quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Um Outubro em cheio!

Em termo de provas, o meu mês de Outubro vai ser em cheio com 6 corridas, em virtude de ser um mês com 5 domingos e um feriado.

Começo a 2 de Outubro com a novel Corrida da Água, num fim-de-semana particularmente activo na zona de Lisboa, com 3 provas em estreia (!). Além da referida, no sábado realiza-se a Corrida Decathlon e no domingo a Corrida da Cruz Vermelha
E ainda, a juntar à Corrida da Água e da Cruz Vermelha, realiza-se um terceiro evento em Lisboa, todos os três no mesmo dia e hora, a Caminhada Avon Contra o Cancro da Mama.
Uma manhã de domingo muito activa para a população lisboeta e não só.

Dia 5, vou disputar o Grande Prémio do Amaros Joalheiros na Amadora. Ainda não é este ano que irei conhecer a famosa Meia-Maratona de Ovar. Todos os anos adio e espero que seja no ano seguinte, a ver se será mesmo!


Chegamos ao dia 9 e mais uma decisão que teve que ser tomada. Ainda não conheço a Meia-Maratona Ribeirinha da Moita, e mais uma vez fica para nova oportunidade pois optei por ir à Corrida do Aeroporto, 3ª presença em outras tantas edições e pela qual nutro especial simpatia.

Uma semana volvida, dia 16, e eis-me noutra nova corrida, a Corrida do Sporting, com um percurso que parece ser propício a marcas "jeitosas".

E chega dia 23 e a famosa Corrida do Tejo, este ano "assombrada" com um preço, digamos, exagerado, para dizer no mínimo. Mas falou mais alto tudo o que esta organização faz, tal como ouvi noutro dia, a raiar o perfeito. Além disso, é num local onde treino amiúde, além de ser no meu concelho e de nunca ter faltado a uma edição desde que me iniciei em 2006.

Finalmente, para acabar o mês, dia 30 oferece outra dor de cabeça. 3 provas, todas a merecerem a nossa presença e só consigo estar numa. De fora, ficou o Corre Jamor, a muito custo pois estive o ano passado na prova inaugural e foi fantástico, e a Corrida do Monge, que me foi aconselhada pelo bom amigo Jorge Branco.
E ambas ficaram de fora para me poder estrear em Almeirim, prova que há muito perseguia mas que tem calhado ao sábado na véspera da Corrida do Tejo e, se consigo fazer em dias consecutivos provas de 10, uma de 20 e outra de 10, já não.
Este ano, como é Taça dos Campeões Europeus de Estrada, disputa-se a um domingo de manhã e em vez dos tradicionais 20 kms, é Meia-Maratona.

E pronto. Um plano ambicioso de 6 corridas neste mês, que mesmo assim não chega às 7 do passado mês de Junho. Espero que tudo corra como desejado!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A média do novo recordista mundial da Maratona

Apenas uma pequena nota para realçar mais o extraordinário feito, ao alcance de apenas uns escassos corredores com poderes quase sobre-humanos, do tempo de 2.03.38 numa Maratona, realizado no passado domingo por Patrick Makau, em Berlin

Tal corresponde a uma média por quilómetro de 2.55,8 ou, se preferirem, 17,58 por cada 100 metros.
Experimentem correr se conseguirem, eu não, um só quilómetro a essa média. Depois multipliquem esse esforço por 42.
Ou cumprirem 100 metros em 17,58. Com o coração a saltar boca fora, imaginem o que é fazer isso por 421 vezes seguidas...

Pois é... estes tempos, como os 2.03.38 na Maratona, parecem mesmo impossíveis de serem realizados. Mas há quem chegue lá!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Os números da Meia da Vasco da Gama

As Meias mais mediáticas continuam com aumentos muito significativos a nível de participação.
Após ter noticiado a semana passada o crescimento de 1.692 para 3.025 atletas (mais 1.533) na Meia-Maratona SportZone no Porto, o realce hoje vai para a Meia Maratona de Portugal, mais conhecida como a Meia da Ponte Vasco da Gama, onde cortaram a meta 3.344 atletas, mais 953 que em 2010 e um acréscimo de 585 que o anterior record de 2008 (2.759)
Dos 3.344 que tiveram o prazer de cortar a meta, 393 pertencem ao escalão feminino, dando a boa média, para efeitos nacionais, de 11,8%

O vencedor masculino, Silas Sang, triunfou pela 3ª vez, após as vitórias de 2008 e 2009. Apenas David Makon, vencedor nas duas primeiras edições, ganhou mais do que uma vez, numa relação de 9 diferentes atletas.
Por países, o domínio queniano impressiona com 10 triunfos, deixando um apenas à Etíopia e África do Sul.
Em termos cronométricos, a marca de Silas Sang (1.01.12) é a 3ª melhor, pertencendo-lhe o record com 1.00.20 em 2009.
De assinalar que o percurso tem sofrido alterações, sendo agora mais favorável.

No sector feminino, Mary Keitany bisou (consecutivamente) o lugar mais alto do pódio, juntando-se a Derartu Tulu e Margaret Okayo como as atletas com dois triunfos, numa relação igualmente de 9 vencedoras.
Aqui, a nível de país, vence o Quénia por 8 contra 4 da Etiópia.
A marca de Keitany (1.07.53) é record da prova, batendo o anterior máximo de 1.08.47 de 2010, da mesma atleta.

Os melhores nacionais foram Hermano Ferreira (7º - 1.03.56), Luís Feiteira (10º - 1.04.38) e Fernando Silva (12º - 1.04.52), e as melhores, Dulce Félix (9ª - 1.13.34), Anália Rosa (10ª - 1.14.44) e Ana Cabecinha (12ª - 1.17.01)

A classificação completa pode ser consultada aqui

domingo, 25 de setembro de 2011

Makau bate record mundial da Maratona!

Patrick Makau entrou hoje na história ao bater o record mundial da Maratona, que pertencia ao etíope Haile Gebrselassie com 2.03.59, retirando 21 segundos e fixando-o em 2.03.38

O feito do atleta queniano de 26 anos foi realizado na Maratona de Berlin, palco dos três anteriores record mundiais e Makau diz que nem acordou bem, mas no 25º quilómetro acreditou.

E assim se aproxima a mítica e "impossível" meta das duas horas. E pensar que os médicos declaravam que se tinha alcançado o limite humano quando Abebe Bikila realizou 2.12.12 em 1964...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ainda o record da Paula Radcliffe e a hipocrisia federativa da vantagem competitiva

Torno ao assunto de ontem. Que o escrevi mal tomei conhecimento. Na altura estava indignado. Mas quanto mais penso nele, a indignação passa a irritação.
Tenho lido diversos comentários pela blogosfera e reacções oficiais, como da AIMS, e se nos assuntos polémicos é habitual a coexistência de opiniões antagónicas, aqui todas afinam pelo mesmo diapasão. Injusta, ridícula, estúpida e outros adjectivos.

O ponto fulcral é a justificação da IAAF para tal medida. Vantagem competitiva.
Segundo os doutos entendidos da federação que tutela os destinos da nossa modalidade de eleição, uma mulher correr no meio de homens tem vantagem competitiva.
Tudo bem. Assumamos que sim. Mas como se prova ou comprova tal? Que a Paula Radcliffe tenha sido beneficiada por ter sido acompanhada por outros atletas aquando do seu fantástico tempo, a própria reconheceu no mesmo dia quando não se esqueceu de lhes agradecer. Mas não é o mesmo que sucedeu em tantos outros records mundiais em que as lebres puxaram e marcaram o ritmo inicial?
Ter uma lebre é ou não uma vantagem competitiva? E alguém toma ou poderá tomar uma atitude? Claro que não nem faria qualquer sentido. E não só por serem do mesmo sexo.
Porque, sejamos claros, com lebres ou sem elas, é o atleta que realizou aquele tempo. Foi toda a sua preparação, dedicação, esforço, capacidades, cabeça, pernas, pulmões e coração que o levaram a essa marca. Em altura alguma as lebres levam o atleta ao colo. Ele vai sempre no seu esforço para atingir o seu objectivo.
A IAAF entrou assim nesse perigoso jogo da vantagem competitiva, mas restrita ao sector feminino.
Ou tudo é considerado vantagem competitiva ou, apenas decretarem uma parte, beneficiam um lado por não o prejudicarem.
Levada à letra, teriam que acabar com as lebres. Mas como seria isso possível? Como se controlaria que um atleta iria para uma prova apenas para rebocar ou teria calculado mal o seu esforço, abusado do ritmo inicial e obrigado a retirar-se?
Para terminar com essas dúvidas, e mergulhando mais nas teorias académicas, apenas evitariam caso as corridas fossem transformadas em contra-relógio. Aí ninguém tiraria vantagem competitiva. Não? Bom, e se algum atleta se atrasasse, fosse apanhado por outro e o acompanhasse? E o facto de um partir numa altura em que as condições atmosféricas fossem mais favoráveis nesse momento?
Este exercício, ridículo e propositadamente exagerado, apenas serve para ilustrar o quão vago é o conceito de vantagem competitiva e o perigo da sua utilização como justificação para algo injustificável.
Em especial quando, retroactivamente, se vão alterar records mundiais.
Sabemos que qualquer record é efémero pois pode ser batido a qualquer momento. Agora sabemos que a sua efemeridade também se deve a poder ou não ser anulado no futuro.
Anulação essa que apenas o poderia ser em casos de falsidade, como quando se mistura com doping. Esse sim, vantagem competitiva desleal.

E para terminar este desabafo, tempo para analisar a grande invenção dos crânios federativos. Como se sabe, passa a existir o conceito da melhor marca mundial e o record mundial. No caso da Paula, os fabulosos 2.15.25 passam a ser denominados como melhor marca mundial, mas a honra de ser apelidado de record mundial pertence aos 2.17.42
Vamos investigar a diferença entre melhor marca e record.
Um record é uma melhor marca jamais alcançada numa especialidade, basta consultar qualquer dicionário.
Ora se um record é uma melhor marca e se passa a coexistir o termo melhor marca e record... Confusos?!? Agradeçam à IAAF!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Anularam o record mundial de Paula Radcliffe na Maratona!

Quem sou eu para analisar legislação desportiva, mas que posso expressar a minha opinião, é um direito que me assiste. E a minha opinião neste assunto é altamente negativa.

Passo a relatar. Paula Radcliffe, numa prova verdadeiramente fantástica e memorável, estabeleceu a 13 de Abril de 2003, em Londres, o record mundial da Maratona em 2.15.25
8 anos e 5 meses depois, a IAAF estabelece novas regras que o anulam!
As novas regras definem que um record mundial feminino apenas pode ser homologado se numa corrida exclusivamente feminina. Ora como a Maratona de Londres 2003 foi mista, essa fabulosa marca passa a ser denominada "melhor mundial" mas o "record mundial" fica em 2.17.42, também de Paula Radcliffe e também na Maratona de Londres, mas em 2005 que foi efectuada com partidas e horários diferenciados.

Pode argumentar-se que a presença de homens poderá ser (eventualmente...) uma vantagem competitiva. Pergunto: E a presença de lebres nos diversos eventos? É ou não uma vantagem competitiva?

Detalhes da notícia aqui

Este é um curioso gráfico que foi publicado pela BBC em 2003 com a evolução do record mundial masculino e feminino, após esse tempo que agora foi anulado como record. E anular como record a marca de 2.15.25, quase que cheira a crime. Não concordam?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Uma Maratona primaveril em Lisboa?

Nas minhas pesquisas de classificações antigas, para o histórico de resultados das provas portuguesas, por mero acaso fui descobrir esta página

Como se pode ver na página ou na imagem que anexo, avisa que o site está em construção e se refere a uma Maratona de Primavera em Lisboa para 18 de Maio de 2012.

Que Maratona pode ser esta, não sei e o mais estranho é a data pois calha numa sexta-feira (não tenho aqui um calendário para confirmar se há algum feriado nesse dia para o ano mas penso que não).
A única hipotética pista é que o domínio (lisbonmarathon.org) pertenceu em 2003 e 2004 à organização que realizou a Maratona de Lisboa em 18 de Abril de 2004.
Recorde-se que Luís Sousa, então totalista das Maratonas Cidade de Lisboa, foi convidado pela Xistarca para colaborar na organização. Através dos contactos e apoios que estabeleceu, decidiu pela realização da sua própria Maratona.
Foi para a estrada, como referi, em Abril de 2004 e a segunda edição, com o apoio da estrutura de João Lagos, estava programada para 17 de Abril de 2005, na mesma data que Carlos Lopes apontou para a primeira edição da sua Maratona.
Como um país de escasso número de Maratonas passou a ter duas marcadas para o mesmo dia na mesma cidade!
Guerra de bastidores e Luís Sousa abdicou da sua Maratona que assim se ficou pela edição única. Pelo menos até ao momento.

O facto de ser utilizado o mesmo domínio de internet significa que se tratará da mesma organização? Ou como ficou livre foi adquirida por outra entidade?
E a data duma sexta-feira estará mesmo correcta? E como será esta Maratona?

Tudo perguntas que não sei responder, apenas descobri este site com este misterioso anúncio.
Vamos estar atentos ao que aí virá.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Portugueses brilham no estrangeiro

Este fim-de-semana que passou viu vários atletas nacionais a competirem no estrangeiro e, como é habitual, em bom plano.

Na Great North Run, Jéssica Augusto e Marisa Barros subiram ao pódio com o 2º e 3º lugares, respectivamente em 1.09.27 e 1.10.29
A prova foi ganha pela queniana Lucy Kaluu que parou o cronómetro às 1.07.06

No meeting de Tanger, Marco Fortes foi o 2º com um grande lançamento de 20.61, ele que está cada vez mais regular na casa dos 20 metros, valor impensável para as nossas cores até há bem pouco tempo.
Venceu o vice campeão-mundial, o canadiano Dylan Armstrong que lançou a 21.75

Também em Tanger, Yazaldes Nascimento foi 4º nos 100 metros com 10.42, a sua 3ª melhor marca de sempre, numa prova ganha por Dwain Chambers em 10.28
E Jorge Paula foi o 5º nos 400 barreiras (51.17) sendo o 1º Isa Philips da Jamaica (49.62)

A todos, os meus parabéns.

domingo, 18 de setembro de 2011

Os destaques da Corrida do Destak


A primeira fotografia oficial dos 4 aos Km, com a nossa fotógrafa incluída e tudo!


4ª edição da Corrida do Destak, 10 quilómetros entre Carcavelos e Cascais, como se se tratasse da continuação da Corrida do Tejo, um evento que já ganhou raízes pela sua elevada participação.
Recorde-se que no primeiro ano, 2008, estreou-se com 1.174 atletas na meta para logo no ano seguinte aumentar quase para o dobro, 2.226. O ano passado desceu um pouco 2.166, mas este ano deu novo e significativo salto quase chegando aos 3 milhares, 2.941, o que significa um aumento de 715 em relação ao record anterior e 775 sobre o ano passado.


João Marques corta a meta como vencedor


Partida a horas, percurso bem marcado e com as devidas placas quilómetro a quilómetro, reabastecimentos aos 3 kms, 6 e chegada, trânsito cortado nas duas faixas ao nosso dispor (sentido Cascais-Carcavelos), caminhada de 3 kms com correcta separação à chegada, cerimónia de pódio bem visível para todos, o único aspecto que terá falhado foi no primeiro abastecimento, um quarto dos atletas já não teve direito a garrafa. Uma falha a rever pois era sabido antecipadamente o número de inscritos.
O balanço é pois francamente positivo, só não o sendo na totalidade pelo aspecto referido, e com números de participação como os de hoje, tudo se conjuga para a continuação desta prova (festiva) nos próximos anos.

A temperatura estava muito agradável, a benesse do nem calor nem frio, apenas o vento assustou mas durante a prova não se fez sentir de forma exagerada.


Pódio masculino

João Marques do Reboleira bisou a vitória alcançada no ano anterior, perfazendo 32.11, batendo os 3 atletas do NucleOeiras que se seguiram, Luís Lima a 16 segundos, Hernâni Santos a 29 e Luís Rações a 38.


Pódio feminino

No sector feminino, a veterana benfiquista Lucília Soares triunfou em 40 minutos exactos e um avanço de 3 segundos sobre Catarina Ferreira dos Joaninhas de Leião, uma atleta que muito tem progredido. Completou o pódio Maria José Frias dos Amigos Atletismo Mafra a 51 segundos.

Dos 2.941 classificados, 532 eram atletas femininas o que dá uma excelente média de 18,1%


Sobre a minha corrida, tenho que confessar que hoje não era um dia que esperasse fazer o que realizei. Tinha como objectivo realista 54 podendo chegar aos 53. No aquecimento nem me senti grande coisa, o que já começa a ser um hábito, mas corrida iniciada e logo cheguei a um ritmo que pensei ser rápido demais. Mas senti-me bem e com a respiração controlada, deixei-me ir.
Os 9 primeiros quilómetros foram de uma regularidade impressionante, quase todos iguais ao segundo e sempre abaixo dos 5.09
No final, com o tempo a prever 51 baixo, dei o tudo por tudo, fazendo 4.44 nesses últimos 1.000 metros e ainda chegando dentro do minuto 50, mais concretamente 50.55, o que me deixou muito feliz.
Desde que me iniciei em 2006 e com perto de 100 corridas nesta distância, apenas por 4 vezes tinha entrado neste minuto, duas vezes em 2007 e duas este ano. O tempo de hoje passa a constituir a minha 5ª melhor marca, 3ª do ano, vindo a comprovar que aquele plano que gizei em Julho, está a dar os seus frutos.
O que mais me impressionou foi o ter acontecido de forma tão natural e controlada, o que me abre excelentes perspectivas para no futuro chegar àquele meu velho sonho de mais de 4 anos, de baixar dos 50, minuto 49.
De assinalar que quando falo de 50.55, refiro-me ao tempo que para mim conta, meta a meta, sendo o oficial de 51.52 pois demorei quase 1 minuto para conseguir chegar ao pórtico para a partida. Todos os tempos que indico são sempre o que apelido de tempo real.
Classifiquei-me em 1.205º entre 2.941 e no escalão M50 em 132º entre 259 atletas.

Os meus 5 melhores tempos de sempre aos 10.000 passam a a ser:


Os dois de 2007 fora ambos no mesmo mês, os três de 2011 foram repartidos por Janeiro, Abril e Setembro, o que revela consistência.

Os 4 ao Km tiveram a maior representação da sua ainda muito curta existência, classificando-se em 90º lugar entre 115 equipas, sendo a primeira vez que aparecemos numa classificação colectiva.

E por falar em 4 ao Km, fiz jus ao nome da equipa pois 4 ao Km não significa que sejam 4 exactos, podem ser 4 minutos e alguns segundos. Ora com 50.55 em 10 kms, a minha média foi de 4.65...
Digam lá se não estou certo!!!




Os números da Meia-Maratona SportZone no Porto

Realizou-se hoje no Porto a 5ª edição da Meia-Maratona SportZone, prova de que guardo gratas recordações da minha presença em 2008 e onde pude constatar a beleza do seu percurso, aliada a uma organização em grande.

Organização que bem merece o constante salto de participações. Atente-se, começou em 2007 com 824. Subiu para 1.151 em 2008. Novo salto em 2009, 1.448. 2010 estabelece novo record com 1.692. E 2011? Pois quase que duplicou! Foram 3.025 atletas, mais 1.533 que na edição transacta, o que é fantástico!

Fantástico foi igualmente o lote de concorrentes. Uma armada africana que não deu a mínima hipótese, com 3 eritreus e 8 quenianos nos 11 primeiros lugares. Venceu Zersenay Tadese que tudo tentou para chegar a novo record mas, tal como quando o bateu em Lisboa, cedo ficou sem lebres. E não é fácil ser lebre de Tadese, tal o ritmo por ele imposto. Acabou por pagar o esforço, aliado ao vento que prejudicou a progressão dos atletas, mas terminando abaixo da hora, 59.30, novo record de percurso, após os 1.00.04 de Haile Gebrselassie de 2009.
O avanço de Tadese foi de 1.39 sobre Philip Kimutai Sanga.
Os melhores portugueses classificaram-se entre o 12º e 14º e deram pelo nome de Paulo Gomes (1.04.53), Alberto Chaiça (1.05.06) e Rui Silva (1.07.47)

No sector feminino, Doris Changeywo venceu em 1.10.36, mas com forte oposição de Dulce Félix que tudo tentou para lhe ganhar, ficando a escassos 10 segundos.
Leonor Carneiro foi 8ª (1.14.52) e Doroteia Peixoto 10ª (1.16.14)

Dos 3.025 classificados, 265 eram atletas femininas (8,8%)


sábado, 17 de setembro de 2011

Revista Atletismo Setembro/Outubro

Já aí está a sempre aguardada Revista Atletismo, desta vez com a habitual edição dupla de Setembro/ Outubro.

Recorde-se que este é o último número com distribuição nas bancas pois, a partir de Novembro, passa a exclusivo por assinatura, como pode ser lido aqui.
De assinalar que na página 30 da Revista tem condições muito vantajosas para efectuar a assinatura.

Conteúdo desta edição:
Revista Atletismo - Além das habituais rubricas e notícias, muito desenvolvida reportagem sobre o Mundial de Daegu. Destaque igualmente para as Universíadas e uma grande entrevista à grande saltadora Patrícia Mamona.

Mundo da Corrida - Com as habituais reportagens das provas que se realizaram ultimamente, o clube do pelotão entrevistado é o Quinta da Lomba, do Barreiro, e o atleta de pelotão Casimiro Galhardo, um veterano com mais de 1.000 troféus em casa!
No espaço técnico "Prepare-se agora para correr uma Maratona", "Cuide da sua pele", "Correr uma Maratona é mais perigoso do que correr 10 Km?" e "Cuidado com os joelhos", um tema que preocupa tantos atletas, eu incluído.

Como sempre, um número para ler, reler e guardar!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Jéssica e Dulce na Maratona de Nova Iorque

Jéssica Augusto e Dulce Félix vão participar na Maratona de Nova Iorque a 6 de Novembro.
O anúncio oficial ocorreu ontem numa conferência de imprensa para a qual se deslocou, propositadamente, a directora executiva da New York Road Runners, Mary Wittenberg, o que comprova o nome que as nossas atletas possuem.

Para Jéssica é a sua 2ª Maratona, depois da estreia de sonho em Londres, em Abril, onde, com o tempo fantástico de 2.24,33 se tornou na 2ª maratonista portuguesa.

Dulce Félix irá realizar a sua 3ª Maratona. A 1ª foi exactamente em Nova Iorque no ano passado, onde desistiu aos 33 kms. Vingou-se em Abril, no mesmo dia que Jéssica corria em Londres, alcançando um brilhante 2.26.30 em Viena, subindo a 5ª melhor portuguesa.

Recordo a tabela das 5 melhores atletas nacionais:

Rosa Mota

2.23.29

1985-10-20

Chicago

Jéssica Augusto

2.24.33

2011-04-17

Londres

Marisa Barros

2.25.04

2011-02-20

Yokohama

Manuela Machado

2.25.09

1999-04-18

Londres

Dulce Félix

2.26.30

2011-04-17

Viena


Desejo a Jéssica e à Dulce toda a sorte que tão bem merecem!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Diplomas e filme das Lampas

Participar numa prova com a categoria da Meia-Maratona de São João das Lampas, merece bem um diploma.
Se participou, vá aqui e descarregue o bonito diploma que a AMMA preparou.
Clique em cima do seu nome e eis o diploma.

Se quiser ver um filme que a Saloia TV preparou, clique aqui

Mais uma vez se prova que esta organização é grande e exclusivamente virada para o atleta.
Bem hajam todos que colaboram neste evento!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Calendário Troféu de Oeiras 2011-2012

A 30ª edição do Troféu das Localidades de Oeiras 2011/2012 já tem calendário.
Deste, constam 14 eventos, tantos quantos os da edição anterior, mas registando-se a saída de duas provas e o regresso de outras duas.
De saída, estão Carnaxide e Joaninhas de Leião. De regresso, após um ano de ausência, Bairro dos Navegadores e Barcarena.

Calendário:

2011
01-11 Valejas
13-11 Caxias

2012
15-01 Barcarena
26-02 Dafundo
11-03 Leião
25-03 Tercena
15-04 Outurela
25-04 Vila Fria

O regulamento, bem como as formas de inscrição, estão a ser ultimados e irão aparecer aqui.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Revista Atletismo só por assinatura a partir de Novembro

A Revista Atletismo, histórica de 30 anos e companheira imprescindível de todos os atletas, de elite a pelotão, vai deixar de ser vendida nas bancas, passando a exclusiva por assinatura.

Transcrevo aqui a noticia com respectivas razões, retirada da sua página.

A partir do mês de Novembro, a Revista Atletismo deixará de estar disponível nas bancas. Os elevados custos que a distribuição implica a uma publicação tão pequena e o aumento dos custos do papel e da impressão obrigam a medidas de supressão das sobras.
Desta forma, os nossos leitores habituais (não assinantes) têm uma campanha de assinaturas à sua disposição (página 30) com boas oportunidades.
Os preços de assinatura são aqueles que constam na pág. 30, na última edição, mas poderão vir a ser sujeitos a acerto caso se verifique um aumento do IVA, actualmente de 6 por cento.
Em todo o caso, convidamos todos os leitores a tornarem-se desde já assinantes, recebendo a revista regularmente na sua casa ou posto de trabalho.


Desejo que esta alteração permita mais 30 anos a satisfazer todos que fazem do Atletismo a sua paixão.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Meia-Maratona de Viseu

Contra ventos e marés, a equipa de Olímpio Coelho continua a organizar em boa hora a Meia-Maratona de Viseu, evento que cumpriu ontem a sua 31ª edição.
Os custos de interioridade fazem-se sentir nestas provas que implicam uma deslocação maior e, inclusive nalguns casos, pernoitar, o que deverá ter sido a principal causa para o decréscimo de participantes, menos 49 que 2010, somando assim 256 na meta.

José Moreira dos Cyclones venceu em 1.07.39 e um avanço de 15 segundos sobre António Fernandes (Vale de Cambra). A 30 segundos, completou o pódio Vasco Azevedo do Lamego, atleta que conta já com 3 triunfos nesta prova.
José Moreira é o 20º vencedor duma galeria onde Henrique Crisóstomo é o mais vitorioso, 4 triunfos.

Em femininos, e com a participação de 15 atletas (5,9%), Lídia Pereira do Mangualde venceu em 1.24.43 e um avanço de 57 segundos sobre Joana Nunes (Jovens da Branca), com Andreia Jesus (Senhora do Desterro) em 3º, 1.27.16
Lídia Pereira é também a 20ª vencedora duma relação onde Fátima Neves é a grande campeã com, nada menos nada mais, 10 vitórias!


domingo, 11 de setembro de 2011

Ainda as Lampas

Não quero deixar de publicar duas fotografias que ainda não tinha quando escrevi a crónica desta fantástica prova.

A delegação dos 4 ao Km presentes, comigo na qualidade de atleta, a Mafalda como fotógrafa oficial da equipa (equipa fina é assim!) e a Sandra que ontem não correu mas foi apoiar (ainda tenho esperança que um dia lhe passe o receio desta prova e aí vai dar-me razão!).
Fotografia tirada pelo organizador, Fernando Andrade

E quem diria que eu um dia iria tirar uma fotografia aos grandes fotógrafos da AMMA? Tudo pessoal que alia a arte fotográfica a uma grande simpatia, queridos por todos os atletas.
Foto de Egas Branco. Se quiser complicar o texto, digo que o Egas fotografou o improvisado fotógrafo que fotografou os fotógrafos! Confuso?

Meia-Maratona de São João das Lampas

A história começou a 6 de Setembro do distante 1977 e viu serem classificados 19 atletas. Prolongou-se, sempre em Setembro, criou raízes e em 1993 passou a ter distância oficial e certificada. Chegou agora ao bonito número de 35 edições, sendo a segunda Meia mais antiga do país, apenas batida pela "Mãe" das Meias, Nazaré.

E qual o segredo para esta pequena localidade nos confins do concelho de Sintra manter uma prova com esta longevidade?
A resposta é fácil, as suas gentes, a sua organização, consubstanciada num senhor de S bem grande chamado Fernando Andrade, ele também corredor, e que sabe o que os atletas gostam.

Falar de aspectos positivos nesta prova, é fácil e difícil ao mesmo tempo. Fácil porque se resume a tudo. Difícil pois tanto queremos falar de todos os aspectos, que o espaço necessário seria imenso.
É uma prova feita de alma e coração e apoiada por toda a população, que não regateia palavras de incentivo que caiem sempre fundo.
E falar de aspectos negativos ou pontos a melhorar? Pois... aqui é a altura de se darem voltas na cadeira até se concluir que não se pode escrever sobre o que não há.

Carlos Silva voa para a vitória

O percurso, é do conhecimento de todos, não é fácil. É mesmo considerada a mais dura Meia do país mas, sejamos práticos, as corridas são apenas para marcas ou também desafios a serem vencidos?
Quem quer exclusivamente marcas, com um manto à sua frente, tem a pista. Agora quem é estradista, sabe que há todo um percurso a vencer. Nalguns casos mais fácil, noutros não. Mas não são os maiores desafios que mais satisfação nos oferecem?
Esta prova não é nenhum bicho de sete cabeças, nenhum monstro, mas sim bela.

E todo o esforço da organização foi recompensado com novo aumento de participação. Se no ano transacto já esse aumento tinha sido de 71 (309 para 380), este ano tivemos mais 41 atletas, perfazendo 421 na meta.
E quem vem, fica contagiado por todo este ambiente, começando a sonhar com a próxima, após o empeno desta.

Anabela Tavares no seu ritmo rápido e eficaz, no caminho para mais uma fantástica vitória

E de todos os 421 vencedores, quem foi mais rápido foram Carlos Silva e Anabela Tavares, que inscrevem assim o nome na galeria de honra desta prova. Ele o 25º vencedor, ela a 21ª, duma relação onde abrilhantam os nomes do malogrado Carlos Capítulo e de Lucília Soares, ambos com 6 vitórias. E Lucília Soares, vencedora em 1988-1989 e 1996-1999, ainda ontem esteve, uma vez mais, presente e no pódio do seu escalão.
Carlos Silva do Sporting cortou a meta em 1.10.28 e um avanço de 1.22 sobre o 2º Bruno Fraga do Reboleira. Em 3º e com a marca de 1.14.01, Adelino Monteiro, também do Sporting.
Anabela Tavares do Arrudense cortou a meta em 1.23.18 e um avanço de 3.31 sobre Lucinda Moreiras do Penafiel. Cátia Galhardo, desta feita como individual, finalizou o pódio em 1.28.40

No final, todos receberam uma linda e prática mochila, água, batatas, bolos, um livro de cartoons e uma t-shirt técnica preta, com o emblema da prova. Uma camisola de muito bom gosto e que irá ser um orgulho envergar.

A vencedora, Anabela Tavares, a ser entrevistada, ela que nos 3 últimos meses conseguiu feitos como a vitória aqui, nas Fogueiras e campeã nacional dos 10.000 metros!

Estive presente pelo 2º ano consecutivo e, pela 2ª vez, venci as Rampas. Desta feita foi mais difícil que em 2010, tendo feito mais 3.52, mas nesta prova o tempo é secundário, interessa é, como já referi, vencer o desafio.
E, a menos que não possa de todo, esta é daquelas corridas que não quero perder no futuro.

Eu e Jorge Branco, os atletas dos dois blogs geminados

Outro aspecto muito positivo do dia de ontem foi o reencontro com tantos e tão bons amigos. Não vou dizer os nomes, pelo receio que me possa escapar algum. Mas eles todos sabem quem são!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Treinar em locais com história

Pois após 2 semanas de pausa neste blogue, devido às sempre apetecidas e necessárias férias, cá estou de regresso, para quem tiver paciência de me ler, e para dar conta de 4 treinos que fiz num local carregado de história, sensações e emoções, como a pista de cross das Açoteias.

Foi a primeira vez que lá corri mas é um local com grandes recordações, fruto dum inesquecível dia como foi o 12 de Dezembro do passado 2010.
Dia da 17ª edição do Europeu de Corta-Mato, que registou actuações brilhantes de todos os nossos atletas, consubstanciado com a conquista de 7 medalhas.
Nunca é demais recordar. Começou com os juniores masculinos com o bronze para Rui Pinto e prata colectiva. Acabou com os seniores masculinos com o bronze para Youssef el Kalai e prata colectiva.
De permeio, as nossa meninas de ouro arrasaram com mais uma medalha de ouro colectiva, bronze para Dulce Félix e o ouro e título europeu para Jéssica Augusto, num domínio de tal maneira marcante que 5 das nossas atletas classificaram-se nos 10 primeiros lugares!
Um dia de sonho, ajudado pelo entusiasmo do público como nunca vi nalguma outra prova em Portugal. Claro que a maior gritaria de apoio vinha de estrangeiros, pois o português parece que só sabe gritar no futebol e, maioritariamente, se for para assobiar o árbitro ou insultar o adversário, mas houve honrosas excepções e outros sentiram-se contagiados.
No meu caso particular, gostava de saber quanto corri nesse dia pois indo a sprintar dum lado para o outro, conseguia estar em 3 locais diferentes por volta, sempre gritando por todo e qualquer atleta nacional, até a garganta ficar bem rouca.

Regressar assim a este local, agora do lado melhor, o de dentro, transmitiu-me grandes emoções pela recordação desse dia.
Na primeira volta, ouvia e recordava todos esses momentos.
No total, fui lá treinar 4 vezes, perfazendo 34 quilómetros nas 17 voltas que realizei (uma em sentido contrário) aos 2 mil metros de extensão à versão mais longa (2.020 metros cada volta, para ser mais exacto).

O que é muito agradável de presenciar é o óptimo estado que a pista apresenta, devidamente marcada e com muitos atletas a treinarem, inclusive alguns jovens com treinador.
Uma grande instalação ao serviço de todos!