segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A 4 segundos do record mundial da Maratona!

Wilson Kipsang venceu ontem a 30ª Maratona de Frankfurt com a 2ª melhor marca (oficial) de sempre, 2.03.42
Esta foi apenas a 3ª vez que alguém baixou das 2.04, após Haile Grebrselassie ter sido o primeiro com 2.03.59 a 28 de Setembro de 2008 e Patrick Makau a 25 de Setembro de 2011 com o actual record de 2.03.38, ambos em Berlin.
Como curiosidade. o facto destes 3 tempos terem sido todos alcançados em solo alemão.

Kipsang ficou assim a escassos 4 segundos do record mundial, qualquer coisa como 95 milésimos de segundo por quilómetro!

Depois de tempos em que médicos especialistas consideravam ter sido atingido o limite humano com os 2:12.12 de Abebe Bikila nos Jogos Olímpicos de Tóquio 1964, neste momento o grande sonho "impossível" é imaginar o dia em que se baixe das 2 horas. Será daqueles momentos marcantes que bem gostava de poder assistir.

Note-se que foi em 1909 que se baixou das 2.50, 1913 das 2.40, 1925 das 2.30, 1953 das 2.20 e 1967 das 2.10.
Entrou-se no minuto 2.08 em 1981, 2.07 em 1985 através de Carlos Lopes, 2.06 em 1988, 2.05 em 1999, 2.04 em 2003 e 2.03 em 2008.

Para quando 1.59? Será possível?

domingo, 30 de outubro de 2011

Almeirim - Taça dos Clubes Campeões Europeus de Estrada

4 ao Km em peso em Almeirim

Almeirim festejou condignamente a sua 25ª edição com um evento de luxo que contou para a Taça dos Cubes Campeões Europeus de Estrada, razão que obrigou os 20 Kms a passarem para Meia no sector masculino e diminuírem para 15 no feminino.

Hermano Ferreira da Conforlimpa venceu pela 3ª vez consecutiva a edição desta taça, cortando a meta no tempo de 1:02.55, 26 segundos à frente de Youssef el Kalai e 1.02 sobre José Rocha, com Manuel Damião em 4º, todos estes 3 atletas do Maratona. Seguiu-se em 5º Euclides Varela, novo reforço da Conforlimpa, com Fernando Silva em 6º fechando vitoriosamente a equipa para o Maratona, 15 pontos, 9 à frente da Conforlimpa.
Estas duas equipas contam com 18 vitórias em 24 edições desta taça, 10 agora para o Maratona e 8 para a Conforlimpa, com o Benfica a contar 5 triunfos (nas 5 primeiras edições), o que perfaz 23 vitórias nacionais em 24 possíveis. A única vez que escapou a Portugal foi em 1993, onde estranhamente o Benfica prescindiu de participar (!), aproveitando os italianos do PAF Verona para ganhar.
De registar ainda que o Maratona e a Conforlimpa dividem os dois primeiros lugares há 7 edições consecutivas!

No sector feminino, 2ª vitória consecutiva para Dulce Félix, a uma semana de participar na Maratona de Nova Iorque, registando 51.01 e 13 segundos sobre Ana Dias e 18 de Leonor Carneiro, sendo seguidas por Mónica Silva e Anália Rosa, as 5 atletas do Maratona que monopolizaram os 5 primeiros lugares. Do 6º ao 11º classificaram-se as 5 atletas do Braga com uma irlandesa de permeio em 9º.
Aqui também, dupla portuguesa colectivamente neste ano, sendo que em 25 edições já disputadas o Maratona leva 8 triunfos, Braga 7, Lutch (Rússia) 5, Fiat Sud Fórmia (Itália) 2, e com 1 vitória, o Pasteleira, Asu Bron (França) e ASC Moscovo.
16 vitórias portuguesas em 25 possíveis.

Após 465 participantes em 2009 e 623 em 2010, este ano contabilizaram-se 889 atletas, dos quais 78 femininas (8,8%)
Seguiu-se a habitual e famosa confraternização à volta da Sopa da Pedra.

Sobre a minha prova, algo de muito estranho aconteceu e que nas anteriores 190 corridas que já efectuei nunca tinha sucedido. Já tive várias quebras durante provas e reconheço-as bem. Começo a sentir cansaço que vai aumentando progressivamente. Pois o que aconteceu hoje diferiu disso em absoluto. Num segundo estava óptimo, no segundo a seguir caiu-me o mundo em cima. Passo a explicar.
Desde início que impus um ritmo muito certo e confortável, quase parecendo um relógio suíço na exactidão de cada quilómetro. A média era para uma marca final de 2.00/2.01, o que poderia ser a minha 3ª melhor Meia, apenas atrás das duas de 1.56, mas não me preocupava com tal facto. Apenas limitar a rolar daquela maneira. Lá para os 19, se fosse necessário apertava, até porque iria chegar lá com forças pois ia, como já referi, confortável.
Falava a uns companheiros, incentivava outros que cruzava e assim cheguei a perto dos 16.5, para ser mais exacto aos 16.430 (esse momento nota-se bem no registo do GPS), chegando aí com força, energia e boa disposição. Nessa altura, e de repente, num segundo, sou invadido por um cansaço brutal, um peso nas pernas e tronco, respiração muito cansada e seco de qualquer força. O choque foi tal que parei mesmo e andei uns 200 metros, até readquirir o passo de corrida, mas a uma média até ao final superior a (imaginem!) os 7 minutos.
Cheguei completamente esgotado (2:08.49), só me apetecia estar deitado, com o banho não melhorei, a comer a sopa da pedra tive que me ir sentar e isto sem entender patavina do que se possa ter passado.
Chegaram a perguntar-me se andava a treinar muito ou pouco, mas a minha resposta esclarecia. Se fosse isso, ia sentindo-me gradualmente cansado e não estilo tiro e queda.
Francamente estou apreensivo pois não consigo compreender o que possa ter sido. Se fosse numa altura de grande forma e chegar a uma corrida e correr desde o início muito mal, percebia, acontece a todos haver dias assim. Mas este estilo de coisa, não. E é exactamente essa a minha preocupação por não entender e estar a duas semanas da Nazaré.

Classificações:

Taça dos Clubes Campeões Europeus:

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Atletismo com vários finalistas na Gala do Desporto

O Atletismo tem vários finalistas na votação das diferentes categorias da Gala do Desporto da Confederação do Desporto de Portugal.

São eles:

Equipa do Ano:

As nossas meninas de ouro, a selecção feminina de corta-mato, campeã europeia, com Jéssica Augusto, Dulce Félix, Marisa Barros, Sara Moreira, Ana Dias e Anália Rosa

Atleta Feminina:

Sara Moreira
Susana Feitor
Jovem Promessa do Ano:

Marcos Chuva
Atleta Masculino:

João Silva (ok, é Triatlo e não Atletismo mas é dos "nossos" pois também entra e bem em muitas corridas!)
Treinador do Ano:

João Mascarenhas (também Triatlo)

Falta só votar, o que pode fazer, clicando aqui

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Almeirim chega às 25 edições

Almeirim tem, desde 1987, uma das provas que merece o epíteto de mítica. Estou a referir-me aos 20 kms de Almeirim que no próximo domingo atinge a edição 25. Edição especial em virtude da realização da Taça dos Clubes Campeões Europeus de Estrada, o que faz com que este ano a extensão seja de Meia-Maratona para os masculinos e 15 para os femininos.
Abro aqui um parênteses para afirmar que não percebo o porquê da diferença de extensão entre os dois sectores nesta Taça.

Assim, além da extensão, a prova regressa a um domingo de manhã, como o foi em tantos anos.
Aliás a história desta prova divide-se em duas, o período que se disputava em Janeiro e pós Janeiro.
Este evento celebrava o início do ano, onde todos os atletas de pelotão se reencontravam após as festividades de Dezembro.
Com 604 atletas na edição inaugural, aumento para 983 na segunda e depois sempre acima do milhar, onde chegou a atingir os 3.363 em 1995. Entre 1999 e 2002 fixou-se nos 1.400/1.500 atletas para em 2003 a prova ter sido transferida para Maio, com queda acentuada de cerca de metade dos concorrentes (714).
Logo no ano seguinte, e até hoje, fixou-se em Outubro e no sábado à tarde, sendo que essa primeira edição em Outubro, 2004, teve o menor número de sempre, 353, para desde então se fixar nos 400 a 700.

O total de concorrentes nestes 24 anos foi de 33.307, média de 1.388 por ano, mas dividindo pelos tais dois períodos, obtemos uma média de 1.798 nos primeiros 16 anos e 567 nos últimos anos.

A nível de vencedores, a lista é grande e de qualidade.
No sector masculino temos 17 vencedores diferentes sendo que Luís Raposo conta com 4 triunfos, seguido de João Marques 3 e de João Lopes e José Ramos com 2. Com uma vitória 13 atletas.
No feminino, 20 vencedoras diferentes, sendo Aurora Cunha a líder com 3 vitórias e Helena Sampaio e Manuela Machado a bisarem. 17 atletas venceram uma vez.
Em termos de record absoluto (houve edições com mais de 20 Kms como vai ser este ano e percursos diferentes), a palma vai para o italiano Michel Gamba que em 2001 cumpriu o trajecto em 58.09, mesmo ano em que o record absoluto feminino foi realizado pela queniana Ruth Kutol em 1.05.51

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Provas de 2011 no Troféu de Oeiras com distância reduzida

As 3 primeiras provas do 30º Troféu das Localidades de Oeiras (Valejas, Caxias e Bairro dos Navegadores), exactamente as que se realizam em 2011, terão a sua distância reduzida.

Recorde-se que, segundo o regulamento, as 5 corridas que compõem cada evento têm um máximo de, respectivamente, 800 metros, 2.000, 3.000, 4.000 e 9.000, sendo que estas terão 400, 800, 2.000, 3.000 e 4.000

Portanto, e pegando na prova maior, que conta habitualmente entre os 6.000 e os 9.000 metros, estas 3 provas não podem exceder os 4.000 metros, o que faz com que, por exemplo, na primeira corrida em Valejas, o percurso tenha sido radicalmente alterado, como pode ser visto aqui, mudando o que distinguia esta prova, com a sua longa descida (e temível para quem não gosta de descer, como eu), e terminando com a subida de mais dum quilómetro, culminando numa rampa que esgota as energias (fantástica subida para quem gosta de subir, como eu).

Segundo apurei, esta estranha alteração, e apenas para as provas de 2011, foi imposta pela Federação. A razão desconheço nem a consigo descortinar.
Mas após os problemas que foram criados no início da edição anterior (ler aqui) e que quase ditaram o seu cancelamento, o aparecimento de mais esta limitação, coloca a questão do que as entidades responsáveis têm contra aquele que é o mais participado e organizado troféu concelhio, pondo muitos jovens a correrem, criando as condições de praticarem desporto, evoluírem e, quem sabe, tornarem-se nos nossos atletas do futuro.

domingo, 23 de outubro de 2011

Corrida do Tejo sempre a crescer, sempre a surpreender

Corrida do Tejo, a maior corrida portuguesa em termos classificativos, fez jus ao seu nome e brindou todos os participantes com mais uma organização exemplar onde a corrida é apenas um motivo para um vasto painel de actividades.

E pelo 14º ano consecutivo foi brindada com aumento de participantes. Dos 10.000 que esgotaram as inscrições, tinham aparecido 9.262 em 2010, este ano foram mais 84 (9.346), sendo o 5º ano consecutivo que bate o record nacional de classificados.

Muita animação marcou a manhã, salva da chuva que a partir das 2 da tarde começou a cair copiosamente, com 2 ecrãs gigantes desta feita, para apanhar um maior número de atletas no muito longo pelotão, jogos interactivos (onde as mulheres derrotaram os homens), música (com nova adaptação duma letra dos Xutos & Pontapés. O ano passado foi o "Maria" este ano "Não Sou o Único"), passagem de filmes de motivação (e motivavam mesmo!), fazendo que o tempo voasse rapidamente até à contagem decrescente do 10 à palavra que todos esperavam "Partida!", saudada por muitos papelinhos a caírem sobre o pelotão que iniciava a viagem de 10 quilómetros por um belo percurso que marca esta costa.

Dois reabastecimentos, cerca dos 4 e 6.5, passagem aos 5 com controlo de tapete, e chegada junto à Praia da Torre onde membros da organização ajudavam a esvaziar o local, tendo todos os atletas cortado a meta a correr, o que não é tarefa fácil perante quase 10 milhares, mas esta equipa já provou que não há difíceis para ela.
Só por curiosidade, note-se que entre o meio dos minutos 40 e dos 60, portanto durante 20 minutos, chegaram cerca de 250/290 atletas por minuto, sendo o pico no minuto 60 com 308 (mais de 5 por segundo!)

Tempo para as tendas da fruta, saber junto dos companheiros como correu a prova, e distribuição de prémios aos 3 mais rápidos em cada sector.
No masculino, o jovem Rui Pinto do Benfica tornou-se no 26º atleta a inscrever o seu nome no livro dos vencedores, ao cortar a meta em 31.11, 4 segundos à frente do sportinguista João Silva, triatleta de renome, e de 8 sobre João Vieira do Gabinete de Fisioterapia no Desporto.
Estes 3 atletas rumaram juntos até o sprint final fazer a diferença.
De destacar que o tri-vencedor Rui Silva foi 8º (32.13), ele que está em período de descanso activo, e Luís Feiteira, depois de alcançar os mínimos para a Maratona olímpica na semana passada em Amesterdão, aproveitou esta prova para rolar, sendo o 107º com 37.12

No sector feminino, 3ª vitória consecutiva de Jéssica Augusto, a correr pela Nike, desta feita no minuto 34 (34.11) ao contrário dos anos anteriores (33.05 e 33.26), o que é inteiramente compreensível pois está a preparar a Maratona de Nova Iorque que se disputa já daqui a 2 semanas.
Também aqui a 2ª pertence ao Sporting, Sandra Teixeira, que já venceu esta prova por 4 vezes, realizou 36.55, com a benfiquista Cátia Santos em 3º com 37.12, no que foi o seu primeiro pódio, deixando-a agradavelmente surpreendida.

Dos 9.346 classificados, 2.317 eram senhoras, o que também é um record, dando a excelente percentagem de 24,8% ( o ano passado 2.022 e 21,8%)

Uma palavra para as medalhas, um tema que é controverso. O saco entregue à chegada tem um voucher para as levantar entre 26 de Outubro e 9 de Novembro.
Por um lado compreende-se pois para serem entregues hoje obrigava à produção de 10.000, desperdiçando-se depois mais de 600. Assim pode ser fabricado o número correcto sem desperdício.
Mas para quem está longe de Oeiras, esta situação é desagradável. Estamos a falar de atletas que ficam prejudicados por quem não aparece, quando eles estiveram presentes.

Passando à minha prova, o meu tempo real foi de 53.53. Tenho consciência que andei no meu limite em cada parte da prova, sendo que o tempo foi apenas esse pois encontro-me num momento de baixa de forma.
Ainda recentemente, e mais uma vez, estive quase nos 49 e mais uma vez fiquei-me no quase, o que tem sido uma constante nos últimos 5 anos.
Há que continuar a lutar pois o dia há-de chegar.
Curiosamente a diferença para a Corrida do Sporting foi de apenas 2 segundos, tendo sido duas corridas completamente distintas. No Sporting, puxei acima das minhas possibilidades até quebrar e arrastar-me até à meta. Hoje fui duma regularidade extrema onde todos os quilómetros foram quase iguais. Duas corridas tão distintas e uma insignificante diferença de 2 segundos!
A minha preocupação prende-se com a visita que aparece de tempos a tempos nos joelhos e que em semana de Almeirim não é o melhor que se pode esperar.


Classificação geral (nunca é demais dizer, a maior classificação de sempre no nosso país)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Treino Corrida do Tejo na Praia da Torre

Além dos 4 treinos anunciados, a organização da Corrida do Tejo promoveu um treino mais, tal como no ano passado, este na Praia da Torre, ao lado donde se vai chegar no domingo.

Foram, uma vez mais, várias centenas de atletas que estiveram presentes e puderam confirmar que a logística já está a ser preparada no local onde tudo vai terminar. Desde tendas ao pórtico, passando pelas necessárias casa-de-banho portáteis e vedações.

Este treino foi muito mais descontraído, sem divisões por níveis, e teve a participação especial da mais jovem portuguesa a participar numas olimpíadas (15 anos em 2004), a nadadora Diana Gomes e também de João Silva, triatleta num grande apuro de forma e de resultados.

O treino constou dos habituais exercícios de aquecimento, uma volta na praia, cerca de 4 quilómetros no Passeio Marítimo, nova volta na praia e os alongamentos finais. Seguiu-se, em tom de festa, pizzas e bebidas à disposição de todos.

Não deixou de ser curioso para alguém como eu, que treino amiúde no Passeio Marítimo mas sempre sozinho, estar desta vez rodeado de centenas de outros colegas.

Agora, o próximo e último passo é a corrida em si. Este é um evento que não se esgota na prova mas sim num completo conjunto de actividades que o transforma numa organização sem igual.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Estatísticas da Corrida do Tejo

Para quem gosta de estatísticas, como eu mas desde que sejam inócuas e não falaciosas como as que nos brindam diariamente, a Corrida do Tejo apresenta um manancial, disputadas que estão 30 edições daquela que é a mais participada prova portuguesa em termos competitivos.

Realizada ininterruptamente desde 1981, apenas a 1ª edição fugiu ao mês de Outubro, tendo sido disputada a 7 de Junho, dia de Oeiras.

Desde essa altura, o total de atletas classificados é de 84.291, sendo o seu mínimo no ano inicial, 807, e o máximo na última edição, 9.262, record nacional.

Apenas por duas vezes ficou abaixo do milhar, 1981 com 807 e 1989 com 838.

Desde 1998 que bate, todos os anos, o record de participação (13 anos consecutivos) e desde 2007 o record nacional (4 anos seguidos)

De 1981 a 1994 teve a extensão de 10.000 metros, de 1995 a 1999 foram 12.000 metros, entre 2000 e 2003 de 11.200, para desde 2004 se fixar nos 10.000 e no percurso actual.

Multiplicando a distância pelos participantes, temos um total de 871.956 quilómetros percorridos, o equivalente a mais de 21 voltas ao mundo. Aliás, se estendêssemos toda a distância dos participantes na última edição, só aí seriam cerca de 2 voltas e um terço!

A nível de vitórias, no capítulo feminino temos 16 vencedoras, sendo a mais titulada Lucília Soares com 6 vitórias, seguida por Rita Borralho (5) e Sandra Teixeira (4), fazendo que estas três atletas somem 15 triunfos, metade das edições já disputadas. Jéssica Augusto e Luísa Almeida ganharam duas vezes e 11 outras atletas por uma.
No sector masculino, foram 25, sendo os mais vitoriosos Manuel Damião e Rui Silva, ambos por 3 vezes. Bisando o triunfo, Joaquim Pinheiro, à frente duma lista de 22 vencedores por uma vez.

Quanto ao record do actual percurso, está na posse de Rui Silva desde 2007, 29.05, e de Jéssica Augusto desde 2009, 33.05
Curiosamente ambos venceram em 2010 e com marcas próximas destes máximos.

E já que elaborei esta estatística, espaço também para a minha. É o 6º ano que corro, vai ser a minha 6ª Corrida do Tejo.
Em 2006 cumpri o percurso em 56.22, melhorei em 2007 para 53.30, melhorando novamente em 2008 retirando um minuto exacto, 52.30
2009, ainda no rescaldo dos 6 meses de paragem pela fractura do pé, fui cronometrado em 56.20, para estabelecer o meu record pessoal em 2010 nos 52.15.

Venha uma nova edição e continue a ser escrita a história desta prova.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

26 atletas já com mínimos olímpicos

Faltando pouco mais de 9 meses para os Jogos Olímpicos de Londres, são já 26 os atletas portugueses que alcançaram mínimos olímpicos.
No entanto, não significa que possam ir todos pois existe o limite de 3 atletas por país em cada especialidade e na Maratona Feminina e nos 20 Kms Marcha Feminina são 4 as atletas que já o lograram.

Destes 26, 14 são femininas e 12 masculinos e o destaque vai para 4 atletas com mais do que um mínimo. A nível masculino, é o caso de Rui Silva, em femininos, o trio de ouro Jéssica Augusto, Dulce Félix e Sara Moreira não deixam os seus créditos por mãos alheias e as duas primeiras têm 3 mínimos com Sara a alcançar já 4 (!), comprovando o seu cognome de atleta TT

Relação de atletas com mínimos:

Femininos

400 Barreiras

Vera Barbosa

B

1.500

Sara Moreira

B

3.000 Obstáculos

Sara Moreira

A

5.000

Sara Moreira

A

Dulce Félix

B

Jéssica Augusto

B

10.000

Dulce Félix

A

Sara Moreira

A

Jéssica Augusto

B

Maratona

Dulce Félix

A

Jéssica Augusto

A

Marisa Barros

A

Filomena Costa

B

20 Kms Marcha

Ana Cabecinha

A

Inês Henriques

A

Susana Feitor

A

Vera Santos

A

Salto em Comprimento

Naíde Gomes

A

Triplo-Salto

Patrícia Mamona

A

Salto à Vara

Eleonor Tavares

A

Lançamento do Martelo

Vânia Silva

B

Masculinos

100

Francis Obikwelu

A

200

Arnaldo Abrantes

B

400 Barreiras

João Ferreira

B

Jorge Paula

B

3.000 Obstáculos

Alberto Paulo

A

5.000

Rui Silva

B

10.000

Rui Silva

B

Maratona

Luís Feiteira

B

20 Kms Marcha

João Vieira

B

Salto em Comprimento

Marcos Chuva

A

Triplo-Salto

Nelson Évora

A

Salto à Vara

Edi Maia

B

Lançamento do Peso

Marco Fortes

B

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cross Internacional de Oeiras cancelado!

Facto 1 - Apesar de já ter programa elaborado, como se pode comprovar pela foto, o Cross Internacional de Oeiras, que se disputa na pista de Cross do Jamor, e que se encontrava agendado para 5 de Novembro, foi cancelado!
Seria a sua 12ª edição duma história que tem visto desfilar um grande e rico plantel de atletas de elevada qualidade, quer nacionais como internacionais. Atente-se na relação de vencedores (aqui) e fica justificada esta afirmação.
Além da elite, este evento tem posto, igualmente, jovens e populares a correrem neste tipo de percurso onde Portugal tem dado cartas a nível europeu e mundial.

Facto 2 - Para quem treina regularmente neste local, como eu, a falta de manutenção neste ano tem sido gritante, dando mesmo a sensação de propositada. Ainda em Setembro pude treinar na pista das Açoteias e apreciado todo o cuidado nela colocado, local de eleição para muitos atletas treinarem. Ali no Jamor, nem uma simples gota de água para rega.

Facto 3 - Recentemente, mesmo ao lado, arrancaram as obras para o golfe, cujo plano ameaça há uns anos esta pista, apesar dos apelos para a salvaguardar, pois fica num canto e não será difícil a sua preservação.

Divagação - Será que o facto que apresentei como nº 3 é o que está a influenciar os 2 primeiros?
Não possuo informações que o confirmem, mas a suspeita é grande.
Nada me movendo contra o golfe como desporto em si, já o mesmo não posso falar dos que têm aproveitado o mesmo para projecções sociais, arranjinhos de negócios e feira de vaidades.
E é nesse sentido que me revolta o facto de ser esse mundo que está a ameaçar um cantinho onde atletas consagrados e populares se esforçam nos seus treinos e onde o Atletismo era divulgado de forma tão positiva com o evento supracitado e que este ano, pelo menos, foi colocado na gaveta.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Inscrições abertas para o Troféu das Localidades de Oeiras

Já estão abertas as inscrições para a 30ª edição do Troféu das Localidades de Oeiras, bem como publicado o respectivo regulamento que pode ser lido aqui, tal como respectivas informações aqui.

Atenção que a data limite da inscrição para possibilitar a participação na primeira prova, é de 25 de Outubro.
O calendário completo pode ser consultado aqui.

domingo, 16 de outubro de 2011

Corrida do Sporting com estreia espectacular!


Grande mole humana a dar o colorido que esta prova bem mereceu

Sendo o clube com maiores pergaminhos no Atletismo nacional, faltava-lhe organizar uma grande corrida aberta a todos, lacuna que foi hoje preenchida e de forma espectacular!
A 1ª Corrida do Sporting foi um exemplo de organização, entusiasmo em bem fazer, com a qualidade HMS Sports

O único ponto negativo, e também era demais se tudo estivesse perfeito na estreia, foi o afunilamento na curva à esquerda 50 metros após a partida, que obrigou muitos atletas a andarem e pararem mesmo se partiram na 2ª metade.
Apetece dizer que foi tudo tão perfeito que até teve uma imperfeição, humanizando o evento.


A equipa do Sporting não quis deixar de estar presente na sua prova

Com a equipa da casa em força, a que se juntaram outros consagrados e um mar de atletas do pelotão, os números que ficam para a posteridade são 3.329 atletas classificados, dando a sensação que muito mais pode crescer, em especial com o que de bom se vai comentar.

Antes do prato principal, a corrida dos 10 kms servidos às 10.30, 3 provas para jovens, a Corrida do Jubas, que encheu de entusiasmo os presentes, pela maneira com que todos as crianças se entregaram a estas corridas de 300, 500 e 700 metros.


Carlos Silva vencedor masculino

Seguiu-se a partida dos 10, prova que seria dominada pelos Silvas do Sporting, com o Carlos a vencer em 30.10 e um avanço de 18 segundos sobre o consagrado Rui. Ricardo Val foi o 3º a 28 segundos.


Carla Salomé Rocha vencedora feminina

Em femininos, Carla Salomé Rocha do Sporting tornou-se na campeã da 2ª circular pois juntou a vitória no Sporting à da Corrida do Benfica!
O seu tempo foi de 33.45, à frente da sua colega de equipa Sandra Teixeira que marcou 35.33, completando o pódio Joana Costa do Braga em 36.49


O início do sprint final

Sobre a minha prova, devo confessar que quando vi o percurso há uns meses atrás, marquei-a como potencial local para o sonho de 5 anos dos 49.59
Para ajudar, o Nuno Espirito Santo da Açoreana, atleta que corre abaixo dos 40 minutos, prontificou-se simpaticamente a fazer esta prova para me ajudar nesse desiderato.
Infelizmente, a constipação que apanhei fez ontem uma semana, criou um processo inflamatório que condiciona a respiração. Ora, sem respirar em condições, nunca conseguiria.
Mesmo assim quis ter a certeza que lutaria até não haver mais hipóteses e atirei-me para um ritmo que tinha a consciência que era mais elevado que o que suportaria nestas condições.
Apesar do quase minuto perdido com o problema que relatei na partida, até aos 4 kms fui a um ritmo muito promissor. Depois, o inevitável aconteceu. Comecei a acusar o cansaço pela dificuldade em respirar e fui perdendo terreno. A grande crise deu-se no 9º quilómetro. Basta ver que no 8º marquei 5.15 e no 10º 5.02 mas no 9º foram 6.03
Ora como recuperei no último km? Mantendo esse ritmo ainda iria cair para os 55 na meta mas o Nuno começou a picar-me com a perspectiva de ainda fazer 53, espevitei, ajudado pelo facto de estar quase a acabar. Ao entrar no estádio deu-me para um sprint final forte (finalmente o Nuno pode correr um pouco à sua velocidade!) e acabei em 53.51, tempo que devo a este atleta que esqueceu a sua prova, onde poderia ter feito menos quase um quarto de hora, para me ajudar. Que pena eu não ter podido aproveitar esta lebre de luxo!
Um grande obrigado, Nuno!


E o final do sprint

Entretanto a Mafalda, por ter feito reportagem para a Revista O Praticante, recebeu uma credencial que lhe permitiu estar nos locais onde a acção se passava e, assim, a relação de fotografias é bem maior que o normal.

E agora, venha a 2ª edição desta corrida que a 1ª deixou muita vontade de regresso!



Feiteira com mínimos, Chaiça a escassos 22 segundos

A 36ª edição da Maratona de Amesterdão tinha para os portugueses o aliciante de dois atletas perseguirem os mínimos olímpicos.

Com os mínimos A em 2.13.00 e B a 2.15.00, Luís Feiteira logrou os mínimos B ao concluir a prova em 16º com 2.13.12 (a 12 segundos dos A).
Já Alberto Chaiça teve a infelicidade de ficar a escassos 22 segundos (cerca de meio segundo por km), pois registou 2.15.22 (20º lugar).

O queniano Wilson Chibet venceu em 2.05.53 enquanto a etíope Tiki Gelana triunfou nos femininos, 2.22.08

sábado, 15 de outubro de 2011

Treino Corrida do Tejo com Rui Pinto e record ibérico

Após Daniela Cunha na semana passada, um outro atleta nascido na União Desportiva da Várzea, colectividade de Felgueiras, animou o 4º treino para a Corrida do Tejo. Rui Pinto de seu nome, medalha de bronze individual e de prata colectiva no último Europeu de Cross na categoria de juniores.

O muito promissor atleta foi acompanhado por uma participação record a nível de Península Ibérica. Se uma semana antes foram 595 os atletas presentes, hoje ultrapassou-se largamente as 6 centenas o que fez deste treino o mais participado de todos os que a Nike organiza entre Portugal e Espanha.
Recorde-se que além destes treinos, a Nike organiza o mesmo em Espanha para a San Silvestre Vallecana em Madrid, final do ano e em Abril para a Cursa Bombers em Barcelona.

Todos os presentes puderam conhecer em primeira mão a camisola/dorsal para este ano, de cor branca, com mangas pretas para os homens e brancas para as mulheres mas com outro enfeite à frente para as senhoras.
Ficou também prometida uma surpresa para os momentos que antecedem a partida.
Entretanto, e apesar do preço exagerado, as inscrições já estão esgotadas pois atingiram o limite de 10.000, naquela que é a prova mais participada em Portugal, em termos competitivos.

Como habitualmente, treinei na categoria Média (os outros níveis são Avançado, Iniciado e Jovens) e o percurso foi diferente com ida à pista de Cross.
Antes e depois, os habituas exercícios que completam um treino modelo duma organização que pensa em tudo.