domingo, 31 de outubro de 2010

Grande estreia do Corre Jamor!

Eis a prova: mesmo no aquecimento, ando com "alto rendimento!"
10 minutos antes da partida, a fuga dos atletas para se protegerem da enorme bátega de água
Atleta que é atleta não se assusta com chuva e aqui começou a 1ª edição desta excelente prova

Giro, giro, giro era haver uma prova que começasse num sítio rodeado de árvores, um espaço plano à volta dum lago, uns trilhos numa mata, uma volta à parte de cima dum estádio famoso, com passagem pela tribuna de honra, e regressar ao espaço onde o verde predomina. Seria possível?
Pois o Clube Olímpico de Oeiras lembrou-se que há mesmo um espaço assim e que já merecia uma prova de grande envergadura, o Complexo Desportivo do Jamor. Criou então o Corre Jamor. Aí, os atletas pensaram "hum... naquele espaço deve ser espectacular" e toca de começarem a inscrever-se de tal maneira que, e apesar de ser a edição inaugural, as inscrições esgotaram.
Tudo corria sobre rodas quando São Pedro desconfiou de tanta inscrição e decidiu pôr à prova os atletas. Larga então chuva mais que suficiente para enlamear o percurso. Porém, os atletas compareceram em grande número e São Pedro tentou uma última cartada, uma monumental bátega de água a 10 minutos da partida, a que juntou um vendaval. Mas o atleta quer é correr, faça sol ou chuva e ninguém se foi embora. Rendido à evidência, São Pedro decidiu recompensar a vontade dos ditos atletas com sol à partida, que se prolongou por toda a prova.
Nasceu assim a primeira edição do Corre Jamor para a qual só tenho elogios.
Uma excelente organização, feita por pessoas interessadas em servir o Atletismo e os atletas, um ambiente fantástico entre todos, e um percurso muito bonito, com a sua dose de dificuldade que dá outro valor a quando se corta a meta.
O percurso estava muito bem sinalizado e marcado quilometricamente, reabastecimento a meio da prova e no final, uma bonita camisola que permite prolongar a recordação deste dia, e uma enorme simpatia, vontade e querer de TODOS os elementos da organização. Os resultados foram disponibilizados logo de seguida na internet, com a possibilidade de imprimir o diploma.
De destacar a excelente ideia que foram buscar ao Automobilismo, de numa descida que estava muito enlameada e com sulcos fortes causados por estas últimas chuvadas, colocaram 2 elementos com bandeiras amarelas a alertar o perigo, o primeiro um bocadinho antes para incentivar os atletas a abrandarem e tomarem precauções, o segundo no próprio local a assinalar o sítio.

Competitivamente, foram 679 os atletas que cortaram a meta na corrida maior, 9.150 metros, a que se juntaram mais umas centenas na corrida/caminhada de 3.000 metros.
António Sousa, que muitos atletas reconhecem como o orientador dos treinos da Corrida do Tejo, foi o vencedor com 32.12, seguido a 41 segundos por Custódio António, formando uma dupla do clube da casa, o Olímpico de Oeiras. Bruno Lourenço foi o 3º.
Representando também o Olímpico, Carmen Pires foi a vencedora com 42.48 e um avanço de pouco mais de minuto e meio sobre Susana Almeida (Garmin) que foi a melhor veterana. Paula Silva da Açoreana completou o pódio.

Quanto a mim, esta foi uma corrida que me proporcionou um enorme prazer. Não corri atrás de tempos mas fiquei bastante satisfeito com os 52.26 (tempo real) num percurso onde tinha que se passar muito tempo a olhar para o chão por causa de eventuais poças de lama que poderiam provocar alguma queda. Dei sempre o máximo consoante as condições, apenas tomando muitas precauções nas descidas. A fractura do pé esquerdo foi numa descida molhada e se a mesma não deixou marcas físicas, felizmente, o mesmo já não se passa em marcas psíquicas (vulgo medo), quando o piso está escorregadio e em descida.
Cheguei aos 8 quilómetros e senti-me ainda com muita força e como estávamos a regressar ao alcatrão, decidi dar tudo o que tinha e surpreendi-me com um último quilómetro em 4.14, o que para um atleta como eu é um tempo fenomenal, daqueles de "ir a voar baixinho"...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Troféu das Localidades de Oeiras suspenso por tempo indeterminado!

Já se sabe a razão para o facto da Corrida de Valejas ter sido cancelada, sendo que o seu desenvolvimento ainda é pior.

Segundo comunicado da Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Oeiras:
"Na sequência da não aprovação, pela Associação de Atletismo de Lisboa, do regulamento do GP do Valêjas Atlético Clube, lamentamos informar que somos obrigados, a suspender por tempo indeterminado, o 29º Troféu CMO - Corrida das Localidades pelo menos, e até tomada de decisão mais ponderada e resulte de uma discussão com os parceiros de organização de provas.
Assim, pese embora o enorme esforço dos clubes organizadores e dos serviços da Câmara Municipal de Oeiras para que no próximo dia 1 de Novembro tivesse início mais uma edição do tradicional troféu, e considerando o momento tardio da comunicação por parte da Associação de Atletismo de Lisboa, não tivemos outra alternativa senão tomar semelhante medida tendo em vista a proximidade da data da primeira prova."

Recorde-se que este troféu dinamiza uma série de atletas que vão desde os benjamins aos veteranos, com muitas colectividades que desenvolvem todos os esforços para dar a conhecer o Atletismo aos eventuais futuros atletas do amanhã.
Recorde-se igualmente que as 16 provas da época passada somaram 8.806 participações (superando largamente as 6.936 da anterior) e uma média de 587 por prova (462 na anterior).

Por tudo isto, e quem conhece a realidade e o ambiente destas provas sabe do que estou a falar, é incompreensível como uma associação que deveria estar ao serviço do Atletismo e dos atletas, coloca em perigo um troféu cujos pergaminhos estão alicerçados nas suas 28 edições já concretizadas.
Mas falar desta associação faz-me igualmente recordar as organizações que tem efectuado no Grande Prémio de Natal de Lisboa cujas últimas edições conseguem piorar ainda mais a anterior.

Repito a pergunta e não comento mais nada, esta associação não deveria estar ao serviço do Atletismo e dos atletas?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Correr atrás dos escapes

Durante a Corrida do Tejo, houve uma altura em que fui um bocado atrás duma mota que transportava um fotógrafo virado para os atletas. Tanto eu como os que me rodeavam começámos a desviar-nos para nos afastarmos dos gases emanados do escape, que eram incomodativos, especialmente para quem vai ali de boca aberta a tentar captar todo o oxigénio possível. E foram apenas uns momentos.
Dei por mim a pensar como será com os lideres das corridas que vão sempre atrás do carro-cronómetro e, por vezes, de algumas motos. E durante toda a corrida.
Numa altura que a consciência ambiental começou a ter o seu espaço, apesar de também muito aproveitada para fins comerciais, e numa altura que se procura dar a conhecer ao grande público os carros movidos a electricidade, porque não haver uma marca (Nissan?) que veja aqui uma boa oportunidade para divulgar o seu modelo e ceder um carro para ir à frente dos atletas, não os prejudicando.
Seria visto por várias centenas de atletas, o que daria mais retorno que os simples test-car que organizam, e seria muito mais barato que outdoors para os quais já pouco se olha.
Os carros movidos a electricidade continuam a sofrer de vários estigmas por parte de quem não está informado e que desconhece que neste momento apenas perdem para os de gasolina na questão autonomia (cerca de 200 kms), pois nas performances já se equipara e bate mesmo os de gasolina no arranque. Além de 3 depósitos mensais de cerca de 50 litros de gasolina custarem à volta de 200 euros, enquanto o carregamento próprio das baterias para a mesma distância ficará em menos de 10 euros. Além de poupar o ambiente.
Isto poderia ser dado a conhecer aos atletas quando vissem ali um carro desses. E pouparia os pulmões dos primeiros atletas do pelotão...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Corrida do Tejo e o tempo de chip

Esclarecimento da organização da Corrida do Tejo sobre o facto de muitos atletas aparecerem na classificação com o tempo de chip igual ao de prova:

"Foi reportado pela Championchip Portugal uma falha técnica nos tapetes centrais na partida. Por esse motivo verificámos que alguns resultados referentes ao "Tempo Chip" não estão correctamente contabilizados. Vamos fazer a alteração urgente na WEB com a colocação de "zero" em todos os casos com registo de anomalia. Pedimos desculpa e asseguramos que não se repetirá. Obrigado pela compreensão."

Efectivamente, os casos que conheço e que falharam foram de pessoas que passaram perto do meio na linha de partida.
Danoso seria se o tapete que falhasse fosse o da chegada.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Corrida de Valejas cancelada!

Se era daqueles, como eu, que se preparava para um fim-de-semana alongado em grande, com o Corre Jamor no domingo e a Corrida de Valejas na 2ª, pois ficará apenas pela metade. Lamentavelmente, e por razões que desconheço, esta prova foi cancelada.
Contando com um bonito historial de 28 edições, era a prova de abertura do Troféu das Localidades de Oeiras 2010-2011, troféu que este ano viu o número de provas ser reduzido de 16 para 14, perdendo-se a Corrida do Bairro dos Navegadores e a de Barcarena, e que agora passa a 13.

Assim, a primeira prova do Troféu é em Caxias a 28 de Novembro.

Só participei nela no ano passado e gostei bastante, estando expectante para este ano, pois para quem gosta de subidas, é óptima! O último quilómetro é todo a subir, com uma rampa final bem acentuada, com uns 200 metros.

Este ano, a relação de provas canceladas já vai longa...

domingo, 24 de outubro de 2010

Corrida do Tejo

As camisolas dorsal desde 2006 (em 2005 ainda não corria)
Tudo à espera de "soltar o queniano que há em si". Carlos Mendes, Alzira Sobral, Sandra Martins, eu, António Sobral e Orlando Couto
A brilhante vencedora, a grande campeã Jéssica Augusto, posa para a Mafalda mostrando os troféus conquistados
Pódio masculino, Ricardo Mateus (2º), Rui Silva (1º) e Luís Pinto (3º)

Não há outra maneira de dizer, sinto-me eufórico pela minha corrida nesta 30ª Corrida do Tejo, Os 52.15 que marquei de tempo de chip, são o meu record desta corrida, o anterior era de 52.30 em 2008, e é a melhor marca do ano aos 10 quilómetros, numa sequência de bons tempos em evolução que tenho vindo a marcar. Sem o ritmo mais lento nas primeiras centenas de metros, pelo tráfico, julgo que poderia mesmo entrar no 51 alto. E, prova que estou bem, é que a minha 2ª metade foi mais rápida que a primeira (26.25 / 25.50), e o último quilómetro em 4.56
É sabido que desde Julho mudei a minha forma de treinar e os resultados estão à vista, com o intuito de chegar, finalmente, aos ambicionados 49. Já lá estive muito perto numa evolução que foi interrompida por uma entorse em 2007 e uma fractura em 2008. Agora, se se cumprir o ditado, à terceira é de vez.
Tenho é que continuar a treinar com disciplina, sem me deixar levar por euforias, e utilizar muito bem a cabeça, como tenho conseguido fazer.
Quando, não sei, mas o dia há-de chegar.

Mais uma vez a organização desta prova esteve ao nível que nos tem vindo a habituar, sempre inovando e sempre com grande profissionalismo. Muitos e muitos pontos se podem destacar. Desde os treinos que fazem que esta não seja apenas mais uma corrida mas sim um espaço ideal ao convívio, inclusive com grandes atletas, ao sistema de entrega de sacos utilizando a tecnologia em seu favor, à camisola dorsal, às divisões por tempos (apesar de haver muito atleta mascarado de tempos que não consegue alcançar), à grande animação antes da partida, às placas quilométricas correctamente colocadas, aos dois reabastecimentos (4 e 7 kms), à chegada e rápido escoar de atletas (quase 10 mil e não há fila para cortar a meta. Este é um recado à organização do Grande Prémio do Natal), à medalha, à feira da fruta, à transmissão televisiva, à paisagem, e a outras coisas, de certo, mas que não me recordo agora.
Por alguma razão esta é a maior corrida competitiva no nosso país e hoje foi estabelecido novo record nacional. Estava em 9.147 atletas classificados no ano passado, passou a 9.262
E de salientar também a forte componente feminina, 2.022 atletas o que representa 21,8% num panorama habitual de 4 a 8% do pelotão.

A nível competitivo, os grandes favoritos, Rui Silva e Jéssica Augusto, venceram. Rui Silva alcançou o seu tri numa corrida onde logo aos 3 quilómetros ficou isolado com os seus dois colegas sportinguistas Ricardo Mateus e Luís Pinto. Aos 8, numa altura que Ricardo Mateus se tinha atrasado uns cem metros, Rui Silva dá na subida para o Inatel a sapatada final, descolando-se de Luís Pinto que viria, quase em cima da meta, a ser ultrapassado por Ricardo Mateus. De salientar as boas marcas alcançadas pelos três. Rui Silva com 29.12 ficou a escassos 7 segundos do record deste percurso, realizado por si em 2007, Ricardo Mateus 29.23 e Luís Pinto 29.28. O 4º, Bruno Paixão, chegou a quase 2 minutos do vencedor, com João Lopes em 5º e o surpreendente e muito promissor Rui Pinto em 6º com 31.57, ele que ainda tem apenas 17 anos!

No sector feminino, Jéssica Augusto alcançou o seu bi, e consecutivo, fazendo 33.26 e ficando a 21 segundos do record deste percurso, que é seu. Os 2 melhores tempos de sempre de Algés a Oeiras, pertencem-lhe ambos!
Em 2º terminou a habitual participante e já 4 vezes vencedora, Sandra Teixeira, a 1.12 de Jéssica, com a jovem promessa, já certeza mesmo, Daniela Cunha a repetir o pódio do ano passado, agora em 3º.
Apesar de só recentemente ter retomado a sua preparação física, Vanessa Fernandes que vinha apenas rolar, foi a 4ª com 37.54, ela que também já conta com uma vitória aqui, em 2007 com 33.30

E agora... que venha a edição 31!

sábado, 23 de outubro de 2010

20 Kms de Almeirim

Disputou-se hoje à tarde, pela 24ª vez, os 20 kms de Almeirim, competição onde se classificaram 643 atletas, o número mais alto destas 5 últimas edições e com um incremento de 159 atletas em relação ao ano anterior, o que são óptimas notícias.

Ao serviço da Nike, o queniano Anthony Maritim sagrou-se vencedor com 1.01.21, terminando à frente dum batalhão de 4 atletas da Conforlimpa, equipa que venceu colectivamente, sendo o 2º Hermano Ferreira, 3º José Ramos, 4º Paulo Gomes e Alberto Chaiça em 5º. O outro homem da Conforlimpa, Hélder Ornelas terminou em 8º, atrás de Lino Barruncho e António Fernandes.

No capítulo feminino, o Maratona viu duas atletas nas duas primeiras posições, Anália Rosa como vencedora, em 1.09.49 e Mónica Rosa a secundá-la, tendo a maritimista Madalena Carriço completado o pódio.

Por equipas, e como já foi referido, a Conforlimpa venceu destacada, sendo seguida pela ADERCUS, Moradores de Atibá, Leões de Porto Salvo e Reboleira.

De destacar na classificação a relação de atletas desclassificados (15), por não terem passado por todos os postos de controlo. Uma informação que seria interessante existir também noutras provas.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Treino Extra Corrida do Tejo

Terminou em ambiente festivo de convívio, com direito a pizza e bebidas aos participantes, a sequência de treinos que a Nike levou a efeito com vista à Corrida do Tejo.
Desta feita, o ponto de encontro foi no areal da Praia da Torre, onde se começou, como habitualmente, com os exercícios de aquecimento e alongamento. Presentes, Jéssica Augusto, João Silva e Diana Gomes, além de Rosa Mota.
Depois iniciou-se a corrida propriamente dita, com uma volta no areal a que se seguiram cerca de 3 quilómetros pelo Passeio Marítimo, em sistema de ida e volta. Após o regresso, três sessões de séries na areia e exercícios de relaxamento.
Ao contrário das outras vezes, e dado que não se iria puxar como fazem os do pelotão da frente, os participantes não foram divididos por grupos mas formou-se um único pelotão. À frente o ritmo era de descontracção, para o que estão habituados a fazer, mas para atletas como eu, que colei aí e aguentei-me, o ritmo foi mais rápido do que faço, à volta de 4.50
Depois da volta, dei por mim colado à Jéssica, e assim vim esses 1.500 metros, a apreciar as diferenças entre uma super-campeã e um atleta de pelotão (da parte de trás). Enquanto eu ia em pleno esforço, a Jéssica rolava num ritmo que para ela mais parecia que andava a ver montras. E enquanto dava uma passada, eu dava mais...
Quando chegámos à praia, tempo para falar um pouco com a Jéssica e apreciar, uma vez mais, tal como aconteceu com Dulce Félix, Sara Moreira e Daniela Cunha no domingo, a simpatia, simplicidade e humildade que as nossas grandes campeãs possuem. Campeãs dentro e fora da pista. Quem visse a conversa, parecia que eram dois normais atletas de pelotão, em vez de alguém que está habituado a correr e vencer nos maiores palcos internacionais, com alguém que vibra intensamente com esses feitos.

Entretanto, este problema do joelho parece que está a ficar passado e, com as provas e treinos a correrem-me bem, os níveis de confiança estão a aumentar. Acredito que qualquer dia é o dia. O dia em que expludo e faço aquele tempo com que sonho (abaixo dos 50, 49.59 serve). Tal como já aconteceu na Corrida da APAV 2007 onde explodi e ao fazer uma média de 4.55, faria um tempo de 49.10 mas, infelizmente, nessa altura a corrida tinha apenas 9.400 metros e não os 10 quilómetros.
Qualquer dia, é o dia!

Escola de Atletismo para jovens

A pista coberta do Centro Desportivo do Jamor tem a funcionar, desde o dia 6 de Outubro, uma escola de Atletismo para jovens com idade compreendida entre os 11 e os 16 anos e que queiram ser praticantes.
A responsabilidade é do professor João Abrantes, com a ajuda dos professores Pedro Pinto e Mário Aníbal, tendo inicialmente o horário das 16.30 às 18.00 às quartas-feiras e das 10 às 12 aos sábados.
As inscrições são realizadas no próprio local e para quem esteja interessado nesta útil iniciativa, poderá obter mais informações no site da Federação Portuguesa de Atletismo, mais concretamente aqui.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Corrida do Tejo com novo record nacional?

A Corrida do Tejo que se disputa domingo, poderá vir a alcançar, uma vez mais, novo record nacional de atletas classificados numa prova. Depois dos 7.161 em 2007 e 8.961 em 2008, em 2009 registaram-se 9.147 atletas a cortarem a meta. Tal como agora, estavam inscritos a totalidade das 10.000 vagas existentes. Tudo depende agora dos faltantes, número que existe sempre, especialmente em provas mais participadas onde o seu valor é mais significativo. Se nuns casos a ausência do atleta inscrito é perfeitamente normal devido a algum problema físico ou imponderável, noutros casos é apenas "porque sim", até dependendo do tempo que estiver ou da noitada anterior, dado que um bom número não pertencem ao grupo dos que vão a todas faça sol ou chuva, seja de manhã ou à noite, seja em estrada ou trilhos, seja correr ou seja correr...
Vamos então aguardar para verificarmos se poderemos festejar novo record.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sara Moreira regressa aos treinos!

Depois de 10 dias de paragem forçada por uma arreliadora lesão, que a impediu de dar o seu contributo aos Campeões Europeus de Estrada, Sara Moreira regressou ontem aos treinos.
Para já, correu-lhe bem, a expectativa é para estes próximos dias e a (esperada) confirmação que tudo está debelado.
Recorde-se que uns dos próximos compromissos é o Europeu de Cross, a disputar a 12 de Dezembro nas Açoteias, onde Sara será uma das peças fundamentais na nossa selecção feminina que defende o título.
Para já, óptimas notícias. O desejo que assim continuem.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Torneio Ibérico de 10.000 metros

Com o intuito de revitalizar o fundo nacional e espanhol, vai ser reeditado o Torneio Ibérico de 10.000 metros.
Será disputado em princípios de Abril, alternando-se o país.
Para já, a 1ª edição será disputada a 2 de Abril em Espanha, estando ainda por decidir se será em Huelva ou Punta Umbria, cidades vizinhas e que distam apenas cerca de 50 quilómetros da fronteira com Portugal.
Aplaude-se esta iniciativa de países com passado histórico e que se unem para tentar abalar o panorama europeu nesta especialidade, no sentido de reagir ao grande domínio queniano/etíope.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Rápida recuperação, Professor!

Mário Moniz Pereira desmaiou ontem numa missa em Lisboa, tendo sido hospitalizado.
Devido aos cuidados que a sua idade, 89 anos, exige, ficou em observação para hoje ser sujeito a mais exames médicos.
Os desejos duma rápida recuperação ao Sr.Atletismo.

domingo, 17 de outubro de 2010

Portugueses arrasam nos Campeões Europeus de Estrada!

Com a Campeã Europeia de Estrada, Dulce Félix
A muito simpática Sara Moreira, triste por estar lesionada mas com direito a se cantar os parabéns no pódio pelo seu 25º aniversário
A muito promissora Daniela Cunha, que ainda se lembrava do que aqui escrevi uma vez sobre ela!
Eu e o Carlos a ladearmos o Campeão Europeu de Estrada, Hermano Ferreira, em espectacular forma!
Carlos, Sandra e eu, os primeiros a chegarmos de manhã a Moncova! Finalmente uma vitória! :)
Hermano a ser entrevistado mal acabou a corrida
As duas primeiras, Dulce e Anália (por ordem inversa na foto), posam para a Mafalda, grande fotografa que não perde uma!
Pódio feminino
Pódio masculino
Daniela Cunha e Sara Moreira ladeiam a vencedora da prova aberta, Liliana Alexandre
Foto de família dos campeões colectivos em ambos os sectores, Maratona Clube de Portugal

Mas que rica manhã se passou hoje na corrida comemorativa do Bicentenário das Linhas de Torres, programa onde constaram as Taças dos Clubes Campeões Europeus de Estrada masculinos (Meia-Maratona) e femininos (15.000) e uma Prova Aberta englobada na corrida feminina.
Uma corrida inédita num percurso belo e selectivo, com boa disposição e ambiente reinantes, e onde se fez a festa em português, mas isso já lá vamos.
Se estes foram os pontos positivos, também têm que se citar os negativos que foram a falta de correcta sinalização quilométrica que apenas existiu nos 5 últimos quilómetros mas com a de 5 quase nos 6, mas este problema é de somenos importância comparado com o facto das últimas dezenas de concorrentes da Prova Aberta terem apanhado, por descuido policial, o transito aberto entre os 9 e os 11 kms, obrigando os atletas a irem apertados pela berma com os carros a passarem nas duas faixas numa estrada que nem era larga. No entanto, quando 2 motards reguladores do tráfego se aperceberam, de imediato corrigiram esta situação potencialmente perigosa e que não foi nada agradável.
Também outro ponto que seria de evitar, mesmo porque estamos a falar duma prova europeia, foi o facto de não existirem casas de banho portáteis em Moncova, lugar de partida para a prova feminina e aberta, tendo nós mesmo sido questionados por atletas da equipa irlandesa onde eram as mesmas e tivemos que responder que a única hipótese era atrás das árvores...
De resto, tudo perfeito, com um muito bom clima em Torres Vedras e onde grande parte dos atletas não arredou sem ver os respectivos pódios.

Na vertente masculina, o nome a destacar é Hermano Ferreira que fez uma prova aparte dos restantes. Fugiu logo aos 3 quilómetros e imprimiu um ritmo diabólico que lhe permitiu vencer com quase minuto e meio de avanço sobre o 2º e, mais importante, um fantástico tempo de 1.01.24, o que é deveras espantoso e só é de lamentar que não possa ser homologado por desnível superior a 21 metros entre a partida e chegada.
Hermano Ferreira representa agora a Conforlimpa mas a vitória não foi suficiente para ajudar a equipa a conquistar o título colectivo, devido a uma grande homogeneidade do Maratona que jogou em equipa com o 2º e 3º, um surpreendente Nuno Costa e Rui Pedro Silva, a chegarem juntos, tal como os 5º, 6º e 7º José Rocha, Rui Teixeira e Fernando Silva, o fizeram num espírito de entreajuda que levou o Maratona ao título. E se fosse necessário, Ricardo Ribas ainda foi 9º. O Maratona somou assim 16 pontos (2+3+5+6), contra 24 da Conforlimpa (1+4+8+11) que, além de Hermano, contou com Paulo Gomes em 4º, Licínio Pimentel em 8º, José Ramos em 11º, ele que tinha passado em Moncova isolado em 2º, e Hélder Ornelas na 12ª posição tendo Youssef el Kalai desistido.
Assim, o Maratona desempatou, passando agora a contabilizar 9 títulos contra 8 da Conforlimpa.
A nível individual, Hermano repetiu a conquista do ano passado.
A Kromeriz da República Checa completou o pódio.


E se em masculinos as duas principais equipas desempataram, no sector feminino foi o inverso com o Maratona a igualar os 7 títulos do Braga.
Bisando a vitória, Dulce Félix, agora com as cores do Maratona, venceu categoricamente com 50.31 e 33 segundos de avanço sobre Anália Rosa, com a bracarense Filomena Costa em 3º, sendo a única atleta que quebrou o domínio da equipa de Caxias pois as 4ª e 5ª colocadas também pertenceram ao Maratona, Elizabete Lopes e Daniela Cunha, outro excelente reforço da equipa. Ercília Machado do Braga foi 6ª e Fernanda Miranda 8ª, com Maria Ruiz Castellanos do Canal Isabel II em 7º e única atleta que ficou à frente duma nacional. O Canal Isabel II foi 3º num pódio colectivo dominado pelas portuguesas, com o Maratona a alcançar 7 pontos (1+2+4) e o Braga 17 (3+6+8).
Dulce Félix prepara-se agora para um grande desafio, a estreia em Maratona na prestigiada prova de Nova Iorque.


Na prova aberta, vitória para o queniano Anthony Maritim com a marca de 46.45 e um avanço a aproximar-se dos 2 minutos sobre o atleta dos Leões de Porto Salvo, Alex Scutaru, com Francisco Pedro do Toledo na 3ª posição.
Nos femininos, a jovem Liliana Alexandre do Torriense foi a brilhante vencedora com a marca de 56.50, chegando à frente de metade (11 em 22) das atletas dos Campeões Europeus. Perto de 4 minutos após, chegou a veterana benfiquista Lucília Soares, sendo a 3ª Anabela Tavares do Arrudense.

A minha prova foi, sem modéstia, muito boa. Tempo real de 1.23.25 no que é a minha melhor marca do ano nos 15 quilómetros e a 4ª em 17 no meu historial, apenas batida por 3 provas realizadas no mítico ano de 2007, o ano de todos os records. Mas principalmente foi alcançada com uma passada descontraída, a divertir-me com os curiosos que assistiam e sem sentir desgaste. Quanto ao joelho, assustou-me faltando uns 2 quilómetros mas tal como veio, passou de imediato. Mais uma prova que vem realçar o meu bom momento e a boa preparação que efectuei.
Prazer deu o facto de ter acompanhado sempre a Sandra e assistir a ela bater mais um record seu na distância, depois de já o ter feito em Peniche, prova onde foi acompanhada pelo João Branco. Será que o seu segredo é ser acompanhada por um João?
A seguir, foi tempo de assistir às festas dos pódios, interagir com os atletas de elite e tirar umas boas fotos com o orgulho de estar ao lado de grandes campeões que não se deixam afectar por esse estatuto e mantêm a sua grande simpatia e disponibilidade. Mais um factor de orgulho nos atletas que temos e que mereciam mais e mais atenção por parte de muito boa gente.


sábado, 16 de outubro de 2010

Mundial de Meia-Maratona

Campeão mundial - Wilson Kiprop (Quénia)
Campeã mundial - Florence Kiplagat (Quénia)

Disputou-se hoje em Nanning na China o Mundial de Meia-Maratona, prova que teve pela 4ª vez, desde que foi introduzida em 1992, um par do mesmo país a ganhar, e pela 4ª vez esse par foi do Quénia.
O queniano Wilson Kiprop, com 1.00.07, bateu por 4 segundos o eritreu Zerzenay Tadesse, actual recordista mundial da especialidade com a marca registada em Lisboa este ano, tendo outro queniano Sammy Kitwara completado o pódio a 15 segundos do vencedor.
Curiosamente no sector feminino também a vencedora e a 3ª foram quenianas, mas neste sector com uma etíope em 2º. Foi o caso de Florence Kiplagat, 1.08.24, Dire Tune a 10 segundos e Peninah Arusei a 41.
Nenhum atleta português esteve presente.

4º Treino da Corrida do Tejo

Momentos a recordar, um mero atleta de pelotão com uma super-campeã, Jéssica Augusto
4 atletas de pelotão sempre bem dispostos, Fernando Pestana, eu, João Branco e Martins Barata

Decorreu hoje o 4º treino para a Corrida do Tejo, desta feita com a participação da grande atleta Jéssica Augusto.
Sendo o treino na semana anterior à prova, o ritmo foi mais intenso do que os anteriores, mas não será o último treino pois este ano criaram um extra para 6ª feira, 2 dias antes da prova, na Praia da Torre, local da chegada da corrida, pelas 19.30. Um treino que promete ser recheado de surpresas!
O meu joelho ainda continua a incomodar mas também poupei um bocadinho para amanhã, a Corrida do Bicentenário das Linhas de Torres.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Um exemplo!

O excelente blog Correr por Prazer publicou um artigo do qual recomendo a sua leitura.
Pode ser visto aqui.
Sem me querer adiantar, apenas digo que é sobre alguém que há 2 anos pesava 170 quilos e ficava exausto se andasse 100 metros e que no domingo, 70 quilos menos, completou a Meia-Maratona SportZone!
A ler!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Maratona e Meia-Maratona do Algarve

A edição inaugural da Maratona e Meia-Maratona do Algarve contabilizou 270 atletas classificados, 109 nos 42.195 metros e 161 na Meia. O evento já existe, agora trata-se de dimensioná-lo. Pessoalmente, e estando por fora de todos os condicionalismos, parece-me que a data é prejudicada pela proximidade das outras duas meias continentais, Porto em Novembro e Lisboa em Dezembro.

Na Maratona, em masculinos Paulo Soares do Alturense venceu com o tempo de 2.34.57 e um avanço de 1.12 sobre Pedro Pessoa da Praia Salema (2.36.09) e Martins Nunes do Cansado em 3º com 2.38.13. Nos femininos, Ana Vieira do Alvitejo foi a mais rápida com 3.28.28 e um avanço de quase 20 minutos sobre Mariana Mendonça do Faro (3.48.13) enquanto a atleta da CGD Isabel Moleiro terminou em 3º em 3.52.00

Vencedores por escalões:
Masculinos: Séniores - Paulo Soares (Alturense) 2.34.57 / M40 - Pedro Pessoa (Praia Salema) 2.36.09 / M45 - João Gomes (Vermoil) 2.44.49 / M50 - Ilidio Oliveira (Casas Adriano Astromil) 2.57.14 / M55 - Carlos Santos (Ferroviário Portugal) 3.36.35 / M60 - Manuel Faísca (Finicrédito) 3.31.37
Femininos: Séniores - Mariana Mendonça (Faro) 3.48.13 / F40 - Ana Vieira (Alvitejo) 3.28.28 / F50 - Analice Silva (Liberdade) 4.02.11

Relativamente à Meia-Maratona, Manuel Ferraz, também do Alturense como o vencedor da Maratona, foi o mais rápido em 1.14.07, seguido por 3 atletas dos Amigos Atletismo Mafra, Fernando Alves, Marco Grileiro e Francisco Rocha, saudando-se entusiasticamente o regressado Paulo Guerra, recuperado do problema que sofreu, e que terminou em 5º com 1.18.45. A vencedora foi Alice Basílio, também ela do Mafra, 1.32.47, e um avanço de cerca de 13 minutos sobre Ceara Joyce do Sport Lagos e Benfica, com a individual Isabel Gomez na 3ª posição.

Meia-Maratona Ribeirinha da Moita

A 13ª edição da Meia-Maratona Ribeirinha da Moita registou um total de 522 atletas classificados, menos 66 que em 2009, mas num fim-de-semana recheado de muita oferta, e mais 86 relativamente a 2008.

Agora a correr pela Garmin, o consagrado Luís Feiteira dominou isolado a competição, ganhando com 1.06.55 e um avanço de 2.55 sobre Pedro Rodrigues do Mogadourense que precedeu Artur Santiago, actualmente a representar o Arrudense, com o top 10 a ser preenchido por António Travassos, Riad Mohamed, José da Luz, Tiago Marques, Telmo Silva, Eusébio Rosa e Gilberto Fernandes.
A nível feminino, a maritimista Madalena Carriço parou o cronómetro aos 1.21.42 com Beatriz Cunha do Patameiras a 1.06 e a completar o pódio Cátia Galhardo do Desterro. Seguiram-se Sandra Pinto, Lucília Soares, Chantal Xhervelle, Josefa Bongué, Patrícia Serafim, Verónica Scutaro e Carla Calçada.

Colectivamente, o Boavista de São Mateus do Pico dominou, com os restantes lugares de honra a serem ocupados pelo Macedo Oculista e Leões de Porto Salvo.

domingo, 10 de outubro de 2010

Corrida do Aeroporto


Eu e a Sandra "alvos da comunicação social"
Fernanda, Gil, Sandra, Catita, Isabel e eu
2 Joões Limas e a Sandra
A vencedora, Ana Mafalda Ferreira e a 3ª Maria José Frias
Pódio masculino

Às 10.10 de 10/10/10, deu-se a partida para o que seria uma corrida de 10 quilómetros mas que a organização da Corrida do Aeroporto, excepcionalmente, foi obrigada a reajustar para 9 por motivo de obras.
Depois de 825 classificados na edição inaugural no ano passado, subiu-se para 1.172 atletas, a que se juntaram mais umas centenas na caminhada, tendo-se esgotadas as 2.000 inscrições, o que é um forte incentivo para uma organização que se esforçou para fazer tudo bem feito, agradar aos atletas, distribuir simpatia e ainda melhorar o percurso do ano passado, transformando a simples passagem no belo Jardim das Conchas num misto de cross e trilhos, percorrendo-se aí cerca de 2 quilómetros que enriqueceram bastante esta prova e veio dar-lhe um cunho diferente das restantes. Até um simples gesto, mas que cai muito bem nos atletas de pelotão, como o de duas pessoas da organização estarem a bater palmas a quem cortava a meta. Vantagens de ter atletas de pelotão na organização!
Únicos reparos para a falta de civismo de algumas pessoas, desde alguns caminhantes que se colocaram nos lugares da frente da partida, dificultando os primeiros metros de quem ia para a corrida, e dos gelados não terem chegado para todos pois vi pessoas com 2, 3 e até uma senhora com 4 na mão! Para haver muitos para uns, faltou para outros, o que é típico de uma certa "educação".

A nível competitivo, a vitória sorriu a Raúl Caetano do Benaventense, a quem lhe bastaram 29.51 para percorrer a distância e com um avanço de 14 segundos para o 2º classificado Mário Casaca da Garmin. Bruno Lourenço conquistou o último lugar do pódio a 7 segundos do 2º.
Imparável continua Ana Mafalda Ferreira do Estreito, conquistando mais uma vitória com os seus 33.21 e um avanço de pouco mais de 4 minutos sobre a vencedora do ano passado, Paula Lemos da Garmin. Maria José Frias dos Amigos Atletismo de Mafra completou o pódio.

A nível pessoal, esta corrida fica novamente na minha história. No ano passado, foi a prova onde finalmente me soltei e comecei a fazer tempos mais de acordo com as minhas capacidades, depois dum difícil retorno após a paragem de 6 meses pela fractura do pé. Nesta edição, sinto que foi a prova onde melhor corri este ano, apesar do problema com o joelho esquerdo que me surgiu ontem no treino da Corrida do Tejo. O resto do dia de ontem foi complicado e hoje ainda não sabia se não iria apenas fazer o aquecimento e ser obrigado a faltar à prova, tudo dependia da evolução. Apesar de estar com dores e a cortar-me os movimentos, arrisquei correr, tendo colocado primeiro Musclor aquecimento, o que terá sido providencial pois na corrida não senti mais dores e decidi atacar (aquilo que as minhas fracas capacidades definem como atacar), desde o início. E fiz a prova toda ao ataque, sem quebra alguma e com um tempo previsto final para 10 quilómetros de 52 muito baixo ou mesmo 51 alto. Mais uma vez se provou o bom trabalho de preparação que encetei neste verão.
O joelho está agora a dar uns sinais mas vamos esperar que não evolua para poder ser eu a evoluir.

Meia-Maratona SportZone

Tendo como objectivo alcançar um tempo abaixo da hora, a organização da 4ª Meia-Maratona SportZone no Porto bem pode sentir-se frustrada pois pelo 2º ano consecutivo morreu na praia. Na época passada tinha sido Haile Gebrselassie a alcançar 1.00.04 e, este ano, Stephen Kosgei Kibet fez 1.00.09, 4 segundos num ano, 9 noutro, a barreira está enguiçada!
Indiferente a isso, a prova continua a crescer a olhos vistos. Dos 824 classificados na edição inaugural, subiu-se para 1.151 em 2008, 1.448 em 2009 e este ano 1.692. Além de tudo o resto, a beleza da paisagem é um forte incentivo à participação, como pude testemunhar em 2008.
Kibet ganhou ao sprint ao seu compatriota Kipsorio, que se distraiu com o percurso nos últimos metros e chegou a chocar com um elemento da organização, com Kimutai em 3º e o tempo de 1.01.00.
A classificação geral apresenta 10 quenianos nos 13 primeiros, sendo as excepções os 3 melhores portugueses com Rui Silva do Sporting em 7º e a crescer na Meia-Maratona, 1.03.00, Alberto Paulo, a correr como individual, em 9º com 1.03.59 e Jorge Santa Cruz do Benfica 12º 1.07.06
No sector feminino a etíope Berhane Adere Debeba bateu ao sprint as quenianas Monica Wangari e Pamela Chepchumba. O seu tempo foi de 1.13.49
Fernanda Ribeiro, como individual e sempre jovem, foi a melhor portuguesa, 5ª 1.15.52, logo seguida de Doroteia Peixoto, agora a representar o Joane, 1.17.00 e a veterana Rosa Oliveira 1.23.19. De destacar a 9ª classificada, 5ª portuguesa, com o tempo de 1.25.10, ela que já não compete, apenas participa para se divertir mas mesmo assim corre desta maneira. Estou a falar da grande campeã Manuela Machado.

Os resultados podem ser consultados aqui

sábado, 9 de outubro de 2010

3º Treino Corrida do Tejo

Realizou-se hoje mais um treino para a Corrida do Tejo, onde o convidado especial deu pelo nome de João Silva, recente campeão europeu de Triatlo sub-23.
A chuva inicial deu lugar a um sol arredio nos últimos dias e a boa disposição manteve-se neste tipo de eventos descontraídos e onde o correr é apenas uma das facetas.
Depois dos habituais exercícios iniciais, da corrida em si e antes dos finais, tempo para se experimentarem técnicas de treino em pleno relvado (renovado) do Estádio Municipal de Oeiras.
Para quem gosta de correr e conviver, estes treinos são os ideais.
Só foi pena que o final lançasse uma sombra para as minhas próximas corridas, através dum problema que me apareceu no joelho esquerdo e que ainda não conheço a extensão. Para já, fiz gelo e coloquei uma pomada, vamos a ver se amanhã conseguirei correr no Aeroporto.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

As nossas 2 primeiras medalhas de Ouro

Carlos Lopes - Maratona - Los Angeles 1984

Rosa Mota - Maratona - Seul 1988

Em virtude da comemoração do centenário da República, o Palácio de Belém esteve aberto a visitas, o que aproveitei na 2ª feira.
E na exposição onde foca símbolos de Portugal, estavam expostas as medalhas de ouro olímpico brilhantemente conquistadas em Los Angeles 1984 por Carlos Lopes e Seul 1988 pela Rosa Mota, ambas na Maratona.
As fotografias que tirei, e que aqui quero partilhar, têm a qualidade possível por estarem com vidro protector à volta.

Impossível não deixar de (re)sentir quanta emoção nos proporcionaram aqueles momentos, quanto esforço e trabalho árduo desenvolvido por estes 2 atletas fora-de-série que tivemos a felicidade de ver nascer no nosso cantinho!


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Meia-Maratona de Ovar




Na 22ª edição da Meia-Maratona de Ovar, hoje disputada, o record feminino de prova de Fernanda Ribeiro, 1.09.19 alcançado em 1998, tremeu mas aguentou-se por 22 segundos, tendo sido a 2ª vez que se correu em menos de 70 minutos no sector feminino. A autora da proeza foi Marisa Barros na sua estreia pelo Benfica, distanciando por quase 8 minutos a 2ª classificada, a atleta da ADERCUS Carla Martinho, com Helena Sampaio das Grecas, já bi-vencedora aqui, a completar o pódio.
No capítulo masculino. Tiago Costa do Braga, alcançando 1.05.30, foi o vencedor, não se podendo comparar o record de Luís Jesus que em 1995 alcançou 1.01.47. O tempo deste ano foi o 2º mais lento dos vencedores, apenas batendo o de Rui Silva por 5 segundos, feito no ano passado. Aliás, estes últimos 2 anos foram os únicos com tempo superior aos 65 minutos, o que não invalida, de modo algum, o feito deste jovem bracarense que distanciou Bruno Jesus do Maia por 28 segundos e por 49 Bruno Fraga do Reboleira.
Surpreendente foi a quebra de classificados em relação a 2009, menos 252 atletas (1.413 este ano, 1.665 no ano passado), e mais longe dos 1.700 de 2008, tanto mais que esta é uma das Meias míticas no nosso país e temos agora mais participantes, embora também mais oferta.
Relação dos vencedores:
Sénior masculino - Tiago Costa (Braga) / Veterano 1 - António Fernandes (Cambra) / Veterano 2 - José Sousa (Águias Alvelos) / Veterano 3 - Pedro Soares (ARE Sul) / Veterano 4 - Casimiro Galhardo (ARE Sul) / Veterano 5 - Adão Reis (Individual) / Sénior feminina - Marisa Barros (Benfica) / Veterana - Fernanda Miranda (Braga)

Como curiosidade, o record de vitórias pertence a Inês Monteiro com 6 e a António Salvador que venceu por 3 vezes. De destacar que Salvador triunfou, além da 3ª edição, na 1ª e na 20ª!