e Espanha, tendo a França desempatado ao vencer.


A página de resultados encontra-se actualizada, sendo que as estatísticas irão sê-lo durante a semana.

José Rocha medalha de bronze!

José Rocha alcançou uma inesperada e muito merecida medalha de bronze nos seniores masculinos!
Muitos parabéns!

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Prata para seniores femininas e Dulce Félix!

As nossas seniores femininas alcançaram a prata colectivamente e Dulce Félix individualmente!
Dulce Félix 2ª, Leonor Carneiro 8ª, Anália Rosa 17ª, Ana Dias 24ª, Doroteia Peixoto 31ª e Ercília Machado 36ª
A todas os nossos parabéns!

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Portugal medalha de bronze Sub23 femininos!

3º lugar colectivo em sub23 com Carla Salomé Rocha 9ª, Catarina Ribeiro 15ª, Daniela Cunha 19ª, Sara Catarina Lima 34ª e Bárbara Ferreira 35ª
Parabéns a todas!

Mais detalhes logo à tarde.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Renaud Lavillenie sofre acidente em treino

O saltador à vara Renaud Lavillenie, actual campeão europeu em pista ao ar livre e bi-campeão europeu em pista coberta, sofreu um acidente num treino, fracturando a mão esquerda.

O francês de 25 anos viu a vara partir-se em três, sendo que uma delas bateu fortemente na sua mão originado a fractura. Além disso, devido à queda abrupta, ficou com diversos hematomas na região lombar.

Lavillenie tem como record 6.03 em pista coberta, alcançados este ano em Paris para o Europeu. A sua melhor marca ao ar livre é de 6.01, alcançados em Leiria no Campeonato Europeu de Nações 2009, sendo dos poucos que ultrapassou a barreira dos 6 metros, valor que só o ucraniano Sergey Bubka chegava regularmente, sendo o detentor do record mundial com 6.14

Lavillenie apostava fortemente no Mundial em pista coberta, a realizar em Março em Istambul

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ver em directo todas as 6 provas do Europeu de Cross

No próximo domingo vamos ter oportunidade de assistir a todas as 6 provas que englobam o 18º Campeonato Europeu de Cross, a disputar em Velenje.
Sendo que a RTP2 transmite em directo as duas provas seniores, a partir das 12.30, as restantes podem ser vistas no site da Federação Europeia (clicar em cima do nome). Aí, no topo encontrará uma barra verde que fará a ligação ao directo.

Programa: (hora portuguesa)

09.45 - Juniores Femininos

10.24 - Juniores Masculinos

11.07 - Sub23 Femininos

11.52 - Sub23 Masculinos

12.41 - Seniores Femininos

13.33 - Seniores Masculinos

Boa sorte a todos os nossos bravos atletas!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Grande aumento de participação na Volta a Paranhos

Popular prova dum popular clube, a Volta a Paranhos foi hoje para a estrada pela 54ª vez, sempre a 8 de Dezembro, dia da fundação do Sport Comércio e Salgueiros que festejou hoje o seu 100º aniversário.

E a prenda foi dada pela afluência de atletas, mais 386 que no ano passado, passando assim de 1.229 para 1.615 que constitui, pelo menos, o record desde 2001 (não tenho elementos para trás).

O ritmo competitivo foi muito forte, como comprovam os tempos dos primeiros. Em masculinos, o queniano Evan Kiplagat venceu em 29.23, menos 8 segundos que o regressado Rui Pedro Silva, ausente nos 3 últimos meses por castigo federativo após ter assinado dois contratos, um com o Maratona e o outro com a Conforlimpa. Após este imbróglio, decidiu correr como individual.
Ainda abaixo da meia-hora, o russo Nikolay Chavkin (29.52) em 3º

A benfiquista Marisa Barros mostrou todo o seu talento ao vencer categoricamente em 32.48 e 1.14 à frente de Mónica Simões do Maratona, tendo Andreia Santos do Joma finaliazdo em 3º a 1.51

Dos 1.615 classificados, 163 pertenceram ao escalão feminino (10,1%). Lamentavelmente, em contraste com os 6 escalões masculinos, o feminino era único.


Dulce Félix e Leonor Carneiro candidatas a Atleta Europeia do Mês

É com redobrado orgulho que vemos duas portuguesas serem candidatas a Atleta Europeia do Mês, num total de 10 atletas, onde Portugal é o único a bisar.

São elas:
Dulce Félix - Pelo 4º lugar e melhor europeia na Maratona de Nova Iorque, e vitória no Cross da Amora
Leonor Carneiro - Pela vitória no Cross de Torres Vedras e 2º lugar em Llodio, poucos meses após uma maternidade.

Como só se pode votar numa, a escolha não é fácil, como pude constatar ao ter optado por uma, com grande pena de não poder votar na outra também.
Faça a sua escolha até ao dia 19 e vote aqui

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Revista Atletismo de Dezembro comemora 30 anos

Já me chegou à caixa de correio a sempre esperada Revista Atletismo, desta feita com o número de Dezembro.

Com a nossa Dulce Félix na capa, em virtude da Maratona de Nova Iorque que é motivo de reportagem, a revista foca igualmente as provas de Corta-Mato que se realizaram em Novembro e, entre outros artigos de interesse, faz o balanço feminino do ano e publica uma entrevista com Vera Barbosa, no ano em que ela se firmou.

O suplemento Mundo da Corrida, dá naturais honra de capa aos Campeões Europeus que se desenrolaram em Almeirim, noticiando as restantes provas, em muito bom número, que preencheram o nosso mês.
Na rubrica clube do pelotão temos a Casa do Benfica de Abrantes e a atleta de pelotão a muito conhecida e acarinhada Lucília Soares.
O espaço técnico é preenchido com artigos que são bem actuais "Maratona: Recuperação nas primeiras 24 horas", "Cuidados a ter após uma Maratona", "Abordagem aos trails" e "Enfrentar o treino para longas distâncias".
De realçar um espaço estatístico para o balanço da época de estrada. Aí, podemos constatar que as 35 provas mais participadas somaram 73.935 atletas, mais 11.998 que no ano passado, números bem significativos e que muito ensinam neste momento de fobia de cortes irracionais.

Este é o número 361, primeiro a não ser vendido em banca, exactamente 30 anos volvidos sobre o número 1 de Dezembro de 1981, cuja capa pode ser vista no final deste artigo.
Custando 40 escudos (actuais 20 cêntimos), esse número 1 contabilizou 36 páginas (28 mais um suplemento de 8) e teve na capa dois nomes ímpares no nosso Atletismo, Fernando Mamede e Moniz Pereira. O técnico, divulgava na página 10 o treino do seu pupilo.
Esta foi a primeira edição duma revista incontornável e imprescindível do nosso desporto de eleição e a quem transmito os parabéns, com o desejo de muitos mais anos!